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sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Cesariana natural” ameniza experiência traumática para mãe e bebé

«Cirurgia praticada no hospital Queen Charlotte de Londres

O hospital Queen Charlotte, em Londres, adoptou o que chama de "cesarianas naturais" para tornar este tipo de cirurgia menos traumática para mães e bebés. O procedimento permite que os pais vejam a criança sair da barriga da mãe, como acontece no parto normal.

Nas cesarianas tradicionais, a mãe só vê a parte de cima de seu corpo. Por trás de uma cortina de protecção, o bebé é retirado rapidamente depois de feito o corte. Na “cesariana natural” praticada no hospital, mãe e pai podem assistir ao nascimento do seu filho, um minuto após colocar a cabeça fora da barriga da mãe.

Os médicos demoram, em situações simples, apenas três minutos para completar a intervenção. Depois de nascer, o bebé é imediatamente colocado nos braços da mãe. Segundo os especialistas, o procedimento ameniza a experiência traumática de uma cirurgia invasiva como a cesariana. Em declarações à BBC, a directoria do Queen Charlotte refere que a "cesariana natural" tem vindo a tornar-se um procedimento estabelecido no hospital.

ALERT Life Sciences Computing, S.A.»

Fonte:Médicos na internet
Link:http://www.mni.pt/destaques/cod=10187&cor=azul&MNI=0471ea156f4a2928de61ab751c099b1e

Vacinação e práticas higiénicas durante o parto previnem tétano


«Proporcionar às crianças um melhor começo de vida é uma das prioridades da UNICEF, pelo que o combate ao tétano materno e neonatal é, há muito, uma componente importante do trabalho que é levado a cabo em mais de 150 países em desenvolvimento.

O acordo de colaboração entre a Unicef e a Dodot visa contribuir para este esforço através de uma campanha de recolha de fundos que reverterá para o programa de vacinação contra o tétano materno e neonatal.Nas zonas rurais dos países em desenvolvimento, a maioria dos bebés infectados pelo tétano acabam por morrer.

Mesmo nos locais onde os recém-nascidos têm a oportunidade de ser tratados, o tétano é fatal em mais de 70% dos casos.“A eliminação do tétano neonatal está ao nosso alcance: a solução é a prevenção através da vacinação e de práticas higiénicas durante o parto”, declara Madalena Cotta, da Unicef Portugal.

“Um recém-nascido pode contrair a infecção durante o parto, como por exemplo, devido ao corte do cordão umbilical com instrumentos não esterilizados, pelo contacto de mãos sujas ou pelo uso de gazes contaminadas. De igual modo, as mães correm risco de infecção durante o parto se este se realizar sem condições de segurança ou de higiene”.

“A Organização Mundial de Saúde recomenda duas doses de vacina para mulheres grávidas, como parte dos cuidados pré-natais de rotina, e três doses para todas as mulheres em idade fértil. As três doses protegem as mulheres durante 15 anos, sendo a sua imunidade extensiva aos seus bebés durante os primeiros meses de vida”, acrescenta Madalena Cotta.

A nível global, o tétano é responsável por mais de um milhão de mortes anuais e é, frequentemente, um problema em países com índices muito baixos de imunização, bem como em países em guerra ou abalados por tensões sociais. Dos 9.7 milhões de crianças que morrem todos os anos, 3.1 milhões vivem no Sul da Ásia e 4.8 milhões na África subsariana.

Em apenas oito países, ocorrem 73% das mortes neonatais causadas pelo tétano: Bangladesh, China, Etiópia, Índia, Nigéria, Paquistão, República Democrática do Congo e Somália. »

Fonte:farmacia.com.pt

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

NOVO CURSO DE PREPARAÇÃO PARA O PARTO


«Para melhorar a qualidade dos cuidados prestados à população, o Hospital de Nossa Senhora do Rosário, EPE reestruturou o Curso de Preparação para o Parto, que tem vindo a realizar ao longo dos últimos anos, com o objectivo de educar a grávida/casal para a parentalidade.

