
«Loções, talcos e xampus para bebês podem transmitir componentes químicos potencialmente tóxicos nos corpos dos pequenos, indica um estudo publicado nesta segunda-feira.
O estudo realizado pela Universidade de Washington e o instituto de pesquisa do Hospital Pediátrico de Seattle, mostra que os bebês aos quais lhes foram aplicados tais produtos, como xampus e talcos, revelam a presença de ftalatos em sua urina superiores aos de outros lactantes. Os ftalatos são plastificadores que provocam tumores hepáticos quando são ingeridos.
Os pesquisadores analisaram os níveis de ftalatos na urina de 163 crianças entre 2 e 28 meses e descobriram que as crianças cujos pais utilizavam xampus, talcos e loções tinham uma taxa de concentração de mais elevada desta substância.
"É preocupante porque a exposição aos ftalatos na primeira infância está vinculada a uma modificação da concentração dos hormônios assim como uma alta dos casos de alergias e eczemas", afirmou a professora de pediatria da Universidade de Washington, Sheela Sathyanarayana, autora do estudo.
"Os bebês estão talvez submetidos a maiores riscos que os adultos porque seu sistema reprodutivo e endócrino ainda está em fase de desenvolvimento", acrescentou.
A União Européia proibiu em 2006 o uso de seis ftalatos em brinquedos para crianças.»
Fonte:Ultimo Segundo
Link:http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2008/02/03/talcos_e_locoes_para_bebes_podem_ter_componentes_nocivos_a_saude_1177134.html
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
Talcos e loções para bebês podem ter componentes nocivos à saúde
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Paulo Pires
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2/08/2008 09:17:00 da manhã
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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
Parto na água: quais as vantagens para mãe e bebé

«Uma futura mãe que deseje ter o bebé dentro de água pode fazê-lo em casa, desde que a gravidez tenha decorrido sem problemas e disponha do acompanhamento adequado para viver o momento com tempo e serenidade.
Uma vez que o parto na água ainda não é possível no sistema de saúde público português nem nas clínicas ou hospitais privados, uma grávida que acalente esse desejo tem de optar por dar à luz em casa, contando para isso com o apoio de uma parteira ou parteiro e de meios que concedam segurança e conforto à mãe e ao bebé.
Comer, dormir e passear durante o trabalho de parto
Decidida a «lutar para que o parto na água fosse uma realidade em Portugal», Sandra Oliveira, da BioNascimento (www.bionascimento.com), começou, no início de 2006, a comercializar as piscinas insufláveis La Bassine, criadas por Carine Pouypoudat, que se enchem de ar em três minutos e de água (400 litros) em menos de 20, tendo um custo a rondar os 125 euros.
Até ao momento a BioNascimento já vendeu 26 piscinas e Sandra Oliveira sabe que dezena e meia de bebés «nasceram efectivamente dentro de água, ou seja, a expulsão deu-se no meio aquático», tendo ela própria acompanhado 11 desses casos no âmbito das suas funções de doula.
O que é uma «doula»?
A doula é uma mulher que presta suporte psicológico e emocional à grávida - ou ao casal, pois «às vezes são os futuros pais que estão mais frágeis» - antes e durante o parto, dando também algum apoio pós-natal. No geral, a companhia de uma doula custa entre 150 e 450 euros, tendo Sandra Oliveira assegurado que, no seu caso, «não deixa de fazer o acompanhamento de uma mulher por esta ter dificuldades financeiras».
Sandra Oliveira, que começou a interessar-se pelo apoio às grávidas e pelos partos naturais, nomeadamente o parto na água, após o nascimento da filha, no ano 2000, iniciou uma pesquisa mais exaustiva sobre o tema em finais de 2004, trocando uma carreira na área da assistência ao cliente pelo projecto BioNascimento.
Frequentou, em Barcelona, um curso ministrado pelo médico francês Michel Odent, tendo prosseguido a aquisição de conhecimentos com formações de Instrutora de Massagem Infantil (Lisboa, Abril de 2005), Doula de Pós-Parto (Barcelona, Julho de 2005) e Aconselhamento sobre Aleitamento Materno (Lisboa, Setembro de 2005) e através da participação em conferências e congressos especializados.
Associando a teoria à prática, Sandra Oliveira, de 35 anos, declarou à agência Lusa que, apesar das renitências manifestadas por alguns médicos em relação à expulsão do bebé no meio aquático, «não há indicações de que, a nível de infecções, um parto na água seja menos seguro do que um parto fora de água».
«Aliás, nos partos na água a que assisti a taxa de complicações foi de zero por cento», assegurou a doula.
Questionada se não ficaria muito dispendioso a um hospital adoptar La Bassine, uma vez que cada piscina só pode ser usada para um parto, Sandra Oliveira afirmou que «mesmo sem hipótese de reutilização por mais do que uma grávida, a piscina fica mais barata do que o custo dos fármacos da epidural somado ao pagamento de um anestesista».
Desmestificar a ideia do sofrimento
A parteira também de acompanhar o parto, pois «a doula não tem formação para realizar actos como medir a tensão arterial ou escutar o bebé». Enquanto doula, Sandra Oliveira salientou ainda a importância de desmistificar algumas ideias-feitas: «A imagem de sofrimento no parto tem de ser contextualizada, pois no parto natural a dor não tem a violência que se imagina. Isso acontece no parto induzido porque as contracções são aceleradas artificialmente no hospital».»
Fonte:Portugal Diário
Link:http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=911143&div_id=291
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2/07/2008 02:18:00 da tarde
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Comer, dormir e passear no trabalho de parto

«Um parto longo surge associado ao sofrimento. Mas pode não ser assim
A ideia de um parto longo surge usualmente associada ao sofrimento da mãe ou do bebé, mas a realidade pode ser diferente, incluindo períodos de sono, refeições ligeiras e até passeios de automóvel.
Elisabete Carvalho, operadora televisiva de 27 anos, decidiu ter o primeiro filho dentro de água e, após 75 horas em trabalho de parto - uma demora excepcional mesmo para um parto natural -, o David nasceu no dia 23 de Julho em São Domingos de Rana, no concelho de Cascais.
«Tive o parto que tinha idealizado. O David nasceu com a cabeça virada para trás, para o fundo da piscina, mas fez a rotação sozinho e ficou de frente para mim, então eu senti mais uma contracção e puxei-o. Fui a primeira pessoa a tocar nele», descreveu à agência Lusa.
«Contracções causaram dores semelhantes às do período menstrual»
«As contracções causaram-me dores semelhantes às do período menstrual, mas durante a expulsão não tive dor alguma. Também não houve qualquer complicação, nem foi preciso fazer o corte do períneo [zona muscular situada entre a vagina e o ânus]», revelou.
«O facto de o David estar a passar de um meio aquático para outro pareceu-me o ideal. Acho que se ele tivesse nascido fora de água não tinha sido tão agradável, pois a mudança seria mais agressiva».
Tendo entrado e saído várias vezes do meio aquático, Elisabete Carvalho foi sempre procedendo à substituição da água, «que deve chegar à piscina através de uma mangueira própria e desinfectada e manter-se nos 37 graus Celsius», de modo a promover um nascimento seguro e confortável.
Ao longo da gestação, Elisabete Carvalho leu obras como «Parto na Água», de Cornelia Enning, ou «A Cesariana», de Michel Odent, clarificando alguns aspectos relacionados com o nascimento de um bebé.
«Durante o trabalho de parto, eu viajei de automóvel, fui ver o mar e nunca deixei de me alimentar com sopa, chá e bolachas. Enquanto as contracções foram mais ligeiras consegui mesmo dormir e cinco ou dez minutos de sono valeram por oito horas».
A médica que seguira Elisabete Carvalho esteve presente na sua casa mas, como viu que o parto estava demorado, não quis esperar: «Sugeriu-me uma cesariana, dizendo que eu tinha incompatibilidade feto-pélvica, mas eu recusei e ela foi-se embora», contou à Lusa.
Parteira de prevenção
«É claro que eu já tinha uma parteira de prevenção, que veio para a minha casa com o equipamento necessário para fazer o CTG [cardiotocografia, um exame destinado a avaliar o batimento cardíaco do bebé e os seus movimentos] e que ia monitorizando se estava tudo bem», acrescentou a operadora de televisão, que, apesar de ter tudo planeado, nunca excluiu o recurso ao hospital.
«Não tinha posto a possibilidade totalmente de parte, mas o hospital era uma hipótese apenas se eu ou o bebé estivéssemos em sofrimento, pois, além da falta de privacidade, lá teria de estar como os médicos querem e não como eu queria», assinalou a repórter de imagem.
