segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Amamentação reduz chances de obesidade na infância, diz especialista


«Adriana Brendler, da Agência Brasil

O aleitamento materno é a primeira maneira de prevenir a obesidade, que na sua forma mais grave (obesidade mórbida) cresceu mais de 250% entre a população brasileira nas últimas quatro décadas. A informação é do nutricionista Fábio da Silva Gomes, da área de Alimentação e Nutrição do Instituto Nacional do Câncer (INCA), um dos responsáveis pela divulgação no Brasil de um relatório internacional no qual foram avaliados mais de 90 estudos realizados em várias partes do mundo sobre amamentação e fatores de risco ligados à obesidade.

O conjunto de estudos foi incluído entre outras sete mil pesquisas a respeito de nutrição, atividades físicas e prevenção de câncer, já que a obesidade está fortemente associadas a pelo menos seis tipos de tumores.

Segundo ele, até pouco tempo, a amamentação era recomendada por ajudar a proteger a criança contra infecções, no entanto, estudos recentes revelaram que o aleitamento materno também reduz as chances de obesidade na infância, e conseqüentemente, na idade adulta.

“Os estudos descobriram que entre as crianças que recebiam só o leite materno durante os seis primeiros meses de vida, a chance de se tornarem obesas durante a infância era muito menor. E isso é importante porque o excesso de peso durante a infância tende a se estender à idade adulta”, destacou o nutricionista.

Segundo ele, a mãe que amamenta até os seis meses está diminuindo a chance do seu filho se tornar uma criança e um adulto obeso, além de se proteger contra o câncer de mama. E alertou: “É comum vermos mães que têm boa condição financeira, mas trabalham muito e optam por não amamentar a criança, começando desde o início com uma alimentação com leite em pó, papinha. Isso pode provocar a obesidade que vai gerar um problema futuro para a criança “.

Crescimento - O aumento de 255% na obesidade mórbida entre a população brasileira, de 1975 a 2003, foi apontado por um estudo das Universidades de Brasília (UnB) e de São Paulo (USP) divulgado na semana passada. De acordo com pesquisa, a parcela de pessoas acima dos 20 anos com obesidade mórbida passou de 0,18% em 1975, para 0,33% em 1999 e para 0,64% em 2003.

De acordo com Gomes, outras descobertas científicas mostraram ainda que bebês nascidos abaixo do peso normal e crianças que não ganham o peso adequado durante a infância apresentam uma espécie de programação no organismo que favorece o aparecimento de doenças crônicas como a obesidade, hipertensão e diabetes.

Ele conta que os primeiros experimentos começaram com ratos que passavam por grandes restrições alimentares na infância e depois, quando tinham alimento à vontade, aumentavam muito mais de peso do que os outros com alimentação suficiente no primeiro período de vida. “É como se estivessem tentando recuperar algo que deixaram de consumir, uma espécie de compensação,” explicou. Fábio da Silva Gomes ressalta, porém, que crianças dentro do peso previsto ou acima dele podem estar mal nutridas, já que nem sempre a condição física mostra a realidade nutricional.

Dados da Pesquisa de Orçamento Familiar, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelam que dos 95,5 milhões de pessoas com 20 anos ou mais, 38,8 milhões tinham excesso de peso, dos quais 10,5 milhões eram obesos, e aproximadamente 6% deles eram obesos graves. A maior incidência da obesidade mórbida foi observada nas regiões sul e sudeste do país entre as mulheres, onde o percentual foi de 0,95% contra os 0,32% registrados entre os homens.»

Fonte:A Tarde
Link:http://www.atarde.com.br/brasil/noticia.jsf?id=842534

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Seu bebê sente tudo


«por LARISSA PURVINNI, MÃE DE CAROL E DUDA, E CÍNTIA MARCUCCI, FILHA DE MARIZA E EMILIANO 02 de fevereiro, 2007

É isso mesmo. Assim que a gente engravida, tem de tomar cuidado com o que faz porque o sujeito lá dentro saca tudo. Ao responder a estímulos como o som da sua voz e o balanço da barriga quando você dança, o cérebro dele já começa a formar conexões

Há vida inteligente dentro da barriga. Cada vez mais os estudiosos confirmam o que a gente sempre soube: os bebês são capazes de aprender ainda no útero. O que os cientistas chamam de inteligência depende das sinapses – ligações que se estabelecem entre os neurônios, as células do cérebro. Quanto mais estímulos, mais sinapses e maior a capacidade de aprendizado. Para que as tais sinapses se formem, é preciso que o bebê – e, agora confirma-se, o feto – seja exposto a estímulos externos. “Como estímulos do ambiente não acontecem apenas após o nascimento, podemos supor que haja formação de sinapses já dentro da barriga”, diz o neurologista Luiz Celso Vilanova, pai de Tatiana, Viviane, Rodrigo e Luiz Gustavo, chefe do setor de Neurologia Infantil da Unifesp.

A idéia de que o feto faz mais dentro da barriga do que apenas crescer e tomar forma, é mais velha que andar pra frente. Os egípcios já pensavam na vida intra-uterina, filósofos da Antigüidade falavam em inteligência fetal e é de Leonardo Da Vinci a frase “a mesma alma governa dois corpos”, sugerindo que o que a mãe faz e sente influencia na formação do bebê. Pesquisas sobre psiquismo fetal demonstram que as habilidades apresentadas pelos recém-nascidos começam a se desenvolver muito antes de nascerem.

Até a década de 1980, o útero era visto como uma caixa-forte, que isolava o feto do mundo. Acreditava-se que a seqüência e o ritmo do desenvolvimento eram determinados apenas por componentes biológicos e genéticos e o ambiente pouco interferia. Tudo isso caiu por terra com a evolução da ciência e coisas que agora nos parecem banais, como o ultra-som: já está comprovado que a partir da 20ª semana de gestação o bebê reage a estímulos auditivos. Traduzindo: é capaz de escutar e consegue reconhecer a voz da própria mãe entre as de outras mulheres. E essa capacidade não é biológica, não está inscrita nos genes. Ou seja, é aprendida.

Dizem até que é bom expor o bebê a sons de diversos idiomas, além da língua materna. Se nunca teve contato com francês, inglês, espanhol, vai-se perdendo a capacidade de distinguir os sons dessas línguas. Mas não vai pirar, hein? Não vale entrar na neura de ensinar mandarim para embrião. Socorro!

Música para fetos

Sem entrar na loucura de criar gênios, sempre é curioso acompanhar os estudos científicos. Experiência numa maternidade inglesa revelou que fetos de 5 meses acalmavam-se ao executar Vivaldi e Mozart e ficavam agitados com Beethoven, Brahms e rock. A prova de que gosto se adquire é que a esposa de um roqueiro tentou colocar músicas clássicas logo depois que o bebê nasceu, mas sua garotinha só dormia com as músicas do pai, que ela ouviu durante toda a sua vida intra-uterina. Ou seja: nem todo feto curte os clássicos.

O desenvolvimento sensorial segue uma seqüência: primeiro o tato, depois o olfato e o paladar, em seguida o equilíbrio, a audição e finalmente a visão. A audição é um dos sentidos mais estimulados. Embora os bebês prefiram a voz feminina, a de homens próximos também é reconhecida. Um pai cantava o hino do time durante a gravidez da mulher. Depois do nascimento, era só cantar “Salve o Corinthians...” que a criança se acalmava.

Outra evidência de que o bebê guarda memórias de antes de seu nascimento está no reconhecimento do leite materno. Uma das hipóteses é que ele tenha uma memória do odor ou que exista alguma semelhança entre o sabor do leite e o do líquido amniótico.

Pode parecer esquisito hoje, mas, há algumas décadas, os estímulos eram vistos até como nocivos. Os bebês prematuros eram deixados num quarto escuro, sem barulho, embrulhados como um charuto. Ao chegar ao sistema de ensino, essas crianças tinham dificuldades de aprendizado, claro. Também, não viam nem a luz do sol quando pequenos...

A explicação era muito simples: tudo culpa de ter nascido antes do tempo, óbivo. Só que, na época, cerca de 30 anos atrás, os prematuros tinham 1,5 kg. Hoje, bebês que nascem com muito menos, até 600 g, se dão muito melhor na escola depois, resultado de muita estimulação precoce e contato com os pais já na UTI neonatal. “Quando comparamos o comportamento dos bebês brasileiros ao dos bebês americanos, vemos que as crianças de lá são mais desenvolvidas aos 3, 4 ou 5 meses. Eu acredito que a estimulação recebida dentro do útero também faça diferença”, diz Vilanova. De novo, a dica é não achar que tem que comprar livros, fitas e DVDs sobre estimulação fetal. Conversar com bebê já é um estímulo e tanto.

Pelo útero também chegam ao feto todas as emoções e sentimentos da mãe. Sim, ele ainda em formação percebe se você está nervosa, agitada, feliz e tem seu desenvolvimento afetado. E naqueles nove meses nos quais ele vira gente, a única pessoa que também faz parte do seu mundo concreto é a mãe. Apesar dessa coisa toda parecer um pouco mística, há uma explicação palpável: os sentimentos provocam reações concretas no organismo da mãe, como alterações da respiração e dos batimentos cardíacos.

Com essas informações é possível imaginar que o bebê se sinta mais ou menos confortável, quando a mãe passa por momentos agradáveis ou desagradáveis. Claro que é impossível evitar o stress , a raiva e a tristeza durante longos nove meses. O importante é ser franca com o filho desde já. “Toda gestação é permeada pela ambivalência e é um grande engano pensar que o bebê não percebe. Ele está dentro da mãe e, mesmo que ela finja que está tudo bem, ele sabe que não é assim. Logo, temos que falar a verdade, expressar nossos sentimentos. A contenção é que faz mal”, diz a psicoterapeuta especializada em trabalhos com gestantes, bebês e pais Eliana Pommé, mãe de Luana, Naila e Petrus. O bebê já sabe tudo. E o que ele ainda não sabe, você pode ajudá-lo a aprender, sendo a melhor mãe que puder ser.

COMO O BEBÊ SE DESENVOLVE

3 semanas: seu bebê é ainda um pequeno pontinho, do tamanho de uma cabeça de alfinete e está em plena divisão celular.

6 semanas: o coração está batendo. O tubo neural, que se transformará no cérebro e na coluna, está formado. Ele já tem sensibilidade na sua “pele”.

10 semanas: já possui todos os órgãos. São criados 250 mil neurônios por minuto. O feto tem 3 centímetros. São notadas as sensações de frio e calor.

12 semanas: apresenta movimentos semelhantes à respiração. Especialistas concordam que até a semana seguinte ele não é capaz de sentir dor.

14 semanas: o feto responde a estímulos e, em 15 dias, será capaz de mexer os olhos. Tem 9 centímetros e 48 gramas.

20 semanas: ele começa a ouvir sons. As pálpebras estão formadas, mas os olhos ainda permanecem fechados. Já existe a reação a gostos diferentes.

22 semanas: o córtex cerebral está formado. Na semana seguinte, movimentos oculares indicam sonho.

26 semanas: o bebê pisca quando um foco de luz é colado à barriga da mãe. Pode sobreviver ao parto prematuro.

30 semanas: com quase 7 meses, o feto está maduro. Abre e fecha os olhos, chupa o dedo, chora e se mexe muito.

