segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Entenda os males que o cigarro causa durante a gravidez


«Fumo pode fazer bebê nascer com até meio quilo a menos. Hábito também está ligado à síndrome da morte súbita da criança.

Que fumar durante a gravidez faz mal para o bebê não é novidade para ninguém. Mas exatamente o que acontece? Ciro Qirchenchtejn, da Unifesp, que coordena o Centro de Tratamento HelpFumo, explicou para o G1.

Durante a gestação, o cigarro materno aumenta o risco de aborto, de sangramentos e de complicações, como a instalação incorreta da placenta no útero. O fumo também atrapalha a chegada de oxigênio e nutrientes no feto.

“O monóxido de carbono tem uma grande afinidade com a hemoglobina, que carrega o oxigênio pelo sangue. Quanto mais a mãe fuma, mais monóxido de carbono transporta e menos oxigênio chega ao bebê”, explica o médico.

O cigarro também causa a contração da artéria umbilical, que liga o bebê à mãe. Isso diminui o transporte de nutrientes até a criança. “Ou seja, quanto mais a mãe fuma, o bebê recebe mais toxinas e menos nutrientes”, diz ele.

O efeitos continuam aparecendo depois do nascimento da criança. Em média, filhos de mães que fumaram na gestação nascem com cerca de meio quilo a menos do que deveriam. Se você lembrar que um bebê nasce com cerca de 3 quilos, percebe quanta diferença meio quilo pode fazer. “É meio quilo de músculo, de cérebro, de ossos que a criança perde”, explica o médico.

O fumo materno é também a principal causa evitável de morte súbita do bebê após o nascimento, ao lado do posicionamento da criança.

Não há quantidade segura
Sobre a idéia de algumas mães (e alguns ginecologistas) de que é seguro fumar, desde que seja pouco, Ciro Qirchenchtejn alerta: “esse é um conceito absolutamente errado”.

“Se você me pergunta se há uma quantidade de fumo segura para a criança, eu respondo: há uma quantidade segura de arsênico? De inseticida? É um veneno igual. Você não imagina uma mãe considerando a possibilidade de espirrar inseticida na criança, mas algumas vão e fumam”, critica o médico.

Especialista em ajudar as pessoas a parar de fumar, Qirchenchtejn ainda ressalta que abandonar o vício é mais fácil que diminuir a dose. “Se uma mulher que fuma dois maços por dia diminui para dois cigarros por dia, ela vai ficar sofrendo com a vontade de fumar o tempo inteiro. Se ela pára, passa pela abstinência, mas é uma vez só”, explica ele.

Ideal é parar
De acordo com as estatísticas, cerca de 50% das mulheres que fumam abandonam completamente o vício durante a gravidez -- no entanto, a maioria delas volta a fumar assim que a criança nasce. “Isso não faz o menor sentido”, diz Qirchenchtejn.

"Durante a gravidez elas têm uma preocupação tão grande com o filho, que não precisam de ajuda para parar. Elas enfrentam a abstinência sem grandes sofrimentos. Mas nove meses depois, quando o organismo já está livre da dependência física, elas voltam a fumar.”

Qirchenchtejn afirma que as mães precisam parar de fumar e não apenas durante a gravidez e a amamentação, mas para sempre. “A mesma mãe que se preocupa em expor seu filho ao cigarro quando ele está dentro dela, não pensa que a fumaça que ela solta na cozinha pode chegar ao bebê no quarto”, diz o médico. “Não pensa em uma série de outros problemas, por exemplo: ela está se expondo a desenvolver um câncer, que pode fazer com que ela perca um pouco do convívio com o filho que ama tanto”, alerta.

O médico afirma que parar de fumar é difícil, mas não impossível. E com ajuda médica está ficando cada vez mais fácil. “Meu conselho é que todos, mães, pais e pessoas sem filhos parem de fumar. Procurem um médico e parem de fumar”, finaliza.»

Fonte:G1 Globo

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Feira dedicada a mães e filhos - A partir de hoje e até domingo, na Covilhã


«Concertos pedagógicos interactivos para crianças, ateliês de actividades “Ciência Divertida”, demonstrações de hip-hop e judo, mini-campo de basquetebol, animação com palhaços e mimos, são algumas das actividades organizadas para a “Covilhã Mamã e Bebés – Feira de Actividades, Produtos e Serviços para a Infância e Pré-natal”.

O certame decorre a partir de hoje e até domingo, no Pavilhão da ANIL, na Covilhã, promovido pelo Departamento de Exposições da instituição.A iniciativa surge no seguimento da primeira edição da Semana do Bebé, que foi organizado pelo Centro Hospitalar da Cova da Beira, entre os dias 22 e 28 de Outubro, explica a organização.

Do programa fazem também parte sessões de informação sobre temas relacionados com a gravidez e a infância, bem como sobre células estaminais e acções de sensibilização para a prevenção rodoviária.No âmbito da iniciativa, decorre ainda a eleição do “Bebé Covilhã 2007”, sendo que todos os interessados podem entregar uma foto do seu filho até amanhã junto da organização.
O concurso está restrito para crianças até aos três anos.»

Fonte: Diário xxi

Aos seis meses de idade, bebê já sabe avaliar quem é boa gente


«Mesmo muito pequenas, crianças já mostram preferência por quem ajuda os outros. Descoberta indica que inteligência social dos pequenos é mais avançada do que esperado.

Eles podem não saber andar nem falar, mas já sabem reconhecer quem é gente boa. Bebês de até seis meses de idade já são capazes de separar pessoas que ajudam os outros daquelas que atrapalham, de acordo com um estudo americano. E, como esperado, elas preferem ficar mais perto das pessoas que consideram mais boazinhas.

Se fosse uma mãe ou um pai dizendo isso, você provavelmente não levaria a sério, mas é verdade: os pequenos têm muito mais traquejo social do que a maioria das pessoas imagina. E a pesquisadora Kiley Hamlin, da Universidade Yale, nos Estados Unidos, comprova -- usando apenas um teatro de bonecos.

A cientista verificou que mesmo crianças muito pequenas, entre seis e dez meses de idade, já conseguem julgar a bondade alheia, mesmo em situações que não tem nada a ver com elas.

Depois da apresentação dos bonecos, as crianças mostraram muito mais carinho pelos personagens “bonzinhos” do que pelos "malvados", ou mesmo do que pelos que mantiveram a neutralidade. A descoberta indica que nossa capacidade de avaliar os outros está “embutida” na nossa cabeça, por ser essencial para a sobrevivência.

“A habilidade de discernir aqueles que podem fazer mal a você daqueles que podem ajudá-lo é essencial para existir em sociedade”, afirmou Hamlin ao G1. “Nossos resultados mostram essa capacidade em crianças muito jovens para terem sido ensinadas”, explica.

O experimento
Hamlin preparou um teatro de bonecos de premissa bastante simples. Um boneco se esforçava para tentar escalar uma montanha. Outro boneco o ajudava, o empurrando para cima. Um terceiro atrapalhava, o jogando para baixo.

Após a apresentação, “bonzinho” e “malvado” foram apresentados à platéia. Quase todos os bebês preferiram brincar com o boneco que ajudava o outro na peça. Curiosamente, nas vezes que o mesmo show foi apresentado com bonecos que não tinham olhos, o efeito foi bem mais fraco. Para Hamlin, isso significa que os bebês vêem os brinquedos como personagens.

Em um segundo teatro, o mesmo boneco aparecia fazendo amizade ou com o que ajudava, ou com o que atrapalhava. De acordo com a pesquisadora, os bebês mais velhos se mostraram surpresos, observando atentamente, quando o personagem parecia ficar amigo de quem o atrapalhou -- o que indica que eles são capazes de fazer conclusões complexas a respeito da interação social dos outros.

Não subestime o bebê
Para Hamlin, seu estudo significa que não se pode minimizar a inteligência dos pequenos. “Bebês têm um sistema de avaliação bem avançado que não precisa de muita ajuda externa para se desenvolver”, diz ela. “Obviamente, bebês aprenderam bastante antes dos seis meses de idade, mas é muito improvável que alguém os tenha ensinado explicitamente qualquer coisa que pudesse ter ajudado a resolver essas tarefas”, afirma.