Este novo curso inclui o método psicoprofilático, realizado pelas Enfermeiras Obstetras desta instituição, que tem como objectivo diminuir a tensão e o medo da grávida/casal, reduzir a dor no parto e prevenir a depressão pós parto. Com este método pretende-se uma mudança de comportamento da grávida/casal para que participem activamente durante o trabalho de parto e o parto.

Durante o curso a grávida/casal irão adquirir diversos conhecimentos não só sobre a gravidez e o momento do parto, mas também sobre técnicas de posicionamento, relaxamento e amamentação, noções básicas de alimentação e os cuidados prestados ao seu bebé, capacitando os futuros pais para o seu novo papel.

O curso é ministrado por uma equipa multidisciplinar constituída por Fisioterapeutas com Pós Graduação em Saúde Materno Infantil e Enfermeiras Especialistas em Saúde Materna e Obstetrícia do HNSR. Colaboram, ainda, com esta equipa uma Nutricionista e uma Dietista; um Enfermeiro de Saúde Mental e Psiquiatria; Médicos Internos da Especialidade de Obstetrícia; e um Higienista Oral do Centro de Saúde do Barreiro – Extensão do Lavradio.

As grávidas interessadas deverão inscrever-se até às 20 semanas de gestação no Serviço de Medicina Física e de Reabilitação ou na Urgência Obstétrica e Ginecológica do HNSR. O novo curso teve início no corrente mês de Dezembro.

Fonte: Gabinete de Imprensa do HNSR, EPE»


Fonte: Jornal do Barreiro
Link:http://www.jornaldobarreiro.com.pt/?lop=n_artigo&op=c4ca4238a0b923820dcc509a6f75849b&id=853c68de7253cdd55dc37be410a45c60

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Hospitais aderem a parto natural


«Massagens nas costas e banhos em vez da epidural, liberdade de movimentos em vez de imobilização forçada na cama, escolha de posição, como cócoras, para dar à luz. Com menos tubos, máquinas e medicamentos, o parto pode ser diferente do que é hábito ver nas unidades hospitalares.

Há pedidos de mulheres nesse sentido e abertura por parte dos responsáveis médicos. A humanização dos serviços de saúde públicos passa assim por dar maior liberdade de escolha à grávida quando se trata de dar à luz.Menos intervenção dos médicos e maior opção à mulher grávida: um parto cada vez mais natural é um pedido crescente das mulheres.

Os hospitais públicos portugueses estão cada vez mais sensíveis à tendência, também em sentido ascendente no mundo. Hospitais de S. João, no Porto, Garcia de Orta, em Almada, e Maternidade Alfredo da Costa (MAC), em Lisboa, são três das instituições que já se puseram na linha da frente no que diz respeito à desmedicalização do parto. A medida vai ganhando adeptas. Na MAC, diz o seu director, Jorge Branco, "todas as semanas temos casos".

No Hospital S. João, por exemplo, os procedimentos de rotina para os partos de baixo risco estão a ser alterados. À entrada, explica a enfermeira-parteira Elisa Santos, a mulher não é imediatamente colocada a soro. Já não há rapagem dos pêlos públicos e, se quiser, a parturiente pode caminhar pelo corredor do bloco durante o trabalho de parto.

A episiotomia - corte do períneo para facilitar a saída do bebé - já só é feita quando necessária e não por prevenção em todos os casos. A política hospitalar prima ainda pela redução dos toques vaginais (usados para avaliação do progresso do trabalho de parto) e há também uma adopção de protocolo que quer diminuir o número de cesarianas realizadas. O parto natural passa a estar disponível, mas as suas variantes são sobretudo opções para as mulheres que o pedem.

Ester Casal, do Garcia de Orta, explica que o hospital "mantém os protocolos clínicos que fazem parte da rotina, mas adapta-se ao pedido da grávida". Ou seja, o "parto natural tem que partir da sua própria iniciativa". Cada vez mais comum é a chegada de parturientes com planos de parto, em que elas escrevem o que querem fazer e em que circunstâncias.

