segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Evitando os incômodos da gravidez


«Ser mãe é o sonho da maioria das mulheres, mas nem sempre elas estão prontas para os "efeitos colaterais" da gravidez, como dores na coluna e inchaço nas pernas. Para minimizar o desconforto e garantir o bem-estar durante a gestação, o médico Clóvis Garcia Borges, especializado em Medicina Física e Reabilitação, indica cuidados básicos às futuras mamães.

De acordo com o especialista, a melhor posição para as gestantes na hora de dormir é deitar de lado, com o quadril e as pernas ligeiramente flexionados.
"Assim, o peso do abdômen não dificultará a respiração", explica, lembrando que usar um travesseiro entre os joelhos também é bom. Com isso, acontece menos compressão dos vasos sangüíneos dos membros inferiores, o que reduz o inchaço, formigamentos e dores.

Outra dica importante é quanto à alimentação, pois o sobrepeso pode agravar as dores de coluna. O médico recomenda atividades físicas leves, como caminhadas, hidroginástica e natação.
No caso de dores lombares, que se manifestam nos últimos meses de gestação ou já existentes antes da gravidez, o ideal seria o repouso, utilização de bolsa de gelo e tratamento com fisioterapia, através de massagens, exercícios posturais corretivos ou uma cinta suporte.

"O uso de medicamentos pode ser feito, desde que supervisionado pelo médico", reforça.
Clóvis pondera que, se a gestação estiver correndo sem complicações, é possível fazer exercícios abdominais para facilitar o parto quando chegar a hora, mas sempre com orientação médica.»

Fonte:JM Online

Cancro do colo do útero: 19 mil mulheres vacinadas num ano


«Cerca de 19 mil portuguesas adquiriram a primeira vacina contra o vírus que causa o cancro do colo do útero desde que começou a ser comercializada, há precisamente um ano, tendo gasto mais de nove milhões de euros neste medicamento.

Comercializada pela Sanofi Pasteur MSD, a Gardasil foi colocada no mercado a 20 de Janeiro de 2007 e, desde então, tem sido essencialmente receitada por pediatras, no caso das raparigas mais jovens, e por ginecologistas, disse à Lusa a directora-médica do laboratório em Portugal.
A efeméride coincide com o início da Semana Europeia contra o cancro do colo do útero, que decorre até 26 de Janeiro, incluindo acções de rua, sessões de esclarecimento para jovens, bem como uma sessão solene na Assembleia da República.

De acordo com Maria João Cunha, da Sanofi Pasteur MSD, cerca de 19 mil mulheres já foram vacinadas, ou estão em vias de receber as três doses da vacinação, que custam 480 euros (160 euros por dose).
As mulheres que foram ou estão a ser vacinadas pertencem essencialmente a três grupos etários: 13 anos, 16/18 anos e 22/26 anos.

A directora médica da Sanofi Pasteur MSD adiantou que, apesar de o preço ser um entrave a uma maior aquisição da vacina, os seus benefícios são «facilmente entendidos pelos pais».
Sobre a possibilidade de ser a Gardasil a vacina escolhida para ser incluída no Plano Nacional de Vacinação (PNV) - que a partir de Setembro vai administrar gratuitamente esta profilaxia - Maria João Cunha não adianta prognósticos, afirmando apenas que o laboratório participa no concurso.

No Ministério da Saúde consta igualmente o pedido de comparticipação da vacina pelo Serviço Nacional de Saúde (37%), ao qual ainda não foi dada resposta.
Maria João Cunha revelou que a Gardasil tem actualmente 96% do mercado português. Os restantes 4% são da Cervarix, vacina comercializada pela GlaxoSmithKline (GSK) que chegou ao mercado português a 15 de Outubro do ano passado e custa 433,23 euros.

A Gardasil é valente para quatro vírus e a Cervarix dirige-se a dois. As duas poderão causar uma redução de pelo menos 70% no número de casos de cancro do colo do útero.
Diário Digital / Lusa »

Fonte: Diário Digital

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

O terceiro país da OCDE com mais cesarianas

«O ministro da Saúde lançou o apelo na sessão de encerramento das comemorações dos 75 anos da Maternidade Alfredo da Costa: «Nascem demasiados bebés por cesariana, e é preciso baixar este número.» Somos o terceiro país da OCDE com a taxa mais alta, que se cifra já em 32% no SNS, e promete continuar a crescer.

Sobretudo nos lugares em que já atinge os 50%, ou seja, nos hospitais particulares, onde os médicos podem «fazer a vontade» às parturientes, ou, diz a má-língua, há vantagens económicas em optar por uma intervenção que custa até quatro vezes mais do que um parto normal.

Isto quando a OMS recomenda que a taxa se situe abaixo dos 20%, considerando o excesso de cesarianas como um indicador de falta de qualidade dos serviços maternos. Porque, para todos os efeitos, a cesariana é uma cirurgia grande, com riscos acrescidos para a mãe e para o bebé, e que deve ser reservada apenas para os casos em que tem genuína indicação clínica. Note-se que o problema não são as cesarianas em si, uma invenção miraculosa, que permite salvar muitas mães e bebés que antigamente morriam, mas o seu uso desnecessário e até perigoso.

O facto de a idade das mães no momento do nascimento do seu primeiro filho ter aumentado, explica, em parte, o fenómeno, mas não tudo. Sabe-se que cada vez mais mulheres pedem (exigem?) que o seu médico lhes faça uma cesariana, por medo da dor, mas também porque sentem o parto como qualquer coisa de impura. Os «sintomas» da sua natureza biológica - sangue, suor e lágrimas - não parecem ter lugar no seu mundo asséptico. Essa rejeição de um lado que consideram «animal» pode estender-se ao dar de mamar, e contaminar negativamente a relação com o bebé.

Daí que a gravidez seja uma oportunidade única de a ajudar a confrontar os seus medos e a reconciliar-se consigo mesma. Para que o parto (sem dor, graças à epidural!) possa ser um momento único de descoberta. Condição essencial: que a equipa de serviço trate a mãe, o pai, e o bebé como eles mercem!
Isabel Stilwell editorial@destak.pt»

Fonte:Destak
Link:http://www.destak.pt/artigos.php?art=7243

Dieta mediterrânea na gravidez pode prevenir asma, afirma estudo


«PARIS (AFP) — As mulheres grávidas que seguem a famosa dieta mediterrânea podem, com este hábito, proteger seus filhos de desenvolverem doenças respiratórias como asma e alergia na infância, revelou um estudo a ser publicado na quinta-feira no jornal britânico especializado Thonrax.

Uma equipe de médicos recrutou 507 mulheres que faziam pré-natal numa clínica na ilha mediterrânea de Menorca em 1997. Elas responderam a questionários a respeito de seus hábitos alimentares. Mais de seis anos depois, a equipe analisou os filhos destas mães para verificar se tinham desenvolvido asma ou dificuldades respiratórias ou se apresentavam seis tipos comuns de alergia.

Os pesquisadores descobriram que a dieta alimentar das crianças desta idade tem menor impacto no desenvolvimento destes problemas. O que realmente fazia diferença, no entanto, era o que as mães haviam comido durante a gravidez. Entre as mulheres que participaram do estudo, um terço obteve uma baixa pontuação no teste que mede o grau de utilização da dieta mediterrânea - o consumo de frutas e vegetais, azeite, peixe, grãos, legumes e nozes. Dois terços obtiveram altos graus.

Crianças do grupo de baixa pontuação apresentavam entre três e quatro vezes mais tendência a desenvolver sintomas de asma do que o grupo das mulheres que haviam atingido alta pontuação, e duas vezes mais propensão a desenvolver alergias. O consumo de vegetais mais de oito vezes por semana, de peixe mais de três vezes, e feijão ou ervilha mais de uma vez por semana parecem ser fatores especialmente positivos. Por outro lado, o consumo de carne vermelha mais de três vezes por semana parece ter estimulado os riscos.

O estudo aponta dois componentes-chave da dieta mediterrânea: antioxidantes - substâncias que dificultam a ação danosa dos radicais livres - e ácidos graxos poliinsaturados, tipicamente encontrados no azeite de oliva e no óleo de peixe. Antioxidantes são conhecidos por protegerem contra a asma em crianças pequenas, enquanto que ácidos graxos protegem contra inflamações, um fator importante no complexo problema de asma, explicaram os autores.

A dieta mediterrânea, que é associada à longevidade, também compreende quantidades moderadas de vinho tinto. Mas como o consumo de álcool é proibido durante a gravidez, o vinho não foi incluído no estudo. A pesquisa foi coordenada por Leda Chatzi, médica do Departamento de Medicina Social da Universidade de Creta, na Grécia.»

Fonte:APF
Link:http://afp.google.com/article/ALeqM5jhCUN_D4uDM2RVs6FxQQi8sYzBPQ

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

IRS 2008 – O presente envenenado


Por defeito ou feito da profissão as coisas relacionadas com fiscalidade atraem-me um bocado. E uma vez que o planeamento fiscal pode e deve ser um instrumento das famílias para gerir o seu orçamento familiar, acho que faz todo o sentido este post.

Vou tentar ser o mais simples possível . . .

Primeiro interessa explicar o que é “retenção na fonte”, aquele valor que aparece no recibo de vencimento (normalmente com a descrição de “IRS”), não é mais do que retenção na fonte.

Para que serve? Bom, a retenção na fonte serve para adiantar dinheiro ao estado, para depois no final do ano ser diminuido ao imposto a pagar. E se

1) o valor anual de retenções na fonte for superior ao imposto, o contribuinte recebe (reembolso)

2)se o valor anual de retenções na fonte for inferior ao imposto, o contribuinte paga.

(Isto é uma versão muito simplista de como as coisas funcionam, mas para o objectivo acho que chega.)

Até aqui parece simples. (espero eu)

Então o que alterou neste sistema que faça sentido escrever sobre isto.

As alterações foram as seguintes, as taxas de retenção foram diminuidas. O que à partida pode parecer bom, pois uma vez que se retem menos implica que se receba mais, porque o dinheiro em vez de ir para o Estado vai directamente para nós. Mas aqui é que está o problema!!!!

A título de exemplo:

Uma pessoa que recebe 900,00€ mensais brutos, tem em 2007 uma taxa de retenção de 8,5% (o que dá uma retenção de 76,50€).

Essa mesma pessoa em 2008 com a mesma remuneração (sem aumento) tem uma taxa de retenção na fonte de 7% (o que dá uma retenção de 63,00€).