34 semanas: pulmões estão desenvolvidos e 8% do peso é gordura. O útero é pequeno para o bebê, que quase não se mexe.

40 semanas: final da gestação. Nessa fase, ele ganha até 30 gramas por dia e já está preparado para o nascimento, levando na bagagem tudo o que viveu dentro do útero.
...»

Fonte:Revista Pais & Filhos
Link:http://revistapaisefilhos.terra.com.br/htdocs/pf_index.php?id_pg=112&id_txt=640

Alterações dermatológicas e fisiológicas da gravidez


«Durante a gravidez, assiste-se a profundas alterações imunológicas, metabólicas, endócrinas e vasculares, que tornam a pele da grávida susceptível a transformações fisiológicas e patológicas.

Alterações da pigmentação

As alterações da pigmentação incluem a hiperpigmentação e o melasma. A hiperpigmentação é um fenómeno frequente, podendo ocorrer em cerca 90% das grávidas.

Observa-se especialmente uma acentuação das áreas já pigmentadas, como as aréolas mamárias, genitais, axilas e linha alba. Pode também condicionar a acentuação de nevos, efélides e cicatrizes.

O melasma ou cloasma (mascara da gravidez) é comum e afecta as áreas malares, centrofacial e mandibular. Este tipo de hiperpigmentação resulta dos depósitos aumentados de melanina na epiderme e/ou na derme. A luz ultravioleta e a luz visível podem agravar o melasma e mesmo induzir a sua perpetuação.

Na maioria dos casos, ocorre resolução no pós – parto podendo, contudo, verificar-se recorrência com a gravidez seguinte ou com o uso de contraceptivos orais.

Alterações das unhas e cabelo

Pode verificar-se hirsutismo, especialmente na face, braços, pernas e dorso, que normalmente regride nos seis meses após o parto.

Durante a gravidez, o período de anagénese do cabelo prolonga-se, e determina que, no pós-parto, um maior número de folículos pilosos entre em telogênese e assim se verifiquem queixas de aumento da queda de cabelo (deflúvio pós parto).

As unhas também podem sofrer alterações como estrias transversais, onicólise distal e hiperqueratose subungueal.

Alterações glandulares

Durante a gravidez, ocorre um aumento da função écrina e sebácea com diminuição da função apócrina, daí que ocorra maior propensão para o aumento da incidência de miliaria, hiperhidrose e eczema desidrótico.

O efeito da gravidez sobre a acne é imprevisível, mas é possível em algumas pacientes, verificar-se um agravamento no primeiro trimestre da gestação. Durante o período de gestação, as glândulas sebáceas da aréola aumentam e aparecem como pequenas pápulas castanhas denominadas de “glândulas de Montgomery”.

Alterações no tecido conjuntivo

As estrias gravídicas (striae gravidarum) desenvolvem-se na maioria das mulheres entre o sexto e o oitavo mês de gravidez, sendo os locais mais frequentes de aparecimento, o abdómen, zonas mamárias, coxas e área inguinal.

Alterações vasculares

As transformações vasculares resultam da distensão, instabilidade e proliferação dos vasos e tendem a regredir depois do parto. São frequentes, as telangiectasias, as veias varicosas, a instabilidade vasomotora (flushing facial, palidez, sensação de calor e frio, cútis marmorata das pernas), e eritema e edema gengival.

É importante que, quer o médico, quer a grávida saibam reconhecer estas alterações fisiológicas para que se evitem preocupações e tratamentos desnecessários.

Dra. Inês lobo
Médica Interna do Internato Complementar de Dermatologia
Hospital de Santo António - Porto

Fonte: Jornal do Centro de Saúde»

Link: Médicos de Portugal
Fonte:http://www.medicosdeportugal.iol.pt/action/2/cnt_id/1736/

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Gravidez e cigarro não combinam


«Muitas mulheres continuam com o vício durante a gestação...

Cigarro e gravidez não combinam. Mas mesmo sabendo que as substâncias tóxicas dele podem causar vários danos à saúde do bebê, muitas mulheres teimam em não largar o vício. O resultado são abortos espontâneos, nascimento de bebês pré-maturos, complicações durante o parto, sangramentos, má formação do feto e até mesmo cólicas para a criança.

Um das causas negativas do uso do cigarro para o desenvolvimento perfeito do feto está na diminuição do oxigênio que é entregue a ele. O oxigênio que deve passar da mãe para o filho, perde lugar para o monóxido de carbono que está na fumaça do cigarro. As sustâncias tóxicas do fumo prejudicam ainda a placenta – aumentando a liberação de catecolaminas que, por sua vez, diminuem o fluxo de sangue que chega ao bebê.

Sem contar que as impurezas do cigarro afetam diretamente o cérebro em formação, podendo ocasionar danos motores e de aprendizagem no futuro.

Como se não bastasse, outro comprometimento ao organismo do feto causado pela nicotina é o desenvolvimento dos pulmões. Quando a mãe está fumando um cigarro, o bebê pode ficar até 90 minutos sem realizar movimentos respiratórios. E, apesar de pesquisas revelarem que os efeitos nocivos do cigarro são maiores durante a segunda metade da gravidez, a idéia é aproveitar a gestação para dar um basta definitivo no cigarro.

Dessa maneira os benefícios são garantidos para mães e filhos.

Equipe Bem Star»

Fonte:Bemstar
Link:http://bemstar.globo.com/index.php?modulo=corpoevida_mat&type=5&url_id=2949

Cuidados com higiene podem evitar muitos casos de diarréia


«A desidratação e as viroses são doenças comuns do período chuvoso, mas não são apenas as chuvas que aumentam a incidência dessas doenças. Uma das principais causas dessas enfermidades está no cuidado inadequado com os alimentos. O manuseio correto dos alimentos, a maneira como eles são acondicionados e atitudes básicas de higiene, como lavar as mãos sempre que usar o banheiro e antes de preparar alimentos são medidas simples que podem evitar diversas contaminações por bactérias, vírus ou parasitas.

Teresina está passando por um surto de diarréia. Já foram registrados 4.563 casos de janeiro até a semana passada e a incidência maior é em crianças de um a quatro anos. “As moscas não tomam banho antes de pousar nos alimentos, pratos, copos e talheres por isso é importante que a população lave bem frutas e verduras antes de ingeri-las e ter cuidado com alimentos preparados fora de casa”, disse a coordenadora de Ações Assistências da Fundação Municipal de Saúde, Amaríles Borba.

Amaríles ressalta que as mães devem estar atentas quando forem fazer a troca de fraldas dos bebês: “É importante que as mães lavem as mãos antes e depois de trocar a fralda do bebê. A fralda deve ser jogada em um saco plástico, que deve ser imediatamente fechado”. A coordenadora revela que a diarréia é uma doença contagiosa e que muitas pessoas desconhecem esse fato, podendo “pegar” a doença pelo contato com fezes e urina, por exemplo.

As mães desconhecem que a transmissão da infecção por diarréia pode acontecer numa simples troca de fraldas de um bebê na cama do casal, por exemplo. “Se na hora da troca da fralda de um bebê com diarréia ocorrer de sujar a colcha de cama de urina ou fezes, o simples contato com o local sujo pode transmitir a infecção, porque, ali ocorrerá uma reprodução de bactérias”, frisou Dra. Amaríles.

Borba alerta a população para as infecções que podem ser adquiridas através de alimentos contaminados: ”As intoxicações por alimentos são bastante comuns, mas o saneamento básico também é essencial para evitar doenças”. Bolos, tortas, carnes mal cozidas, sopas, caldos, massas, palmito em conserva, carne enlatada, saladas cruas, pescados a vácuo e água podem causar infecções e intoxicações alimentares. E a falta de um local apropriado para as necessidades fisiológicas também podem aumentar os riscos de infecção por diarréia.

Os sintomas como vômitos, diarréia e náuseas são evidências da doença e o cuidado básico é a ingestão de líquido para não levar o paciente à desidratação. “O doente deve beber bastante líquido em poucas quantidades, não fazer uso de medicamentos por conta própria e ficar atento em relação à urina, que quando estiver muito amarela e em pouca quantidade é sinal de que o corpo está desidratado”, alertou Dra. Amaríles. A diarréia não mata, o que mata são as complicações da doença, como a desidratação.»

Fonte:TV Canal 13
Link:http://www.tvcanal13.com.br/noticias/cuidados-com-higiene-podem-evitar-muitos-casos-de-diarreia-15234.asp

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Danos a espermatozóide podem ser passados para filhos, diz estudo


«Defeitos nos espermatozóides causados pela exposição a toxinas presentes no meio ambiente podem ser passados para futuras gerações, segundo um estudo da Universidade de Idaho, apresentado nesta semana no encontro da Sociedade Americana para o Avanço da Ciência, em Boston, nos Estados Unidos.

Segundo os cientistas, os pais que bebem e fumam devem estar cientes de que eles estão, potencialmentem, não apenas prejudicando a si mesmos, mas também seus filhos.
De acordo com Matthew Anway, que liderou o estudo, a pesquisa demonstra que defeitos causados pelas toxinas nos genes permanecem na linha reprodutiva da família, afetando até quatro gerações.

O estudo sugere que a saúde do pai tem papel mais importante sobre a saúde das futuras gerações do que se pensava.

Pesticida

Para realizar a pesquisa, os cientistas injetaram um pesticida chamado vinclozolin - conhecido por prejudicar os hormônios - em embriões de ratos.
A substância química provocou alterações genéticas no espermatozóide dos machos, inclusive uma série de mudanças associadas à forma humana de câncer de próstata.
Os ratos expostos à substância apresentaram sinais de danos e crescimento exagerado da próstata, infertilidade e problemas de rim. Os efeitos perduraram por até quatro gerações seguidas.

Anway ressalta que a quantidade de pesticida usado no estudo foi maior do que qualquer humano poderia ser exposto. No entanto, de acordo com ele, a importância da pesquisa é demonstrar que um filho homem pode herdar os problemas dos genes do pai já que os genes alterados permanecem na linha reprodutiva.

A especialista em reprodução humana Cynthia Daniels, da Universidade Rutgers, em Nova Jérsei, afirmou que é preciso que os homens tomem cuidado.
Segundo ela, homens que bebem muito álcool apresentam taxas mais altas de defeitos no espermatozóide e a nicotina do tabaco também chega até o esperma, além do sangue.
"As substâncias que têm um impacto na reprodução normalmente também são cancerígenas. Se eu fosse homem, não beberia e nem fumaria se estivesse tentando ter um filho", afirmou Daniels.

Daniels afirma ainda que, historicamente, mulher sempre foi indicada como responsável pela saúde dos filhos.»

Fonte:BBC
Link:http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/02/080219_saudepaisemenfilho_np.shtml

Peso ao nascer e pressão arterial estão interligados, diz estudo


«Uma pesquisa realizada na Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP indica que o peso dos bebês no momento do nascimento pode influir no futuro desenvolvimento de problemas de hipertensão (pressão alta). O estudo foi realizado pela professora Joilane Pereira Alves em seu mestrado, defendido em outubro do ano passado. Os resultados da pesquisa apontaram que, quanto menor o peso do recém-nascido, maior é a probabilidade de que sua pressão seja alta.

"Apesar dos resultados, ainda não se pode dizer que peso ao nascer seja determinante para a ocorrência de problemas de pressão", observa a pesquisadora. Segundo ela, mais estudos ainda são necessários pois existem muitos outros fatores a serem levados em consideração.

