quarta-feira, 18 de junho de 2008

Hospital de Amarante inaugura consultas externas de Andrologia, direccionadas para o aparelho reprodutivo masculino.


«O Hospital de São Gonçalo em Amarante realiza agora, pela primeira vez, consultas externas de Andrologia, sub-especialidade da Urologia, direccionada para o diagnostico e tratamento de patologias ligadas ao aparelho reprodutivo masculino.

O objectivo consiste em abordar os problemas relacionados com a disfunção eréctil, entre outros, na população masculina. A infertilidade masculina será também um dos problemas de saúde abordados na nova consulta, em complemento com as consultas de infertilidade feminina, da responsabilidade do Serviço de Ginecologia Obstetrícia do CHTS.

Está prevista a realização de entre 60 a 80 consultas mensais no Hospital de São Gonçalo, evitando assim a ida dos utentes aos Hospitais de Santo António, no Porto, ou até mesmo ao Padre Américo em Penafiel.

A consulta de Andrologia terá depois continuidade ao nível da cirurgia, sendo que, sempre que se justifique e haja indicação cirúrgica, os utentes serão intervencionados na unidade de Penafiel, a maioria em regime de ambulatório.

A intervenção em ambulatório é de resto padronizada com frequência em Andrologia, como a melhor forma de resolver a maioria dos problemas, situação que futuramente deverá ter lugar no moderno hospital de proximidade de Amarante, que entra em funcionamento em 2011, para o qual está prevista uma forte componente de ambulatório.

As consultas de Urologia já foram iniciadas em Fevereiro.

O Serviço de Urologia do Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa, dirigido por Joaquim Lindoro, apresenta, actualmente, uma mediana de tempo de espera de apenas dois meses ao nível da cirurgia e de cerca de 3,5 meses na consulta, tendo vindo a reduzir significativamente o tempo de espera nesta área.»

Fonte:Portal da Saúde
Link:http://www.portaldasaude.pt/portal/conteudos/a+saude+em+portugal/noticias/amarante+andrologia.htm

Estudo sugere que droga anticolesterol reduz chance de cesariana


«Um novo estudo sugere que remédios usados para reduzir o nível de colesterol podem ajudar a minimizar o risco de cesarianas de emergência em mulheres grávidas.

A pesquisa, realizada pela Universidade de Liverpool, na Grã-Bretanha, sugere que o alto nível de colesterol pode reduzir a força das contrações, comprometendo a possibilidade de partos naturais.

O estudo analisou 4 mil casos de gravidez. Entre mulheres acima do peso - e que tem níveis maiores de colesterol no sangue - houve maior incidência de cesarianas de emergência.

Os pesquisadores realizaram testes de laboratório com tecidos de músculos retirados do útero de mulheres acima do peso.

Os testes revelaram que, nestes casos, a força da contração dos músculos é menor. Isso aconteceria, segundo o estudo, devido à falta de cálcio nas células do músculo.

Os pesquisadores acreditam que os altos níveis de colesterol podem ser a origem do problema, já que a substância prejudica as membranas das células.

Os cientistas de Liverpool sugerem que estatinas – fármacos que reduzem o nível de colesterol – sejam usados por mulheres grávidas com problema de colesterol nos últimos três meses da gravidez. Essa medida reduziria a probabilidade de se precisar fazer uma cesariana de emergência.

'Interessante'

O ginecologista da University College Hospital London, Patrick O'Brien, disse que o estudo feito em Liverpool "é interessante".

"Se nós conseguirmos achar uma forma de reduzir as chances de cesariana de emergência nestas mulheres, será ótimo", disse ele.

"Mulheres acima do peso têm um risco maior de complicação como trombose e infecção, então elas se beneficiariam com isso."

No entanto, ele diz que médicos evitam recomendar estatinas para mulheres grávidas porque o nível de colesterol tende a aumentar naturalmente durante a gravidez. Isso poderia ser um sinal de que o colesterol é importante para o desenvolvimento do feto.

O'Brien também disse que há outros fatores que levam as mulheres acima do peso a necessitarem cesarianas de emergência. Por exemplo, mulheres acima do peso tendem a dar à luz bebês maiores, o que dificulta partos naturais.»

Fonte:BBC

Link: http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/06/080618_colesterol_cesariana_dg.shtml

Congelar óvulos para gravidez futura é seguro para bebês, diz estudo


«Filhos de gestação adiada não parecem sofrer qualquer problema.

Índice de problemas é o mesmo das crianças nascidas por meios normais.
Da EFEO congelamento de óvulos pelo processo de vitrificação para uma gravidez adiada é um método seguro que, inicialmente, parece não representar perigo para a eventual prole, diz um estudo dirigido por Ri-Cheng Chian, da Universidade McGill, de Montreal (Canadá).

Segundo o estudo, publicado pela revista "Reproductive Biomedicine Online", o índice de defeitos de nascença entre as crianças fruto de óvulos vitrificados é de 2,5%, porcentagem comparável ao de nascimentos naturais ou por fecundação in vitro.

Os resultados do estudo poderiam encorajar muitas mulheres, que tem a carreira profissional como prioridade, a estudarem a possibilidade de recorrer ao método para adiar sua gravidez, diz o jornal "The Times".

"Caso eu tivesse duas filhas de 35 anos, solteiras, mas que desejassem preservar sua fertilidade até mais tarde, recomendaria a elas o uso desta técnica. Também aconselharia caso elas tivessem 20 ou 25 e quisessem recorrer a ela por motivos sociais", declarou Chian ao jornal britânico.

"Não podemos dizer ainda que é 100% seguro, mas estamos começando a reunir provas suficientes de que (o método) não representa perigo, até onde sabemos", explicou o cientista.Segundo Chian, a American Society for Reproductive Medicine (ASRM) recomenda o congelamento de óvulos por razões sociais apenas para testes clínicos, já que ainda não há informação suficiente disponível.Gillian Lockwood, diretora médica da Midland Fertility Services, que oferece este tipo de serviço no Reino Unido, declarou ao mesmo jornal que estas são as provas que sua empresa procura."Acho que chegará um momento em que será considerada uma perversão negar a uma mulher a possibilidade de usar seus próprios óvulos congelados para ficar grávida", declarou Lockwood.

Até 95% dos óvulos vitrificados superam este processo, frente a 50% ou 60% dos conservados por outras técnicas de congelamento mais antigas.Segundo a doutora Lowckwood, uma parcela de suas pacientes se submete a este processo por motivos sociais, outra parte por sofrer câncer e uma terceira por razões éticas.

O congelamento custa no Reino Unido entre 2.520 euros e 3.780 euros (US$ 3.913 e US$ 5.870) mais um valor anual pelo armazenamento dos óvulos.A vitrificação funciona assim: primeiro o ovário da mulher é estimulado por medicamentos para que produza uma quantidade extra de óvulos. Após este processo, eles são extraídos com uma agulha inserida pela vagina.

Os óvulos são desidratados e tratados com um anticongelante para depois serem congelados rapidamente ou vitrificados e armazenados pelo tempo que for necessário.Quando a mulher estiver disposta a ser mãe os óvulos podem ser fecundados in vitro e os embriões serão implantados no útero.»

Fonte: G1
Link:http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL603823-5603,00-CONGELAR+OVULOS+PARA+GRAVIDEZ+FUTURA+E+SEGURO+PARA+BEBES+DIZ+ESTUDO.html

terça-feira, 17 de junho de 2008

Aumento do abono de família publicado hoje em Diário da República


«16.06.2008 - 16h25

Por Lusa
O Diário da República publicou hoje a portaria do Governo que estabelece o aumento do abono de família para as famílias mais carenciadas. A medida entra em vigor a 1 de Julho.

Durante o debate, a 21 de Maio, o primeiro-ministro, José Sócrates, anunciou um aumento de 25 por cento para os dois escalões mais baixos de rendimentos, o que traduz um aumento de 34 euros, no caso do primeiro escalão, e um aumento de 28 euros, no segundo escalão (crianças com idade igual ou inferior a 12 meses).

Uma família com um filho que antes recebia o abono de família de 135,4 euros vai passar a receber a partir de Julho 169,8 euros.

No caso das famílias que integram o segundo escalão e que só têm um filho, o aumento será de 112 euros para 140,8 euros.

A portaria hoje publicada também prevê aumentos nos abonos para as crianças com mais de 12 meses (passam a ser de 42,25 euros para o primeiro escalão e de 35,21 euros no segundo escalão).

Além disso, as famílias com dois filhos vão ver ainda aumentada a majoração desse abono, passando a receber além do abono mais 42,45 euros por filho (em vez dos anteriores 33 euros), no primeiro escalão, e 35,21 euros (em vez dos anteriores 28,17 euros).

A majoração aplica-se só a crianças entre os 12 e os 36 meses de idade, a partir do nascimento ou integração de uma segunda criança, no mesmo agregado familiar.

Se as famílias tiverem mais de dois filhos, então a majoração sobe para 84,9 e 70,43 euros, no primeiro e segundo escalão, respectivamente, por cada um dos filhos.

O governo decidiu também actualizar o abono de família pré-natal, para valores de 169,8 euros, no primeiro escalão, e para 140,83 euros, no segundo escalão de rendimentos.

Este ano, o Estado espera gastar mais 60 milhões de euros com o aumento em 25 por cento do abono de família, segundo declarações do ministro do Trabalho e da Solidariedade Social, José Vieira da Silva, a 21 de Maio.

Anualmente, o Estado gasta cerca de 700 milhões de euros com o abono de família e esta medida deve aumentar para 820 milhões de euros esse custo anual.

Esta medida abrangerá 900 mil beneficiários, um valor que representa 65 por cento dos beneficiários totais deste abono, segundo o ministro Vieira da Silva.»

Fonte:Público
Link:http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1332483

Hospitais falham no incentivo à amamentação nos EUA, diz governo


« da Associated Press, em Atlanta

A maioria dos hospitais norte-americanos não faz muito para promover a amamentação. Esta é a conclusão do primeiro estudo nacional sobre o tema realizado nos Estados Unidos.

Numa escala de zero a 100, a média nacional de apoio às mães para que amamentem seus filhos ficou em 63, segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês), do governo norte-americano.