No mapa abaixo podemos ver que esta diferença implica que essa pessoa receba mais 13,50 € mensais sem ter havido qualquer alteração no vencimento ou qualquer custo acrescido para a empresa.


O que vai acontecer é que anualmente, o valor das retenções na fonte diminui, e vai implicar que a referida pessoa vá ter que “pagar mais ou receber menos em 2008 em relação a 2007 (considerando que o imposto era o mesmo).

Esquemáticamente, 3 situações hipotéticas com a distinção de 2007 e 2008:


No fundo, alguém poderia dizer, que o dinheiro rende mais do nosso lado, concordo.

Mas também acredito, se as pessoas não colocarem este dinheiro de parte, para pagar o imposto terão sérias dificuldades no momento em que tenham que o fazer.

Acredito, que a intenção é dar uma imagem de maior rendimento, e por isso que as pessoas consumam mais, porque esse será o efeito psicológico. Pretenderá-se criar com isto um aumento da confiança do cidadão. Alerto, para que se seja prudente, e poupem o excedente para mais tarde pagar o IRS.

Dieta mediterrânea na gravidez pode prevenir asma, afirma estudo


«PARIS (AFP) — As mulheres grávidas que seguem a famosa dieta mediterrânea podem, com este hábito, proteger seus filhos de desenvolverem doenças respiratórias como asma e alergia na infância, revelou um estudo a ser publicado na quinta-feira no jornal britânico especializado Thonrax.

Uma equipe de médicos recrutou 507 mulheres que faziam pré-natal numa clínica na ilha mediterrânea de Menorca em 1997. Elas responderam a questionários a respeito de seus hábitos alimentares.
Mais de seis anos depois, a equipe analisou os filhos destas mães para verificar se tinham desenvolvido asma ou dificuldades respiratórias ou se apresentavam seis tipos comuns de alergia.

Os pesquisadores descobriram que a dieta alimentar das crianças desta idade tem menor impacto no desenvolvimento destes problemas. O que realmente fazia diferença, no entanto, era o que as mães haviam comido durante a gravidez.
Entre as mulheres que participaram do estudo, um terço obteve uma baixa pontuação no teste que mede o grau de utilização da dieta mediterrânea - o consumo de frutas e vegetais, azeite, peixe, grãos, legumes e nozes. Dois terços obtiveram altos graus.

Crianças do grupo de baixa pontuação apresentavam entre três e quatro vezes mais tendência a desenvolver sintomas de asma do que o grupo das mulheres que haviam atingido alta pontuação, e duas vezes mais propensão a desenvolver alergias.
O consumo de vegetais mais de oito vezes por semana, de peixe mais de três vezes, e feijão ou ervilha mais de uma vez por semana parecem ser fatores especialmente positivos.
Por outro lado, o consumo de carne vermelha mais de três vezes por semana parece ter estimulado os riscos.

O estudo aponta dois componentes-chave da dieta mediterrânea: antioxidantes - substâncias que dificultam a ação danosa dos radicais livres - e ácidos graxos poliinsaturados, tipicamente encontrados no azeite de oliva e no óleo de peixe.
Antioxidantes são conhecidos por protegerem contra a asma em crianças pequenas, enquanto que ácidos graxos protegem contra inflamações, um fator importante no complexo problema de asma, explicaram os autores.

A dieta mediterrânea, que é associada à longevidade, também compreende quantidades moderadas de vinho tinto. Mas como o consumo de álcool é proibido durante a gravidez, o vinho não foi incluído no estudo.
A pesquisa foi coordenada por Leda Chatzi, médica do Departamento de Medicina Social da Universidade de Creta, na Grécia.»

Fonte:APF
Link:http://afp.google.com/article/ALeqM5jhCUN_D4uDM2RVs6FxQQi8sYzBPQ

Hospital Privado de Chaves com maternidade a partir de 2009


«A cidade de Chaves vai dispor, menos de um mês depois de fechar o bloco de partos local, de um hospital privado no concelho que, a partir de 2009, vai disponibilizar maternidade e serviço de urgências 24 horas por dia.
O futuro Hospital Privado de Chaves (HPC), cujas obras arrancaram hoje, é uma iniciativa orçada em cerca de 20 milhões de euros, da Casa de Saúde de Guimarães (CSG) e do Hospital Particular de Viana do Castelo (HPVC).

Teófilo Leite, administrador da CSG, referiu que a nova unidade hospitalar estará pronta no último trimestre de 2009 e oferecerá os serviços de maternidade, consulta externa para diversas especialidades médicas e cirúrgicas, internamento e cirurgia, meios complementares de diagnóstico e serviço de urgências de 24 horas.
Com uma área de 10 mil metros quadrados, o HPC terá capacidade para 30 consultórios, 52 camas e os serviços de urgência médico-cirúrgica estarão, segundo o administrador, «mesmo» abertos 24 horas por dia.

«Pretendemos responder às necessidades locais, pelo que o hospital procurará complementar a oferta das unidades de saúde já existentes na região», sustentou Teófilo Leite.
O responsável destacou como áreas de interesse estratégico para a população os «serviços de urgências e a maternidade».
«Em 2009, os flavienses voltam a ter uma alternativa válida, orientada para os concelhos mais a norte de Vila Real», disse Carlos Costa, gerente do HPVC.

A nova unidade pretende servir os cerca de 145 mil habitantes de Chaves, Boticas, Montalegre, Valpaços, Ribeira de Pena, Vila Pouca de Aguiar e ainda a cidade fronteiriça de Verin, em Espanha.
«Vamos fazer o inverso do que está a fazer o Estado português. Em vez de levarmos tudo para Espanha queremos trazer, importar os doentes para serem atendidos em Chaves», salientou Teófilo Leite.

António Cabeleira, vice-presidente da Câmara de Chaves, enalteceu o investimento privado em Chaves e considerou que um concelho que não disponha de «um sector de saúde adequado não pode ser competitivo».
«O Estado português está a desresponsabilizar-se. Os cidadãos de Chaves não têm o mesmo acesso à saúde que têm os de Lisboa, embora paguem todos os mesmos impostos», frisou o autarca.

Na sequência do encerramento, a 27 de Dezembro, do bloco de partos do Hospital de Chaves, pelo Ministério da Saúde, a Comissão de Defesa daquela unidade hospitalar está a preparar uma providência cautelar contra o fecho do serviço, que deverá dar entrada, segundo soube a Lusa, nos próximos dias no Tribunal Administrativo de Mirandela.
Com o encerramento do bloco de partos, as grávidas do Alto Tâmega têm agora que se deslocar ao hospital de Vila Real para terem os seus bebés.

Em 2007 nasceram 390 crianças no hospital público de Chaves, 60 por cento das quais através de cesariana.
O Hospital Privado de Chaves vai ser construído junto ao nó de acesso de Chaves à auto-estrada 24. Diário Digital / Lusa »

Fonte:Diário Digital
Link:http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=62&id_news=313859

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Cancro no colo do útero resolvido sem extracção total


«Regra geral, o cancro do colo do útero, que afecta principalmente mulheres em idade fértil, é resolvido com extracção total. Ontem, numa intervenção inédita no país, o IPO de Coimbra tratou uma jovem de 28 anos, sem comprometer a possibilidade de uma gravidez futuraEstima-se que o cancro do colo do útero mate uma mulher por dia em Portugal.

A doença, silenciosa no início e causada por um vírus, atinge geralmente mulheres jovens, muitas vezes ainda sem filhos e com o desejo natural de formarem família. Porém, o tratamento seguido até aqui compreende a cirurgia total, inviabilizando a gravidez.Ontem, o Centro Regional de Coimbra do Instituto Português de Oncologia (IPO) «deu um passo em frente no tratamento de uma forma conservadora».

Daniel Silva, director do Serviço de Ginecologia, chefiou com êxito uma intervenção cirúrgica baseada numa técnica criada pelo médico francês Daniel Dargent, que não inviabiliza a capacidade reprodutora.De uma forma simplificada, a operação explica-se como sendo uma intervenção direccionada ao cancro no colo do útero, sem extracção, e limpeza dos tecidos envolventes. Papel fundamental cabe ao laboratório, à histopatologia, que no decorrer da operação vai fornecendo aos cirurgiões os resultados de análises a tecidos recolhidos, permitindo uma maior segurança à intervenção.

Que, no caso de Coimbra, durou quatro horas.Para Daniel Silva, esta técnica, que ainda não tinha sido aplicada em Portugal, poderá ser desenvolvida em outras unidades de saúde do país. Admite, no entanto, que comporta assumir riscos, desde logo pela própria doente. A jovem ontem operada, de 28 anos e sem filhos, vai ser mantida sob vigilância médica. Agora, explicou o clínico, «vamos manter o útero funcional, para que possa engravidar».»

Fonte: Diário de Coimbra

Remédio pode combater pressão alta em gestantes


« Um medicamento considerado inédito, que atua no combate à pressão alta em gestantes, está sendo desenvolvido pela Secretaria de Estado da Saúde, por intermédio do Instituto Butantan. O objetivo é combater a pré-eclâmpsia, doença atinge mulheres a partir da 20ª semana de gestação e que pode até matar.

Pesquisadores do Centro de Toxinologia Aplicada do Butantan encontraram uma substância presente no veneno da jararaca capaz de atuar diretamente nos casos de hipertensão gestacional. Os responsáveis pelo trabalho pesquisam há quatro anos as aplicações medicinais de moléculas sintéticas derivadas do veneno de cobras.

A partir dos estudos, foi possível identificar um mecanismo capaz de atuar diretamente nas artérias para manter os vasos sanguíneos relaxados e, com isso, controlar a pressão. Foram concluídos testes realizados com animais, que comprovaram a eficácia da nova substância.

“As drogas usadas atualmente no combate à pré-eclâmpsia são desenvolvidas para um hipertenso comum. Agora estamos desenvolvendo um novo medicamento que leva em consideração todas as peculiaridades do organismo de uma mulher grávida”, Juliano Guerreiro, pesquisador do Butantan.

Estatísticas

Cerca de 3,2 milhões de mulheres ficam grávidas por ano no Brasil. Segundo o Conselho Brasileiro de Cardiopatia e Gravidez, 10% dessas gestantes apresentam pré-eclâmpsia, que é responsável por cerca de 30% dos óbitos maternos. Ou seja, cerca de 320 mil mulheres por ano seriam usuárias diretas desse medicamento.

