sexta-feira, 16 de novembro de 2007

«Nascer Prematuro» ensina pais a receber filhos prematuros


«Os conselhos essenciais para o acompanhamento de uma criança prematura, de forma a diminuir a natural ansiedade dos pais, constam do manual «Nascer Prematuro», hoje apresentado na Póvoa de Varzim, no quadro da III Reunião Internacional de Neonatologia.

«Há situações em que os pais têm alguma dificuldade em aceitar o seu bebé prematuro, pois ele não corresponde ao seu sonho, não é o que eles estavam à espera», admitiu Hercília Guimarães, presidente da Secção de Neonatologia da Sociedade Portuguesa de Pediatria, responsável pela edição deste manual.

Segundo esta especialista, nestes casos, «o papel dos profissionais de saúde, nomeadamente dos enfermeiros, é fundamental na delicada tarefa de envolver os pais logo na Unidade de Cuidados Intensivos Neonatais, aproximando-os do processo de desenvolvimento da criança».

«É um trabalho constante entre pais e profissionais, mas resulta», assegurou.
Nessa perspectiva, 'Nascer Prematuro' assume-se como um manual de apoio para pais de bebés que nascem antes do tempo, estando prevista a sua distribuição aos pais dos bebés internados nas Unidades de Cuidados Intensivos.

As estatísticas oficiais indicam que cerca de 11 por cento dos bebés nascem antes do tempo, mas os avanços registados na área da neonatologia permitem que actualmente as crianças que nascem antes das 28 semanas de gestação apresentem uma taxa de sobrevivência de 70 por cento.

Por outro lado, das crianças que nascem antes das 30 semanas, 80 por cento não apresenta problemas de desenvolvimento, muito em resultado da melhoria da qualidade assistencial em Perinatologia.

Apesar destes dados, a chegada de um prematuro é muitas vezes sinónimo de angústia e ansiedade para os pais, que partilham estes sentimentos com a alegria da chegada do bebé.
O manual agora lançado pretende informar e apoiar os pais que estão a viver esse período de ambiguidade, apresentando, além de informação médica, a experiência de pais que já passaram por essa situação.

«Ambicionamos que estes textos, elaborados por profissionais que trabalham em neonatologia e por pais que viveram experiências semelhantes, possam ser um contributo para um percurso mais tranquilo na descoberta do vosso filho» refere a introdução do manual.

Os cuidados a ter no momento em que se leva o bebé para casa, a importância dos cuidados de higiene de quem trata do bebé e a não frequência de locais com fumo de tabaco ou excessivamente povoados são alguns dos assuntos abordados no âmbito da prevenção de infecções respiratórias.
«Todos os cuidados com o bebé recém-nascido devem ser redobrados com o prematuro«, alertou Hercília Guimarães.»

Fonte:Diário Digital

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Mulher russa dá à luz cinco gémeas num hospital em Londres

«Depois de ter sido aconselhada a abortar


15.11.2007 - 10h26 Reuters

Uma mulher russa deu à luz no passado sábado, num hospital da cidade de Londres, cinco gémeos do sexo feminino. Apesar dos riscos inerentes a um parto deste tipo, todas as cinco meninas sobreviveram.

“Estão todas muito bem, as cinco”, diz Lawrence Impey, médico do Hospital John Radcliffe, em Oxford.
O parto foi levado a cabo naquele hospital londrino depois de os médicos russos terem aconselhado a mãe das meninas a abortar. Recusando esta opção, a mulher viajou com o marido para Londres, onde as suas despesas de saúde foram alegadamente financiadas por uma instituição de caridade.

As bebés nasceram prematuras (14 semanas mais cedo do que o previsto) e a maior delas pesava menos de um quilo. Apesar de terem necessitado de recorrer à incubadora e a cuidados intensivos, todas as cinco sobreviveram, um caso historicamente raro neste tipo de parto. Prevê-se que possam regressar à Rússia dentro de quatro a cinco meses.

“O principal risco era que, por serem tão prematuras, as bebés não sobrevivessem”, refere Impey. “Mas chegou a um ponto em que todas sobreviveram. Creio que ela não pensava ir acabar com cinco bebés, e para ser franco, nós também não. Por isso estamos todos muito entusiasmados, mas acima de tudo ela e a sua família”, acrescenta.»

Fonte: Público

Link: http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1310713&idCanal=10


Grávidas que fumam reduzem fertilidade do filho


«Londres, 14 nov (EFE).- As mulheres grávidas que fumam durante o período de gestação reduzem a fertilidade de seu bebê, se for menino, já que com o hábito afetam um gene fundamental, segundo uma pesquisa de especialistas da Universidade de Aberdeen (Escócia).

Já se sabia que o fumo afetava a futura fertilidade dos fetos.Mas os pesquisadores desconheciam ainda o motivo.Os especialistas encontraram nos filhos de mães fumantes reduções significativas nos níveis de um gene, o DHH. Ele desempenha um papel crucial no desenvolvimento dos testículos, já que libera a molécula do mesmo nome (DHH). A substância, por sua vez, controla o crescimento normal do órgão reprodutor masculino.

Isto tem conseqüências para a fertilidade dos homens. Segundo o relatório publicado pela "Clinical Endocrinology and Metabolism", os testículos pequenos estão vinculados a um baixo nível de esperma.Os especialistas examinaram 22 fetos humanos de 11 a 19 semanas de gestação e observaram os níveis de 30 genes importantes para o desenvolvimento dos testículos. Eles não acharam nenhuma mudança significativa, a não ser no caso do DHH.
Os fetos das grávidas que tinham fumado 10 ou mais cigarros por dia tinham quase a metade dos níveis de DHH que os das que não tinham fumado."É a primeira vez que o gene DHH foi vinculado ao hábito de fumar da mãe e aos problemas de fertilidade", disse o pesquisador Paul Fowler. EFE prc mf »

Fonte: Último Segundo

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Cólicas do Recém-nascido


«A cólica no recém–nascido é um acontecimento normal e fisiológico, mas muitas mães ficam desesperadas quando seu filho começa a chorar compulsivamente e nada o faz parar! Não é fome, porque ele já acabou de mamar; nem fralda suja, acabou de tomar banho! Põe o bebê no peito e ele não pega o bico do seio que ele tanto adora!

As cólicas são uma sensação nova para o bebê e dóem muito; são comuns desde o nascimento, geralmente após 15 dias de nascido até 3 meses de vida. É fácil observar quando o bebê começa a se contorcer, fazer caretas, o rostinho fica vermelho, encolhe e estica as perninhas.Este fato ocorre devido à imaturidade do sistema digestivo do recém-nascido, as paredes intestinais contraem e relaxam sem controle e isso resulta em gases que levam o bebê a ter cólicas.

Um outro motivo natural é que o bebê está recebendo alimento e a digestão acelera o funcionamento intestinal provocando as cólicas. O intestino precisa de tempo para amadurecer e se coordenar, portanto, o melhor alimento para o intestino do bebê é o leite materno.O leite materno é mais leve, de fácil absorção, é suave, tem a temperatura ideal, sem falar na grande riqueza de anticorpos que vão proteger o bebê de várias doenças.A introdução de outros alimentos vai piorar as cólicas, pois a digestão é mais difícil, requerendo maior trabalho do intestino.

Os chás das vovós são maravilhosos, mas podem provocar mais cólicas, já que o intestino está imaturo, e eles têm efeito calmante mas não curam as cólicas. Só use medicação com prescrição do seu médico!Quando começar um processo de cólicas no bebê, a mãe deve manter a calma, proporcionando um ambiente saudável e calmo. A tensão familiar, o estresse, piora a situação: “Chora a mãe e o filho juntos”, mas as cólicas não vão ceder!

