sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Guia Gravidez: o que pode e o que não pode


«Toda gestante tem várias dúvidas sobre o que é proibido, o que é permitido e o que é recomendado durante a gravidez. Em relação à dieta, eis as alterações aconselhadas pelos médicos.

ÁCIDO FÓLICO
Existem evidências científicas de que a substância, presente em alimentos como brócolis, espinafre, laranja e banana, reduz a chance de certas malformações. O acido fólico, que pode ser reforçado com pílulas, é recomendado antes mesmo da gravidez. "Todas as mulheres em idade fértil deveriam ingeri-lo diariamente", diz Wladimir Taborda, coordenador da maternidade do Hospital Albert Einstein, em São Paulo.

ADOÇANTES
Sabe-se que a sacarina cruza a placenta e é eliminada lentamente pelo feto. As pesquisas não são conclusivas, mas em geral se aconselha evitá-la. Não se conhecem problemas com o uso de aspartame em doses moderadas.

ÁLCOOLO
abuso pode gerar a chamada síndrome alcoólica fetal, com graves complicações. A maioria dos médicos considera mais seguro evitar totalmente o álcool, ao menos no primeiro trimestre.

CAFEÍNA
Em excesso, aumenta o risco de complicações na gravidez e impede que o bebê ganhe peso adequadamente. É aceitável que a gestante tome duas xícaras médias de café por dia.

CÁLCIO
É essencial na gestação. Leite, queijos, iogurtes, vegetais folhosos, salmão e sardinha contêm cálcio. No último trimestre, fase em que se completam os ossos e os dentes do bebê, podem-se tomar suplementos.

DESEJOS
Não há comprovação de que a vontade de comer alguma coisa na gravidez seja manifestação de uma carência do corpo materno. Desejos incomuns, como comer terra ou pasta de dentes, devem ser comunicados ao médico.

DIGESTÃO
Fica mais lenta em função de alterações hormonais e do deslocamento do estômago, à medida que o bebê cresce. Não há nada errado nisso: a sensação mais comum é de apetite satisfeito mesmo quando se come pouco.

ENJÔOS
Uma boa dieta ajuda a combatê-los. Comer bolachas salgadas e secas antes de se levantar, ingerir gengibre (em forma de chá, tabletes ou biscoitos) e manter o estômago sempre em atividade, evitando deixá-lo vazio por mais de três horas, são algumas medidas positivas.

GANHO DE PESO
Uma mulher com peso adequado à altura deve ganhar de 7 a 16 quilos. A situação ideal é de 2 quilos no primeiro trimestre, 4 quilos no segundo e 5 quilos no terceiro.

NOZES E AMENDOIM
Grávidas de famílias com histórico de alergia a esses alimentos são aconselhadas a evitá-los.

NÚMERO DE REFEIÇÕES
Grávidas precisam comer como passarinho, em pequenas quantidades, mas com maior freqüência. De seis a oito refeições por dia, com intervalos de três ou quatro horas. Almoço e jantar devem ser levemente reforçados em relação às demais refeições do dia.

QUANTIDADE IDEAL DE CALORIAS
Deve ser prescrita por um médico ou nutricionista, já que varia de acordo com o índice de massa corporal e os hábitos alimentares anteriores à gravidez. Para uma mulher com índice entre 19 e 24 antes da gestação, indicam-se 2 000 calorias diárias nos primeiros três meses e 2 400 depois. Para calcular o índice, divide-se o peso pelo quadrado da altura.

QUEIJOS NÃO PASTEURIZADOS
Quando mal fabricadas ou mal conservadas, certas variedades de queijo, como brie, camembert e outras com veios azulados, podem ser fonte de listeriose, que acarreta alguns riscos à gestação.

Os melhores exercícios
Bem dosada, a atividade física ajuda uma gestação tranqüila e saudável. Deve-se sempre consultar o médico. É recomendável esperar até a 12ª semana para iniciar alguma atividade. Caminhadas leves e hidroginástica não têm contra-indicações.

Em RPG, ioga e pilates, devem-se evitar as posições acrobáticas. Não se recomendam esportes de forte impacto. Bicicleta, só as de academia, que não oferecem risco de queda. "A gestante só precisa respeitar a intensidade de esforço de que é capaz", diz Raul dos Santos Oliveira, professor da Universidade Federal de São Paulo.

Qualquer que seja a atividade, as regras básicas são moderação, aconselhamento médico e atenção aos sinais emitidos pelo corpo. Ao menor indício de fadiga ou dor, interrompe-se o exercício. O melhor é fazer pausas, no mínimo uma por hora, e alternar exercícios aeróbicos com relaxamento e alongamento. Em geral, o coração não deve ultrapassar 140 batimentos por minuto. Beber água, antes, durante e depois do exercício, usar roupas leves e evitar ambientes quentes e úmidos evitam elevação excessiva da temperatura, que pode ser prejudicial ao bebê.»

Fonte:Veja

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Especialistas sublinham importância da prevenção na luta contra o cancro do colo do útero

«Maria Conceição Grilo só voltou às consultas do centro de saúde de Portalegre quando, aos 35 anos, decidiu ter um filho e não conseguiu engravidar. Estava-se em Fevereiro de 2005 quando o médico lhe passou uma série de exames, entre os quais o Papanicolaou que traria a notícia de um cancro no colo do útero, em fase inicial. Na altura perdeu a esperança de ser mãe. Hoje tem um menino com 11 meses e quer partilhar a sua experiência com este tipo de cancro. A indústria farmacêutica acompanha a doença: na próxima semana é posta a venda em Portugal a segunda vacina contra a infecção das principais estirpes do papilomavírus humano, o agente responsável pela doença que na Europa mata 40 mulheres por dia.

Para tornar mais eficaz o seu contributo, Maria Grilo criou o blogue “Passa a Palavra”, o primeiro a nível nacional sobre o cancro do colo do útero. “É um espaço de partilha de experiências por quem já passou por estas situações ou para quem tenha curiosidade em obter informações”, diz a moderadora.

“A ideia que se quer passar é que hoje a realidade é diferente e que daqui a uns anos poderá ser possível as mulheres não terem de passar pela terrível notícia de um cancro do colo do útero, serem depois submetidas a intervenções devastadoras a muitos níveis, em alguns casos mutilantes, e que podem interromper percursos de vida, sonhos e projectos”, acrescenta.

O cancro do colo do útero é a segunda causa de morte por cancro na Europa em mulheres entre os 15 e os 44 anos. Ocorre quando a mulher apanha o Papilomavírus Humano (HPV) e desenvolve uma infecção que, não sendo detectada a tempo por um exame ginecológico, pode ser fatal.

Estima-se que 75 por cento da população esteja exposta ao HPV pelo menos uma vez na vida. É uma das doenças sexualmente transmissíveis (DST) mais frequentes mas basta o simples contacto com a pele na zona afectada para se contrair o vírus, com uma probabilidade de contágio perto dos 100 por cento, muito maior do que o risco de transmissão do HIV ou de outras DST como o herpes genital.

A infecção não tem sintomas e não é detectada com uma análise ao sangue. O sistema imunológico pode demorar cinco anos a produzir os primeiros anticorpos mas mesmo sendo possível detectá-los então numa análise laboratorial, o método não é eficaz porque não distingue as defesas criadas para uma infecção genital das criadas para uma verruga na mão com origem no HPV.

Doença rara numa infecção frequente

No caso das lesões que podem evoluir para carcinomas no colo do útero, perto de 90 por cento desaparecem espontaneamente num período de dois anos ou podem ser tratadas sem marcas traumáticas para a doente. Apenas um em cada 10 casos entra na fase pré-cancerosa e pode tornar-se irreversível entre 10 a 12 anos depois da infecção. Dependendo do estadio de evolução da doença, o tecido anormal tem de ser removido com uma cirurgia invasiva, que pode levar à infertilidade e com sessões de radioterapia ou quimioterapia.

Em Portugal, os dados sobre a incidência do cancro do colo do útero ainda não contemplam todo o território nacional e discute-se o problema do rastreio de uma doença que é, nas palavras Daniel Pereira da Silva, director do serviço de ginecologia do IPO de Coimbra, uma questão de saúde pública.

O especialista alerta para as dificuldades do Sistema Nacional de Saúde (SNS), que não acompanha as fichas clínicas de todas as mulheres e promove rastreios oportunísticos em vez de rastreios organizados, ou seja, só fazem exames as mulheres que por iniciativa própria se dirigem a uma consulta.

“Para ter impacto tínhamos de rastrear pelo menos 60 por cento da população. As mulheres esquecem-se e o centro de saúde não as convoca”, diz Daniel Pereira da Silva. Mas a estratégia, acrescenta, passa por impedir a transmissão do vírus HPV.

Novas estratégias de prevenção

Em Portugal a primeira vacina de prevenção do cancro do colo do útero foi posta à venda no início do ano. O tratamento é feito em três fases e custa pouco mais de 480 euros. A vacina foi desenvolvida para os quatro tipos de papilomavírus dominantes em termos mundiais (6, 11, 16 e 18), embora não se saibam quais as estirpes mais relevantes em Portugal nem o significado da relação entre umas e outras na evolução da doença.

A segunda vacina começa a ser comercializada na próxima segunda-feira, com um custo de 435 euros e direccionada às estirpes 16 e 18.