A pesquisa foi realizada com crianças que já haviam participado de um estudo anterior feito pela orientadora de Joilane no mestrado, a professora Patrícia Helen de Carvalho Rondó. “Inicialmente, no trabalho da minha orientadora, eram 890 crianças que tiveram dados coletados no período pré-natal (antes de nascer) e logo após o nascimento. Para o meu estudo, conseguimos localizar 745 delas, mas apenas 472 participaram das três fases da pesquisa”, conta. A idade dos avaliados atualmente está na faixa entre 5 e 8 anos.

Essas três fases consistiram basicamente numa pesquisa sócio-econômica, exames de sangue e antropométricos (que determinam a quantidade de gordura corporal) e, por fim, a medição de pressão arterial por meio de equipamentos de alta precisão. Segundo Joilane, para garantir a menor ocorrência de erros no processo, a coleta dos dados foi feita com pesquisadores especialmente treinados para o procedimento.

As alterações de pressão foram observadas apenas na pressão arterial sistólica. A pesquisadora explica: “Pressão arterial sistólica é a pressão ‘maior’. Por exemplo: quando falamos que alguém está com a pressão 12 por 8 o primeiro número se refere à sistólica”. Essa é a pressão “máxima”, medida no exato momento do batimento cardíaco, quando o sangue exerce mais força sobre os vasos sangüíneos.

Teoria da Programação Fetal

A idéia do estudo surgiu, segundo a pesquisadora, a partir da Teoria da Programação Fetal desenvolvida pelo epidemiologista inglês David Barker, na década de 80. Ele observou que regiões pobres, onde os bebês nasciam com peso baixo devido a escassez de comida, havia maior incidência de doenças cárdicas entre os adultos. “A idéia principal é a de que as doenças crônicas são biologicamente ‘gravadas’ no indivíduo no período pré-natal e nos primeiros meses de vida quando há condições adversas”, explica.

Segundo Joilane, discutir e testar hipóteses relacionadas a essa teoria é algo extremamente necessário dado o perfil de saúde da população brasileira. “Nas últimas décadas, a ocorrência de doenças crônicas não-transmissíveis tem aumentado em relação a doenças infecciosas e parasitárias”, afirma. Por isso, diz ela, é necessário identificar as causas desse tipo de doença para estabelecer políticas públicas eficientes na área de saúde.

Fonte: Agência USP de Notícias»

Fonte:O Serrano
Link:http://www.oserrano.com.br/viewlocais2.asp?id=2332

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Câmara de Murça continua a tentar fixar jovens casais


«A Câmara de Murça entregou, recentemente, mais 39 mil euros, correspondentes à última tranche dos casais de 2005, à segunda de 2006 e a primeira de 2007. para além deste incentivo a autarquia murcense entregou pela primeira vez, cerca de 20 mil euros, referentes aos 26 nascimentos que requereram o incentivo.

João Luís Teixeira, Presidente da Câmara Municipal de Murça, acredita que desta forma é possível “desenvolver uma politica social, por parte da autarquia no que diz respeito ao apoio às famílias. Sabemos que pode ser uma gota de água no oceano, mas esperamos contribuir para minorar e incentivar à fixação, mas acima de tudo para ajudar as famílias nos primeiros dias de vida”.

O incentivo à natalidade também é uma das apostas da autarquia de Murça. “Quando hoje se fala muito no apoio à natalidade cá está Murça, este município pequeno, onde não há grandes montantes contributivos a ajudar da melhor forma possível um melhor estar das famílias”, argumenta João Luís Teixeira.

No entanto o apoio à fixação de jovens casais sofreu algumas alterações. O autarca explica que “o apoio à fixação de jovens casais que tenham rendimentos superiores a 1500 euros mensais foi reduzido. O que quer dizer que as famílias mais favorecidas não tem este apoio, sendo mais direccionado para aqueles que precisam. Nos nascimentos não há imposições, qualquer criança que nasça tem direito a este incentivo, desde que claro seja registado e residam no concelho de Murça”.

Há seis anos que a Câmara de Murça tem seguido esta política Social. Muito foram já os casais que receberam este apoio. O edil salienta que “de uma maneira geral a esposa instala-se o marido por norma, vai fazer uma temporada ao estrangeiro, mas regressa. A maioria dos dias do ano a família está aqui, no concelho de Murça, reunida”, conclui.

Marisa Alves »

Fonte: Imprensa Regional
Link:http://www.imprensaregional.com.pt/jornal_terra_quente/index.php?info=YTozOntzOjU6Im9wY2FvIjtzOjExOiJub3RpY2lhX2xlciI7czoxMDoiaWRfbm90aWNpYSI7czozOiIxMTIiO3M6OToiaWRfc2VjY2FvIjtOO30=

Novos Eventos





1 - "Rastreio - Lisboa"
2 - "Workshop Lisboa - Trabalho Parental Consciente"
3 - "WORKSHOP Lisboa - Nutrição Infantil e outros temas"
4 - "Workshop Lisboa - Babysigns Programme"

Podem consultar os novos eventos em http://eventos-gravidez.blogspot.com/ ou carregando no menu em cima "EVENTOS".

Estresse aumenta risco de câncer de útero, diz estudo


«O estresse pode aumentar o risco das mulheres desenvolverem câncer de útero sugere um estudo publicado na revista científica Annals of Behavioural Medicine.

Segundo os cientistas do Fox Chase Cancer Centre, nos Estados Unidos, os sistema imunológico de mulheres que sofrem de estresse apresentam dificuldades de combater o vírus que causa a maioria dos tipos de câncer cervical.

A maioria dos casos de câncer de colo do útero é provocada por uma infecção causada pelo vírus HPV, sexualmente transmissível.
Estudos anteriores já haviam mostrado que a resposta do sistema imunológico das mulheres pode determinar o agravamento da infecção em um câncer no colo do útero.

Pesquisa
Para realizar o estudo, os cientistas fizeram um questionário para 78 mulheres que apresentaram anormalidades nos exames de colo de útero com perguntas sobre a rotina diária de estresse no mês anterior ao exame.
O questionário também trazia perguntas sobre eventos importantes que poderiam contribuir para o estresse nas mulheres, como divórcios e outros incidentes.

Depois da análise, os cientistas mediram as reações do sistema imunológico das mulheres quando confrontado com o vírus HPV e compararam os resultados com os de 28 mulheres que haviam tido resultados normais nos exames de colo de útero.
Os resultados da pesquisa indicam que a reação do sistema imunológico das mulheres que tinham uma rotina diária de estresse era mais fraca do que nas mulheres que tinham uma vida mais tranqüila.

"As mulheres com alto nível de estresse têm uma resposta fraca ao HPV16. Isso significa que elas têm um risco maior de desenvolver câncer cervical porque o sistema imunológico não consegue combater os vírus que causam este tipo de câncer", afirma Carolyn Fang, que liderou o estudo.
Apesar dos resultados, o estudo não comprovou que o estresse pode ser a causa do câncer cervical. Os cientistas também admitem que, pela proporção do estudo, não é possível afirmar que o estresse prejudica o sistema imunológico ou é apenas um dos fatores para seu enfraquecimento.

Segundo um porta-voz da ONG Cancer Research UK, o estudo precisa de mais pesquisas para comprovar a relação do estresse com o câncer.
"Nós sabemos que um resposta eficaz do sistema imunológico contra certos tipos de HPV podem prevenir o câncer cervical - isso ajudou o desenvolvimento de vacinas contra este vírus", afirma.

"Este estudo pequeno não traz provas suficientes para comprovar que uma vida estressante pode suprimir as reações do sistema imunológico. É preciso que os cientistas realizem mais pesquisas para determinar esta relação", afirma o porta-voz.»

Fonte:BBC
Link:http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/02/080216_saudeestressecancer_np.shtml

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

UFP promove curso de Aconselhamento em Aleitamento Materno



«Começa hoje na Universidade Fernando Pessoa a terceira edição do curso "Aconselhamento em Aleitamento Materno da OMS/UNICEF".

Com este curso pretende-se promover e divulgar esta prática em Portugal, dotando os profissionais da área da saúde de competências específicas que lhes permitam intervir de um modo mais eficiente neste domínio, contribuindo para a criação de condições nas instituições onde trabalham para que estas venham a obter o título de "Hospital Amigo dos Bebés".

Dirigido essencialmente a profissionais da área da saúde, este Curso tem como principais objectivos aumentar o número de profissionais com competências na área do aconselhamento em aleitamento materno, clarificar conceitos internacionalmente definidos, identificar as diferentes fases do processo da amamentação, visando as boas práticas de actuação.

Pretende-se ainda com este iniciativa identificar obstáculos à implementação dum plano de protecção, promoção e suporte efectivos do AM em Portugal, planificar estratégias que vão de encontro à resolução dos problemas identificados e estimular o desenvolvimento de mecanismos de cooperação que promovam a continuidade na acção.

A OMS/UNICEF preconiza que até 2010, 50% dos bebés tenham sido exclusivamente amamentados até aos seis meses, e que paralelamente à alimentação adequada e segura, continuem a mamar até aos dois anos ou mais.

No Plano Nacional de Saúde o Aleitamento Materno é também uma das prioridades, uma vez que em Portugal alguns estudos sugerem que a amamentação exclusiva apresenta valores muito baixos. Para reverter esta situação a Direcção Geral de Saúde através do Comité Nacional para o AM tem em execução um plano nacional de formação.

Neste âmbito e dentro deste plano, realiza-se o 3º Curso Aconselhamento em Aleitamento Materno OMS/UNICEF que vai decorrer nos próximos dias 15, 16, 22 e 23 de Fevereiro e 1 de Março, nas instalações da Universidade Fernando Pessoa e na Maternidade Júlio Dinis.

A coordenação do curso é da responsabilidade da especialista em AM Adriana Pereira, docente da Faculdade de Ciências da Saúde da UFP, contando também o corpo docente com a colaboração de Cristina Godinho, pediatra na Maternidade Júlio Dinis, de Luísa Matos, enfermeira-chefe na mesma instituição, e de Ana Ribeiro, enfermeira responsável pelo serviço de Formação na Unidade Local de Saúde de Matosinhos. Todos os elementos têm formação pela OMS/UNICEF em aleitamento materno. »

Fonte:Universia
Link:http://www.universia.pt/servicos_net/informacao/noticia.jsp?noticia=45294

Ser mãe é nunca desistir após aborto espontâneo


«Trauma assusta, mas Silvia e Leidiana comemoram gravidez e filhos

Adriana Alves
Da Agência BOM DIA

Para a funcionária pública Silvia Regina Barbosa, 39 anos, o melhor sinônimo de vitória é Camille. A filha, de 3 anos e 9 meses, veio após duas gestações frustradas por abortos espontâneos.

Na primeira vez, aos 33 anos, em março de 2002, a gestação foi até a sétima semana. “Senti uma dor e, quando levantei, começou a sangrar. É horrível ver aquele sangue no chão e saber que seu bebê está lá no meio”, conta ela, que até hoje chora ao lembra o fato.