É melhor manter a serenidade, colocar o filho em ambiente confortável, fazer massagens por 2 minutos na barriguinha, de 4 a 5 vezes por dia, colocar fraldas quentes ou bolsas de água quente, verificando a temperatura para não queimar a pele do bebê. Faça exercícios com as perninhas, encolhendo-as e esticando-as!O papai pode ser um excelente ajudante nesses procedimentos porque a temperatura corporal dos homens é mais elevada do que a das mulheres, fator que pode diminuir as cólicas, então coloque o bebê na barriga do pai ou no seu antebraço e peça para ele depois fazer as massagens!

Passe segurança para o seu bebê com muito amor e carinho!Um outro fator que pode influenciar as cólicas no bebê, embora não tem comprovação científica, é a alimentação da mãe. Nesse período da amamentação, ela deve evitar as comidas condimentadas, chocolates, cafeínas, pimentões, sucos muito cítricos, que podem aumentar as cólicas no bebê.Após cada mamada, coloque o bebê para arrotar, dando leves tapinhas nas costas, deitado sobre o seu corpo; se caso ele dormir, deite-o de lado para evitar regurgitação.

Crie um ambiente calmo e tranqüilo para o seu filho. Vale a pena!!!»

Fonte: A Tribuna

Directório



Nova rubrica no Directório do Planeamento de uma Gravidez

- Adopção -

e novas sites nas rubricas existentes

visite

http://directorio-gravidez.blogspot.com/


DIETA, EXERCÍCIOS E FUMO INFLUENCIAM FERTILIDADE


«Especialista de Brasília apresenta estudo sobre epidemiologia em congresso de Fortaleza
Diversos fatores determinam a fertilidade humana: idade, alimentação, peso, atividade física e outros.

"Por mês, a mulher tem apenas 20% de chance de reprodução, ao contrário dos outros animais, que têm taxas maiores de fertilidade", afirma a médica Hitomi Miura, especialista da clínica Genesis. Ela estará em Fortaleza, entre hoje, 13, e 17 de novembro, no 52º Congresso de Ginecologia e Obstetrícia, para apresentar o trabalho "Epidemiologia da reprodução humana".
Segundo ela, "o ser humano é o mais prejudicado pelos seus próprios hábitos.

Pesquisas em andamento estudam a influência, inclusive, de fatores como poluição e cafeína na fertilidade". É importante observar que qualquer coisa, em excesso ou em falta, pode prejudicar a fertilidade. Mulheres acima de 35 anos, obesas ou muito magras, que não praticam atividade física moderada, fumantes e não seguem dieta alimentar adequada podem ter a ovulação prejudicada.

Os hábitos masculinos também afetam a saúde feminina. "O homem que fuma em casa, por exemplo, prejudica também a saúde reprodutiva de sua companheira. A fumante passiva também sofre as conseqüências do cigarro, como envelhecimento precoce do óvulo", afirma Miura. Além disso, a idade do parceiro é importante de ser verificada. Homens acima de 45 anos podem ter a produção de espermatozóides prejudicada.

"Quando a mulher é jovem, a diferença de idade entre os parceiros não prejudica as taxas de fertilidade. Mas após a mulher atingir 35 anos, um parceiro 5 anos mais velho pode representar um tempo significativamente maior de tentativas para atingir a gestação tão esperada", diz Miura.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) conceitua infertilidade como ausência de gravidez após dois anos de tentativas sem métodos contraceptivos. Normalmente, os especialistas consideram o período de um ano para o início das investigações, a não ser em mulheres acima dos 35 anos de idade ou que tenham um fator definido que esteja prejudicando a fertilidade . "Tratar antes pode acarretar ônus físico, psicológico e, claro, financeiro, sem necessidade", finaliza....»

Fonte:Portal Nacional Seguros & Saúde

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Associação Ajuda de Berço - (Ficha de Associações)



Nome:
Associação Ajuda de Berço

Presidente: Sandra Anastácio

Essência:A Ajuda de Berço, fundada em 1998, acolhe crianças dos 0 aos 3 anos, necessitadas de protecção urgente, face a situações que as coloquem em risco, tais como maus tratos, abusos sexuais, pais alcoólicos ou toxicodependentes, prostituição, falta de lar ou abandono. A Ajuda de Berço nasceu na sequência das necessidades sentidas por um grupo de profissionais - médicos pediatras, sociólogos, enfermeiros, psicólogos, técnicos de serviço social e juristas - para dar resposta aos problemas das crianças em risco, situação de abandono e vítimas de exclusão social

Objectivos: A Ajuda de Berço promove, defende e dignifica a vida humana, através do apoio a mulheres grávidas sem condições e aos filhos delas nascidos; bem como o acolhimento e encaminhamento de crianças entre os 0 e os 3 anos de idade que não possam viver com os pais ou familiares.

Meios de Divulgação:

Site: www.ajudadeberco.pt , através da Newsletter Olhe


Contactos:

Casa de Ceuta

Telefones: 213628274-6-7

Fax: 213628275

Casa Monsanto:

Telefones 21 770 30 20 -4-5

Fax : 21 770 30 29

Site: www.ajudadeberco.pt

Mail: ajudadeberco@ajudadeberco.pt

Moradas dos Gabinetes

Ceuta – Av.ª de Ceuta n.º 51 – Rc - 1300-125 Lisboa

Monsanto – Travessa Francisco Resende, 37 – 1500-289 Lisboa

Carência de iodo afecta 80% das grávidas


«A venda de sal iodado, como aconteceu em algumas regiões do País até 1996 devido a problemas de tiróide, está a ser equacionada depois de um estudo ter identificado carências de iodo em 80 por cento das grávidas.

João Jácome de Castro, um dos autores do estudo levado a cabo pelo Grupo de Estudos da Tiróide da Sociedade Portuguesa de Endocrinologia Diabetes e Metabolismo, adiantou que, segundo os resultados preliminares, 80% das mais de 2200 grávidas observadas em 10 maternidades portuguesas tinham valores de iodo abaixo do desejável e 20% valores muito abaixo do normal.

A deficiente ingestão de iodo pode levar ao hipotiroidismo e a um aumento da hormona hipofisária, que estimula a tiróide (TSH) na tentativa de compensar a diminuição. Estas alterações podem aumentar a tiróide (bócio) e, se o hipotiroidismo ocorrer durante o desenvolvimento pré-natal ou na infância, pode levar a atrasos mentais e de crescimento.

As carências durante a gravidez podem, assim, estar na origem de alterações cognitivas nas crianças, já que o desenvolvimento harmonioso do sistema nervoso está em grande parte dependente das hormonas da tiróide, que são de origem exclusivamente materna nos primeiros meses da gestação, recordou o investigador.

O iodo é um elemento que existe em pouca quantidade na natureza e que o organismo necessita para produzir as hormonas da tiróide, pelo que a sua quantidade na alimentação condiciona o funcionamento e as doenças daquela glândula. A segunda fase deste estudo já começou no distrito de Lisboa e pretende comparar os dados recolhidos entre as grávidas com os de crianças em idade escolar, a fim de propor às autoridades de saúde eventuais medidas para compensar a falta de iodo.»

Fonte:Diário de Notícias

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Semana do dinheiro - 600 euros até ao fim do mês


«Os grandes gestores do momento não estão nos bancos nem na Bolsa. Estão em nossa casa e são a maioria da classe média portuguesa que tem de viver o dia-a-dia com cerca de 600 euros por mês. Aqueles para quem tomar um café é um “luxo” incomportável e uma ida ao restaurante é uma escolha impossível.

Milhares de famílias vivem com um ou dois salários mínimos (403 euros por mês). Não passam fome, não têm dívidas bancárias, vestem, alimentam e educam os seus filhos ano após ano. O seu segredo é só um: a ajuda da família. Em vez de recorrer ao crédito bancário, recorre-se à ajuda familiar quando sobram os dias em relação ao salário.