Agora, a pesquisadora quer verificar se bebês ainda mais novos são capazes de fazer a mesma coisa, para tentar descobrir quando desenvolvemos a capacidade de avaliar os outros.

Seus resultados foram publicados na revista "Nature" desta semana.»

Fonte:G1

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Custos com gravidezes múltiplas davam para pagar tratamentos de infertilidade, defende especialista


«Estudo feito em três hospitais públicos

25.10.2007 - 15h46 Lusa

Os custos pagos pela sociedade para tratar a gestação múltipla davam para "custear todos os tratamentos de infertilidade e ainda poupar muito dinheiro", afirmou hoje, no Porto, o presidente da Sociedade Portuguesa de Medicina de Reprodução Assistida.

João Silva Carvalho, um dos oradores da conferência internacional sobre "Usos e representações das tecnologias reprodutivas" realizada pelo Departamento de Sociologia da Faculdade de Letras do Porto, disse ter chegado a essa conclusão através de um estudo sobre custos com cesarianas e cuidados de neonatologia em três hospitais púbicos portugueses.

O estudo, efectuado em parceria com o farmacêutico Vladimito Silva, decorreu durante um ano no Hospital de S. João, no Porto, na Maternidade Byssaia Barreto, em Coimbra, e no Hospital de Santa Maria, em Lisboa.

O especialista entende que "o Estado" devia pagar esses tratamentos, seja por inseminação intra uterina ou por fecundação in vitro, "com a recomendação de que se transferisse, na maioria das vezes, apenas um embrião".

O que acontece actualmente - explica - é que os casais que recorrem à procriação medicamente assistida para terem filhos estão sob "uma enorme pressão porque os tratamentos são muito caros", pois cada tentativa custa "entre três mil e quatro mil euros, além da medicação".

As contas feitas por João Carvalho indicam que "um casal pode gastar quase cinco mil euros" se recorrer a uma clínica privada, enquanto no serviço público "os tratamentos são gratuitos, mas os medicamentos são por conta do casal" e podem chegar aos mil euros.

O custo elevado e a baixa taxa de êxito de cada tratamento, estimada em cerca de 30 por cento, fazem com que o casal tente tudo para que o seu investimento resulte logo à primeira. O médico acaba, assim, por ser também pressionado.

"Qual é a tendência? Em vez de um embrião, o médico introduz dois ou até três embriões, o que deu origem a uma elevada taxa de gémeos e trigémeos", explica João Carvalho, concluindo que "a sociedade paga, assim, uma barbaridade".

Cerca de 25 por cento dos tratamentos de infertilidade por reprodução medicamente assistida provocam gravidezes múltiplas e estas originam bebés "prematuros e com baixo peso", o que, por sua vez, causa "muitos problemas", como surdez, paralisia cerebral ou deficiente desenvolvimento físico e mental.

Em Portugal, calcula-se que cerca de 500.000 casais em idade de procriação, ou seja dez por centro da população, sofram de infertilidade e que 10.000 novos casais por ano tenham problemas de reprodução.»

Fonte: Público
Link: http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1308735

REPRODUÇÃO HUMANA: A IMPORTÂNCIA DO ACOMPANHAMENTO NOS TRATAMENTOS DE FERTILIZAÇÃO


«O congresso mais importante na área de Reprodução Humana realizado na França, o “23th Annual Meeting of the European Society of Human Reproduction and Embryology”, discutiu diversos temas em torno de como melhorar o tratamento para a paciente do ponto de vista físico e psíquico. Presente no encontro, dr. Vinicius Medina Lopes, do Instituto Verhum, destaca a importância da avaliação psicológica do casal e a triagem daqueles que necessitam de acompanhamento regular até mesmo após a finalização do tratamento.

Melhorias na qualidade dos laboratórios, medicações utilizadas e dos protocolos de estímulo da ovulação em períodos mais curtos com menos injeções, as clínicas de reprodução humana conseguiram atingir taxas de gestação em torno de 30 a 50%, por tentativa. As mulheres submetidas à técnica de fertilização in vitro utilizam injeções diárias com o intuito de amadurecer vários óvulos ao mesmo tempo. Há certo desconforto no local da aplicação, e em relação ao aumento do tamanho dos ovários. “Esse mal-estar é comum e atinge aproximadamente 20 a 30% das pacientes”, informa o médico.

O tempo - O preparo para iniciar o tratamento e seu término geralmente dura entre dois a três meses. Durante esse período a paciente precisa se ausentar de suas atividades para realizar vários exames. Entre eles, de quatro a cinco ultra-sonografias transvaginais, consultas, captação dos óvulos e transferência dos embriões, que totalizam não menos que sete visitas ao centro de reprodução humana. “Quando chegam ao nosso consultório, a maioria dos casais já esperou mais tempo que deveria para investigar a causa da infertilidade, e conseqüentemente adiaram o início do tratamento”, relata dr. Vinicius Medina.

O estresse - A associação de diversos fatores como físicos, financeiros, tempo, e a incerteza podem colocar o casal sob estresse. “A infertilidade afeta os envolvidos, consciente ou inconscientemente, e isso gera um quadro de instabilidade”, diz. Entretanto, ao término do tratamento com um resultado positivo, a sensação de uma batalha vencida é tão gratificante que o casal minimiza os percalços passados, e passam a programar a vinda do filho como um troféu merecido. Para os que não tiveram a mesma sorte, ficam as lembranças.
É nesse momento em que a qualidade do serviço prestado faz a diferença. “O apoio do médico se faz necessário. Ouvir as queixas, mesmo que infundadas e corrigir o que for possível para tornar a próxima tentativa menos desagradável, evitando a desistência, é sinal de competência e obrigação do especialista em reprodução humana”, finaliza dr. Vinicius Medina Lopes. »

Fonte:Portal Nacional Seguros e Saúde

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Gravidez depois de 35 anos exige cuidados, alerta especialista.


«Salvador - O crescimento em 11% no índice de gravidez de mulheres com mais de 35 anos, entre 1996 e 2002, está merecendo um alerta de especialistas para os cuidados ao engravidar nesta idade. "As gestantes com 35 anos ou mais têm maior possibilidade de desenvolver hipertensão, diabetes, baixo peso do recém-nascido e alterações genéticas fetais", disse o obstetra e pesquisador Manoel Sarno.

Apesar dos avanços da medicina, a menopausa mantém-se na mesma altura, limitando a idade fértil das mulheres. Por isso, a fertilidade depois dos 40 é inferior a que existe entre os 25 e os 30 anos. Do ponto de vista biológico, o auge reprodutivo da mulher ocorre entre os 23 e 25 anos. Até dez anos depois é possível engravidar sem grandes prejuízos para a saúde da mãe e do bebê.

"As mulheres que sofrem de aborto de repetição, por exemplo, terão maiores possibilidades de perdas após 40 anos que uma mulher de 25 anos, mesmo com o tratamento adequado", informa o médico que também é pesquisador dessa complicação na gestação. Para o especialista, todas as mulheres, independente da idade, que queiram ter um filho, devem antes ir ao médico.

É possível fazer exames que avaliam os riscos da gravidez, como por exemplo, infecções, problemas com tipagem sanguínea, diabetes, peso excessivo. Desta forma, o casal pode, antes mesmo de engravidar, evitar alguns problemas que poderão surgir no curso de uma gestação.

"Existem algumas pesquisas, inclusive, que reduzem a possibilidade de alteração genética no embrião com uso de algumas vitaminas", informa o pequisador Sarno. Porém, as chances de o bebê nascer com alguma alteração cromossômica, como a Síndrome de Down, aumentam significativamente com o avançar da idade. " O risco de alteração genética, sendo a mais comum a Sindrome de Down, é linear com a idade, ou seja, quem tem 27 anos tem maior chance do que quem tem 26, e assim por diante.

