segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Tratamento eleva em 49% nascimentos de gêmeos


«A possibilidade de engravidar de gêmeos chega a assustar algumas mulheres, mas o que muitas não sabem é que o aumento de ocorrências pode ser uma tendência com a introdução e a facilidade dos tratamentos de fertilidade. Prova disso são os dados do Registro Civil, divulgados recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em 2006, Limeira registrou 49 partos de gêmeos, ou seja, 97 bebês nascidos vivos - houve um óbito fetal. O número representa um aumento de 49% em relação aos 33 partos de gêmeos ocorridos em 2005. Naquele ano, os nascidos vivos foram 65 e um óbito também. A participação dos gêmeos subiu de 1,6% para 2,4% do total de nascimentos. Mas qual a explicação para esse aumento? A ginecologista e obstetra Renata Zaccaria Simoni, especializada em gestação de alto risco, afirmou que a resposta está diretamente ligada ao avanço da medicina.

“O custo das medicações para induzir os óvulos foi barateado nos últimos anos. Sem contar também que os médicos se aperfeiçoaram no assunto justamente pelo aumento da demanda”. De acordo com ela, há dois tipos de gemelares. O primeiro são os idênticos, considerados verdadeiros ou monozigóticos, que são fisicamente iguais e do mesmo sexo. “Esse nunca muda. A variação mundial é de 1%”. Já os fraternos ou dizigóticos, que se parecem e podem não ser do mesmo sexo, fazem parte do segundo tipo de gemelares.

“É, na verdade, esse tipo de gêmeos que fez com que as estatísticas aumentassem de forma considerável”Ela esclareceu que, no primeiro caso, os gêmeos monozigóticos se originam pela fecundação de um óvulo por um espermatozóide, que se divide em dois zigotos dando dois embriões absolutamente idênticos. Já os dizigóticos são oriundos da fecundação de dois óvulos por dois espermatozóides e representam a maioria dos casos de gemelaridade. “O aumento da freqüência é variável nos gêmeos fraternos, dependendo da etnia, herança de gemelaridade materna, tratamentos de reprodução assistida, idade materna e paridade.

Nos gêmeos idênticos não existe variação da incidência”. Ainda de acordo com ela, há médicos que já fazem a indução dos óvulos no próprio consultório. Nota-se, então, a facilidade de engravidar de gêmeos. ADOLESCENTESEm 2006, o maior crescimento da incidência de gêmeos ocorreu em partos de mães com idade entre 15 e 19 anos. Foram 14 bebês nascidos vivos, aumento de 180% em relação a 2005, quase três vezes mais. A faixa seguinte, de 20 a 24 anos, também cresceu, passando de 8 bebês gerados para 20 (150%).

A explicação para essa elevação, de acordo com a especialista, está explícita durante o início da vida reprodutiva das jovens. Segundo ela, nesse período há grandes possibilidades de ciclos hormonais desordenados. Ou seja, pode ser liberado mais que um óvulo no mês, e daí, a ocorrência de gestação dupla sem o uso de medicação. Para a psicóloga Maria Rita Lemos, as jovens de hoje têm melhores condições de vida para garantir uma gravidez desse tipo nessa faixa etária. Em relação ao aumento global, ela afirma que o nascimento de gêmeos traz impacto financeiro nas famílias. “Cria-se um impasse e os pais precisam criar condições para sustentar as crianças”. Há também, segundo ela, o acréscimo emocional.

“Os pais devem ser preparados para essa situação. Cada filho tem de ser cuidado de formas diferentes, respeitando as características individuais. Os pais não podem interferir no destino de cada um deles”. A médica Renata ainda destacou que todas as gestações de gêmeos são consideradas de alto risco. Por isso, há necessidade do acompanhamento de um especialista da área. “Há chances de prematuridade, hipertensão, diabetes e outras complicações”. (RR/RS) »

Parteira moderna humaniza nascimento


«Fabiano Ormaneze / Agência Anhangüera

O estetoscópio de Pinard - instrumento de madeira criado há mais de 130 anos para ouvir o coração do bebê no ventre da mãe - resiste ao tempo na casa da enfermeira Maria Clara Amaral. Mesmo já sem utilizá-lo, ele se tornou um símbolo do conhecimento antigo, aprimorado com tempo e estudo, com o objetivo de manter a força feminina. Com mais de 30 anos de profissão, o trabalho dessa enfermeira é marcado pela luta por partos mais humanizados e o retorno à época em que se nascia em casa, com a presença de uma parteira e de algumas outras mulheres que já haviam passado pela experiência de parir.

Maria Clara é obstetriz, uma espécie de "parteira da atualidade". Com curso superior em enfermagem e habilitação em obstetrícia, profissionais como ela se dedicam à tarefa de afastar dos hospitais as mulheres em trabalho de parto, oferecer conforto, amenizar a dor e possibilitar que a chegada de uma nova vida ao mundo seja uma experiência da qual a mulher é a protagonista. "Uma cesariana não tem a mesma força que arrepia a gente. É um ato em que a mulher não sente, se torna passiva diante da ação de um médico.

Gravidez não é doença para ser assunto de hospital", defende. Mãe de dois filhos, Maria Clara ajuda a promover uma experiência pela qual não pôde passar: suas gestações foram de risco, motivo que a obrigou à cesárea.Depois de uma carreira em que realizou uma série de partos domiciliares, Maria Clara se dedica à formação de novos profissionais. Ela é professora no curso de enfermagem na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Na defesa do parto em casa, a obstetriz também ajuda a diminuir um dos índices mais alarmantes da saúde no Brasil: a quantidade de cesáreas realizadas todos os anos representa 90% do número total de partos feitos no País, quando a Organização Mundial da Saúde (OMS) indica como ideal entre 15% e 20%. Sem o interesse de substituir o médico e com a consciência de que, em casos com complicações, a única saída é apelar para o bisturi, a obstetriz acompanha os exames feitos pelos médicos e a gravidez desde o início. "A verdadeira preparação para o parto deve mostrar à mulher que ela é capaz e afastar dela o medo da dor e do sofrimento, causa de tanta gente não viver a experiência de dar à luz naturalmente.

"ExperiênciaA médica neonatologista Ana Paula Caldas Machado tem três filhos. Na primeira gestação, há sete anos, ela tentou ter um parto natural num hospital, mas teve complicações e foi preciso recorrer à cesárea. "Me senti frustrada e resolvi pesquisar outras formas de entender o parto. De início, achei que essa história de ter filhos em casa era maluquice, mas resolvi tentar. Geralmente, os médicos têm pressa e induzem à cesárea, alegando riscos e desculpas como pouco líquido, bacia pequena, falta de dilatação. Hoje, sei que não existe mulher que não dilata, há falta de paciência", enfatiza.

Ao engravidar pela segunda vez, Ana Paula contratou uma obstetriz de São Paulo, Vilma Nischi, para ser a responsável por ajudá-la a trazer ao mundo a garotinha Lis, hoje com 3 anos."Quando submetida à cesárea, a mulher fica completamente dissociada do que está acontecendo. Você não sente nada. No parto natural, principalmente se for em casa, a mãe é a dona da situação. Quando ela consegue transpor o limite da dor, se sente poderosa e realizada como mulher." Se estivesse num hospital, Ana Paula tem a certeza de que os médicos teriam optado pela cesariana. Foram quase 30 horas de trabalho de parto, sempre com Vilma ao seu lado.

Para amenizar a dor, entraram as estratégias das obstetrizes e das doulas, acompanhantes das parturientes (palavra que substitui a tradicional "paciente", usada por boa parte dos médicos)."A mulher muda de posição, toma banhos, recebe massagens. Nossa função é respeitar a intimidade e monitorar se ela ou o bebê correm algum risco e, se for o caso, correr para o hospital", explica Vilma, que já realizou 128 partos domiciliares desde 2002, a maioria em mulheres com curso superior e de classe média-alta. Paulistana, ela atua na Capital, em Campinas e em Sorocaba. O custo desse tipo de parto fica em torno de R$ 3 mil, valor próximo ao cobrado por médicos para uma cesárea, sem as despesas de hospital.

Há dois meses, quando Raul, seu terceiro filho, nasceu, Ana Paula repetiu a experiência e estava com o bebê nos braços depois de três horas. "O pós-operatório da cesárea também é muito pior. A mulher precisa cuidar da cirurgia e do recém-nascido."DorNa Holanda, campeã dos partos domiciliares, 35% dos bebês nascem em casa e a taxa de cesárea é menor que 10%. Por lá, também proliferam os cursos de preparação para o parto natural, que têm o objetivo de mostrar à mulher que este é um processo mais doloroso, mas compensador. "Nos hospitais, a mãe não está num lugar propício para um momento tão íntimo. Há uma profusão de luzes, corre-corre, ela fica ao lado de outras mulheres que não conhece.
Médicos e enfermeiros a estimulam a fazer força, sem respeitar o tempo e o desejo", ressalta Maria Clara, que também defende o uso mais racional da anestesia peridural. "Mais do que tirar a dor, é uma forma de roubar da mulher a experiência completa de virar mãe. Ela faz força simplesmente porque lhe pedem, sem sentir nada."Como mãe e médica, Ana Paula também ressalta que, para o bebê, há muito mais vantagens num parto natural. "A passagem pela vagina faz com que o recém-nascido se comprima e isso retira toda a secreção que existir no pulmão. O risco de infecções também é mínimo.

Na cesárea, além de não escolher em que hora vai nascer, a criança tem 30 segundos para se adaptar ao novo jeito de respirar fora do útero."Antes de dar à luz em casa, Maria Clara explica que é necessário uma avaliação das condições da mulher e do bebê. "Se a parturiente já tiver feito duas cesáreas, o parto natural não é indicado, pois o útero está mais frágil e pode romper com a força que ela fará. O tamanho do bebê e da bacia da mãe também precisam ser verificados, assim como a possibilidade de um encaminhamento imediato para um hospital no caso de complicações.