A família Angélico exemplifica a capacidade de gestão das famílias portuguesas. Pai, mãe e dois filhos pequenos vivem, mensalmente, com 600 euros. “Vivo melhor do que muita gente que ganha mais”, conclui Carlos Angélico, depois de detalhar ao Correio da Manhã o dever e o haver de um orçamento que não permite ir além do essencial, uma vez que é o único a trabalhar. “A comida não pode faltar aos miúdos”, afirma o operário da construção civil de 31 anos, definindo assim quais são as prioridades da família. O leite, os iogurtes fazem parte das compras no supermercado, feitas logo no início do mês para garantir que “não faltam”.

A cadeia de supermercados onde se abastece já é das mais económicas do mercado mas ainda assim Carlos sabe de “um ainda mais barato” mas não tem carro para o levar até lá. A carne e o peixe, e eventualmente algum produto de limpeza que faça falta, são comprados durante a semana. “Compro bifanas e costeletas”, explica Patrícia Angélico, reconhecendo que são estes os produtos mais acessíveis do talho. O peixe também entra nos menus familiares, sobretudo “carapau e caxucho”, mas neste caso a jovem de 23 anos conta com uma facilidade que permite ganhar alguma folga: o comerciante vende fiado.

Em transportes também não gastam: o trabalho de Carlos é mesmo em frente da casa e a creche do Rafael também é perto.Não fora estas “pequenas ajudas” e uma forte rede familiar, o baixo rendimento traria graves dificuldades ao casal. Sobretudo neste momento em que Carlos Angélico está de baixa e recebe apenas 560 euros, 90 dos quais da Assistência Social. “Temos uma boa família”, sublinha Carlos, recordando que só o facto de não pagar renda é um grande apoio. A avó cedeu-lhe o espaço para um anexo que construiu. Um furo garante a água e a luz é dividida com a avó. Nos meses mais difíceis, o acerto de contas é adiado, confessa Patrícia.São também os familiares que oferecem a roupa e alguns brinquedos ao Rafael, que insiste que ainda não tem três anos, e ao Leandro, que fez há pouco tempo um ano.

Sem a ajuda da família seria impossível, reconhece Carlos Angélico que recusa liminarmente qualquer tipo de crédito. “Nem cheques temos”, afirma, como se desta forma impedisse a tentação de gastar mais do que o que tem.“Se temos, podemos gastar, se não temos, não compramos”, garante recordando a última grande aquisição da família, um computador. “Andei a poupar durante mais de dois anos para o comprar”, explica. Mas esta despesa de 800 euros, num orçamento onde todo o cêntimo tem de ser justificado, tem a sua razão de ser. “Assim crio condições para ficarmos em casa e não precisamos de ir ao café”, explica Carlos. É que, garante, riscou as idas ao café, ao cinema e até a fazer uma refeição fora de casa. “Não dá para isso”, sublinham Carlos e Patrícia Angélico.

"VIVO NUMA LUTA DIÁRIA PELAS MINHAS FILHAS
"Viver do salário mínimo (403 euros) com duas filhas menores (sete e 11 anos) é o exercício diário de Luciana Rodrigues de 29 anos que vive em Melgaço. É auxiliar no Centro Comunitário Associação Social e Cultural de São Cosme e Damião de Podame (freguesias de Melgaço), onde cuida de idosos. Foi mãe aos 18 anos, o casamento não resistiu, o que dificultou ainda mais a situação económica. Mas mais uma vez “a rede familiar” estava lá para ajudar.Vive em casa da mãe, que toma conta das netas quando Luciana vai para o trabalho.

As crianças sofrem de bronquite asmática e uma delas de insuficiência renal, tendo sido submetida a várias intervenções cirúrgicas nos últimos anos. Só em bombas para asma gasta cerca de 80 euros, fora os outros medicamentos.“Para além do meu salário, recebo ainda o abono de família e para ganhar mais uns trocos faço umas horitas de limpeza e de lavoura, para tentar concretizar alguns desejos das minhas filhas, para que não se sintam tão desfavorecidas em relação às outras crianças”. Vestem e calçam roupas que lhes são dadas por uma prima, recebem brinquedos dos tios e padrinhos que são emigrantes. Mantém com as filhas uma relação de grande cumplicidade. Desde muito cedo teve o cuidado de lhes explicar as limitações económicas que têm.

“Não podem pedir nada de exuberante porque eu não posso dar, já que só conto com o meu salário, o abono de família e a pensão do pai que é de 140 euros para as duas e que já vão alguns meses que não paga”.Como qualquer cidadã faz os seus descontos para a Segurança Social mas encontra-se isenta de impostos.No tempo que lhe resta, cultiva terrenos que estão abandonados pelos donos para poder plantar batatas, hortaliças, legumes, árvores de fruto e cria galinhas, ovelhas e porcos para poder poupar algum dinheiro no seu orçamento mensal.“Vivo uma luta diária pelas minhas filhas, não posso ficar doente, senão as minhas filhas vão viver de quê?

COMO ESTICAR O ORDENADO ATÉ AO FIM DO MÊS?
1. CONTA ORDENADO Estas contas representam um saldo descoberto autorizado no valor do ordenado. Mas o utilizador terá de ter em atenção a taxa TAEG (que inclui todos os custos, para além do juro) que é aplicada sempre que se opte por pagar em prestações o dinheiro utilizado na conta ordenado. O melhor é pagar tudo de uma só vez.

2. CARTÃO DE CRÉDITO Este cartão pode ser um bom instrumento para fazer face às despesas até ao novo ordenado, desde que seja bem utilizado, isto é, desde que não tenha anuidade e que o pagamento seja feito na totalidade, explica Natália Nunes, da DECO. Se oferecerem dinheiro pelo valor das compras, melhor.

3. CARTÃO DE CLIENTE Os cartões de alguns estabelecimentos comerciais ajudam a gerir o orçamento mensal. Sobretudo os que permitem o pagamento faseado, sem juros durante um período de tempo, e os que oferecem descontos, por exemplo, no combustível, mas, mais uma vez, recomenda Natália Nunes, é preciso ponderar o seu uso.

COMO APLICAR CINCO MIL EURO

1. O tipo de investimento a efectuar por um investidor depende do seu perfil de risco. Recomendamos ainda que o investidor opte sempre por uma carteira diversificada. Para um cliente de menor dimensão, recomendaria o Santander Global, um fundo com objectivos de retorno absoluto e que desde o seu lançamento tem oferecido rentabilidades bastante superiores à taxa de juro.

CINQUINTA MIL EUROS

2. Para clientes de maior dimensão e que consigam ter acesso a uma carteira Premium recomendaria exposição ao segmento Selection. Outra opção seria o Santander Carteira Alternativa, um fundo de Hedge Funds, com objectivos de retorno absoluto e que tem apresentado rentabilidades muito atractivas nos últimos anos.

CONSELHOS PRÁTICOS PARA POUPAR
LISTA
Nunca vá ao supermercado sem uma lista dos bens que realmente precisa. Corte as compras por impulso.

‘BRANCAS'
As chamadas “marcas brancas” conseguem igualar em qualidade os restantes bens e são muito mais baratas.

SALDOS
Deixar as compras de roupa para a época dos saldos é uma forma de economizar centenas de euros por ano.

FACTURAS
Leia todas as facturas que recebe em casa. Podem existir despesas que devem ser eliminadas logo no mês seguinte.

ÁGUA
Controle os gastos e feche bem as torneiras. Uma torneira a pingar pode gastar cerca de 25 litros de água por dia.

ENERGIA
Adira a planos de baixo consumo, com tarifas reduzidas a partir das 22h00, que permitem poupar nas contas.

CRIANÇAS
Ensine os seus filhos a poupar, oferecendo mealheiros e estimulando-as a guardar o dinheiro que lhes dão.