Uma postura perfeitamente natural, explica ainda a médica: "Com grávidas mais conscientes, todos temos a ganhar".É claro que, ressalva ainda Ester Casal, "há determinadas condições do parto natural que têm de ser contextualizadas porque tanto recebemos grávidas de baixo risco como de alto risco e é preciso adequar os pedidos ao tipo de resposta que se pode dar a cada momento". E em qualquer dos casos, diz ainda, o que está em primeiro lugar, é a segurança tanto da mãe como do bebé.

Uma política, diz também Jorge Branco, "que é fundamental", até porque Portugal conseguiu nas últimas décadas colocar-se nos lugares cimeiros dos resultados perinatais, nomeadamente na questão da mortalidade. Por isso é que, por exemplo, apesar de algumas mulheres pedirem para não ser utilizado o cardiotocográfico (uma máquina que monitoriza o bem estar fetal durante o trabalho de parto), na MAC "não deixamos de vigiar o estado dos bebés".

Jorge Branco concorda com os pedidos das mulheres para "desmedicalizar o parto sempre que possível". Desde o início de 2006, que a unidade conta com uma cadeira de parto que permite à mulher ter o bebé na posição que preferir. "Deixamos de administrar soro por rotina e permitimos a ingestão de líquidos. Diminuímos também o número de episiotomias em 20%", adianta ainda o director da maior maternidade do País. Também com a ajuda desta política, a taxa de cesarianas baixou de 32 para 29,6%".»

Fonte:Diário de Notícias

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

No Hospital do Barreiro


«Para melhorar a qualidade dos cuidados prestados à população, o Hospital de Nossa Senhora do Rosário, EPE reestruturou o Curso de Preparação para o Parto, que tem vindo a realizar ao longo dos últimos anos, com o objectivo de educar a grávida/casal para a parentalidade.

As grávidas interessadas deverão inscrever-se até às 20 semanas de gestação no Serviço de Medicina Física e de Reabilitação ou na Urgência Obstétrica e Ginecológica do HNSR.

Este novo curso inclui o método psicoprofilático, realizado pelas Enfermeiras Obstetras desta Instituição, que tem como objectivo diminuir a tensão e o medo da grávida/casal, reduzir a dor no parto e prevenir a depressão pós parto. Com este método pretende-se uma mudança de comportamento da grávida/casal para que participemactivamente durante o trabalho de parto e o parto.

Durante o curso a grávida/casal irão adquirir diversos conhecimentos não só sobre a gravidez e o momento do parto, mas também sobre técnicas de posicionamento, relaxamento e amamentação, noções básicas de alimentação e os cuidados prestados ao seu bebé, capacitando os futuros pais para o seu novo papel.

O curso é ministrado por uma equipa multidisciplinar constituída por Fisioterapeutas com Pós Graduação em Saúde Materno Infantil e Enfermeiras Especialistas em Saúde Materna e Obstetrícia do HNSR. Colaboram, ainda, com esta equipa uma Nutricionista e uma Dietista; um Enfermeiro de Saúde Mental e Psiquiatria; MédicosInternos da Especialidade de Obstetrícia; e um Higienista Oral do Centro de Saúde do Barreiro – Extensão do Lavradio.

As grávidas interessadas deverão inscrever-se até às 20 semanas de gestação no Serviço de Medicina Física e de Reabilitação ou na Urgência Obstétrica e Ginecológica do HNSR.

O novo curso terá início no próximo mês de Dezembro.Para mais informações visite: http://www.hbarreiro.min-saude.pt/»

Fonte: Rostos

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Parto de cócoras rende prêmio a grupo do Caism


«Grupo de Parto Alternativo da Universidade Estadual de Campinas(Unicamp), coordenado pelo médico obstetra José Hugo Sabatino, recebeu o Prêmio Abramge de Medicina. A equipe, que receberá um prêmio no valor de R$ 15 mil, foi escolhida pela Associação Brasileira de Medicina de Grupo por causa do trabalho intitulado Análise Crítica dos Benefícios do Parto Normal em Distintas Posições, que revelou as vantagens para mãe e para o bebê do parto natural na posição de cócoras.