Os resultados da pesquisa são desanimadores, segundo Deborah Dee, epidemiologista do CDC que é co-autora do estudo. "Há muito o que melhorar", afirma a médica.

Estados da costa oeste tiveram as pontuações mais altas, e os do sul, as mais baixas. Vermont e New Hampshire lideram o ranking, com média de 81 pontos. Arkansas está no fim da lista, com 48 pontos.

Independentemente dos números, o estudo apontou que ações que inibem a amamentação ocorrem em todo o país. Cerca de um quarto dos hospitais dão fórmulas (leite em pó) ou outros suplementos para mais da metade dos recém-nascidos saudáveis. A prática é comum mesmo quando as mães estão aptas e querem dar leite materno à criança.

Dos hospitais que oferecem líquidos aos bebês, 30% dão água com açúcar e 15% dão água. Especialistas dizem que não há razões nutricionais para essa prática, mas que é comum ofertar esses líquidos para acalmar as crianças. Algumas vezes, isso é feito para testar a habilidade da criança em se alimentar --mesmo que não seja necessário.

Benefícios e desafios

A amamentação é considerada benéfica para a mãe e para a criança. O leite materno contém anticorpos que protegem os recém-nascidos de infecções. Estudos mostram também que bebês alimentados no peito têm menos risco de se tornarem adultos obesos.

Mas o ato pode ser frustrante para novas mães, tanto pela dor nos mamilos quanto pela sensação de que não se está produzindo leite suficiente. Por isso, é importante que elas sejam orientadas e encorajadas a amamentar desde os primeiros dias do nascimento, ressalta Sheela Geraghty, especialista em lactação do Cincinnati Children's Hospital Medical Center.

"É ótimo que os hospitais e maternidades passem por essa avaliação. Afinal, se as mães não tiverem apoio nesses lugares, onde terão ajuda?", diz Sheela.

A pesquisa foi baseada em questionários preenchidos no ano passado em cerca de 2.700 hospitais e maternidades. Entre os quesitos avaliados estão ações de apoio, como aconselhamento e deixar mãe e filho juntos, e práticas inibidoras, como suplementação alimentar do recém-nascido e inclusão de leite em pó no kit entregue às mães como presente.»

Fonte:Folha on-line

Link:http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u412052.shtml

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Cientistas capturam momento da ovulação


«Cientista belga diz à revista que as fotos são as primeiras já feitas de tão perto.
A revista New Scientist publicou em sua edição desta semana fotos que mostram o momento em que o ovário libera o óvulo. A revista diz que as fotos, capturadas pelo ginecologista belga Jacques Donnez durante uma operação, são as primeiras já feitas de tão perto. Donnez, da Universidade Católica de Louvai, disse à revista ter presenciado o momento da ovulação "por acaso" enquanto fazia uma histerectomia parcial - retirada do útero - em uma mulher de 45 anos.

(Momento exato da ovulação (Foto: BBC))

Nas imagens, é possível ver o óvulo emergindo do folículo, um saco vermelho cheio de fluidos localizado nos ovários (área clara). Ao ser expelido, o óvulo vem envolvido em uma espécie de gelatina amarela contendo células. Ele então entra nas trompas de falópio e é levado até o útero.

O óvulo em si tem o tamanho de um "ponto final" e o ovário mede até cinco centímetros.

Donnez disse à New Scientist que a liberação do óvulo era entendida até então como um processo de "explosão", mas que a ovulação à qual testemunhou durou pelo menos 15 minutos.

"Essas fotos são extremamente importante para entender melhor o mecanismo", disse o ginecologista à New Scientist.»

Fonte:G1
Link:http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL598182-5603,00-CIENTISTAS+CAPTURAM+MOMENTO+DA+OVULACAO.html

"Parto é só alegria"


«15/06 - 12:49 - Luísa Pécora

O que mais assusta as mulheres ainda é a dor do parto, motivo que levou a dona de casa Priscila Santos, 24 anos, a contrariar o médico, que indicava parto normal, e pedir cesárea em suas duas gestações. Na segunda cirurgia, a cicatriz ficou infeccionada, o que lhe causou 25 dias de muita dor. Nem isso fez com que ela se arrependesse da escolha.

“Só não faria a cesárea se fosse proibida”, diz Priscila. “Eu até admiro as mulheres que têm parto normal. Precisa ter muita coragem, coisa que não tive e não tenho.”

A doula Carla Cristina garante que a dor do parto pode ser manejada com ambiente calmo, luz menos agressiva, massagens, mudança de posição, acupuntura, cromoterapia, água morna e apoio emocional tanto do marido quanto dos profissionais envolvidos.

A ginecologista Carolina Ambrogini aprova o trabalho das doulas e também acredita que uma mulher bem orientada sofre menos durante o parto. “As contrações são de fato muito dolorosas, mas hoje já temos anestesia de parto, não é uma coisa que não dá para suportar”, explica. “A mulher que já vai assustada, acreditando no que colocaram na cabeça dela, não se mantém lúcida e se desespera com qualquer dor.”

Os relatos de algumas mulheres podem servir de incentivo para quem tem sente medo. Alessandra Godinho, 29 anos, doula, educadora perinatal, consultora em aleitamento materno e mãe de dois filhos, é categórica: “Parto é só alegria”, classifica ela, que compara as sensações do parto com as provocadas por uma relação sexual.

“Assim como ter uma primeira relação sexual pode doer, também existe possibilidade de prazer. O parto é um evento sexual, social, espiritual e fisiológico, um rito de passagem onde uma mulher se torna uma mãe”, conclui, recomendando às gestantes o documentário “Parto Orgásmico”, que pode ser assistido no site www.orgasmicbirth.com

A advogada Adriana Poças Rezende, 38 anos, reforça o coro com o relato de seu parto que, depois de muita divergência com a médica que insistia na cesárea, foi realizado em casa, em uma espécie de piscina que a doula armou em seu banheiro, embaixo do chuveiro. “A dor não é pouca, mas passa. As três últimas contrações, quando acabaram, foram prazerozíssimas. Na hora da expulsão, gritei ‘é agora’ e não senti absolutamente nada”, conta ela, que diz ter tido não um, mas três orgasmos durante o parto. “Três orgasmos e recebi meu filhote sem remédios, anestesias, mãos estranhas e luvas geladas”, completa.

Segundo a ginecologista Carolina Ambrogini, a sensação de prazer é causada porque, durante o parto normal, ocorre uma grande elevação de um hormônio chamado ocitocina, que é associado ao orgasmo e responsável pela contração do útero.

E até quando o assunto é vaidade as defensoras do parto normal têm argumentos. Segundo a doutora Lena Peres, a mulher que não faz cirurgia pode voltar as atividades físicas mais rápido, e já começar a queimar os quilinhos ganhos durante a gravidez. Ser natural tem suas vantagens.»


Fonte:Último Segundo
Link:http://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia_saude/2008/06/15/parto_e_so_alegria__1361241.html

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Badajoz deu à luz 495 bebés



«Perto de meio milhar de bebés (495) de mulheres portuguesas nasceu no Hospital Materno-Infantil de Badajoz, desde o encerramento da maternidade de Elvas, a 12 de Junho de 2006. Os números são avançados por Marcelino Moreno, director daquela unidade. O responsável diz que no total já foram acompanhadas em Badajoz 1471 grávidas oriundas dos concelhos de Elvas e Campo Maior, 746 das quais necessitaram de internamento hospitalar durante o período de gravidez.

"Mais de 90 por cento das grávidas de Elvas e Campo Maior vêm a Badajoz, apesar de também poderem optar por Portalegre e Évora, o que, para nós, é uma satisfação", disse o médico espanhol .

Os responsáveis da Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano (ULSNA) – que engloba os hospitais de Portalegre e Elvas – dizem que a opção das mulheres por Espanha se deve, sobretudo, à curta distância entre os municípios da raia e a cidade espanhola.

"As grávidas optam por Badajoz, não pela melhor qualidade dos serviços, mas pela proximidade a Campo Maior e Elvas (11 quilómetros),disseaoCM Luísa Lopes, directora clínica da unidade de Saúde do Norte Alentejano.Aresponsável acrescentou que as grávidas continuam a ser acompanhadas em Portugal durante um grande período da gravidez.

Apenas a ecografia morfológica às 20 semanas de gestação é feita em Badajoz. O período de gravidez é vigiado pelo médico de família no centro de Saúde local e na consulta de obstetrícia. Voltam a ser acompanhadas em Espanha a partir das 38 semanas.

"Nada temos a apontar ao atendimento e aos cuidados prestados.Deixaram a família acompanhar o parto, mesmo de madrugada, o que não acontece em Portugal, disse ao CM a família de Sónia Carapinha, uma das primeiras parturientes portuguesas a dar à luz em Badajoz depois do encerramento da maternidade de Elvas, em Junho de 2006.

APONTAMENTOS

CUSTOS
O parto em Badajoz – 1500 euros – é mais barato do que os realizados em Elvas, cerca de 2000 euros. O maior volume de nascimentos em Espanha dita a diferença.

FUNDAÇÃO
A Fundação Mariana Martins, que geriu a maternidade até ao encerramento, luta agora pela alteração da renda que a ULSNA paga pelo espaço da antiga sala de partos.

MODIFICAÇÃO

O terceiro piso do Hospital de Elvas foi transformado numa zona dedicada à mulher e à criança. Consultas, acompanhamento e aconselhamento pré e pós-parto acontecem no espaço da antiga maternidade.

AMBULÂNCIAS
Desde o encerramento da maternidade de Elvas foram dois os partos efectuados em ambulâncias de bombeiros. As mulheres não chegaram a tempo a Badajoz.


Pedro Galego com Lusa»

Fonte:Correio da Manhã

Maternidade: portuguesas escolhem engravidar depois dos 40


«Mães cada vez mais tarde

Em 2003, três portuguesas tiveram o primeiro filho depois dos 50 anos e uma quarta deu à luz pela segunda vez aos 51 anos. Números que têm seguido uma tendência de crescimento, acentuado ainda mais quando se fala da maternidade a partir dos 40.