CARRO
Deixe o carro em casa e prefira os transportes públicos. Se tiver de usar o carro divida-o com mais pessoas.

NOTAS
IDAS AO CAFÉ ACABARAM
Sem se dar por isso, o café diário pesa no orçamento familiar. Há muito que a família Angélico perdeu o hábito da bica. Tal como as refeições fora. O casamento, confessam a rir, foi festejado numa cadeia de fast food.

AVÓ MATERNA TAMBÉM AJUDA
A ajuda da avó materna vai ser fundamental no próximo mês, quando Patrícia Angélico for trabalhar. Um contrato por um mês nas limpezas ainda a fez pensar numa ama. Mas os 130 euros pedidos eram uma despesa incomportável.

BRINQUEDOS NOS CHINESES
Os poucos brinquedos que a família Angélico oferece aos filhos são comprados nas lojas chinesas. São os mais baratos que encontram e, mesmo assim, só muito de vez em quando, porque são um extra num orçamento contido.

EXCESSO COM O PRIMEIRO FILHO
Quando nasceu o primeiro filho, Carlos Angélico gastou o ordenado em roupa para festejar. Um excesso, reconhece agora, numa altura em que a roupa com que veste os dois filhos é oferecida por familiares e em que tudo passa para o mais novo.

2 MILHÕES COM 300 EUROS

Segundo o economista Eugénio Rosa, “mais de dois milhões de portugueses vivem com um rendimento inferior a 300 euros por mês”

AUTOCONSUMO AUMENTA
Tem vindo a aumentar o fenómeno da agricultura de subsistência nas grandes cidades. As pequenas hortas sempre contribuem para a poupança das famílias

PLANEAMENTOS SEMANAIS
Seguindo a tradição anglo-saxónica, fazer orçamentos semanais ajuda as famílias a identificar mais oportunidades de poupança e a racionalizar as despesas

IDAS AOS PARQUES PÚBLICOS
Levar as crianças a passear aos parques públicos é uma forma económica de passar um fim-de-semana divertido e aumenta a qualidade de vida

VÍNCULOS PRECÁRIOS
A multiplicação de contratos de trabalho precários tem contribuído para aumentar a pressão sobre os salários, que tendem a descer

SUBIDA DE 12 EUROS
Segundo Eugénio Rosa, nos últimos dois anos o salário médio dos portugueses terá subido 12 euros passando de 734 para os 746

AMANHÃ: Quanto ganham os portugueses?

CONTAS À VIDA DA FAMÍLIA ANGÉLICO
150 euros (Supermercado no início do mês)40 euros (alimentação semana)50 euros (medicamentos)32 euros (creche Rafael)45 euros (electricidade e gás)30 euros fraldas10 euros (ração cão)5 euros catatua (ração catutua)15 euros telemóveisTotal: 497 euros

DESPESAS DO AGREGADO FAMILIAR EM PORTUGAL

DESPESAS COM HABITAÇÃO: 19,8%MÓVEIS, DECORAÇÃO E EQUIPAMENTO PARA CASA: 7,2%SAÚDE: 5,2%TRANSPORTES: 15%COMUNICAÇÕES: 3,3%LAZER E CULTURA: 4,8%ENSINO: 1,3%HOTÉIS, CAFÉS, RESATURANTES E SIMILARES: 9,5%OUTROS: 6,1%ALIMENTAÇÃO E BEBIDAS NÃO ALCOÓLICAS: 18,7%BEBIDAS ALCOÓLICAS E TABACO: 2,8%VESTUÁRIO E CALÇADO: 6,6»»

Fonte:Correio da Manhã
Link:http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=265418&idselect=9&idCanal=9&p=200

Varizes Técnica elimina dores nas relações sexuais


«Dores frequentes na zona do baixo-ventre – que se acentuam com os esforços – e relações sexuais dolorosas são alguns dos sintomas descritos pelas mulheres que têm varizes na vagina ou no útero, um problema de saúde cuja existência a maior parte desconhece. Este tipo de derrame está associado à dilatação de uma ou de ambas as veias ováricas e manifesta-se ou agrava-se na maior parte das vezes após o parto. É mais frequente em mulheres de meia-idade que tiveram mais de um filho.

O tratamento destas situações tem vindo a evoluir. Existe, por exemplo, a possibilidade de laqueação das veias, que implica uma operação associada a várias complicações.Uma das alternativas à cirurgia chama-se escleroterapia, técnica relativamente simples que consiste na injecção de um líquido esclerosante na veia ovárica – idêntico à substância usada para secar os derrames das pernas e sem perigo para a mulher.

O tratamento é feito com anestesia local e a mulher permanece entre seis a oito horas no hospital. Na maior parte das vezes regressa a casa no próprio dia. Os derrames desaparecem ou diminuam drasticamente.Esta técnica é usada desde 2001 no Hospital Saint Louis, em Lisboa. Segundo o radiologista Martins Pisco, chefe de serviço no Hospital Pulido Valente, que opera também no Saint Louis, a ausência de sinais característicos complica o diagnóstico deste tipo de varizes.Tal diagnóstico é evidente quando os derrames se localizam na vagina e são visíveis.

Contudo, na maioria dos casos as varizes, particularmente as do útero, não são visíveis exteriormente.Mas pode suspeitar-se da sua existência se a mulher tiver dores crónicas no baixo-ventre. Foi o que aconteceu a Susana, paciente que o CM acompanhou durante o tratamento.“Durante as duas gravidezes as varizes incomodaram-me imenso e provocaram algumas hemorragias ligeiras”, recorda a doente, de 35 anos.

Recuperada do último parto, Susana – cujas varizes, segundo conta, “causavam dores nas relações sexuais e durante a menstruação” – foi aconselhada a recorrer à técnica da escleroterapia.O primeiro passo do tratamento é anestesiar localmente a paciente na zona do baixo-ventre. Nesta fase Susana mostrou-se “tranquila e desejosa” de que encontrassem as veias.À medida que o processo se desenrola, os médicos verificam constantemente a tensão arterial da paciente através de um monitor.

Logo que a anestesia faz efeito, a equipa clínica insere um cateter na virilha até à veia ovárica. Depois, injecta um líquido esclerosante, o mesmo usado pelos cirurgiões vasculares no tratamento das varizes das pernas.Por ser difícil encontrar o local exacto da veia, o método envolve radiografias permanentes que são mostradas em ecrã. O raio X permite ver, com exactidão, onde se encontra a artéria e conduzir o cateter até ao local certo.“A veia ovárica direita está torta e eu não consigo tratá-la mais, vamos fazer o possível”, disse Martins Pisco à paciente durante o tratamento.

Depois de mais de duas horas nas mãos dos médicos, enfermeiros e auxiliares, Susana respirou fundo. “Penso que vou melhorar”, disse, convicta.Dois dias depois retomou a sua vida profissional e familiar.

VEIAS PODEM VOLTAR A ABRIR
“A possibilidade de as veias voltarem a abrir é de dez a 15 por cento”, diz ao ‘CM’ o médico Martins Pisco, chefe de serviço no Hospital Pulido Valente, em Lisboa. O especialista garante que as pacientes não têm dores nem antes nem depois do tratamento. O médico, que desenvolve esta técnica no Hospital de Saint Louis, já tratou 45 mulheres com varizes no útero e na vagina.

O Saint Louis é o único centro do País onde se efectua o diagnóstico e o tratamento das varizes da vagina e útero por técnica minimamente invasiva. A maioria destes derrames manifesta-se ou agrava-se após o parto, devido ao maior fluxo sanguíneo e à compressão das veias pelo útero quando a mulher está grávida. As varizes vaginais ocorrem em cerca de dois a dez por cento das grávidas.