Com 35 anos, a cada 250 gestantes, uma tem um filho com essa Síndrome", disse Sarno . Hoje já existem exames feitos na criança, ainda no útero da mãe, capazes de detectar alterações genéticas. O casal, ao decidir quando engravidar, deve levar em conta essas informações. »

Fonte:Jornal da Midia
Link:http://www.jornaldamidia.com.br/noticias/2007/11/20/Bahia/Gravidez_depois_de_35_anos_exige_.shtml

Pais de prematuros já têm manual de apoio


«Chama-se «Nascer Prematuro» e é um manual de apoio para pais de bebés que nascem antes do tempo da autoria da Secção de Neonatologia da Sociedade Portuguesa de Pediatria.O livro, lançado no âmbito da III Reunião Internacional de Neonatologia, na Póvoa de Varzim, será distribuído gratuitamente aos pais dos bebés internados nas Unidades de Cuidados Intensivos um pouco por todo o país.

Cerca de 11% dos bebés nascem antes do tempo. No entanto, os avanços médicos na área da neonatologia têm sido notáveis, o que permitiu atingir uma taxa actual de sobrevivência de 70% das crianças que nascem antes das 28 semanas. Nas crianças que nascem antes das 30 semanas, hoje em dia, 80% não apresenta problemas de desenvolvimento.

Segundo Hercília Guimarães, presidente da Secção de Neonatologia da Sociedade Portuguesa de Pediatria, para estes avanços, muito contribuiu «a melhoria da qualidade assistencial em Perinatologia (grávida e Recém-nascido). Nas últimas décadas assistiu-se a uma diminuição franca da mortalidade neonatal e a um aumento do número dos recém-nascidos de idades cada vez mais jovens.

O que é gratificante, é que, analisando os resultados, assiste-se a uma maior sobrevida de bebés mais pequeninos sem aumento do número de sequelas, facto que nos dá força para continuar.
No entanto, e apesar da esperança que a medicina trouxe para os bebés que nascem antes de tempo, a chegada de um prematuro é muitas vezes sinónimo de angústia e ansiedade, sentimentos que surgem a par com a alegria da chegada do bebé.

«É verdade que há situações em que os pais têm alguma dificuldade em aceitar e o seu bebé prematuro, pois ele não corresponde ao seu sonho, não é o que eles estavam à espera. O mesmo acontece nas situações de malformações congénitas neonatais. Em ambos os casos o papel dos profissionais de saúde, nomeadamente dos enfermeiros, é fundamental nesta delicada tarefa de envolver os pais logo na Unidade de Cuidados Intensivos Neonatais e aproximá-los do processo de desenvolvimento da criança. É um trabalho constante entre pais e profissionais, mas resulta», conclui Hercília Guimarães.

«Nascer Prematuro» pretende informar e apoiar os pais que estão a viver esse período de ambiguidade. Por essa razão, a par com a informação médica e a perspectiva do neonatologista, o manual integra ainda a perspectiva de pais que viveram a mesma situação. Histórias que trazem alento e esperança para quem está a passar agora pela chegada de um prematuro: «Gostaríamos que estes textos, elaborados por profissionais que trabalham em Neonatologia e por pais que viveram experiências semelhantes, sejam um contributo para um percurso mais tranquilo na descoberta do vosso filho», refere a direcção da Secção de Neonatologia da SPP na introdução do manual.

O livro dedica ainda um capítulo ao tema «Nascer Prematuro em Portugal» em que é analisada a situação actual no nosso país. De acordo com Teresa Tomé, neonatologista da Maternidade Alfredo da Costa em Lisboa, a neonatologia no nosso país tem feito grandes progressos a par da neonatologia mundial, posicionando-se actualmente «de forma notável na Europa e no Mundo».

Os cuidados a ter no momento em que se leva o bebé para casa, a importância dos cuidados de higiene de quem trata do bebé, não frequentar locais com fumo de tabaco ou excessivamente povoados, são temas também abordados, nomeadamente no âmbito da prevenção de infecções respiratórias. «Todos os cuidados com o bebé recém-nascido devem ser redobrados com o prematuro», alerta Hercília Guimarães.»

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Bem Me Queres - Associação de Apoio à Adopção - (Ficha de Associações)

Nome: Bem Me Queres - Associação de Apoio à Adopção de Crianças

Presidente: Cristina Henriques

Essência: A missão da Bem Me Queres é a promoção e a concretização de um dos direitos fundamentais das crianças - o direito a ter uma família. Com o comprometimento de que a sua concretização será sempre realizada de acordo com o interesse superior da criança e com respeito aos seus direitos fundamentais que lhe reconhece o direito nacional e internacional.
A Bem Me Queres foi legalmente constituída em Abril de 2006 . Foi a primeira organização em Portugal a candidatar-se a exercer a actividade mediadora da adopção internacional e assim poder apoiar a adopção de crianças de outros países.

Objectivos: Os objectivos da Bem Me Queres são:
- a protecção da criança e do jovem com vista a integração da mesma dentro da família;
- a promoção da adopção em Portugal; mediação da adopção internacional;
- a preparação e acompanhamento de pais candidatos à adopção;
- apoio na criação de redes de inter-ajuda de famílias adoptantes.

Meios de Divulgação:
site, comunicação social,informações nos serviços de adopção da Segurança Social.

Contactos: Tel.: 225 405 985; Tlm.: 91 986 55 16;
Fax.: 225 419 232

Site: www.bmqueres.org

Mail: info@bmqueres.org

Moradas dos Gabinetes: a divulgar brevemente

Estresse aumentaria a pressão arterial na gravidez


«SÃO PAULO - Pesquisadores do Temple University College of Health Professions realizaram uma pesquisa, a respeito da relação entre estresse e sintomas de pré-eclâmpsia e hipertensão na gravidez.A pré-eclâmpsia e a hipertensão na gravidez são situações de grande risco, tanto para a gestante quanto para o próprio bebê.

Elas se associam a um aumento do risco de partos prematuros, hemorragias, baixo crescimento intra-uterino, entre outros. Em relação à pré-eclâmpsia, pouco se sabe sobre os fatores que levam ao seu desenvolvimento, entretanto, sabe-se que ela é uma doença específica da gravidez.

Os autores avaliaram mulheres após o parto, com o diagnóstico de pré-eclâmpsia e hipertensão na gravidez, em três diferentes hospitais da Filadélfia, Pensilvânia, procurando analisar quais fatores poderiam agravar esses sintomas.

Segundo os pesquisadores, as pacientes com pré-eclâmpsia e hipertensão na gravidez, apresentavam valores elevados de estresse psicológicos. Nenhuma variação entre questões sociais foi observada entre as pacientes.

Diante dos resultados, os autores acreditam que medidas de suporte emocional e psicológico devam ser promovidas, entre as pacientes que apresentam pré-eclâmpsia e hipertensão durante a gravidez, a fim de minimizar o surgimento de sintomas e proporcionar uma melhor gestação.»

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Evento: Gerar, Parir, Nutrir, Amar...


«Encontro sobre gravidez, parto e maternidade/paternidade, numa abordagem
holística e humanizada.

Este encontro terá lugar nos dias 24 e 25 de Novembro, na Quinta dos Lobos em Sintra.

Toda a informação sobre este encontro está em: http://encontroinutero.blogspot.com/
ou através de 968 221 869

"Para mudar o Mundo é preciso, primeiro, mudar a forma de Nascer"
Michel Odent»

Ansiedade pode prejudicar parto do primeiro filho


«É natural que o nascimento do primeiro esteja envolto de grande ansiedade, especialmente, para a futura mãe. Todavia, à luz de uma investigação conduzida por investigadores norte-americanos da Escola de Enfermagem da Universidade da Califórnia, Estados Unidos, este estado pode interferir no desempenho na hora do parto.

De acordo com os resultados do estudo publicado no «Journal of Obstetric, Gynecology, & Neonatal Nursing», durante o acompanhamento das grávidas os investigadores observaram que, o principal factor que interferia no desempenho tranquilo do parto, era a ansiedade.“Quando uma gestante estava muito ansiosa no final da gravidez, o parto tornava-se mais doloroso.