Passados três meses, Silvia engravidou novamente, em junho de 2002 – felicidade em dose dupla pela possibilidade de serem gêmeos. Porém, na quinta semana, a notícia. “Quando fui fazer um ultrassom, a médica não encontrou o bebê. Ela disse que certamente havia algum problema e o próprio organismo absorveu o feto”, diz Silvia, que recorreu a terapia para se livrar da depressão.

Silvia decidiu evitar uma nova gravidez até descobrir se tinha algum problema. Alguns exames apontaram suspeita de trombofilia (predisposição a trombose que prejudica o fluxo sangüíneo para a placenta), além de incompatibilidade genética entre ela e o marido. “Me disseram que é como se fôssemos irmãos. Por isso, quando fico grávida, meu organismo rejeita o embrião”, explica.

Informada de que, para casos como o seu, poderia ser feita uma vacina a partir do sangue do parceiro, Silvia começou a buscar essa alternativa – nesse meio tempo, porém, engravidou novamente, em agosto de 2003. “Quando soube do resultado, fiquei com muito medo.”

Mas nem tudo estava perdido. Para prevenir problemas decorrentes de trombofilia, sua ginecologista recomendou injeções diárias de heparina (um anticoagulante) e ingestão de comprimidos de AS infantil (que melhorar o fluxo sangüíneo). No dia 1º de maio de 2004 nasceu Camille.

Grávida novamente, Silvia está mais confiante, mas ainda teme perder o bebê. Mas, se depender do carinho da irmã, o menino pode ficar tranqüilo: Camille beija a barriga da mãe todos os dias e já canta para ele “Bebezinho vai nanar, na caminha vai deitar”.

Davi
Somente quando começou a sentir Davi chutar sua barriga, em setembro, Leidiana, 24, ficou tranqüila. Após sofrer dois abortos espontâneos, em 2004 e 2005, a mulher do atacante do Noroeste Otacílio Mariano Neto, 25, tinha medo de perder o bebê novamente. “Pensava que eu nunca conseguiria ‘segurar’ um filho”, diz.

Dessa vez, nada de tristeza: Leidiana e Davi estão ótimos. “Tudo acontece na hora certa. Se Deus não nos permitiu ser pais antes é porque não estávamos preparados. Agora, estamos de braços abertos para receber o Davi”, diz Otacílio que assistiu o parto ocorrido no dia 6 passado.»

Fonte:Bom Dia
Link:http://www.bomdiasorocaba.com.br/index.asp?jbd=2&id=158&mat=114534

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Filho homem eleva risco de depressão pós-parto, diz estudo


«Dar à luz meninos aumenta as chances das mães de sofrer uma depressão pós-parto severa, segundo um estudo da Universidade de Nancy, na França, publicado na revista especializada Journal of Clinical Nursing.
Os pesquisadores analisaram 181 mães e concluíram que 9% sofreram de depressão severa – três quartos delas deram à luz meninos.

O estudo sugere que relações ruins das mães com homens pode ser um fator da depressão, mas um especialista britânico afirma que, apesar de a conclusão ser interessante, pode ser apenas uma "peculiaridade estatística".

A depressão pós-parto é comum entre novas mães – um estudo recente concluiu que um terço das mulheres é afetado em algum nível.

Em algumas sociedades, a condição é ligada a ter filhas mulheres, por conta da preferência cultural por um filho homem, mas a idéia de que um bebê menino poderia exacerbar o problema é uma surpresa.

Qualidade de vida

As mulheres envolvidas responderam perguntas sobre áreas diferentes da saúde, inclusive sobre a forma física, dores e saúde mental e emocional.

Os pesquisadores, liderados por Claude de Tychey, concluíram que sete em cada dez mulheres que deram à luz meninos disseram ter qualidade de vida mais baixa em comparação com as mulheres que deram à luz meninas, independente de elas terem sofrido de depressão pós-parto.

Apesar de as mães de bebês meninas serem mais propensas a ter uma leve depressão pós-parto, entre as 17 mulheres diagnosticadas com depressão pós-parto severa, 13 tiveram bebês meninos.

Os pesquisadores não encontraram nenhuma evidência das razões por trás desta diferença e devem realizar novas pesquisas para investigá-las.

Mas o estudo sugere que pode haver diferenças psicológicas sutis nas atitudes de novas mães em relação às meninas e aos meninos que podem afetar seu estado emocional – particularmente se elas já têm tendência à depressão.

Legado

Os pesquisadores indicam que uma atitude negativa em relação aos filhos pode ser um legado de relações insatisfatórias com importantes figuras masculinas em suas vidas, como o pai ou o companheiro.

"A principal conclusão do estudo foi o fato de que o gênero parece ter um papel significativo na piora da qualidade de vida, bem como no aumento das chances de depressão pós-parto", disse Tychey.

"As mulheres tiveram o mesmo resultado, independente de este ser o primeiro ou o segundo filho", acrescentou.

O médico Cosmo Hallstrom, membro do Royal College of Psychiatrists, afirma, no entanto, que o número de mulheres com depressão severa é muito baixo para que se tirem conclusões firmes.

Segundo Hallstrom, o resultado das depressões severas ficou comprometido pela conclusão de que a maioria das mães com depressão leve provavelmente deu à luz meninas.

"É um assunto interessante, mas não estou totalmente convencido disso e gostaria de ver o resultado replicado em estudos maiores", afirmou Hallstrom. "É provavelmente uma peculiaridade estatística." »

Fonte:BBC
Link:http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/02/080214_maebebedepressao_ba.shtml

Mercado de trabalho faz as mulheres adiarem sonho de ser mãe


«Em 1990, a parcela feminina no mercado de trabalho era de 34,4%. Em 2006, elas já ocupavam 42% dos postos de trabalho. Praticamente não existem mais segmentos exclusivamente masculinos.

Com o intuito de consolidar a carreira, cada vez mais mulheres têm preferido adiar projetos pessoais, como a maternidade.

"A redução da fecundidade ocorreu mais intensamente nas décadas de 70 e 80. Os anos 90 já começaram com uma taxa baixa de fecundidade: 2,6%, que cai para 2,3% no fim da década", enfatiza o especialista em reprodução humana e diretor da Clínica Gera, Joji Ueno.

O motivo da queda é que as reações sobre a gravidez de uma funcionária nem sempre foram tratadas de forma amistosa no mundo corporativo. Até algumas décadas atrás, em muitas companhias, existiam restrições para a admissão de mulheres em geral, e a faixa etária mais atingida era entre 20 e 30 anos. A gravidez representava altos custos na folha de pagamento das empresas. Hoje, o preconceito diminuiu, mas ainda existe.

Desejo adiado
"Hoje, devido ao competitivo mercado de trabalho e ao acúmulo de funções sociais, muitas mulheres optam por ter filhos mais tarde, depois dos 35 anos, O desejo da maternidade é adiado, mas não descartado", diz o médico.

Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o número de mães com mais de 40 anos no Brasil cresceu 27%, entre 1991 e 2000. Aquelas que tiveram filho entre os 40 e os 49 anos têm alta escolaridade. Dentro desse grupo, 59,1% completaram oito anos ou mais de estudo e são oriundas de famílias com alto poder aquisitivo. Além disso, 25,7% delas contam com rendimento mensal familiar de mais de dez salários mínimos.

Outro fator que pesa para o adiamento é o aumento da expectativa e da qualidade de vida dos brasileiros. "Hoje, uma mulher de 60 anos tem mais vida ativa. Sendo mãe aos 40, ela sabe que irá criar bem seu filho e acompanhar seu crescimento."

Relógio biológico
Quando a mulher nasce, seus ovários possuem entre 200 mil e 400 mil folículos - estruturas que originam os óvulos, mas eles perdem qualidade ao longo da vida. "Aos 20 anos, há 40% de chances de uma mulher de vida sexual ativa engravidar. Aos 35 anos, esse índice é de 16% a 20%. Depois, a queda é vertiginosa. Aos 40, 8% de chances, aos 42, 5%, e aos 44, 1%", explica o diretor da Clínica Gera.

Ele recomenda alguns cuidados para quem adiou o sonho: "Procure um médico antes de engravidar. É importante fazer exames laboratoriais de rotina, tais como hemograma, tipagem sangüínea, sorologias, exames de urina. Se tudo estiver bem, recomendamos também uma suplementação vitamínica de ácido fólico, três meses antes da concepção. O objetivo é diminuir o risco de má formação do sistema nervoso central do bebê.

"Depois de confirmada a gravidez, a mulher deve fazer um exame ultra-som para verificar se o embrião está dentro do útero e se a gestação é única ou múltipla. Mulheres com mais de 35 anos também estão mais propensas a ter gestações múltiplas ou anômalas", avisa o médico.»

Fonte:Administradores
Link:http://www.administradores.com.br/noticias/mercado_de_trabalho_faz_as_mulheres_adiarem_sonho_de_ser_mae/14092/

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

A preparação no pré parto - o passaporte para a vida


«Enf.ª Susana Cordeiro
Data: 2007-10-01

Segurança e controlo são, nos dias de hoje, o paradigma de quem planeia uma gravidez. O nascimento de um filho traduz-se numa nova etapa e desenvolvimento normativo.

É um acontecimento esperado, desejado na continuidade da espécie humana e de um casal enquanto família. Quando este é bem sucedido na sua intenção de ter um filho, surgem alterações pelo que deverão ser feitos ajustes familiares à nova realidade conjugal.

A gravidez não é só uma gestação biológica mas também uma “gestação psicológica e emocional” do casal.

A maioria das gravidezes são vigiadas e as mulheres têm os filhos em instituições de saúde onde, em regra geral, existem todos os requisitos necessários para uma boa prestação de cuidados. A qualidade impera como factor primordial!

Para além de uma gravidez assistida, o casal tem actualmente ao seu dispor uma vasta gama de informação, não só em revistas, livros e Internet, como também nas aulas de preparação para o parto. Cada vez é maior o número de casais que procura preparar-se para o nascimento do seu filho, assistindo às aulas de preparação para o nascimento.

A gravidez é um período de enormes transformações físicas e emocionais. O corpo da futura mãe transforma-se para dar abrigo ao bebé, alimentá-lo e permitir o seu desenvolvimento.

As dúvidas e os medos são muitos; o medo de “não ser capaz de aguentar a dor, o de não ser capaz de cuidar do bebé, o de não ser capaz de amamentar…”.

Nas aulas de preparação para o parto, os futuros pais adquirem um conjunto de conhecimentos teórico e práticos, sempre baseados nos conteúdos científicos publicados por autores reconhecidos pela comunidade científica, assim como no ensino clínico ministrado nas Escolas Superiores de Saúde. Esta informação vai-lhes permitir enfrentar de forma tranquila e mais segura esta caminhada para o nascimento.

Todos os receios, dúvidas e falta de confiança têm muitas vezes um grande peso emocional para o casal, pois de uma forma geral estes estão muito sós. A separação da família de origem, situação outrora rara, onde a convivência familiar em volta do nascimento correspondia, na maioria das vezes, a trocas positivas de experiências tranquilizadoras, são hoje quase inexistentes. Surge um vazio inquietante causado pela distância e pela rapidez com que se vive.

A maioria das mães nunca pegaram num bebé, nunca mudaram uma fralda, nunca viram ninguém a amamentar!