De acordo com os especialistas, o momento óptimo para a vacinação é o início da adolescência, entre os 11 e os 13 antes e antes do início da actividade sexual. O tratamento pode no entanto ser feito mais tarde e com eficácia, porque mesmo que a mulher esteja infectada com uma estirpe, a vacina vai protegê-la de outras.

Preservativo não protege do vírus do cancro do colo do útero

O período de maior incidência da infecção com o papilomavírus situa-se dois anos depois do início da vida sexual. No caso da transmissão do HPV o preservativo oferece uma protecção na ordem dos 40 por cento. Embora aconselhado, explica Ângela Pista, especialista do Instituto Nacional de Saúde, não é garantia de que não se fique infectado.

Estão identificadas 45 estirpes responsáveis por cancros na zona anogenital. Questionada sobre o porquê de restringir a vacina a um tratamento quadrivalente ou bivalente, a especialista explica que capacidade de resposta do organismo imunitário é melhor se não houver uma grande mistura de espécies que tornariam o tratamento menos eficaz.

Além da vacinação, discute-se a implementação do teste do HPV que permite detectar de forma mais eficaz a presença do vírus no organismo do que um exame Papanicolaou, explica Daniel Pereira da Silva. No entanto, a solução ideial seria articular todos estes processos no SNS.

“O rastreio deve manter-se nas mulheres vacinadas mas nestes casos o teste do HPV pode vir a tornar-se útil”, diz o especialista. “A vacinação devia penetrar no Plano Nacional, que abrange perto de 90 por cento da população. Tudo depende agora da estratégia que o Governo venha a adoptar mas também há uma visão pessoal que cabe sobretudo à mulher”.

“Em Portugal o tratamento estadio a estadio é tão bom como noutros países desenvolvidos, a nossa taxa de mortalidade associada é maior porque não há um diagnóstico precoce”, acrescenta Daniel Pereira da Silva. O especialista dá como exemplo o caso da Finlândia em que houve uma redução de 80 por cento dos casos só com o reforço dos exames citológicos (Papanicolaou).

O problema a este nível, explica o especialista, são os falsos negativos, resultados errados que muitas vezes chegam dos laboratórios e devem ser confirmados com a repetição regular do teste, o que em Portugal ainda não acontece.

Apesar de já existirem números referentes ao custo de uma doente com cancro do colo do útero ao SNS, os dados ainda não foram revelados. Segundo a Lusa, a Direcção-Geral da Saúde e a comissão técnica estão a avaliar a estratégia de vacinação mais adequada, que poderá passar pela integração gratuita da vacina no Programa Nacional de Vacinação, pela comparticipação ou ser dirigida a grupos específicos.

Maria Conceição Grilo partilha o testemunho. “Tenho um rapaz, não uma rapariga. Mas não teria a mínima dúvida hoje em vaciná-la quando chegasse a altura de o fazer. Se há uma coisa que consigo quantificar, ainda que de forma abstracta, é o sofrimento pelo qual passei e, perante uma opção de ter a vacina e ver que esse sofrimento não me atingiria a mim ou outras mulheres, não tinha dúvidas.

“Tive uma grande sorte na vida. Foi aquela tomada de decisão de reiniciar os tratamentos (de fertilidade), ter pedido uma bateria de exames onde estava incluída uma citologia e onde me diagnosticaram o cancro”, conclui.»

Fonte:Público
Link:http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1307092&idCanal=13

Direitos à maternidade não são totalmente aplicados


«A aplicação dos direitos de maternidade e paternidade não é efectiva em Portugal. No Algarve a existência maioritária de pequenas e médias empresas e trabalho sazonal agravam a situação.

Os funcionários de pequenas e médias empresas e os contratados em trabalho sazonal são os que mais dificuldades sentem em aplicar os direitos relativos à maternidade e paternidade, segundo foi debatido na mesa redonda com o tema “Protecção da Maternidade e da Paternidade – Legislação”, realizada em Faro a propósito da Semana Mundial do Aleitamento Materno.

Esmeralda Ramires, Deputada à Assembleia da República e membro da Comissão Parlamentar do Trabalho e da Segurança Social, revela que o desconhecimento da legislação é uma das maiores causas para os pais não exercerem os direitos que lhes assistem, tanto por parte das entidades empregadoras como dos próprios funcionários.

A deputada salienta ser dever das entidades informar os funcionários da legislação em vigor e acrescenta que a maternidade acaba por ter associados os medos naturais da gravidez e o receio de perder o emprego.
“Todos os dias deparo-me com situações em que os direitos são violados, quer nos homens quer nas mulheres”, diz Fátima Monteiro, representante da Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego (CITE).

Já Helena Carrilho, jurista e representante da CGTP, considera que o que está em causa na aplicação dos direitos da maternidade e paternidade é “um problema de mentalidades”. Esta jurista acredita que Portugal tem “um bom edifício jurídico” o problema reside na aplicação da legislação.

“Flexibilidade de horário é algo que os organismos ainda não conseguiram entender”, exemplifica.
Ana Paula Esteves, da UGT, concorda com Helena Carrilho e defende que “muito há a fazer na aplicação dos direitos e deveres”, salientando que a sociedade actual vive em dois mundos distintos: a família e o trabalho. A responsável acrescenta que, na sua opinião, os incentivos à natalidade “ainda são poucos”.

“As pessoas já sabem que vai ser difícil conciliar a sua vida, logo nem apostam na natalidade”, conclui Ana Paula.
A pressão no emprego para que os direitos não sejam aplicados “é enorme”, conta Helena Carrilho, e verifica-se sobretudo em pequenas e médias empresas ou quando está em causa um contrato de trabalho sazonal, situação muito comum no Algarve.


Licenças de maternidade e paternidade no Algarve

Segundo dados da Segurança Social, no distrito de Faro, 2911 mulheres beneficiaram do subsídio de maternidade, em 2006. O número diminui em relação aos anos de 2004 e 2005, onde se registaram 2955 e 2979 beneficiárias, respectivamente.

No caso dos beneficiários de subsídio por paternidade e licença de cinco dias, em 2006, o Algarve registou 1553 inscritos. Neste caso tem-se verificado um aumento, sendo que em 2004 o número de beneficiários foi de 1328 e em 2005 foi de 1487.

A nível nacional, o Algarve está em sétimo lugar no que respeita aos beneficiários de subsídio de maternidade e em oitavo no que se refere à paternidade.
A nível nacional, Lisboa, Porto, Braga e Aveiro são os distritos onde mães e pais mais requerem os apoios.»

Fonte: Observatório do Algarve

Maternidade Bissaya Barreto recebe certificação «Hospital amigo dos Bebés»


«A Unicef International atribuiu à Maternidade Bissaya Barreto, em Coimbra, a certificação «Hospital Amigo dos Bebés».A organização mundial atribui esta certificação pela segunda vez em Portugal, sendo que a primeira aconteceu em 2005, durante a qual foi galardoado o Hospital Garcia da Horta, em Almada.


Segundo o Diário As Beiras o principal requisito exigido era a promoção do leite materno, pelo que se trata «de uma certificação de qualidade da Unicef International, o que significa que a maternidade tem uma politica própria para cumprir os 10 requisitos necessários, na promoção do aleitamento materno» referiu a directora dos serviços de neonatologia, Conceição Ramos.

Durante cerca de um ano e meio a maternidade deu formação no sentido de mudar algumas práticas internas para poder cumprir a recomendação da Organização Mundial de Saúde.O certificado será entregue hoje à maternidade pelo presidente do Comité Português da Unicef, Manuel Pina.»

Fonte:Fabrica de Conteudos
Link:http://www.fabricadeconteudos.com/?lop=artigo&op=c9f0f895fb98ab9159f51fd0297e236d&id=1a10679572e1eb66b2fe70c8e4dafb47

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Inaugurada nova Unidade de Neonatologia na Maternidade Júlio Dinis


«A Maternidade Júlio Dinis, no Porto, inaugurou hoje, no Serviço de Obstetrícia, uma nova Unidade de Neonatologia, num investimento superior a 100 mil euros.
Esta nova unidade dispõe de uma sala de fototerapia, com capacidade para quatro bebés, um novo cantinho da amamentação, internamento para sete bebés que não necessitem de passar pela Unidade de Cuidados Intensivos ou Cuidados Intermédios e uma sala de trabalho para pediatras.

Esta destina-se essencialmente às consultas de apoio aos pais, até aos 28 dias de vida do seu bebé, a par de uma outra para realização de vacinas e testes de audição.
«Tínhamos um sector de fototerapia de dimensão muito reduzida, onde as crianças estavam muito juntas e as instalações não eram acolhedoras», afirmou o director do serviço de Neonatologia/Pediatria da maternidade, José Pompeiro.

Segundo o médico, nesta nova unidade - onde o ursinho Winnie The Pooh preenche as paredes - conseguiu-se «duplicar o espaço da fototerapia e criar outras condições de higiene e de combate às infecções hospitalares».
«Agora temos também muitos mais lavatórios», frisou.
Para José Pompeiro, os cuidados de saúde exigem uma evolução constante, para que a humanização seja cada vez maior: «Com instalações mais acolhedoras e mais bonitas podemos sempre tornar a estadia dos bebés e dos seus pais mais agradável».