É aquilo que os especialistas chamam de gravidez na 5.ª década, uma situação que, em dez anos, ganhou cada vez mais adeptas no nosso país, o que é confirmado pelos números: de 1,7, a percentagem aumentou para 2,6. Só em 2003, segundo dados do Instituto Nacional de Estatísticas (INE), 2899 mulheres acima dos 40 optaram por aumentar o agregado familiar, mais do que aquelas que decidiram ter um filho aos 20 anos (2794). “Um valor elevado se tivermos em conta o número total de partos”, explica Teresinha Simões, ginecologista e obstetra na Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa.

Esta realidade não é exclusiva de Portugal. A moda de ter filhos cada vez mais tarde existe um pouco por todo o Mundo e parece ter vindo mesmo para ficar. Nos Estados Unidos, entre 1991 e 2001, a percentagem de mulheres que teve o primeiro filho depois dos 40 anos aumentou 70 por cento. “Tendência que se verifica também um pouco por toda a Europa”, afirma a especialista.

Maior esperança de vida, métodos contraceptivos mais eficazes e uma maior aposta na vida profissional são algumas razões que podem explicar por que é que as mulheres escolhem ter filhos cada vez mais tarde. “Há mais e mais mulheres a estudar e, a partir do momento em que isso acontece, surge a perspectiva de uma carreira”, refere Teresinha Simões. “Para muitas, um filho pequeno é interpretado como um entrave à sua vida profissional.
”MITO A DEITAR POR TERRA
Desenganem-se, no entanto, aquelas que pensam que se pode engravidar em qualquer idade. Apesar de todos os avanços tecnológicos, a menopausa mantém-se na mesma altura, limitando a idade fértil das mulheres. “Existe muito o mito, hoje em dia, que se pode engravidar em qualquer altura, mas a fertilidade depois dos 40 é muito inferior há que existe entre os 25 e os 30 anos”, explica Teresinha Simões. “É importante que as mulheres que decidem engravidar depois dos 40 tenham noção que vai ser cada vez mais difícil”, acrescenta.

E não é só a diminuição da fertilidade que importa ter em conta. Quanto mais tarde engravidar, maiores são os riscos que a mulher e o bebé vão correr. Por exemplo, enquanto a taxa de aborto natural aos 20 anos é de 10 por cento, acima dos 45 ela sobe para os 90 por cento. “Ou seja, em cada 100 gravidezes, 90 não vão chegar ao fim”, alerta a médica.

A este factor junta-se ainda a possibilidade acentuada de anomalias cromossómicas (como a trissomia 21), o risco duas vezes superior de hipertensão (problema que vai condicionar a evolução da gravidez, provocando atrasos no desenvolvimento do feto), uma maior probabilidade de um parto prematuro, assim como um risco quatro vezes superior de morte ‘in utero’. “Ou seja, ter o primeiro filho depois dos 40 é de evitar. Até porque, apesar da esperança de vida ser maior, quem tiver um filho aos 50 anos, vai ter filhos adolescentes aos 70, numa altura em que não há a mesma paciência para gerir os problemas da idade.

”IDADE POUCO ACONSELHÁVEL
As razões para aumentar a família em idade mais jovens são muitas, mais ainda sabendo-se que a gravidez depois dos 40 pode mesmo condicionar a esperança de vida das grávidas, como explica Teresinha Simões. “A gravidez tardia pode aumentar o risco de cancro da mama ou piorar problemas cardíacos que a mulher já tenha. E pode acontecer que a mãe não esteja cá para ver os filhos crescer.”

GESTAÇÕES COM FINAL PRECOCE
Uma avaliação feita entre as mulheres que tiveram bebés na Maternidade Alfredo da Costa (MAC) em 2002, 2003 e 2004, cujos números foram ontem apresentados no 3.º Congresso da MAC, revela que houve 22 mulheres com mais de 45 anos assistidas naquela unidade, ainda que a idade média das parturientes tenha sido os 46.

A comprovar que a gravidez acima dos 45 está associada a maiores complicações, estão os 68,2 por cento dos casos em que se verificaram nas futuras mamãs seguidas na MAC. Problemas que, em 41 por cento das situações, obrigaram mesmo a um internamento, sendo o motivo mais frequente, segundo os especialistas, a ameaça de parto antes do tempo.

Nenhuma das grávidas chegou à 39.ª semana de gravidez. A média de idade gestacional foi 37 semanas e, em 86,4 por cento dos casos, tornou-se necessário recorrer à cesariana. A MAC foi ainda mais longe e avaliou a escolaridade materna que, em 50 por cento dos casos, revelou-se superior ao 12.ª ano.

EXCEPÇÕES COM AJUDA DA CIÊNCIA
Aos 66 anos, a romena Adriana Iliescu, professora universitária na reforma e autora de livros infantis, tornou-se a mulher mais velha do Mundo a ter um filho. Proeza conseguida apenas com auxílio da procriação medicamente assistida, mas que mereceu duras críticas por parte de diferentes grupos da sociedade, desde políticos a religiosos. Críticas que não pareceram incomodar a sexagenária, incapaz de esconder a alegria de ser mãe pela primeira vez, apesar da idade para ser avó. “Não me preocupo com os dias que virão”, afirmou, em declarações à Imprensa. “Ninguém pode prever o futuro”, acrescentou.

Mas Iliescu não foi a primeira mulher a ter um filho depois dos 60. A polémica já tinha sido lançada em 1994, depois de uma mulher de 63 anos ter dado à luz. Mais tarde, em 2001, uma francesa de 62 anos deu origem a nova discussão sobre qual a idade limite para se ter filhos. Na altura, um médico francês, membro da Comissão de Ética daquele país, mostrava-se chocado. “A minha maior preocupação é, sobretudo, pela criança que, quando tiver 20 anos, vai ter uma mãe com 82.

”É para determinar que tipo de adultos vão ser as crianças com pais diferentes do considerado a norma que se estão a realizar alguns estudos a nível mundial. As opiniões dos especialistas dividem-se: há os que acreditam que não existirá qualquer trauma, enquanto outros defendem que mães muito velhas não vão ter condições para acompanhar os seus filhos durante todo o tempo que estes vão precisar.

"UMA CRIANÇA ILUMINA A VIDA"
“Quando a minha segunda filha nasceu, tinha outra disponibilidade e consciência que não existiam quando tive a primeira”, conta a actriz Rita Ribeiro. Depois de, com pouco mais de 20 anos, ter sido mãe pela primeira vez, adiou a vontade de ter mais filhos por motivos profissionais. A vida intensa no teatro assim não permitia, até que, aos 42 anos, acolheu um novo rebento na família. Uma gravidez planeada, sem medo do que o futuro tem reservado, apenas o desejo de viver ainda mais tempo e com uma melhor qualidade de vida possível. É que, afirma, a idade não importa. “O que conta é o nosso espírito e, nele, sou mais jovem que muitas mulheres mais novas que eu.

”Maria tem hoje oito anos. Pouco menos que os dois sobrinhos, netos da mãe, de 11 e nove. Mas não foi o facto de ser avó que impediu Rita Ribeiro de fazer crescer a família. “Achei que, como já tinha passado de menina a avó, era tempo de olhar para a minha vida e ter mais uma criança. O meu sonho, desde cedo, era ter muitos filhos e ainda não excluí a ideia de ter mais um.

”A actriz não pensa nas dificuldades que o futuro lhe reserva, nas crises da adolescência que ainda estão para vir ou nos conflitos que, enquanto mãe, vai ter de gerir. pelo contrário, diz-se pronta para os dramas típicos da adolescência e para acompanhar a filha, que costuma chamar de “rainha”, em tudo o que for necessário. Afinal, conta, “uma criança ilumina a nossa vida e lembra que todos temos uma criança dentro de nós”.

EXTREMOS
Em 2003, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), 3860 jovens com idades entre os 13 e os 18 anos tiveram filhos. No outro extremo, 2899 mulheres com mais de 40 anos deram à luz em idêntico período. Destas, 697 foram mães pela primeira vez.

ADOLESCENTES
Ainda de acordo com o INE, das 1166 jovens de 17 anos que, em 2003, tiveram bebés, 64 fizeram-no pela segunda vez e duas pela terceira.

NÃO PLANEADA
Um estudo realizado pela Maternidade Alfredo da Costa (MAC), em Lisboa, que avaliou 146 grávidas com idades compreendidas entre os 13 e os 17 anos, revelou que a grande maioria tinha uma gravidez não planeada. Em 20 casos, a gravidez foi interrompida por malformação fetal e situação de risco para a saúde psíquica da adolescente.

NÚMEROS A SUBIR
Ainda na MAC, considerada a maior maternidade do País, a percentagem de grávidas assistidas com mais de 40 anos passou de 3,8, em 2003, para 4,3 durante o ano passado.

MADEIRA LIDERA
Das quatro mulheres com mais de 50 anos que, em 2003, tiveram bebés, uma era universitária, enquanto as outras três tinham escolaridade elevada. Quanto à sua origem, uma era do Algarve, a segunda do Norte do País e duas da ilha da Madeira, região que é a campeã na percentagem de mulheres que engravidaram com mais de 40 anos, seguida do Norte e da Grande Lisboa.

MARIDOS JOVENS
Quando se avalia a idade dos maridos da mães depois dos 50, verifica-se que uma grande percentagem destas mulheres tem companheiros mais jovens, com uma média de idades na casa dos 30 anos.

CULPA DO TRABALHO
Sylvia Ann Hewlett, uma economista norte-americana que foi mãe pela primeira vez aos 51 anos, escreveu um livro sobre a maternidade tardia e chegou à conclusão que é resultado de uma aposta feita pelas mulheres na sua carreira. Realidade comprovada pelos números – de acordo com uma sondagem, um terço das 1658 profissionais de sucesso nos Estados Unidos não tem filhos aos 40 anos.

Carla Marina Mendes»

Fonte:Açores.com

quinta-feira, 12 de junho de 2008

AP(in)Fertilidade lança novo site



«Joana Borges

Data: 2008-05-21



A Associação Portuguesa de (in)Fertilidade acaba de lançar o seu novo site - www.apfertilidade.org . Este espaço apresenta-se agora como um portal informativo, integrando Site, Fórum e um Blog institucional. Tem como objectivo apoiar todas as pessoas que em Portugal têm problemas de fertilidade, assumindo-se como uma plataforma informativa, promovendo uma maior aproximação entre a associação, a sua comunidade e a população em geral.