É neste contexto e com o objectivo de dar resposta a muitas das necessidades dos pais, que surgem os cursos de Preparação para o Parto. Durante estes encontros, que correspondem a 2 ou 3 horas semanais, para além da aquisição de conhecimentos, o clima é geralmente propício ao esclarecimento de dúvidas e a uma partilha de experiências com outros casais. Incentivar e envolver todo o agregado familiar (principalmente irmãos) nesta vivência única é fundamental, conseguindo-se desta forma criar laços afectivos mais fortes e interagir com o bebé muito antes dele nascer!

A cinesioterapia da gravidez e o fortalecimento muscular polisegmentar, não sendo o principal objectivo destas aulas, também imperam durante as aulas práticas.

Estes cursos, que se iniciam a partir das 28 semanas de gestação, devem ser ministrados por um profissional da área da saúde materna, complementado por uma equipa multidisciplinar.

Aprender a encontrar as melhores estratégias e soluções para viver esta fase nova fase da forma mais saudável e esclarecida é o objectivo geral de todos os casais. Para isso, torna-se necessário:

:: Conhecer as alterações fisiológicas da gravidez;

:: Aprender a lidar de forma saudável com os desconfortos típicos da gravidez, como as dores nas costas, as caímbras, os edemas, as hemorróidas, as varizes, as perdas involuntárias de urina, etc;

:: Conhecer a mecânica corporal correcta;

:: Conhecer os mecanismos de trabalho de parto;

:: Conhecer os diferentes tipos de parto;

:: Identificar sinais de parto e sinais de alerta, apreendendo a atitude a adoptar perante cada um deles;

:: Aprender técnicas de relaxamento, instrumento muito importante tanto durante a gravidez como durante o trabalho de parto, assim como ao longo de toda a sua vida;

:: Adequar a respiração ao período de dilatação e expulsão, garantindo a rentabilização do consumo de oxigénio pela mãe e para o feto;

:: Aprender como e quando utilizar a força na fase da expulsão;

:: Conhecer o processo fisiológico da amamentação e vantagens do aleitamento materno;

:: Adquirir os conhecimentos necessários para resolver os principais problemas decorrentes da amamentação, como as gretas, o engorgitamento mamário causado pelo excesso de leite;

:: Aprender a prestar os primeiros cuidados ao recém nascido, como o banho, o cordão, a muda da fralda, etc;

:: Conhecer as vantagens da massagem do bebé;

:: Promover o auto cuidado, não só como mãe, mas como mulher, o que se revela indispensável para o bom funcionamento de toda a família;

:: Melhorar a forma física da futura mãe;

:: Prevenir a depressão no pós parto.


Quem deverá frequentar estas aulas?

Deverão frequentar estas aulas todas a mulheres grávidas e os seus parceiros ou qualquer outra pessoa que habitualmente está mais perto da grávida e que a irá acompanhar em todo ou parte do processo de gravidez, trabalho de parto e pós parto.


Existem contra indicações para fazer preparação para o parto?

Salvo se houver qualquer indicação médica no sentido de a grávida ter sido aconselhada a repouso absoluto, todas as mulheres grávidas poderão frequentar estas sessões nos moldes acima referidos.

Concluindo, pode-se dizer que as aulas de preparação para o parto não se dedicam unicamente à preparação para o momento do parto. Promover o desenvolvimento de competências nos futuros pais para cuidar do recém-nascido é também um factor primordial durante todo este processo.

Pretende-se, com este conjunto de conhecimentos, que a “aventura” de serem pais se torne numa experiência gratificante.

A preparação física e psicológica da grávida e acompanhante, baseada no treino para o auto controlo na dor durante o trabalho de parto, através de técnicas de relaxamento pelo método psicoprofiláctico, obtêm-se através de um auto conhecimento profundo do próprio corpo.

A mulher reconhece os erros e através deste método não reage negativamente a estímulos dolorosos, integrando-os e reconhecendo-os como parte integrante de todo o processo.

Alcançando o relaxamento, obtêm-se múltiplas vantagens como por exemplo:

:: Trabalho muscular aeróbio eficiente e maior oxigenação do “músculo uterino”;

:: Evolução mais rápida do trabalho de parto;

:: Melhor adaptação do bebé à vida extra-uterina e consequentemente um aumento do grau de satisfação de todas as partes envolvidas.
Vivemos numa era em que todos os meninos são de “ouro”!


Enf.ª Susana Cordeiro – Enfermeira especialista em Saúde Materna e Obstetrícia no Centro Hospitalar de S. Francisco, Leiria

Contactos:
Morada: Quinta do Cabeço - Apartado 1092
2401-801 Leiria
Telefone: +351 244 819 300

Fonte: GPS - Grupo Português de Saúde»

Fonte:Médicos de Portugal
Link:http://www.medicosdeportugal.iol.pt/action/2/cnt_id/1606/

Ansiedade associada à Gravidez e ao Parto


«Dr.ª Maria Manuela Tavares Lanhoso
Data: 2008-01-07

A Maternidade é sempre uma fase importante na vida da Mulher. Por isso, quando lhe é negada, é sempre também um facto de recalcamento que interfere na sua vida.

:: O modo como a Maternidade é vivênciada é altamente influenciado por factores que remontam à infância da Mulher na relação com a sua própria Mãe. Os factores negativos são intensificados subconscientemente: sexualidade perturbada, partos difíceis e dolorosos, relações conflituosas com o sexo masculino, etc. Esta interiorização vai, mais tarde, confrontar-se com factores adquiridos, até a pessoa autonomizar-se. Só que esta autonomização pode mesmo nunca chegar a acontecer… Quanto mais marcante foi a vida familiar e a relação com a Mãe na infância, mais a Mulher – Menina tende a manifestar-se nas etapas importantes da Vida Adulta.

Assim, o desejo de “ter um filho” que deve ser uma atitude pessoal, consciente, até programada, só o é se a Mulher conseguir ser, efectivamente, “adulta”, isto é, capaz de tomar decisões e expressar os seus próprios sentimentos.

:: O grau de desenvolvimento psico-afectivo, o ambiente vivenciado durante a adolescência e a idade madura influenciam a atitude da Mulher que vai ser Mãe, tanto durante a gravidez, como, depois, no momento de parto e nas primeiras relações Mãe – Filho.

:: A Mulher que sabe que está grávida – mesmo quando a gravidez foi desejada, aceite e motivo de alegria – torna-se vulnerável: as modificações que começam a esboçar-se, tanto física como psicologicamente, modificam o seu habitual comportamento.

:: A gravidez representa, de facto, uma “ameaça” para o corpo da Mulher: modificações sucessivas, deformações, aumento de peso, aumento do volume dos seios, alteração da pele e até do cabelo, faz a Mulher sentir-se desvalorizada aos olhos dos outros.
É nesta fase que os “elogios” vindos, sobretudo, do companheiro podem ter um papel fulcral.

:: As modificações da personalidade também são habituais: labilidade emocional que pode ir desde reacções excessivas e inusitadas (raiva, medo, tristeza, etc.) até indiferença afectiva em relação ao meio ambiente, alterações da sexualidade, etc., as quais podem interferir na vida familiar e, por vezes, mesmo na vida profissional.
As Perturbações somáticas (náuseas, vómitos, cefaleias, anorexia ou bulimia) associam-se frequentemente, sobretudo no início da gravidez.

:: É na altura em que a Mulher necessita de grande compreensão, de se “sentir amada” pelos seus, em particular pelo seu companheiro. É de facto indispensável que isso seja explicado nas consultas prénatais de preferência ao casal em conjunto.
É também importante que o médico que vigia a gravidez crie um ambiente de confiança, de empatia e seja disponível para ouvir qualquer queixa, explicando o melhor possível, mesmo que isso custe algum do “seu tempo” que nunca é demais…
Isto é mais necessário, como é óbvio, numa 1.ª gravidez.

:: No 2.º trimestre a Mulher tem “mais provas” que a levam finalmente a assumir-se como “grávida”: nota os movimentos fetais, tem de alterar o seu vestuário, ouve os sons fetais no doppler e fica entusiasmada com o que vê nas ecografias… Já então deve ter feito o rastreio prénatal, o que lhe trará alguma confiança quanto à provável normalidade do seu filho e até ao conhecimento do sexo…
Durante este período tão rico de emoções a ambivalência atenua-se e a angústia inicial tende a diminuir.

:: No 3.º trimestre porém as crises ansiosas voltam a surgir potenciadas pelo “receio do parto”.
Se a grávida se preparou lendo e ouvindo os conselhos, se a presença da sua Mãe é de modo incutir confiança e optimismo, se é capaz de não valorizar demasiado os “maus casos” descritos por “amigas” mal informadas… então poderá atravessar este período com certa dose de confiança. Mesmo assim não deixará de se interrogar: “como será???”. Vivencia esse acontecimento único da separação dos dois corpos: o seu e o do seu filho. Os dias irão decorrer sempre contados até à chegada do “grande acontecimento”. Tratará do pequeno enxoval para si e para o seu filho, andará ocupada e distraída… Mas quando pensa na data que se avizinha fica perturbada: “com quem se parece?”, “será perfeito?”.

:: Ainda aqui é muito importante a atenção que lhe presta a família mais próxima, em particular o companheiro. Também o médico assistente poderá ter uma atitude de “mais valia”, mostrando compreensão e optimismo. Nunca é demais o tempo que a isso se dedica… É nessa atitude que a Mulher se vai apoiar, refutando para 2.º plano os seus medos que surgem particularmente à noite, ao deitar ou mesmo durante o sono…

:: Quando chega o “grande momento” – o Parto – há uma sensação de alívio e de receio em simultâneo. Hoje a Mulher já conta que lhe vai ser administrada a anestesia epidural. Se foi convenientemente informada não a receia: deseja-a. E vem também a euforia de ver finalmente o seu filho. Mas…, e “se o parto se complica?” e “se o bebé apresenta alguma malformação não diagnosticada?” – isto são receios que frequentemente a assaltam…

:: O bebé nasce: “chora já?”, “ainda não chora?”, “quanto pesa?”, “quanto mede?”. “tem semelhanças com o Pai?”, “ou antes é parecido com a Mãe?”. Estas perguntas saem em catadupa… É bom deixá-las sair… Alivia a ansiedade da parturiente…

:: Ao parto segue-se a amamentação. A princípio desejada, torna-se frequentemente cansativa. Noites “mal dormidas”, receio de “não estar a proceder convenientemente” com o bebé, o incómodo dos seios volumosos e quase sempre dolorosos…
Aqui ainda as experiências relatadas pela Mãe têm uma influência decisiva. A Mãe tanto pode ser fonte de traumatismos como pode ser baluarte que alivia…

:: A decisão de amamentar ou de suprir a amamentação (com um motivo real ou camuflado de que “o leite não presta”) pode também ser fonte de traumatismos psicológicos. Ainda aqui o meio familiar tem um papel a desempenhar.
A chamada “depressão pós-parto” que existe em alguns casos relacionado com grandes variações hormonais, surge sobretudo em personalidades predispostas – em que já falámos.


Concluindo

:: A personalidade de cada Mulher comanda a boa aceitação da gravidez.

:: A personalidade constrói-se desde o nascimento nas relações da criança com os seus progenitores: Mãe e Pai.

:: As graves perturbações surgem em Mulheres “menos seguras”, mais “infantis”, nascidas em meios familiares tantas vezes problemáticos e com falta de afecto.