"Doula ajuda as mulheres a superarem dor e dúvidaUma mulher para servir. Esse é o significado original, no grego, para a palavra doula, profissão da uruguaia Lucía Caldeyro, há 35 anos no Brasil. Ela é como as antigas acompanhantes das mulheres que tinham os filhos em casa no tempo das parteiras sem formação universitária. No vocabulário dessas novas profissionais, servir é o mesmo que orientar o casal sobre o que esperar do parto, ajudar a mulher a encontrar a melhor posição para dar à luz e sugerir estratégias naturais, como banhos, massagens e relaxamentos que aliviem a dor.

A função surgiu nos Estados Unidos, depois de uma pesquisa na década de 70 que provou que partos com acompanhantes eram mais rápidos e fáceis.Com 26 anos de profissão, Lucía começou como voluntária no Centro de Apoio à Saúde Integral da Mulher (Caism), da Unicamp, num grupo de parto alternativo. "O trabalho da doula começa junto com a gravidez. Mesmo depois que o bebê nasce, ela visita a família, transmite informações sobre amamentação e tira dúvidas da mãe, principalmente daquelas que têm o primeiro filho."Entre os instrumentos que ela leva aos partos que acompanha, estão bolas utilizadas por fisioterapeutas e bambolês.

"O parto é algo natural como a digestão. Por isso, ninguém precisa ensiná-lo à mulher. Mas há fatores que atrapalham. Nossa função é auxiliá-la a ter um parto tranqüilo e seguro." Na América do Norte, já existem cerca de 12 mil doulas. No Brasil, não há estimativas do número dessas profissionais.Lucía teve quatro filhos, todos naturalmente. No último, ficou apenas 15 minutos com contrações. "Resolvi ser doula para ajudar mulheres a ter experiências tão boas como as minhas, desde a primeira gestação." O alívio da dor, conseguido por meio de mudança de posição, tem uma justificativa na anatomia. Segundo a obstetriz Maria Clara Amaral, na posição ginecológica, em que a maioria dos partos é feita, a mulher sente maior desconforto porque uma veia chamada cava, localizada entre o útero e a coluna, é comprimida pelo peso do bebê. "Além disso, a mulher se sente muito vulnerável nesse posição. Ela deve escolher como quer ter o filho."»

Fonte:Cosmo Online

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Ser pai ...

Confidências ...

É com grande expectativa que aguardo o momento de conhecer o nosso bebé. Não penso muito no que o bebé me vai trazer mas mais aquilo que eu lhe posso dar. Apenas gostava de ser o melhor pai possível.

Estou certo que todos os futuros papás terão também preocupações mais práticas e a mais curto prazo, como o providenciar que todas as necessidades de conforto da mãe e do bebé sejam satisfeitas. Nesse sentido, eu também tenho essas preocupações mais terrenas que envolvem aspectos financeiros e de logística. Pois porque o orçamento, os horários e disponibilidade de tempo vão sofrer várias alterações e restrições.

A prioridade será o bebé, mas sem descuidar outros itens também importantes que envolverão a mãe, e o seu acompanhamento pré e pós parto.

Assim sendo "aconselho" a quem passa agora por esta fase a começar a olhar para o Orçamento Familiar, a definir em conjunto com a companheira o que é superfluo, e quais as prioridades.
Estou certo de que com um pouco de esforço, engenho e criatividade se conseguirá encontrar um ponto de equilibrio para que todas as necessidades sejam satisfeitas.

A dificuldade de amamentar (II) por Silas A. Rosa


«No artigo anterior enfatizamos a necessidade de se iniciar o processo de alimentação do bebê oferecendo como primeira e única opção a mama. Falamos também de um período de adaptação da dupla mãe-filho de quinze dias em que é preciso paciência e persistência, resistindo a todas as “tentações” de facilitar a vida, oferecendo outro leite ou chupeta.

Se neste período, como também após ele, por alguma razão cessar, circunstancialmente, a liberação do leite, é preferível que a criança passe algumas horas de fome a receber mamadeira. Repetimos: a primeira mamadeira é quase sempre o início precoce de um processo de desmame.
Digo sempre às mães que estão iniciando o processo de lactação que a decisão de adotar a amamentação exclusiva dos bebês no primeiro semestre da vida é o primeiro e mais importante passo para a felicidade deles.

Afirmava, no passado, que o primeiro passo, na verdade, era a decisão de se ter parto normal, mas neste quesito eu fui vencido pela evolução dos fatos. Infelizmente, a Assistência Médica, como qualquer instituição humana, é ela mesma e suas circunstâncias. Falar em parto normal, isto é, parto vaginal, é clamar no deserto. Os obstetras que comigo trabalham e que conhecem meu passado em defesa do parto normal, dizem que hoje parto normal é a cesariana, devendo se denominar o parto outrora normal de parto vaginal.

No entanto, nas maternidades públicas a freqüência de partos vaginais continua sendo superior a dos partos cesarianos. Como sou otimista, ainda espero que no futuro haja um movimento para reverter esta preferência pelas cesarianas, observada nas maternidades particulares.
Esta decisão pela amamentação exclusiva, entretanto, não é fácil. Os bebês que mamam exclusivamente leite materno inicialmente dão mais trabalho que os alimentados com mamadeiras.

Os bebês em aleitamento materno “toda hora” querem mamar, enquanto os alimentados com mamadeira “são uns reloginhos”, mamam de três em três horas. Ademais, os que mamam leite materno ficam muitos minutos sugando e, a seguir, ficam acordados, resmungando, se mexendo e exigindo atenção. Já os da mamadeira mamam e dormem... são uns anjinhos! As mães dos que somente mamam no peito dormem muito menos que as felizardas que resolveram dar mamadeira, porque os bebês amamentados com leite materno acordam muito mais vezes à noite para mamar.

No entanto, tudo isto têm o seu contraponto em favor do aleitamento materno como veremos a seguir.
A proteína principal do leite materno é a lacto-albumina. Esta proteína é de fácil digestão no estômago do bebê e em poucos minutos passa para o intestino, esvaziando o estômago. Como a fome depende em parte da plenitude gástrica estas crianças têm vontade de sugar a intervalos muito menores que os que tomam mamadeira com leite de vaca in natura ou industrializado. A principal proteína do leite de vaca é a caseína, de digestão muito mais difícil e demorada.

O leite de vaca é produto natural para alimentar bezerros que nascem com 33 quilos (e não 3 quilos como os bebês) e que, sendo ruminantes, possuem quatro estômagos (pança, rúmen, barrete e coagulador). Portanto, quando o bebê mama o leite de vaca, mesmo industrializado, com bastante caseína ele tem uma digestão difícil e demorada. É como se o bebê amamentado com leite materno comesse um prato de massas a cada ato alimentar, enquanto o “coitado” do condenado a tomar mamadeira come um prato de feijoada a cada três horas. Por isso este último só mama e dorme... na verdade “não dorme”: “desmaia” como nós, adultos, nos sábados a tarde após a feijoada do almoço.

Sempre digo às mães que o desenvolvimento neuro-psico-motor do bebê decorre de sua atividade em vigília e não das horas “mortas” em que dorme. Daí terem os bebês alimentados somente com leite materno um desenvolvimento melhor que os outros: firmam a cabeça mais cedo, sentam primeiro, engatinham antes, andam e começam a falar com idade menor, em média.

Por estas e outras razões, que ainda vamos expor nos próximos artigos, a opção da amamentação adequada (leite materno exclusivo nos primeiros seis meses e manutenção da amamentação por pelo menos mais um ano e meio depois) embora exija mais da mãe acaba compensando, principalmente se o foco da análise for o futuro dos bebês.

Fonte: Silas Rosa
Autor: Silas Rosa »

Fonte:Rondonotícias

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Exposição hormonal no útero pode ser causa de anorexia


«Estudo britânico acredita que a doença pode surgir devido a uma forte exposição hormonal dentro do útero

A pesquisa foi efectuada por investigadores da Universidade de Sussex, afirmando que uma produção elevada de estrogénio pelas mães pode afectar a estrutura cerebral do bebé, tornando-o mais susceptível de vir a desenvolver um distúrbio alimentar.

Baseando-se nos registos de gestações de milhares de gémeos suecos guardados numa base de dados, os investigadores descobriram que o risco de anorexia era superior nas gémeas comparativamente com os gémeos, algo que não causou surpresa, já que a doença manifesta-se mais entre as raparigas.

Segundo os cientistas, o facto é fácil de explicar já que o estrogénio é necessário para o desenvolvimento do feto feminino, mas uma grande produção da hormona pode afectar a estrutura do cérebro.

Os investigadores mostraram-se surpreendidos com os resultados da análise de casais de gémeos, descobrindo que os rapazes que nasceram com as raparigas tiveram uma probabilidade 10 vezes superior de vir a sofrer da doença.

"Sabemos que o estrogénio e outras hormonas têm um grande efeito no organismo, e parece que existiu uma grande produção de estrogénio pelas mães em alguns dos casos analisados", afirmou Marco Procopio, um dos especialistas envolvidos na pesquisa.
"O estudo prova que existe uma causa genética para a doença", acrescentou o investigador, contestando a teoria de que as raparigas são mais vulneráveis à anorexia por influência das imagens de modelos que são muito magras.

O especialista acredita que futuramente será possível acompanhar as gestações por forma a evitar que as mães produzam estrogénio em excesso.

Pedro Santos»

Fonte: Farmácia.com.pt
Link: http://www.farmacia.com.pt/index.php?name=News&file=article&sid=5301

Novos Eventos



"Barrigas de Amor"

Podem consultar os novos eventos em http://eventos-gravidez.blogspot.com/ ou carregando no menu em cima.

Quebra da natalidade deve-se muito à entrada da mulher no mundo do trabalho


«Está difícil nascer em Portugal. Especialistas apontam a entrada da mulher no mundo do trabalho, falta de incentivos fiscais e gastos com educação como principais causas da crise na natalidade.