Além da pressão arterial alta, a pré-eclâmpsia se caracteriza por retenção de líquidos (edema) e presença de proteína na urina (proteinúria), podendo evoluir para um quadro de convulsão e coma (eclampsia). A pré-eclâmpsia precisa ser diagnosticada e tratada de forma rápida (durante o pré-natal), já que pode restringir de maneira severa o fluxo de sangue para a placenta, prejudicando perigosamente o feto. O Instituto Butantan fica na Avenida Vital Brasil, 1.500 – Butantã, Zona Oeste de São Paulo.»

Fonte:A Tribuna Online

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Natalidade em crise


«As consequências para o País são dramáticas e determinantes a médio e longo prazos. As razões do decréscimo da natalidade são fáceis de perceber. A precariedade de emprego, os eternos recibos verdes, o aumento do custo de vida, a ausência do mercado de arrendamento que obriga os jovens à compra de casa nos arredores de Lisboa (só falando na capital), a necessidade de carro próprio, o respectivo aumento constante dos juros, etc., etc.

Hoje ter um filho é uma aventura, e os números indicam que as mulheres são mães cada vez mais tarde. Como poderia ser de outra forma? Acabar o curso, tentar arranjar trabalho e ser confrontada com um inquérito serrado sobre se tenciona ter filhos ou não. As empresas não querem futuras mães, porque isso significa um encargo adicional. Que qualidade de vida têm os jovens?

Claro que o acesso a múltiplos bens de consumo é hoje uma realidade. Mas a prova de que algo está errado está também no número assustador de divórcios nos primeiros anos de relação. Entre o custo de um pacote de fraldas, as idas ao pediatra, os exames e as vacinas obrigatórios, o custo das creches e infantários particulares, uma vez que o Estado não tem resposta, a lista é infindável e a resposta do Poder está à vista: um apoio ridículo às grávidas e um abono de família diminuto.

Se fosse possível ao casal descontar nos seus impostos as despesas de saúde, ensino, etc., então talvez a balança fosse mais real. Num momento em que se discute o novo aeroporto, o novo TGV, a nova ponte, tudo isto somando um valor astronómico, a pergunta obrigatória é quem no futuro vai usufruir dessas infra-estruturas, e quem vai descontar para a segurança social?
O País envelhece a ritmo acelerado, mas o que importa é discutir obras faraónicas.

Luisa Castel-Branco»

Fonte:Destak

Os múltiplos aspectos emocionais envolvidos na infertilidade feminina


«A motivação para a criação deste texto partiu da percepção que temos, por meio da prática clínica, da repetição de histórias muito parecidas vivenciadas por mulheres que se deparam com o diagnóstico de infertilidade.A infertilidade, para a Medicina, é a dificuldade de engravidar após 12 meses de tentativas, sem uso de nenhum método contraceptivo.

No entanto, para as pacientes que vivenciam esse problema, a infertilidade está além desta definição, é mais do que isso. Não conseguir gerar um filho com a pessoa amada e não conseguir dar continuidade à família é por demais frustrante e desmotivante.Além disso, a sociedade estipula uma série de etapas a serem cumpridas pelas pessoas. Quando uma delas não é cumprida, aparecem as cobranças e imposições. Assim é se você não namora, precisa “arranjar” alguém; se já namora, precisa casar; e, se já casou, precisa ter filhos...

A imposição dessa ordem linear de acontecimentos colabora para pressionar ainda mais os casais que tentam engravidar. E, se estes não marcarem o seu espaço frente à demanda do outro, pontuando o que os incomoda, para se protegerem, as angústias podem tornar-se insuportáveis.Misto de sentimentosÉ comum perceber, com toda essa problemática, que as mulheres com dificuldade de gravidez começam a se fechar num mundo muito solitário e frio.

Deixam de sair com receio dos comentários alheios, sentem-se inferiorizadas frente às demais mulheres, pouco dividem com seus companheiros sentimentos e pensamentos com medo da rejeição do parceiro e, em alguns casos, abandonam seus empregos para dedicarem-se exclusivamente ao tratamento para engravidar.Com tantas limitações, a infertilidade acaba estando presente em tudo, uma vez que se configura como “não produzir, não criar”.

Se imaginarmos um terreno a ser germinado e colocarmos a infertilidade em apenas uma porção, com o passar do tempo, olhamos novamente este mesmo terreno e percebemos que a porção infértil ocupou uma área maior. Isso não precisa necessariamente ser assim.Percebemos haver uma tendência das mulheres a levarem a infertilidade para outros espaços de sua vida, uma vez que a situação e os fatores a ela relacionados são frustrantes e angustiantes, gerando, principalmente, sentimentos de impotência.Para contornar este período difícil da vida é necessário que essas mulheres consigam “adubar” e “preparar a terra” a fim de que outras produções sejam possíveis, expandindo seus horizontes para além da gravidez.

O processo psicoterapêutico em muito auxilia essa questão. Algumas pacientes engravidaram justamente no momento em que se viam produtivas no trabalho e maduras em sua vida pessoal.Para situações delicadas e singulares como o enfretamento da infertilidade conjugal não existem receitas prontas (para alguma dificuldade na vida existe?); mas, certamente, a busca por essa expansão de interesses trará um sentimento de eficiência e de auto-valorização para essas mulheres, enquanto a gravidez não vem.

Luciana Leis é psicóloga da Clínica Gera e é especializada no tratamento de casais com problemas de fertilidade.»

Fonte:Campo Grande News

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Creches e pré-escolas podem evitar disseminação de infecções


«É só a criança ingressar na creche ou na pré-escola que as visitas ao pediatra aumentam. Conforme um artigo de revisão publicado no Jornal de Pediatria (vol.83 n.4, 2007), crianças cuidadas em creches ou pré-escolas têm um risco duas ou três vezes maior de adquirir infecções.

A partir de um levantamento da literatura científica, os autores da pesquisa, os médicos Maria Nesti e Moisés Goldbaum, ambos da Universidade de São Paulo (USP), reuniram medidas simples de prevenção que podem reverter esse quadro.Segundo a pesquisa, creches e pré-escolas, públicas ou privadas, são ambientes que favorecem a transmissão de doenças e o comportamento das crianças pequenas facilita a disseminação destas: elas ficam em contato físico constante entre si e com os adultos e nem sempre lavam as mãos, que são levadas à boca, juntamente com qualquer objeto.

Mãos, objetos e superfícies podem assim conter restos de urina, fezes, saliva e outras secreções que transmitem doenças.Por isso, procedimentos simples como a utilização de roupa sobre as fraldas, a limpeza de brinquedos e superfícies e a lavagem das mãos com água e sabão são formas eficazes de se evitar a disseminação de doenças. As mãos devem ser lavadas antes de manipular ou servir alimentos, depois de ajudar crianças a usar o banheiro e após a troca de fraldas e o contato com fluidos corporais.

O artigo ainda ressalta a importância de se usar lenços descartáveis para limpar os narizes, o material deve ser depois descartado em recipientes forrados com plásticos e tampados."A maioria das pessoas intui que crianças que freqüentam creches têm maior número de episódios de doença transmissível, mas desconhece o risco real e a efetividade das medidas simples de controle", diz Maria Nesti. "Realizamos uma pesquisa junto ao departamento de Medicina Preventiva da USP, junto a creches anexas a hospitais (por ser maior a probabilidade de serem conhecidos os mecanismos de transmissão e controle de doenças, pela proximidade aos profissionais de saúde) no município de São Paulo e verificamos que há desconhecimento do tema".

Para ela, é fundamental o treinamento rotineiro dos funcionários de creches e pré-escolas, com envolvimento de profissionais de saúde e administradores de saúde pública em níveis locais e nacionais."O primeiro passo é reconhecer o problema e a necessidade de mudança”, afirma Maria. "Já existem esquemas de treinamento de funcionários de creches na área de educação; seria necessário o contato com a área da saúde, para o treinamento básico de multiplicadores que a seguir reproduziriam as aulas, complementando o conteúdo já existente".

Ela lembra que antigamente havia um auxiliar de saúde nas creches, cuja presença não é mais obrigatória, mas as próprias professoras poderiam ser treinadas, sem a necessidade de aumentar o pessoal.De acordo com a médica, um dos maiores obstáculos ao programa é a crença de que a experiência caseira com crianças é suficiente para habilitar um funcionário de creche.

Porém, as recomendações domésticas de higiene e limpeza não são suficientes para um ambiente onde se misturam crianças de diferentes casas. Na creche, o procedimento simples de trocar fraldas, por exemplo, deve ser feito de maneira diferente, segundo Nesti.»

Fonte:Com Ciência

Para pesquisador, feto e mãe vivem em guerra durante gravidez

«Engravidar causa enjôo, desejos gastronômicos bizarros e (para as mamães mais vaidosas) um certo desalinho na silhueta. Nenhuma controvérsia aí. Desconfio, no entanto, que quase nenhuma gestante pense nos seus meses de gravidez como uma queda-de-braço ou uma batalha: um cabo-de-guerra no qual ela ocupa uma das pontas e o feto crescendo em seu ventre, a outra.

Ao contrário do que milênios de prosa e verso sobre as belezas da maternidade dizem, os interesses da mamãe e do bebê estariam longe de ser idênticos, segundo essa linha de pensamento. A idéia pode parecer mera intriga de quem ficou para titia, mas os fatos mais básicos da biologia dos mamíferos, se investigados com o devido cuidado, sugerem que essa é a mais pura verdade. Casando uma série de dados moleculares, fisiológicos e comportamentais, os cientistas estão usando essa queda-de-braço entre fetos e grávidas para explicar estranhas doenças e até para entender por que os animais clonados raramente são saudáveis.

O conceito-chave para entender essa bagunça toda tem um nome um tanto desajeitado: estampagem genômica. O que é “estampado”, ou seja, leva uma espécie de “carimbo” molecular, são os pedaços de DNA que todos carregamos no núcleo de nossas células. Dá para pensar nesses carimbos como uma espécie de certificado de procedência – materna ou paterna. Isso porque todos os organismos que se reproduzem por meio do sexo são, na verdade, a mistura meio-a-meio de duas influências diferentes: metade de seu DNA vem do pai e a outra, da mãe.