Para além desde facto, verificámos que, normalmente, estas mulheres procuravam os serviços de maternidade em momentos muito precoces, ou seja, ainda com pouca dilatação”, revelaram os investigadores.Facto contrário observado pela equipa da Califórnia diz respeito às futuras mães que se demonstraram mais calmas e seguras, “permaneciam um período maior em casa, antes de procurar assistência hospitalar e eram atendidas com uma dilatação maior e um trabalho de parto mais adiantado”, relataram.

Perante estes resultados, os autores do estudo consideram que a ansiedade “é um importante factor a ser trabalhado durante a gravidez, em especial entre as mulheres que estão na primeira gestação”, salientando que este “é um passo essencial para que haja um bom desempenho durante o parto e uma experiência tranquila com o nascimento do primeiro filho.”Segundo explicaram os cientistas, “foram acompanhadas, até ao último trimestre da gestação, mulheres na primeira gravidez.

O intuito era verificar quais os factores associados à dor no período pré-hospitalização para o parto, às condições em que essas mulheres chegavam ao hospital para ter os seus bebés e quais as estratégias de intervenção aplicadas a essas gestantes.”Todas as participantes tinham idades entre 18 e 40 anos e estavam com 38 semanas ou mais de gravidez, sem qualquer complicação. Além disso, possuíam um marido ou parceiro estável e participaram dos programas de educação pré-natal.O farmacia.com.pt falou com uma grávida, na primeira gestação, que tem o seu parto agendado para este dia 16 de Novembro.

Patrícia Afonso demonstrou-se possuidora daquilo que preferiu chamar "uma tranquilidade sob algum exercício de controlo", alegando considerar "fundamental passar isso para o bebé (não só agora, mas durante toda a gravidez) e tentarei passar, amanhã, também, para a equipa médica que me vai assistir na esperança de que ajude o trabalho de parto.

"No entanto, embora confiante, esta futura mamã não escondeu que mantém alguma ansiedade: "Encaro tudo com muita naturalidade e serenidade, mas confesso que estou algo apreensiva quanto ao tipo de parto. Vai ser provocado porque já passaram as 40 semanas, e está previsto ser normal mas, tudo pode acontecer, além de que, tudo será novidade para mim", confidenciou.»

S.Brás inaugurou Cantinho da Amamentação



«O “Cantinho de Amamentação” é um espaço de apoio a todas as mães, e destina-se à promoção do aleitamento materno, bem como à resolução de problemas e esclarecimento de dúvidas relacionadas com a amamentação.

Uma equipa de conselheiras especializadas em aleitamento materno estará disponível para, entre outras acções, promover e auxiliar a amamentação, esclarecer dúvidas, prevenir e resolver problemas decorrentes da amamentação.

Para além disso, as mães podem ainda, sempre que estiverem no Centro de Saúde, dirigir-se aquele espaço para amamentar tranquilamente a sua criança, extrair e armazenar o seu leite, mesmo quando não está com o seu filho, e partilhar a sua experiência com outras mães.

O “Cantinho de Amamentação” esta localizado no Centro de Saúde e funciona três dias por semana: às segundas e quartas-feiras entre às 11.00 e as 13.00 horas e às sextas-feiras entre as 14.00 e as 16.00 horas. Mais informações podem ser obtidas através do telefone 289 840 440.»

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Viver em Alegria abriu centro de apoio à vida


«A Associação Viver em Alegria é um programa que apoia as grávidas e mães carenciadas, e está em funcionamento desde o início do mês, Figueira da Foz.O Centro de Apoio à Vida Dra. Natércia Crisanto resulta de um protocolo realizado com a Segurança Social, e destina-se a facilitar o acesso a cuidados de saúde a grávidas e a mães com bebes recém-nascidos, em Tavarede, Figueira da Foz.

Este novo espaço tem capacidade para acompanhar o pré e o pós-parto a 25 utentes, assim como apoiar as mães, fornecendo benefícios de roupa, produtos de higiene e alimentares, segundo adianta o Diário As Beiras.A associação é presidida por Luís Ferreira e conta com o apoio de uma equipa constituída por uma assistente social, uma psicóloga e uma educadora social.

Através do seu bando de recursos, a Associação Viver em Alegria, fornece ainda alimentos, roupa e apoia as famílias carenciadas da freguesia de S. Julião.»

Fonte:Fábrica de Conteúdos

«Nascer Prematuro» ensina pais a receber filhos prematuros


«Os conselhos essenciais para o acompanhamento de uma criança prematura, de forma a diminuir a natural ansiedade dos pais, constam do manual «Nascer Prematuro», hoje apresentado na Póvoa de Varzim, no quadro da III Reunião Internacional de Neonatologia.

«Há situações em que os pais têm alguma dificuldade em aceitar o seu bebé prematuro, pois ele não corresponde ao seu sonho, não é o que eles estavam à espera», admitiu Hercília Guimarães, presidente da Secção de Neonatologia da Sociedade Portuguesa de Pediatria, responsável pela edição deste manual.

Segundo esta especialista, nestes casos, «o papel dos profissionais de saúde, nomeadamente dos enfermeiros, é fundamental na delicada tarefa de envolver os pais logo na Unidade de Cuidados Intensivos Neonatais, aproximando-os do processo de desenvolvimento da criança».

«É um trabalho constante entre pais e profissionais, mas resulta», assegurou.
Nessa perspectiva, 'Nascer Prematuro' assume-se como um manual de apoio para pais de bebés que nascem antes do tempo, estando prevista a sua distribuição aos pais dos bebés internados nas Unidades de Cuidados Intensivos.

As estatísticas oficiais indicam que cerca de 11 por cento dos bebés nascem antes do tempo, mas os avanços registados na área da neonatologia permitem que actualmente as crianças que nascem antes das 28 semanas de gestação apresentem uma taxa de sobrevivência de 70 por cento.

Por outro lado, das crianças que nascem antes das 30 semanas, 80 por cento não apresenta problemas de desenvolvimento, muito em resultado da melhoria da qualidade assistencial em Perinatologia.

Apesar destes dados, a chegada de um prematuro é muitas vezes sinónimo de angústia e ansiedade para os pais, que partilham estes sentimentos com a alegria da chegada do bebé.
O manual agora lançado pretende informar e apoiar os pais que estão a viver esse período de ambiguidade, apresentando, além de informação médica, a experiência de pais que já passaram por essa situação.

«Ambicionamos que estes textos, elaborados por profissionais que trabalham em neonatologia e por pais que viveram experiências semelhantes, possam ser um contributo para um percurso mais tranquilo na descoberta do vosso filho» refere a introdução do manual.

Os cuidados a ter no momento em que se leva o bebé para casa, a importância dos cuidados de higiene de quem trata do bebé e a não frequência de locais com fumo de tabaco ou excessivamente povoados são alguns dos assuntos abordados no âmbito da prevenção de infecções respiratórias.
«Todos os cuidados com o bebé recém-nascido devem ser redobrados com o prematuro«, alertou Hercília Guimarães.»

Fonte:Diário Digital

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Mulher russa dá à luz cinco gémeas num hospital em Londres

«Depois de ter sido aconselhada a abortar


15.11.2007 - 10h26 Reuters

Uma mulher russa deu à luz no passado sábado, num hospital da cidade de Londres, cinco gémeos do sexo feminino. Apesar dos riscos inerentes a um parto deste tipo, todas as cinco meninas sobreviveram.

“Estão todas muito bem, as cinco”, diz Lawrence Impey, médico do Hospital John Radcliffe, em Oxford.
O parto foi levado a cabo naquele hospital londrino depois de os médicos russos terem aconselhado a mãe das meninas a abortar. Recusando esta opção, a mulher viajou com o marido para Londres, onde as suas despesas de saúde foram alegadamente financiadas por uma instituição de caridade.

As bebés nasceram prematuras (14 semanas mais cedo do que o previsto) e a maior delas pesava menos de um quilo. Apesar de terem necessitado de recorrer à incubadora e a cuidados intensivos, todas as cinco sobreviveram, um caso historicamente raro neste tipo de parto. Prevê-se que possam regressar à Rússia dentro de quatro a cinco meses.