HOMENS PODEM TER VARIZES NOS TESTÍCULOS
Em Portugal é cada vez maior o número de homens que recorre a este tipo de técnica para tratar o chamado varicocelo – varizes que aparecem, regra geral, no lado esquerdo do saco escrotal (bolsas que envolvem os testículos). Este problema pode, inclusivamente, dificultar a fertilidade masculina, uma vez que o sangue fica preso na veia responsável pela produção de esperma, aumentando a temperatura do testículo e diminuindo a mobilidade dos espermatozóides.

Apesar de não existirem dados oficiais, alguns estudos estimam que o varicocelo afecte entre dez a 15 por cento da população masculina portuguesa, independentemente de os homens estarem ou não em idade fértil. Crianças, adolescentes e idosos são potenciais doentes.O chefe de serviço do Hospital Pulido Valente, Martins Pisco, já tratou alguns homens com varicocelo e dá conta de uma realidade crescente: “Há muitos jovens que têm este problema. Está a tornar-se quase comum.” O médico salienta, porém, que o tratamento já existe em vários hospitais do País.

APONTAMENTOS
SINTOMAS
Dores no baixo-ventre que aumentam com a intensidade dos esforços e também durante as relações sexuais.

PARTO
As veias ováricas estão directamente associadas com a dilatação, razão pela qual se podem manifestar ou agravar durante ou após o parto, devido ao maior fluxo sanguíneo e ao útero portador de gravidez.

EXAMES
Muitas vezes a ecografia, a ressonância magnética e a tomografia são negativas. Martins Pisco sugere então a angiografia da veia ovárica.

MULHER-ALVO
As varizes da veia ovárica afectam mais frequentemente as mulheres de meia-idade e que já tiveram filhos.

TRATAMENTO
Introdução de um cateter na veia ovárica seguida de injecção de esclerosante.

PORMENORES

ANESTESIA
O primeiro passo do tratamento é a anestesia local das pacientes, através de uma injecção de lidocaína na zona pélvica. Quando é necessário, reforça-se a dose da anestesia.

TÉCNICA
É introduzido um cateter através da virilha. Quando chega à veia é injectado um líquido esclerosante, usado nas varizes das pernas e que não tem riscos para a saúde. As varizes desaparecem ou diminuem.»
Fonte: Correio da Manhã

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Doulas de Portugal - (Ficha de Associações)

Nome: Associação Doulas de Portugal

Presidente: Carla Guiomar, Doula, bióloga, mãe de dois rapazes

Essência: A humanização do nascimento é a devolução do protagonismo à mulher, para que se possa escolher de forma consciente e informada.

Objectivos: A Associação Doulas de Portugal é uma Associação sem fins lucrativos. Tem por objectivo principal a divulgação e promoção do papel da doula no acompanhamento da família no período perinatal, com vista à vivência de uma experiência de parto satisfatória e segura para a mãe e o seu filho, através do apoio à grávida, e da realização de acções de formação, informação, divulgação e educação dirigidas a grávidas, profissionais de saúde e outros técnicos ligados à saúde e/ou educação e ao público em geral.

Meios de Divulgação:

Web, folhetos, feiras, imprensa escrita, Tv.

Contactos:

doulasdeportugal@doulasdeportugal.org, 967624505, 932714479

Site: www.doulasdeportugal.org e http://doulasdeportugal.blogspot.com

Mail: doulasdeportugal@doulasdeportugal.org

Moradas dos Gabinetes: Quinta do Cozinheiro, Espinheiro, 7005-839 Évora


Carla Guiomar

Doula

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93 470 95 94/ 93 271 44 79

Luisa Condeço
Doula

doulaluisa_c@yahoo.com (pessoal)
doulaluisa@hotmail.com (MSN)
967 624 505
916 826 150

Fundadoras das Doulas de Portugal

Novidade para mulheres com obesidade pós gravidez


«Durante a gravidez raras são as mulheres que conseguem se manter magras ou no peso ideal. Mas o maior problema é quando o bebê nasce e elas não conseguem emagrecer. Milhares são os casos de obesidade pós-gravidez.

Cerca de 45% das mulheres obesas, entraram nessas condições após a gestação. No entanto, uma nova técnica promete ajudar quem engordou de mais nessa fase: balão intragástrico. De acordo com o cirurgião bariátrico Milton Ogawa, as mulheres que se tornaram obesas durante a gravidez não têm, necessariamente, maus hábitos alimentares.

“É um período especial, em que fatores físicos e psicológicos atuam sobre o organismo de forma muito acentuada”, explica o médico.Funciona da seguinte maneira: o balão é colocado no estômago por meio de endoscopia, onde pode ficar por até seis meses. O balão provoca saciedade precoce, o que faz a pessoa comer menos e facilita o aprendizado de hábitos saudáveis de alimentação.»

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Amamentação: mães necessitam de maior apoio do Governo


«A alimentação exclusiva com leite materno dos bebés até aos seis meses é um objectivo elencado pela Organização Mundial de Saúde que as mães portuguesas podem atingir “se tiverem um apoio mais significativo do Governo”, disse Adriana Pereira, investigadora e membro do Comité Nacional para o Aleitamento Materno.

“A nossa luta é que o Governo entenda a importância desta questão”, acrescentou. Para aquela especialista um dos maiores problemas que se colocam às mães que amamentam está relacionado com a legislação laboral, que dificulta a possibilidade de a criança ser exclusivamente alimentada com leite materno no primeiro meio ano de vida. “Ao contrário do que possa pensar-se, apesar dos problemas há mães que fazem um grande esforço para poderem amamentar as crianças”, salientou.

Uma das possibilidades mais utilizadas passa pelo aproveitamento dos 120 dias da licença de maternidade, juntando-lhe um mês de férias e um de licença, em que a trabalhadora perde parte do vencimento, mas perfaz os seis meses.Números antigosFalando no âmbito da Semana Mundial do Aleitamento Materno, que teve início em todo o País ontem, Adriana Pereira admitiu que, “com alguma ajuda do Governo”, será possível a Portugal cumprir a meta definida pela OMS e pela Unicef, segundo a qual em 2010 metade dos bebés será exclusivamente alimentada com leite materno no primeiro semestre.

A também professora da Universidade Fernando Pessoa admitiu que não existe, no nosso país, nenhum mecanismo que permita saber quantas mães amamentam os seus filhos, acrescentando que esta questão “importantíssima” deverá ser resolvida a curto prazo. »

Fonte:O Primeiro de Janeiro
Link:http://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=b6d767d2f8ed5d21a44b0e5886680cb9&subsec=&id=d53b20250cfc5d7659c18bade2167667

Directório


Nova rubrica no Directório do Planeamento de uma Gravidez

- Amamentação -

visite

http://directorio-gravidez.blogspot.com/





Centro de Saúde de São Brás de Alportel inaugura “Cantinho da Amamentação”


«No próximo dia 05 de Novembro, pelas 11:30 horas, no Centro de Saúde de S. Brás de Alportel, contando com a presença do presidente da Câmara Municipal, António Eusébio, vai ser inaugurado o “Cantinho de Amamentação”, sendo também inaugurada a Consulta de Apoio Intensivo à Cessação Tabágica.

De salientar que o “Cantinho de Amamentação” é um espaço de apoio a todas as mães, destinando-se à promoção do aleitamento materno, bem como à resolução de problemas e esclarecimento de dúvidas relacionadas com a amamentação.

Uma equipa de conselheiras especializadas em aleitamento materno estará disponível para, entre outras acções, promover e auxiliar a amamentação, esclarecer dúvidas, prevenir e resolver problemas decorrentes da amamentação. Para além disso, as mães podem ainda, sempre que estiverem no Centro de Saúde, dirigir-se àquele espaço para amamentar tranquilamente a sua criança, extrair e armazenar o seu leite, mesmo quando não está com o seu filho, e partilhar a sua experiência com outras mães.