Comparar os dados relacionados com os nascimentos em Portugal antes de 1974 com os actuais leva a uma pergunta comum: "São dados do mesmo país?". A discrepância é acentuada e a especialista na área de natalidade e demografia, Ana Aroso, explica algumas razões que levam as mulheres e os casais de hoje a não terem mais filhos.

Até há trinta anos atrás, a idade preferida para um casal ter o primeiro filho situava-se entre os 20 e os 24 anos. Nos últimos anos, ser mãe ou pai tem-se tornado um objectivo cada vez mais tardio e, segundo estudos actuais, é possível verificar que, em média, os casais têm o primeiro filho entre os 30 e os 34 anos.

E a crise acentua-se de ano para ano. Prova disso são os números de 2005 e 2006. Em 2005, nasceram em Portugal 105 mil crianças, enquanto em 2006 nasceram apenas 101 mil - um decréscimo de quatro mil nascimentos.
Num estudo da Associação Portuguesa de Demografia são apontados os cinco factores decisivos para esta crise demográfica. O principal motivo é a entrada da mulher no mundo do trabalho, com a consequente falta de tempo para tomar conta de um filho.

Os factores que se seguem na lista são a "dedicação à vida profissional, que leva a uma maior falta de tempo", "a falta de incentivos fiscais por parte do Governo e de grande parte das autarquias e que provem que ter um filho não significa, obrigatoriamente, ter encargos excessivos", "os preços altos das creches e o pagamento de várias taxas para dar aos filhos actividades suplementares" e "a falta de espaço que grande parte dos casais enfrenta ao adquirir casa antes de pensar no processo de paternidade".

Actualmente a média de filhos por casal é de apenas 1,38, mas Ana Aroso relembra que para assegurar o processo de substituição das gerações era necessário que essa média atingisse os dois filhos por casal. Uma fasquia que parece difícil de alcançar, mas que o Governo pretende atingir no decorrer da próxima década.»

Fonte:Jornalismo Porto Net

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Registo de bebés já é feito em 20 hospitais


«Projecto remonta a 2000, mas foi abandonado e só regressou este ano

Milhares de pais deixaram este ano de ir obrigatoriamente à Conservatória do Registo Civil para registar os filhos, devido à implementação do projecto Nascer Cidadão em 20 unidades hospitalares do País.Segundo o Ministério da Justiça (que, a par da tutela da Saúde e da Solidariedade Social, coordena o projecto), desde a entrada em funcionamento do serviço, em Março de 2007, e até 11 de Outubro de 2007, foram efectuados 12 874 registos de crianças em serviços de obstetrícia de hospitais ou maternidades, apesar de não existir qualquer obrigatoriedade.

Este número representa 23% do total de registos de nascimento que são efectuados nas Conservatórias do Registo Civil.O projecto remonta ao ano 2000, mas acabou por ser abandonado, regressando este ano no âmbito do Simplex. Começou por ser implementado nas maternidades Júlio Diniz (Porto), Bissaya Barreto (Coimbra) e Alfredo da Costa (Lisboa), assim como nos hospitais Garcia de Orta (Almada) e de Faro.

Estas cinco unidades representam 23% dos nascimentos anuais no Sistema Nacional de Saúde (SNS). A segunda fase contemplou a introdução do serviço, até Setembro, em mais seis unidades e, desde Outubro, está a ser alargado aos hospitais Fernando Fonseca (Amadora), Sousa Martins (Guarda), Santo André (Leiria), Dona Estefânia (Lisboa), Pedro Hispano (Matosinhos), São Sebastião (Santa Maria da Feira), Vila Nova de Gaia e Centro Hospitalar do Alto Minho (Viana do Castelo).

Este último cobre os dez concelhos do distrito, bem como Barcelos e Esposende (Braga), num total anual superior a 1500 partos.No projecto Nascer Cidadão, o registo de nascimento é feito sem custos para os pais, por um funcionário da Conservatória com acesso à aplicação informática do Registo Civil e colocado em determinados horários nos serviços de obstetrícia. Os pais escolhem no máximo dois nomes próprios e quatro apelidos para o filho, bem como a naturalidade, que tanto pode ser a freguesia do concelho da unidade de saúde como a da residência da mãe.

O registo tem efeitos imediatos e os pais recebem um comprovativo.Com 20 unidades cobertas por este serviço, está agora previsto o "progressivo alargamento" a todos os distritos do País e já com duas novas componentes. Para além do registo, o sistema informático passará a enviar informação sobre o nascimento, por via electrónica e em separado, à Segurança Social e ao SNS.»

Fonte:Diário de Notícias

Governo e autarquias tentam resolver problemas da natalidade com incentivos


«Obstreta Ana Aroso diz que são medidas redutoras e que não abrangem grande parte das famílias.
O Governo e algumas autarquias estão a tentar criar incentivos que levem os jovens a encarar a paternidade com maior optimismo.

Algumas das medidas já foram anunciadas pelo executivo governamental, que promete criar mais incentivos à natalidade até 2009, altura em que se realizam as próximas eleições legislativas.

O abono de família começará a ser pago a partir do terceiro mês da gravidez e não apenas a partir do nascimento do bebé. Para incentivar os pais a terem mais que um filho foi ainda criado um novo incentivo, que passa por dobrar o abono a partir do nascimento do segundo filho.

Mesmo assim, estas medidas parecem insuficientes e não convencem Ana Aroso, obstetra, que considera que estas são medidas redutoras e que não abrangem uma grande parte das famílias - as menos pobres e que "têm maiores objectivos profissionais", por tendência aquelas que controlam mais a natalidade.

Também os homens são visados pelas medidas do Governo. O pai começa a ter mais tempo para acompanhar os primeiros dias de vida da criança e para dividir a licença de paternidade com a mãe. Ainda assim, comparar o tempo de licença de maternidade em Portugal com esse mesmo tempo em grande parte dos outros países europeus deixa a nu o longo caminho que os portugueses ainda têm que percorrer.

Um pouco por todo o país, começam a aparecer vários municípios que propõem a oferta de subsídios e condições especiais aos casais jovens que se fixem e levem em frente o desafio da natalidade no concelho. Uma medida que apareceu, primeiramente, nos concelhos de Óbidos e Ourém, mas que tem ganho adeptos, especialmente no interior do país.

Ana Aroso não tem dúvidas de que esse é um desafio interessante para os mais jovens, mas diz que têm que ser criadas condições - aquelas "que já ninguém prescinde: uma boa escola, um bom hospital, um bom emprego" - para que os casais se possam fixar com total conforto em concelhos mais pequenos.»

Fonte:Jornalismo Porto Net

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Cesariana natural” ameniza experiência traumática para mãe e bebé

«Cirurgia praticada no hospital Queen Charlotte de Londres

O hospital Queen Charlotte, em Londres, adoptou o que chama de "cesarianas naturais" para tornar este tipo de cirurgia menos traumática para mães e bebés. O procedimento permite que os pais vejam a criança sair da barriga da mãe, como acontece no parto normal.

Nas cesarianas tradicionais, a mãe só vê a parte de cima de seu corpo. Por trás de uma cortina de protecção, o bebé é retirado rapidamente depois de feito o corte. Na “cesariana natural” praticada no hospital, mãe e pai podem assistir ao nascimento do seu filho, um minuto após colocar a cabeça fora da barriga da mãe.

Os médicos demoram, em situações simples, apenas três minutos para completar a intervenção. Depois de nascer, o bebé é imediatamente colocado nos braços da mãe. Segundo os especialistas, o procedimento ameniza a experiência traumática de uma cirurgia invasiva como a cesariana. Em declarações à BBC, a directoria do Queen Charlotte refere que a "cesariana natural" tem vindo a tornar-se um procedimento estabelecido no hospital.

ALERT Life Sciences Computing, S.A.»

Fonte:Médicos na internet
Link:http://www.mni.pt/destaques/cod=10187&cor=azul&MNI=0471ea156f4a2928de61ab751c099b1e

Vacinação e práticas higiénicas durante o parto previnem tétano


«Proporcionar às crianças um melhor começo de vida é uma das prioridades da UNICEF, pelo que o combate ao tétano materno e neonatal é, há muito, uma componente importante do trabalho que é levado a cabo em mais de 150 países em desenvolvimento.

O acordo de colaboração entre a Unicef e a Dodot visa contribuir para este esforço através de uma campanha de recolha de fundos que reverterá para o programa de vacinação contra o tétano materno e neonatal.Nas zonas rurais dos países em desenvolvimento, a maioria dos bebés infectados pelo tétano acabam por morrer.

Mesmo nos locais onde os recém-nascidos têm a oportunidade de ser tratados, o tétano é fatal em mais de 70% dos casos.“A eliminação do tétano neonatal está ao nosso alcance: a solução é a prevenção através da vacinação e de práticas higiénicas durante o parto”, declara Madalena Cotta, da Unicef Portugal.

“Um recém-nascido pode contrair a infecção durante o parto, como por exemplo, devido ao corte do cordão umbilical com instrumentos não esterilizados, pelo contacto de mãos sujas ou pelo uso de gazes contaminadas. De igual modo, as mães correm risco de infecção durante o parto se este se realizar sem condições de segurança ou de higiene”.

“A Organização Mundial de Saúde recomenda duas doses de vacina para mulheres grávidas, como parte dos cuidados pré-natais de rotina, e três doses para todas as mulheres em idade fértil. As três doses protegem as mulheres durante 15 anos, sendo a sua imunidade extensiva aos seus bebés durante os primeiros meses de vida”, acrescenta Madalena Cotta.

A nível global, o tétano é responsável por mais de um milhão de mortes anuais e é, frequentemente, um problema em países com índices muito baixos de imunização, bem como em países em guerra ou abalados por tensões sociais. Dos 9.7 milhões de crianças que morrem todos os anos, 3.1 milhões vivem no Sul da Ásia e 4.8 milhões na África subsariana.