Os visitantes têm a oportunidade de consultar informação completa sobre o que é a infertilidade e o seu diagnóstico, técnicas de reprodução com vídeos actualizados todas as semanas, clínicas, custo médio dos tratamentos, medicação e legislação em vigor. A associação coloca no site comunicados, notícias e artigos de opinião, testemunhos reais de pessoas que passaram por esta problemática e até uma galeria de fotos de bebés gerados com a ajuda médica.

O Fórum APFertilidade é uma das áreas mais frequentadas e com maior força, sendo um espaço de partilha de experiências pessoais onde todos podem participar, e onde são trocadas cerca de 500 mensagens por dia.Dentro dos projectos de solidariedade social, está disponível online informação sobre os Grupos de Apoio, com uma abrangência nacional, e cujo objectivo fundamental é promover o contacto directo e pessoal entre os membros, promover a troca de experiências, prestar esclarecimentos de dúvidas e poder falar entre iguais.

A partir do site os visitantes poderão ainda preencher um formulário de inscrição para se tornarem associados da AP(in)Fertilidade e desta forma consultar informação sobre os inúmeros benefícios dos protocolos estabelecidos, nomeadamente, nas áreas médica e de bem estar, nas quais os associados poderão beneficiar de generosos descontos em consultas, tratamentos de fertilidade, ginásios e spas, farmácias, entre outras entidades com as quais a associação tem vindo a estabelecer protocolos.

Segundo Cláudia Vieria, presidente da AP(in)Fertilidade “o www.apfertilidade.org pretende assim, ser mais uma forma da associação se aproximar dos muitos casais com problemas de fertilidade, prestar o seu apoio e informação e também fomentar o sentimento associativo que una estes casais e que os leve a lutar pela sua causa, mostrando-lhes que não estão sozinhos nesta caminhada.”

Sobre a AP(in)Fertilidade

A Associação Portuguesa de Infertilidade (API) foi legalmente constituída no dia 20 de Maio de 2006, culminando um movimento cívico e associativo em torno da infertilidade. Duas décadas após o início da procriação medicamente assistida em Portugal, período marcado pela distribuição desigual dos centros públicos, pela ausência de legislação específica, pela limitação no acesso a diversas técnicas, pela falta de informação e por um manifesto desinteresse pelas questões (psicológicas, sociais e económicas) relacionadas com a infertilidade, a API nasceu como um projecto fundamentalmente destinado a apoiar, informar e defender as pessoas inférteis.



Fonte: Best News®»

Fonte: Médicos de Portugal
Link: http://www.medicosdeportugal.pt/action/2/cnt_id/1943/


Fonte:Médicos de Portugal

Musicoterapia... uma terapêutica musical


«Dr.ª Gisela Teixeira, Psicóloga Clínica
Data: 2008-05-14


Já alguma vez conseguiu relaxar ao ouvir música? Já alguma vez ouviu uma música que imediatamente lhe despertou sentimentos fortes ou o transportou para alguma recordação especial? Já alguma vez sentiu como que uma força interior ao ouvir música? Alguma vez cantou uma canção de embalar para tranquilizar um bebé? Se respondeu "Sim" a alguma destas questões, então já experimentou o poder da música.

Poder esse com história milenar. Há 2000 anos a.c., quando o imperador da China queria saber como andavam as coisas nas suas províncias, convocava os músicos de cada uma delas para que tocassem para ele, e de acordo com a música que embalava o seu povo, o imperador sabia se este estava bem ou mal. Durante a Segunda Guerra Mundial, médicos e enfermeiros americanos constatam que os veteranos de guerra que beneficiam de algumas sessões musicais restabelecem-se rapidamente de traumas físicos e psíquicos.

De facto, a resposta ao som musical permite avaliar os estados físico, cognitivo, comportamental, emocional e comunicativo. A música e o som afectam a actividade muscular, a respiração, a tensão arterial e o metabolismo, e desempenham função de apoio ao processo de mudança dos indivíduos. Segundo Mário de Andrade (1999), a música é equiparável aos medicamentos mas numa prespectiva de dosagem inversa, porque na terapêutica musical, ao contrário da medicamentosa, aos doentes insensíveis deve diminuir-se a dose (músicas mais fáceis, sem grande complexidade).

Dada a capacidade simbólica da música e a sua credibilização como um instrumento eficaz no plano terapêutico, nasce a Musicoterapia. A Musicoterapia é uma ciência paramédica que utiliza a música e os seus elementos (Som, Ritmo, Melodia, Harmonia) através do canto, movimentos, expressão corporal, dança, etc., a fim de atender às necessidades físicas, mentais, sociais e cognitivas; e, desenvolver potenciais e/ou restaurar funções de optimização intra e/ou interpessoal, melhor qualidade de vida, através da prevenção, reabilitação ou tratamento (Federação Mundial de Musicoterapia, 1996).

O objectivo principal da musicoterapia não é a música, nas suas vertentes mais desenvolvidas, ou seja, Saber, Ensinar ou Tocar. Mas sim, fazer entender que em terapia, a música é um meio e não um fim. Tem o poder de criar vivências emocionais correctivas num ambiente livre, seguro e protector. Pode também ser o alívio do sofrimento psíquico através de produções no mundo dos sons. Não interessa que tipo de sons, de música ou de ruídos que os pacientes produzem, mas que produzam, que os criem, que através deles expressem os seus sentimentos e emoções (Lecourt , 1988).

Fonte: Projecto Artémis»

Fonte: Medicos de Portugal
Link: http://www.medicosdeportugal.pt/action/2/cnt_id/1939/

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Menina ou menino? Uma pergunta difícil de responder para quem nasce com sexo indefinido


«Nacional | 2008-06-10 11:15

A simples pergunta "É menina ou menino?" nem sempre tem uma resposta imediata. A dificuldade baseia-se no facto de, anualmente, uma em cada 4.500 crianças nascer sem o sexo definido, um "trauma" para os pais bem conhecido dos médicos.
Quando um bebé nasce pode ter um aspecto masculino mas não ter os testículos na bolsa ou ter um pénis que não se formou normalmente porque o orifício (uretra) não se desenvolveu.

Há outros casos em que a criança tem um clítoris maior do que aquilo que seria de esperar e os pequenos lábios não se abriram, não se sabendo se é uma menina em que o clítoris cresceu muito ou um menino em que o pénis não se desenvolveu normalmente.

Estes casos são alguns dos exemplos das doenças do desenvolvimento sexual, antigamente designadas por intersexos, que se estima que afectem cerca de 20 crianças portuguesas por ano, disse em entrevista à agência Lusa o chefe de serviço de cirurgia pediátrica do Hospital D. Estefânia, Paolo Casella.

"Quando olhamos para um bebé com estas características a primeira coisa que temos de perceber é se ele é masculino ou feminino do ponto de vista físico e genético", explicou.

Por outro lado, é importante saber se a mãe fez alguns tratamentos hormonais ou se começou a produzir hormonas masculinas devido à existência de um tumor.

"O que acontece é que a mãe está a gerar uma criança do sexo feminino, mas essa criança está a ser influenciada por hormonas do sexo masculino produzidas pela mãe ou pelo feto e a criança vai virilizar", adiantou o cirurgião.

"Dependendo dos genes e das hormonas, o embrião vai desenvolver-se em testículos ou ovários", sublinhou o médico, frisando que a maioria dos casos tem solução.

Uma delas é uma cirurgia correctiva inovadora que está a ser praticada há mais de um ano em Portugal e que consiste em não retirar os corpos cavernosos que formam o pénis e escondê-los por debaixo dos grandes lábios da vagina.

"Antigamente cortava-se ou dobrava-se os corpos cavernosos, só que quando havia erecções eram dolorosas", disse. A nova cirurgia permite à pessoa reverter, caso não se sinta de acordo com a sua identidade sexual, justificou o médico.

Paolo Casella mostrou à Lusa uma das duas intervenções cirúrgicas deste tipo que realizou no Hospital D. Estefânia, em Lisboa.

Tratou-se de uma menina com menos de um ano que foi virilizada e que os pais quiseram operar, porque vivem num ambiente onde as pessoas não aceitam esta situação.

Apesar desta intervenção cirúrgica representar um passo em frente no âmbito do tratamento destas situações, o médico ressalva que "nem sempre é possível de realizar, nem sempre deve ser feita".

Este é um dos argumentos da Sociedade Norte-americana de Intersexo, que defende que a maioria das operações feitas na infância deve ser deixada para quando o jovem já é capaz de decidir sobre o que quer fazer.

Mas a precocidade da operação resulta muitas vezes da vontade dos pais e dos médicos em corrigir a situação.

Para os pais é sempre um "trauma" quando são confrontados com uma situação destas e pedem aos médicos para resolver o problema o mais rapidamente possível.

"É uma emergência social", frisou Paolo Casella, afirmando que estas doenças têm de ser tratadas "precocemente" por uma equipa multidisciplinar (endocrinologista pediátrico, pediatra, geneticista, pedopsiquiatra e cirurgião).

A decisão é sempre tomada em conjunto com os pais e baseada em vários exames médicos para se obter um diagnóstico mais preciso e a terapêutica aplicada ser a mais correcta em relação a cada uma das situações.

Muitas das doenças do desenvolvimento sexual são diagnosticadas à nascença, mas há casos que só são detectados mais tarde, como a síndrome da insensibilidade parcial aos androgéneos (hormonas masculinas) em que a criança parece uma menina mas por dentro é um menino.

Estes casos são diagnosticados mais tarde, porque não aparece a menstruação. "Só nessa altura é que são investigados porque pode aparecer um tumor", explicou.

Mas ainda pode acontecer uma situação mais complexa: a síndrome de completa insensibilidade aos androgéneos.

"A criança nasce como menina, desenvolve-se normalmente como menina, mas não tem útero, nem vagina e tem testículos", sublinhou.

O médico contou à Lusa o caso de uma mulher que estava grávida de gémeos (duas meninas) e que a amniocentese revelou que uma das crianças era "46,XY" (menino) e outro era "XX" (menina).