“O principal risco era que, por serem tão prematuras, as bebés não sobrevivessem”, refere Impey. “Mas chegou a um ponto em que todas sobreviveram. Creio que ela não pensava ir acabar com cinco bebés, e para ser franco, nós também não. Por isso estamos todos muito entusiasmados, mas acima de tudo ela e a sua família”, acrescenta.»

Fonte: Público

Link: http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1310713&idCanal=10


Grávidas que fumam reduzem fertilidade do filho


«Londres, 14 nov (EFE).- As mulheres grávidas que fumam durante o período de gestação reduzem a fertilidade de seu bebê, se for menino, já que com o hábito afetam um gene fundamental, segundo uma pesquisa de especialistas da Universidade de Aberdeen (Escócia).

Já se sabia que o fumo afetava a futura fertilidade dos fetos.Mas os pesquisadores desconheciam ainda o motivo.Os especialistas encontraram nos filhos de mães fumantes reduções significativas nos níveis de um gene, o DHH. Ele desempenha um papel crucial no desenvolvimento dos testículos, já que libera a molécula do mesmo nome (DHH). A substância, por sua vez, controla o crescimento normal do órgão reprodutor masculino.

Isto tem conseqüências para a fertilidade dos homens. Segundo o relatório publicado pela "Clinical Endocrinology and Metabolism", os testículos pequenos estão vinculados a um baixo nível de esperma.Os especialistas examinaram 22 fetos humanos de 11 a 19 semanas de gestação e observaram os níveis de 30 genes importantes para o desenvolvimento dos testículos. Eles não acharam nenhuma mudança significativa, a não ser no caso do DHH.
Os fetos das grávidas que tinham fumado 10 ou mais cigarros por dia tinham quase a metade dos níveis de DHH que os das que não tinham fumado."É a primeira vez que o gene DHH foi vinculado ao hábito de fumar da mãe e aos problemas de fertilidade", disse o pesquisador Paul Fowler. EFE prc mf »

Fonte: Último Segundo

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Cólicas do Recém-nascido


«A cólica no recém–nascido é um acontecimento normal e fisiológico, mas muitas mães ficam desesperadas quando seu filho começa a chorar compulsivamente e nada o faz parar! Não é fome, porque ele já acabou de mamar; nem fralda suja, acabou de tomar banho! Põe o bebê no peito e ele não pega o bico do seio que ele tanto adora!

As cólicas são uma sensação nova para o bebê e dóem muito; são comuns desde o nascimento, geralmente após 15 dias de nascido até 3 meses de vida. É fácil observar quando o bebê começa a se contorcer, fazer caretas, o rostinho fica vermelho, encolhe e estica as perninhas.Este fato ocorre devido à imaturidade do sistema digestivo do recém-nascido, as paredes intestinais contraem e relaxam sem controle e isso resulta em gases que levam o bebê a ter cólicas.

Um outro motivo natural é que o bebê está recebendo alimento e a digestão acelera o funcionamento intestinal provocando as cólicas. O intestino precisa de tempo para amadurecer e se coordenar, portanto, o melhor alimento para o intestino do bebê é o leite materno.O leite materno é mais leve, de fácil absorção, é suave, tem a temperatura ideal, sem falar na grande riqueza de anticorpos que vão proteger o bebê de várias doenças.A introdução de outros alimentos vai piorar as cólicas, pois a digestão é mais difícil, requerendo maior trabalho do intestino.

Os chás das vovós são maravilhosos, mas podem provocar mais cólicas, já que o intestino está imaturo, e eles têm efeito calmante mas não curam as cólicas. Só use medicação com prescrição do seu médico!Quando começar um processo de cólicas no bebê, a mãe deve manter a calma, proporcionando um ambiente saudável e calmo. A tensão familiar, o estresse, piora a situação: “Chora a mãe e o filho juntos”, mas as cólicas não vão ceder!

É melhor manter a serenidade, colocar o filho em ambiente confortável, fazer massagens por 2 minutos na barriguinha, de 4 a 5 vezes por dia, colocar fraldas quentes ou bolsas de água quente, verificando a temperatura para não queimar a pele do bebê. Faça exercícios com as perninhas, encolhendo-as e esticando-as!O papai pode ser um excelente ajudante nesses procedimentos porque a temperatura corporal dos homens é mais elevada do que a das mulheres, fator que pode diminuir as cólicas, então coloque o bebê na barriga do pai ou no seu antebraço e peça para ele depois fazer as massagens!

Passe segurança para o seu bebê com muito amor e carinho!Um outro fator que pode influenciar as cólicas no bebê, embora não tem comprovação científica, é a alimentação da mãe. Nesse período da amamentação, ela deve evitar as comidas condimentadas, chocolates, cafeínas, pimentões, sucos muito cítricos, que podem aumentar as cólicas no bebê.Após cada mamada, coloque o bebê para arrotar, dando leves tapinhas nas costas, deitado sobre o seu corpo; se caso ele dormir, deite-o de lado para evitar regurgitação.

Crie um ambiente calmo e tranqüilo para o seu filho. Vale a pena!!!»

Fonte: A Tribuna

Directório



Nova rubrica no Directório do Planeamento de uma Gravidez

- Adopção -

e novas sites nas rubricas existentes

visite

http://directorio-gravidez.blogspot.com/


DIETA, EXERCÍCIOS E FUMO INFLUENCIAM FERTILIDADE


«Especialista de Brasília apresenta estudo sobre epidemiologia em congresso de Fortaleza
Diversos fatores determinam a fertilidade humana: idade, alimentação, peso, atividade física e outros.

"Por mês, a mulher tem apenas 20% de chance de reprodução, ao contrário dos outros animais, que têm taxas maiores de fertilidade", afirma a médica Hitomi Miura, especialista da clínica Genesis. Ela estará em Fortaleza, entre hoje, 13, e 17 de novembro, no 52º Congresso de Ginecologia e Obstetrícia, para apresentar o trabalho "Epidemiologia da reprodução humana".
Segundo ela, "o ser humano é o mais prejudicado pelos seus próprios hábitos.

Pesquisas em andamento estudam a influência, inclusive, de fatores como poluição e cafeína na fertilidade". É importante observar que qualquer coisa, em excesso ou em falta, pode prejudicar a fertilidade. Mulheres acima de 35 anos, obesas ou muito magras, que não praticam atividade física moderada, fumantes e não seguem dieta alimentar adequada podem ter a ovulação prejudicada.

Os hábitos masculinos também afetam a saúde feminina. "O homem que fuma em casa, por exemplo, prejudica também a saúde reprodutiva de sua companheira. A fumante passiva também sofre as conseqüências do cigarro, como envelhecimento precoce do óvulo", afirma Miura. Além disso, a idade do parceiro é importante de ser verificada. Homens acima de 45 anos podem ter a produção de espermatozóides prejudicada.

"Quando a mulher é jovem, a diferença de idade entre os parceiros não prejudica as taxas de fertilidade. Mas após a mulher atingir 35 anos, um parceiro 5 anos mais velho pode representar um tempo significativamente maior de tentativas para atingir a gestação tão esperada", diz Miura.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) conceitua infertilidade como ausência de gravidez após dois anos de tentativas sem métodos contraceptivos. Normalmente, os especialistas consideram o período de um ano para o início das investigações, a não ser em mulheres acima dos 35 anos de idade ou que tenham um fator definido que esteja prejudicando a fertilidade . "Tratar antes pode acarretar ônus físico, psicológico e, claro, financeiro, sem necessidade", finaliza....»