"Foi uma surpresa muito agradável. É uma forma de dar à comunidade o conhecimento sobre o método de resiliência utilizado para a preparação para o casal grávido e para estimular um parto mais natural, com pouca ou nenhuma intervenção médica", disse Sabatino.O grupo vem desenvolvendo esse trabalho no Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (Caism) desde a década de 80 e é, segundo Sabatino, o único local do País a aplicar esse método de resiliência para facilitar o parto natural de cócoras.

"Em medicina, resiliência é a capacidade que a pessoa tem de superar uma adversidade. E o parto natural é visto por muitos como adversidade", explicou o médico. Esse método ajuda os pais a se prepararem para o nascimento na posição de cócoras. São feitas aulas semanais e consultas com vários profissionais, como psicólogo, professor de ioga e obstetra, além de outros voluntários. "Eles trabalham os principais pilares da humanização, que são respeitar os processos fisiológicos, a participação multiprofissional e respeitar costumes individuais e regionais do casal", informou o médico.

O trabalho de pesquisa revelou que o parto na posição de cócoras apresenta vários benefícios em relação ao realizado na posição ginecológica. Bebês nascidos por esse método obtêm melhor resultado no teste de Apgar, que é feito em recém-nascidos para avaliar a sua saúde. Segundo o obstetra, na posição de litotomia (ou ginecológica) é o médico quem tem mais facilidade para fazer as manobras necessárias para o parto.

"A posição vertical (cócoras) é a mais indicada porque a criança conta com a ajuda da gravidade para percorrer o caminho (até sair do corpo da mãe)", exemplificou. Além disso, acrescentou o médico, a postura provoca uma perda sangüínea menor.Outro benefício é que, nesta posição, a mulher tem que fazer menos esforço. "Na outra, a mãe faz muito esforço e isso traz prejuízos tanto para a mãe quanto para a criança", disse Sabatino. O médico explicou que, na postura de cócoras, a bacia se abre com mais facilidade, favorecendo a saída do bebê.

"Aumenta em até 30% o espaço para a criança sair."A pesquisa mostrou ainda que, quando as mulheres estão deitadas, o útero e o peso do bebê comprimem os vasos sangüíneos (como a aorta e a veia cava), provocando falta de oxigênio. "Isso faz com que a circulação fique comprometida, inclusive a da placenta, e a criança sofre por isso", disse o coordenador do grupo. O grupo também oferece aulas a distância para profissionais dessa área.

Informações sobre o programa estão disponíveis no site www.extecamp.unicamp.br/parto_alternativo. Para agendar uma entrevista, os interessados devem ligar para (19) 32418873 e falar com a psicóloga Sílvia Nogueira Cordeiro.»

Fonte:Cosmo
Link:http://www.cosmo.com.br/cidades/campinas/integra.asp?id=213743

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Cesarianas assistidas elevam risco de infecções


«Na passada semana, o pediatra Mário Cordeiro apelou ao Ministério da Saúde que autorize os pais a assistir ao nascimento dos filhos, mesmo em caso de cesariana, defendendo que os homens têm todo o direito a acompanhar o parto. Actualmente, os hospitais, quer públicos, quer privados, permitem a presença paterna quando se trata de parto normal, no entanto quando é realizada uma cesariana, as instituições de saúde opõem-se à presença dos pais nos blocos operatórios.

Na opinião do director da Unidade de Ginecologia/Obstetrícia do Hospital Central do Funchal, Miguel Ferreira, essa é uma medida que deve continuar, porque quanto mais pessoas estiverem na sala de operações, o risco de infecções intraoperatória aumenta. É que, «se nós vamos permitir a presença dos pais, ainda por cima pessoas que não estão habituadas aos cuidados da sépsia é evidente que vamos aumentar a taxa de risco de infecções. Isso é tudo conversa fiada, se fosse assim operávamos na varanda. Temos de ter cuidado, o próprio ar condicionado tem de ter filtros para evitar esse tipo de situações, entre outros cuidados», explicou aquele obstetra.