"Nasceram duas meninas do ponto de vista físico, só que uma delas era 46,XY (um menino)". Ou seja, tem testículos que produzem testosterona, mas os tecidos não a recebem e o corpo vai desenvolver-se no sentido feminino apesar de ser masculino.

Nesse caso, foram retirados os testículos da criança, porque na resistência parcial, mais do que na resistência total, podem vir um dia mais tarde a desenvolver cancro.

A menina, que tem agora cerca de dois anos, foi tratada sempre como uma menina porque os pais entenderam que devia ser assim, mas geneticamente vai ser um menino.

No entanto, disse o médico, "quando olhamos para ela e para a sua irmã gémea esta menina parece um menino, porque é muito mais forte, mais alta e mais agressiva".

Alguns estudos indicam que essas mulheres virilizadas muito precocemente quando chegam à vida adulta identificam-se como sendo femininas, mas depois em termos de orientação sexual vão mudar, sentindo-se atraídas por outras mulheres.

Paolo Casella diz que é preciso fazer passar a mensagem de que as doenças de desenvolvimento sexual "não são um drama e que há solução para estes casos".

Lusa / AO online»

Fonte: Sçoriano Oriental

Link:http://acorianooriental.sapo.pt/noticias/view/171640


Rastreio de surdez no recém-nascido - Caldas da Rainha


«Os Serviços de Otorrinolaringologia e de Pediatria do Centro Hospitalar de Caldas da Rainha deram início ao Rastreio Universal da Surdez Infantil.

Para a sua efectivação, constituíram-se equipas multidisciplinares envolvendo médicos, enfermeiros e audiologista.

O esquema e organização do rastreio obedece às normas preconizadas pelo Grupo de Rastreio e Intervenção da Surdez Infantil (GRISI), com o objectivo de detectar e intervir precocemente nos défices auditivos significativos.

O exame é efectuado pelos enfermeiros da Unidade de Neonatologia a partir das 48 horas de vida, com o bebé quieto, de preferência a dormir, e são testados os dois ouvidos, num ambiente com baixo nível de ruído. A duração é de aproximadamente 5¬10 minutos, não incomoda e não acorda o bebé. Esse exame é designado de Otoemissões Acústicas.

O Rastreio foi organizado em várias fases, segundo o binómio "passa"/"refere", a iniciar na maternidade e terminado antes dos 3 meses de vida.

As crianças que necessitarem de entrar na 2ª e 3ª fase do rastreio (diagnóstico) - serão encaminhadas para o serviço ORL.

A 4a fase (diagnóstico-confirmação e reabilitação) implica uma avaliação audiológica completa e deve estar concluída antes dos 3 meses de vida, mediante protocolos estabelecidos com o Serviço de Otorrinolaringologia do Hospital D. Estefânia.

Tendo em vista que a audição normal é essencial para o desenvolvimento da fala e da linguagem oral, considera-se que todos os esforços deverão ser efectuados no sentido de identificar todas as crianças com perda auditiva antes dos três meses de idade e iniciar a intervenção até aos seis meses.»

Fonte: Oeste On line
Link:http://www.oesteonline.pt/noticias/noticia.asp?nid=19187

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Pós-parto saudável e sem stress


«Apoio da família e do marido é fundamental nessa fase delicada

São nove meses de ensaio até a chegada do grande momento: o nascimento legitima a maternidade e transforma a vida da maioria das mulheres. Durante a fase de pós-parto, que se estende até aproximadamente os seis meses de vida do bebê, apenas o corpo da mulher volta ao normal, já que a mente está prestes a sofrer uma experiência transformadora, dizem os especialistas. Encanto e inseguranças, satisfação e desconforto: a fase é de transição.

Autora do livro Gravidez Saudável, da editora Réptil, a apresentadora do canal GNT Cynthia Howlett lançou uma obra que promete ajudar as futuras mamães a passarem por essa fase com equilíbrio, segurança, beleza e saúde.

O peso da responsabilidade
Segundo Mariana Maldonado, ginecologista, obstetra e co-autora do livro Palavra de Mulher – Histórias de amor e de sexo, da editora Integrare, a reação a essa fase peculiar da vida da mulher é diversa: há quem se encante com o bebê e com a função de mãe, e quem sofra em demasia com medos e inseguranças. O comportamento, de acordo com a especialista, está mais relacionado aos hábitos de cada uma do que às alterações hormonais características do período.

– Por mais que o pai colabore, na fase de recém-nascido a dependência da mãe é maior e muitas delas não estão preparadas para arcar com o peso da responsabilidade de uma criança indefesa que depende dela para sobreviver. Além disso, a rotina muda, é preciso parar de trabalhar por um período, ou seja, são vários os fatores que mudam alteram completamente a rotina delas. Quanto à forma física, a tendência é que o corpo volte ao normal no primeiro mês de gravidez. Se ela emagrecer, será muito mais por conta das várias novas atividades que está desempenhando – diz a médica.

...

O apoio da família é fundamental
Para a psicóloga e terapeuta familiar Lúcia Muniz, o apoio do parceiro é fundamental para que a mulher consiga se manter tranqüila na fase de pós-parto. E, às vezes, sem querer, as próprias mães são culpadas pelo distanciamento dos companheiros:– Mesmo que não seja o primeiro filho, esse é um momento diferenciado, em que a mulher está aprendendo a lidar e ter intimidade com a criança. Mas ela tem de permitir que o parceiro entre nessa dupla: porque a autorização vem dela e muitos temem ocupar esse espaço.
Hoje, isso tem mudado e os pais se tornam mais participativos. Mas é preciso estimulá-los. Com essa parceria, o próprio relacionamento cresce – acredita a psicóloga.Quanto à participação dos outros integrantes da família, Lúcia lembra que a figura da avó é fundamental, além de um ponto de apoio. "Que não tem deveria adotar", brinca. Mas não deve desempenhar a função dos pais, para não quebrar uma harmonia que poderia ser bastante favorável, diz.

Mãe também tem medo
Segundo Evaristo de Carvalho, psicanalista da Clínica Harmonya, para aprender o papel de mãe, as mulheres em geral retornam ao lugar de filha e reproduzem muito de sua criação. Mas nem por isso deixam os medos e inseguranças de lado:– No momento em que se torna mãe, a mulher começa a se deparar com a ameaça de não dar conta da função: o fato de não ter mais rotina nem noites de sono, o medo da morte, alimentar o bebê num intervalo curto de horas faz ela começa a achar que não vai suportar esse lugar de mãe, tão cheio de cobranças. E nem sempre compartilha essa angústia com o parceiro – alerta o psicanalista, lembrando que esse quadro, combinado a outros fatores médicos e psicológicos, pode evoluir para a depressão pós-parto.»

Fonte:Vida Feminina

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Primeiro escalão do abono de família complementado com 12 euros - Açores

«A garantia foi dada por Domingos Cunha, ontem, numa audição com a Comissão dos Assuntos Sociais do Parlamento açoriano sobre a iniciativa do Governo Regional.

“É importante dotar os agregados familiares açorianos de maiores recursos para fazer face aos encargos com o aumento do número de filhos por isso o Governo Regional criou um complemento ao abono de família”, disse o secretário dos Assuntos Sociais.
O complemento terá um valor máximo de 12 euros mensais que serão atribuídos a beneficiários do I Escalão, definido por legislação nacional conforme o rendimento dos agregados familiares respectivos.
A Região tem 54.400 beneficiários, sendo que no I Escalão estão inscritos cerca de cinco mil, especialmente beneficiados por uma ajuda destinada sobretudo às famílias com menos recursos, segundo dados do Governo.
Quanto aos outros escalões, o complemento dependerá do rendimento de que cada agregado familiar fizer prova ao longo de cada ano, através da declaração apropriada.
A iniciativa do Executivo, que será debatido no plenário do Parlamento ainda este mês, pretende funcionar, também, como uma medida compensatória e de incentivo à natalidade, afirmou o secretário regional.
Para o governante, aumentando o número de filhos, as compensações também crescem e com esta proposta pretende-se dar um passo à frente no apoio às famílias mais carenciadas, promovendo em simultâneo o aumento da natalidade.»

Fonte: Jornal Diário

Link:http://www.jornaldiario.com/ver_noticia.php?id=15636

Cartão Municipal de Família Numerosa chega ao Funchal


«Medida pretende apoiar famílias com mais de três filhos

Acaba de ser aprovado na Madeira o Cartão Municipal de Família Numerosa, uma estratégica que pretende apoiar famílias que pretendam contribuir para o aumento da taxa de natalidade nacional.

A Associação Portuguesa das Famílias Numerosas (APFN) mostra-se satisfeita com a medida, pois, no seu entender, tal demonstra que os políticos «são sensíveis aos problemas reais dos portugueses, e praticam o óbvio, isto é, o combate ao cada vez mais rigoroso Inverno demográfico».

À semelhança do que já havia sido aprovado Vila Real, Coimbra e Tavira, também agora o Funchal já poderá disponibilizar o cartão a estas famílias.

A APFN espera que o exemplo destes municípios possa ser alargado às restantes regiões do país, para que Portugal possa «deixar de ser um dos raros países europeus em que a taxa de natalidade continua a descer».»

Fonte:Fábrica de Conteúdos
Link:http://www.fabricadeconteudos.com/?lop=artigo&op=c9f0f895fb98ab9159f51fd0297e236d&id=c5470237f9a2f04f64acafefe03764bb

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Consumo de água com cloro pelas grávidas aumenta risco de malformações no bebé


«Estudo publicado no "Journal of Environmental Health"

De acordo com investigadores da University of Birmingham, na Grã-Bretanha, a exposição pré-natal aos derivados do cloro, conhecidos como trialometanos e que se formam no contacto com a água, pode dobrar o risco de malformações nos bebés. O estudo será publicado na edição de Junho da revista científica "Journal of Environmental Health".

Para chegar a esta conclusão, os cientistas analisaram 400 mil crianças chinesas (de Taiwan) e compararam o nível de exposição aos derivados do cloro com a presença de 11 das malformações mais comuns. Segundo o estudo, a exposição a 20 microgramas de trialometano por litro de água provocou um aumento de 50 a 100% de três malformações consideradas comuns: lábio leporino, anencefalia (malformação craniana ou do encéfalo causada por alterações na formação do tubo neural) e defeito do septo ventricular (anomalia cardíaca caracterizada por uma abertura anormal na parede que separa os ventrículos direito e esquerdo).