As obras, bem como a maioria do novo equipamento, foram financiadas por uma empresa especializada em artigos de puericultura no âmbito do projecto "Chicco dá Vida".
O Conselho de Ministros aprovou, em Julho, a criação do Centro Hospitalar do Porto (CHP), que deverá abrir em 2010, por fusão do Hospital Geral de Santo António com o Hospital Especializado de Crianças Maria Pia e a Maternidade Júlio Dinis.

O director da Maternidade Júlio Dinis, Alberto Peixoto, confirmou que esta intervenção surge exactamente «num momento delicado», a pouco tempo da maternidade ter novas instalações.
Salientou que pesou muito na decisão de avançar com a obra o facto de existir uma parceria com a Chicco. O padrinho desta nova unidade de neonatologia é o músico Pedro Abrunhosa, que considerou a iniciativa de parceria como um «caso típico de economia social».»

Fonte:Destak

Congelado há anos, embrião gera bebê


«Após sete anos e meio criopreservado (mantido a temperaturas baixíssimas), um embrião foi descongelado em Ribeirão Preto e, dele, nasceu o pequeno Vinícius. Prestes a completar dois meses de vida, o bebê é o primeiro filho natural da dona-de-casa Maria Roseli Dorte, 41 -que já havia tido quatro abortos espontâneos-, e do mecânico Luís Henrique Dorte, 40, de Mirassol.
O embrião ficou congelado desde setembro de 1999 no Centro de Reprodução Humana de Ribeirão Preto, um recorde no país, segundo o ginecologista Ricardo Baruffi, que atua no centro. De acordo com ele, a marca anterior era de seis anos. "A literatura médica não mostra o tempo que um embrião pode ser mantido congelado e se manter viável, mas agora sabemos que pelo menos com oito anos temos condições de ter uma criança com qualidade", afirmou.

Para conseguir engravidar, Maria Roseli chegou a ingerir três comprimidos de Viagra por três dias seguidos, como parte do tratamento. O medicamento provoca vasodilatação, o que proporciona maior irrigação uterina, fazendo com que o endométrio atinja a espessura ideal para que o embrião possa ser implantado. A causa da infertilidade dela era o fato de o seu endométrio ser muito fino, além da má qualidade dos espermatozóides do marido. Vinícius nasceu aos seis meses de gestação, com 1,2 quilo e 36 centímetros. Ele está internado para ter ganho de peso e deve ter alta nos próximos dias.»

Fonte: O Povo

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Médicos insistem nos benefícios de comer peixe durante a gravidez


«WASHINGTON (AFP) — Os benefícios de comer peixe durante a gravidez são maiores que os riscos vinculados à presença de mercúrio neste tipo de alimento, afirmaram especialistas americanos nesta quinta-feira, incentivando as mulheres a consumir mais pescado.

As recomendações foram emitidas pelo Grupo de Nutrição Materna (Maternal Nutrition Group), formado por ginecologistas e nutricionistas, que trabalhou em colaboração com a Coalizão Nacional de Mães e Bebês Saudáveis (National Healthy Mothers, Healty Babies Coalition, HMHB).

Segundo os médicos, "o debate sobre a presença de mercúrio no peixe criou uma confusão entre as mulheres grávidas", que passaram a evitar este tipo de alimento. "Isso tem como efeito uma ingestão insuficiente de ácidos graxos ômega-3, o que provoca um risco para a saúde das mulheres e de seus filhos".

Os especialistas recomendam às mulheres grávidas ou que estejam amamentando que consumam por semana cerca de 350 gramas de peixe como salmão, atum ou sardinha, "para um máximo desenvolvimento cognitivo e psicomotor de seus filhos e para reduzir os riscos de parto prematuro e depressão pós-parto".

Roger Newman, professor de ginecologia obstetrícia da Universidade de Medicina da Carolina do Sul (sudeste), espera que estas recomendações "inspirem confiança às mulheres grávidas, que amamentam ou que desejam ter filhos, de que ao comer peixe elas melhoram sua saúde e a de seus filhos".»

Fonte: AFP

Trabalho precário dificulta amamentação


«Boa parte das mães algarvias deixam de amamentar os filhos recém-nascidos porque têm trabalhos precários, reconheceu uma responsável da ARS/Algarve, agora que começa a Semana Mundial da Amamentação.

“No Algarve o trabalho precário é elevado e isso dificulta a amamentação, pois muitas vezes não há condições objectivas para a interrupção ou diminuição do tempo de trabalho”, disse ao Observatório do Algarve a pediatra Cristina Gouveia, da Administração Regional de Saúde (ARS) do Algarve.

No início da Semana Mundial da Amamentação – iniciativa que visa alertar as mães de todo o Mundo para as vantagens de dar mama aos bebés, em detrimento dos leites de substituição em pó – a mesma responsável sustentou que, mesmo algumas mães com problemas no trabalho poderão ter saída para dar de mamar aos seus bebés.

“Não há qualquer problema que as mães retirem o seu leite e os dêem aos seus filhos posteriormente num biberão”, assegura.

Por outro lado, para obviar às dificuldades com que se defrontam as mulheres algarvias, começaram a funcionar os chamados “cantinhos da amamentação”, salas disponibilizadas pelos centros de saúde para que as mães que andam na rua ou que, por qualquer motivo, não possam ir a casa, dêem de mamar aos seus filhos.

Para já, os cantinhos funcionam em Loulé, Portimão, Silves, Lagos e Olhão, mas ainda esta semana deverão abrir outros em Faro, São Brás de Alportel e Vila Real de Santo António, esclareceu Cristina Gouveia, justificando que o acto de amamentar em público ainda inibe algumas mulheres.

Embora lutando contra a falta de dados estatísticos actualizados sobre a amamentação em Portugal, os pediatras arriscam que a situação melhorou substancialmente desde o início do último quartel do século XX, quando o biberão se começou a associar à emancipação feminina, a par da eficácia das estratégias de marketing globalizadas dos produtores de leites de substituição, como a Nestlé.

“A associação da imagem de um bebé gordo e bonito a uma marca de leite de substituição foi, durante anos, muito perniciosa para esta luta”, sublinha a responsável da ARS/Algarve.
Os últimos dados estatísticos disponíveis, de 1998 e 99, indicam que 85 a 90 por cento das mulheres estão a aleitar os seus filhos com mama à saída das maternidades, mas que essa percentagem cai bruscamente nos meses seguintes e, ao terceiro mês, bem mais de 50 por cento já recorre a leites de substituição.

É um problema que, de acordo com a responsável da ARS, não terá sofrido grandes melhorias nos primeiros anos deste século, até porque as licenças de maternidade ainda não atingem os seis meses tidos como período ideal de amamentação dos bebés.
Como causas para a recusa em amamentar, está o marketing das empresas produtoras de leite em pó, mas também se trata de uma questão cultural, pois “as mães não transmitem o que receberam das avós, porque foram elas próprias alimentadas a leite de substituição”, assinala a pediatra.

Dar de mamar ajuda a emagrecer

A par disto, há mitos que os pediatras estão empenhados em combater, desde as consequências do acto de mamar para os seios das jovens mães até à crença de que o leite mamário não é tão saudável porque tem água misturada.
“Tem água, como todos os leites têm água, e por isso é que os bebés não precisam de beber água”, responde Cristina Gouveia.

Sobre as consequências da amamentação no corpo das mães, esclarece que dar de mamar ao bebé faz diminuir a hemorragia no pós parto, leva a uma diminuição mais célere do útero e ajuda a prevenir a ocorrência de tumores nos ovários e na mama.

Por outro lado, a amamentação ajuda à libertação de hormonas, tornando a mulher menos ansiosa e mais conciliadora do sono, ajudando no processo de emagrecimento pós-parto.
Para o bebé, a amamentação é a sua “primeira vacina”, já que o leite materno tem factores imunológicos insubstituíveis por qualquer imitação. A amamentação assegura ainda a criação de laços afectivos mais fortes entre mãe e filho, sabendo-se que o abandono de crianças é menor entre as que foram amamentadas.

Esta Semana da Amamentação decorre até ao próximo sábado e este ano tem como mote "Amamentar desde a primeira hora! 60 minutos quer podem fazer a diferença", incluindo algumas actividades cujo objectivo é promover a amamentação, sobretudo na primeira hora de vida dos bebés.»


Fonte:Observatório do Algarve

Licença paternidade de até 13 meses diminui divórcios na Suécia


«Na Suécia, 70% das crianças, acima de seis meses, ficam mais com os pais do que com as mães. A licença paternidade no país permite que o pai sueco fique em casa por um período de até 13 meses para cuidar do filho.


O governo de um dos países mais desenvolvidos do mundo descobriu uma forma de prevenir problemas que muitos casais costumam enfrentar ao ter filhos.
Na Suécia, 70% das crianças, acima de seis meses, quando acaba o período de aleitamento, ficam mais com os pais do que com as mães. Isso é resultado de uma lei criada para garantir às mulheres igualdade de condições no mercado de trabalho.