A presença dos pais numa cesariana era possível se houvesse blocos operatórios com um anfiteatro em que os homens podessem assistir ao parto numa outra sala isolada, com a sua própria roupa, mas na sala de operações «não concordo. É uma questão de segurança para o utente», salientou.A maioria dos pais assiste aos partosConfrontado se há muitos pais a assistir ao parto, Miguel Ferreira confirma que a maioria dos nascimentos são assistidos. «A maioria das mulheres pede para levar alguém, umas levam a irmã, a mãe ou a amiga, mas a grande maioria pede para que o marido esteja presente».

Além das cesarianas, a excepção para a presença de algum familiar vai para os partos instrumentalizados, «porque podemos ter que fazer reanimação imediata e é melhor a equipa técnica estar sozinha. Além disso, é mais seguro porque eventualmente quem assiste pode sentir-se mal e aí ainda nos baralha mais», sublinhou o especialista. Apesar de tudo, aquele obstetra defende a presença dos pais durante o nascimento do seu filho através de parto normal, «porque é um momento giríssimo e deve estar presente para ajudar a própria mãe».

Sobre a possibilidade de os pais assistiram à cesariana, o nosso jornal contactou ainda o pediatra, Manuel Pedro, que afirmou que, no caso das cesarianas programadas, «não vejo qualquer razão do pai não assistir». Também para este especialista, o principal problema que se coloca é a falta de condições para os pais assistirem à operação cirúrgica, por causa dos cuidados a ter com a esterilização.

O pediatra Mário Cordeiro, autor de vários livros sobre ciranças, professor auxiliar de Saúde Pública na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa, e Presidente da Secção de Pediatria Social e Comunitária da Sociedade Portuguesa de Pediatria, defende que o Ministério da Saúde devia autorizar os pais a assistir ao nascimento dos filhos, mesmo em cesariana. "A Direcção-Geral da Saúde e o Ministério da Saúde deviam ser implacáveis e estabelecer uma regra para todos, obviamente com base científica", afirmou Mário Cordeiro.

Para o especialista, "não se justifica" que os hospitais tenham regras diferentes para partos distintos, dando o exemplo de unidades privadas que têm normas opostas sobre a presença dos pais quando se trate de parto natural ou cesariana com epidural. Na generalidade dos hospitais portugueses, quer públicos quer privados, a presença do pai quando o parto é natural é já uma prática comum, mas quando é realizada uma cesariana (mesmo só com recurso a epidural, estando a mãe acordada) muitas instituições opõem-se à presença paterna. "Se é um nascimento, devem estar lá as pessoas envolvidas.

Os donos do momento são ambos os pais; os médicos e enfermeiros são apenas uma espécie de auxiliares", argumentou. O pediatra atribui "à arrogância profissional" de alguns profissionais de saúde a recusa da presença do pai aquando da cesariana. O pediatra criticou ainda que em "cerca de 80 por cento dos casos" os profissionais de saúde levem imediatamente o bebé para longe dos pais depois do nascimento. "Na maioria das vezes, os pretextos (limpar o bebé ou fazer o exame da anca) não são válidos. O profissional acaba por causar muito sofrimento aos pais". »

Fonte:Jornal da Madeira

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Deixem os pais assistir ao nascimento dos filhos


«Mesmo em caso de cesariana, pede pediatra. «Homem também é dono do momento»O pediatra Mário Cordeiro apelou ao Ministério da Saúde que autorize os pais a assistir ao nascimento dos filhos, mesmo em caso de cesariana, defendendo que os homens têm todo o direito a acompanhar o parto, noticia a Lusa. »

A Direcção-Geral da Saúde e o Ministério da Saúde deviam ser implacáveis e estabelecer uma regra para todos, obviamente com base científica», afirmou Mário Cordeiro em entrevista à agência Lusa. Para o especialista, «não se justifica» que os hospitais tenham regras diferentes para partos distintos, dando o exemplo de unidades privadas que têm normas opostas sobre a presença dos pais quando se trate de parto natural ou cesariana com epidural.

Na generalidade dos hospitais portugueses, quer públicos quer privados, a presença do pai quando o parto é natural é já uma prática comum, mas quando é realizada uma cesariana (mesmo só com recurso a epidural, estando a mãe acordada) muitas instituições opõem-se à presença paterna. «Se é um nascimento, devem estar lá as pessoas envolvidas.