Em casa, o parto decorreu num ambiente familiar, com a presença da parteira e de uma doula, do pai do bebé, da mãe da parturiente e de uma amiga, ou seja, «uma casa cheia».»
Fonte:Portugal Diário
Link:http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=911144&div_id=291
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2/07/2008 10:03:00 da manhã
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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
Casas de parto não nascem, parteiras espanholas à espreita

«As casas de parto, um meio-termo entre o domicílio e o hospital, são uma opção para quem deseja um parto natural e, como em Portugal não existe alguma, já há parteiras espanholas interessadas em abrir a primeira
Fundador da Associação Portuguesa de Enfermeiros Obstetras (APEO), Vítor Varela, que esteve em Novembro em Berlim - «onde existem cerca de oito casas de parto, todas ao pé de maternidades, para que, em caso de necessidade, a grávida seja deslocada de um local para o outro sem recurso a ambulâncias e sem que uma situação mais complicada chegue ao extremo» - lamenta que a realidade nacional seja «tão diferente».
«Em Portugal não existem casas de parto e a lei diz que o nascimento deve ocorrer em ambiente hospitalar», declarou, revelando que, todavia, «várias parteiras espanholas e algumas holandesas» já o sondaram sobre o assunto, tendo as espanholas perguntado mesmo «qual a viabilidade de montar uma no país».
Actualmente a trabalhar no Hospital de São Bernardo, em Setúbal, Vítor Varela - que até 2005 assegurou a presidência da APEO e representa os países do Sul da Europa na Confederação Internacional de Parteiras - afirmou que, em Portugal, «a formação dos enfermeiros obstetras não é devidamente aproveitada».
«Aqui vivemos o modelo médico, em que não é reconhecida a qualificação e a responsabilidade dos enfermeiros obstetras, ou parteiros, apesar de estes serem abrangidos por uma directiva comunitária».
…
«Se uma mulher quiser ter um filho em casa, pode escolher uma parteira ou parteiro da sua confiança, mas este não tem protecção legal caso algo corra mal, pelo que muitos recusam fazê-lo independentemente de terem competência para isso», afirmou o ex-dirigente da APEO, acrescentando que «aqui mesmo ao lado, em Espanha, existe a associação Nascer em Casa, que tem uma a duas parteiras em todas as capitais de província».
Em contraste, «em Portugal, deixou de haver o verdadeiro cuidado pré-natal, aquele que mantém a futura mãe informada», criticou o enfermeiro, exemplificando que, «enquanto em Berlim as grávidas são analisadas caso a caso, no nosso país ainda há centros de saúde sem enfermeiras especializadas em saúde materna».
«A política de saúde tem de incluir estas pessoas, até porque a sua formação custa caro ao Estado português e depois não é aproveitada», sublinhou, concluindo que, neste caso, «perde a pessoa que se formou, perde a grávida, que podia desfrutar de outro acompanhamento, e perde o país».
Defensor de que «dar à mulher a hipótese de um parto natural é uma missão do serviço público», o enfermeiro tem investido nesta área e fez, com a sua equipa, um projecto em que apurou «que meios técnicos e humanos e que alterações estruturais seriam necessárias para fazer o trabalho de parto na água» no Hospital de São Bernardo.
Entregue em meados de 2006, a proposta «está em análise e ainda não estão reunidas as condições necessárias para a pôr em prática», segundo o gabinete de comunicação do Centro Hospitalar de Setúbal.
Entretanto, e enquanto em Setúbal o projecto tarda em arrancar, a 7 de Fevereiro o Porto vai acolher uma reunião da Confederação Internacional de Parteiras, que terá a presença de representantes de Espanha, Itália, França, Grécia, Malta, Chipre, Roménia e Líbano com vista à criação de uma norma de procedimentos a adoptar para a realização de partos naturais.
O encontro agendado para o Hotel Tuela, no Porto, tem lugar seis dias após a inauguração do novo bloco de partos do Hospital de São João, onde trabalha Elisa Clara Santos, enfermeira de saúde materna e obstétrica (ou parteira, como prefere ser designada) que é capaz de fazer horas-extra para acompanhar uma grávida que opte por dar à luz naturalmente.
«O grande inimigo do parto natural é o relógio, pois aqui não há Buscopan para amolecer o colo do útero, nem há oxitocina para acelerar as contracções, pelo que o nascimento demora o tempo que demorar», explicou Elisa Santos, assinalando que um parto natural se inicia por si próprio, sem indução, e decorre ao ritmo de cada mulher.
Para esta parteira «o parto natural é mais instintivo, mas é aconselhável a grávida ter um plano de parto - elaborado com o companheiro, a parteira ou a doula [mulher que apoia a grávida durante a gestação e o nascimento do bebé] - em que diga que posição prefere para dar à luz ou como deseja contrariar a dor».
Mestre em Bioética, com a tese A dor e o sofrimento no trabalho de parto defendida em 2005 na Universidade Católica de Braga, Elisa Santos, de 43 anos, assegura nunca ter ajudado nenhuma mulher a dar à luz em casa, mas esclarece que «não é por ser no hospital que um parto fica isento de riscos».
«No domicílio, o maior problema é a capacidade de reacção em caso de distocia, quando o bebé fica entalado pelos ombros no momento da expulsão, ou de hemorragia uterina pós-parto. No entanto, no hospital há um risco acrescido de infecções», referiu a enfermeira, que possui formação específica sobre os partos naturais e para quem «o ambiente do lar faz muita diferença a nível psicológico».
Simpatizante também dos partos na água, a enfermeira do Hospital de São João, no Porto, esclareceu que estes não são uma possibilidade em Portugal, «nem em hospitais nem em clínicas, nem no público nem no privado».
«A água é um método natural para relaxar e aliviar as dores e o que eu defendo é a hidroterapia, mas se a expulsão do bebé se der no meio aquático não é nenhuma tragédia», afirmou Elisa Clara Santos, acrescentando que, caso a mulher faça esta opção, «a sua entrada na água não deve ocorrer antes de ter quatro a cinco centímetros de dilatação».
O Hospital de São João não dispõe de uma banheira adequada ao parto na água, nem é favorável à sua concretização mas, e se uma grávida levar a piscina de casa?
«Bem, aqui a protagonista é a mulher... Por isso, se a grávida trouxer os meios e assinar um termo de responsabilidade em como está consciente do que a sua decisão implica, em princípio a instituição terá de aceder», ponderou Elisa Santos, cujo nome surge indicado na página de Internet http://partoaquatico.net, que faculta mais informações sobre os benefícios da água no parto.
Ainda a propósito dos partos naturais, a enfermeira de saúde materna contou guardar o sonho de abrir uma casa de parto em Portugal, em princípio no Porto e talvez até perto do Hospital de São João.
«Eu e umas colegas já pensamos nisso há algum tempo. Teríamos de estabelecer um protocolo com uma instituição hospitalar e, eventualmente, com os bombeiros, para organizar o transporte em casos de emergência», revelou, garantindo que «já há espaço, material e recursos humanos mas, como não há legislação, por enquanto fica apenas o desejo».
Jorge Branco, presidente da Comissão Nacional de Saúde Materna e Neonatal, declarou que, «de momento, não existe legislação que permita» a criação de casas de parto no país, «nem a rede hospitalar portuguesa o prevê».
Lusa / SOL»
Fonte:Sol
Link:http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=78258
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2/06/2008 11:30:00 da manhã
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Famílias gastam em média 236 euros por mês com cada filho

«Nos primeiros 25 anos de vida cada família de classe média-baixa gasta, em média, 236,446 mensais com cada filho, concluiu uma equipa de psicólogos de Coimbra. Os números foram apresentados na Universidade do Minho, em Braga.
Segundo a edição de hoje do Jornal de Notícias, no cálculo entraram despesas com fraldas, médicos, comida, roupa, desporto, livros, propinas e mensalidades escolares. Numa família de classe média alta, cada filho, até aos 25 anos, custará 678,875 euros.
A equipa imaginou duas famílias uma com um rendimento mensal de mil e oitocentos euros e outra com um rendimento mensal de quatro mil duzentos e cinquenta euros.
Durante 36 anos de trabalho, a família mais «pobre» terá gasto cerca de 26% do orçamento familiar com um filho. No mesmo período de tempo, a família com maiores rendimentos terá gasto 31% do orçamento.»