Na prática, os cromossomos -- as estruturas enoveladas que abrigam o DNA -- são transmitidas em duas cópias, uma materna e outra paterna. Existem razões muito boas para acreditar que essa origem mista do nosso material genético é uma receita para o conflito. Afinal, tanto machos quanto fêmeas “querem” (de forma não necessariamente consciente) aumentar ao máximo as chances de transmitir seus genes para as futuras gerações.

Só que cada um está usando, para isso, uma estratégia fundamentalmente diferente da do outro. A fêmea só consegue ter poucos filhotes por gestação, e por isso investe seu tempo e energia em cuidar bem deles, para que todos sobrevivam. Já o macho é capaz de engravidar um enorme número de fêmeas diferentes, se tiver sorte, mas não entra com as energias de seu próprio organismo para garantir que a filharada chegue à vida adulta. Ora, conforme as análises do funcionamento dos genes começaram a se sofisticar, os biólogos começaram a perceber um fenômeno esquisito. Uma proporção pequena (menos de 1%) mas significativa dos genes de mamíferos parecia sofrer um estranho “desligamento” seletivo: em alguns casos, era a versão paterna de um trecho de DNA que era desativada; em outra, a versão materna. Esse é o processo que ficou conhecido como estampagem genômica.

À primeira vista, o fato parecia simples burrice biológica. Acredita-se que uma das vantagens de possuirmos duas cópias de cada gene é parecida com a precaução de guardar cópias extras de um arquivo ou documento importante. Se o arquivo original for destruído (ou seja, se uma das cópias do gene sofrer uma alteração que o impeça de funcionar direito), a cópia ainda pode dar conta do recado.
Por que, afinal, jogar fora esse seguro de vida molecular? Filhinho da mamãe, filhinho do papai A coisa começa a soar menos maluca se imaginarmos, mais uma vez, que os genes paternos e os genes maternos podem ter “planos” muito diferentes para o pequeno ser que virá. (Falamos de “planos” apenas no sentido de influências biomoleculares inconscientes que, no futuro, aumentarão as chances de que aquele tipo de gene se multiplique. É lógico que pedaços de DNA não fazem nada de caso pensado – aliás, eles não pensam.).

É bastante lógico supor, por exemplo, que uma mãe grávida precisa balancear a nutrição que dará a seus fetos com a própria saúde e com suas chances futuras de ter mais filhos. Afinal, engravidar de novo mais tarde é seu único caminho para espalhar ainda mais seus genes. Papai, por outro lado, pode muito bem dizer “eu não tenho nada com isso”. Seus interesses, nesse caso, coincidem com os do feto. Enquanto está tentando inseminar outras fêmeas, é importante que seu filhão seja capaz de sugar o máximo possível de recursos da mãe, de forma a ter boas chances de virar um adulto saudável e fértil. Ou seja: nos casos de estampagem genômica, o esperado é que os genes paternos “desligados” sejam os que induzem maior retirada de nutrientes do organismo, enquanto os genes maternos “desativados” correspondam a uma diminuição do envio de recursos para os bebês. Isso, repito, é o esperado.

Será que ele se confirma na vida real? Por enquanto, tudo indica que sim. Pouca gente sabe, mas ao longo da gravidez o transporte de nutrientes não acontece só graças à bondade e ao carinho da mamãe: a placenta do feto lança projeções que invadem os tecidos da genitora e arrancam de lá os recursos necessários. Acontece que uma das doenças mais comuns ligadas a uma gestação, a pré-eclâmpsia (uma forma perigosa de pressão alta), parece estar ligada a uma substância que os fetos jogam na corrente sangüínea materna. Essa proteína impede que a mãe conserte pequenos danos nos seus vasos sangüíneos. Com isso, sua pressão arterial tende a aumentar, o que leva a aumentar a quantidade de sangue que chega até o feto via placenta. Quem cunhou o ditado caipira “bater na mãe por causa de mistura” (“mistura” em caipirês quer dizer o prato principal da refeição, para quem não sabe) parece ter profetizado essa estratégia chantagista dos bebês.

Nesse caso em particular, a relação exata com a estampagem genômica ainda precisa ser elucidada, mas ela já ficou clara no caso de dois genes, o Igf2 e o Igf2r. Os nomes parecidos não foram dados por acaso: na verdade, um pode ser visto como o ataque e o outro, como o contra-ataque. Basta dizer que o Igf2 estimula o crescimento rápido dos fetos. Em geral, é a cópia do pai que está “ligada” nos embriões. Se ela for desativada, filhotes de camundongo nascem com 40% menos peso. Já o Igf2r funciona como inibidor do Igf2.
Nesse caso, ocorre o contrário: a cópia paterna fica sempre desligada, para evitar filhotes muito pequenos. Se a cópia materna for desativada, parece que os limites ao crescimento fetal vão para o espaço, e os bebês-camundongos nascem com 125% mais peso.

Outros estudos confirmaram um duelo parecido entre dois genes ligados ao desejo de amamentação dos filhotes muito pequenos. E mais alguns trabalhos sugerem que também há uma variação na severidade da estampagem genômica dependendo do grau de monogamia da espécie: se o casal for fiel, terá seus filhos sempre como uma unidade e, portanto terá interesses genéticos parecidos na gestação e na criação deles. Existem mesmo indícios de que os problemas de saúde dos animais clonados -- muitos nascem com tamanho acima do normal ou matam a mãe de aluguel durante a gravidez -- decorreriam de erros de estampagem genômica.

Sem a fecundação normal, o padrão típico de ativação e desligamento dos genes maternos e paternos não se instalaria, e teríamos então fetos tão "gulosos" que acabariam morrendo engasgados, por assim dizer, sugando mais recursos maternos do que deveriam para o seu próprio bem. Em conjunto, essas descobertas traçam um retrato épico de golpes e contragolpes, num combate sem fim pelo sucesso reprodutivo e, em última instância, evolutivo. Definitivamente “guerra dos sexos” e “conflito de gerações” não foram inventados pelo bicho homem. »

Fonte:Midiamax
Link:http://www.midiamax.com/view.php?mat_id=310998

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Comer folhas previne câncer de colo de útero


«Pesquisadores da Faculdade de Saúde Pública da USP apontaram que folhas verde-escuras e frutas alaranjadas e amarelo-escuras ajudam a proteger as mulheres contra o câncer de colo de útero.

De acordo com o estudo, estes alimentos possuem uma substância chamada licopeno, um carotenóide, um tipo de substância que combate os radicais livres do organismo, aumentando a capacidade imunológica.

Os alimentos que contêm as maiores quantidades de licopeno são a goiaba, a melancia e o tomate.

Mayanna Stevanim»

Fonte:Imirante.com

A dificuldade de amamentar (conclusão)


«por Silas A. RosaSilas Rosa - , 10/01/08 17:54

Existem algumas características do leite materno que o tornam inimitável, por mais que a tecnologia avance na produção de leites industrializados tentando, obter a cada dia, leites mais parecidos com o leite materno. A primeira destas características ímpares do leite materno é a variabilidade de composição. O leite materno tem uma composição variável acompanhando a constante variação das necessidades da criança.

Desta forma, sua composição varia não só ao longo do tempo, acompanhando o crescimento e desenvolvimento da criança, como também ciclicamente, ao longo das 24 horas de cada dia. O leite produzido no período matutino é mais concentrado, enquanto o leite produzido a tarde possui uma proporção maior de água.
A relação que se estabelece durante o período de amamentação não representa uma via de mão única, da mãe para a criança, mas uma estreita inter-relação entre ambos.

Através da sucção (estímulo tátil), do choro (estímulo sonoro) e de outras possíveis formas, que estão sendo descobertas somente agora, o bebê estimula a mãe e interfere na produção e liberação do leite, qualitativa e quantitativamente. Pesquisas mostram que o leite produzido em algumas circunstâncias especiais, como quando a criança adoece, é diferente. Quando a criança vive situação clínica que pode levá-la à desidratação, o leite produzido tem concentrações (teor relativo de água, eletrólitos e nutrientes) que se adaptam a esta nova condição.

É comum ouvir das mães de crianças que estão em aleitamento misto (leite materno e mamadeira) que quando seus filhos adoecem só aceitam o leite materno. Pedro de Alcântara, um antigo professor de Pediatria, dizia sempre que se a inteligência dos pais e pediatras falha o último recurso é contar com os mecanismos de defesa do próprio organismo da criança: seu rim, seu fígado, seus pulmões e seus instintos.

O fato da criança doente só aceitar o leite materno certamente é um desses mecanismos de defesa, priorizando o que é fundamental para sua recuperação. Portanto, o leite materno tem uma variabilidade infinita que o adapta sempre às necessidades das circunstâncias normais ou patológicas que a criança vivencia.
O leite da mãe do prematuro é diferente do leite da mulher que teve seu filho durante um período gestacional normal.

Entre outras diferenças o leite da mãe do prematuro possui uma concentração maior de ácidos graxos poli-insaturados de cadeia média, essenciais ao amadurecimento do sistema nervoso central, para compensar o encurtamento da vida intra-uterina.
Outra característica do leite materno, impossível de ser imitada pela industrialização do leite de vaca, é o seu repertório de elementos de defesa contra micróbios.

Outro velho professor de Pediatria, uruguaio, dizia, há muitos anos atrás, quando nem era ainda conhecido este repertório de substâncias anti-infecciosas do leite materno, baseado apenas nas suas observações de evolução das crianças, que o bebe amamentado exclusivamente ao seio raramente adoece e quando adoece, raramente morre. Eu sempre digo às mães que, como pediatra “cansado” que sou, defendo ardorosamente o aleitamento exclusivo ao peito no primeiro semestre de vida por interesses pessoais: não quero ter de tratar de crianças doentes.

Prefiro recebê-las periodicamente ao consultório apenas para fazer Puericultura: pesá-las, medi-las e examiná-las para, no final, dizer às mães: “parabéns, seu filho está ótimo, graças ao seu empenho em amamentá-lo”, volte no mês que vem. Quando a criança começa a receber mamadeira, iniciam os problemas: diarréia, tosse, coriza, erupção na pele e tudo o mais.
Até o “cocô” de quem mama somente leite materno é diferente: geralmente é um líquido ou uma massa amarelada praticamente inodora. Já o cocô de quem mama mamadeira se aproxima muito do cocô dos adultos com seu característico cheiro desagradável.

