terça-feira, 12 de agosto de 2008

Não basta ser pai


«Uma curva de caminho, anônima, torna-se às vezes a maior recordação de toda uma volta ao mundo”
Mário Quintana


A frase é feita e conhecida: “Não basta ser pai, tem que participar”. Pois é, pesquisas provam que a figura paterna é tão importante para a criança que, quando ela se sente relegada a segundo plano, acaba com problemas de saúde ou transtornos psicológicos.

A ausência da mãe, ou o pouco caso, também tem seu efeito nocivo, mas existem estudos focados nas conseqüências da ausência do pai. Um deles é da pediatra Melissa Wake, do Royal Children’s Hospital, em Melbourne, na Austrália. Ela realizou uma pesquisa com cerca de cinco mil crianças entre 4 e 5 anos e descobriu que a incidência de sobrepeso e obesidade em crianças em idade pré-escolar tem relação direta com a negligência dos pais, apesar de não ter identificado as motivações para o fenômeno. Outro aponta evidências de um elo entre a ausência da figura paterna e a aceleração do amadurecimento sexual nas meninas. O psicólogo Bruce Ellis, da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, mostra que relações familiares harmoniosas ajudam a retardar a primeira menstruação. Em sua pesquisa, ele observou 173 garotas desde a idade pré-escolar até a 7ª série. Segundo seus estudos, aquelas que conviviam satisfatoriamente com os pais durante os cinco primeiros anos de vida entraram na adolescência mais tarde.

Aqui no Brasil, a psicóloga Alaide Degani De Cantone, coordenadora do Centro de Pesquisas e Estudos em Psicologia e Saúde, em São Paulo, observou meninas que tinham engravidado com 15 ou 16 anos e chegou a uma conclusão preocupante: inconscientemente, as adolescentes usam a gravidez como forma de compensar uma família desestruturada, que não forneceu a elas a atenção necessária durante a infância. Seria uma forma de compensar o desamparo como filha. E o que é um pai ausente, então? Não é aquele que se separou e que, portanto, não vê os filhos todos os dias, mas aquele que pouco ou nada contribui para a sua formação pessoal e social. Presença é participação nos momentos importantes, felizes ou não; é compreensão dos momentos difíceis vividos pela criança; é servir de bússola na hora que ela se depara com caminhos tortuosos; é estar aberto para solicitações, diálogos e críticas construtivas. E mais: é ficar atento às próprias atitudes - mais do que palavras, crianças apreendem comportamentos. »

Fonte:O Povo
Link:http://www.opovo.com.br/opovo/colunas/opovonaeducacao/809672.html

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Cientistas britânicos questionam eficácia de tratamentos para engravidar

«Inseminação intra-uterina e citrato de clomifeno não facilitam a concepção, dizem eles.
Tratamentos, aprovados por autoridades sanitárias, podem ser mais controlados.

Da EFE

Dois dos tratamentos mais comuns para estimular a gravidez, a inseminação intra-uterina e a administração de citrato de clomifeno, não aumentam as possibilidades de concepção dos casais cuja infertilidade se deve a causas desconhecidas, segundo estudos de cientistas britânicos

A constatação foi feita por cientistas da Universidade de Aberdeen (Escócia) e da Universidade de Oxford (Inglaterra) em um estudo publicado nesta sexta-feira na revista médica "British Medical Journal" (BMJ). Os pesquisadores analisaram 580 casais que sofriam de infertilidade há mais de dois anos, mas que apresentavam funcionamento aparentemente normal da ovulação e das trompas, na mulher, e espermatozóides com mobilidade, no homem.Um total de 580 mulheres, escolhidas aleatoriamente, foi dividido em três grupos. Delas, 193 tentaram engravidar pelo método natural, 194 receberam tratamento de citrato de clomifeno e as outras 193 foram submetidas à inseminação intra-uterina. Nesses grupos, as idades, a massa corporal, a duração da infertilidade e a concentração e mobilidade do esperma foram semelhantes.

Bom e barato

O citrato de clomifeno não é caro, é de fácil administração e corrige a disfunção ovulatória, enquanto a inseminação intra-uterina consiste na introdução de esperma no útero da mulher. Ao final do estudo nasceram 101 crianças, 32 (17%) dos casais que utilizaram concepção natural, 26 (14%) graças ao citrato de clomifeno e 43 (23%) das mulheres que foram submetidas à inseminação intra-uterina.

Os analistas concluem que estes tratamentos não oferecem êxito superior - ou seja, maior efetividade - ao da concepção natural nos casais com infertilidade por causas desconhecidas. Apesar de no grupo da inseminação intra-uterina ter havido um maior número de gestações, os pesquisadores não consideram a diferença suficiente para justificar este tratamento médico. Além disso, no grupo do citrato de clomifeno houve maior risco de gestações múltiplas e de 10% a 20% das mulheres sofreram dor abdominal, inflamação, dificuldade de respirar, náuseas ou dor de cabeça.