Apesar de terem analisado água com diferentes concentrações de cloro (alta, média e baixa), os cientistas não encontraram nenhuma relação entre o nível de exposição e a prevalência de um defeito específico. “Os mecanismos biológicos que levam os derivados do cloro a causarem defeitos nos bebés ainda são desconhecidos", explica Jouni Jaakkola, principal autor do estudo, acrescentando que, “no entanto, as descobertas reforçam a teoria de que o consumo de água com cloro pela grávida pode causar defeitos no bebé, devido à exposição aos derivados do cloro”.

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
5 de Junho de 2008»

Fonte:Saúde na Net
Link:http://www.mni.pt/destaques/?cod=10680&cor=azul&MNI=c06885493afdced9ca8dc9031c4ed639

Bebés “nascem cidadãos” em Portimão

«02-06-2008 16:46:00
O Centro Hospital do Barlavento Algarvio já tem em vigo o projecto “Nascer Cidadão”. Saiba do que se trata.

Entrou hoje em vigor, no Centro Hospitalar do Barlavento Algarvio (CHBA), o projecto “Nascer Cidadão”.

Este projecto, iniciado em 2007, permite o registo dos nascimentos nos hospitais/maternidades; permite que a inscrição, tanto no Serviço Nacional de Saúde, como na Segurança Social, seja efectuada após o nascimento da criança, bem como, a identificação de situações de risco social.

Para registar a criança basta escolher o nome que lhe quer dar, a naturalidade (da freguesia do concelho do CHBA - Portimão ou da área de residência habitual da mãe) e apresentar a documentação dos pais.

O registo pode ser efectuado, gratuitamente, logo após o nascimento, através da utilização de uma aplicação informática do Registo Civil, que emite um certificado de nascimento, a ser entregue aos pais e que, simultaneamente, envia esta informação à Segurança Social e ao Serviço Nacional de Saúde.

O Projecto “Nascer Cidadão” funcionará no 2º piso, junto do Serviço de Obstetrícia (nas instalações afectas ao “Cantinho da Amamentação”), de segunda-feira a sábado, das 12h30 às 16h00.»


Fonte:Observatório do Algarve
Link:http://www.observatoriodoalgarve.com/cna/noticias_ver.asp?noticia=22641

Amamentação




quarta-feira, 4 de junho de 2008

Trabalhadoras que derem à luz recebem 500 euros


«A Associação para o Desenvolvimento Profissional de Miranda do Corvo, que é a entidade que mais gente emprega no concelho, vai passar a dar "um prémio de 500 euros" às trabalhadoras a quem nasça um filho.

A medida pretende afirmar-se como um incentivo à maternidade, explica o presidente da instituição de solidariedade social, Jaime Ramos, lamentando que a taxa de natalidade de 2007, em Portugal, tenha sido a mais baixa dos últimos 47 anos. "Morreram, em 2007, mais 1020 pessoas do que as que nasceram".

A ADFP, uma das instituições visitadas pelo presidente da República no seu Roteiro Contra a Exclusão, dá trabalho a 400 pessoas, das quais 250 são do sexo feminino.

O referido prémio beneficiará tanto as funcionárias dos quadros da ADFP como as deficientes que simultaneamente são utentes da instituição e trabalham nela em regime de "part-time", promete Jaime Ramos.

O responsável diz-se consciente de que o prémio é "reduzido", mas nota que é, ainda assim, "superior ao salário mínimo". "Constitui como que um 15º mês, para facilitar a vida de uma família que recebe mais um elemento".

O envelhecimento da população também vai levar Jaime Ramos a "propor às Misericórdias e à União das Instituições de Solidariedade Social que, a nível nacional, tomem medidas (...) que evitem a discriminação das mulheres que desejem ficar grávidas".

O ex-autarca mirandense também critica a postura de algumas empresas. "Nenhuma empresa civilizada poderá assumir posturas discriminatórias contra as trabalhadoras grávidas e mães", sustenta, defendendo, ainda, que as autarquias e a Associação de Municípios "têm obrigação de dar exemplos que favoreçam a maternidade".»

Fonte:Jornal de Notícias
Link:http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Coimbra&Concelho=Miranda%20do%20Corvo&Option=Interior&content_id=953412

"Nascer Cidadão" chega ao Hospital de Beja


«Na maternidade de Beja os recém-nascidos já podem ser registados. Uma medida que facilita a vida dos pais que já não precisam de se deslocar às conservatórias.

Os recém-nascidos na maternidade do Hospital José Joaquim Fernandes, em Beja, já podem ser registados imediatamente após o nascimento no âmbito do projecto nacional “Nascer cidadão”.

Um profissional dos registos do Ministério da Justiça está, de segunda-feira a sábado, entre as 13.00 e as 17.00 horas, no piso 5 do Hospital de Beja onde funciona a maternidade.

Com esta medida, integrada no Simplex e disponível em 20 unidades de saúde de Norte a Sul do país, a vida dos pais fica facilitada porque já não precisam de se deslocar às Conservatórias do Registo Civil, como afirmou Rui Sousa Santos, presidente do Conselho de Administração do Hospital José Joaquim Fernandes.

O registo de nascimento é gratuito e os recém-nascidos ficam automaticamente inscritos no Serviço Nacional de Saúde e na Segurança Social.

Inês Patola»

Fonte:Voz da Planície
Link:http://www.vozdaplanicie.pt/index.php?q=C/NEWSSHOW/20799

terça-feira, 3 de junho de 2008

Mamar protege mais as meninas


«2 de junho de 2008

Um estudo realizado por pesquisadores americanos da Universidade Johns Hopkins indicou que meninas recém-nascidas se beneficiam mais da amamentação do que os meninos. Para examinar o efeito protetor da amamentação contra doenças respiratórias, os cientistas observaram 119 crianças que nasceram prematuras, pesando menos de 1,5 quilo. Uma entre cada duas meninas que não mamaram no peito teve de ser levada para o hospital ao enfrentar sua primeira infecção respiratória. Já entre as que foram amamentadas, só 7% precisaram ir para o hospital.

O efeito positivo da amamentação já é conhecido, mas a novidade do estudo é a diferença entre os benefícios aos meninos e meninas. Se entre as meninas houve grande diferença entre as que foram amamentadas ou não, o resultado entre os meninos não apresentou variação: 25% deles foram hospitalizados. "O aleitamento materno é uma fonte maravilhosa de nutrição, é importante para o desenvolvimento. Todos se beneficiam com ele. Mas, no caso das doenças respiratórias agudas, como bronquiolite e infecções virais do trato respiratório, parece que há mais benefícios para as meninas. E esse benefício é substancial", diz um dos autores da nova pesquisa, Fernando Polack.

Até agora já foram realizados centenas de estudos que comprovam os benefícios da amamentação para a saúde dos bebês. O recém-nascido que mama no peito corre menor risco de ter infecção de ouvido, estomacal ou intestinal, além de reduzir as chances de desenvolver alergias na pele, pressão alta, diabetes e obesidade. No entanto, esta é a primeira vez que há algum indício de diferença dos benefícios entre os sexos.»

Fonte:Veja
Link:http://veja.abril.com.br/incidente_conteudo/020608/mamar-protege.html

Jornal que fala sobre o Blog "Planeamento de uma Gravidez"




«Edson Costa
Especial para o Dia-a-Dia
Em outras épocas, a gravidez foi sinônimo de surpresa e falta de planejamento. As futuras mães ficavam receosas, pediam conselhos, preocupavam-se sobre os cuidados que deveriam ter durante o período de gestação, e deixavam os maridos loucos, com tanta ansiedade. Hoje, a gravidez não deixa de ser uma surpresa, mas, paradoxalmente, esperada, pois boa parcela do público feminino já tem possibilidade de planejá-la. Escolhem a data, as condições e a melhor idade para se ter um filho, tudo milimetricamente estudado.

Tanta astúcia é reflexo de uma sociedade caracterizada pela democratização da informação. Com as facilidades para se aprender sobre os cuidados e deveres da gravidez, principalmente via internet, as futuras mães não precisam perder os cabelos diante da gestação.
Além de terem o apoio dos médicos, também se atualizam sobre novidade e informações através de sites.

O português Paulo Pires foi um dos que ampliou os conhecimentos acerca da gravidez através da internet. Não contente, decidiu que todos os futuros pais e mães tivessem a mesma facilidade que ele, por isso criou o blog (diário virtual) Planeamento (planejamento, em português do Brasil), onde seleciona as mais diversas notícias e reportagens sobre gravidez, de todo o mundo.

Dessa forma, agrupa em um só site, muito do que é preciso saber sobre o período de gestação.
Em entrevista a O DIA, Paulo Pires disse que o blog foi feito quando sua mulher descobriu que estava grávida, no segundo semestre do ano passado. “Começamos a ler alguns livros sobre a
gravidez e a pesquisar na net, daí surgiu a necessidade de aprofundar alguns dos assuntos”, afirmou. Depois de tanto pesquisarem, ele e sua esposa acabaram, inclusive, por mudar algumas
idéias. “Agora, optamos por um parto natural, mais humanizado, o menos medicalizado
possível”. Faltam 45 dias para que o bebê nasça, mas a apreensão passa longe do casal, pois consideram-se preparados. Segundo especialistas, planejar a gravidez é uma característica da mulher contemporânea, mas, principalmente, das que possuem melhores condições de vida.

Mesmo diante da facilidade da informação, há mulheres que desconhecem ou ignoram os métodos contraceptivos e engravidam, e o que era para ser um momento de felicidade única em suas vidas, é motivo de frustração e arrependimento. Esta situação é vivida, boa parte das vezes,
por adolescentes.»

O jornal brasileiro "O dia" publicou o artigo (a matéria) referida em que refere uma entrevista feita ao blog.»