A maioria das crianças que mamam somente leite materno geralmente faz cocô muitas vezes ao dia, toda vez que mamam. A minoria passa alguns dias sem evacuar. Principalmente as meninas são mais propensas a este “intestino preso”. No entanto, nem os que têm o intestino solto, nem os que o têm preso, ficam incomodados quando somente mamam leite materno.

Finalizando, gostaria de lembrar o que disse no primeiro desses artigos sobre amamentação: a decisão de adotar o aleitamento exclusivo tem um preço: de início incomoda muito mais. Porém o “investimento” vale a pena e tem retorno garantido. Estas crianças darão muito menos trabalho, a médio prazo, porque não adoecem e, a longo prazo, tendem a ser adultos mais equilibrados, felizes e menos propensos aos vícios.»

Fonte:Rondo Notícias

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Aprender línguas desde pequenino


«Joana Silva Santos 2008-01-07


Defensores do método multilinguístico acreditam nos benefícios da aprendizagem precoce e em simultâneo de várias línguas.

"Adeus!; au revoir!; goodbye!; auf wiedersehen!". Esta é apenas uma das sequências de palavras em português, francês, inglês e alemão que se tornou uma constante na Fundação Adolfo Vieira de Brito, pioneira, desde Outubro, na implementação do método multilinguístico criado pelo investigador Alberto de Sousa.

O investigador de neuropsicologia da linguagem não considera a educação como uma transmissão do saber mas sim como "uma formação do ser, onde todas as áreas programáticas são objectivadas para o desenvolvimento das capacidades da criança". Baseado na neuropsicolinguística, o Método Multilinguístico de Iniciação à Leitura-Escrita desenvolvido por Alberto de Sousa sugere uma abordagem em simultâneo de quatro línguas, de forma faseada, com o apoio de jogos e programas didácticos.

Inicialmente, as crianças são estimuladas para o desenvolvimento das capacidades auditivas e linguísticas, depois para a apreensão e compreensão do vocabulário, avançando em seguida para a interacção multilinguística.Segundo Edgard Fortes, presidente da Fundação Adolfo Vieira de Brito, o método multilinguístico deve ser aplicado idealmente durante dois anos, pois as crianças estão mais abertas a desenvolver estas capacidades logo a partir dos três anos.

Em declarações à Lusa, e a partir de investigações científicas no campo da linguística, o responsável explica que "quanto mais precoce for a aprendizagem de uma língua, melhor será o seu domínio e que é mais fácil aprender várias línguas em simultâneo do que sequencialmente".Por isso mesmo, as crianças do jardim-de-infância com 4 e 5 anos de idade têm aqui uma nova actividade.

A par com a pintura de desenhos, as histórias que são contadas e os jogos didácticos, as crianças aprendem palavras ou frases simples simultaneamente em português, francês, inglês e alemão, através do método multilinguístico.Começam por relacionar um gesto com uma imagem e a expressar essa palavra nas quatro línguas - técnica fonogestual. Depois segue-se a acção e ideia gestual, com recurso aos cartões.

As educadoras mostram as gravuras às crianças, que repetem o nome da figura ou acção representada, nas várias línguas.O método multilinguístico é implementado em pequenas sessões de cinco a dez minutos, duas a três vezes por semana, onde as educadoras, além de recorrerem a diversos jogos, também promovem dramatizações, utilizando simultaneamente programas de computador interactivos, que ajudam na apreensão da forma correcta de pronunciação das palavras.

"A linguagem é muito incipiente, mas a verdade é que as crianças rapidamente apanham o ritmo, detêm as palavras e começam a aprender, não a língua, mas frases, palavras isoladas, que depois no seu conjunto formam frases lógicas que fazem sentido", explica Edgard Fortes. Ainda assim, a implementação da nova actividade trouxe de início algum receio mas a experiência foi bem aceite e, segundo as educadoras, os resultados "têm sido satisfatórios". A formação, de acordo com Edgard Fortes, não é um problema, e as educadoras não precisam de ter um curso específico em línguas.

"Se a educadora não sabe, tem a 'cábula' atrás do cartão e depois tem ainda um dispositivo informático, onde as palavras estão escritas e são lidas na língua original", explica. No entanto, para uma melhor adaptação a esta nova actividade pedagógica, as educadoras deste jardim-de-infância privado receberam formação ministrada por Alberto Sousa.Actualmente, em Portugal, o método multilinguístico está a ser aplicado somente na Fundação Adolfo Vieira de Brito, às turmas de quatro e cinco anos, abrangendo 44 crianças. .......»

Fonte:Educare.pt

Amamentação pode reduzir o risco de alergias


«A amamentação como única fonte alimentar para o bebê por pelo menos quatro meses pode prevenir asma, eczema e alergias alimentares em bebês de alto risco (cuja família tem histórico desses problemas), segundo a Academia Americana de Pediatria.

Em uma nova política publicada, a entidade abandona as recomendações anteriores de introduzir gradualmente alimentos associados à alergia em crianças.

E aconselha que o leite de vaca seja incluído na alimentação após o primeiro aniversário do bebê; ovos, só após dois anos; e amendoim e peixes, após três anos de vida.

As novas diretrizes são resultado de revisão de recomendações feitas há sete anos.

E eles destacam que amamentar o bebê por pelo menos quatro meses reduz o risco de alergia ao leite e eczema nos dois primeiros anos, e que não há evidências de que as fórmulas comerciais tenham os mesmos efeitos.»

Fonte:Tribuna do Norte
Link:http://www.tribunadonorte.com/?page=teste&id_nots=30860&pagina=Ci%C3%AAncia

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Natalidade em Italia



Câmara oferece 700 euros em compras aos bebés


«O município da Pampilhosa da Serra vai oferecer aos pais dos bebés que nasçam este ano no concelho compras até 700 euros. Mas para promover a natalidade são necessárias boas acessibilidades, afirma José Brito.

A Câmara Municipal da Pampilhosa da Serra decidiu oferecer aos pais dos bebés que nasçam este ano no concelho compras até ao valor de 700 euros. A medida foi anunciada ontem pelo presidente da Câmara da Pampilhosa da Serra, José Brito, e é uma das muitas iniciativas com que a autarquia comemora este ano os 700 anos da criação do concelho.

“A minha primeira ajuda” é a designação da medida, que prevê a oferta de compras até 700 euros em artigos essenciais para o bebé, que terão de ser feitas nos estabelecimentos comerciais do concelho. O objectivo da iniciativa é “dar um apoio às famílias, algumas das quais sobrevivem com dificuldades”, e ao mesmo tempo promove o comércio local, referiu o autarca.

“Não se trata de uma medida para promover a natalidade, porque penso que não é o dinheiro que influencia a decisão de ter filhos, mas muito mais outros incentivos, como a qualidade de vida e melhores acessibilidades”, afirmou José Brito, em declarações ao DIÁRIO AS BEIRAS.

O programa das comemorações dos 700 anos encontra- -se estruturado em sete temas do poder local - história, cultura, social, desporto, promoção, empreendedorismo e ciclo “Mise en Scéne” -, a partir dos quais se desenrolam diversas actividades que constituem o programa das comemorações. Exposições, conferências e encontros temáticos são algumas das iniciativas programadas, que apostam na descentralização das actividades.

“Comemorar 700 anos é uma marca importante e queremos envolver toda a população”, referiu José Brito.Uma das iniciativas, o ciclo “700 olhares por 10 freguesias”, começa quinta-feira, cabendo à freguesia da Pampilhosa da Serra expor as suas potencialidades, durante um mês, no Museu Municipal, seguindo-se depois iniciativas a cargo das restantes freguesias.»

Fonte:Diário as beiras

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Novos Eventos



"Musica para Bebés"

Podem consultar os novos eventos em http://eventos-gravidez.blogspot.com/ ou carregando no menu em cima.

Quais são os riscos da ingestão de bebidas alcoólicas na gravidez?


«O álcool é uma substância química com efeitos pronunciados sobre o sistema nervoso, devido à sua capacidade sedativa, de lentificação dos movimentos, desorientação, e alterações na marcha. Além disso, o consumo regular de bebidas alcoólicas relaciona-se com aumento do risco de doenças do fígado e câncer, dentre outras enfermidades.

Pesquisadores ingleses, do University College London Hospitals, publicaram um estudo na revista BMJ, no qual questionaram a segurança da ingestão de pequenas quantidades de bebidas alcoólicas, durante a gestação. As recomendações de alguns especialistas limitam o consumo a uma ou duas vezes por semana, de apenas uma ou duas doses de bebidas que contenham álcool. Por sua vez, algumas entidades como a British Medical Association proíbem, de forma categórica, o uso de álcool pelas gestantes.

Os investigadores esclarecem que as mães etilistas, possuem risco elevado de gerar filhos com a síndrome alcoólica fetal. Estima-se que no ano de 1991, cerca de 0,9% das grávidas, fazia uso de algum tipo de bebida alcoólica, número que se elevou para 3,5% em 1999. Sabe-se que o álcool, na gestação, se associa à elevação da chance de complicações como aborto, parto prematuro, feto morto e baixo peso ao nascer.

Assim, diante da ausência de fortes evidências científicas, que assegurem a inocuidade do álcool em pequenas doses, durante o período de gravidez, os autores sugerem que as bebidas alcoólicas devem ser totalmente evitadas, pelas mulheres nesta fase.Fonte: BMJ Press releases; (Saturday 27) October 2007.»

Fonte:Correio da Semana
Link:http://correiodasemana.com.br/jornal/index.php?q=node/655

Cirurgia plástica após parto avança entre as brasileiras

«Procedimentos despertam alertas sobre a pressa das mulheres e a insistência em modificar o corpo

Levantar os seios, definir o abdome e se livrar das gordurinhas: um pacote completo que virou moda entre mulheres que acabam de dar à luz e pretendem voltar a ter o mesmo corpo que exibiam antes da gestação. Populares nos Estados Unidos e na Inglaterra, onde são vendidas em pacotes com nomes atraentes como "mommy makeover" ou "mommy job", o conjunto de cirurgias para apagar as marcas deixadas pela gravidez já é bastante difundido nos consultórios brasileiros. No entanto, despertam alertas sobre a pressa das mulheres e a insistência em modificar o corpo sem antes esperar que ele volte ao normal naturalmente.