Fonte:Diário Digital
Link:http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=13&id_news=317040
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2/06/2008 10:19:00 da manhã
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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008
Novo bloco de partos - Hospital São João (SIC)
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2/01/2008 05:37:00 da tarde
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Hospital privado de Chaves pronto em 2009
A nova unidade hospitalar, que compreenderá 10.000m2, oferecerá os seguintes serviços: · Maternidade · Consulta Externa (diversas especialidade médicas e cirúrgicas) · Internamento e Cirurgia · Meios Complementares de Diagnóstico · Serviço de Urgência 24H O HPC terá uma capacidade para 30 consultórios, 52 camas e os serviços de urgência estarão mesmo abertos 24 horas por dia, 7 dias por semana e 365 dias por ano.
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2/01/2008 02:16:00 da tarde
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Diabete Gestacional doença que atinge 7% das grávidas
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2/01/2008 09:18:00 da manhã
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quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
A elevação durante a gravidez pode afetar as crianças

«Um novo estudo, publicado na revista Lancet sugere que as crianças cujas mães que tinham o colesterol elevado durante a gravidez tem uma tendência a apresentar uma quantidade de gorduras aumentada em suas artérias.
Pacientes normais, com elevação do colesterol, podem ser tratadas com drogas que o reduzam; tais medicamentos, entretanto, não podem ser usados durante a gravidez. O Dr. Claudio Napoli e seus colaboradores, da Universidade da Califórnia, em San Diego, Estados Unidos, e também da Itália, haviam demonstrado previamente que estrias gordurosas, que são pequenas manchas superficiais de colesterol depositadas no interior das artérias de fetos causadas pelo acúmulo de colesterol, podem se transformar em verdadeiras lesões ateroscleróticas nas crianças.
Neste trabalho atual, os autores demonstram a progressão destas lesões. O estudo denomina-se Fate of Early Lesions in Children (FELIC).Os autores estudaram 156 crianças com até 13 anos de idade, que haviam morrido de outras causas que não cardíacas. Cerca de um terço das mães destas crianças apresentavam elevação do colesterol durante a gravidez. Foram estudados cortes da aorta destas crianças, em sua porção torácica e abdominal. Para medir as estrias gordurosas, os autores usaram técnicas de digitalização de imagem.
As estrias gordurosas foram mais numerosas em crianças de menos de 3 anos de idade, e cujas mães apresentavam hipercolesterolemia durante a gestação. Estas lesões eram, entretanto, uma média de 64% menores do que aquelas encontradas previamente nas aortas de fetos correspondentes, o que sugere que estas lesões possam diminuir após o nascimento.A progressão das lesões foi mais rápida em crianças nascidas de mães com aumento do colesterol do que em crianças nascidas de mães com colesterol normal.
Estes achados sugerem que a "hipercolesterolemia materna durante a gravidez induz a alterações na aorta do feto, que por sua vez determinam a susceptibilidade a longo prazo das crianças às estrias gordurosas e aterosclerose subsequente".Nos dois grupos de crianças (mães com colesterol alto e com colesterol normal durante a gestação), o tamanho das lesões de colesterol aumentou com o passar dos anos, mas no grupo de crianças com mães com colesterol elevado a evolução deste aumento foi muito mais rápida.
Os autores concluem que as intervenções para se reduzir os níveis de colesterol durante a gravidez podem diminuir a aterogênese (Nota - formação de placas de aterosclerose) nas crianças.»
Fonte:Maracaju
Link:http://www.maracaju.news.com.br/ultimasnoticias/view.htm?id=93317
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1/31/2008 09:34:00 da manhã
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Governo cria subsídio social de maternidade
A medida foi anunciada pelo primeiro-ministro, José Sócrates, no debate quinzenal que decorre no Parlamento e faz parte de um pacote de três medidas de âmbito social, destinadas a reduzir o risco de pobreza no País.
«O novo subsídio social de maternidade destina-se a mães sem carreira contributiva e por isso sem acesso ao subsídio de maternidade», disse José Sócrates.
A atribuição desta prestação vai estar condicionada aos recursos de que as mães dispuserem, já que a medida se destina apenas às mais carenciadas.
O valor do subsídio, que terá uma duração de quatro meses (após o parto), será de 325 euros mensais.
De referir que esta medida entra em vigor em Abril.»
Fonte: Portugal DiárioLink:http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=909753&div_id=291
_________________
«Um aumento de 20% no abono de famílias mono-parentais, que são aquelas que estão «em maior risco de pobreza», foi outra medida apresentada pelo Primeiro-ministro.»
Fonte: TVI
Link: http://www.tvi.iol.pt/informacao/noticia.php?id=909881
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1/31/2008 09:23:00 da manhã
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quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
Hospital de São João inaugura bloco para partos naturais
Os partos induzidos, as anestesias, as tricotomias (rapagem dos pêlos púbicos) e os clisteres estão excluídos do novo bloco, pensado para as grávidas sem pressa, que ali vão poder recorrer à hidroterapia, à música e a exercícios de relaxamento para darem à luz tranquilamente.
Na nova estrutura, a grávida pode escolher a posição que lhe é mais conveniente para dar à luz e praticar exercícios com a bola e a corda de parto.
«A bola permite que a mulher se sente sobre ela e oscile, relaxando a zona pélvica, e a corda, suspensa num ponto alto da sala de partos, pode ser usada para fazer força», explicou Diogo Ayres de Campos, médico responsável pelo bloco de partos, à agência Lusa.
A episiotomia (corte do períneo, uma área muscular localizada entre a vagina e o ânus, para facilitar a expulsão do bebé) «só será realizada nos casos em que for realmente necessária», sublinhou ainda Diogo Campos, que se congratulou por a taxa desta intervenção no Hospital «ser actualmente de 54 por cento, quando era de 87 por cento há três anos».
«O soro, que costuma ser colocado à grávida assim que esta entra no hospital, também deixa de ser rotina, e a futura mãe vai poder circular num ambiente familiar, sem a presença de estranhos, além de ter à sua disposição chuveiro e banheira com hidromassagem», contou o clínico do Hospital de São João.
Mas apesar de a água ser um recurso para o relaxamento e o amenizar das dores da grávida, o médico do São João exclui a possibilidade de os partos ocorrerem no meio aquático.
«Como são conhecidos casos de complicações em bebés que nasceram neste meio, só faremos partos na água quando houver indicações de que são pelo menos tão seguros como os realizados em ambiente normal», declarou Diogo Ayres de Campos à Lusa, acrescentando que «o parto na água não é um parto natural».
«Parir na água não é um instinto ou uma tendência natural da mulher», sublinhou o responsável, segundo o qual «o trabalho de parto na água é pacífico, a expulsão do bebé é que é controversa».
A realização do parto fora do ambiente hospitalar também é encarada com renitência por Diogo Campos, segundo quem «em Portugal não existe uma estrutura montada para apoiar esse tipo de nascimento, ao contrário do que sucede em países como a Holanda», onde apenas as gravidezes de risco têm acompanhamento hospitalar.
Apesar de considerar que o país «não está preparado nem tem tradição de partos em casa», o médico reconhece que os enfermeiros obstetras (vulgo parteiros) «podem orientar os partos de baixo risco», devendo «dispor de mais autonomia», um aspecto que «está bem estipulado na lei europeia mas pouco claro na legislação nacional».
Diogo Ayres de Campos revelou-se ainda favorável à criação de casas ou centros de parto, uma vez que Portugal ainda não dispõe de nenhuma estrutura deste tipo.
Para o médico, os centros de parto representam «o equilíbrio ideal entre a casa e o hospital» e, «se são uma solução em muitos países europeus, não há razão para não resultarem em Portugal».»
Fonte: Diário Digital / Lusa
Link:http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=62&id_news=316146
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1/30/2008 03:04:00 da tarde
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Investigador descobre forma de ajudar futuros pais
Um investigador da Universidade de Coimbra traçou o perfil genético de uma deficiência enzimática do glóbulo vermelho, susceptível de provocar malformações no feto, possibilitando o aconselhamento de casais que pretendam ter filhos e o diagnóstico pré-natal, refere a Lusa.
Logo que é diagnosticado um caso na família e realizados o diagnóstico molecular e o diagnóstico pré-natal, através dos seus resultados é possível fazer o aconselhamento genético dos casais que pretendem ter filhos, explicou o cientista Licínio Manco, do Centro de Investigação em Antropologia e Saúde, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC).
Segundo o investigador, estes testes «são absolutamente fiáveis» e têm vindo a ser realizados em colaboração com o Departamento de Hematologia do Centro Hospitalar de Coimbra, EPE, considerado um laboratório de Referência Nacional e Internacional, dirigido por Letícia Ribeiro, refere uma nota do gabinete de imprensa da FCTUC.