Fonte: Jornal O Dia
Link : http://www.portalodia.com/jornal/pages/pdf_11-05-2008_13_20080510141521.pdf

Acesso directo à pagina de jornal http://www.portalodia.com/jornal/pages/pdf_11-05-2008_13_20080510141521.pdf

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Saúde Oral: Cheques-dentista só no público é «dispendioso»

«A ministra da Saúde afirmou hoje que um programa de saúde oral no sector público obrigaria a um «investimento muito dispendioso», por ser necessário instalar equipamento e colocar muitos profissionais nos centros de saúde.

Na emissão simbólica do primeiro cheque-dentista a uma grávida, no Centro de Saúde dos Olivais (Lisboa), Ana Jorge assumiu não estarem feitas as contas da poupança para o Serviço Nacional de Saúde (SNS) com o recurso aos serviços contratualizados na área privada, onde existem o equipamento e os profissionais na área da saúde oral. Este ano, o alargamento do programa de saúde oral custará ao Estado 21 milhões de euros.

«[Colocar exclusivamente no sector público o programa de saúde oral] exigiria um esforço muito grande para que o programa fosse alargado equitativamente», sublinhou a ministra, garantindo que a iniciativa dos cheques-dentista permite que o programa se estenda de forma «mais rápida e mais equitativa por todo o país».

Até ao momento foram emitidos 43 cheques-dentista, mas a ministra garante que todos os centros de saúde têm já essa possibilidade.

Para o bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas, Orlando Monteiro da Silva, apesar de «com certeza continuar a haver muito por fazer», «um bom começo é sempre um bom princípio».

O programa prevê tectos máximos anuais de 120 euros para as grávidas seguidas no SNS e 80 euros para os idosos beneficiários do complemento solidário.

O despacho de Fevereiro que determinou o alargamento do Programa nacional de Promoção de Saúde Oral prevê o aumento da cobertura de cuidados a 80.000 jovens por ano, estimando que o programa abranja 65 mil grávidas anualmente.

O acesso às consultas de medicina dentária faz-se mediante um cheque-dentista personalizado emitido e entregue ao utente pelo centro de saúde onde é seguido, sendo necessários, consoante os casos, um atestado de gravidez ou um comprovativo da situação de beneficiário do complemento emitido pelo Instituto de Segurança Social. »

Fonte:Diário Digital
Link:http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=12&id_news=335264&page=1

A importância de partilhar a luta para ter um filho


«Maria Pereira casou aos 26 anos e começou a tentar engravidar pouco tempo depois. "Eu e o meu marido somos filhos únicos e queríamos uma família grande. Passei mais de um ano sem conseguir até ir à minha médica de família e, só ao fim de quatro anos, fui encaminhada para a consulta da Maternidade Alfredo da Costa", em Lisboa. Hoje, reconhece que, no início, andou "perdida".

O percurso durou nove longos anos até ao nascimento do João Diniz, em 2005. Essa falta de acompanhamento fez com que se juntasse à Associação Portuguesa de Infertilidade, criada em Maio de 2006, para ajudar os casais inférteis.

"Costumava falar com outras pessoas com o mesmo problema num fórum da internet e percebemos que não existia uma associação de doentes quando problema afecta cerca de 500 mil casais." A doença afecta um milhão de portugueses mas é quase invisível.

Para mudar esta situação, a Associação criou um site onde tenta juntar toda a informação útil, e um fórum, que já tem mais de 3500 utilizadores e 170 mil mensagens. Através do fórum, é fácil chegar a vários blogues que têm como tema o desejo de ter um filho.

"Sonho ter um filho"

Susana Pina criou o blogue "Sonho ter um filho" há dois anos, depois de 16 a lutar contra a infertilidade. "Vivi mais de uma década sem falar praticamente com ninguém sobre este problema. Mesmo na sala de espera das consultas, e fui a muitas, as pessoas não falavam umas com as outras", conta. "Nem sequer tinha acesso a informação. Nesse aspecto a internet foi uma benção. Depois de ter engravidado e perdido as bebés senti necessidade de falar e foi por isso que criei o blogue."

Anna Pires, outra das fundadoras da Associação, conta que os blogues sobre a infertilidade são um fenómeno a nível internacional. Alguns, já se transformaram em livros. "Acaba por ser uma espécie de diário. Além de ser um escape fantástico, é a forma das pessoas seguirem o tratamento uma das outras." Para Susana, foi a melhor coisa que lhe "podia ter acontecido". "A resposta tem sido extraordinária. Mesmo que nunca consiga ter um bebé, sinto que ajudei muita gente."

Dar a cara

Há cerca de um ano, as fundadoras da Associação sentiram que havia a necessidade de saltar do mundo virtual para o real e dar a cara, uma coisa que nem sempre é fácil porque a infertilidade ainda é uma doença "muito escondida", explica Anna. Foi assim que nasceram os grupos de apoio. A primeira experiência foi em Braga e os resultados foram encorajadores.

Anna Pires, que agora é a coordenada nacional dos Grupos, juntou-se com a psicóloga Matilde Catalão para elaborar um manual de princípios, fizeram um workshop para as interessadas e agora já existem cinco a funcionar. Os grupos são coordenados por pessoas que tenham um historial de infertilidade, ou seja, não são grupos terapêuticos, são para trocar informação e partilhar experiências. "Tem sido absolutamente fantástico. Os grupos tornaram-se um oásis no deserto da infertilidade," diz Anna.

Maria Pereira é uma das coordenadoras do grupo de Lisboa. "Às vezes as pessoas choram, outras vezes rimos." Apesar das mulheres estarem em maioria, algumas trazem os maridos. "Há ideia que a infertilidade afasta o casal, mas às vezes aproxima, porque há um objectivo comum. Mas os homens falam menos, isso não há dúvida." Quando o grupo começou a funcionar, o filho de Maria, João já tinha quase três anos. Nasceu em 2005, depois de nove anos de tentativas, tratamentos no privado e no público. Agora, Maria tem 38 anos e corre contra o tempo para dar um irmão ao João Diniz.»

Fonte:Diário de Notícias
Link:http://dn.sapo.pt/2008/06/01/sociedade/a_importancia_partilhar_a_luta_para_.html

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Caros Leitores - Oferta de livros


Caros Leitores,

O “Planeamento de uma Gravidez” com a ajuda da Editora Presença resolveu premiar as(os) leitoras(es) do blog através da oferta de livros. Assim motivamos a leitura e brindamos os nosso leitores com mais um instrumento de informação, o livro.

Como devem imaginar, não é possível brindar todos os leitores com um livro, e assim sendo resolvi criar passatempos para fazer essa triagem.

Teremos mensalmente um livro do mês, e esse mesmo livro é que será oferecido aos vencedores do passatempo. O livro ficará exposto durante o mês no canto superior esquerdo do blog.

Será acrescido uma aba no blog, que facultará o acesso a um espaço próprio onde terá informação sobre o livro do mês, onde poderão colocar comentários sobre o mesmo, e onde verão a lista de vencedores de cada passatempo.

1º Passatempo – Sugestão de um nome para o espaço de leitura onde serão dadas as informações referidas anteriormente.

Temos 5 exemplares do livro para oferecer ...

O passatempo decorrerá durante o mês de Junho.

Regras

1 – Enviar um mail para passatempo.gravidez@gmail.com:

- Com o assunto: (nome do passatempo) /Mês

- Colocar dados pessoais: (nome e localidade)

- Resposta ao passatempo

2 – Após o apuramento dos vencedores, os mesmos serão publicados no novo espaço, e será colocado um post com a informação de que foram apurados os vencedores no "Planeamento de uma Gravidez"

3 - Após a publicação dos vencedores os vencedores terão uma semana para enviar um mail com o seu endereço reclamando o prémio. Após a semana, os prémios que não forem reclamados serão novamente distribuidos numa segunda lista de vencedores do passatempo.

4 - Depois será enviado o livro pela Editora Presença aos vencedores.

PROJECTO “NASCER CIDADÃO” HOSPITAL DO BARREIRO INICIA REGISTO DOS BEBÉS NA MATERNIDADE


«A partir do próximo domingo, dia 1 de Junho, tem início, no Hospital de Nossa Senhora do Rosário EPE, o Projecto “Nascer Cidadão”.

Através deste projecto é possível assegurar o registo imediato das crianças no Hospital, logo após o seu nascimento. Os pais podem fazer o registo dos seus bebés no Serviço de Obstetrícia, todos os dias úteis, entre as 13:00h e as 19:00h, junto da Unidade do Registo Civil.

Para registar a criança é apenas necessário escolher o nome do bebé, a naturalidade e, sempre que possível, apresentar os documentos de identificação dos pais. Após o registo de nascimento, que é gratuito, é entregue o documento comprovativo do mesmo.

Recorde-se que o projecto “Nascer Cidadão” é uma das medidas constantes no Programa SIMPLEX, dos Ministérios da Justiça, do Trabalho e da Solidariedade Social e da Saúde, que tem por objectivo eliminar e simplificar actos de registo civil relacionados com os processos de nascimento, permitindo, nomeadamente, a realização do registo de nascimento em locais diferentes da conservatória.

O HNSR EPE regozija-se de aderir a este projecto, de âmbito nacional, que terá o seu lançamento no dia 1 de Junho, nesta Instituição, com as presenças de Suas excelências os Senhores Secretários de Estado da Justiça, do Desenvolvimento Regional, e Adjunto e da Saúde.»

Fonte:Rostos
Link:http://www.rostos.pt/inicio2.asp?cronica=102120&mostra=2

Usar ou não usar a chupeta?


«Serviço de Pediatria do Hospital de São Marcos de Braga| 2008-05-28

Se um bebé chora é porque lhe falta alguma coisa, sendo importante que os pais se apercebam que o choro tem inúmeras causas. É errado tentar adiar ou colmatar a resolução do problema através da chupeta.

A imagem do bebé está inevitavelmente associada à chupeta. No entanto, o seu uso durante a infância é frequentemente tema de discussão, havendo várias opiniões quanto à sua utilização, desde as mais permissivas às mais radicais.

O reflexo da sucção é algo inato e muitos bebés já "chucham" no dedo, na barriga da mãe. Na criança pequena, a sucção de um dos dedos, geralmente o polegar, ou da chupeta, tem uma função de autocontrolo, conforto e acalmia.