“Eu passo o dia com o meu filho. Minha mulher tem um emprego mais promissor do que o meu, por isso fizemos essa opção”, disse um sueco.
A licença paternidade permite que o pai, na Suécia, fique em casa por um período de até 13 meses para cuidar do filho. A licença pode ser tirada de uma só vez ou em partes, até que a criança complete oito anos de vida. O casal também pode dividir o tempo. Cada um fica com um período. O governo paga 80% do salário do licenciado e o patrão desembolsa os outros 20%.
Para o representante do governo, o país todo ganha. Ele explica que muitos casais evitavam ter filhos para preservar o emprego. Depois da criação da lei, a média de filhos por casal dobrou.
Bom negócio também para as empresas. Quem afirma é a representante dos patrões. Ela mesma tem três filhos.


“As pessoas se beneficiam de funcionários que trabalham mais felizes, mais tranqüilos. Eu mesma não poderia estar, aqui, em paz se o meu marido não pudesse dividir comigo a tarefa de cuidar das crianças”, explicou a representante dos patrões.
Bom para os filhos, bom também para os casais. As estatísticas mostram que a licença paternidade fez diminuir os divórcios na Suécia, em cerca de 18%.


“Eu e minha mulher nos entendemos muito melhor depois que assumi essa tarefa”, disse outro pai sueco.
Nada como um papai que compreende que não é fácil ser mãe. »


Fonte:Jornal nacional

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Semana da Amamentação arranca hoje

«Sofia (nome fictício) decidiu há muito tempo que não amamentaria os filhos. "Sei que é a natureza, mas acho a amamentação um acto animalesco, além de ser doloroso", diz a gestora de 31 anos, que acabou de ser mãe pela primeira vez. O curso de preparação para o parto mostrou-lhe "a importância do leite materno para os bebés" e acabou por se convencer a dar de mamar à filha recém-nascida nos primeiros 15 dias". Mas não irá além deste prazo.

As mulheres que decidem não amamentar ou desistem de o fazer após os primeiros dias de vida dos filhos baseiam-se muitas vezes em "mitos que é preciso desmistificar", defende Lúcia Leite, responsável na Ordem dos Enfermeiros pelas comemorações da semana que hoje arranca. "A ideia de que o processo é doloroso está errada", argumenta. "Há problemas com o peito que se previnem durante a gravidez ou se corrigem, porque normalmente resultam de uma má pega do bebé na mama."

A estes "mitos" junta-se a ideia de "que amamentar ou dar leite artificial é o mesmo". Nada mais errado, provam os estudos. O leite natural contém anticorpos e funciona como uma "verdadeira primeira vacina", protegendo o bebé das infecções e outras doenças (ver caixa). "É preciso ajudar as mães a perceber que nenhum fórmula consegue reproduzir os benefícios do aleitamento materno." Mesmo sabendo que o leite artificial sacia o bebé durante mais tempo e provoca maior aumento de peso, "não é o melhor alimento".

Amamentar na primeira hora de vida pode fazer toda a diferença, salvando a vida a milhões de bebés, defendem os especialistas. "E não é apenas no Terceiro Mundo. A amamentação é fundamental para a saúde daquelas crianças no futuro", explica a enfermeira Adelaide Órfão, responsável na Direcção-Geral da Saúde (DGS) pela organização da semana, que tem como lema mundial o aleitamento materno nos primeiros 60 minutos de vida.

Até domingo, a DGS organiza um conjunto de acções pelo país para sensibilizar as famílias e os profissionais de saúde para a importância do aleitamento precoce. "É preciso explicá-lo às mães, aos pais e até aos avós", diz a enfermeira Adelaide Órfão, responsável da DGS por esta área. "Temos de envolver toda a família neste alerta, para que apoiem as mães, mas também possam exigir mais dos hospitais e maternidades."

O cumprimento pelos hospitais públicos e privados das recomendações sobre o aleitamento da Organização Mundial de Saúde continua longe de ser prática corrente. "As boas práticas têm de ser a regra, não a excepção. Há muitos hospitais onde a amamentação não é incentivada ou acarinhada, porque exige mais profissionais e organização", alerta Lúcia Leite.

O apoio de profissionais nos centros de saúde é essencial quando as mães vão para casa e os problemas da amamentação se agudizam. "É fundamental termos profissionais com formação nos centros de saúde para dar este apoio", defende Adelaide Órfão. Esta semana serão abertos Cantinhos de Amamentação em 16 centros de saúde do Algarve e outros quatro na região de Matosinhos, para "aconselhamento e apoio domiciliário às mães". Para sábado está prevista uma onda de amamentação simultânea em vários pontos do país.»

Fonte:Público
Link:http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1306821

Hospital aposta na Formação


«O Centro Hospitalar organiza, no dia 20 de Outubro, um sábado de manhã, uma sessão clínica subordinada ao tema "Dermatoses na gravidez a pele do recém-nascido". A sessão destina-se a médicos e enfermeiros e tem como oradores convidados Guerra Rodrigo, dermatologista, e Maria João Rodrigo, pediatra.

Joaquim Rodrigo, director do serviço de Obstetrícia, explicou que a unidade tem mantido um relacionamento regular com os centros de saúde da Póvoa de Varzim, Vila do Conde, Apúlia, Esposende, Barcelos, entre outros, com vista a prestar um "melhor serviço". Estas reuniões técnico-científicas visam, explicou o obstetra, trocar conhecimento na nossa área de drenagem, com vista a melhorar os cuidados de saúde prestados às grávidas e parturientes".

Tem havido um maior número de grávidas de outros municípios a procurar a unidade da Póvoa? Joaquim Rodrigo aponta que "sim", porque o Centro Hospitalar, unidade da Póvoa, "é uma excelente alternativa. Há várias freguesias de Barcelos (com encerramento daquela maternidade) e Esposende que recorrem ao nosso serviço, ou que serão enviadas pelos médicos de família, ao nível da obstetrícia e ginecologia". A Administração Regional de Saúde também reconhece esta unidade "como um hospital de referência para estas áreas", sendo que assim surgiu a ideia de ter um relacionamento com este centros de saúde. A melhoria de instalações da unidade (ver texto em cima) vai permitir "prestar ainda um melhor serviço, de mais qualidade, a estas áreas geográficas". O médico reconhece que a natalidade está a diminuir, em todo o país, o que leva a que não seja possível aumentar o número de partos realizados na Póvoa – que ronda os 1500 por ano, mas é possível estimular as mães a terem bebés aqui dados "os excelentes serviços que aqui prestamos".

Joaquim Rodrigo realçou que na unidade da Póvoa é possível fazer, e com equipamentos de excelente qualidade, ecografias de vigilância de gravidez e morfológicas; a unidade tem as melhores técnicas ao nível do diagnóstico pré-natal rastreios e amniosintese. Tem também analgia epidural 24 horas por dia e sete dias por semana, assim como assistência em Pediatria com Neonatologia. Com as obras, o serviço prestado "vai melhorar ainda mais", garantiu. Um exemplo? "Vai haver mais privacidade pós parto com quartos com uma ou duas camas e uma casa-de-banho para duas três camas". »

Fonte:Póvoa Semanário

Chegou a 1ª EXPO MAMÃ & BEBÉ

«Concelho: Guimarães

Distrito: Braga

16/02/2008 a 17/02/2008

Pavilhão Multiusos

Este é um evento que vai agora estrear-se no âmbito nacional mas que tem objectivos precisos de se tornar um certame de renome. Pretendemos explorar uma secção de mercado que tem sempre por onde crescer e inovar e é isso que queremos transmitir aos visitantes.

A Expo Mamã & Bebé não quer, de todo, que a feira seja estática mas sim revestida de um dinamismo próprio, criado para garantir a presença dos visitantes na grande nave do Multiusos. Assim organizámos uma série de palestras com pediatras, médicos e psicólogos onde vão ser abordados temas de interesse para as futuras mamãs.

Além disso vão decorrer também alguns workshops sobre os cuidados a ter com os recém nascidos. Durante o evento as marcas presentes vão poder ainda fazer uma maior divulgação dos seus produtos nos desfiles que vão acontecer ao longo dos 2 dias.

Horário

Sábado: 10h00 – 22h00
Domingo: 11h00 – 20h00»

Fonte: Guia da Cidade

Amamentar reduz mortes



«Amamentar o recém-nascido desde a primeira hora de vida pode evitar a morte de um milhão de bebés em todo o Mundo. O número surge num estudo feito a mais de dez mil crianças, recentemente publicado na revista ‘Pediatrics’, e vai servir de mote à Semana Mundial do Aleitamento Materno. Em Portugal, a taxa de mães que alimenta ao peito os recém-nascidos à saída do hospital chega quase aos cem por cento.


“Os dados mundiais apontam para um milhão de mortes em crianças com menos de cinco anos, quatro milhões delas dentro do primeiro mês de vida”, sublinha Adriana Pereira, membro do Comité Nacional para o Aleitamento Materno, da Direcção-Geral da Saúde (DGS). Recorrendo aos dados do estudo, a especialista explica que “se todas as mulheres amamentarem desde a primeira hora pode ser evitada a morte de um quarto dessas crianças”, o que permite concluir que “iniciar a amamentação na primeira hora de vida reduz bastante o risco de morte infantil”.Adriana Pereira lembra que “receber alimentos pré-lácteos aumenta o risco de mortalidade neo-natal”, até porque “introduz um complemento que não está adaptado à maturidade e intestino do bebé”.
Em termos práticos, além de diminuir a imunização do recém-nascido, provoca “alterações a nível intestinal” que fragilizam o bebé.