Os donos do momento são ambos os pais; os médicos e enfermeiros são apenas uma espécies de auxiliares», argumentou, comparando a presença dos profissionais de saúde com os técnicos de som de um qualquer espectáculo de um grande grupo de música. «No dia seguinte a um concerto dos Rolling Stones, as manchetes e os jornais falam é da banda e eventualmente dedicam um pequeno espaço aos técnicos de som e luzes. Mas os verdadeiros protagonistas continuam a ser os músicos, apesar de não haver espectáculo sem um técnico de som», comparou.

O pediatra, autor de diversos livros sobre crianças, atribui «à arrogância profissional» de alguns profissionais de saúde a recusa da presença do pai, em algumas unidades, quando o parto é feito por cesariana. «Garanto-lhe que se for o obstetra ou o enfermeiro a ter um filho, ele estará lá no momento do nascimento», adiantou.»

Fonte:Portugal Diário

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

UM... DOIS... TRÊS... QUATRO!


«Amarante, Maternidade Júlio Dinis, no Porto, e Margarida Leite não tinham.
Agora, têm. Quadrigémeos.

Nasceram ontem, às 14.48, 14.50, 14.51 e 14.52 horas. De gestação espontânea, caso raríssimo.Francisco Agostinho foi o primeiro a entrar em cena. Seguiram-no Nuno Gonçalo, Margarida Leonor e Maria Beatriz. Filhos de uma jovem, de 22 anos, e de Jorge Almeida, 13 anos mais velho. São da Lomba, freguesia de Amarante."Acho que correu tudo bem.

Estou com muitas dores, com tantas que não consigo pensar". O epílogo foi escrito por Margarida Leite, encolhida na sala de recobro, amparada pela mãe, Maria Alice, e pelo marido.Rosa Maria Rodrigues, chefe do Serviço de Obstetrícia da Maternidade Júlio Dinis e da equipa que assistiu o parto, de cesariana, não a desmente. "A mãe está bem e os bebés também.

Os procedimentos não foram muito diferentes do usual. O acompanhamento prévio é que foi mais apertado, até porque os nascimentos só estavam previstos para daqui a cerca de duas semanas".Se tal se tivesse verificado, Margarida Leite completaria quase três quinzenas internada. As crianças não vão, durante "um mês, mês e meio", conhecer outro tecto que não seja o da maternidade. Segundo a pediatra Ana Braga, as meninas estão com respiração assistida, circunstância "normal" em prematuros, no caso, de 29 semanas e cinco dias.Dentro da absoluta normalidade, inscreveram-se igualmente as lágrimas que o corredor de acesso à sala de partos testemunhou.

As de angústia e de alegria de Jorge e Maria Alice. Espaçadas por cerca de uma hora. Tímidas.Rebobinar."Sabes que vou ter quatro bebés?""Quatro? Ai, Nossa Senhora. São tantos".Ocorrido após uma ecografia no hospital de Penafiel, o minúsculo diálogo informou Maria Alice de que, dentro de meses, passaria a ser avó de sete netos. "Foi Deus que nos deu. Encarámos bem. Mesmo que não encarássemos...", sorri, ao "Jornal de Notícias".A verdade é que a vida não vai ser apenas em tons de rosa e azul. Margarida e Jorge - auxiliar de acção médica no Hospital S. Gonçalo, em Amarante - vivem com os pais dela. Só os homens é que convidam o salário a entrar lá em casa.

"Cestos e carrinhos é o que nos faz mais falta", admite Maria Alice."A Dodot e a Nestlé já se disponibilizaram a oferecer fraldas e leite. E escrevi a outras empresas, como a Mustela", tinha segredado, quando as contracções ainda permitiam o verbo, Margarida. Na ocasião, os nervos e o medo já se tinham alojado junto à futura mãe.

Quando forem para a Lomba, os quatro gémeos - falsos - têm à sua espera um quarto, que terá de servir até "haver possibilidades de arranjar um para os meninos e outro para as meninas", afirma a avó. "Vai ser um bocado complicado, mas tudo será feito para que não falte nada". É óbvio, mas a um pai fica bem.Curiosamente, a melhor síntese - elaborada ainda em período pré-parto - da nova realidade ficou por conta da vizinha de Margarida na sala 3 de Cuidados Especiais. Andreia, proprietária de olhos claros e de uma gravidez de duas meninas "Quando soube da situação dela, achei que já não tinha problema nenhum".