Em apenas oito países, ocorrem 73% das mortes neonatais causadas pelo tétano: Bangladesh, China, Etiópia, Índia, Nigéria, Paquistão, República Democrática do Congo e Somália. »

Fonte:farmacia.com.pt

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Novos eventos




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USF de Arcos de Valdevez entrou hoje em funcionamento


«A Unidade de Saúde Familiar (USF) de Arcos de Valdevez, que vai servir perto de 13500 utentes, entrou hoje em funcionamento, com oito médicos e nove enfermeiros, informou hoje a coordenadora da estrutura.

Belmira Reis disse à Lusa que a USF, instalada no edifício do Centro de Saúde de Arcos de Valdevez, vai absorver os cerca de 1200 utentes do concelho que até aqui não tinham médico de família.

«Esta USF vai ficar responsável por mais de 50 por cento da população de Arcos de Valdevez, um concelho que, assim, deixa de ter utentes sem médicos de família», frisou a responsável.

A USF de Arcos de Valdevez funciona de segunda a sexta-feira, entre as 08:00 e as 20:00, e nela estão incluídos os serviços da carteira básica preconizada actualmente e adequada às características da população.

Vigilância, promoção da saúde e prevenção da doença nas diversas fases da vida, desde o recém-nascido ao idoso, saúde da mulher, cuidados em situação de doença aguda, acompanhamento clínico das situações de doença crónica e patologia múltipla e cuidados no domicílio são algumas das valências da USF.

Integrará e colaborará, segundo a responsável, em rede com outros serviços, sectores e níveis de diferenciação, numa perspectiva de «gestor de saúde» do cidadão.

A USF de Arcos de Valdevez propõe ainda, em carteira adicional, a Consulta de Úlcera de Perna - Terapia Compressiva e a Consulta de Hipocoagulação.

Diário Digital / Lusa»

Fonte: Diário Digital
Link:http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=62&id_news=311104

Aborto aumenta risco de partos prematuros

«As mulheres que tenham sofrido abortos, espontâneos ou provocados, têm uma probabilidade acrescida de dar à luz bebés prematuros ou com peso a menos, segundo um estudo de uma equipa de médicos de saúde pública, da Virginia Commonwealth University, nos Estados Unidos.

A ocorrência de um aborto aumenta em quase três vezes o risco de um próximo bebé nascer com menos de 2,5 quilos . O problema é que o défice de peso está fortemente relacionado com a mortalidade na primeira semana de vida ou durante a infância.

Os riscos crescem substancialmente para s mulheres que tenham sofrido várias interrupções da gravidez ou abortos, embora o estudo não descrimine se o risco é maior ou menor para as situações espontâneas ou provocadas. Até aqui, os investigadores não tinham conseguido encontrar um padrão consistente entre o aborto e os riscos para uma futura gestação.

Enquanto alguns estudos apontavam para um risco acrescido, outros não alinhavam nessa direcção.As conclusões agora apuradas pela equipa daquela universidade americana foram apuradas a partir da observação dos pormenores de mais de 45 mil nascimentos. Os registos de nascimento foram relacionados com o historial médico das mães, mas não discriminaram os abortos espontâneos dos voluntários.

Os dados foram ainda comparados com registos de nascimento compreendidos no período entre 1959-66, quando o aborto era muito menos comum do que actualmente e as mulheres eram muito mais relutantes em admitir que o tivessem feito.Os resultados - publicados no Journal of Epidemology and Community Health - demonstram que é mais provável que o aborto esteja ligado a bebés com baixo peso do que a partos prematuros.

Mesmo depois de ajustados outros factores, como o consumo de tabaco, tensão alta ou consumo excessivo de álcool, os resultados mantiveram-se consistentes. O tabagismo está fortemente relacionado com o baixo peso, mas não com os partos prematuros. Uma das explicações prováveis para os efeitos dos abortos nos futuros bebés é o facto de a ocorrência de infecções no útero poderem abrandar o crescimento dos fetos.

Os autores do estudo, coordenado por Tilahun Adera, dizem que embora este seja o maior estudo alguma vez feito nos Estados Unidos sobre esta temática, tem uma limitação, que é o facto de não se poder distinguir os efeitos dos abortos espontâneos daqueles que foram provocados, pela dificuldade em obter essa informação das mulheres.»

Fonte:Diário de Notícias
Link:http://dn.sapo.pt/2007/12/24/sociedade/aborto_aumenta_risco_partos_prematur.html

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Confirmada relação entre bebês prematuros e ausência de pré-natal


«Um estudo feito por pesquisadores da Universidade de São Paulo apontou que a ausência de tratamento pré-natal, a internação materna e a presença de doenças durante a gestação (com destaque para a hipertensão e as infeções gênito-urinárias) e idade materna superior ou igual a 35 anos constituem fatores de risco associados ao nascimento de bebês de muito baixo peso ou prematuros em população de baixa renda.

A pesquisa foi publicada na edição de dezembro da revista Cadernos de saúde pública da Fiocruz.
Para fazer a análise, os pesquisadores observaram 200 casos de recém-nascidos com peso entre 500 e 1.499 gramas e, como grupo de controle, 400 bebês nascidos com entre três mil e 3.999g. O local escolhido foi o Hospital Geral de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, que atende exclusivamente pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).

Caxias do Sul foi escolhida por apresentar, em 2003, uma freqüência de 1,6% de recém-nascidos de peso muito baixo, sendo estes os responsáveis por 42% de todos os óbitos infantis da cidade. Os nascimentos verificados pelo estudo ocorreram entre os anos 1998 e 2004.
Das crianças verificadas, 45% dos recém-nascidos de muito baixo peso foram classificados como pequenos para a idade gestacional.

A mortalidade desses bebês que se encontravam abaixo de mil gramas foi de 68,8%. Os do que apresentavam peso superior a mil gramas foi de 16,5%. “A principal causa básica de óbito dos recém-nascidos de muito baixo peso foi a hipertensão materna (35,3%) e como causa imediata de óbito predominou a infecção (52,3%)”, afirmam os pesquisadores.

Eles destacam que a hipertensão materna foi a principal causa clínica do desencadeamento de partos prematuros e chamaram atenção para o grande número de casos de mães com sífilis, toxoplasmose e Aids em ambos os grupos avaliados. “Essas podem ser evitadas ou ter os seus efeitos minimizados por meio de uma maior freqüência ao pré-natal e de acompanhamento qualificado à gestante de risco”.

Eles também comentam que as mães dos recém-nascidos de muito baixo peso fizeram, em média, quatro consultas pré-natais, enquanto as dos bebês do grupo de controle fizeram cerca de 6,5. “Ao analisar o número de gestantes com que não fizeram nenhuma consulta pré-natal, observou-se que 18,5% das mães dos recém-nascidos de muito baixo peso estavam nessa situação em comparação com apenas 3,3% das mães do grupo de controle”, explicam.

“Essa diferença foi estatisticamente significante, mostrando que a ausência de pré-natal está fortemente associada ao nascimento de recém-nascidos de muito baixo peso”. Quanto à idade das mães, as gestantes com 35 anos ou mais apresentaram associação com o baixo peso das crianças (principalmente aquelas que já tinham um filho anterior nascido com o problema), enquanto as adolescentes não constituíram nenhum fator de risco.»

Link:Correio da Bahia
Fonte:http://www.correiodabahia.com.br/aquisalvador/noticia.asp?codigo=144278

Recolha de bens para bebés de famílias carenciadas


«A iniciativa é da associação ‘A Bogalha’ e aguarda a colaboração da sociedade civil.

A Associação Juvenil ‘A Bogalha’, em S. Victor, está a promover uma angariação de bens que reverte a favor de bebés oriundos de famílias carenciadas.A iniciativa, que está a decorrer na sede e nas instalações da creche da instituição de solidariedade social, tem em vista os bebés que nascem no Hospital de S. Marcos.

De acordo com a informação veiculada pela instituição, o objectivo é angariar roupas, fraldas, calçado, biberons, chupetas, tetinas, brinquedos e outros bens não perecíveis, como forma de minimizar as limitações financeiras das famílias.

Esta campanha, que já está em curso há alguns dias, irá prolongar-se por todo o ano de 2008.Quem estiver interessado em colaborar basta dirigir-se à ‘Bogalha’ e depositar os bens que quiser oferecer.Entretanto, durante estas férias natalícias, a ‘Bogalha’ está a promover um programa especial para responder a solicitações dos pais.

“São vários os pedidos de pais que não têm onde deixar os filhos nos períodos de interrupções lectivas”, justificam os responsáveis.»

Fonte: Correio do Minho

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Bom Natal


Um Bom Natal a todos...

Novos Espaços


Nome do blog/site - Aqui há bebé!

Nome da Autora - Sofia Carvalho, Mãe, Doula, Educadora Perinatal e Conselheira em Aleitamento Materno

Objectivo/Essência da existência do blog/site - Este blog destina-se, essencialmente, à divulgação do meu trabalho e pretende ser um espaço, sobretudo de esclarecimento. O meu grande objectivo é ajudar as mães e os pais a terem acesso a informação actualizada e credível para poderem fazer escolhas conscientes no que diz respeito à maternidade. Regularmente serão lançados textos, notícias, dicas ou discussões sobre temáticas relacionadas com gravidez, parto, pós-parto, amamentação e puericultura.

Endereço - http://aquihabebe.blogspot.com/

Mail - aquihabebe@gmail.com

Observações - Trabalho como Doula durante a gravidez, no parto e no pós-parto no seu global ou apenas numa destas fases (por exemplo, uma recém mamã pode requerer os meus serviços apenas no pós parto para a ajudar com a amamentação). Presto apoio a grávidas e recém mamãs em Lisboa e na linha de Sintra.

Higiene oral nas crianças


«Concluído mais um ano do Programa Nacional de Saúde Oral, verifica-se que algumas crianças participantes apresentam um preocupante baixo nível de saúde oral, algo que mais tarde se reflectirá não apenas na sua auto-estima, com a perda precoce dos dentes, mas também na sua saúde, já que alguns problemas de saúde geral podem ser reflexo da saúde oral, ou falta dela.