Licínio Manco adiantou que tem vindo a ser solicitado do estrangeiro para realizar estes diagnósticos em famílias com suspeitas deste tipo de deficiências, em particular de Espanha, mas também da Bélgica, e recentemente da Austrália.
De acordo com o gabinete de imprensa da FCTUC, o estudo, que se desenvolve há uma década, incide sobre uma «deficiência enzimática causadora de anemias hemolíticas (devido à destruição dos glóbulos vermelhos) com consequências clínicas que poderão variar entre a anemia moderada e uma anemia neonatal grave, dependente de transfusões, que, em casos extremos, pode levar à morte do recém-nascido».
Realça que, com o perfil genético da deficiência estabelecido e as mutações identificadas, «é possível realizar estudos familiares e fazer o aconselhamento genético dos casais que pretendam ter filhos, isto é, avaliar, com rigor, a probabilidade de os descendentes apresentarem as formas graves da patologia».»
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1/30/2008 09:30:00 da manhã
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segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
Novos Eventos
"1ª Expo Mamã e Bebé"
Podem consultar os novos eventos em http://eventos-gravidez.blogspot.com/ ou carregando no menu em cima.
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1/28/2008 02:42:00 da tarde
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Homens também têm problemas de fertilidade
Para muitos, o fato de não dar à luz um bebê é motivo de frustração profunda e até mesmo de crises conjugais. A desinformação ainda leva muitas pessoas a atribuírem às mulheres a "culpa" por não poder fazer a família crescer. Desconhecem que os homens podem apresentar problemas na mesma proporção que suas parceiras.
"A infertilidade não é causada exclusivamente por um problema na mulher ou no homem. Os motivos que costumam dificultar uma gravidez normalmente se referem a homens e mulheres em partes iguais, isto é, 40% associados a eles, 40% a elas e 20% ao casal", afirma a ginecologista especializada em Medicina Reprodutiva Silvana Chedid.
Segundo a médica, infertilidade significa dificuldade de se obter gestação após, pelo menos, um ano de manutenção de relações sexuais regulares, sem uso de métodos anticoncepcionais. "O homem pode ser investigado de maneira simples e quase sempre concentrada em um único exame: o espermograma. Ele avalia o número e a qualidade dos espermatozóides. Já no caso da mulher, a investigação é um pouco mais ampla. Os exames fundamentais são: dosagens hormonais, ultra-sonografia transvaginal, e histerossalpingografia", diz Silvana.
Em alguns casos, afirma a especialista, podem ser necessários exames um pouco mais sofisticados, como vídeo histeroscopia (para avaliação da cavidade uterina) e vídeo laparoscopia. "Quando o casal demora a buscar ajuda especializada e chega a um ponto de crise, é necessário, também, todo um acompanhamento psicológico. Afinal, o equilíbrio emocional é fator determinante no sucesso do tratamento".»
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1/28/2008 02:18:00 da tarde
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Graças à pílula, 100 mil mortes por câncer de ovário foram evitadas
«PARIS (AFP) — A pílula contraceptiva permitiu a prevenção de 100.000 mortes de câncer de ovário no mundo desde sua introdução, há quase meio século, afirmou um estudo a ser publicado na edição de sábado do semanário médico britânico The Lancet.
Para chegar a esta estimativa, o professor Valerie Beral (Oxford, Reino Unido) e seus colegas de um grupo de colaboradores destinado a estudar este tipo de câncer analisaram, numa primeira etapa, 45 estudos epidemiológicos sobre o câncer ovariano oriundos de 21 países. Estas pesquisas prévias incluíam 23.257 mulheres atingidas pelo câncer ovariano e 87.303 sadias.
"Durante as próximas décadas, pelo menos 30.000 casos suplementares de câncer ovariano provavelmente serão evitados por ano em razão da utilização da pílula em 2002, dos quais 80 milhões em países em desenvolvimento", acrescentam os autores.
Os contraceptivos orais são comumente relacionados ao desenvolvimento de alguns tipos de câncer, como mama e colo do útero. Mas, ao mesmo tempo, têm um efeito considerado protetor para outros, como os de ovários, útero e o colo-retal, lembram os especialistas canadenses do Lancet.
Este artigo confirma o caráter protetor dos contraceptivos orais com relação ao câncer de ovário, de maneira "impressionante" e sem deixar nenhuma dúvida, ressalta o editorial do The Lancet. O estudo mostra ainda que as vantagens protetoras persistem por anos.
"Os benefícios dos contraceptivos orais contra o câncer de ovário independem de sua composição", afirma o Lancet. Ao lembrar que as contra-indicações (problemas cardíacos ou hepáticos, tromboses, dentre outros) dos anticoncepcionais, os autores do estudo ressaltam que os benefícios trazidos pelas pílulas superam seus riscos.
Estes trabalhos foram financiados pela associação britânica, Cancer Research UK.»
Fonte: AFP
Link:http://afp.google.com/article/ALeqM5i0pG6Iurm-G3-QNGyz-yNCJ9jOEQ
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Paulo Pires
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1/28/2008 10:03:00 da manhã
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sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
Médicos humanizam cesarianas para torná-las menos traumáticas
A notícia de que sua primeira filha, Alyssa, teria de nascer por cesariana deixou a professora Kety Chen, 37, frustrada. Adepta do parto normal, ela havia escolhido um obstetra conhecido por fazer partos humanizados --o mesmo que acompanhara sua irmã em um parto domiciliar. "Tentei o parto natural até o último momento. Quando vi que não ia dar, fiquei triste", conta ela, que tinha placenta prévia (recobrindo o colo do útero) e um mioma na região.
Na sala de operações, no entanto, tudo foi feito para dar ao momento um caráter sublime, mais condizente com um nascimento do que com a frieza que normalmente impera em cirurgias. A luz foi apagada, ficando apenas um foco no abdômen --e evitando que fosse direto nos olhos do bebê. Entre os membros da equipe, não havia outras conversas --a única voz era a do obstetra narrando o que acontecia para a mãe.
O bebê foi retirado calmamente e de modo a simular as condições de um parto normal, com seu pulmão sendo comprimido de forma semelhante à que ocorre no canal vaginal --o que ajuda a eliminar o líquido amniótico.
Logo que Alyssa nasceu, o pano suspenso sobre um arco (campo cirúrgico), que separa a cabeça da paciente do resto do corpo, foi parcialmente rebaixado e a menina, com o cordão umbilical ainda pulsando, foi colocada em contato com a mãe. "Desabei a chorar", conta Kety.
Em seguida, em vez de ir direto para o berçário, a recém-nascida recebeu do pai o primeiro banho, em um mini-ofurô. Meia hora após sair da barriga, já estava mamando. "Foi tão tranqüilo... Há partos em que a criança nasce e fica berrando. Ela ficou em silêncio. Até hoje, com dois meses, é muito tranqüila", diz a mãe. O médico de Kety, o obstetra Jorge Kuhn, professor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), diz que pequenos gestos, como enxugar a criança com suavidade e retirá-la aos poucos do útero podem tornar o parto menos traumático. "Na cesariana, o bebê passa do ambiente intra-uterino para o externo de forma muito brusca. Prefiro fazer o procedimento mais lentamente. Não é igual a um parto normal, que é o ideal, mas é possível simular as condições."
"Cesariana natural"
Na Inglaterra, o obstetra Nicholas Fisk ganhou recentemente os holofotes ao criar um procedimento batizado por ele de "cesariana natural". No método, o campo cirúrgico é rebaixado e a cabeceira da cama é levantada, para que a mãe veja o bebê saindo do útero.
Após a retirada da cabeça, o médico deixa a criança mais um tempo no ventre, para que seu peito seja apertado pelo útero e libere o líquido que entrou nos pulmões --é o que ele chama de reanimação fisiológica.
Ao nascer, o bebê vai para o peito da mãe. "Na cesárea convencional, ele vai imediatamente para o berço de reanimação para o pediatra dar a ele oxigênio, pesá-lo, colocar a identificação, fazer testes... Não há necessidade de fazer isso nessa hora", disse à Folha o médico, hoje diretor do Centro de Pesquisa Clínica da Universidade de Queensland, na Austrália. Ele ressalta que o método só pode ser usado em cesarianas de rotina, quando não há risco para a mãe e o bebê está bem.