O “Cantinho de Amamentação”, de acordo com a ARS do Algarve vai funcionar três dias por semana: às segundas e quartas-feiras entre as 11 e as 13 horas e às sextas-feiras entre as 14 e as 16 horas. Mais informações podem ser obtidas através do telefone 289 840 440. »

Fonte:Região Sul

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Leite materno aumenta QI em mais sete pontos


«Amamentar um bebé a leite materno tem inegáveis vantagens para a saúde da criança, como tem sido cientificamente comprovado ao longo dos tempos. Mas a amamentação é igualmente vantajosa no desenvolvimento intelectual da criança.

De acordo com um estudo desenvolvido pela Academia Nacional das Ciências do Reino Unido, conclui-se que as crianças com o gene FADS2, que são alimentadas com leite materno, podem atingir um quociente intelectual (QI) sete pontos mais elevado do que o daquelas que, possuindo o mesmo gene, não são alimentadas da mesma forma.

Segundo a explicação avançada por aquela academia, o gene em questão ajuda a reduzir os ácidos gordos da dieta alimentar, os quais estão directamente ligados ao desenvolvimento do cérebro. Para os investigadores, sete pontos no QI de uma criança em idade escolar é uma diferença suficiente para colocar a criança entre as três mais inteligentes da sua turma.

Cerca de 90% dos indivíduos possuem esta versão do gene. Investigadores do Instituto de Psiquiatria, do Kings College London, comprovaram tal, usando dados de dois anteriores estudos relativos a crianças amamentadas a leite materno, no Reino Unido e na Nova Zelândia, envolvendo mais de três mil indivíduos. O seu QI foi medido de várias formas, para crianças entre os cinco e os 13 anos, que estudavam.

Vários trabalhos anteriores sobre inteligência e amamentação chegaram a conclusões antagónicas. A partir daqui, desenvolveu-se uma discussão académica em torno do assunto, nomeadamente procurando saber se as mães que tinham atingido um maior grau académico nos seus estudos ou que possuíam um mais elevado nível cultural, estariam mais dispostas a amamentar, influenciando, desta forma, os resultados.

Um dos investigadores da Academia Nacional de Ciências britânica, o professor Terrie Moffitt, co-autor do estudo, revelou que as conclusões agora alcançadas dão uma nova perspectiva na argumentação, mostrando a intervenção de um mecanismo fisiológico, que diferencia a alimentação ao peito do leite administrado a crianças por biberão. "O argumento sobre a inteligência tem sido utilizado no último século, no debate entre natureza e nutrição", refere o mesmo cientista. "Contudo, conseguimos agora demonstrar que, de facto, a natureza trabalha através da nutrição para potenciar futuramente a saúde das crianças."

Desde que foram feitos os estudos utilizados nesta análise, a indústria de produtos lácteos começou a adicionar ácidos gordos ao leite, mas os resultados apurados foram inconsistentes.

Belinda Phipps, do National Childbirth Trust, comentou estes resultados, referindo que estes "mostram que a maioria dos pais pode influenciar positivamente o QI dos seus filhos, amamentando-os". Catherine Collins, uma dietista do St. George Hospital de Londres e da Associação Dietética Britânica, afirmou que a investigação salienta a interacção entre nutrição e genética.»

Fonte: Diário de Noticias
Link: http://dn.sapo.pt/2007/11/07/ciencia/leite_materno_aumenta_em_mais_sete_p.html

Noticia encontrada por Hugo Jorge ( http://dr-hugo-jorge.blogspot.com)

Novas medidas na Saúde marcaram debate do OE

«Vacina gratuita para o cancro do útero, comparticipação nos tratamentos de infertilidade e programas de saúde oral para grupos considerados problemáticos são as três novidades na área da Saúde do Orçamento de Estado (OE) para 2008. A integração da vacina que previne o vírus do papiloma humano (HPV) no Plano Nacional de Vacinação há muito que era reclamada pelos especialistas, não só por ser comprovadamente eficaz a prevenir o cancro do útero mas também devido ao seu elevado custo (há dois produtos no mercado que rondam os 450 euros).

A infertilidade, que afecta cerca 500 mil casais portugueses, é outro grave problema de saúde, com sérias consequências demográficas. Num país em que metade da população não vai ao dentista porque não tem recursos, as medidas anunciadas só pecam por ser tardias e limitadas, já que apenas contemplam crianças, grávidas e idosos pobres.

Vacinação baixa cancro do útero

A vacina que previne o vírus do Papiloma Humano (HPV) - principal causa do cancro do útero - vai ser integrada no Plano Nacional de Vacinação. Ou seja, vai passar a ser dispensada gratuitamente a todas as adolescentes. Falta agora definir a idade em que a vacina será administrada, com base num parecer da comissão técnica de vacinação, e escolher qual das duas vacinas comercializadas no mercado português passará a ser gratuita.

As vantagens da vacinação das adolescentes, antes de iniciarem a vida sexual, estão cientificamente demonstradas, o que levou a que vários países europeus tenham já avançado com a sua comparticipação. Luís Graça, presidente do Colégio de Ginecologia da Ordem dos Médicos, considera que a vacinação das jovens entre os dez e os 15 anos reduzirá em dois terços a incidência de cancro do colo do útero dentro de 20 anos. "Esta é uma atitude, em termos de saúde pública, que vai ter um impacto muito sério a longo e médio prazo", considerou o médico, explicando que o pico da doença ronda os 50 anos de idade.

Procriação comparticipada

O Estado vai passar a comparticipar os tratamentos de procriação medicamente assistida (PMA) em centros privados, mas nem todas as técnicas serão igualmente apoiadas. As chamadas PMA de primeira linha serão integralmente custeadas pelo Estado, mas as técnicas de segunda linha só serão comparticipadas a 100% no primeiro ciclo. A comparticipação dos medicamentos - que no regime geral é a 37% - não será alterada.

A grande novidade anunciada por José Sócrates e depois clarificada pelo ministro da Saúde é os casais que sofrem se infertilidade passarem a ter apoio do Estado nos tratamentos em clínicas privadas. Até agora, as técnicas de reprodução medicamente assistida só eram comparticipadas nos hospitais públicos. O que o Governo anunciou agora é um alargamento da ajuda aos casais inférteis, introduzindo, porém, uma diferenciação de financiamento das várias técnicas. São classificadas como técnicas de primeira linha a inseminação intra-uterina e a indução/estimulação ovárica. A fertilização in vitro (FIV) e a injecção intra-citoplasmática de espermatozóides (ICSI) são qualificadas de técnicas de segunda linha.

A distinção não é meramente técnica, já que o financiamento é substancialmente diferente. Assim, as técnicas de primeira linha serão comparticipadas a 100%, tanto nos hospitais públicos como nos centros privados, sem limite de tentativas. Já as PMA de segunda linha só serão comparticipadas, nos centros privados, no primeiro ciclo. Isto é, só a primeira tentativa será paga pelo Estado. O custo das restantes terá de ser suportado pelo casal. Com o alargamento das comparticipações ao sector privado, o Ministério da Saúde calcula que o Estado vá passar a suportar a maioria (56%) das despesas com a PMA, invertendo assim a actual situação em que os utentes arcam com a maior fatia. De acordo com dados da Associação Portuguesa de Infertilidade, cada casal realiza, em média, três ciclos de tratamento e o custo de cada tentativa, num centro privado, ronda os 4,3 mil euros (incluindo medicação).

A comparticipação dos medicamentos não sofre qualquer alteração e é este ponto que é fundamental, na opinião de Silva Carvalho, presidente da Sociedade Portuguesa de Medicina de Reprodução. "Só a despesa com medicamentos, mesmo nos tratamentos realizados nos hospitais públicos, ronda os 750 a mil euros, o que incomportável para muitos casais".