É importante ter a noção de que os bons cuidados orais começam desde bebé, e que certos factores influenciam os dentes, mesmo antes de estes nascerem, como por exemplo determinados antibióticos (tetraciclinas) que podem causar descoloração ou manchas nos dentes, razão pela qual não deve ser usada durante a gravidez.

Como cuidar dos dentes do seu bebé?
A erupção dos dentes faz com que as gengivas estejam mais sensíveis, razão pela qual podem ser massajadas com o dedo ou uma compressa molhada. Os primeiros dentes nascem por volta dos seis meses de vida do bebé, e como tal, deverão ser sujeitos aos procedimentos normais de higiene, como a escovagem.

É importante estar ao lado do seu filho, no momento da escovagem, até aos 6-7 anos de idade, de forma a ensinar a técnica correcta, perdendo para isso o tempo que for necessário.Existem no entanto alguns cuidados especiais a ter com o seu bebé nesta altura, nomeadamente a prevenção de cáries de mamadeira, e as tomas adequadas de flúor.

Cáries de biberão
Este tipo de cáries são provocadas pela exposição a líquidos que contém açúcar, como o leite ou as papas pré-preparadas existentes no mercado. Estas substâncias acumulam-se em redor dos dentes, e provocam cáries, primeiro nos dentes anteriores, razão pela qual nunca se deve deixar adormecer um bebé com biberão. Após a amamentação ou alimentação os dentes do seu bebé deverão ser limpos com uma gaze ou pano molhado.

Flúor
O flúor é benéfico, mesmo antes da erupção dentária, pois fortalece os dentes, enquanto estes se desenvolvem. Deverá consultar o seu dentista ou pediatra para avaliar a necessidade de dar ao seu bebé um suplemento de flúor.

Como Cuidar dos dentes das crianças
É importante ensinar bons hábitos de higiene oral logo desde o início da vida do seu filho, isto significa ajuda-lo e ensina-lo a lavar os dentes, e incentiva-lo a ir ao dentista, isto porque o acompanhamento desde cedo por parte de um dentista permite avaliar o desenvolvimento dos dentes do seu filho, e detectar precocemente eventuais problemas, tornando-os mais fáceis de resolver.

Reforce sempre a ideia de que ir ao dentista deve ser um hábito, pois ao transmitir esta atitude ao seu filho estará a estimula-lo a ir regularmente, o que previne muitos problemas.

Chupar no dedo
Este reflexo é normal, mas pode provocar alterações no desenvolvimento da boca, afectando a posição dos dentes, sendo que este hábito normalmente resulta numa inclinação dos dentes anteriores para a frente. Para além deste, existem outros problemas, como um maior número de cáries, dentes com maior desgaste e problemas articulares.

A chupeta, se usada prolongadamente e após a erupção dos dentes definitivos pode provocar o mesmo tipo de situações. Este problema pode ser contornado, colocando um medicamento com sabor amargo no dedo ou na chupeta.

Selantes
O selante é uma película de resina que é colocada sobre os dentes posteriores, nos sulcos e ranhuras, onde geralmente se formam as cáries. A sua aplicação é indolor, e cria uma barreira eficaz contra as cáries, tornando estes dentes mais fáceis de higienizar, e libertando flúor.O cuidado com a higiene oral desde pequeno, é um investimento que resultará em benefícios para o resto da vida do seu filho, e deve ser estimulado de forma a garantir um sorriso brilhante e saudável.»

Fonte:Oeste online
Link:http://www.oesteonline.pt/noticias/noticia.asp?nid=17868

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Vacina contra o cancro do colo do útero já em 2008


« A vacina contra o cancro do colo do útero vai ser colocada à venda em 2008. As jovens com 13 anos vão ser as primeiras a ser abrangidas.
A Direcção-Geral de Saúde (DGS) está a desenvolver medidas na área da prevenção com o objectivo de evitar o cancro do colo do útero.

No sentido de prevenir o aparecimento da infecção vai ser colocada à venda em 2008 a vacina contra esta patologia e as jovens com 13 anos vão ser as primeiras a ser abrangidas. Com a finalidade de identificar infectados está a ser efectuado o levantamento de casos, de que é exemplo o programa do rastreio do cancro do colo do útero na região Alentejo, que é lançado hoje em Évora.

"A vacina contra o cancro do colo do útero deve ser ministrada", segundo Conceição Margalha, da Administração Regional de Saúde do Alentejo (ARS Alentejo), "antes da jovem iniciar a vida sexual activa, no sentido de prevenir a infecção". Esclareceu também que "o programa de vacinação começa pelos 13 anos, idade chave", e que "todas as jovens fora desta faixa etária têm de suportar os custos inerentes à vacina". Acrescentou que "o programa vacinal começa por uma idade chave, mas pode vir a ser alargado, ampliado a outras faixas etárias".

De acordo com as recomendações da Comissão Técnica de Vacinação e da Direcção-Geral de Saúde devem ser vacinadas em 2008 as raparigas nascidas em 1995, em 2009 as que nasceram em 1996, em 2010 as jovens que nasceram em 1997 e entre 2009 e 2011 está ainda previsto vacinar as raparigas que na altura tiveram 17 anos.

A par da vacinação, a DGS lança um programa de rastreio universal para todas as mulheres entre os 30 e os 65 anos. Na região Alentejo o programa de rastreio do colo do útero começa hoje e pode ser efectuado nos distritos de Beja, Portalegre e Évora. O programa envolve os 44 centros de saúde e os hospitais das três capitais de distrito identificadas. »

Fonte:Voz da Planície

Mãe fumante faz bebê sofrer com abstinência, diz estudo


«Sintomas foram detectados em recém-nascidos cujas mães fumaram durante a gravidez
Estudo realizado em Rhode Island, nos Estados Unidos, comprovou que os recém-nascidos sofrem de abstinência quando a mãe fuma durante a gestação.

A pesquisa foi feita com cerca de 50 bebês e suas mães. Metade deles são filhos de mulheres fumantes e a outra, de não fumantes. Os bebês passaram por testes que detectaram sintomas de uma pessoa abstinente de cigarro, quando a mãe usou nicotina durante a gravidez.

Os pediatras avaliaram todas as crianças pesquisadas sem saber quais delas eram filhas de fumantes ou não. Porém, os médicos registraram muitas com sintomas como irritabilidade, excitação e até disfunções neurológicas e visuais. Ao compararem os diagnósticos, ficou claro que os filhos de dependentes de tabaco foram os que mais reuniam esses problemas.

Para que não houvesse dúvida de que o culpado era o cigarro, houve uma investigação minuciosa para saber se as mães, quando gestantes, não usaram outros tipos de drogas ilícitas ou álcool, que também poderiam causar esse mesmo quadro nos bebês.

O Ministério da Saúde brasileiro afirma em sua nova campanha anti-tabagismo que "em gestantes, o uso do tabaco provoca partos prematuros e o nascimento de crianças abaixo do peso normal".

As substâncias químicas do cigarro são levadas ao bebê através da placenta. A nicotina provoca aumento dos batimentos cardíacos do feto, redução de tamanho e peso, problemas neurológicos graves e aumenta as chances de aborto espontâneo. Após o parto, o risco de afetar a criança ainda existe, pois as substâncias químicas são levadas à criança através do leite materno.»

Fonte:Itodas
Link:http://itodas.uol.com.br/portal/final/materia.aspx?canal=588&cod=2229

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Alimentação garante vida saudável na gravidez


«Constantemente diversos mitos relacionados a alimentação durante a gravidez são abordados na mídia, porém é preciso cautela para escolher a dieta correta e não prejudicar o desenvolvimento do feto.

Segundo o nutrólogo Durval Ribas Filho, presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), uma boa alimentação durante a gestação previne a mãe de patologias que podem aparecer a longo prazo. "Cientificamente sabe-se que muitas doenças crônico-degenerativas se iniciam no interior do útero. Existe um termo médico chamado programming que mostra evidências clinicas da desnutrição ou da super-alimentação durante o período gestacional, gerando doenças no adulto", afirma.

O consumo de calorias, vitaminas e minerais deve ser maior entre as mulheres grávidas. Para que o peso não ultrapasse a normalidade, o acréscimo de energia deve ser de apenas 300 Kcal diárias (na média), o que corresponde a dois copos de leite desnatado. "Durante a gestação é preciso encontrar um equilíbrio. Alimentos que são fontes de açúcar, bem como óleos e gorduras, devem ser ingeridos moderadamente. O excesso de sal e de alimentos indigestos como pepino, pimentão, melancia, pimenta, entre outros, devem se evitados. Café e bebidas alcoólicas também não devem ser consumidos", ressalta o nutrólogo.

Para que esse aumento de calorias seja atingido, a gestante deve fazer de seis a oito refeições por dia, dando preferência ao consumo de frutas, legumes e verduras. Um jejum prolongado favorece a formação de corpos cetônicos, as substâncias químicas produzidas pela decomposição das gorduras, quando constituem o único substrato energético da gestante e que pode causar efeitos deletérios para o feto.

No período de formação do bebê, o corpo da mãe utiliza uma parte de líquidos e energia oriundos da alimentação que ajudam no crescimento e na manutenção dos artifícios que protegem o feto, como a placenta e o líquido amniótico. A outra parte da energia fica retida em forma de gordura, localizando-se no abdômen, costas e coxas, sendo utilizada no decorrer da gravidez e do aleitamento. Porém, caso haja um exagero no consumo de calorias, a energia ficará armazenada como gordura localizada.

"A gestante não deve nem pensar em perder peso por estar insatisfeita com os quilinhos a mais, já que as deficiências nutricionais podem interferir na formação e no crescimento do bebê. Todas as vitaminas são importantes no período em que o feto está em desenvolvimento. O ácido fólico, o ferro e o cálcio, por exemplo, são elementos fundamentais para que a gravidez ocorra normalmente", conclui Dr. Ribas.»