MULHERES INFORMADAS

A professora e especialista em questões relacionadas com o aleitamento materno garante que “a taxa de amamentação materna aumentou muito em Portugal nos últimos anos”. “Há muitas instituições que têm uma taxa de quase cem por cento de amamentação à saída do hospital”, um resultado que Adriana Pereira justifica com a maior informação das actuais mães.Jorge Branco, presidente da Comissão de Saúde Materna da Direcção-Geral da Saúde e director da Maternidade Alfredo da Costa, também admite que “há uma preocupação muito maior para a amamentação do que existia há 20 anos”. Na maternidade que dirige, o número de mulheres que alimenta ao peito “é superior a 70 por cento”, mas admite que “ainda há mães que não querem amamentar e outras que desistem por problemas relacionados com o aleitamento”.


Segundo Adriana Pereira, em Portugal “as mães deixam de amamentar com muita facilidade porque muitas vezes não têm apoio em casa”.Para a especialista, “durante seis meses a mãe deve dar em exclusivo leite materno ao bebé e a partir dessa altura deve continuar a fazê-lo em complemento com outro tipo de alimentação, até aos dois anos”. Seguindo este regime, “os bebés têm menos doenças”.Na primeira conferência sobre o aleitamento, no Porto, a ex-maratonista Rosa Mota dá a cara pela iniciativa.


FALTA BASE DE DADOS "FIÁVEL"

O Hospital Garcia de Orta, em Almada, é um dos dois hospitais do País certificados como Hospital Amigo dos Bebés, incentivando desde 1997 o aleitamento materno nos recém-nascidos. Segundo um estudo divulgado no site da Sociedade Portuguesa de Pediatria, publicado em 2006 mas relativo a 2003, “a prevalência de aleitamento materno foi de 98,5% à saída da maternidade” daquele hospital. Ao fim do primeiro mês de vida, já só 75 por cento dos bebés era alimentado a peito, 55 por cento após o terceiro mês e 36 por cento ao sexto mês.

Segundo os autores do estudo, “factores como a etnia negra, uma idade materna superior a 34 anos, um melhor nível de escolaridade, bem como o aconselhamento pré-natal para o aleitamento materno parecem contribuir para o sucesso da amamentação”.


BONS RESULTADOS EM ALMADA

Segundo Adriana Pereira, ainda não existe em Portugal uma base de dados sobre o aleitamento materno nos hospitais e nos primeiros meses de vida da criança que permita criar planos de acção mais incisivos no incentivo à amamentação. “É necessário criar uma base fiável e ainda não temos esses dados”, lamenta a especialista. Um dos últimos relatórios sobre o tema foi feito há quase uma década pelo Observatório Nacional de Saúde, publicado em 2003 com dados referentes a 95/96 e 98/99. O trabalho, baseado em dois inquéritos centrados em cerca de duas mil crianças (cada), mostra que entre 81,4 e 84,9 por cento dos bebés, nos dois períodos, tiveram aleitamento materno. Em ambos salta à vista que a maior percentagem de crianças amamentadas (82,2 e 85,6 por cento) são filhos de mães que foram vigiadas na gravidez.

O número médio de semanas de duração do aleitamento foi de 20,3 e 20,6 semanas. Para mais de metade dos bebés a introdução de leite não materno teve lugar antes dos três meses.


SAIBA MAIS

1992 foi o ano em que a Aliança Mundial para Acção em Aleitamento Materno assinalou pela primeira vez a Semana Mundial do Aleitamento. De então para cá, 120 países associaram-se à iniciativa13.º é o lugar que Portugal ocupa na lista da UNICEF sobre a mortalidade infantil, onde constam 180 países. A taxa é de cinco mortos a cada mil nascimentos.


VANTAGENS

Além dos benefícios nutricionais, o leite materno imuniza o bebé, ajuda a criar o reflexo de sucção no bebé, previne hemorragias pós-parto na mãe e favorece os laços de ligação entre a mãe e a criança


DIFICULDADES

O ingurgitamento ou pega ineficaz do peito dificulta a amamentação, a parte das fissuras e de uma maior ou menor produção de leite materno.


BAIXO PESO

Em 2005, Portugal tinha uma taxa de 8% de bebés com menos de 2,5 kg à nascença.»


Fonte: Correio da Manhã

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Aleitamento Materno: uma forma de salvar vidas (RTP 2)

No dia 8 de Outubro (segunda-feira), em directo no Sociedade Civil, RTP2 vai-se abordar o tema “ Aleitamento Materno: uma forma de salvar vidas ”




Convidados:
Ana Raposeira, doula, representante da Associação Doulas de Portugal e voluntária do SOS Amamentação
Alexandra Bento, Presidente da Associação Portuguesa dos Nutricionistas
António Gomes, médico Pediatra
Lúcia Leite, Presidente da Comissão especialista em Enfermagem de Saúde Materna e Obstetrícia


Rubrica:
Doulas de Portugal
Ana Raposeira
A rubrica desta segunda-feira, a rubrica Doulas de Portugal visa informar os nossos telespectadores sobre o que são as Doulas de Portugal e quais as actividades que promovem.
O programa termina às 15h30m.

Microbiologia: cientista português premiado


«João Paulo Gomes estudou bactéria responsável por infecções sexuais e cegueira

Avanços no estudo de uma bactéria responsável pela maioria das infecções sexuais e por casos de cegueira que atingem milhões de pessoas valeram ao investigador português João Paulo Gomes um prémio europeu de referência na área da microbiologia, noticia a Lusa.

O jovem investigador do Centro de Bacteriologia do Instituto Nacional Ricardo Jorge (INSA) recebe a 8 de Outubro o «PhD Award 2007», uma distinção atribuída às três melhores teses europeias de doutoramento de 2006 na área da sequenciação dos genomas de microorganismos patogénicos para o Homem, pela rede transeuropeia ERA-NET PathoGenoMics, financiada pela União Europeia.

Para João Paulo Gomes, receber o prémio «faz muito bem ao ego» e «é bastante gratificante», após cerca de cinco anos de investigação.

Em Portugal faz-se «investigação muito boa e com qualidade»

A tese de doutoramento «Contribution for the understanding of biological differences among Chlamydia trachomatis serovars using Genomics and Transcriptomics» foi defendida na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa e o estudo foi feito em colaboração com o laboratório norte-americano Childrens Hospital Oakland Research Institute, na Califórnia.

«Este foi um trabalho feito essencialmente cá e isto mostra que em Portugal se faz investigação muito boa e com qualidade», afirma, realçando que «quem conhece um bocadinho a realidade dos Estados Unidos percebe que a investigação nos EUA, muitas vezes considerada de ponta, é feita à custa de mão-de-obra estrangeira».

No trabalho, João Paulo Gomes expõe as diferenças do genoma dos 18 serotipos da bactéria intracelular Chlamydia trachomatis, que afecta actualmente cerca de 80 a 90 milhões de pessoas no mundo.

As variantes desta bactéria são a maior causa bacteriana de infecções sexualmente transmissíveis e de traucoma, um problema que começa com uma inflamação no olho para depois se transformar numa conjuntivite crónica e que pode conduzir à perda de visão, comum em zonas rurais do Médio Oriente, África, Austrália, América Latina, entre outras.

O estudo

O estudo incidiu especialmente sobre a vertente de doenças sexualmente transmissíveis, um problema de saúde pública que afecta muito as mulheres europeias e que em cerca de 70 por cento dos casos é assintomática, causando complicações como a doença inflamatória pélvica, a gravidez ectópica e a infertilidade tubária, entre outras.

«As pessoas estão infectadas sem o saber, sem ter qualquer tipo de sintoma, o que faz com que sejam reservatórios de transmissão, e portanto transmitam aos seus parceiros com uma certa facilidade», explicou, salientando que «isto está na base da elevada prevalência desta bactéria em todo o mundo».

A tese de doutoramento consistiu «num estudo detalhado da biologia desta bactéria, nomeadamente nas diferenças a nível do código genético de todas as suas 18 variantes».

«Estudámos o melhor possível as variações genéticas de variante para variante, bem como as variações de funcionamento de alguns dos genes que nós sabíamos poderem ser importantes», a pensar no objectivo de contribuir para o «desenvolvimento de métodos de diagnóstico eficazes que façam o despiste das doenças em todo o mundo e, por outro lado, o desenvolvimento de uma vacina adequada ao combate a estas infecções», realça o investigador.

Descobriu que a bactéria é mais diferente de variante para variante do que se esperava.»

Fonte:Portugal Diário

Link: http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=858975&div_id=291

Semana Mundial do Aleitamento Materno


O programa está disponível em: http://www.mamamater.eu/SMAM07.pdf

Quando esperar e como cuidar do dentinho do seu bebé


«A saúde oral começa com o primeiro dente. A saúde oral depende de uma cultura de ensinamento.

Serviço de Pediatria do Hospital de São Marcos de Braga| 2007-10-03

O primeiro "dente de leite" (decíduo) surge, geralmente, por volta dos seis meses de vida, apesar de poder aparecer antes desta altura ou mesmo depois do primeiro ano. Nestes casos, não existem, geralmente, motivos para alarme. É importante ter a noção de que cada criança tem o seu próprio ritmo de dentição. Podem existir dentes ao nascimento sem que isso seja anormal. No entanto, nestes casos, está indicada uma consulta odontológica precoce para avaliação, informação dos pais e eventualmente para a sua excisão pelo perigo de queda e de serem engolidos pelo bebé.