"Algumas mulheres nos procuram durante a gestação para saber se podem fazer plástica logo após a cesárea", afirma a cirurgiã plástica Luciana Pepino. "Há médicos que fazem, mas não é recomendado. E o difícil é convencê-las a esperar", explica, acrescentando que muitas até mesmo se iludem com o poder das cirurgias, achando que vão fazê-las perder peso, o que não é verdade.O cirurgião plástico Cláudio Valle, do corpo clínico do Hospital São Rafael, também atende pacientes com esse perfil: "Tem pessoas que, ainda amamentando, querem fazer lipoaspiração", conta.

"Em geral são mulheres muito bonitas, que não aceitam a mudança no corpo provocada pela gravidez", diz.Segundo Valle, elas não conseguem se ver com estrias e a pele flácida decorrente da gestação. Além disso, outro fator que impulsiona o imaginário dessas "recém-mamães" é o visual de muitas celebridades que, dias após o parto, desfilam com corpos perfeitos. Algumas, como a atriz Giovana Antonelli, assumem ter recorrido à lipoaspiração. Outras, como a apresentadora Angélica dizem nunca ter feito, mas alimentam especulações sobre como voltaram à antiga forma em tão pouco tempo.

No ano passado, a Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos fez mais de 325 mil cirurgias plásticas em mães com idades entre 20 e 39 anos. No Brasil, não há dados compilados, mas os médicos afirmam que a procura só aumenta."Amamentei minha filha por cinco semanas e meus seios diminuíram", conta a inglesa Orlaith McAllister, de 28 anos. "Passei por todo esse sofrimento e o que desejava era voltar a apreciar meu corpo", explica ela, para justificar a cirurgia que fez quando a filha completou 10 meses.

O cirurgião americano David Stoker foi um dos primeiros a comercializar essa renovação estética das mamães, oferecendo um pacote que inclui cirurgia para levantar os seios - com ou sem implantes -, plástica do abdome e lipoaspiração. As mulheres, segundo o médico, não precisam mais se sentir "complexadas ou melindradas com sua aparência".

CUIDADOS

Obstetras e cirurgiões plásticos são unânimes em dizer que, quando bem feitas, e no tempo adequado, as cirurgias não apresentam problemas e melhoram a auto-estima das mulheres. Porém, é necessário bom senso. "Você não pode operar uma mulher que acabou de dar à luz ou que está amamentando. E você não pode achar que todas as mulheres são iguais, reagem da mesma maneira e têm o mesmo corpo", afirma o ginecologista e obstetra Soubhi Kahhale, professor da Universidade São Paulo (USP) e da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).

Ele enumera os motivos. O primeiro deles é a predisposição a problemas de coagulação do sangue, provocados pelas alterações hormonais naturais da gravidez. Desse modo, toda mulher nos meses depois da gestação tem maiores chances de ter embolias e tromboses. Outro problema diz respeito ao próprio corpo, que precisa de um período para voltar ao normal. O útero, que está dilatado, vai se contrair. A pele ainda vai diminuir. As mamas estão cheias de leite e os hormônios, ainda em níveis diferentes do normal.

"É impossível ao cirurgião fazer uma programação da cirurgia."Assim, é preciso esperar pelo menos seis meses após parar de amamentar para fazer as cirurgias. No caso de mulheres que ganharam muito peso, é necessário emagrecer antes de recorrer às correções no abdome e à lipoaspiração. "É um processo individualizado e cada paciente tem uma necessidade", afirma Antonio Graziosi, presidente do departamento de cirurgia plástica da Associação Paulista de Medicina (APM). "Qualquer coisa fora disso, em pacotes, é mercantilização, é banalização da medicina", afirma.A advogada Ana Rita Cardoso Meireles, de 30 anos, esperou três anos para recorrer ao bisturi.

Além da questão financeira, ela preferiu esperar para ver se não queria outros filhos. "Agora era o momento, apesar de estar incomodada com a minha barriga desde o fim da gestação", conta ela.Há pouco mais de duas semanas, Ana Rita colocou prótese nas mamas, fez uma cirurgia de abdome e uma lipo. "Cada mulher reage de um jeito. No meu caso, fiquei com barriga de avental, que me deixava muito incomodada", diz ela, que ainda está no período pós-operatório. "Quando tirei a cinta, já percebi a diferença. Não vejo a hora de ver o resultado."

CRÍTICAS

Os críticos das cirurgias vêem ainda uma banalização não só da saúde, mas do corpo da mulher. Diana Zuckerman, do Centro Nacional de Pesquisa de Mulheres e Famílias, nos Estados Unidos, afirma que, se o marketing conseguir tornar o corpo depois do parto "algo inaceitável socialmente, imagine o quão enorme será o seu público e quantas cirurgias poderão ser comercializadas". Em resumo: "o sonho dos homens de marketing é fazer as mulheres acreditarem que seus corpos ficam repugnantes após o nascimento de um filho", afirma Diana. (COM THE GUARDIAN) »

Fonte:Bemparana
Link:http://www.bemparana.com.br/index.php?n=54519&t=cirurgia-plastica-apos-parto-avanca-entre-as-brasileiras

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Tratamento eleva em 49% nascimentos de gêmeos


«A possibilidade de engravidar de gêmeos chega a assustar algumas mulheres, mas o que muitas não sabem é que o aumento de ocorrências pode ser uma tendência com a introdução e a facilidade dos tratamentos de fertilidade. Prova disso são os dados do Registro Civil, divulgados recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em 2006, Limeira registrou 49 partos de gêmeos, ou seja, 97 bebês nascidos vivos - houve um óbito fetal. O número representa um aumento de 49% em relação aos 33 partos de gêmeos ocorridos em 2005. Naquele ano, os nascidos vivos foram 65 e um óbito também. A participação dos gêmeos subiu de 1,6% para 2,4% do total de nascimentos. Mas qual a explicação para esse aumento? A ginecologista e obstetra Renata Zaccaria Simoni, especializada em gestação de alto risco, afirmou que a resposta está diretamente ligada ao avanço da medicina.

“O custo das medicações para induzir os óvulos foi barateado nos últimos anos. Sem contar também que os médicos se aperfeiçoaram no assunto justamente pelo aumento da demanda”. De acordo com ela, há dois tipos de gemelares. O primeiro são os idênticos, considerados verdadeiros ou monozigóticos, que são fisicamente iguais e do mesmo sexo. “Esse nunca muda. A variação mundial é de 1%”. Já os fraternos ou dizigóticos, que se parecem e podem não ser do mesmo sexo, fazem parte do segundo tipo de gemelares.

“É, na verdade, esse tipo de gêmeos que fez com que as estatísticas aumentassem de forma considerável”Ela esclareceu que, no primeiro caso, os gêmeos monozigóticos se originam pela fecundação de um óvulo por um espermatozóide, que se divide em dois zigotos dando dois embriões absolutamente idênticos. Já os dizigóticos são oriundos da fecundação de dois óvulos por dois espermatozóides e representam a maioria dos casos de gemelaridade. “O aumento da freqüência é variável nos gêmeos fraternos, dependendo da etnia, herança de gemelaridade materna, tratamentos de reprodução assistida, idade materna e paridade.

Nos gêmeos idênticos não existe variação da incidência”. Ainda de acordo com ela, há médicos que já fazem a indução dos óvulos no próprio consultório. Nota-se, então, a facilidade de engravidar de gêmeos. ADOLESCENTESEm 2006, o maior crescimento da incidência de gêmeos ocorreu em partos de mães com idade entre 15 e 19 anos. Foram 14 bebês nascidos vivos, aumento de 180% em relação a 2005, quase três vezes mais. A faixa seguinte, de 20 a 24 anos, também cresceu, passando de 8 bebês gerados para 20 (150%).

A explicação para essa elevação, de acordo com a especialista, está explícita durante o início da vida reprodutiva das jovens. Segundo ela, nesse período há grandes possibilidades de ciclos hormonais desordenados. Ou seja, pode ser liberado mais que um óvulo no mês, e daí, a ocorrência de gestação dupla sem o uso de medicação. Para a psicóloga Maria Rita Lemos, as jovens de hoje têm melhores condições de vida para garantir uma gravidez desse tipo nessa faixa etária. Em relação ao aumento global, ela afirma que o nascimento de gêmeos traz impacto financeiro nas famílias. “Cria-se um impasse e os pais precisam criar condições para sustentar as crianças”. Há também, segundo ela, o acréscimo emocional.

“Os pais devem ser preparados para essa situação. Cada filho tem de ser cuidado de formas diferentes, respeitando as características individuais. Os pais não podem interferir no destino de cada um deles”. A médica Renata ainda destacou que todas as gestações de gêmeos são consideradas de alto risco. Por isso, há necessidade do acompanhamento de um especialista da área. “Há chances de prematuridade, hipertensão, diabetes e outras complicações”. (RR/RS) »

Parteira moderna humaniza nascimento


«Fabiano Ormaneze / Agência Anhangüera

O estetoscópio de Pinard - instrumento de madeira criado há mais de 130 anos para ouvir o coração do bebê no ventre da mãe - resiste ao tempo na casa da enfermeira Maria Clara Amaral. Mesmo já sem utilizá-lo, ele se tornou um símbolo do conhecimento antigo, aprimorado com tempo e estudo, com o objetivo de manter a força feminina. Com mais de 30 anos de profissão, o trabalho dessa enfermeira é marcado pela luta por partos mais humanizados e o retorno à época em que se nascia em casa, com a presença de uma parteira e de algumas outras mulheres que já haviam passado pela experiência de parir.

Maria Clara é obstetriz, uma espécie de "parteira da atualidade". Com curso superior em enfermagem e habilitação em obstetrícia, profissionais como ela se dedicam à tarefa de afastar dos hospitais as mulheres em trabalho de parto, oferecer conforto, amenizar a dor e possibilitar que a chegada de uma nova vida ao mundo seja uma experiência da qual a mulher é a protagonista. "Uma cesariana não tem a mesma força que arrepia a gente. É um ato em que a mulher não sente, se torna passiva diante da ação de um médico.

Gravidez não é doença para ser assunto de hospital", defende. Mãe de dois filhos, Maria Clara ajuda a promover uma experiência pela qual não pôde passar: suas gestações foram de risco, motivo que a obrigou à cesárea.Depois de uma carreira em que realizou uma série de partos domiciliares, Maria Clara se dedica à formação de novos profissionais. Ela é professora no curso de enfermagem na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Na defesa do parto em casa, a obstetriz também ajuda a diminuir um dos índices mais alarmantes da saúde no Brasil: a quantidade de cesáreas realizadas todos os anos representa 90% do número total de partos feitos no País, quando a Organização Mundial da Saúde (OMS) indica como ideal entre 15% e 20%. Sem o interesse de substituir o médico e com a consciência de que, em casos com complicações, a única saída é apelar para o bisturi, a obstetriz acompanha os exames feitos pelos médicos e a gravidez desde o início. "A verdadeira preparação para o parto deve mostrar à mulher que ela é capaz e afastar dela o medo da dor e do sofrimento, causa de tanta gente não viver a experiência de dar à luz naturalmente.