Fonte:Guarulhos

Alemanha: natalidade aumenta após 10 anos de regressão


«A taxa de natalidade na Alemanha, em regressão desde 1997, deverá aumentar cerca de um por cento este ano, sobretudo graças ao novo subsídio de paternidade em vigor desde Janeiro.
O subsídio em questão contempla o pagamento de 67% do vencimento líquido do pai ou da mãe, por um período de 12 ou mesmo de 14 meses (se o prazo for dividido pelo casal) num máximo de 1.800 euros e num mínimo de 300 euros mensais.

Esta ajuda estatal já tinha sido requerida por 394 mil progenitores, e foi concedida a 386 mil, entre Janeiro e Setembro, anunciou hoje, em Berlim, a ministra federal da família, Úrsula von der Leyen.

A ministra sublinhou também o facto de 10% dos requerimentos terem sido apresentados pelos pais dos bebés, embora a maior parte dos homens (57,5%) só tenha metido uma licença de dois meses para tratar dos filhos, que ficaram assim a cargo das respectivas mulheres nos restantes 12 meses.

Cerca de 20% dos homens decidiram ficar em casa a mudar fraldas e a beneficiar do subsídio estatal por um período de três a 12 meses, e igual percentagem durante 12 meses, adiantou ainda Úrsula von der Leyen.

A ministra referiu também que a aceitação com que o novo subsídio de paternidade deparou obrigou o governo a aumentar o respectivo orçamento para este ano, de 1.600 milhões de euros, em mais 30 milhões de euros.

«Nos próximos anos, deverão ser investidos 4.000 milhões de euros com a promoção da natalidade, que melhor que podia acontecer ao nosso país», sublinhou a ministra.
Von der Leyen, que é médica de profissão, e tem sete filhos, considerou, porém, que o aumento da taxa da natalidade na Alemanha ainda é apenas «uma planta frágil», dizendo esperar, no entanto, que esta tendência estabilize.

A dirigente democrata-cristã considerou também o facto de os jovens terem voltado a decidir ter filhos «uma fiança» concedida à política, à sociedade e à economia.
Para von der Leyen, a nova lei permitiu sobretudo que o nascimento de um filho não seja um risco financeiro e laboral para os casais ou para as mães solteiras, que também beneficiam do reforço dos apoios estatais.»

Fonte: Diário Digital

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Famílias Numerosas querem “mais tempo” para estar com os filhos

«O que as famílias precisam é de mais tempo para os pais passarem com os filhos. É a reacção do presidente da Associação de Famílias Numerosas ao anúncio de que vão ser criadas 343 novas creches.De recordar que o Primeiro-ministro disse hoje em Famalicão que o Governo vai investir, até 2009, 100 milhões de euros na criação de mais de 340 novas creches.

Fernando Castro considera que esta é uma boa notícia mas não prioritária: “Aquilo que nós em Portugal necessitamos não é tanto de creches mas é que os pais possam ter possibilidade de estar mais tempo com os filhos, como se passa no resto da Europa. Portugal tem das piores estatísticas em termos de presença dos pais junto dos filhos”, disse.

O Primeiro-ministro José Sócrates disse ainda que o Governo está a apoiar 33 mil grávidas e que duplicou ou triplicou o abono de família a 88 mil famílias.Estes são números que deixam satisfeito Fernando Castro.

O presidente da Associação de Famílias Numerosas volta, no entanto, a lamentar que a medida só se aplique até aos três anos de idade dos filhos.»

Fonte:Rádio Renascença
Link:http://www.rr.pt/InformacaoDetalhe.aspx?reaId=23&SubAreaId=79&ContentId=229547

Novo evento



Como já devem ter reparado existe um novo espaço chamado eventos a que podem aceder por o menu em cima ou por http://eventos-gravidez.blogspot.com/

Este será um espaço de divulgação de eventos (concursos, encontros, conferências, cursos, e outros ...).

Está aberto a qualquer interessado só terá que enviar um mail (planeamento.gravidez@gmail.com ) com os seguintes dados:

O titulo da mensagem terá de ser: Eventos Gravidez

Nome do Evento:

Data de Evento:

Localização:

Distrito:

Programação:(se aplicável)

Descrição:

Contactos para inscrição: (se aplicável)

Preçário: (se for gratuito mencionar: gratuito)

Site/blog: (se aplicável)

Mail: (se aplicável)

Logo: (enviar imagem se aplicável)

Sempre que existir um novo evento será dada nota aqui no blog.


O primeiro evento é "Workshop Clube do Pano".

Poderão filtrar os eventos por distrito, mês e por ser ou não gratuito.

Infertilidade pode acontecer após o primeiro filho


«A infertilidade secundária é quando um casal não consegue engravidar ou levar uma gravidez até o final, depois de já ter um filho. "Esse tipo de infertilidade é tão comum quanto a infertilidade primária", afirma Newton Eduardo Busso, ginecologista e obstetra e um dos diretores do Projeto Beta – Medicina Reprodutiva com Responsabilidade Social.

Segundo ele, os mesmos fatores que causam infertilidade primária podem causar a secundária: bloqueio de trompas, endometriose, ovulação pobre, pouca quantidade de espermatozóides ou pouca qualidade dos mesmos, entre outros motivos. O especialista diz que o que pode mudar a infertilidade de um homem, por exemplo, são as infecções, a varicocele e mudança de parceiros.

De acordo com o médico, outro fator agravante é a idade. "A cada ano, as chances de obter uma gestação vão diminuindo", afirma, ressaltando que os tratamentos para infertilidade primária e secundária são os mesmos.
O especialista alerta que pode ser muito frustrante esperar pelo momento certo para ter o segundo filho. "É comum o casal achar que não é infértil pelo fato de já ter concebido anteriormente, mas, infelizmente, isso pode acontecer, sim.

O ideal é que, quando o casal decidir ter outro filho, não esperar mais do que seis meses a um ano para a nova gestação", comenta.
Conforme ele, a luta pela gravidez acaba afetando o lado psicológico dos casais, já que todo o processo de tratamento de infertilidade pode ser muito estressante. "Alguns pais, por exemplo, sentem-se culpados por ser incapazes de dar um irmão ao primeiro filho, finaliza.

Dados apontam que cerca de 15% dos casais enfrentam dificuldades em obter gestação e muitos abandonam os tratamentos devido à falta de condição financeira, além das dificuldades encontradas no sistema público de saúde.»

Fonte:JMOnline

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Natalidade duplica em Vimioso


«Duplicou a natalidade no concelho de Vimioso. Este ano foi registado um acréscimo de nascimentos em cerca de 50% relativamente a 2006. A câmara de Vimioso, foi a primeira do país a criar um incentivo financeiro ao nascimento de crianças atribuindo 500 euros por cada bebé nascido no concelho.

O autarca de Vimioso não vê este incentivo como um contributo para o aumento da natalidade, mas sim como “um prémio para as mães que ainda resistem em viver no concelho de Vimioso” refere José Rodrigues. O autarca espera, nos próximos anos, poder aumentar o valor monetário do incentivo “quando o município tiver mais receitas”.

Na próxima segunda-feira, a câmara vai atribuir os montantes durante a cerimónia de entrega dos prémios do Concurso de Fotografia Bebé do Ano 2007. São 30 crianças que este ano participam no evento que terá também uma sessão de educação subordinada ao tema, “Cuidados de Saúde na 1º Infância”.

500 euros por cada bebé nascido, um incentivo autárquico que se insere no âmbito de uma estratégia de desenvolvimento local levada a cabo pela Câmara Municipal de Vimioso.»

Fonte: Radio Brigantia
Link:http://www.brigantia.net/index.php?option=com_content&task=view&id=3544&Itemid=72

Colo útero: Empresa criou kit de auto-colheita para rastreio

«Uma empresa portuguesa desenvolveu um kit que permite fazer uma auto-colheita para o rastreio do vírus que pode provocar cancro do colo do útero, um aparelho cujos mentores dizem que será acessível a «todas as bolsas».
O projecto, que hoje recebeu em Lisboa o Grande Prémio BES Inovação, pretende ser uma forma para contribuir para aumentar o rastreio ao cancro do colo do útero, tornando-o mais rápido e cómodo.

«Com o nosso kit, qualquer mulher pode em casa fazer uma auto-colheita, obtendo uma amostra escavada de cancro do colo do útero», explicou à agência Lusa Hugo Prazeres, um dos investigadores da Infogene, empresa sedeada em Coimbra.
Como o projecto está a ser submetido a propriedade industrial, o responsável escusou-se a avançar pormenores sobre o modo de funcionamento do kit.

Explicou apenas que qualquer mulher conseguirá fazer a recolha e que a amostra deve depois ser enviada para a Infogene, que avaliará o resultado.
A baixa adesão das mulheres ao rastreio deve-se em parte, no entender dos investigadores, ao facto de os exames ginecológicos poderem ser incómodos e desconfortáveis.

Além de analisar se a colheita foi bem sucedida, a empresa procede à detecção do vírus do papiloma humano (HPV), conseguindo mesmo perceber de que sub-tipo de vírus se trata.
A detecção do sub-tipo de vírus HPV é importante, uma vez que dos mais de 200 conhecidos são dois (o 16 e o 18) os que contribuem para desenvolver cancro do colo do útero.
As mulheres a quem seja detectado um vírus de alto risco oncológico serão logo aconselhadas a realizar uma consulta de ginecologia.

Segundo Rui Nobre, da Infogene, a ideia deste auto-exame é «inovadora a nível mundial» e poderá permitir que o rastreio ao cancro do colo do útero atinja melhores níveis em Portugal, já que de acordo com estudos recentes, mais de metade das mulheres portuguesas nunca fez qualquer rastreio.
Actualmente, o rastreio pode ser feito através de um simples exame ginecológico em qualquer centro de saúde, mas apenas a região Centro tem rastreios organizados de forma eficaz.

Aliás, a Direcção-Geral de Saúde anunciou hoje que será lançado um novo programa de rastreios para abranger todas as mulheres entre os 25 e os 64 anos, que devem fazer um exame de cinco em cinco anos.
A Infogene não avança para já com preços concretos, mas garante que o kit para auto-colheita do HPV «será acessível a todos».
O aparelho será particularmente direccionado para as mulheres com mais de 30 anos e para quem não realize habitualmente o rastreio.