A dentição é um processo dinâmico que começa ao quarto mês de gestação e que termina na idade adulta com o aparecimento dos "dentes do siso".

Os primeiros dentes que surgem são os incisivos centrais inferiores, pouco depois os incisivos centrais superiores logo seguidos dos incisivos laterais. Aproximadamente aos 14 meses surgirão os primeiros molares e cerca de 4 meses depois os caninos. Aos dois anos e meio, a criança terá, em princípio, todos os seus "dentes de leite" (Tabela 1).




A erupção dentária pode cursar com alguma irritabilidade, incómodo, choro ou diminuição do apetite. O bebé pode babar-se mais que o habitual, levar as mãos à boca e procurar morder tudo o que apanhar. Apesar dos sintomas e sinais associados à dentição serem variados e perturbadores para o bebé, e para os pais, nem todos devem ser atribuídos logo à partida a este processo. Por exemplo, a febre elevada ou persistente deve ser devidamente contextualizada e não atribuída ao processo de erupção dentária.


A limpeza da boca do bebé deve ser iniciada logo que surja o primeiro dente (Tabela 2).





Não se esqueça de fazer da lavagem dos dentes um "ritual" e de lhe ensinar a técnica correcta. Assim, o seu filho(a) não esquecerá de o fazer sistemática e correctamente.


Tenha em atenção e cuide dos dentes do seu bebé.


A saúde oral começa com o primeiro dente. A saúde oral depende de uma cultura de ensinamento. A saúde oral do seu filho agora e no futuro depende de si.


Henrique Soares »


Fonte:Edurare


Link: http://www.educare.pt/educare/Opiniao.Artigo.aspx?contentid=3B97CD53CBE05617E04400144F16FAAE&opsel=2&channelid=0

Viver em Alegria lança campanha para apoio à grávida (Figueira da Foz)


« A Associação Viver em Alegria irá realizar uma campanha de angariação de produtos destinados às mulheres grávidas ou puérperas e seus bebés em acompanhamento no âmbito do Centro de Apoio à Vida – Natércia Crisanto. A referida campanha decorrerá no próximo dia 4 de Outubro, no Hipermercado Jumbo.
Segundo a associação, as necessidades mais sentidas reportam às fraldas para recém-nascidos, vestuário dos 0 – 12 meses, leite para latentes desde o nascimento até aos 4 a 6 meses de vida, shampôos, gel de banho e cremes hidratantes.»

Fonte: O figueirense
Link: http://www.ofigueirense.com/gestor_noticias/noticias.php?id=1049

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Logótipo



O logo tem o seguinte significado:

  1. o desenho inicial será uma grávida;
  2. depois o corpo da grávida é um "3", que significa o numero "espectável" do novo agregado familiar após a consumação da gravidez;
  3. o umbigo da grávida representará também uma caracteristica do bébe (ser pequenino);
  4. e por fim a cabeça da grávida representará o telhado do "3", ou seja os três estarão debaixo do mesmo telhado, juntos, unidos por um mesmo propósito a familia.


Facultarei algumas variantes do logo a quem o quiser no seu blog/site. Quem quiser que o blog "Planeamento de uma gravidez" tenha uma referência ao blog/site deverá colocar o "selo" (logótipo) no seu site/blog, e enviar um mail para planeamento.gravidez@gmail.com com o titulo "Logo" e com a referência ao site/blog que pretende que seja referênciado.

Regras: - o blog/site sugerido tem que se referir a assuntos conexos com gravidez, parto, filhos



Serviços de pediatria 24h00 no Hospital da Trofa


«O Hospital da Trofa lançou no início deste mês um serviço contínuo de pediatria que estará disponível durante 24 horas para atendimento exclusivo de crianças.

Entre os diferentes serviços disponíveis para funcionamento está o serviço de urgência pediátrica, neonatologia, bloco operatório, berçário e unidade de cuidados intermédios neonatais.

De salientar ainda que, no próximo mês de Outubro, as consultas de pediatria serão igualmente alargadas à Clínica Nossa Senhora das Dores, também esta aliada ao grupo Hospital da Trofa.»

Fonte:Fábrica de Conteúdos
Link:http://www.fabricadeconteudos.com/?lop=artigo&op=d3d9446802a44259755d38e6d163e820&id=f6419e6a01404140b64d5b6e372cc9d7

Mais de 60 famílias requereram subsídio gravidez no 1º dia


«A Segurança Social recebeu mais de 60 requerimentos ontem, no primeiro dia em que entrou em vigor o subsídio de gravidez e a majoração do abono de família.

À margem da inauguração da 2ª Secção de Processo Executivo da Segurança Social de Lisboa, o ministro do Trabalho e Solidariedade Social, Vieira da Silva, lembrou que «a prestação entrou em vigor ontem, os primeiros pedidos de acesso à prestação foram feitos ontem e, tanto quanto sei, ao fim do dia, tinham já entrado no sistema algumas dezenas de requerimentos».

Um número que o secretário de Estado da Segurança Social, Pedro Marques, precisou ser de 66. «Este número é muito significativo. Estamos a falar do primeiro dia em que a prestação entrou em vigor. Num só dia de trabalho, 66 pessoas conseguiram preencher a requisição, anexar o atestado médico, e entregar a requisição completa nos serviços da Segurança Social», sublinhou Pedro Marques.

Recorde-se que, de acordo com as regras que entraram ontem em vigor, as mulheres grávidas têm direito a um subsídio a partir da 13ª semana de gravidez, dependendo dos rendimentos do agregado familiar. No caso de este ser já o segundo filho, o filho mais velho vê também duplicado o abono de família. Caso haja um terceiro filho ou quarto e assim por diante, o abono triplica.
Resposta não é imediata

Questionado pelos jornalistas sobre a existência de algumas dificuldades informáticas no apuramento do montante a que as famílias teriam direito, o ministro disse desconhecer tais situações. «Mas se surgirem problemas, estamos no segundo dia da prestação, por isso, serão certamente resolvidos», garantiu.

Para já, o ministro adianta que é normal as famílias não conseguirem saber quanto vão receber logo quando entregam o requerimento.

«Estes processos têm de ser apreciados. O abono de família é sujeita a condição de recursos (depende do rendimento). As pessoas apresentam um requerimento, ele é apreciado, num prazo que eu espero que seja o mais curto possível», disse.

«Nas prestações substitutivas de rendimento de trabalho (como o subsídio de desemprego, baixas por doença, etc.), estamos com uma média de processamento bem inferior a 30 dias. Não posso garantir que, nos primeiros momentos desta prestação se consiga atingir esse valor, mas esse é o nosso objectivo, que ela seja paga por todos os serviços em menos de 30 dias, a muito breve prazo», disse.

«Isto é um direito social e tem de ser verificado que as pessoas cumprem todas as condições para que possam ser um beneficiário desta prestação», lembrou Vieira da Silva.»


Fonte:Agência Financeira
Link:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/noticia.php?id=860962&div_id=1730

Berçário público em Ramalde


"A Junta de Freguesia de ramalde conta poder receber os primeiros bebés no berçario público que criou já em Janeiro do próximo ano.

Trata-se do primeiro equipamento do género a surgir na cidade do Porto e só falta saber quem irá assumir a sua gestão.

O primeiro berçário público da cidade do Porto, criado pela Junta de Freguesia de Ramalde, deverá acolher os primeiros bebés a partir de Janeiro de 2008, disse o autarca Manuel Maio.
Segundo o presidente daquela junta, o equipamento deveria começar a funcionar em Outubro, mas o processo atrasou-se devido à necessidade de abrir um concurso para seleccionar a instituição particular de solidariedade social (IPSS) que irá gerir o espaço.
O berçário deverá acolher cerca de 25 bebés, entre os três meses e os três anos de idade e destina-se essencialmente a famílias carenciadas, desestruturadas ou monoparentais.
“O objectivo é facilitar a vida a essas pessoas”, disse o autarca, citando o caso de “uma mãe solteira do Bairro das Campinas que se levanta às cinco da manhã para deixar a sua bebé numa ama da Segurança Social, em Matosinhos, de forma a poder estar a horas no seu emprego”.

“É importante criar condições para a existência de uma rede pública de creches, como forma de promover também o sucesso educativo”, defendeu o presidente da Junta de Freguesia de Ramalde.

Manuel Maio garantiu que um dos critérios de selecção dos bebés será a residência e o facto de pertencerem a famílias carenciadas. O serviço, que será financiado pela Segurança Social, através da IPSS, e pela junta de Ramalde vai funcionar nas instalações do “Per-Viso”, um equipamento social inaugurado em Abril, no Bairro do Viso.

Aquele espaço recebe actualmente 45 crianças do ensino pré-escolar, a maioria das quais residentes nos bairros sociais envolventes. A gestão pedagógica do equipamento social está a cargo do agrupamento de escolas do Viso. A infra-estrutura, construída no âmbito do Programa Especial de Realojamento, está inserida num bairro onde residem mais de sete mil pessoas. Na freguesia de Ramalde, cerca de 32 por cento da população vive em bairros sociais."


Fonte: O Primeiro de Janeiro

10% dos bebés são portugueses (Badajoz)


«O Governo português poupou por cada parto cerca de mil euros.