A chupeta tranquiliza o bebé (daí a designação em inglês de "pacifier", pacificador) e, por isso, serve de tranquilizante para os pais. Numa fase inicial é a forma mais fácil de acalmar o bebé.

Se um bebé chora é porque lhe falta alguma coisa, sendo importante que os pais se apercebam que o choro tem inúmeras causas (fome, frio, sono, fralda suja, dor, necessidade de atenção, etc.). É errado tentar adiar ou colmatar a resolução do problema através da chupeta. Nunca esquecer que as chupetas devem ter em conta o bem-estar dos bebés e não as conveniências dos pais.

Argumentos a favor do uso da chupeta

• Reduz o risco de síndrome de morte súbita do lactente (SMSL). Vários estudos relacionaram o uso de chupeta para dormir com uma diminuição do risco de SMSL. Este factor preventivo será multifactorial e não está presente no caso da sucção dos dedos.

- Facilita a alternância ventilatória oral, no caso de oclusão nasal.

- Promove o decúbito dorsal, forçando assim uma posição preventiva da SMSL.

- A sucção estimula a tensão muscular a nível das vias aéreas superiores e a língua adopta uma posição anterógrada, permitindo a patência das vias aéreas.

- Está associada a uma ligeira hipercapnia (aumento do CO2), que constitui um factor estimulante da função ventilatória.

• Acalma. A chupeta acalma o bebé nas situações em que os pais não podem responder imediatamente, propiciando menos gasto energético.

• Dá ritmo, coordenação, força muscular e evita o sugar do dedo, que se pode tornar um hábito (no início como pacificador de uma necessidade sensoriomotora).

• Induz o sono. O movimento de sucção ajuda o bebé a adormecer mais rapidamente.

• Quando os bebés não têm chupeta, "chucham no dedo". O hábito de sugar o dedo pode ser prejudicial para o desenvolvimento dos seus maxilares, promovendo o padrão anteriorizado da língua entre as gengivas ou dentes, causando deformação na arcada dentária e alteração da produção de sons.

• O uso da chupeta pode ser controlado pelos pais, que podem decidir quando é que a criança deve deixar de a utilizar, o que não acontece com o dedo.

Argumentos contra o uso da chupeta

• Interfere com a amamentação. Reduz a intensidade de estimulação do mamilo, o que leva a uma diminuição da produção de leite. Por outro lado, a chupeta pode desmotivar o bebé, visto a sucção não lhe permitir obter calorias. Se a mãe quer amamentar, é melhor esperar e oferecer a chupeta apenas quando a amamentação estiver bem estabelecida.

• Favorece o aparecimento de otites. Estudos recentes demonstraram que as otites do ouvido médio são mais frequentes nos bebés que usam chupeta continuamente.

• Veículo de bactérias e partículas.

• Pode atrasar o desenvolvimento da linguagem. Um bebé que está sempre com a chupeta vocaliza e palra menos e a partir dos 12 meses de idade poderá ter mais dificuldade na aquisição da linguagem.

• Provoca dependência. São conhecidos os dramas vividos pelos pais e crianças na altura de deixar a chupeta.

• Pode provocar deformação dentária. O risco aumenta se o hábito se prolongar para além dos 2 anos.

Se os pais optarem por usar a chupeta, devem utilizá-la racionalmente:

- O mínimo possível, sendo indicada em momentos de stress ou para adormecer e não sempre que este chora.

- Apenas até o bebé se acalmar ou adormecer. Quando normalmente ele a larga não deve ser recolocada.

- O uso da chupeta deverá ser interrompido desde que a criança se mostre desinteressada, o mais cedo possível. A partir dos 2 anos deverá já ter deixado a chupeta.

- Podem variar em forma, tamanho e material. Não é necessário e é até mesmo desaconselhado mudar a forma da chupeta a que o bebé está habituado, só com o intuito de seguir as "modas". Não se deve usar argolas, para que não se pendurem correntes, de modo a evitar o risco de estrangulamento. O tamanho deve acompanhar a idade da criança.

A chupeta deverá então ser usada com todos os cuidados, para que não vire um hábito, nem que seja desnecessariamente empregue.

A decisão é exclusiva dos pais, que se devem informar de qual a melhor atitude a tomar.

"Muitos bebés usam chupeta. Uns precisam dela para adormecer, outros consideram-na um 'amigo' inseparável. Alguns nunca chegam a utilizá-la."

Ana Sofia Carvalho em "A chupeta"; Saúde Infantil, 1999; 21/1; 77-81

Bárbara Pereira»

Fonte:Educare
Link:http://www.educare.pt/educare/Opiniao.Artigo.aspx?contentid=4E4C541FEA4522BDE04400144F16FAAE&opsel=2&channelid=0

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Mantenha o seu bebé


«29 | 05 | 2008 09.25H

«Não nos roubem os bebés», pediu o Professor Mário Cordeiro, num debate promovido pela revista Pais e Filhos, sobre Nascer em Portugal, que aconteceu ontem no CCB. Pediatra, pai de cinco filhos, junta todo o seu saber profissional a uma sensibilidade de quem já sentiu as coisas na pele. É por isso que as suas receitas não cheiram a bafio, nem são declarações de intenções, que o melhor dos pais fica sempre a milhas de cumprir.

Quando apela a que não nos tirem os bebés, não fala nem em taxas de natalidade, nem tão-pouco em crianças desaparecidas - acusa, preto no branco, muitos técnicos, nos hospitais e nas maternidades, de «sequestrarem» as crianças, como se quem lhes dá vida não tivesse habilitações para saber como os deve acolher neste mundo.

Por outras palavras, nascer em Portugal continua a ser pior do que deveria ser, não por falta de meios - a desculpa usada para tudo - mas porque se continuam a adoptar más práticas, que poderiam ser alteradas «a custo zero». Fique com uma mão-cheia delas, que Mário Cordeiro enunciou.

1 Grávidas obrigadas a permanecerem deitadas no pós-parto, quando se sabe a importância de que se mexa, e deixe trabalhar em si a força da gravidade.

2 Impedir o pai de estar presente no parto, mesmo se for uma cesariana com epidural, alegando uma desculpa qualquer. A ciência prova que os bebés precisam do pai e o pai precisa do bebé. E as mães precisam dos pais.

3 Não deixar que o recém-nascido mame, mal nasce, a pretexto de mil cuidados médicos, que poderiam ser prestados mais tarde, sem prejuízo nenhum. À excepção, claro, dos que precisam de uma reanimação ou de outro tratamento imediato, mas que não representam mais de 20% de todos os nascimentos.

4 Ter pouca paciência para ajudar a mãe a aprender a amamentar, oferecendo logo soluções de suplementos alimentares, que colocam em risco a continuação da amamentação. Às vezes à sucapa.

5 «Esquecer-se» de dizer à mãe que a subida do leite é acompanhada de stress, que as hormonas explicam os seus acessos de choro e tristeza, e ajudá-la a superar os obstáculos que vão surgindo.

6 Deitar o bebé de lado, como acontece ainda em muitos berçários, quando já há 19 anos se sabe que esta posição aumenta o risco de morte súbita. «Não é uma questão de moda, mas de sobrevivência», diz, apelando a que os directores de serviço e a DGS vigiem estas situações.

7 Não aceitar a ameaça subliminar de que «se refilas é pior». Mãe e pai não podem aceitar que o seu filho não entre neste mundo com o pé direito.
Isabel Stilwell | editorial@destak.pt»

Fonte: Destak
Link:http://www.destak.pt/artigos.php?art=11518

Maternidades dão orientações erradas para deitar os bebés


«CARLA AGUIAR
PAULO SPRANGER

As maternidades portuguesas adoptam e recomendam práticas erradas no acompanhamento dos recém-nascidos, acusa o pediatra Mário Cordeiro. "É intrigante e perturbador constatar que 18 anos depois de existir uma orientação técnica da Direcção--Geral da Saúde a dizer que as crianças não se devem deitar de lado, porque isso aumenta para o dobro a probabilidade de morte súbita, mas de costas, profissionais de saúde continuem a recomendar essa prática", disse o médico ao DN.

Um estudo concluído no final do ano passado pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa, baseado em inquérito às mães, a seguir à alta médica, constatou que "em 90% dos casos foi-lhes recomendado pelas enfermeiras que deitassem os bebés de lado".

Esta situação leva aquele pediatra a considerar que é preciso "questionar e responsabilizar os directores de serviço dos hospitais que não fazem um acompanhamento do modo como os profissionais estão a seguir as orientações técnicas e as evidências científicas". Felizmente - acrescentou - os pais, por intuição e porque procuram outras fontes de informação, nem sempre seguem essas recomendações. De outro modo e fazendo uma extrapolação a partir das estatísticas, "poderiam morrer 20 bebés por ano por morte súbita".

O pediatra participou ontem num debate promovido pela Pais & Filhos, no qual se questionou a prática de hospitais que não deixam o pai assistir ao parto. "Sei que há uma norma interna no Hospital Cuf Descobertas, por exemplo, em que nos casos de cesariana e epidural o pai não pode estar presente", disse ao DN.

Na mesma linha, o pedopsiquiatra Eduardo Sá considerou que as evidências científicas demonstram que "sempre que o pai está presente o trabalho de parto é menor, o mesmo acontecendo, até com melhores resultados, quando a mãe da grávida lá está". Em conclusão, "se as maternidades humanizarem o trabalho de parto ganha-se em saúde mental e reforça-se a ligação entre pai e filho".

No debate, subordinado ao tema "Nascer em Portugal: sofrimento ou prazer", os especialistas questionaram ainda a hipermedicalização do parto e o excessivo recurso às cesarianas que, em Portugal, representam 34% dos partos (nos hospitais privados chega mesmo aos 60%), quando a média europeia se fixa nos 25% e a Organização Mundial de Saúde recomenda que não se ultrapasse a meta dos 10 a 15%. O médico Diogo Aires de Campos apontou as vantagens do banho de imersão na primeira fase do parto e criticou a utilização sistemática dos clisters e das episiotomias.»

Fonte: Diário de Noticias
Link: http://dn.sapo.pt/2008/05/29/sociedade/maternidades_orientacoes_erradas_par.html