Para Fisk, o conceito da "cesariana natural" deve ser dissociado do julgamento sobre se a cesárea é boa ou ruim. "É uma resposta ao fato de o índice de cesáreas estar muito alto. Do jeito como são feitas, é como se as mães estivessem tirando o apêndice, e não tendo um filho. Esforçamo-nos tanto para fazer as mulheres aproveitarem o parto vaginal, por que não fazemos com que elas aproveitem também as cesarianas?", questiona.
No Brasil, o obstetra Cláudio Basbaum, do Hospital São Luiz, em São Paulo, adota várias dessas práticas há mais de 30 anos. Pioneiro no país no parto Leboyer --criado pelo obstetra francês Frédérik Leboyer, partidário da filosofia do nascimento sem violência--, Basbaum diz que adaptou à cesariana os princípios aplicados pelo médico no parto normal. "Quis contemplar as mães e as crianças que estavam sendo alijadas de seus direitos de parir e de nascer de forma natural", diz.
Ele conta que retira a criança de forma progressiva e pausada: primeiro a cabeça, depois os ombros, em seguida o tronco, os quadris e as pernas. "No parto vaginal, as contrações fazem a expulsão fetal de forma paulatina. Na cesárea, é importante evitar a sensação de separação brusca, quando se faz uma tração da criança como um objeto, criando nela uma angústia pela perda brusca de limites." Segundo ele, assim os bebês choram menos, têm menos contraturas e ficam mais calmos. "Muitos dormem ao chegar nas minhas mãos."
Ele só discorda de que as mães queiram ver o bebê saindo do ventre. "Acho que é um ato cirúrgico impactante, que pode até quebrar a emoção." Para o obstetra Eduardo Cordioli, coordenador da maternidade do hospital Albert Einstein, em São Paulo, o principal problema está em rebaixar o campo cirúrgico. "Ele está lá para evitar infecções. A gente cobre a mãe para evitar, por exemplo, que ela tussa na cirurgia e contamine o corte."
Já o obstetra Carlos Roberto Borsatto, gestor do setor materno-infantil do Hospital Santa Catarina, em São Paulo, deixa a cobertura rebaixada. "Caso contrário, a paciente fica desconfortável, olha para o teto. É desigual: o pai circula e vê tudo e a mãe não vê nada."
Ele afirma que não há perigo de contaminação. "Há anos, quando o vilão do ato cirúrgico era a infecção, fazia sentido. Hoje todo hospital tem controle de infecção. O campo funciona mais como uma barreira mecânica, para a mãe não pôr a mão. Mas, como ela fica lúcida, é só conversar com ela. É desnecessário", afirma.
O obstetra Jorge Kuhn aplica o mesmo raciocínio a outro hábito que ele acha desnecessário: o de conter as mãos da mulher para ela não levar o braço ao local da cirurgia. "Busco deixar os braços livres. Como a mulher está consciente, basta explicar."
Paciente de Carlos Borsatto, a professora Cláudia Gabionetta, 39, gostou de ver a retirada do filho, Henrique, hoje com seis anos. "Ver o nenê saindo de dentro de você é uma emoção indescritível. A gente chora, ri, tudo ao mesmo tempo", conta. Grávida novamente de nove meses, ela quer tentar ter parto normal, mas, se não conseguir, vai repetir a experiência da cesariana humanizada. "Não puxam o bebê com rapidez, não cortam o cordão abruptamente, trazem o bebê rapidinho para mim... Não traumatiza."
Para o obstetra Thomas Gollop, também do Albert Einstein, a proposta de rebaixar o campo cirúrgico é interessante, mas não deveria virar um modismo. "Isso exige muito treino da equipe e cuidado da mãe para não colocar a mão por reflexo e contaminar a cirurgia. Uma solução intermediária seria usar uma câmera para a mãe acompanhar ao vivo", propõe.
Ana Cristina Duarte, doula (acompanhante de parto) do Gama (Grupo de Apoio à Maternidade Ativa), recorre à ajuda de um espelho. "Algumas mulheres não querem, mas, para a maioria, é interessante ver a cabecinha saindo. É a oportunidade de testemunhar o nascimento", diz ela, que não considera o termo cesariana "natural" adequado. "Poderia chamar de suave, doce... Mas é uma cirurgia. Natural não é."
Contato precoce
Das práticas citadas acima, uma unanimidade entre os médicos consultados é a importância da amamentação do bebê na primeira hora de vida. O colostro (primeiro leite da mãe) é rico em anticorpos, que ajudam a proteger o bebê de infecções. "Antes, a paciente olhava, passava a mão, tirava uma foto e a criança ia para o berçário. A família via o bebê antes da mãe. Hoje, a criança vai direto para o peito da mãe, ouve a voz dela, sente sua respiração. Estudos mostram que isso diminui o tempo de permanência no berçário, melhora a drenagem do leite da mama e reduz o índice de cólicas", afirma o obstetra Alberto d'Auria, coordenador da maternidade do Hospital São Luiz. Pesquisas mostram que o hábito ajuda ainda na criação do vínculo afetivo e facilita na recuperação da mulher.
Mãe de Constanza, 3, Lavínia, 2, e Martino, de seis meses, a professora de artes Gabriela de Laquila Quintale, 33, sentiu a diferença de ficar logo com o bebê. "Nos dois primeiros partos, eles deram aquela mostradinha básica, um beijinho no rosto e acabou. Só fui ver minhas filhas muito tempo depois. Já o Martino pôde mamar logo após nascer. Fiquei um tempão com ele no colo", diz.
Ela conta que, diferentemente do que ocorreu nos outros dois partos, o clima da sala de cirurgia foi leve, o que a ajudou a superar a frustração de não ter conseguido, mais uma vez, ter um parto normal. "Todo mundo ficou do meu lado, me explicou tudo, recebi massagem nas costas antes da anestesia. Não parece que é um açougue e vão te passar a faca. Até a recuperação foi tranqüila", conta. Já Kety Chen, a professora que passou pelo parto descrito no início do texto, diz que o pós-cirúrgico não foi nada fácil. "Tive uma recuperação considerada melhor do que a média e, mesmo assim, foi muito difícil. Não sei como há mulheres que optam por isso sem necessidade."
Brasil é campeão de cesarianas
No Brasil, é altíssimo o índice de cesarianas: 80% dos partos realizados via planos de saúde são feitos dessa maneira, o que torna o país, nesse setor, o campeão mundial na proporção de cesáreas. No sistema público de saúde nacional, o índice é bem mais baixo: 26%. Mesmo assim, está acima dos 15% recomendados pela OMS (Organização Mundial da Saúde).
No mês passado, a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) lançou um documento como parte de um movimento em favor do parto normal no qual ressalta que, quando feita sem uma indicação médica precisa, a cesariana aumenta os riscos de complicações e de morte para a mulher e para o recém-nascido. "Não raro, as cesarianas são agendadas antes de a mulher entrar em trabalho de parto, aumentando a chance de o bebê ser retirado do útero ainda prematuro, já que é impreciso o cálculo da idade gestacional feito antes do parto", afirma o texto. »
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1/25/2008 11:36:00 da manhã
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Cólo do Útero: Lançado alerta sobre vacina Gardasil
«A autoridade que fiscaliza os medicamentos na União Europeia emitiu hoje um alerta sobre a Gardasil, uma vacina contra o cancro do colo do útero, devido à morte súbita de duas mulheres que a tomaram.
De acordo com uma nota do Infarmed, a autoridade que regula o mercado dos medicamentos em Portugal, não foi encontrada, no entanto, qualquer relação entre o medicamento e os falecimentos.
As mulheres, ambas jovens, faleceram na Alemanha e na Áustria e tomavam a vacina Gardasil, que previne doenças causadas pelo Papilomavírus Humano (HPV), incluindo o cancro do colo do útero, refere o comunicado da Infarmed, que cita o seu congénere europeu, a Agência Europeia de Medicamentos (EMEA).
As estimativas apontam para que 1,5 milhões de mulheres tenham tomado esta vacina em toda a Europa.
Nos dois casos apontados, desconhecem-se ainda as causas das mortes, mas «não foi estabelecida uma relação causal entre a morte das mulheres jovens e administração de Gardasil», refere o comunicado do INFARMED.
Perante esta realidade, o Comité Científico de Medicamentos de Uso Humano da EMEA é da «opinião que o benefício do Gardasil continua ser superior ao risco e que não é necessário alterar a informação sobre o medicamento» contida no folheto que o acompanha (bula).
Em Portugal, cerca de 19 mil mulheres tomaram no último ano aquela vacina, tendo gasto mais de nove milhões de euros na compra do medicamento, segundo fonte laboratorial.
O Governo português prevê ainda começar em Setembro próximo, no início do ano lectivo, iniciar a vacinação gratuita de 55 mil raparigas de 13 anos.