:: É altura de cercar estas Mulheres com o carinho e a disponibilidade que não teve enquanto criança…


Dr.ª Maria Manuela Tavares Lanhoso

Especialista em Ginegologia-Obstetrícia no Hospital de Santa Maria – Porto

Fonte: Grupo Português de Saúde»


Fonte:Médicos de Portugal
Link:http://www.medicosdeportugal.iol.pt/action/2/cnt_id/1472/

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Humor




"Mãe, sentimos um pontapé do Bebé"

Novo método aumenta taxa de sucesso de inseminação


«Um novo método microscópico poderá vir a melhorar significativamente as possibilidades de casais inférteis poderem ter filhos pelo processo de inseminação artificial conhecido por injecção intracitoplástica de espermatozóides (ICSI), garantem investigadores da Universidade de Bona.

Patrícia Susano Ferreira | pferreira@destak.pt

A esperança para muitos casais - 500 mil só em Portugal - surge no âmbito de um estudo divulgado ontem, que refere que só um em cada três casais que opta por aquele método consegue ter filhos, adiantando que o novo método melhora a taxa de sucesso do ICSI em 50%.

O método usa um software que analisa a imagem obtida pelo microscópio e que pro-põe os óvulos mais adequados para a inseminação.

Normalmente, só um em cada três ICSI tem êxito, mas se se usarem dois «bons» óvulos na experiência, a taxa de sucesso aumenta para 50%; com um «bom» e um «mau» fica pelos 40%; e com dois «maus» apenas 20%.

Dez mil tratamentos por ano

O novo método é, no entanto, criticado pelo especialita em Medicina de Reprodução Mário Sousa, por «excluir muitos casais». «O que é mais eficaz é seleccionar todos os ovócitos, pois escolher só um tira oportunidades de sucesso», explica ao Destak.

Em cada mil tratamentos realizados no País, 60% são microinjecções, 20% fecundações in vitro e 20% inseminações artificiais.

«Entre os oito hospitais públicos e as cerca de 26 clínicas privadas que realizam em média 250 tratamentos por ano cada», estima-se que sejam 10 mil os tratamentos anuais - incluindo «os mil tratamentos realizados só pela Clínica do Prof. Alberto Barros, no Porto».»

Fonte:Destak
Link:http://www.destak.pt/artigos.php?art=7863

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Idade da mãe pode reduzir células-tronco de bebê, diz estudo


«Bebês de mulheres mais velhas podem ter um sistema imunológico menos eficiente, segundo um estudo realizado em cordões umbilicais por pesquisadores da Universidade de Newcastle, na Inglaterra.

Uma equipe de cientistas coordenada pelo professor Colin McGuckin, do Instituto de Genética Humana da universidade, analisou amostras sanguíneas de cordões umbilicais e concluiu que o número de células-tronco cai significativamente quando os bebês nascem abaixo do peso, a mãe é mais velha, teve outros filhos anteriormente ou quando o bebê é prematuro.

As amostras foram cedidas por 43 mães entre 18 e 42 anos, que deram à luz no hospital de Tyneside.

A equipe também concluiu que meninas tendem a ter mais células-tronco em seus cordões umbilicais do que meninos, segundo o estudo, publicado na revista médica Early Human Development.

Sistema imunológico

Como as células-tronco são importantes para o sistema imunológico humano, a melhor chance de ter um sistema imunológico resistente é "ser a primeira filha, menina, grande, de uma mãe jovem e não nascer prematura".

A equipe do professor McGuckin já produziu células de fígado em laboratório e células humanas produtoras de insulina, a partir de células-tronco.

"Nosso trabalho mostra que quando as mulheres envelhecem, o número de células-tronco no cordão umbilical de seus filhos diminui", disse o professor ao jornal inglês The Northern Echo.

"A gente já sabe que mulheres mais velhas têm mais chances de dar à luz filhos com Síndrome de Down e outras desordens, mas esta nova evidência aponta para uma necessidade clara de um estudo nacional, senão internacional, para saber se as crianças correm riscos."

Os cientistas alertaram que ainda são necessárias novas pesquisas para confirmar os resultados e determinar se a diferença no sistema imunológico no nascimento tem implicações no futuro das crianças.»

Fonte:BBC
Link:http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/11/071119_bebesmaesvelhas_ba.shtml

Infertilidade: novo método aumenta sucesso


«Técnica implanta os «bons» óvulos fecundados no útero

Um novo método microscópico poderá melhorar significativamente as possibilidades de os casais inférteis terem filhos pelo processo de inseminação artificial conhecido por injecção intracitoplásmica de espermatozóide (ICSI), indica um estudo divulgado esta quinta-feira.

Segundo noticia a Lusa, a investigação, realizada por investigadores da Universidade de Bona juntamente com colegas chineses e parceiros industriais, envolveu 124 mulheres.

Gravidezes múltiplas podiam pagar infertilidade

Até agora, só um em cada três casais que opta pela ICSI consegue ter filhos. O novo método faz duplicar esta taxa de sucesso - refere o estudo, publicado pela revista Reproductive BioMedicine.

O ICSI, um método recomendado quando o homem produz muito poucos espermatozóides, é o último recurso de muitos casais inférteis para tentarem ser pais. Na maioria dos casos, os médicos conseguem extrair do tecido testicular espermatozóides individuais em funcionamento que depois injectam no óvulo e que ficam a maturar no ovário, normalmente apenas um por mês.

O novo método entra na etapa seguinte, a da implantação dos óvulos fecundados no útero, que deixa de ser deixada ao acaso, independentemente da sua qualidade.

O procedimento desenvolvido pelos cientistas de Bona permite seleccionar os dois melhores candidatos. Para isso, explica o biólogo de reprodução Markus Montag, «observamos o integumento do óvulo por microscopia de interferência diferencial (DIC)». «Observa-se um anel luminoso cor de laranja. Quando mais esse anel brilhar e de modo mais uniforme, maiores são as hipóteses de o óvulo evoluir favoravelmente», afirmou.

Normalmente, só um em cada três ICSI tem êxito. Mas se os médicos usarem dois «bons» óvulos na experiência, a taxa de sucesso aumenta para 50 por cento. Com um ovo «bom» e um «mau» a taxa fica pelos 40 por cento, e com dois «maus» apenas 20 por cento.

A equipa alemã, dirigida pelos professores Markus Montag e Hans van der Vem, em parceria com a Octax Microscience Company, desenvolveu software que analisa a imagem obtida pelo microscópio e propõe os óvulos mais adequados.»

Fonte:Portugal Diário
Link:http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=912697&div_id=291

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Estudo relaciona utilização de telemóveis com infertilidade

«Um estudo apresentado pela Cleveland Clinic, uma organização médica norte-americana, revela que quanto maior é a utilização de telemóveis, pior é a qualidade do sémen nos homens. Este factor poderá vir a provocar infertilidade, alertam os responsáveis

O estudo envolveu a análise ao sémen de 361 homens, divididos em quatro grupos de acordo com o tempo de utilização dos aparelhos, desde os que não utilizavam telemóvel até aos que o utilizavam activamente durante mais de quatro horas por dia.

De acordo com os investigadores, os níveis dos parâmetros avaliados, que incluíam campos como o volume, número ou estado de liquidificação dos espermatozóides, eram bastante diferentes entre os quatro grupos, sendo que quanto mais tempo um utilizador passa ligado ao telemóvel, mais probabilidades tem de ter um mau sémen.

Uma das conclusões aponta para o facto de que uma maior utilização de telemóveis reduz o número de espermatozóides e a sua mobilidade, algo que vai ao encontro de outros estudos semelhantes realizados em anos anteriores.»

Fonte: Sol
Link:http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Tecnologia/Interior.aspx?content_id=79537

Ácido fólico tomado um ano antes da gravidez reduz parto prematuro

«Estudo da University of Texas

Tomar suplementos de ácido fólico no ano anterior à gravidez pode reduzir em cerca de 70% o risco de parto prematuro, de acordo com um novo estudo apresentado no encontro anual da Society for Maternal-Fetal Medicine dos EUA.

A equipa, coordenada por Radek Bukowski, da University of Texas, EUA, usou os dados relativos a 38.033 mulheres grávidas entre 1999 e 2002, disponibilizados pelos institutos nacionais de Saúde norte-americanos. Avaliou a quantidade de ácido fólico que tomaram e concluiu que a ingestão desta substância, no ano anterior à gravidez, reduz em cerca de 70% o risco de parto prematuro, entre as 20 e as 28 semanas de gravidez.

Além disso, verificou-se também uma diminuição de 50% dos casos de bebés nascidos entre as 28 e as 32 semanas. São considerados bebés prematuros todos os que nascem mais de três semanas antes da data prevista, que é de 40 semanas.

O ácido fólico, que é a forma sintética da vitamina B9, pode ser encontrado em diversos vegetais e frutas, mas também no feijão, nos cereais ou em suplementos vitamínicos. A sua ingestão por parte das mulheres grávidas tem sido recomendada pelos médicos, para precaver malformações como a espinha bífida.

Fontes: Público e Imprensa Internacional
ALERT Life Sciences Computing, S.A.»

Fonte:Médicos na Internet
Link:http://www.mni.pt/destaques/?cod=10315&cor=azul&MNI=60f63ec68d6d7ada96cf675419edef55

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Cesariana aumenta risco de problemas de saúde para o bebê


«Conclusão é de estudo norueguês que monitorou 18 mil recém-nascidos.
Brasil é um dos campeões das cirurgias cesarianas desnecessárias.

LUIS FERNANDO CORREIA Especial para o G1

O Brasil é um dos campeões em cesarianas desnecessárias, segundo a Organização Mundial da Saúde. Os bebês nascidos através de cesarianas precisam ser levados às unidades de terapia intensiva duas vezes mais freqüentemente do que os que nasceram de parto normal. Os bebês de cesarianas apresentam também duas vezes mais problemas respiratórios do que os de parto natural.

Esses foram os dados encontrados por uma pesquisa norueguesa, publicada na revista "Journal of Obstetrics and Gynecology". O trabalho acompanhou mais de 18 mil nascimentos, em um período de seis meses, em 24 unidades de saúde daquele país.

Segundo a OMS, um índice aceitável de cesarianas estaria entre 10% a 15% dos nascimentos. Em nosso país, segundo dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar, 79% dos partos na medicina privada são cesarianas. No serviço público esse número é de 27%, ainda assim bem acima do ideal preconizado.

Segundo o Ministério da Saúde, de janeiro a outubro de 2007, o Sistema Único de Saúde registrou 559.501 cesarianas, com 40% ocorrendo na região Sudeste. No mesmo período foram 1.212.186 partos normais, o que significa que a taxa de cesarianas no serviço público brasileiro é de 46%, três vezes a ideal.

As cesarianas são procedimentos cirúrgicos que não são isentos de riscos e, como toda decisão médica, deveriam ser baseadas em critérios técnicos e nunca por comodidade, principal causa do excesso de cirurgias.

Outro aspecto que leva ao aumento de procura pela cesariana, especialmente nas classes mais abastadas, é idéia de se poder programar o nascimento dos filhos de acordo com critérios esotéricos, como a hora exata do nascimento.

A natureza não costuma gostar de ser enganada, mesmo com as melhores intenções do mundo.»