Este projecto recebeu hoje o Grande Prémio BES Inovação, com o valor de 85 mil euros.
Na sua terceira edição, esta foi a primeira vez que os Prémios BES Inovação decidiram atribuir um Grande Prémio, como destacou o presidente da Comissão Executiva do Banco, que sublinhou as características diferenciadas em termos qualitativos do projecto da Infogene.

Como nos anos anteriores, os Prémios BES foram também entregues nas áreas das energias renováveis, fileira florestal, processos industriais, transportes e saúde, totalizando 325 mil euros.
Até agora, as três edições dos prémios contaram com mais de 500 projectos, 157 deles apresentados nesta edição.
Dez universidades portuguesas e um Instituto Politécnico são parceiros do BES nestes prémios de inovação, onde são distinguidos projectos científicos que tenham uma aplicação concreta.

Diário Digital / Lusa»

Fonte:Diário Digital
Link:http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=62&id_news=308818

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Natalidade na Alemanha aumenta pela primeira vez na última década


«A natalidade na Alemanha, a maior economia da Europa, aumentou, nos primeiros nove meses deste ano, pela primeira vez na última década, de acordo com o instituto de estatística germânico, citado pelo “Bild”.

Paulo Moutinho
paulomoutinho@mediafin.pt

A natalidade na Alemanha, a maior economia da Europa, aumentou, nos primeiros nove meses deste ano, pela primeira vez na última década, de acordo com o instituto de estatística germânico, citado pelo "Bild".

O número de nascimentos entre Janeiro e Setembro totalizou 514.152, praticamente mais 5.000 do que o registado no mesmo período do ano passado. Segundo o jornal "Bild", em 2006 nasceram menos 123 mil bebés do que em 1996, num total de 673 mil.

A expectativa dos cientistas era para que a natalidade na maior economia da Europa voltasse a cair este ano, já que existem cada vez menos mulheres em idade de procriação. A Alemanha é o único país da Europa onde o aumento da população é integralmente justificado pela imigração.

De acordo com as últimas projecções, a taxa de natalidade na União Europeia a 27 deverá registar um aumento de 2% até 2025.»

Fonte: Jornal de Negócios
Link: http://www.negocios.pt/default.asp?Session=&SqlPage=Content_Economia&CpContentId=307484

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Novos Espaços


Nome do Espaço: baby Sol

Nome da Autora: Solange Burri

Objectivo/Essência da existência do blog/site: Projecto em Nutrição Infantil e Segurança Alimentar que pretende apoiar as mãmãs na difícil tarefa de alimentar os seus rebentos.


Endereço:
http://solangeburri.blogspot.com/

Mail: babysol.burri@gmail.com

Observações: o Projecto baby.Sol baseia-se na realização de sessões práticas de culinária onde temas como saber comprar, armazenar e preparar os alimentos irão promover o bem-estar de toda a família.

Alimentação do bebê na primeira semana determina obesidade


«A alimentação dos bebês durante a primeira semana de vida é crucial para determinar se serão ou não pessoas obesas, revelou um estudo publicado na revista Circulation.

Um grupo de pesquisadores do Hospital Pediátrico da Filadélfia afirmou no relatório sobre o estudo que, em geral, os bebês que aumentaram de peso rapidamente nessa primeira semana acabaram se tornando pessoas obesas décadas depois.Segundo o doutor Nicolas Stettler, especialista em nutrição pediátrica do hospital, "isso sugere que há um período crucial nessa primeira semana, em que a fisiologia do corpo pode se programar para desenvolver uma doença crônica".

No entanto, o especialista acrescentou que essa mesma conclusão indica um caminho para encontrar formas de prevenir a obesidade."Caso sejam confirmados com outros estudos, estes resultados poderiam levar a intervenções nos recém-nascidos que ajudariam a prevenir a obesidade", disse.O estudo feito com 653 adultos, entre 20 e 32 anos de idade, tem especial importância nos Estados Unidos, um país que há anos sofre uma epidemia de obesidade, com mais de 60% da população com excesso de peso.

Também calcula-se que 16% das crianças americanas são obesas, com maiores riscos de desenvolver diabetes e outras doenças cardiovasculares.Os cientistas afirmaram que o principal conselho para evitar o risco da obesidade é que os bebês sejam amamentados. A Associação de Cardiologia dos EUA, que publica a revista Circulation, pediu que as autoridades implementem um programa para prevenir a obesidade.

Segundo a associação, esse programa deve ter a participação das famílias, sistemas de atendimento médico, empresas privadas de seguros, órgãos do governo, sistema de ensino e indústria do entretenimento.»

Fonte:Imirante
Link:http://imirante.globo.com/plantaoi/plantaoi.asp?codigo1=144809

NOVO CURSO DE PREPARAÇÃO PARA O PARTO


«Para melhorar a qualidade dos cuidados prestados à população, o Hospital de Nossa Senhora do Rosário, EPE reestruturou o Curso de Preparação para o Parto, que tem vindo a realizar ao longo dos últimos anos, com o objectivo de educar a grávida/casal para a parentalidade.

Este novo curso inclui o método psicoprofilático, realizado pelas Enfermeiras Obstetras desta instituição, que tem como objectivo diminuir a tensão e o medo da grávida/casal, reduzir a dor no parto e prevenir a depressão pós parto. Com este método pretende-se uma mudança de comportamento da grávida/casal para que participem activamente durante o trabalho de parto e o parto.

Durante o curso a grávida/casal irão adquirir diversos conhecimentos não só sobre a gravidez e o momento do parto, mas também sobre técnicas de posicionamento, relaxamento e amamentação, noções básicas de alimentação e os cuidados prestados ao seu bebé, capacitando os futuros pais para o seu novo papel.

O curso é ministrado por uma equipa multidisciplinar constituída por Fisioterapeutas com Pós Graduação em Saúde Materno Infantil e Enfermeiras Especialistas em Saúde Materna e Obstetrícia do HNSR. Colaboram, ainda, com esta equipa uma Nutricionista e uma Dietista; um Enfermeiro de Saúde Mental e Psiquiatria; Médicos Internos da Especialidade de Obstetrícia; e um Higienista Oral do Centro de Saúde do Barreiro – Extensão do Lavradio.

As grávidas interessadas deverão inscrever-se até às 20 semanas de gestação no Serviço de Medicina Física e de Reabilitação ou na Urgência Obstétrica e Ginecológica do HNSR. O novo curso teve início no corrente mês de Dezembro.

Fonte: Gabinete de Imprensa do HNSR, EPE»


Fonte: Jornal do Barreiro
Link:http://www.jornaldobarreiro.com.pt/?lop=n_artigo&op=c4ca4238a0b923820dcc509a6f75849b&id=853c68de7253cdd55dc37be410a45c60

domingo, 9 de dezembro de 2007

Nota

Às vezes a vida troca-nos as voltas e os horários, por isso até à proxima quarta-feira não poderei colocar posts pois o trabalho ditou que tivesse que me ausentar ... até quarta.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Estudo analisa causas de aborto espontâneo entre diabéticas de tipo 1 e tipo 2


«As taxas de aborto espontâneo e óbito de recém-nascidos são semelhantes entre as mulheres com Diabetes tipos 1 e 2, afirmam investigadores neozelandeses, mas as causas desses problemas são diferentes nos dois grupos.

A equipa liderada por Tim Cundy, da University of Auckland, Nova Zelândia, recolheu dados de mulheres com Diabetes tratadas no Serviço Pré-Natal para Diabéticas do Auckland City Hospital entre 1986 e 2005. No total, a pesquisa abrangeu 349 mulheres com Diabetes tipo 1 e 862 com Diabetes tipo 2.

O relatório indica que as taxas de perda de gravidez foram de 2,6% entre as diabéticas tipo 1 e 3,7% entre as diabéticas tipo 2, uma diferença não significativa. Os níveis de controlo da glicose não se mostraram significativamente diferentes nos dois grupos, nem no início, nem no final da gravidez.

Para as portadoras de Diabetes tipo 1, as principais causas de perda da gestação foram defeitos congénitos graves no nascimento e complicações em bebés prematuros, afirma a equipa à revista “Diabetes Care”.

De maneira bem diversa, nas portadoras de Diabetes tipo 2, as causas mais frequentes de perda da gravidez foram bebés nascidos mortos e uma infecção bacteriana das membranas que circundam o feto e o líquido amniótico, "gritantemente mais prevalentes" do que em mulheres com Diabetes tipo 1, constataram os cientistas.

Também foi observado que as portadoras de Diabetes tipo 2 tinham mais peso. A equipa conclui que, além do controlo do açúcar no sangue, outros factores têm "impacto substancial" sobre as causas e a frequência da perda da gravidez entre as mulheres diabéticas.»

Fonte: Saude na Internet
Link:http://www.mni.pt/destaques/?cod=10108&cor=azul&MNI=b405749b142e964820ba4c885e44b287

Laboratório da grávida abre as portas em Lisboa


«Pela primeira vez em Portugal, abre um espaço exclusivamente dedicado à grávida. O Laboratório da Grávida tem disponíveis todas as análises e exames fundamentais a realizar durante o período de gravidez.

Mais do que um laboratório de análises, este novo espaço foi concebido e decorado a pensar no conforto e na saúde da grávida. Desde o primeiro teste em que descobre que vai ser mãe, n’ O Laboratório da Grávida pode fazer os exames necessários durante a gravidez: análises gerais, rastreio pré-natal do 1º e 2º Trimestre, diabetes (curva de tolerância à glucose), análise da toxoplasmose pré-natal, incompatibilidade RH, teste de imunidade à rubéola, saber o sexo do bebé a partir da 8ª semana de gestação (“menino ou menina”).

Os resultados na sua maioria são entregues em 24 horas e podem ser recebidos on-line, o que evita uma nova deslocação ao Laboratório. Uma sala de espera com mobiliário seguro e confortável, com cores amenas e agradáveis, permite que as utentes se sintam tranquilas e serenas.