Dez por cento de todos os bebés que nascem em Badajoz são portugueses. Os dados são da administração regional de saúde do Alentejo e mostram que uma em cada 10 mulheres que dão entrada na maternidade em Badajoz tem nacionalidade portuguesa.

De acordo com o «Diário de Notícias» e desde que encerrou a maternidade de Elvas, já nasceram em Espanha 270 crianças. Por cada bebé, o Governo português poupou cerca de mil euros.

Quanto à questão da nacionalidade, um novo diploma acabou com a ratificação dos nascimentos nos serviços centrais do Registo Civil, passando a criança a ser natural da localidade em território português onde vivem os progenitores. »

Fonte: TVI

Link:http://www.tvi.iol.pt/informacao/noticia.php?id=861337

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Realidade da fertilização in vitro parece cinema


"A realidade da fertilização in vitro com recurso a doadores de gâmetas está próxima da ficção cinematográfica, por exemplo, no método de recolha de sémen, mas longe quanto à satisfação de eventuais caprichos dos futuros pais.Escolher o sexo da criança, por exemplo, só é possível por razões de saúde, como nos casos da mutação do cromossoma X que provoca a hemofilia, uma doença transmitida de mães para filhos, mas que apenas afecta os homens.

Quanto a outros "caprichos" - como a escolha da cor dos olhos ou do cabelo - não há qualquer possibilidade de serem satisfeitos, garante Sérgio Reis, director de uma clínica de reprodução humana medicamente assistida em Lisboa.

São, no entanto, respeitadas directrizes de compatibilidade, como o tipo sanguíneo e algumas características físicas, diz o responsável.Assim, casal e doador têm de ter, por exemplo, altura e peso semelhantes, para que os pais possam escolher, ou não, contar à criança, no futuro, a forma como foi concebida. Essa escolha não deve ser "imposta por qualquer estranheza social", diz Sérgio Reis.

Menos longe da ficção científica e cinematográfica estão métodos como a congelação de óvulos por parte de mulheres que querem adiar a maternidade ou que vão ser submetidas a tratamentos contra o cancro, que podem alterar a sua capacidade reprodutiva.

Os primeiros bebés resultantes de óvulos que estiveram congelados na Península Ibérica estão a nascer em Valência, Espanha, mas em Portugal a aplicação da técnica está dependente da sua explicitação na regulamentação da lei da Procriação Medicamente Assistida (PMA), que ainda não foi publicada.Mais dentro da "tradição" está a doação de sémen, colocado pelo doador num copo. Nesta clínica, o processo decorre em duas salas completamente isoladas, com sanitários, e uma televisão para reproduzir filmes pornográficos.

O método de recolha também pode ser feito em casa, mas nesse caso o doador tem de entregar uma declaração de responsabilidade sobre a propriedade do fluido e depositar o mesmo na clínica, no máximo, 40 minutos após a recolha.O anonimato é ponto de honra em todo o processo de doação de gâmetas e de fertilização in vitro.

Duas entradas diferentes para receptores e doadores e a certeza de que não haverá identificação posterior do doador garantem o anonimato e não dissuadem eventuais voluntários, os quais não pretendem ter responsabilidades a médio/longo, explica o director clínico do Instituto Valenciano de Infertilidade (IVI).O responsável descarta também qualquer possibilidade de haver doações entre pessoas conhecidas.
As candidatas a doadoras têm de ter entre 18 e 35 anos, enquanto os homens podem doar sémen entre os 18 e os 50 anos.Há, ainda, um limite para a quantidade de doações de gâmetas por pessoa, valor calculado segundo directrizes internacionais e que têm em conta o tamanho da população, de forma a evitar a consanguinidade inadvertida.

Na lista de exigências aos candidatos a doadores estão ainda a boa saúde física e mental, que são avaliadas através da realização de uma longa lista de exames.Sérgio Reis recusa a ideia da existência de qualquer tipo de comercialização associada a este processo da doação de gâmetas, mas lembra que tem de existir uma compensação económica para os doadores que, defende, deveria ser definida na regulamentação da lei da PMA.

"Há desgaste físico, gastos em transporte e possíveis faltas ao trabalho no caso de doadoras, que têm de receber injecções subcutâneas durante 10 dias. O altruísmo não pode chegar ao ponto de se gastar do próprio dinheiro", sublinhou. A punção dos óvulos é feita através de uma agulha colocada numa sonda de uma ecografia vaginal, com recurso, eventualmente, a anestesia local ou sedação leve.

Com as campanhas publicitárias das clínicas privadas, a doação tem-se vulgarizado, mas os doadores, segundo a experiência de Sérgio Reis, estão geralmente próximos de outros doadores ou de casais com problemas de fertilidade, estando, por isso, mais sensibilizados para a questão.A compensação financeira para doadores é de 750 euros para mulheres e 100 euros para os homens.

Numa clínica privada, uma inseminação intra-uterina custa, em média, 900 a 1.000 euros e uma fecundação in vitro cerca de 4.500 euros. No sector público, os gastos com tratamentos in vitro oscilam entre 600 e 1.500 euros.

A Associação Portuguesa de Infertilidade diz ter informações de que a regulamentação da lei da PMA continuará a não prever comparticipações para tratamentos no sector privado e lamenta que para as seguradoras "a palavra infertilidade seja proibida", como indicou a presidente da API, Cláudia Vieira.Sérgio Reis chama ainda a atenção para alguns problemas psicológicos que têm de enfrentar os casais que recorrem à fertilização in vitro.


Normalmente, estão associados ao prolongamento da situação de infertilidade, mas raramente têm a ver com a consciência de que existe uma terceira pessoa exterior ao casal (o doador) envolvida no processo. A explicação, segundo Sérgio Reis, é simples: em alguns casos esta é a única via para uma gravidez e, por outro lado, os conceitos de maternidade/paternidade são mais latos do que os biológicos.
As estimativas apontam para 10 a 15% de casais inférteis em idade de reprodução nos países industrializados.Um terço dos problemas de infertilidade é de origem masculina, outro terço deve-se a problemas na mulher e uma terceira parte está relacionada com problemas de ambos.

O aumento do número de casos é explicado, sobretudo, pela decisão de adiar a maternidade até idades cada vez mais tardias, embora o estilo de vida urbano das sociedades ocidentais e agentes tóxicos ambientais também contribuam para o crescimento do problema."


Fonte: Diário dos Açores

Cancro dos ovários e dos testículos gera divórcio, diz estudo


"Os casais nos quais um dos cônjuges sofre de cancro do colo do útero ou de testículos apresentam maior probabilidade de se divorciar.

O estudo realizado por pesquisadores noruegueses demonstra que a maioria dos tipos de cancro leva a uma ligeira diminuição da taxa de divórcio durante os primeiros anos depois do diagnóstico, excepto no caso desses dois tumores.

A pesquisa, que comparou as taxas de divórcio de 215 mil sobreviventes de cancro com as de casais sem a doença durante um período de 17 anos, foi apresentada na Conferência Europeia do Cancro, realizada em Barcelona. Os pesquisadores descobriram que as mulheres que sofreram um tumor do colo do útero têm 40% a mais de probabilidades de se divorciar.


Da mesma forma, os homens que superaram um cancro de testículo têm 20% a mais de possibilidades de se separar do que os que não tiveram a doença.
A doutora Astri Syse, pesquisadora do Registo Norueguês do Cancro, de Oslo, sustenta que são vários os factores que podem explicar que o risco de divórcio só aumente nos casos de cancro de colo do útero e de testículo. Os dois tipos de cancro ocorrem sobretudo em pessoas jovens, afectam a intimidade e levam a uma diminuição do desejo, da libido e da fertilidade.


"É possível que os problemas sexuais ou um enfraquecimento das gratificações emocionais da união sejam bastante devastadores no começo de uma relação", afirma Syse. Segundo a pesquisadora, o risco de divórcio de pacientes de cancro do colo do útero aumenta 69% aos 20 anos, mas cai 19% aos 60 anos, o que indica que "o risco de divórcio diminui com a idade".

"A mesma tendência é observada nos homens que sofrem de cancro de testículo", acrescenta a médica, que destaca, no entanto, que existe uma menor probabilidade de separação quando o cancro se estendeu e nos tumores com pior diagnóstico.

Os resultados também desmentem que os maridos sejam mais propensos a deixar as mulheres após um cancro de mama, já que, segundo o estudo, as sobreviventes registam uma redução de 8% de risco de divórcio, em comparação com as mulheres casadas que não sofreram a doença."

Fonte: Diário dos Açores

Subsídio de paternidade só abrangeu 438 pais


"Licenças parentais poderão aumentar, mas apenas para os homens.


Só 438 pais beneficiaram do subsídio de paternidade em 2006, segundo dados do Ministério do Trabalho e da Solidariedade. Tendo em conta que nascem 100 mil bebés por ano, o subsídio de paternidade não abrange mais do que 0,5 por cento dos pais portugueses, escreve o Diário de Notícias.
Embora de forma muito lenta, as licenças de paternidade estão a crescer de ano para ano. Em 2004, registaram-se 391 casos, que passaram para 413 em 2005, atingindo os 438 em 2006.
«Poderão ser feitos alguns ajustamentos para melhorar as licenças parentais», disse o ministro do Trabalho.
Uma das hipóteses que está em cima da mesa para discutir com os parceiros sociais é o alargamento da licença, mas este é um alargamento que só irá ser gozado pelos pais e não pelas mães.
O alargamento das licenças de maternidade é uma solução que o ministro afasta, uma vez que «isso pode ser um pau de dois bicos, na medida em que uma longa ausência do mercado de trabalho pode acabar por prejudicar a carreira profissional das mulheres e constituir um factor de discriminação no mercado de trabalho»."