Diário Digital / Lusa »
Fonte:Diário Digital
Link:http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=62&id_news=315408
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1/25/2008 09:53:00 da manhã
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quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
Freguesia de S. Sebastião aposta na saúde
O projecto “Mamã, Papá vou Nascer!” vai decorrer neste ano lectivo no âmbito do protocolo estabelecido entre a Junta de Freguesia de São Sebastião e a Área Disciplinar de Fisioterapia da Escola Superior de Saúde (ESS).
Trata-se de um programa de suporte parental, que tem como finalidade central minimizar/prevenir a ocorrência de problemas resultantes da gravidez no período pré e pós parto e consequentemente promover a saúde e qualidade de vida dos pais e bebés.
Este programa será desenvolvido por Fisioterapeutas, estudantes do 2º Ciclo da Escola Superior de Saúde - com a orientação de um docente - e terá inicio a partir de Janeiro de 2008 dirigindo-se a grávidas, entre o 4º e o 8º mês de gestação e respectivos companheiros.
Dentro dos temas a abordar destaca-se a prevenção da dor lombar (dor lombar), incontinência urinária (perdas de urina), nutrição, desenvolvimento do bebé, entre muitos outros
A Junta de Freguesia de S. Sebastião celebrou com a mesma escola outro protocolo que visa a promoção de saúde do idoso. O projecto intitulado “Passo a Passo com Segurança”, é desenvolvido por quatro fisioterapeutas, alunas da ESS, e pretende prevenir ocorrência de quedas na população idosa. O projecto é dirigido à população idosa, com idade igual ou superior a 65 anos, residente na área da Freguesia de São Sebastião.
O projecto consistirá num programa que inclui palestras, em que serão abordados temas como a importância da prevenção das quedas, os factores de risco, os benefícios do exercício físico e classes de movimento. Terá a duração de 12 semanas e o início será em Março.
O terceiro protocolo destina-se a promover o “Programa 65+”, tendo em vista a promoção e protecção da saúde, da responsabilidade de cinco Fisioterapeutas, estudantes da Escola Superior de Saúde.
Este será dirigido à população com mais de 65 anos pertencente ao concelho de Setúbal, entre os meses de Janeiro e Maio com duas a três sessões semanais. Através de classes de movimento, de actividades lúdicas - dança, actividades ao ar livre e caminhadas - e sessões de esclarecimento será alcançado o principal objectivo de melhorar e/ou manter a funcionalidade e qualidade de vida dos idosos.»
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1/24/2008 02:33:00 da tarde
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Câmara de Vila do Bispo vai construir duas creches e um lar de idosos
A Câmara de Vila do Bispo, até 2009, prevê construir duas creches e um lar de idosos no concelho. A primeira a ser executada será a creche em Vila do Bispo, contígua ao actual jardim de infância.«Está prevista a construção de uma creche em Vila do Bispo, por via da ampliação do jardim de infância, creche essa que, durante este ano, deverá iniciar a construção, e terá uma capacidade para 70 crianças», explicou Gilberto Viegas, presidente da Câmara de Vila do Bispo.
17 de Janeiro de 2008 14:54mara dionísio»
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1/24/2008 09:30:00 da manhã
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quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
Site responde a dúvidas femininas
«É lançado esta quarta-feira, no âmbito da Semana Europeia do Cancro do Colo do Útero, um site na Internet para responder às dúvidas das mulheres.
Segundo a médica Ana Matos são várias as questões colocadas: “Como apanhei esta doença?”, “Qual foi a forma de transmissão?”, “Quem me passou esta infecção?”, “Vou ter um cancro?”.
Para a Ana Matos “os profissionais de saúde” são “responsáveis no esclarecimento desta situação”.
Ainda no âmbito desta Semana Europeia do Cancro do Colo do Útero realiza-se hoje uma sessão no Parlamento.»
Fonte: Rádio Renascença
Link: http://www.rr.pt/InformacaoDetalhe.aspx?AreaId=23&SubAreaId=79&ContentId=233924
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1/23/2008 02:50:00 da tarde
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Preparação do quarto é o início de tudo
Adilson Camargo
Decorar e mobiliar o quarto do bebê é o primeiro impacto no orçamento familiar. O primeiro de muitos. De acordo com o levantamento feito pelo Jornal da Cidade em algumas lojas especializadas de Bauru, deixar o quarto pronto para receber o filho custará algo em torno de R$ 2,5 mil apenas com os itens básicos, como berço, cômoda e guarda-roupas, entre outros.Depois do quarto pronto, é hora de correr atrás do carrinho de bebê, da banheira, do enxoval da criança e também da mãe.
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1/23/2008 09:37:00 da manhã
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terça-feira, 22 de janeiro de 2008
Grávidas: Mais de dois cafés dia aumentam risco de aborto
O trabalho, levado a cab0 por uma equipa liderada por De-Kun Li, da Kaiser Permanente, uma fundação sem fins lucrativos ligada à saúde, da Califórnia, teve como universo 1063 grávidas e decorreu entre 1996 e 1998, período durante o qual as mulheres foram questionadas quanto aos hábitos alimentares até às 20 semanas de gestação, pode ler-se na edição desta terça-feira do diário Público.
Destas, 264 não consumiam qualquer cafeína, 635 relataram um consumo até aos 200 miligramas diários e 164 ultrapassavam esta quantidade.
Registaram-se também 172 abortos.
A partir destes dados, os cientistas foram verificar se existiria alguma relação entre a ingestão de cafeína e o risco de aborto: concluíram que as mulheres que consumiam até 200 miligramas corriam mais riscos (15%) face àquelas que não ingeriam nenhuma (12%), enquanto, no caso das grávidas que iam para lá de 200 miligramas, esse risco subia mesmo para cerca de 25%.
Ou seja, segundo o estudo, mais que dois cafés normais por dia duplicam as possibilidades de abortar, juntando-se a outros factores de risco bem conhecidos, como o tabaco, o álcool ou a idade avançada da mulher. »
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1/22/2008 02:09:00 da tarde
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Epidural a qualquer hora no Hospital de Guimarães
O Director do Serviço de Obstetrícia e Ginecologia, José Manuel Furtado, referiu que foi necessário recorrer a anestesistas de outros hospitais para dar resposta às solicitações das diferentes valências do Hospital.
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1/22/2008 09:31:00 da manhã
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segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
Evitando os incômodos da gravidez
De acordo com o especialista, a melhor posição para as gestantes na hora de dormir é deitar de lado, com o quadril e as pernas ligeiramente flexionados.
"Assim, o peso do abdômen não dificultará a respiração", explica, lembrando que usar um travesseiro entre os joelhos também é bom. Com isso, acontece menos compressão dos vasos sangüíneos dos membros inferiores, o que reduz o inchaço, formigamentos e dores.
No caso de dores lombares, que se manifestam nos últimos meses de gestação ou já existentes antes da gravidez, o ideal seria o repouso, utilização de bolsa de gelo e tratamento com fisioterapia, através de massagens, exercícios posturais corretivos ou uma cinta suporte.
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1/21/2008 02:24:00 da tarde
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Cancro do colo do útero: 19 mil mulheres vacinadas num ano
Comercializada pela Sanofi Pasteur MSD, a Gardasil foi colocada no mercado a 20 de Janeiro de 2007 e, desde então, tem sido essencialmente receitada por pediatras, no caso das raparigas mais jovens, e por ginecologistas, disse à Lusa a directora-médica do laboratório em Portugal.
A efeméride coincide com o início da Semana Europeia contra o cancro do colo do útero, que decorre até 26 de Janeiro, incluindo acções de rua, sessões de esclarecimento para jovens, bem como uma sessão solene na Assembleia da República.
De acordo com Maria João Cunha, da Sanofi Pasteur MSD, cerca de 19 mil mulheres já foram vacinadas, ou estão em vias de receber as três doses da vacinação, que custam 480 euros (160 euros por dose).
As mulheres que foram ou estão a ser vacinadas pertencem essencialmente a três grupos etários: 13 anos, 16/18 anos e 22/26 anos.
A directora médica da Sanofi Pasteur MSD adiantou que, apesar de o preço ser um entrave a uma maior aquisição da vacina, os seus benefícios são «facilmente entendidos pelos pais».
Sobre a possibilidade de ser a Gardasil a vacina escolhida para ser incluída no Plano Nacional de Vacinação (PNV) - que a partir de Setembro vai administrar gratuitamente esta profilaxia - Maria João Cunha não adianta prognósticos, afirmando apenas que o laboratório participa no concurso.