Tem no telemóvel foto de bebé que ajudou a nascerFilomena Pinto, AnestesistaGesticula muito e fala bastante. Não aceita menos do que a eficiência. Filomena Pinto é anestesista há uma dúzia de anos e foi a responsável por colocar Margarida Leite - que, ontem, ofereceu quatro filhos ao marido - a dormir.

Foi a primeira vez que se viu perante a tarefa de ajudar a resolver uma gravidez de quadrigémeos. No entanto, o facto não a obrigou a qualquer espécie de preparação particular. Filomena Pinto afirma que, a partir do momento em que começa a trabalhar, se abstrai de tudo. Inclusivamente, já anestesiou "o marido e uma prima".

A anestesia geral, que foi administrada a Margarida Leite, serve, sobretudo, "para evitar hemorragias", até porque se "trata de uma primeira gravidez e o útero está muito grande". Aliás, salienta que, devido à dimensão dele, se vai verificar "alguma dificuldade" na reaquisição do formato uterino normal. Não resume a actividade à Maternidade Júlio Dinis, no Porto.

A energia de Filomena Pinto alarga-se a uma clínica em Espinho e a um estabelecimento hospitalar em Vila Nova de Famalicão. De qualquer forma, a anestesista parece ter fugido a uma maldição familiar - entre os parentes, conta sete advogados. Sete. Quando o "Jornal de Notícias" a deixou, estava agarrada ao telemóvel. No qual guarda a fotografia de um prematuro que ajudou a nascer, há um ano. O menino pesava 500 gramas. »

Fonte:Jornal de Notícias

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Meio milhão de mulheres morre por ano do parto e da gravidez


«Os indicadores de mortalidade materna nos países em desenvolvimento pouco mudaram ao longo dos últimos 15 anos, revela um estudo publicado hoje na revista científica britânica "Lancet". Mais de meio milhão de mulheres morrem anualmente no planeta em decorrência de complicações na gravidez e no parto, sendo que cerca de 99 por cento dos óbitos têm lugar em países em desenvolvimento.

"De todos os indicadores de saúde, a mortalidade materna é aquele que revela o maior fosso entre as mulheres pobres e ricas, seja a comparação feita entre ou dentro dos países", afirma Thoraya Ahmed Obaid, responsável do Fundo das Nações Unidas para as Populações. Na sua opinião, é urgente promover "a ideia de que nenhuma mulher deveria morrer por dar à luz".

De acordo com a "Lancet", foram registadas em todo mundo quase 536 mil mortes durante (ou logo após) a gravidez no ano de 2005. A actual taxa de mortalidade materna é de 402 óbitos para cada cem mil nascimentos, quando em 1990 o rácio era de 425. A maior parte dos óbitos está concentrada na África subsariana (270.500, ou seja, cerca de metade do número global de mortes) e na Ásia (240.600, valor que corresponde a 45 por cento).

O estudo coordenado por Ken Hill, docente da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, mostra que a mortalidade materna caiu num ritmo inferior a um por cento ao ano entre 1990 e 2005. É incrivelmente pouco, avaliam os especialistas, para um planeta que há sete anos fixou metas ambiciosas para os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio. Até 2025, pretendia-se reduzir em 75 por cento os indicadores de 1990.

Fosso entre Europa e África

Há muitas formas não geográficas de medir a distância entre Europa e África. Um exemplo: por cada cem mil nascimentos anuais, morrem 900 africanas e nove europeias por complicações da gestação ou do parto.

A situação em países de língua portuguesa, como Angola e Moçambique, "é dramática", admite Nuno Montenegro, professor da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto e presidente da Comissão Nacional da Sub-especialidade de Medicina Materno-fetal. "Há relatos de mulheres a dar à luz numa maca, tendo outras mortas ao lado. Não há gente que chegue para acudi-las, existe uma enorme necessidade de quadros especializados e uma total falta de recursos", descreve Montenegro. O médico defende como aposta a qualificação de profissionais no terreno, evitando assim que os formados não regressem ao país de origem.