Cheque-dentista para grávidas

A prioridade à saúde oral, que tinha sido anunciada como uma das novidades deste OE, traduz-se em medidas dirigidas a três grupos-alvo - crianças, grávidas e idosos - e um custo total de 21 milhões de euros. Trata-se de alargar os programas de prevenção da cárie às crianças com idades entre os 6 e os 12 anos, aumentar para 65 mil o número de grávidas com acesso a cuidados de saúde oral (dois cheques-tratamento) e estender o apoio aos beneficiários do complemento solidário de idoso com três cheques-tratamento (próteses e consultas). O valor de cada cheque ainda não está definido porque o Ministério da Saúde está em negociações com a Ordem dos Médicos Dentistas, de acordo com Correia de Campos.

O bastonário dos dentistas já reagiu positivamente à medida, mas acautelou que falta ainda perceber se são programas desburocratizados e que permitam aos utentes "escolher o dentista". Defendeu também que outros grupos, como diabéticos, pessoas com deficiências ou doentes infecto-contagiosos " também necessitam de intervenção especial ". »

Fonte: Jornal de Notícias
Link:http://jn.sapo.pt/2007/11/07/nacional/novas_medidas_saude_marcaram_debate_.html

«Bebé Ford» ultrapassa os 100 nascimentos


«O número de crianças nascidas no decorrer do campanha «Bebé Ford» já ultrapassa uma centena, tendo o 100º nascimento acontecido na região de Faro.

O programa «Bebé Ford» prevê a entrega, por parte da Ford, de um cheque no valor de 2.000 euros a todos os clientes que adquiram automóveis de cariz familiar e que celebrem o nascimento de uma criança entre o 1º e o 24º mês posterior à aquisição da viatura.

São abrangidos os derivativos dos modelos Fusion, C-MAX, Focus SW, Mondeo SW, S-MAX e Galaxy, adquiridos na rede de concessionários Ford.O livro dos registos de nascimentos, ao abrigo desta campanha, foi aberto em Viseu, associado à venda de um C-MAX. O centésimo «Bebé Ford» está ligado à venda de um Focus SW.»

Fonte:Auto Hoje
Link:http://www.autohoje.com/index.php?option=com_content&task=view&id=71848&Itemid=54

1º Encontro Nacional - GERAMOS ESPERANÇA

Projecto Artémis
Apoio a mulheres vítimas de aborto espontâneo

O 1º Encontro Nacional decorrerá na cidade de Braga,

dia 24 de Novembro, Sábado. Terá início pelas 12:00, e será constituído por um almoço e confraternização durante a tarde. O local escolhido está a ser analisado e com a devida antecedência o comunicaremos. Poderá Formalizar a sua pré-inscrições através do e-mail: projecto.artemis@iol.pt mencionando:

Nome, Acompanhante (s), Zona do país em que reside.

As inscrições terminarão a 20 de Novembro.

Lembramos que se podem fazer acompanhar de quem quiserem. Este movimento será o 1º grande encontro que a associação faz desde o seu nascimento. Pretendemos com ele criar um ritual anual, por forma a que o laço virtual passe para a realidade.

Aguardamos as vossas inscrições.

Contactos:

Rua Monsenhor Airosa, 65 Braga

Tlm: 918410208

E-mail: projecto.artemis@iol.pt

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Não resisti ....

Cesarianas assistidas elevam risco de infecções


«Na passada semana, o pediatra Mário Cordeiro apelou ao Ministério da Saúde que autorize os pais a assistir ao nascimento dos filhos, mesmo em caso de cesariana, defendendo que os homens têm todo o direito a acompanhar o parto. Actualmente, os hospitais, quer públicos, quer privados, permitem a presença paterna quando se trata de parto normal, no entanto quando é realizada uma cesariana, as instituições de saúde opõem-se à presença dos pais nos blocos operatórios.

Na opinião do director da Unidade de Ginecologia/Obstetrícia do Hospital Central do Funchal, Miguel Ferreira, essa é uma medida que deve continuar, porque quanto mais pessoas estiverem na sala de operações, o risco de infecções intraoperatória aumenta. É que, «se nós vamos permitir a presença dos pais, ainda por cima pessoas que não estão habituadas aos cuidados da sépsia é evidente que vamos aumentar a taxa de risco de infecções. Isso é tudo conversa fiada, se fosse assim operávamos na varanda. Temos de ter cuidado, o próprio ar condicionado tem de ter filtros para evitar esse tipo de situações, entre outros cuidados», explicou aquele obstetra.

A presença dos pais numa cesariana era possível se houvesse blocos operatórios com um anfiteatro em que os homens podessem assistir ao parto numa outra sala isolada, com a sua própria roupa, mas na sala de operações «não concordo. É uma questão de segurança para o utente», salientou.A maioria dos pais assiste aos partosConfrontado se há muitos pais a assistir ao parto, Miguel Ferreira confirma que a maioria dos nascimentos são assistidos. «A maioria das mulheres pede para levar alguém, umas levam a irmã, a mãe ou a amiga, mas a grande maioria pede para que o marido esteja presente».

Além das cesarianas, a excepção para a presença de algum familiar vai para os partos instrumentalizados, «porque podemos ter que fazer reanimação imediata e é melhor a equipa técnica estar sozinha. Além disso, é mais seguro porque eventualmente quem assiste pode sentir-se mal e aí ainda nos baralha mais», sublinhou o especialista. Apesar de tudo, aquele obstetra defende a presença dos pais durante o nascimento do seu filho através de parto normal, «porque é um momento giríssimo e deve estar presente para ajudar a própria mãe».

Sobre a possibilidade de os pais assistiram à cesariana, o nosso jornal contactou ainda o pediatra, Manuel Pedro, que afirmou que, no caso das cesarianas programadas, «não vejo qualquer razão do pai não assistir». Também para este especialista, o principal problema que se coloca é a falta de condições para os pais assistirem à operação cirúrgica, por causa dos cuidados a ter com a esterilização.

O pediatra Mário Cordeiro, autor de vários livros sobre ciranças, professor auxiliar de Saúde Pública na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa, e Presidente da Secção de Pediatria Social e Comunitária da Sociedade Portuguesa de Pediatria, defende que o Ministério da Saúde devia autorizar os pais a assistir ao nascimento dos filhos, mesmo em cesariana. "A Direcção-Geral da Saúde e o Ministério da Saúde deviam ser implacáveis e estabelecer uma regra para todos, obviamente com base científica", afirmou Mário Cordeiro.

Para o especialista, "não se justifica" que os hospitais tenham regras diferentes para partos distintos, dando o exemplo de unidades privadas que têm normas opostas sobre a presença dos pais quando se trate de parto natural ou cesariana com epidural. Na generalidade dos hospitais portugueses, quer públicos quer privados, a presença do pai quando o parto é natural é já uma prática comum, mas quando é realizada uma cesariana (mesmo só com recurso a epidural, estando a mãe acordada) muitas instituições opõem-se à presença paterna. "Se é um nascimento, devem estar lá as pessoas envolvidas.

Os donos do momento são ambos os pais; os médicos e enfermeiros são apenas uma espécie de auxiliares", argumentou. O pediatra atribui "à arrogância profissional" de alguns profissionais de saúde a recusa da presença do pai aquando da cesariana. O pediatra criticou ainda que em "cerca de 80 por cento dos casos" os profissionais de saúde levem imediatamente o bebé para longe dos pais depois do nascimento. "Na maioria das vezes, os pretextos (limpar o bebé ou fazer o exame da anca) não são válidos. O profissional acaba por causar muito sofrimento aos pais". »

Fonte:Jornal da Madeira

Estado deve reforçar apoio a casais inférteis


«Existem, em Portugal, cerca de 500 mil casais que sofrem de infertilidade, ou seja, cerca de um em cada dez casais não consegue gerar o filho tão desejado,segundo dados da Sociedade Portuguesa de Medicina Reprodutiva. Para todos eles, os progressos da ciência surgem como o único sinal de esperança.