Fonte:Portal Nacional Seguros & Saúde

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Associação Ajuda de Berço - (Ficha de Associações)



Nome:
Associação Ajuda de Berço

Presidente: Sandra Anastácio

Essência:A Ajuda de Berço, fundada em 1998, acolhe crianças dos 0 aos 3 anos, necessitadas de protecção urgente, face a situações que as coloquem em risco, tais como maus tratos, abusos sexuais, pais alcoólicos ou toxicodependentes, prostituição, falta de lar ou abandono. A Ajuda de Berço nasceu na sequência das necessidades sentidas por um grupo de profissionais - médicos pediatras, sociólogos, enfermeiros, psicólogos, técnicos de serviço social e juristas - para dar resposta aos problemas das crianças em risco, situação de abandono e vítimas de exclusão social

Objectivos: A Ajuda de Berço promove, defende e dignifica a vida humana, através do apoio a mulheres grávidas sem condições e aos filhos delas nascidos; bem como o acolhimento e encaminhamento de crianças entre os 0 e os 3 anos de idade que não possam viver com os pais ou familiares.

Meios de Divulgação:

Site: www.ajudadeberco.pt , através da Newsletter Olhe


Contactos:

Casa de Ceuta

Telefones: 213628274-6-7

Fax: 213628275

Casa Monsanto:

Telefones 21 770 30 20 -4-5

Fax : 21 770 30 29

Site: www.ajudadeberco.pt

Mail: ajudadeberco@ajudadeberco.pt

Moradas dos Gabinetes

Ceuta – Av.ª de Ceuta n.º 51 – Rc - 1300-125 Lisboa

Monsanto – Travessa Francisco Resende, 37 – 1500-289 Lisboa

Carência de iodo afecta 80% das grávidas


«A venda de sal iodado, como aconteceu em algumas regiões do País até 1996 devido a problemas de tiróide, está a ser equacionada depois de um estudo ter identificado carências de iodo em 80 por cento das grávidas.

João Jácome de Castro, um dos autores do estudo levado a cabo pelo Grupo de Estudos da Tiróide da Sociedade Portuguesa de Endocrinologia Diabetes e Metabolismo, adiantou que, segundo os resultados preliminares, 80% das mais de 2200 grávidas observadas em 10 maternidades portuguesas tinham valores de iodo abaixo do desejável e 20% valores muito abaixo do normal.

A deficiente ingestão de iodo pode levar ao hipotiroidismo e a um aumento da hormona hipofisária, que estimula a tiróide (TSH) na tentativa de compensar a diminuição. Estas alterações podem aumentar a tiróide (bócio) e, se o hipotiroidismo ocorrer durante o desenvolvimento pré-natal ou na infância, pode levar a atrasos mentais e de crescimento.

As carências durante a gravidez podem, assim, estar na origem de alterações cognitivas nas crianças, já que o desenvolvimento harmonioso do sistema nervoso está em grande parte dependente das hormonas da tiróide, que são de origem exclusivamente materna nos primeiros meses da gestação, recordou o investigador.

O iodo é um elemento que existe em pouca quantidade na natureza e que o organismo necessita para produzir as hormonas da tiróide, pelo que a sua quantidade na alimentação condiciona o funcionamento e as doenças daquela glândula. A segunda fase deste estudo já começou no distrito de Lisboa e pretende comparar os dados recolhidos entre as grávidas com os de crianças em idade escolar, a fim de propor às autoridades de saúde eventuais medidas para compensar a falta de iodo.»

Fonte:Diário de Notícias

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Semana do dinheiro - 600 euros até ao fim do mês


«Os grandes gestores do momento não estão nos bancos nem na Bolsa. Estão em nossa casa e são a maioria da classe média portuguesa que tem de viver o dia-a-dia com cerca de 600 euros por mês. Aqueles para quem tomar um café é um “luxo” incomportável e uma ida ao restaurante é uma escolha impossível.

Milhares de famílias vivem com um ou dois salários mínimos (403 euros por mês). Não passam fome, não têm dívidas bancárias, vestem, alimentam e educam os seus filhos ano após ano. O seu segredo é só um: a ajuda da família. Em vez de recorrer ao crédito bancário, recorre-se à ajuda familiar quando sobram os dias em relação ao salário.

A família Angélico exemplifica a capacidade de gestão das famílias portuguesas. Pai, mãe e dois filhos pequenos vivem, mensalmente, com 600 euros. “Vivo melhor do que muita gente que ganha mais”, conclui Carlos Angélico, depois de detalhar ao Correio da Manhã o dever e o haver de um orçamento que não permite ir além do essencial, uma vez que é o único a trabalhar. “A comida não pode faltar aos miúdos”, afirma o operário da construção civil de 31 anos, definindo assim quais são as prioridades da família. O leite, os iogurtes fazem parte das compras no supermercado, feitas logo no início do mês para garantir que “não faltam”.

A cadeia de supermercados onde se abastece já é das mais económicas do mercado mas ainda assim Carlos sabe de “um ainda mais barato” mas não tem carro para o levar até lá. A carne e o peixe, e eventualmente algum produto de limpeza que faça falta, são comprados durante a semana. “Compro bifanas e costeletas”, explica Patrícia Angélico, reconhecendo que são estes os produtos mais acessíveis do talho. O peixe também entra nos menus familiares, sobretudo “carapau e caxucho”, mas neste caso a jovem de 23 anos conta com uma facilidade que permite ganhar alguma folga: o comerciante vende fiado.

Em transportes também não gastam: o trabalho de Carlos é mesmo em frente da casa e a creche do Rafael também é perto.Não fora estas “pequenas ajudas” e uma forte rede familiar, o baixo rendimento traria graves dificuldades ao casal. Sobretudo neste momento em que Carlos Angélico está de baixa e recebe apenas 560 euros, 90 dos quais da Assistência Social. “Temos uma boa família”, sublinha Carlos, recordando que só o facto de não pagar renda é um grande apoio. A avó cedeu-lhe o espaço para um anexo que construiu. Um furo garante a água e a luz é dividida com a avó. Nos meses mais difíceis, o acerto de contas é adiado, confessa Patrícia.São também os familiares que oferecem a roupa e alguns brinquedos ao Rafael, que insiste que ainda não tem três anos, e ao Leandro, que fez há pouco tempo um ano.

Sem a ajuda da família seria impossível, reconhece Carlos Angélico que recusa liminarmente qualquer tipo de crédito. “Nem cheques temos”, afirma, como se desta forma impedisse a tentação de gastar mais do que o que tem.“Se temos, podemos gastar, se não temos, não compramos”, garante recordando a última grande aquisição da família, um computador. “Andei a poupar durante mais de dois anos para o comprar”, explica. Mas esta despesa de 800 euros, num orçamento onde todo o cêntimo tem de ser justificado, tem a sua razão de ser. “Assim crio condições para ficarmos em casa e não precisamos de ir ao café”, explica Carlos. É que, garante, riscou as idas ao café, ao cinema e até a fazer uma refeição fora de casa. “Não dá para isso”, sublinham Carlos e Patrícia Angélico.

"VIVO NUMA LUTA DIÁRIA PELAS MINHAS FILHAS
"Viver do salário mínimo (403 euros) com duas filhas menores (sete e 11 anos) é o exercício diário de Luciana Rodrigues de 29 anos que vive em Melgaço. É auxiliar no Centro Comunitário Associação Social e Cultural de São Cosme e Damião de Podame (freguesias de Melgaço), onde cuida de idosos. Foi mãe aos 18 anos, o casamento não resistiu, o que dificultou ainda mais a situação económica. Mas mais uma vez “a rede familiar” estava lá para ajudar.Vive em casa da mãe, que toma conta das netas quando Luciana vai para o trabalho.

As crianças sofrem de bronquite asmática e uma delas de insuficiência renal, tendo sido submetida a várias intervenções cirúrgicas nos últimos anos. Só em bombas para asma gasta cerca de 80 euros, fora os outros medicamentos.“Para além do meu salário, recebo ainda o abono de família e para ganhar mais uns trocos faço umas horitas de limpeza e de lavoura, para tentar concretizar alguns desejos das minhas filhas, para que não se sintam tão desfavorecidas em relação às outras crianças”. Vestem e calçam roupas que lhes são dadas por uma prima, recebem brinquedos dos tios e padrinhos que são emigrantes. Mantém com as filhas uma relação de grande cumplicidade. Desde muito cedo teve o cuidado de lhes explicar as limitações económicas que têm.