Salienta-se uma zona especial para as grávidas que necessitem permanecer três horas no Laboratório, pela necessidade da realização das Curvas de Tolerância à glucose oral, para o diagnóstico de Diabetes na Gravidez, onde O Laboratório da Grávida proporciona adicionalmente sofás e apoio de pés. Mais do que um local onde pode fazer análises, o objectivo é que n’ O Laboratório da Grávida encontre tudo o que precisa saber durante a gravidez.

Aqui encontrará informações úteis desde o momento que a mulher decide engravidar até ao dia do parto. Durante este período, a saúde é o foco principal e por isso n’ O Laboratório da Grávida pode também encontrar apoio noutras áreas: endocrinologia/nutrição e saúde oral. O Laboratório da Grávida tem ainda um site (www.olaboratoriodagravida.com) onde a futura mãe pode consultar o calendário dos exames a efectuar, gravar fotos e acompanhar o desenvolvimento do seu bebé dia-a-dia.

Neste sítio on-line pode encontrar informações úteis nas áreas: “Quero Saber” (informações detalhadas sobre os exames a realizar, gravidez, doenças), “Para te ver” (downloads variados), “O que Sinto” (criação de um blogue), “Gosto de Partilhar” (fórum para pais e mães inscritos no site).

Localizado no centro da cidade junto à estação de metro e de comboios de Entrecampos, no Edifício LUXOR, O Laboratório da Grávida pertence ao Labluxor, o primeiro laboratório certificado em Portugal pela Fetal Medicine Foundation (FMF) na área de Rastreio Pré-Natal desde Dezembro de 2004, tendo sido sempre um laboratório vocacionado para a ginecologia/obstetrícia.

O LABLUXOR, Clínica Laboratorial Dra. Ivone Mirpuri, Lda, foi criado em 1997, e é também certificado pela APCER e IQNet desde 2005.»

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Lagos quer mais bebés


«Autarquia lança medida social .

Grávidas e famílias numerosas vão pagar menos pela água e taxa do lixo, numa medida que pretende estimular o crescimento demográfico.
É uma “prenda de Natal” antecipada, que vai mexer com os bolsos de muitos lacobrigenses.

A autarquia acaba de apresentar uma proposta para beneficiar as famílias com três ou mais filhos, que passarão a obter um desconto de 40 por cento nas facturas da água, saneamento e resíduos sólidos. O mesmo desconto será aplicado a famílias com dois descendentes, cujo consumo mensal de água não exceda os 16 metros cúbicos.

Para efeitos de aplicação das novas tarifas, todas as famílias que tenham grávidas de 13 semanas à espera do terceiro filho, contam já como famílias numerosas. Se a mãe tiver menos de dois filhos, ou se este for o seu primogénito, contará ainda assim com um desconto de 25% na tarifa, redução que se manterá por 60 meses.

Para Júlio Barroso, trata-se de uma forma pragmática de fomentar o crescimento populacional, para inverter as actuais tendências demográficas. “É urgente adoptar medidas e incentivos adicionais que estimulem as famílias a contrariar essa realidade nas décadas vindouras”, afirma o autarca que dirige o concelho de Lagos.

O reforço da protecção social à natalidade e às famílias numerosas aplica, assim, os princípios transpostos recentemente pelo Governo para a legislação de incentivo à natalidade, que prevê a criação do abono de família pré-natal, a atribuir às mulheres grávidas uma vez atingidas as 13 semanas de gestação.

Quanto aos reformados e pensionistas, podem beneficiar de uma redução de 50 por cento na factura, desde que os rendimentos não ultrapassem os 360 euros, o valor mínimo de subsistência per capita e que o consumo não exceda os 6 m3.

Ao abrigo da nova proposta do executivo, que terá ainda de ser aprovada em Assembleia Municipal, os estabelecimentos de ensino público do concelho poderão ficar isentos de pagamento das tarifas referentes ao saneamento e a resíduos sólidos.

As alterações aos regulamentos municipais irão agora ser presentes à consideração da Assembleia Municipal, para que entrem em vigor em Janeiro de 2008.»

Fonte:Observatório do Algarve

Hospitais aderem a parto natural


«Massagens nas costas e banhos em vez da epidural, liberdade de movimentos em vez de imobilização forçada na cama, escolha de posição, como cócoras, para dar à luz. Com menos tubos, máquinas e medicamentos, o parto pode ser diferente do que é hábito ver nas unidades hospitalares.

Há pedidos de mulheres nesse sentido e abertura por parte dos responsáveis médicos. A humanização dos serviços de saúde públicos passa assim por dar maior liberdade de escolha à grávida quando se trata de dar à luz.Menos intervenção dos médicos e maior opção à mulher grávida: um parto cada vez mais natural é um pedido crescente das mulheres.

Os hospitais públicos portugueses estão cada vez mais sensíveis à tendência, também em sentido ascendente no mundo. Hospitais de S. João, no Porto, Garcia de Orta, em Almada, e Maternidade Alfredo da Costa (MAC), em Lisboa, são três das instituições que já se puseram na linha da frente no que diz respeito à desmedicalização do parto. A medida vai ganhando adeptas. Na MAC, diz o seu director, Jorge Branco, "todas as semanas temos casos".

No Hospital S. João, por exemplo, os procedimentos de rotina para os partos de baixo risco estão a ser alterados. À entrada, explica a enfermeira-parteira Elisa Santos, a mulher não é imediatamente colocada a soro. Já não há rapagem dos pêlos públicos e, se quiser, a parturiente pode caminhar pelo corredor do bloco durante o trabalho de parto.

A episiotomia - corte do períneo para facilitar a saída do bebé - já só é feita quando necessária e não por prevenção em todos os casos. A política hospitalar prima ainda pela redução dos toques vaginais (usados para avaliação do progresso do trabalho de parto) e há também uma adopção de protocolo que quer diminuir o número de cesarianas realizadas. O parto natural passa a estar disponível, mas as suas variantes são sobretudo opções para as mulheres que o pedem.

Ester Casal, do Garcia de Orta, explica que o hospital "mantém os protocolos clínicos que fazem parte da rotina, mas adapta-se ao pedido da grávida". Ou seja, o "parto natural tem que partir da sua própria iniciativa". Cada vez mais comum é a chegada de parturientes com planos de parto, em que elas escrevem o que querem fazer e em que circunstâncias.

Uma postura perfeitamente natural, explica ainda a médica: "Com grávidas mais conscientes, todos temos a ganhar".É claro que, ressalva ainda Ester Casal, "há determinadas condições do parto natural que têm de ser contextualizadas porque tanto recebemos grávidas de baixo risco como de alto risco e é preciso adequar os pedidos ao tipo de resposta que se pode dar a cada momento". E em qualquer dos casos, diz ainda, o que está em primeiro lugar, é a segurança tanto da mãe como do bebé.

Uma política, diz também Jorge Branco, "que é fundamental", até porque Portugal conseguiu nas últimas décadas colocar-se nos lugares cimeiros dos resultados perinatais, nomeadamente na questão da mortalidade. Por isso é que, por exemplo, apesar de algumas mulheres pedirem para não ser utilizado o cardiotocográfico (uma máquina que monitoriza o bem estar fetal durante o trabalho de parto), na MAC "não deixamos de vigiar o estado dos bebés".

Jorge Branco concorda com os pedidos das mulheres para "desmedicalizar o parto sempre que possível". Desde o início de 2006, que a unidade conta com uma cadeira de parto que permite à mulher ter o bebé na posição que preferir. "Deixamos de administrar soro por rotina e permitimos a ingestão de líquidos. Diminuímos também o número de episiotomias em 20%", adianta ainda o director da maior maternidade do País. Também com a ajuda desta política, a taxa de cesarianas baixou de 32 para 29,6%".»

Fonte:Diário de Notícias

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Directório



Nova rubrica no Directório do Planeamento de uma Gravidez

- Pediatria -
- Infantários por Distrito -

e novos sites nas rubricas existentes

visite

http://directorio-gravidez.blogspot.com/

No Hospital do Barreiro


«Para melhorar a qualidade dos cuidados prestados à população, o Hospital de Nossa Senhora do Rosário, EPE reestruturou o Curso de Preparação para o Parto, que tem vindo a realizar ao longo dos últimos anos, com o objectivo de educar a grávida/casal para a parentalidade.

As grávidas interessadas deverão inscrever-se até às 20 semanas de gestação no Serviço de Medicina Física e de Reabilitação ou na Urgência Obstétrica e Ginecológica do HNSR.

Este novo curso inclui o método psicoprofilático, realizado pelas Enfermeiras Obstetras desta Instituição, que tem como objectivo diminuir a tensão e o medo da grávida/casal, reduzir a dor no parto e prevenir a depressão pós parto. Com este método pretende-se uma mudança de comportamento da grávida/casal para que participemactivamente durante o trabalho de parto e o parto.

Durante o curso a grávida/casal irão adquirir diversos conhecimentos não só sobre a gravidez e o momento do parto, mas também sobre técnicas de posicionamento, relaxamento e amamentação, noções básicas de alimentação e os cuidados prestados ao seu bebé, capacitando os futuros pais para o seu novo papel.

O curso é ministrado por uma equipa multidisciplinar constituída por Fisioterapeutas com Pós Graduação em Saúde Materno Infantil e Enfermeiras Especialistas em Saúde Materna e Obstetrícia do HNSR. Colaboram, ainda, com esta equipa uma Nutricionista e uma Dietista; um Enfermeiro de Saúde Mental e Psiquiatria; MédicosInternos da Especialidade de Obstetrícia; e um Higienista Oral do Centro de Saúde do Barreiro – Extensão do Lavradio.

As grávidas interessadas deverão inscrever-se até às 20 semanas de gestação no Serviço de Medicina Física e de Reabilitação ou na Urgência Obstétrica e Ginecológica do HNSR.

O novo curso terá início no próximo mês de Dezembro.Para mais informações visite: http://www.hbarreiro.min-saude.pt/»

Fonte: Rostos