No Ministério da Saúde consta igualmente o pedido de comparticipação da vacina pelo Serviço Nacional de Saúde (37%), ao qual ainda não foi dada resposta.
Maria João Cunha revelou que a Gardasil tem actualmente 96% do mercado português. Os restantes 4% são da Cervarix, vacina comercializada pela GlaxoSmithKline (GSK) que chegou ao mercado português a 15 de Outubro do ano passado e custa 433,23 euros.
A Gardasil é valente para quatro vírus e a Cervarix dirige-se a dois. As duas poderão causar uma redução de pelo menos 70% no número de casos de cancro do colo do útero.
Diário Digital / Lusa »
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1/21/2008 09:31:00 da manhã
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sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
O terceiro país da OCDE com mais cesarianas
«O ministro da Saúde lançou o apelo na sessão de encerramento das comemorações dos 75 anos da Maternidade Alfredo da Costa: «Nascem demasiados bebés por cesariana, e é preciso baixar este número.» Somos o terceiro país da OCDE com a taxa mais alta, que se cifra já em 32% no SNS, e promete continuar a crescer.
Sobretudo nos lugares em que já atinge os 50%, ou seja, nos hospitais particulares, onde os médicos podem «fazer a vontade» às parturientes, ou, diz a má-língua, há vantagens económicas em optar por uma intervenção que custa até quatro vezes mais do que um parto normal.
Isto quando a OMS recomenda que a taxa se situe abaixo dos 20%, considerando o excesso de cesarianas como um indicador de falta de qualidade dos serviços maternos. Porque, para todos os efeitos, a cesariana é uma cirurgia grande, com riscos acrescidos para a mãe e para o bebé, e que deve ser reservada apenas para os casos em que tem genuína indicação clínica. Note-se que o problema não são as cesarianas em si, uma invenção miraculosa, que permite salvar muitas mães e bebés que antigamente morriam, mas o seu uso desnecessário e até perigoso.
O facto de a idade das mães no momento do nascimento do seu primeiro filho ter aumentado, explica, em parte, o fenómeno, mas não tudo. Sabe-se que cada vez mais mulheres pedem (exigem?) que o seu médico lhes faça uma cesariana, por medo da dor, mas também porque sentem o parto como qualquer coisa de impura. Os «sintomas» da sua natureza biológica - sangue, suor e lágrimas - não parecem ter lugar no seu mundo asséptico. Essa rejeição de um lado que consideram «animal» pode estender-se ao dar de mamar, e contaminar negativamente a relação com o bebé.
Daí que a gravidez seja uma oportunidade única de a ajudar a confrontar os seus medos e a reconciliar-se consigo mesma. Para que o parto (sem dor, graças à epidural!) possa ser um momento único de descoberta. Condição essencial: que a equipa de serviço trate a mãe, o pai, e o bebé como eles mercem!
Isabel Stilwell editorial@destak.pt»
Fonte:Destak
Link:http://www.destak.pt/artigos.php?art=7243
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1/18/2008 02:39:00 da tarde
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Dieta mediterrânea na gravidez pode prevenir asma, afirma estudo
Uma equipe de médicos recrutou 507 mulheres que faziam pré-natal numa clínica na ilha mediterrânea de Menorca em 1997. Elas responderam a questionários a respeito de seus hábitos alimentares. Mais de seis anos depois, a equipe analisou os filhos destas mães para verificar se tinham desenvolvido asma ou dificuldades respiratórias ou se apresentavam seis tipos comuns de alergia.
Os pesquisadores descobriram que a dieta alimentar das crianças desta idade tem menor impacto no desenvolvimento destes problemas. O que realmente fazia diferença, no entanto, era o que as mães haviam comido durante a gravidez. Entre as mulheres que participaram do estudo, um terço obteve uma baixa pontuação no teste que mede o grau de utilização da dieta mediterrânea - o consumo de frutas e vegetais, azeite, peixe, grãos, legumes e nozes. Dois terços obtiveram altos graus.
Crianças do grupo de baixa pontuação apresentavam entre três e quatro vezes mais tendência a desenvolver sintomas de asma do que o grupo das mulheres que haviam atingido alta pontuação, e duas vezes mais propensão a desenvolver alergias. O consumo de vegetais mais de oito vezes por semana, de peixe mais de três vezes, e feijão ou ervilha mais de uma vez por semana parecem ser fatores especialmente positivos. Por outro lado, o consumo de carne vermelha mais de três vezes por semana parece ter estimulado os riscos.
O estudo aponta dois componentes-chave da dieta mediterrânea: antioxidantes - substâncias que dificultam a ação danosa dos radicais livres - e ácidos graxos poliinsaturados, tipicamente encontrados no azeite de oliva e no óleo de peixe. Antioxidantes são conhecidos por protegerem contra a asma em crianças pequenas, enquanto que ácidos graxos protegem contra inflamações, um fator importante no complexo problema de asma, explicaram os autores.
A dieta mediterrânea, que é associada à longevidade, também compreende quantidades moderadas de vinho tinto. Mas como o consumo de álcool é proibido durante a gravidez, o vinho não foi incluído no estudo. A pesquisa foi coordenada por Leda Chatzi, médica do Departamento de Medicina Social da Universidade de Creta, na Grécia.»
Fonte:APF
Link:http://afp.google.com/article/ALeqM5jhCUN_D4uDM2RVs6FxQQi8sYzBPQ
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1/18/2008 10:04:00 da manhã
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quinta-feira, 17 de janeiro de 2008
IRS 2008 – O presente envenenado
Por defeito ou feito da profissão as coisas relacionadas com fiscalidade atraem-me um bocado. E uma vez que o planeamento fiscal pode e deve ser um instrumento das famílias para gerir o seu orçamento familiar, acho que faz todo o sentido este post.
Vou tentar ser o mais simples possível . . .
Primeiro interessa explicar o que é “retenção na fonte”, aquele valor que aparece no recibo de vencimento (normalmente com a descrição de “IRS”), não é mais do que retenção na fonte.
Para que serve? Bom, a retenção na fonte serve para adiantar dinheiro ao estado, para depois no final do ano ser diminuido ao imposto a pagar. E se
1) o valor anual de retenções na fonte for superior ao imposto, o contribuinte recebe (reembolso)
2)se o valor anual de retenções na fonte for inferior ao imposto, o contribuinte paga.
(Isto é uma versão muito simplista de como as coisas funcionam, mas para o objectivo acho que chega.)
Até aqui parece simples. (espero eu)
Então o que alterou neste sistema que faça sentido escrever sobre isto.
As alterações foram as seguintes, as taxas de retenção foram diminuidas. O que à partida pode parecer bom, pois uma vez que se retem menos implica que se receba mais, porque o dinheiro em vez de ir para o Estado vai directamente para nós. Mas aqui é que está o problema!!!!
A título de exemplo:
Uma pessoa que recebe 900,00€ mensais brutos, tem em 2007 uma taxa de retenção de 8,5% (o que dá uma retenção de 76,50€).
Essa mesma pessoa em 2008 com a mesma remuneração (sem aumento) tem uma taxa de retenção na fonte de 7% (o que dá uma retenção de 63,00€).
No mapa abaixo podemos ver que esta diferença implica que essa pessoa receba mais 13,50 € mensais sem ter havido qualquer alteração no vencimento ou qualquer custo acrescido para a empresa.
O que vai acontecer é que anualmente, o valor das retenções na fonte diminui, e vai implicar que a referida pessoa vá ter que “pagar mais ou receber menos em 2008 em relação a 2007 (considerando que o imposto era o mesmo).
Esquemáticamente, 3 situações hipotéticas com a distinção de 2007 e 2008:
No fundo, alguém poderia dizer, que o dinheiro rende mais do nosso lado, concordo.
Mas também acredito, se as pessoas não colocarem este dinheiro de parte, para pagar o imposto terão sérias dificuldades no momento em que tenham que o fazer.
Acredito, que a intenção é dar uma imagem de maior rendimento, e por isso que as pessoas consumam mais, porque esse será o efeito psicológico. Pretenderá-se criar com isto um aumento da confiança do cidadão. Alerto, para que se seja prudente, e poupem o excedente para mais tarde pagar o IRS.
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1/17/2008 10:54:00 da manhã
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Dieta mediterrânea na gravidez pode prevenir asma, afirma estudo
Uma equipe de médicos recrutou 507 mulheres que faziam pré-natal numa clínica na ilha mediterrânea de Menorca em 1997. Elas responderam a questionários a respeito de seus hábitos alimentares.