"ExperiênciaA médica neonatologista Ana Paula Caldas Machado tem três filhos. Na primeira gestação, há sete anos, ela tentou ter um parto natural num hospital, mas teve complicações e foi preciso recorrer à cesárea. "Me senti frustrada e resolvi pesquisar outras formas de entender o parto. De início, achei que essa história de ter filhos em casa era maluquice, mas resolvi tentar. Geralmente, os médicos têm pressa e induzem à cesárea, alegando riscos e desculpas como pouco líquido, bacia pequena, falta de dilatação. Hoje, sei que não existe mulher que não dilata, há falta de paciência", enfatiza.

Ao engravidar pela segunda vez, Ana Paula contratou uma obstetriz de São Paulo, Vilma Nischi, para ser a responsável por ajudá-la a trazer ao mundo a garotinha Lis, hoje com 3 anos."Quando submetida à cesárea, a mulher fica completamente dissociada do que está acontecendo. Você não sente nada. No parto natural, principalmente se for em casa, a mãe é a dona da situação. Quando ela consegue transpor o limite da dor, se sente poderosa e realizada como mulher." Se estivesse num hospital, Ana Paula tem a certeza de que os médicos teriam optado pela cesariana. Foram quase 30 horas de trabalho de parto, sempre com Vilma ao seu lado.

Para amenizar a dor, entraram as estratégias das obstetrizes e das doulas, acompanhantes das parturientes (palavra que substitui a tradicional "paciente", usada por boa parte dos médicos)."A mulher muda de posição, toma banhos, recebe massagens. Nossa função é respeitar a intimidade e monitorar se ela ou o bebê correm algum risco e, se for o caso, correr para o hospital", explica Vilma, que já realizou 128 partos domiciliares desde 2002, a maioria em mulheres com curso superior e de classe média-alta. Paulistana, ela atua na Capital, em Campinas e em Sorocaba. O custo desse tipo de parto fica em torno de R$ 3 mil, valor próximo ao cobrado por médicos para uma cesárea, sem as despesas de hospital.

Há dois meses, quando Raul, seu terceiro filho, nasceu, Ana Paula repetiu a experiência e estava com o bebê nos braços depois de três horas. "O pós-operatório da cesárea também é muito pior. A mulher precisa cuidar da cirurgia e do recém-nascido."DorNa Holanda, campeã dos partos domiciliares, 35% dos bebês nascem em casa e a taxa de cesárea é menor que 10%. Por lá, também proliferam os cursos de preparação para o parto natural, que têm o objetivo de mostrar à mulher que este é um processo mais doloroso, mas compensador. "Nos hospitais, a mãe não está num lugar propício para um momento tão íntimo. Há uma profusão de luzes, corre-corre, ela fica ao lado de outras mulheres que não conhece.
Médicos e enfermeiros a estimulam a fazer força, sem respeitar o tempo e o desejo", ressalta Maria Clara, que também defende o uso mais racional da anestesia peridural. "Mais do que tirar a dor, é uma forma de roubar da mulher a experiência completa de virar mãe. Ela faz força simplesmente porque lhe pedem, sem sentir nada."Como mãe e médica, Ana Paula também ressalta que, para o bebê, há muito mais vantagens num parto natural. "A passagem pela vagina faz com que o recém-nascido se comprima e isso retira toda a secreção que existir no pulmão. O risco de infecções também é mínimo.

Na cesárea, além de não escolher em que hora vai nascer, a criança tem 30 segundos para se adaptar ao novo jeito de respirar fora do útero."Antes de dar à luz em casa, Maria Clara explica que é necessário uma avaliação das condições da mulher e do bebê. "Se a parturiente já tiver feito duas cesáreas, o parto natural não é indicado, pois o útero está mais frágil e pode romper com a força que ela fará. O tamanho do bebê e da bacia da mãe também precisam ser verificados, assim como a possibilidade de um encaminhamento imediato para um hospital no caso de complicações.

"Doula ajuda as mulheres a superarem dor e dúvidaUma mulher para servir. Esse é o significado original, no grego, para a palavra doula, profissão da uruguaia Lucía Caldeyro, há 35 anos no Brasil. Ela é como as antigas acompanhantes das mulheres que tinham os filhos em casa no tempo das parteiras sem formação universitária. No vocabulário dessas novas profissionais, servir é o mesmo que orientar o casal sobre o que esperar do parto, ajudar a mulher a encontrar a melhor posição para dar à luz e sugerir estratégias naturais, como banhos, massagens e relaxamentos que aliviem a dor.

A função surgiu nos Estados Unidos, depois de uma pesquisa na década de 70 que provou que partos com acompanhantes eram mais rápidos e fáceis.Com 26 anos de profissão, Lucía começou como voluntária no Centro de Apoio à Saúde Integral da Mulher (Caism), da Unicamp, num grupo de parto alternativo. "O trabalho da doula começa junto com a gravidez. Mesmo depois que o bebê nasce, ela visita a família, transmite informações sobre amamentação e tira dúvidas da mãe, principalmente daquelas que têm o primeiro filho."Entre os instrumentos que ela leva aos partos que acompanha, estão bolas utilizadas por fisioterapeutas e bambolês.

"O parto é algo natural como a digestão. Por isso, ninguém precisa ensiná-lo à mulher. Mas há fatores que atrapalham. Nossa função é auxiliá-la a ter um parto tranqüilo e seguro." Na América do Norte, já existem cerca de 12 mil doulas. No Brasil, não há estimativas do número dessas profissionais.Lucía teve quatro filhos, todos naturalmente. No último, ficou apenas 15 minutos com contrações. "Resolvi ser doula para ajudar mulheres a ter experiências tão boas como as minhas, desde a primeira gestação." O alívio da dor, conseguido por meio de mudança de posição, tem uma justificativa na anatomia. Segundo a obstetriz Maria Clara Amaral, na posição ginecológica, em que a maioria dos partos é feita, a mulher sente maior desconforto porque uma veia chamada cava, localizada entre o útero e a coluna, é comprimida pelo peso do bebê. "Além disso, a mulher se sente muito vulnerável nesse posição. Ela deve escolher como quer ter o filho."»

Fonte:Cosmo Online

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Ser pai ...

Confidências ...

É com grande expectativa que aguardo o momento de conhecer o nosso bebé. Não penso muito no que o bebé me vai trazer mas mais aquilo que eu lhe posso dar. Apenas gostava de ser o melhor pai possível.

Estou certo que todos os futuros papás terão também preocupações mais práticas e a mais curto prazo, como o providenciar que todas as necessidades de conforto da mãe e do bebé sejam satisfeitas. Nesse sentido, eu também tenho essas preocupações mais terrenas que envolvem aspectos financeiros e de logística. Pois porque o orçamento, os horários e disponibilidade de tempo vão sofrer várias alterações e restrições.

A prioridade será o bebé, mas sem descuidar outros itens também importantes que envolverão a mãe, e o seu acompanhamento pré e pós parto.

Assim sendo "aconselho" a quem passa agora por esta fase a começar a olhar para o Orçamento Familiar, a definir em conjunto com a companheira o que é superfluo, e quais as prioridades.
Estou certo de que com um pouco de esforço, engenho e criatividade se conseguirá encontrar um ponto de equilibrio para que todas as necessidades sejam satisfeitas.

A dificuldade de amamentar (II) por Silas A. Rosa


«No artigo anterior enfatizamos a necessidade de se iniciar o processo de alimentação do bebê oferecendo como primeira e única opção a mama. Falamos também de um período de adaptação da dupla mãe-filho de quinze dias em que é preciso paciência e persistência, resistindo a todas as “tentações” de facilitar a vida, oferecendo outro leite ou chupeta.

Se neste período, como também após ele, por alguma razão cessar, circunstancialmente, a liberação do leite, é preferível que a criança passe algumas horas de fome a receber mamadeira. Repetimos: a primeira mamadeira é quase sempre o início precoce de um processo de desmame.
Digo sempre às mães que estão iniciando o processo de lactação que a decisão de adotar a amamentação exclusiva dos bebês no primeiro semestre da vida é o primeiro e mais importante passo para a felicidade deles.

Afirmava, no passado, que o primeiro passo, na verdade, era a decisão de se ter parto normal, mas neste quesito eu fui vencido pela evolução dos fatos. Infelizmente, a Assistência Médica, como qualquer instituição humana, é ela mesma e suas circunstâncias. Falar em parto normal, isto é, parto vaginal, é clamar no deserto. Os obstetras que comigo trabalham e que conhecem meu passado em defesa do parto normal, dizem que hoje parto normal é a cesariana, devendo se denominar o parto outrora normal de parto vaginal.

No entanto, nas maternidades públicas a freqüência de partos vaginais continua sendo superior a dos partos cesarianos. Como sou otimista, ainda espero que no futuro haja um movimento para reverter esta preferência pelas cesarianas, observada nas maternidades particulares.
Esta decisão pela amamentação exclusiva, entretanto, não é fácil. Os bebês que mamam exclusivamente leite materno inicialmente dão mais trabalho que os alimentados com mamadeiras.

Os bebês em aleitamento materno “toda hora” querem mamar, enquanto os alimentados com mamadeira “são uns reloginhos”, mamam de três em três horas. Ademais, os que mamam leite materno ficam muitos minutos sugando e, a seguir, ficam acordados, resmungando, se mexendo e exigindo atenção. Já os da mamadeira mamam e dormem... são uns anjinhos! As mães dos que somente mamam no peito dormem muito menos que as felizardas que resolveram dar mamadeira, porque os bebês amamentados com leite materno acordam muito mais vezes à noite para mamar.

No entanto, tudo isto têm o seu contraponto em favor do aleitamento materno como veremos a seguir.
A proteína principal do leite materno é a lacto-albumina. Esta proteína é de fácil digestão no estômago do bebê e em poucos minutos passa para o intestino, esvaziando o estômago. Como a fome depende em parte da plenitude gástrica estas crianças têm vontade de sugar a intervalos muito menores que os que tomam mamadeira com leite de vaca in natura ou industrializado. A principal proteína do leite de vaca é a caseína, de digestão muito mais difícil e demorada.