Os estudos publicados indicam caminhos de intervenção: nos locais onde há planeamento familiar, métodos contraceptivos e a realização de abortos nas circunstâncias clínicas adequadas, a mortalidade materna cai em média para um terço e a infantil reduz em 20 por cento.

A "Lancet" publica não só vários estudos sobre mortalidade materna, mas também um editorial sobre o tema. Vinte anos após o arranque do programa de cuidados materno-infantis da Organização Mundial de Saúde, a revista britânica sublinha que as mulheres não podem continuar a ser vistas "apenas como mães".»

Fonte:Público
Link:http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1307443&idCanal=10

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Dentro da banheira para controlar melhor a dor no momento do parto


«É uma inovação nos hospitais portugueses. Quando, a partir do final do ano, a nova unidade de urgência de obstetrícia do Hospital S. João (HSJ) estiver pronta, as grávidas vão ganhar uma banheira para poderem relaxar durante o trabalho de parto latente e activo. Esta é uma das medidas que têm vindo a ser implementadas na unidade no seu esforço de humanização do serviço prestado às grávidas.

"As mulheres têm medo da dor, mas o que pretendemos mostrar é que o controlo pode ser feito de outras formas, para além da epidural", explica a enfermeira-parteira Elisa Santos, uma das responsáveis pelo trabalho de implementação do parto natural na unidade do Porto. É claro que, numa sociedade de consumo rápido em que a maioria das mulheres "não estará preparada para ser mãe", o parto pode ser um momento difícil. Mas o objectivo é "mostrar e proporcionar outros métodos de relaxamento". Um caminho que outros países europeus percorreram já.

O director do serviço de Obstetrícia do HSJ, Nuno Montenegro, salienta que a nova unidade terá vantagens imediatas na humanização do serviço: deixará de ser numa cave onde nunca há luz directa. Outro passo que está em negociação é criação de uma entrada directa do exterior para o bloco de partos, sem ter que passar pela urgência geral do hospital. Uma porta que, diz o responsável, "já existia em 1959" e foi depois desactivada. Uma medida que se explica porque "o primeiro impacto ao chegar ao hospital é crucial para a forma como as grávidas se sentem acolhidas". Claro que isso passa também "por um melhor treino dos profissionais de saúde que estão na linha da frente", que estão demasiado tempo atrás do computador e poucas vezes olham directamente para as utentes.

A humanização que tem vindo a ser implementada no HSJ passa também, diz Nuno Montenegro, por criar "normas de actuação em que a grávida opte por não ser medicalizada", seguindo o que são as recomendações da Organização Mundial de Saúde e a evidência científica "que está em actualização permanente". Actualmente, "estamos a repensar a tecnologia" e há que dar possibilidade à mulher "de optar". Mas sempre sem "pôr em causa a segurança e a saúde da mãe e do filho". Por enquanto, explica Elisa Santos, ainda são poucos os casos das mulheres que chegam ao hospital com informação e vontade de fazer um parto natural. Mas o hospital ainda não lançou ainda a sua estratégia de divulgação: assim que a nova unidade estiver pronta, será feita uma campanha de divulgação junto dos centros de saúde e será criada uma página na internet para informar, nomeadamente, sobre o que é isso do parto na água. Personalizar o atendimento passa também por disponibilizar o nome da enfermeira-parteira de cada turno mais vocacionada para o parto natural.

Mas é essencial, diz Elisa Santos, que as mulheres "estejam informadas sobre o parto e saibam o que querem". Humanizar é "retirar a parte da frieza das unidades, desconstruir as regras e as rotinas e tentar não desinserir a mulher do ambiente familiar". Mas não se pode "impor o parto natural" a nenhuma grávida: "Temos que respeitar o seu ritmo e vontade".»

Fonte: Diário de Noticias
Link: http://dn.sapo.pt/2007/08/16/sociedade/dentro_banheira_para_controlar_melho.html