Mais de seis anos depois, a equipe analisou os filhos destas mães para verificar se tinham desenvolvido asma ou dificuldades respiratórias ou se apresentavam seis tipos comuns de alergia.
Os pesquisadores descobriram que a dieta alimentar das crianças desta idade tem menor impacto no desenvolvimento destes problemas. O que realmente fazia diferença, no entanto, era o que as mães haviam comido durante a gravidez.
Entre as mulheres que participaram do estudo, um terço obteve uma baixa pontuação no teste que mede o grau de utilização da dieta mediterrânea - o consumo de frutas e vegetais, azeite, peixe, grãos, legumes e nozes. Dois terços obtiveram altos graus.
Crianças do grupo de baixa pontuação apresentavam entre três e quatro vezes mais tendência a desenvolver sintomas de asma do que o grupo das mulheres que haviam atingido alta pontuação, e duas vezes mais propensão a desenvolver alergias.
O consumo de vegetais mais de oito vezes por semana, de peixe mais de três vezes, e feijão ou ervilha mais de uma vez por semana parecem ser fatores especialmente positivos.
Por outro lado, o consumo de carne vermelha mais de três vezes por semana parece ter estimulado os riscos.
O estudo aponta dois componentes-chave da dieta mediterrânea: antioxidantes - substâncias que dificultam a ação danosa dos radicais livres - e ácidos graxos poliinsaturados, tipicamente encontrados no azeite de oliva e no óleo de peixe.
Antioxidantes são conhecidos por protegerem contra a asma em crianças pequenas, enquanto que ácidos graxos protegem contra inflamações, um fator importante no complexo problema de asma, explicaram os autores.
A dieta mediterrânea, que é associada à longevidade, também compreende quantidades moderadas de vinho tinto. Mas como o consumo de álcool é proibido durante a gravidez, o vinho não foi incluído no estudo.
A pesquisa foi coordenada por Leda Chatzi, médica do Departamento de Medicina Social da Universidade de Creta, na Grécia.»
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Paulo Pires
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1/17/2008 09:57:00 da manhã
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Hospital Privado de Chaves com maternidade a partir de 2009
O futuro Hospital Privado de Chaves (HPC), cujas obras arrancaram hoje, é uma iniciativa orçada em cerca de 20 milhões de euros, da Casa de Saúde de Guimarães (CSG) e do Hospital Particular de Viana do Castelo (HPVC).
Teófilo Leite, administrador da CSG, referiu que a nova unidade hospitalar estará pronta no último trimestre de 2009 e oferecerá os serviços de maternidade, consulta externa para diversas especialidades médicas e cirúrgicas, internamento e cirurgia, meios complementares de diagnóstico e serviço de urgências de 24 horas.
Com uma área de 10 mil metros quadrados, o HPC terá capacidade para 30 consultórios, 52 camas e os serviços de urgência médico-cirúrgica estarão, segundo o administrador, «mesmo» abertos 24 horas por dia.
«Pretendemos responder às necessidades locais, pelo que o hospital procurará complementar a oferta das unidades de saúde já existentes na região», sustentou Teófilo Leite.
O responsável destacou como áreas de interesse estratégico para a população os «serviços de urgências e a maternidade».
«Em 2009, os flavienses voltam a ter uma alternativa válida, orientada para os concelhos mais a norte de Vila Real», disse Carlos Costa, gerente do HPVC.
A nova unidade pretende servir os cerca de 145 mil habitantes de Chaves, Boticas, Montalegre, Valpaços, Ribeira de Pena, Vila Pouca de Aguiar e ainda a cidade fronteiriça de Verin, em Espanha.
«Vamos fazer o inverso do que está a fazer o Estado português. Em vez de levarmos tudo para Espanha queremos trazer, importar os doentes para serem atendidos em Chaves», salientou Teófilo Leite.
António Cabeleira, vice-presidente da Câmara de Chaves, enalteceu o investimento privado em Chaves e considerou que um concelho que não disponha de «um sector de saúde adequado não pode ser competitivo».
«O Estado português está a desresponsabilizar-se. Os cidadãos de Chaves não têm o mesmo acesso à saúde que têm os de Lisboa, embora paguem todos os mesmos impostos», frisou o autarca.
Na sequência do encerramento, a 27 de Dezembro, do bloco de partos do Hospital de Chaves, pelo Ministério da Saúde, a Comissão de Defesa daquela unidade hospitalar está a preparar uma providência cautelar contra o fecho do serviço, que deverá dar entrada, segundo soube a Lusa, nos próximos dias no Tribunal Administrativo de Mirandela.
Com o encerramento do bloco de partos, as grávidas do Alto Tâmega têm agora que se deslocar ao hospital de Vila Real para terem os seus bebés.
Em 2007 nasceram 390 crianças no hospital público de Chaves, 60 por cento das quais através de cesariana.
O Hospital Privado de Chaves vai ser construído junto ao nó de acesso de Chaves à auto-estrada 24. Diário Digital / Lusa »
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Paulo Pires
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1/17/2008 09:31:00 da manhã
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quarta-feira, 16 de janeiro de 2008
Cancro no colo do útero resolvido sem extracção total
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Paulo Pires
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1/16/2008 09:33:00 da manhã
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Remédio pode combater pressão alta em gestantes
Pesquisadores do Centro de Toxinologia Aplicada do Butantan encontraram uma substância presente no veneno da jararaca capaz de atuar diretamente nos casos de hipertensão gestacional. Os responsáveis pelo trabalho pesquisam há quatro anos as aplicações medicinais de moléculas sintéticas derivadas do veneno de cobras.
A partir dos estudos, foi possível identificar um mecanismo capaz de atuar diretamente nas artérias para manter os vasos sanguíneos relaxados e, com isso, controlar a pressão. Foram concluídos testes realizados com animais, que comprovaram a eficácia da nova substância.
“As drogas usadas atualmente no combate à pré-eclâmpsia são desenvolvidas para um hipertenso comum. Agora estamos desenvolvendo um novo medicamento que leva em consideração todas as peculiaridades do organismo de uma mulher grávida”, Juliano Guerreiro, pesquisador do Butantan.
Estatísticas
Cerca de 3,2 milhões de mulheres ficam grávidas por ano no Brasil. Segundo o Conselho Brasileiro de Cardiopatia e Gravidez, 10% dessas gestantes apresentam pré-eclâmpsia, que é responsável por cerca de 30% dos óbitos maternos. Ou seja, cerca de 320 mil mulheres por ano seriam usuárias diretas desse medicamento.
Além da pressão arterial alta, a pré-eclâmpsia se caracteriza por retenção de líquidos (edema) e presença de proteína na urina (proteinúria), podendo evoluir para um quadro de convulsão e coma (eclampsia). A pré-eclâmpsia precisa ser diagnosticada e tratada de forma rápida (durante o pré-natal), já que pode restringir de maneira severa o fluxo de sangue para a placenta, prejudicando perigosamente o feto. O Instituto Butantan fica na Avenida Vital Brasil, 1.500 – Butantã, Zona Oeste de São Paulo.»
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Paulo Pires
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1/16/2008 09:29:00 da manhã
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terça-feira, 15 de janeiro de 2008
Natalidade em crise
Hoje ter um filho é uma aventura, e os números indicam que as mulheres são mães cada vez mais tarde. Como poderia ser de outra forma? Acabar o curso, tentar arranjar trabalho e ser confrontada com um inquérito serrado sobre se tenciona ter filhos ou não. As empresas não querem futuras mães, porque isso significa um encargo adicional. Que qualidade de vida têm os jovens?
Claro que o acesso a múltiplos bens de consumo é hoje uma realidade. Mas a prova de que algo está errado está também no número assustador de divórcios nos primeiros anos de relação. Entre o custo de um pacote de fraldas, as idas ao pediatra, os exames e as vacinas obrigatórios, o custo das creches e infantários particulares, uma vez que o Estado não tem resposta, a lista é infindável e a resposta do Poder está à vista: um apoio ridículo às grávidas e um abono de família diminuto.
Se fosse possível ao casal descontar nos seus impostos as despesas de saúde, ensino, etc., então talvez a balança fosse mais real. Num momento em que se discute o novo aeroporto, o novo TGV, a nova ponte, tudo isto somando um valor astronómico, a pergunta obrigatória é quem no futuro vai usufruir dessas infra-estruturas, e quem vai descontar para a segurança social?
O País envelhece a ritmo acelerado, mas o que importa é discutir obras faraónicas.
Luisa Castel-Branco»
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Paulo Pires
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1/15/2008 12:13:00 da tarde
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