“Não podem pedir nada de exuberante porque eu não posso dar, já que só conto com o meu salário, o abono de família e a pensão do pai que é de 140 euros para as duas e que já vão alguns meses que não paga”.Como qualquer cidadã faz os seus descontos para a Segurança Social mas encontra-se isenta de impostos.No tempo que lhe resta, cultiva terrenos que estão abandonados pelos donos para poder plantar batatas, hortaliças, legumes, árvores de fruto e cria galinhas, ovelhas e porcos para poder poupar algum dinheiro no seu orçamento mensal.“Vivo uma luta diária pelas minhas filhas, não posso ficar doente, senão as minhas filhas vão viver de quê?

COMO ESTICAR O ORDENADO ATÉ AO FIM DO MÊS?
1. CONTA ORDENADO Estas contas representam um saldo descoberto autorizado no valor do ordenado. Mas o utilizador terá de ter em atenção a taxa TAEG (que inclui todos os custos, para além do juro) que é aplicada sempre que se opte por pagar em prestações o dinheiro utilizado na conta ordenado. O melhor é pagar tudo de uma só vez.

2. CARTÃO DE CRÉDITO Este cartão pode ser um bom instrumento para fazer face às despesas até ao novo ordenado, desde que seja bem utilizado, isto é, desde que não tenha anuidade e que o pagamento seja feito na totalidade, explica Natália Nunes, da DECO. Se oferecerem dinheiro pelo valor das compras, melhor.

3. CARTÃO DE CLIENTE Os cartões de alguns estabelecimentos comerciais ajudam a gerir o orçamento mensal. Sobretudo os que permitem o pagamento faseado, sem juros durante um período de tempo, e os que oferecem descontos, por exemplo, no combustível, mas, mais uma vez, recomenda Natália Nunes, é preciso ponderar o seu uso.

COMO APLICAR CINCO MIL EURO

1. O tipo de investimento a efectuar por um investidor depende do seu perfil de risco. Recomendamos ainda que o investidor opte sempre por uma carteira diversificada. Para um cliente de menor dimensão, recomendaria o Santander Global, um fundo com objectivos de retorno absoluto e que desde o seu lançamento tem oferecido rentabilidades bastante superiores à taxa de juro.

CINQUINTA MIL EUROS

2. Para clientes de maior dimensão e que consigam ter acesso a uma carteira Premium recomendaria exposição ao segmento Selection. Outra opção seria o Santander Carteira Alternativa, um fundo de Hedge Funds, com objectivos de retorno absoluto e que tem apresentado rentabilidades muito atractivas nos últimos anos.

CONSELHOS PRÁTICOS PARA POUPAR
LISTA
Nunca vá ao supermercado sem uma lista dos bens que realmente precisa. Corte as compras por impulso.

‘BRANCAS'
As chamadas “marcas brancas” conseguem igualar em qualidade os restantes bens e são muito mais baratas.

SALDOS
Deixar as compras de roupa para a época dos saldos é uma forma de economizar centenas de euros por ano.

FACTURAS
Leia todas as facturas que recebe em casa. Podem existir despesas que devem ser eliminadas logo no mês seguinte.

ÁGUA
Controle os gastos e feche bem as torneiras. Uma torneira a pingar pode gastar cerca de 25 litros de água por dia.

ENERGIA
Adira a planos de baixo consumo, com tarifas reduzidas a partir das 22h00, que permitem poupar nas contas.

CRIANÇAS
Ensine os seus filhos a poupar, oferecendo mealheiros e estimulando-as a guardar o dinheiro que lhes dão.

CARRO
Deixe o carro em casa e prefira os transportes públicos. Se tiver de usar o carro divida-o com mais pessoas.

NOTAS
IDAS AO CAFÉ ACABARAM
Sem se dar por isso, o café diário pesa no orçamento familiar. Há muito que a família Angélico perdeu o hábito da bica. Tal como as refeições fora. O casamento, confessam a rir, foi festejado numa cadeia de fast food.

AVÓ MATERNA TAMBÉM AJUDA
A ajuda da avó materna vai ser fundamental no próximo mês, quando Patrícia Angélico for trabalhar. Um contrato por um mês nas limpezas ainda a fez pensar numa ama. Mas os 130 euros pedidos eram uma despesa incomportável.

BRINQUEDOS NOS CHINESES
Os poucos brinquedos que a família Angélico oferece aos filhos são comprados nas lojas chinesas. São os mais baratos que encontram e, mesmo assim, só muito de vez em quando, porque são um extra num orçamento contido.

EXCESSO COM O PRIMEIRO FILHO
Quando nasceu o primeiro filho, Carlos Angélico gastou o ordenado em roupa para festejar. Um excesso, reconhece agora, numa altura em que a roupa com que veste os dois filhos é oferecida por familiares e em que tudo passa para o mais novo.

2 MILHÕES COM 300 EUROS

Segundo o economista Eugénio Rosa, “mais de dois milhões de portugueses vivem com um rendimento inferior a 300 euros por mês”

AUTOCONSUMO AUMENTA
Tem vindo a aumentar o fenómeno da agricultura de subsistência nas grandes cidades. As pequenas hortas sempre contribuem para a poupança das famílias

PLANEAMENTOS SEMANAIS
Seguindo a tradição anglo-saxónica, fazer orçamentos semanais ajuda as famílias a identificar mais oportunidades de poupança e a racionalizar as despesas

IDAS AOS PARQUES PÚBLICOS
Levar as crianças a passear aos parques públicos é uma forma económica de passar um fim-de-semana divertido e aumenta a qualidade de vida

VÍNCULOS PRECÁRIOS
A multiplicação de contratos de trabalho precários tem contribuído para aumentar a pressão sobre os salários, que tendem a descer

SUBIDA DE 12 EUROS
Segundo Eugénio Rosa, nos últimos dois anos o salário médio dos portugueses terá subido 12 euros passando de 734 para os 746

AMANHÃ: Quanto ganham os portugueses?

CONTAS À VIDA DA FAMÍLIA ANGÉLICO
150 euros (Supermercado no início do mês)40 euros (alimentação semana)50 euros (medicamentos)32 euros (creche Rafael)45 euros (electricidade e gás)30 euros fraldas10 euros (ração cão)5 euros catatua (ração catutua)15 euros telemóveisTotal: 497 euros

DESPESAS DO AGREGADO FAMILIAR EM PORTUGAL

DESPESAS COM HABITAÇÃO: 19,8%MÓVEIS, DECORAÇÃO E EQUIPAMENTO PARA CASA: 7,2%SAÚDE: 5,2%TRANSPORTES: 15%COMUNICAÇÕES: 3,3%LAZER E CULTURA: 4,8%ENSINO: 1,3%HOTÉIS, CAFÉS, RESATURANTES E SIMILARES: 9,5%OUTROS: 6,1%ALIMENTAÇÃO E BEBIDAS NÃO ALCOÓLICAS: 18,7%BEBIDAS ALCOÓLICAS E TABACO: 2,8%VESTUÁRIO E CALÇADO: 6,6»»

Fonte:Correio da Manhã
Link:http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=265418&idselect=9&idCanal=9&p=200

Varizes Técnica elimina dores nas relações sexuais


«Dores frequentes na zona do baixo-ventre – que se acentuam com os esforços – e relações sexuais dolorosas são alguns dos sintomas descritos pelas mulheres que têm varizes na vagina ou no útero, um problema de saúde cuja existência a maior parte desconhece. Este tipo de derrame está associado à dilatação de uma ou de ambas as veias ováricas e manifesta-se ou agrava-se na maior parte das vezes após o parto. É mais frequente em mulheres de meia-idade que tiveram mais de um filho.

O tratamento destas situações tem vindo a evoluir. Existe, por exemplo, a possibilidade de laqueação das veias, que implica uma operação associada a várias complicações.Uma das alternativas à cirurgia chama-se escleroterapia, técnica relativamente simples que consiste na injecção de um líquido esclerosante na veia ovárica – idêntico à substância usada para secar os derrames das pernas e sem perigo para a mulher.