O leite de vaca é produto natural para alimentar bezerros que nascem com 33 quilos (e não 3 quilos como os bebês) e que, sendo ruminantes, possuem quatro estômagos (pança, rúmen, barrete e coagulador). Portanto, quando o bebê mama o leite de vaca, mesmo industrializado, com bastante caseína ele tem uma digestão difícil e demorada. É como se o bebê amamentado com leite materno comesse um prato de massas a cada ato alimentar, enquanto o “coitado” do condenado a tomar mamadeira come um prato de feijoada a cada três horas. Por isso este último só mama e dorme... na verdade “não dorme”: “desmaia” como nós, adultos, nos sábados a tarde após a feijoada do almoço.

Sempre digo às mães que o desenvolvimento neuro-psico-motor do bebê decorre de sua atividade em vigília e não das horas “mortas” em que dorme. Daí terem os bebês alimentados somente com leite materno um desenvolvimento melhor que os outros: firmam a cabeça mais cedo, sentam primeiro, engatinham antes, andam e começam a falar com idade menor, em média.

Por estas e outras razões, que ainda vamos expor nos próximos artigos, a opção da amamentação adequada (leite materno exclusivo nos primeiros seis meses e manutenção da amamentação por pelo menos mais um ano e meio depois) embora exija mais da mãe acaba compensando, principalmente se o foco da análise for o futuro dos bebês.

Fonte: Silas Rosa
Autor: Silas Rosa »

Fonte:Rondonotícias

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Exposição hormonal no útero pode ser causa de anorexia


«Estudo britânico acredita que a doença pode surgir devido a uma forte exposição hormonal dentro do útero

A pesquisa foi efectuada por investigadores da Universidade de Sussex, afirmando que uma produção elevada de estrogénio pelas mães pode afectar a estrutura cerebral do bebé, tornando-o mais susceptível de vir a desenvolver um distúrbio alimentar.

Baseando-se nos registos de gestações de milhares de gémeos suecos guardados numa base de dados, os investigadores descobriram que o risco de anorexia era superior nas gémeas comparativamente com os gémeos, algo que não causou surpresa, já que a doença manifesta-se mais entre as raparigas.

Segundo os cientistas, o facto é fácil de explicar já que o estrogénio é necessário para o desenvolvimento do feto feminino, mas uma grande produção da hormona pode afectar a estrutura do cérebro.

Os investigadores mostraram-se surpreendidos com os resultados da análise de casais de gémeos, descobrindo que os rapazes que nasceram com as raparigas tiveram uma probabilidade 10 vezes superior de vir a sofrer da doença.

"Sabemos que o estrogénio e outras hormonas têm um grande efeito no organismo, e parece que existiu uma grande produção de estrogénio pelas mães em alguns dos casos analisados", afirmou Marco Procopio, um dos especialistas envolvidos na pesquisa.
"O estudo prova que existe uma causa genética para a doença", acrescentou o investigador, contestando a teoria de que as raparigas são mais vulneráveis à anorexia por influência das imagens de modelos que são muito magras.

O especialista acredita que futuramente será possível acompanhar as gestações por forma a evitar que as mães produzam estrogénio em excesso.

Pedro Santos»

Fonte: Farmácia.com.pt
Link: http://www.farmacia.com.pt/index.php?name=News&file=article&sid=5301

Novos Eventos



"Barrigas de Amor"

Podem consultar os novos eventos em http://eventos-gravidez.blogspot.com/ ou carregando no menu em cima.

Quebra da natalidade deve-se muito à entrada da mulher no mundo do trabalho


«Está difícil nascer em Portugal. Especialistas apontam a entrada da mulher no mundo do trabalho, falta de incentivos fiscais e gastos com educação como principais causas da crise na natalidade.

Comparar os dados relacionados com os nascimentos em Portugal antes de 1974 com os actuais leva a uma pergunta comum: "São dados do mesmo país?". A discrepância é acentuada e a especialista na área de natalidade e demografia, Ana Aroso, explica algumas razões que levam as mulheres e os casais de hoje a não terem mais filhos.

Até há trinta anos atrás, a idade preferida para um casal ter o primeiro filho situava-se entre os 20 e os 24 anos. Nos últimos anos, ser mãe ou pai tem-se tornado um objectivo cada vez mais tardio e, segundo estudos actuais, é possível verificar que, em média, os casais têm o primeiro filho entre os 30 e os 34 anos.

E a crise acentua-se de ano para ano. Prova disso são os números de 2005 e 2006. Em 2005, nasceram em Portugal 105 mil crianças, enquanto em 2006 nasceram apenas 101 mil - um decréscimo de quatro mil nascimentos.
Num estudo da Associação Portuguesa de Demografia são apontados os cinco factores decisivos para esta crise demográfica. O principal motivo é a entrada da mulher no mundo do trabalho, com a consequente falta de tempo para tomar conta de um filho.

Os factores que se seguem na lista são a "dedicação à vida profissional, que leva a uma maior falta de tempo", "a falta de incentivos fiscais por parte do Governo e de grande parte das autarquias e que provem que ter um filho não significa, obrigatoriamente, ter encargos excessivos", "os preços altos das creches e o pagamento de várias taxas para dar aos filhos actividades suplementares" e "a falta de espaço que grande parte dos casais enfrenta ao adquirir casa antes de pensar no processo de paternidade".

Actualmente a média de filhos por casal é de apenas 1,38, mas Ana Aroso relembra que para assegurar o processo de substituição das gerações era necessário que essa média atingisse os dois filhos por casal. Uma fasquia que parece difícil de alcançar, mas que o Governo pretende atingir no decorrer da próxima década.»

Fonte:Jornalismo Porto Net

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Registo de bebés já é feito em 20 hospitais


«Projecto remonta a 2000, mas foi abandonado e só regressou este ano

Milhares de pais deixaram este ano de ir obrigatoriamente à Conservatória do Registo Civil para registar os filhos, devido à implementação do projecto Nascer Cidadão em 20 unidades hospitalares do País.Segundo o Ministério da Justiça (que, a par da tutela da Saúde e da Solidariedade Social, coordena o projecto), desde a entrada em funcionamento do serviço, em Março de 2007, e até 11 de Outubro de 2007, foram efectuados 12 874 registos de crianças em serviços de obstetrícia de hospitais ou maternidades, apesar de não existir qualquer obrigatoriedade.

Este número representa 23% do total de registos de nascimento que são efectuados nas Conservatórias do Registo Civil.O projecto remonta ao ano 2000, mas acabou por ser abandonado, regressando este ano no âmbito do Simplex. Começou por ser implementado nas maternidades Júlio Diniz (Porto), Bissaya Barreto (Coimbra) e Alfredo da Costa (Lisboa), assim como nos hospitais Garcia de Orta (Almada) e de Faro.

Estas cinco unidades representam 23% dos nascimentos anuais no Sistema Nacional de Saúde (SNS). A segunda fase contemplou a introdução do serviço, até Setembro, em mais seis unidades e, desde Outubro, está a ser alargado aos hospitais Fernando Fonseca (Amadora), Sousa Martins (Guarda), Santo André (Leiria), Dona Estefânia (Lisboa), Pedro Hispano (Matosinhos), São Sebastião (Santa Maria da Feira), Vila Nova de Gaia e Centro Hospitalar do Alto Minho (Viana do Castelo).

Este último cobre os dez concelhos do distrito, bem como Barcelos e Esposende (Braga), num total anual superior a 1500 partos.No projecto Nascer Cidadão, o registo de nascimento é feito sem custos para os pais, por um funcionário da Conservatória com acesso à aplicação informática do Registo Civil e colocado em determinados horários nos serviços de obstetrícia. Os pais escolhem no máximo dois nomes próprios e quatro apelidos para o filho, bem como a naturalidade, que tanto pode ser a freguesia do concelho da unidade de saúde como a da residência da mãe.

O registo tem efeitos imediatos e os pais recebem um comprovativo.Com 20 unidades cobertas por este serviço, está agora previsto o "progressivo alargamento" a todos os distritos do País e já com duas novas componentes. Para além do registo, o sistema informático passará a enviar informação sobre o nascimento, por via electrónica e em separado, à Segurança Social e ao SNS.»

Fonte:Diário de Notícias

Governo e autarquias tentam resolver problemas da natalidade com incentivos


«Obstreta Ana Aroso diz que são medidas redutoras e que não abrangem grande parte das famílias.
O Governo e algumas autarquias estão a tentar criar incentivos que levem os jovens a encarar a paternidade com maior optimismo.

Algumas das medidas já foram anunciadas pelo executivo governamental, que promete criar mais incentivos à natalidade até 2009, altura em que se realizam as próximas eleições legislativas.

O abono de família começará a ser pago a partir do terceiro mês da gravidez e não apenas a partir do nascimento do bebé. Para incentivar os pais a terem mais que um filho foi ainda criado um novo incentivo, que passa por dobrar o abono a partir do nascimento do segundo filho.

Mesmo assim, estas medidas parecem insuficientes e não convencem Ana Aroso, obstetra, que considera que estas são medidas redutoras e que não abrangem uma grande parte das famílias - as menos pobres e que "têm maiores objectivos profissionais", por tendência aquelas que controlam mais a natalidade.

Também os homens são visados pelas medidas do Governo. O pai começa a ter mais tempo para acompanhar os primeiros dias de vida da criança e para dividir a licença de paternidade com a mãe. Ainda assim, comparar o tempo de licença de maternidade em Portugal com esse mesmo tempo em grande parte dos outros países europeus deixa a nu o longo caminho que os portugueses ainda têm que percorrer.

Um pouco por todo o país, começam a aparecer vários municípios que propõem a oferta de subsídios e condições especiais aos casais jovens que se fixem e levem em frente o desafio da natalidade no concelho. Uma medida que apareceu, primeiramente, nos concelhos de Óbidos e Ourém, mas que tem ganho adeptos, especialmente no interior do país.

Ana Aroso não tem dúvidas de que esse é um desafio interessante para os mais jovens, mas diz que têm que ser criadas condições - aquelas "que já ninguém prescinde: uma boa escola, um bom hospital, um bom emprego" - para que os casais se possam fixar com total conforto em concelhos mais pequenos.»

Fonte:Jornalismo Porto Net