Fonte: Portugal Diário

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Um bebé usa cinco mil fraldas que ficam mais de 500 anos no aterro


«RITA CARVALHO
Sabia que, até utilizar o bacio, um bebé chega a usar cinco mil fraldas, o que equivale a uma tonelada? E que cada uma demora cerca de 500 anos a deteriorar-se num aterro? A estimativa excede o nosso tempo de vida mas as empresas especializadas do sector garantem que não há engano. Por estranho que pareça, as fraldas são dos piores resíduos domésticos e aqueles que mais urge retirar dos aterros.

O Ministério do Ambiente está a analisar a forma de reciclar este material com que lidam milhares de famílias e que, juntamente com outros têxteis sanitários - como as fraldas de incontinência, os pensos higiénicos ou as batas e toucas usadas na saúde -, já representa quase 10% do lixo doméstico.

A tecnologia que permite separar o plástico e a componente orgânica existente na fralda já existe na Europa e pode estar prestes a chegar a Portugal. Mas para montar um sistema de reciclagem não basta haver solução de tratamento para os resíduos, realça Luísa Pinheiro, vice-presidente da Agência Portuguesa do Ambiente. "A constituição dos fluxos de reciclagem tem de ser bem construída de raiz. Tem de se definir a partilha de responsabilidades dentro do sistema e o modelo económico-financeiro adequado", explicou ao DN.

Tal como nas embalagens ou nas pilhas, há que estudar o mercado e o público alvo, definir a logística da recolha, os custos e contrapartidas financeiras para cada interveniente: produtor, consumidor e reciclador.

Este é, contudo, um resíduo com algumas especificidades, pelo que não basta copiar o modelo das outras fileiras geridas por entidades gestoras, diz Luísa Pinheiro. Não é expectável que seja criado um ecoponto próprio para colocar as fraldas nem que estas sejam recolhidas porta-a-porta a um determinado dia da semana, como acontece com os resíduos orgânicos. É que, além de serem produzidas em grande quantidade, não são um resíduo generalizado existente em todos os lares, e possuem um grande problema: cheiram mal.

Aura Carvalho, da Tecnoexpor, empresa que está a tentar trazer a tecnologia para Portugal, desmistifica a questão. "O porta-a-porta não é difícil de implementar. Mas o tipo de recolha deve ser adequado ao local onde se faz." Por exemplo: num local pode ser o camião que recolhe os lixos domésticos a transportar as fraldas num contentor específico. Noutro podem ser recolhidas em casa uma vez por semana se, entretanto, ficarem armazenados num recipiente que a empresa possui e garante não emitir cheiro.

Arranque do sistema

Em cima da mesa estão várias opções, explica Luísa Pinheiro: ou se fazem acordos voluntários com câmaras ou associações para recolherem estes resíduos, ou se aprova legislação a obrigar os intervenientes do sistema a recolherem e reciclarem. Outra diferença na implementação deste sistema é que ainda não há operadores no mercado, ao contrário de fluxos como o dos óleos em que, antes de avançar a lei, já havia empresas a operar no terreno.

O Ministério do Ambiente considera que o sistema deve arrancar, a título experimental, junto dos grandes produtores como as unidades de saúde ou as creches. Um ano depois deverá arrancar na prática. Se a opção for a criação de legislação específica, com objectivos de quantidades de recolha e reciclagem bem definidos, o processo será mais moroso.

Com esta reciclagem, será desviada dos aterros grande parte da matéria orgânica, para além de ainda ser possível reciclar o plástico. Duas tendências que respondem aos objectivos comunitários e às estratégias dos resíduos sólidos urbanos e biodegradáveis aprovadas pelo Governo.»

Fonte: Diário de Noticias
Link: http://dn.sapo.pt/2007/09/30/sociedade/um_bebe_cinco_fraldas_ficam_mais_500.html

Portuguesas não querem sofrer/Partos com dor


É de mim ou esta noticia foi escrita por quem não fez a mínima pesquisa??? Por quem não tem a mínima sensibilidade para o assunto???

«
E se de repente a moda muda? » «A ideia é de regresso ao passado, como se a dor ajudasse aos laços afectivos mãe-filho?» Alguém é capaz de explicar a este "jornalista" o que é humanização do parto???


«Os nascimentos à moda antiga estão a aumentar na Europa. Na Holanda, os partos em casa chegam aos 40% e em Espanha crescem as alternativas à anestesia. Portugal ainda não faz parte desta tendência.

E se de repente a moda muda? Que isto aconteça no meio da alta costura não é de estranhar, agora que os conceitos médicos também estejam ao sabor de conjunturas temporárias é que já parece mais duvidoso, mas é o que se está a passar a nível de partos pela Europa fora, com mais mulheres a optarem por ter os filhos sem anestesia. Em Portugal, por enquanto, a moda ainda não chegou e entre cesarianas e epidurais duas em cada três mulheres preferem o parto sem dor.

Durante anos a ideia foi a de contrariar o mandamento bíblico “a mulher parirá em dor”, com o alargamento das anestesias epidurais e até o recurso ao parto por cesariana, a pedido da mulher, e sem motivos clínicos que o justificassem.

Mas a tendência parece inverter--se com um crescente número de mulheres europeias a preferir dar à luz sem a anestesia, optando antes por técnicas naturais como a hidroterapia na fase de dilatação.

Em países como a Holanda, onde os serviços de Saúde dão resposta aos mais variados pedidos, são já quase 40% as mulheres que escolhem dar à luz em casa, com assistência médica.

Uma situação impensável, pelo menos por enquanto, em Portugal, onde os 500 partos ocorridos fora da rede hospitalar (de um total de 109 mil), acontecem mais por obrigação do que por escolha. Até porque, conforme explicou ao CM o coordenador nacional do Programa de Saúde Reprodutiva, “não há sequer meios em Portugal para acudir aos partos feitos em casa”, fora da rede hospitalar.

Este movimento a favor dos partos naturais surge tanto pela vontade das mulheres como dos especialistas quando perceberam que a percentagem de partos por cesariana, nos países mais evoluídos, excedia em muito a taxa recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Assim, enquanto a OMS aponta para uma taxa de 15% de cesarianas, esse valor chega aos 30,1% na Maternidade Alfredo da Costa, a maior em Portugal. Em Espanha, as taxas são de 26% na rede pública e 35% nas unidades privadas.

Também as episiotomias (ou corte no períneo para evitar que a vagina rasgue durante o parto) têm uma taxa sugerida pela OMS de 30%, quando na Alfredo da Costa oscila, segundo Jorge Branco, entre os 30 e os 60%, consoante as equipas, e é de 46% a média total.

Por curiosidade, nesta mesma maternidade os partos naturais (ou vaginais) problemáticos em 2007 rondaram os 17%, sendo que desses 9,45% (361 partos) implicaram o recurso a fórceps e 7,85% (300 nascimentos) o uso de ventosas.

"ANESTESIA HUMANIZA", Jorge Branco, coordenador do Programa Nacional de Saúde Reprodutiva

CM – Na Europa há uma tendência para partos sem anestesia e em casa.

Jorge Branco – Cá não é assim. Dos 109 mil partos em 2006 só 500 ocorreram fora da rede hospitalar. Nem sequer há meios para prestar essa assistência.

– A ideia é de regresso ao passado, como se a dor ajudasse aos laços afectivos mãe-filho?

– Também somos favoráveis ao reforço dos laços afectivos e para isso começamos a trabalhar no próprio hospital.

– Há mais mulheres a solicitar técnicas para reforçar a afectividade?

– É preciso distinguir o que é diferente. Uma coisa são técnicas terapêuticas, como a hidroterapia na dilatação e atrasar o corte do cordão umbilical. Outra é o sofrimento desnecessário.

– A anestesia não tem reflexo nos laços afectivos?

– Não creio que exista.

– O parto com dor reforça a afectividade entre mãe e filho?

– Não acredito. Não vejo em que é que a anestesia prejudique ou a dor ajude no laço mãe-filho. Nunca impomos a uma mulher que a não queira, mas para nós a anestesia humaniza o parto.

TÉCNICAS

Este ano houve 3819 partos na Maternidade Alfredo da Costa

CESARIANA

De todos os partos registados este ano até finais de Agosto na maior maternidade do País 30,1% são feitos por cesariana, o que corresponde a um total de 1148

EPIDURAL

Jorge Branco estima em 35% as mulheres que fazem partos por via vaginal, na Maternidade Alfredo da Costa, com recurso a anestesia epidural, percentagem que corresponde a 1335 partos

PARTO NORMAL

Os partos naturais, sem anestesia, correspondem a 35% do total. Seja ou não por escolha da parturiente ou por interesse do hospital
Rui Arala Chaves»


Fonte: Correio da manhã
Link: http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=259891&idselect=9&idCanal=9&p=200