Fonte:G1 Globo
Link:http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL278417-5603,00-CESARIANA+AUMENTA+RISCO+DE+PROBLEMAS+DE+SAUDE+PARA+O+BEBE.html

Talcos e loções para bebês podem ter componentes nocivos à saúde


«Loções, talcos e xampus para bebês podem transmitir componentes químicos potencialmente tóxicos nos corpos dos pequenos, indica um estudo publicado nesta segunda-feira.

O estudo realizado pela Universidade de Washington e o instituto de pesquisa do Hospital Pediátrico de Seattle, mostra que os bebês aos quais lhes foram aplicados tais produtos, como xampus e talcos, revelam a presença de ftalatos em sua urina superiores aos de outros lactantes. Os ftalatos são plastificadores que provocam tumores hepáticos quando são ingeridos.

Os pesquisadores analisaram os níveis de ftalatos na urina de 163 crianças entre 2 e 28 meses e descobriram que as crianças cujos pais utilizavam xampus, talcos e loções tinham uma taxa de concentração de mais elevada desta substância.

"É preocupante porque a exposição aos ftalatos na primeira infância está vinculada a uma modificação da concentração dos hormônios assim como uma alta dos casos de alergias e eczemas", afirmou a professora de pediatria da Universidade de Washington, Sheela Sathyanarayana, autora do estudo.

"Os bebês estão talvez submetidos a maiores riscos que os adultos porque seu sistema reprodutivo e endócrino ainda está em fase de desenvolvimento", acrescentou.
A União Européia proibiu em 2006 o uso de seis ftalatos em brinquedos para crianças.»

Fonte:Ultimo Segundo
Link:http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2008/02/03/talcos_e_locoes_para_bebes_podem_ter_componentes_nocivos_a_saude_1177134.html

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Parto na água: quais as vantagens para mãe e bebé


«Uma futura mãe que deseje ter o bebé dentro de água pode fazê-lo em casa, desde que a gravidez tenha decorrido sem problemas e disponha do acompanhamento adequado para viver o momento com tempo e serenidade.

Uma vez que o parto na água ainda não é possível no sistema de saúde público português nem nas clínicas ou hospitais privados, uma grávida que acalente esse desejo tem de optar por dar à luz em casa, contando para isso com o apoio de uma parteira ou parteiro e de meios que concedam segurança e conforto à mãe e ao bebé.

Comer, dormir e passear durante o trabalho de parto

Decidida a «lutar para que o parto na água fosse uma realidade em Portugal», Sandra Oliveira, da BioNascimento (www.bionascimento.com), começou, no início de 2006, a comercializar as piscinas insufláveis La Bassine, criadas por Carine Pouypoudat, que se enchem de ar em três minutos e de água (400 litros) em menos de 20, tendo um custo a rondar os 125 euros.

Até ao momento a BioNascimento já vendeu 26 piscinas e Sandra Oliveira sabe que dezena e meia de bebés «nasceram efectivamente dentro de água, ou seja, a expulsão deu-se no meio aquático», tendo ela própria acompanhado 11 desses casos no âmbito das suas funções de doula.

O que é uma «doula»?

A doula é uma mulher que presta suporte psicológico e emocional à grávida - ou ao casal, pois «às vezes são os futuros pais que estão mais frágeis» - antes e durante o parto, dando também algum apoio pós-natal. No geral, a companhia de uma doula custa entre 150 e 450 euros, tendo Sandra Oliveira assegurado que, no seu caso, «não deixa de fazer o acompanhamento de uma mulher por esta ter dificuldades financeiras».

Sandra Oliveira, que começou a interessar-se pelo apoio às grávidas e pelos partos naturais, nomeadamente o parto na água, após o nascimento da filha, no ano 2000, iniciou uma pesquisa mais exaustiva sobre o tema em finais de 2004, trocando uma carreira na área da assistência ao cliente pelo projecto BioNascimento.

Frequentou, em Barcelona, um curso ministrado pelo médico francês Michel Odent, tendo prosseguido a aquisição de conhecimentos com formações de Instrutora de Massagem Infantil (Lisboa, Abril de 2005), Doula de Pós-Parto (Barcelona, Julho de 2005) e Aconselhamento sobre Aleitamento Materno (Lisboa, Setembro de 2005) e através da participação em conferências e congressos especializados.

Associando a teoria à prática, Sandra Oliveira, de 35 anos, declarou à agência Lusa que, apesar das renitências manifestadas por alguns médicos em relação à expulsão do bebé no meio aquático, «não há indicações de que, a nível de infecções, um parto na água seja menos seguro do que um parto fora de água».
«Aliás, nos partos na água a que assisti a taxa de complicações foi de zero por cento», assegurou a doula.

Questionada se não ficaria muito dispendioso a um hospital adoptar La Bassine, uma vez que cada piscina só pode ser usada para um parto, Sandra Oliveira afirmou que «mesmo sem hipótese de reutilização por mais do que uma grávida, a piscina fica mais barata do que o custo dos fármacos da epidural somado ao pagamento de um anestesista».

Desmestificar a ideia do sofrimento

A parteira também de acompanhar o parto, pois «a doula não tem formação para realizar actos como medir a tensão arterial ou escutar o bebé». Enquanto doula, Sandra Oliveira salientou ainda a importância de desmistificar algumas ideias-feitas: «A imagem de sofrimento no parto tem de ser contextualizada, pois no parto natural a dor não tem a violência que se imagina. Isso acontece no parto induzido porque as contracções são aceleradas artificialmente no hospital».»

Fonte:Portugal Diário
Link:http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=911143&div_id=291

Comer, dormir e passear no trabalho de parto


«Um parto longo surge associado ao sofrimento. Mas pode não ser assim
A ideia de um parto longo surge usualmente associada ao sofrimento da mãe ou do bebé, mas a realidade pode ser diferente, incluindo períodos de sono, refeições ligeiras e até passeios de automóvel.

Elisabete Carvalho, operadora televisiva de 27 anos, decidiu ter o primeiro filho dentro de água e, após 75 horas em trabalho de parto - uma demora excepcional mesmo para um parto natural -, o David nasceu no dia 23 de Julho em São Domingos de Rana, no concelho de Cascais.

«Tive o parto que tinha idealizado. O David nasceu com a cabeça virada para trás, para o fundo da piscina, mas fez a rotação sozinho e ficou de frente para mim, então eu senti mais uma contracção e puxei-o. Fui a primeira pessoa a tocar nele», descreveu à agência Lusa.

«Contracções causaram dores semelhantes às do período menstrual»

«As contracções causaram-me dores semelhantes às do período menstrual, mas durante a expulsão não tive dor alguma. Também não houve qualquer complicação, nem foi preciso fazer o corte do períneo [zona muscular situada entre a vagina e o ânus]», revelou.
«O facto de o David estar a passar de um meio aquático para outro pareceu-me o ideal. Acho que se ele tivesse nascido fora de água não tinha sido tão agradável, pois a mudança seria mais agressiva».

Tendo entrado e saído várias vezes do meio aquático, Elisabete Carvalho foi sempre procedendo à substituição da água, «que deve chegar à piscina através de uma mangueira própria e desinfectada e manter-se nos 37 graus Celsius», de modo a promover um nascimento seguro e confortável.

Ao longo da gestação, Elisabete Carvalho leu obras como «Parto na Água», de Cornelia Enning, ou «A Cesariana», de Michel Odent, clarificando alguns aspectos relacionados com o nascimento de um bebé.
«Durante o trabalho de parto, eu viajei de automóvel, fui ver o mar e nunca deixei de me alimentar com sopa, chá e bolachas. Enquanto as contracções foram mais ligeiras consegui mesmo dormir e cinco ou dez minutos de sono valeram por oito horas».

A médica que seguira Elisabete Carvalho esteve presente na sua casa mas, como viu que o parto estava demorado, não quis esperar: «Sugeriu-me uma cesariana, dizendo que eu tinha incompatibilidade feto-pélvica, mas eu recusei e ela foi-se embora», contou à Lusa.

Parteira de prevenção

«É claro que eu já tinha uma parteira de prevenção, que veio para a minha casa com o equipamento necessário para fazer o CTG [cardiotocografia, um exame destinado a avaliar o batimento cardíaco do bebé e os seus movimentos] e que ia monitorizando se estava tudo bem», acrescentou a operadora de televisão, que, apesar de ter tudo planeado, nunca excluiu o recurso ao hospital.

«Não tinha posto a possibilidade totalmente de parte, mas o hospital era uma hipótese apenas se eu ou o bebé estivéssemos em sofrimento, pois, além da falta de privacidade, lá teria de estar como os médicos querem e não como eu queria», assinalou a repórter de imagem.

Em casa, o parto decorreu num ambiente familiar, com a presença da parteira e de uma doula, do pai do bebé, da mãe da parturiente e de uma amiga, ou seja, «uma casa cheia».»

Fonte:Portugal Diário
Link:http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=911144&div_id=291

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Casas de parto não nascem, parteiras espanholas à espreita


«As casas de parto, um meio-termo entre o domicílio e o hospital, são uma opção para quem deseja um parto natural e, como em Portugal não existe alguma, já há parteiras espanholas interessadas em abrir a primeira

Fundador da Associação Portuguesa de Enfermeiros Obstetras (APEO), Vítor Varela, que esteve em Novembro em Berlim - «onde existem cerca de oito casas de parto, todas ao pé de maternidades, para que, em caso de necessidade, a grávida seja deslocada de um local para o outro sem recurso a ambulâncias e sem que uma situação mais complicada chegue ao extremo» - lamenta que a realidade nacional seja «tão diferente».

«Em Portugal não existem casas de parto e a lei diz que o nascimento deve ocorrer em ambiente hospitalar», declarou, revelando que, todavia, «várias parteiras espanholas e algumas holandesas» já o sondaram sobre o assunto, tendo as espanholas perguntado mesmo «qual a viabilidade de montar uma no país».

Actualmente a trabalhar no Hospital de São Bernardo, em Setúbal, Vítor Varela - que até 2005 assegurou a presidência da APEO e representa os países do Sul da Europa na Confederação Internacional de Parteiras - afirmou que, em Portugal, «a formação dos enfermeiros obstetras não é devidamente aproveitada».

«Aqui vivemos o modelo médico, em que não é reconhecida a qualificação e a responsabilidade dos enfermeiros obstetras, ou parteiros, apesar de estes serem abrangidos por uma directiva comunitária».

«Se uma mulher quiser ter um filho em casa, pode escolher uma parteira ou parteiro da sua confiança, mas este não tem protecção legal caso algo corra mal, pelo que muitos recusam fazê-lo independentemente de terem competência para isso», afirmou o ex-dirigente da APEO, acrescentando que «aqui mesmo ao lado, em Espanha, existe a associação Nascer em Casa, que tem uma a duas parteiras em todas as capitais de província».

Em contraste, «em Portugal, deixou de haver o verdadeiro cuidado pré-natal, aquele que mantém a futura mãe informada», criticou o enfermeiro, exemplificando que, «enquanto em Berlim as grávidas são analisadas caso a caso, no nosso país ainda há centros de saúde sem enfermeiras especializadas em saúde materna».

«A política de saúde tem de incluir estas pessoas, até porque a sua formação custa caro ao Estado português e depois não é aproveitada», sublinhou, concluindo que, neste caso, «perde a pessoa que se formou, perde a grávida, que podia desfrutar de outro acompanhamento, e perde o país».