O tratamento é feito com anestesia local e a mulher permanece entre seis a oito horas no hospital. Na maior parte das vezes regressa a casa no próprio dia. Os derrames desaparecem ou diminuam drasticamente.Esta técnica é usada desde 2001 no Hospital Saint Louis, em Lisboa. Segundo o radiologista Martins Pisco, chefe de serviço no Hospital Pulido Valente, que opera também no Saint Louis, a ausência de sinais característicos complica o diagnóstico deste tipo de varizes.Tal diagnóstico é evidente quando os derrames se localizam na vagina e são visíveis.

Contudo, na maioria dos casos as varizes, particularmente as do útero, não são visíveis exteriormente.Mas pode suspeitar-se da sua existência se a mulher tiver dores crónicas no baixo-ventre. Foi o que aconteceu a Susana, paciente que o CM acompanhou durante o tratamento.“Durante as duas gravidezes as varizes incomodaram-me imenso e provocaram algumas hemorragias ligeiras”, recorda a doente, de 35 anos.

Recuperada do último parto, Susana – cujas varizes, segundo conta, “causavam dores nas relações sexuais e durante a menstruação” – foi aconselhada a recorrer à técnica da escleroterapia.O primeiro passo do tratamento é anestesiar localmente a paciente na zona do baixo-ventre. Nesta fase Susana mostrou-se “tranquila e desejosa” de que encontrassem as veias.À medida que o processo se desenrola, os médicos verificam constantemente a tensão arterial da paciente através de um monitor.

Logo que a anestesia faz efeito, a equipa clínica insere um cateter na virilha até à veia ovárica. Depois, injecta um líquido esclerosante, o mesmo usado pelos cirurgiões vasculares no tratamento das varizes das pernas.Por ser difícil encontrar o local exacto da veia, o método envolve radiografias permanentes que são mostradas em ecrã. O raio X permite ver, com exactidão, onde se encontra a artéria e conduzir o cateter até ao local certo.“A veia ovárica direita está torta e eu não consigo tratá-la mais, vamos fazer o possível”, disse Martins Pisco à paciente durante o tratamento.

Depois de mais de duas horas nas mãos dos médicos, enfermeiros e auxiliares, Susana respirou fundo. “Penso que vou melhorar”, disse, convicta.Dois dias depois retomou a sua vida profissional e familiar.

VEIAS PODEM VOLTAR A ABRIR
“A possibilidade de as veias voltarem a abrir é de dez a 15 por cento”, diz ao ‘CM’ o médico Martins Pisco, chefe de serviço no Hospital Pulido Valente, em Lisboa. O especialista garante que as pacientes não têm dores nem antes nem depois do tratamento. O médico, que desenvolve esta técnica no Hospital de Saint Louis, já tratou 45 mulheres com varizes no útero e na vagina.

O Saint Louis é o único centro do País onde se efectua o diagnóstico e o tratamento das varizes da vagina e útero por técnica minimamente invasiva. A maioria destes derrames manifesta-se ou agrava-se após o parto, devido ao maior fluxo sanguíneo e à compressão das veias pelo útero quando a mulher está grávida. As varizes vaginais ocorrem em cerca de dois a dez por cento das grávidas.

HOMENS PODEM TER VARIZES NOS TESTÍCULOS
Em Portugal é cada vez maior o número de homens que recorre a este tipo de técnica para tratar o chamado varicocelo – varizes que aparecem, regra geral, no lado esquerdo do saco escrotal (bolsas que envolvem os testículos). Este problema pode, inclusivamente, dificultar a fertilidade masculina, uma vez que o sangue fica preso na veia responsável pela produção de esperma, aumentando a temperatura do testículo e diminuindo a mobilidade dos espermatozóides.

Apesar de não existirem dados oficiais, alguns estudos estimam que o varicocelo afecte entre dez a 15 por cento da população masculina portuguesa, independentemente de os homens estarem ou não em idade fértil. Crianças, adolescentes e idosos são potenciais doentes.O chefe de serviço do Hospital Pulido Valente, Martins Pisco, já tratou alguns homens com varicocelo e dá conta de uma realidade crescente: “Há muitos jovens que têm este problema. Está a tornar-se quase comum.” O médico salienta, porém, que o tratamento já existe em vários hospitais do País.

APONTAMENTOS
SINTOMAS
Dores no baixo-ventre que aumentam com a intensidade dos esforços e também durante as relações sexuais.

PARTO
As veias ováricas estão directamente associadas com a dilatação, razão pela qual se podem manifestar ou agravar durante ou após o parto, devido ao maior fluxo sanguíneo e ao útero portador de gravidez.

EXAMES
Muitas vezes a ecografia, a ressonância magnética e a tomografia são negativas. Martins Pisco sugere então a angiografia da veia ovárica.

MULHER-ALVO
As varizes da veia ovárica afectam mais frequentemente as mulheres de meia-idade e que já tiveram filhos.

TRATAMENTO
Introdução de um cateter na veia ovárica seguida de injecção de esclerosante.

PORMENORES

ANESTESIA
O primeiro passo do tratamento é a anestesia local das pacientes, através de uma injecção de lidocaína na zona pélvica. Quando é necessário, reforça-se a dose da anestesia.

TÉCNICA
É introduzido um cateter através da virilha. Quando chega à veia é injectado um líquido esclerosante, usado nas varizes das pernas e que não tem riscos para a saúde. As varizes desaparecem ou diminuem.»
Fonte: Correio da Manhã

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Doulas de Portugal - (Ficha de Associações)

Nome: Associação Doulas de Portugal

Presidente: Carla Guiomar, Doula, bióloga, mãe de dois rapazes

Essência: A humanização do nascimento é a devolução do protagonismo à mulher, para que se possa escolher de forma consciente e informada.

Objectivos: A Associação Doulas de Portugal é uma Associação sem fins lucrativos. Tem por objectivo principal a divulgação e promoção do papel da doula no acompanhamento da família no período perinatal, com vista à vivência de uma experiência de parto satisfatória e segura para a mãe e o seu filho, através do apoio à grávida, e da realização de acções de formação, informação, divulgação e educação dirigidas a grávidas, profissionais de saúde e outros técnicos ligados à saúde e/ou educação e ao público em geral.

Meios de Divulgação:

Web, folhetos, feiras, imprensa escrita, Tv.

Contactos:

doulasdeportugal@doulasdeportugal.org, 967624505, 932714479

Site: www.doulasdeportugal.org e http://doulasdeportugal.blogspot.com

Mail: doulasdeportugal@doulasdeportugal.org

Moradas dos Gabinetes: Quinta do Cozinheiro, Espinheiro, 7005-839 Évora


Carla Guiomar

Doula

andreaguiomar@hotmail.com (MSN)

93 470 95 94/ 93 271 44 79

Luisa Condeço
Doula

doulaluisa_c@yahoo.com (pessoal)
doulaluisa@hotmail.com (MSN)
967 624 505
916 826 150

Fundadoras das Doulas de Portugal

Novidade para mulheres com obesidade pós gravidez


«Durante a gravidez raras são as mulheres que conseguem se manter magras ou no peso ideal. Mas o maior problema é quando o bebê nasce e elas não conseguem emagrecer. Milhares são os casos de obesidade pós-gravidez.

Cerca de 45% das mulheres obesas, entraram nessas condições após a gestação. No entanto, uma nova técnica promete ajudar quem engordou de mais nessa fase: balão intragástrico. De acordo com o cirurgião bariátrico Milton Ogawa, as mulheres que se tornaram obesas durante a gravidez não têm, necessariamente, maus hábitos alimentares.

“É um período especial, em que fatores físicos e psicológicos atuam sobre o organismo de forma muito acentuada”, explica o médico.Funciona da seguinte maneira: o balão é colocado no estômago por meio de endoscopia, onde pode ficar por até seis meses. O balão provoca saciedade precoce, o que faz a pessoa comer menos e facilita o aprendizado de hábitos saudáveis de alimentação.»