Mais ainda: o problema promete crescer à medida que as mulheres forem adiando a sua primeira gravidez, procurando conceber num período em que a sua fertilidade "já não é o que era" e, por outro lado, os casais que não tinham outro remédio senão o de se conformarem, sabem, agora, que há novas formas de ultrapassar as dificuldades.

As técnicas de procriação medicamente assistidas são fascinantes, e se, de casais inférteis fossem finalmente pais. E como qualquer um deles lhe dirá, todo o sofrimento ficou esquecido no momento em que embalaram nos braços o seu bebé.

Mas apesar de todos os progressos da ciência, alguns dos quais explicados,hoje, ao Destak, pelo prof. Carlos Plancha, especialista em Medicina daReprodução e "autor" da primeira criança concebida através da nova técnica deIVM, estes métodos implicam muito sofrimento, resistência psicológica e dinheiro!

A taxa de sucesso de um ciclo de FIV fica-se pelos 20%, e não aumenta com a insistência. Se, na posse desta percentagem, tivermos em conta que os medicamentos de indução hormonal custam cerca de 700 euros, por ciclo, e uma intervenção de aproximadamente 850 euros, entende-se que as listas de esperados hospitais públicos sejam longas, e que as cerca de 16 clínicas privadas acabem por ser frequentadas apenas por quem pode - muitas vezes, recorrendo a empréstimos bancários, que são obrigados, obviamente, a honrar mesmo sem gravidez à vista.

O Estado aceita que 30% do custo destes tratamentos seja abatido no IRS, o que é manifestamente pouco, sobretudo quando se deseja aumentar a Taxa deNatalidade do País.
Fonte:Destak

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

O nosso país dá cartas na Reprodução Assistida


«O embriologista clínico, responsável por um laboratório de Procriação Medicamente Assistida, e professor da Faculdade de Medicina de Lisboa, liderou a equipa que «concebeu» o primeiro bebé pela técnica de IVM, que nasceu por cesariana em Junho deste ano, 4 meses antes do bebé inglês.

Quando nasceu, em Portugal, o primeiro bebé resultado de uma Maturação In Vitro?
Aconteceu em Junho de 2007, em Lisboa. O parto do primeiro bebé após Maturação In Vitro de oócitos (IVM de In Vitro Maturation) ocorreu por cesariana sem complicações, e nasceu um rapaz, cheio de vitalidade. A técnica foi realizada na CEMEARE, Centro Médico de Assistência à Reprodução, com uma equipa lideradapor mim e pela Dra. Maria José Carvalho.

Qual a diferença entre uma IVM e uma tradicional FIV?
A Maturação oocitária In Vitro é uma técnica inovadora, que não substitui as técnicas de Procriação Medicamente Assistida (PMA) já existentes, nomeadamente a FIV (Fertilização In Vitro) e a ICSI (Micro-Injecção de Gâmetas), surgindo sim como uma nova arma terapêutica de ajuda aos casais inférteis. A IVMconsiste na realização de um ciclo de PMA com uma estimulação mínima ou até sem qualquer terapêutica hormonal. Desta forma é possível a obtenção de gâmetas femininos ainda imaturos, sendo o seu amadurecimento final efectuado em cultura. É mais simples para a mulher, mas mais complexa tecnicamente.

Quantos oócitos são «amadurecidos» e implantados?
São colocados em cultura todos os oócitos imaturos obtidos durante a colheita.Mas a decisão de quantos embriões são depois transferidos passa sempre pelo casal, embora também dependa de outros factores relacionados com o diagnóstico de infertilidade e a sua história clínica.

São menos os efeitos secundários?
Sim, porque permite evitar o custo da medicação e os efeitos secundários dos medicamentos, nomeadamente o risco de hiperestimulação ovárica. A IVM é pensada para mulheres com síndroma de ovário poliquístico ou má resposta ao tratamento hormonal convencional, ou como técnica associada a situações de preservação da fertilidade.

A taxa de sucesso é menor?
É ligeiramente inferior à taxa de sucesso da FIV, mas poderá melhorar com o aumento da qualidade e do número de embriões a ser transferido.

Antes da transferência é realizado algum rastreio?
O Diagnóstico Genético Pré-Implantação é uma outra técnica, aconselhada em situações específicas de despiste de doenças genéticas graves.

A IVM já é aplicada nos hospitais públicos?
De acordo com o que sei, até este momento, em Portugal, nenhum centro público de PMA disponibiliza esta técnica.

Já nasceram, em todo o mundo, muitos bebés por IVM?
A primeira gravidez obtida ocorreu apenas em 1991 na Coreia, com Cha e colaboradores. Hoje já existem cerca de 400 bebés IVM em todo o mundo. Ainda há dias foi notícia o primeiro bebé IVM no Reino Unido. Ficamos satisfeitos com o contributo da nossa equipa para que também no nosso país se disponibilizem os mais recentes desenvolvimentos nesta área.»
Fonte:Destak

Um sonho ...

Sinto-me feliz, sinto que se cumpriu um dos “meus sonhos”, e como tal, decidi compartir esta felicidade com todos os leitores deste blog.

Sim estou a fazer um pouco de suspense … bom o sonho que falo era ter um(a) filho(a) com a pessoa que amo, com a pessoa que escolhi para ser minha parceira nesta “grande” viagem que é a vida. Este feriado constatamos o que suspeitávamos “estamos grávidos” … e felizes.


Devo confessar que a minha reacção foi no mínimo inesperada, fiquei estático por segundos sem conseguir perceber se o resultado era positivo ou negativo. Um daqueles momentos mágicos em que por mais que estejamos à espera não conseguimos deixar de ser apanhados.


Agora depois de tanta felicidade, vem o resto, as preocupações com a alimentação, com as consultas e a estabelecer regras muito mais restritivas quanto às nossas rotinas, como a alimentação saudável e a regularidade da mesma (dizem os especialistas que a grávida deve substituir as 3 grandes refeições que geralmente têm por 6). Isto é, pequeno-almoço, lanche da manha, almoço, lanche, jantar e antes de deitar. A ideia não é engordar é dividir as refeições e tentar comer de duas em duas horas. Como saberão a ideia de comer por dois à muito que foi deixada de lado. A ideia é incluir também os alimentos sugeridos para uma alimentação saudável e equilibrada. Alem da alimentação vamos criar a rotina de passearmos sempre que possível. E a natação vai fazer parte do nosso fim-de-semana.

As náuseas já são uma constante, nada que um sorriso ou uma atitude mais atenta por parte do marido (eu) não supere. Mas ainda estamos no início, eu sei … Sempre positiva, tem que ser esta a atitude.

Agora aquelas perguntas que julgo que todos os pais inexperientes se fazem, vou ser bom pai/mãe? Vou estar à altura? (entre outras) E agora? Agora é estarmos juntos e unidos e gozar o máximo possível esta dádiva. É mútuo a ideia base do desejo que a gravidez corra bem aos dois (minha mulher e descendente, entenda-se). Que o nosso filho seja saudável. Tudo o resto será conquistado dia a dia, e isso é que é importante apreciar o momento e saber saboreá-lo. Acredito que a natureza é sabia, e se a gravidez demora 9 meses é o tempo que necessitamos para nos adaptarmos e prepararmo-nos para acolhermos o nosso filho.

Gostaria de deixar as últimas palavras, para que um dia o nosso filho as possa ler e perceber o que sentimos passo a passo. Estou muito feliz por ti, eu e tua mãe amamos-te muito e aguardamos-te de braços abertos … um até já.