Defensor de que «dar à mulher a hipótese de um parto natural é uma missão do serviço público», o enfermeiro tem investido nesta área e fez, com a sua equipa, um projecto em que apurou «que meios técnicos e humanos e que alterações estruturais seriam necessárias para fazer o trabalho de parto na água» no Hospital de São Bernardo.
Entregue em meados de 2006, a proposta «está em análise e ainda não estão reunidas as condições necessárias para a pôr em prática», segundo o gabinete de comunicação do Centro Hospitalar de Setúbal.

Entretanto, e enquanto em Setúbal o projecto tarda em arrancar, a 7 de Fevereiro o Porto vai acolher uma reunião da Confederação Internacional de Parteiras, que terá a presença de representantes de Espanha, Itália, França, Grécia, Malta, Chipre, Roménia e Líbano com vista à criação de uma norma de procedimentos a adoptar para a realização de partos naturais.

O encontro agendado para o Hotel Tuela, no Porto, tem lugar seis dias após a inauguração do novo bloco de partos do Hospital de São João, onde trabalha Elisa Clara Santos, enfermeira de saúde materna e obstétrica (ou parteira, como prefere ser designada) que é capaz de fazer horas-extra para acompanhar uma grávida que opte por dar à luz naturalmente.

«O grande inimigo do parto natural é o relógio, pois aqui não há Buscopan para amolecer o colo do útero, nem há oxitocina para acelerar as contracções, pelo que o nascimento demora o tempo que demorar», explicou Elisa Santos, assinalando que um parto natural se inicia por si próprio, sem indução, e decorre ao ritmo de cada mulher.
Para esta parteira «o parto natural é mais instintivo, mas é aconselhável a grávida ter um plano de parto - elaborado com o companheiro, a parteira ou a doula [mulher que apoia a grávida durante a gestação e o nascimento do bebé] - em que diga que posição prefere para dar à luz ou como deseja contrariar a dor».

Mestre em Bioética, com a tese A dor e o sofrimento no trabalho de parto defendida em 2005 na Universidade Católica de Braga, Elisa Santos, de 43 anos, assegura nunca ter ajudado nenhuma mulher a dar à luz em casa, mas esclarece que «não é por ser no hospital que um parto fica isento de riscos».

«No domicílio, o maior problema é a capacidade de reacção em caso de distocia, quando o bebé fica entalado pelos ombros no momento da expulsão, ou de hemorragia uterina pós-parto. No entanto, no hospital há um risco acrescido de infecções», referiu a enfermeira, que possui formação específica sobre os partos naturais e para quem «o ambiente do lar faz muita diferença a nível psicológico».

Simpatizante também dos partos na água, a enfermeira do Hospital de São João, no Porto, esclareceu que estes não são uma possibilidade em Portugal, «nem em hospitais nem em clínicas, nem no público nem no privado».
«A água é um método natural para relaxar e aliviar as dores e o que eu defendo é a hidroterapia, mas se a expulsão do bebé se der no meio aquático não é nenhuma tragédia», afirmou Elisa Clara Santos, acrescentando que, caso a mulher faça esta opção, «a sua entrada na água não deve ocorrer antes de ter quatro a cinco centímetros de dilatação».

O Hospital de São João não dispõe de uma banheira adequada ao parto na água, nem é favorável à sua concretização mas, e se uma grávida levar a piscina de casa?
«Bem, aqui a protagonista é a mulher... Por isso, se a grávida trouxer os meios e assinar um termo de responsabilidade em como está consciente do que a sua decisão implica, em princípio a instituição terá de aceder», ponderou Elisa Santos, cujo nome surge indicado na página de Internet http://partoaquatico.net, que faculta mais informações sobre os benefícios da água no parto.

Ainda a propósito dos partos naturais, a enfermeira de saúde materna contou guardar o sonho de abrir uma casa de parto em Portugal, em princípio no Porto e talvez até perto do Hospital de São João.
«Eu e umas colegas já pensamos nisso há algum tempo. Teríamos de estabelecer um protocolo com uma instituição hospitalar e, eventualmente, com os bombeiros, para organizar o transporte em casos de emergência», revelou, garantindo que «já há espaço, material e recursos humanos mas, como não há legislação, por enquanto fica apenas o desejo».

Jorge Branco, presidente da Comissão Nacional de Saúde Materna e Neonatal, declarou que, «de momento, não existe legislação que permita» a criação de casas de parto no país, «nem a rede hospitalar portuguesa o prevê».
Lusa / SOL»

Fonte:Sol
Link:http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=78258

Famílias gastam em média 236 euros por mês com cada filho


«Nos primeiros 25 anos de vida cada família de classe média-baixa gasta, em média, 236,446 mensais com cada filho, concluiu uma equipa de psicólogos de Coimbra. Os números foram apresentados na Universidade do Minho, em Braga.

Segundo a edição de hoje do Jornal de Notícias, no cálculo entraram despesas com fraldas, médicos, comida, roupa, desporto, livros, propinas e mensalidades escolares. Numa família de classe média alta, cada filho, até aos 25 anos, custará 678,875 euros.

A equipa imaginou duas famílias uma com um rendimento mensal de mil e oitocentos euros e outra com um rendimento mensal de quatro mil duzentos e cinquenta euros.

Durante 36 anos de trabalho, a família mais «pobre» terá gasto cerca de 26% do orçamento familiar com um filho. No mesmo período de tempo, a família com maiores rendimentos terá gasto 31% do orçamento.»

Fonte:Diário Digital
Link:http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=13&id_news=317040

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Novo bloco de partos - Hospital São João (SIC)

Hospital privado de Chaves pronto em 2009


«O futuro Hospital Privado de Chaves (HPC) representa um investimento de 20 milhões de euros e estará pronto no último trimestre de 2009, anunciaram, em conferência de imprensa, as entidades promotoras – Casa de Saúde de Guimarães e Hospital Particular de Viana do Castelo –, que contou com a participação do presidente da edilidade, João Gonçalves Baptista.

A nova unidade hospitalar, que compreenderá 10.000m2, oferecerá os seguintes serviços: · Maternidade · Consulta Externa (diversas especialidade médicas e cirúrgicas) · Internamento e Cirurgia · Meios Complementares de Diagnóstico · Serviço de Urgência 24H O HPC terá uma capacidade para 30 consultórios, 52 camas e os serviços de urgência estarão mesmo abertos 24 horas por dia, 7 dias por semana e 365 dias por ano.

“Pretendendo responder às necessidades locais, o HPC procurará complementar a oferta de unidades de saúde já existentes na região”, explicou Teófilo Ribeiro Leite, Presidente do Conselho de Administração da Casa de Saúde de Guimarães, destacando como áreas de interesse estratégico para a população os serviços de urgência e maternidade. Segundo dados hoje anunciados, o drama da população está latente, especialmente ao nível das urgências e da maternidade.

"Em 2007, nasceram 390 crianças no Hospital Público de Chaves, 60% dos quais por cesariana. Em 2009, os flavienses voltam a ter uma alternativa válida, orientada para os concelhos mais a norte de Vila Real”, acrescenta José Araújo, gerente do Hospital Particular de Viana do Castelo. A futura administração do HPC deixou hoje bem claro que pretende implementar mecanismos que respondam às necessidades da população e, por isso, estar já previsto o bloco de partos e uma urgência a funcionar 24 horas por dia.

A nova unidade vai assim servir os cerca de 190 mil habitantes de Chaves, Boticas, Montalegre, Valpaços, Ribeira de Pena, Vila Pouca de Aguiar, Vinhais, Mirandela e ainda a cidade fronteiriça de Verín, Espanha. Destacando-se no plano nacional como uma das mais prestigiadas unidades de saúde privada do País, a Casa de Saúde de Guimarães, que visa, para além da prestação de cuidados de saúde de excelência, a gestão de sinergias e participações sociais cruzadas em várias unidades hospitalares, distingue-se pela aposta constante na qualidade e na valorização profissional e humana dos seus colaboradores, pela promoção da inovação, quer no domínio da técnica, quer ao nível dos instrumentos de gestão e pela adesão às mais avançadas tecnologias.»

Fonte:Jornal Regional

Diabete Gestacional doença que atinge 7% das grávidas


«Ao longo dos nove meses de espera pelo bebê, a mulher vê seu corpo passar por várias alterações. Poucas grávidas sabem, porém, que existem mudanças silenciosas capazes de prejudicar a saúde da mãe e da criança. Uma delas ocorre por obra da própria placenta, responsável pela nutrição do feto. Ela produz hormônios que podem prejudicar - ou até mesmo bloquear - a ação da insulina, a chave que permite a entrada da glicose nas células.

Para a maioria das gestantes isso não chega a ser um problema, pois o organismo compensa o desequilíbrio aumentando a fabricação de insulina. Infelizmente nem todas reagem assim. E é nessas que surge o diabete gestacional, doença que costuma durar apenas o tempo da gravidez mas traz alguns riscos. Aumentam as chances de aborto até o terceiro mês e é possível que o nenê sofra uma baixa repentina na taxa de açúcar logo após o parto e tenha complicações respiratórias.

Por isso, é importante detectar o distúrbio o mais cedo possível. Os especialistas são categóricos: é essencial que as futuras mamães façam exames para checar a taxa de açúcar no sangue durante o pré-natal. "As grávidas devem fazer o rastreamento do diabete entre a 24ª e a 28ª semana de gestação", diz o endocrinologista Adolpho Milech, da Universidade Federal do Rio de Janeiro. "Nas que têm histórico sugestivo, o teste de tolerância glicêmica precisa ser realizado a partir da 12ª semana."

Por histórico sugestivo entenda-se: gestantes que integram o grupo de risco do diabete. Esses exames são fundamentais porque os sintomas da doença não ficam muito claros durante a gravidez. Vários sinais se confundem com os da própria gestação, como vontade de fazer xixi a todo momento, sensação de fraqueza e apetite de leão. Diagnosticado o diabete gestacional, a gravidez precisa ser cercada de precauções. Mas não há motivo para pânico. A doença deixa de ser um bicho-papão quando é bem controlada.

O que pode ser feito de maneira simples, com dieta e prática de exercícios leves. O controle da alimentação deve ser feito com a ajuda de um profissional capacitado. Dietas mal elaboradas podem atrapalhar o desenvolvimento do feto. Quanto aos exercícios, os mais indicados são caminhadas e hidroginástica. Nem é preciso dizer que a gestante terá de dar adeus às delícias açucaradas para evitar o excesso de glicose no sangue. Em raros casos, são necessárias injeções de insulina.

"Isso não oferece perigo para o bebê", tranqüiliza Mariza Vasques, do Instituto Estadual de Diabete e Endocrinologia, no Rio de Janeiro. Mesmo que o problema regrida após o nascimento do bebê, as mulheres que o apresentaram devem ficar atentas ao diabete. Elas têm mais de 50% de chances de desenvolver a doença no futuro. Aliás, seus filhos também correm esse risco. Por isso, os cuidados prosseguem depois do parto. Enquanto as mães devem evitar o consumo exagerado de doces e dar um basta no sedentarismo, as crianças precisam receber uma boa educação alimentar e ser estimuladas a praticar esportes.»

Fonte:Maracaju
Link:http://www.maracaju.news.com.br/ultimasnoticias/view.htm?id=93313