Após essas conclusões, os especialistas pediram às autoridades sanitárias que redefinam as linhas a seguir nos casos de infertilidade por causas desconhecidas, já que até agora o Instituto Nacional de Saúde e Excelência Clínica do Reino Unido, recomendava esses dois tratamentos.»


Fonte: G1

Link:http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL716573-5602,00-CIENTISTAS+BRITANICOS+QUESTIONAM+EFICACIA+DE+TRATAMENTOS+PARA+ENGRAVIDAR.html

Pais tardios estão mais preparados para a paternidade


«Eles acumulam maior experiência e também já estão mais resolvidos economica e socialmente, na maior parte das vezes

Flávia Gradowski Sampaio

Os homens estão optando por prorrogar a paternidade. Se antes decidiam ser pai aos 20 ou no máximo 30 anos, hoje chegam aos 40 ou 50 com filhos pequenos, ou até sem eles. Essa geração de pais se apresenta como uma classe crescente na sociedade. Ser pai aos 40 anos já não é mais considerado tardio, e sim esperado. É a fase onde as pessoas estão mais organizadas e tem recursos para lidar melhor com esse sentimento. Essa posição coincide ou até acompanha a postura feminina das últimas décadas, quando as mulheres começaram a retardar a primeira gestação em favor da realização profissional.

Inclusive a prorrogação da paternidade está atrelada muito provavelmente à independência da mulher do século 21. Em virtude de sua carreira profissional, deixam para engravidar mais tarde e o homem acaba seguindo essa tendência. Muitos dos pais que optam pela paternidade adiada já se realizaram em diversos aspectos de sua vida, como a área financeira, profissional e social e querem então dar continuidade a família e viver a fase da paternidade de maneira intensa.

“Depois de 10 anos de casamento é que veio o filho. A experiência de ser pai não tão jovem é magnífica. Eu sou mais maduro e consigo passar conceitos para o meu filho da forma mais adequada. Trato ele como amigo e ele faz da mesma forma, por isso acredito que mais para frente, quando eu ficar mais velho e ele estiver na sua adolescência, não teremos problemas”, disse Armando Mattioli Filho, com 41 anos e um filho de seis anos, Natan.

O desejo de prolongar a primeira etapa de sua vida, curtir o casamento e se firmar como profissional faz com que o entendimento do mundo e a experiência sejam pontos primordiais a serem repassados aos filhos. A forma de educar acaba sendo outra. Os ideais mudam e a forma como os conceitos serão repassados também.

“Hoje em dia eu tenho um entendimento muito melhor da idade e da cabeça das crianças. Consigo perceber a importância de dedicar mais tempo a elas e ser mais participativo. A paciência e todo o entendimento em relação a elas aumentam ao longo dos anos e coisas que me deixariam muito bravo em outros tempos já não acontecem com tanta intensidade”, contou Paulo Roberto Medeiros, 57 anos, que teve a oportunidade de experimentar a paternidade aos 32 anos, e mais rcentemente, pai de gêmeas de cinco anos. A primeira filha já está com 25 anos.

Outro lado — Por outro lado, o cansaço de pais mais velhos muitas vezes é vencido pela contestação dos jovens e adolescentes. As conseqüências do adiamento da paternidade aparecem, por vezes, na dificuldade em lidar com a energia e disposição dos filhos. A preocupação com a saúde exige cuidado e dedicação intensos. Quanto mais velhos ficam, menor é o pique e maiores são as transformações da sociedade.
“Quanto à idade em si não vejo problema, porque tudo depende do estado de espírito da pessoa. Eu acho melhor ser pai mais velho por ser uma pessoa mais madura. A experiência nos dá condição de prepará-las melhor para o mundo. Mas também exige uma preocupação maior com a saúde, um preparo físico mais intenso. Se queremos estar sempre inseridos no mundo dos nossos filhos, precisamos acompanhá-los”, comentou Paulo.»

Fonte:Bem Parana
Link:http://www.bemparana.com.br/index.php?n=77473&t=pais-tardios-estao-mais-preparados-para-a-paternidade

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Gravidez e Amamentação: O importante é que cada gravidez seja planeada e vivida tranquilamente


«Dra. Fátima Palma

Não está definido qual o momento ideal para ter um filho, isso vai depender de cada casal. Assim, antes de parar o método contraceptivo deve procurar o seu médico para a realização da consulta pré-concepcional.


Nesta consulta após um breve resumo da história clínica e avaliação dos antecedentes do casal é feito: o resumo das gravidezes e partos anteriores; o despiste de doenças familiares ou outras que possam ter importância na gravidez; a análise das vacinas, do grupo de sangue, e são pedidos alguns exames complementares de rotina. Inicia-se a toma do ácido fólico.

O diagnóstico de gravidez acarreta sempre algum grau de ansiedade, pela incerteza do que vem a seguir: Será que está tudo bem? Haverá alguma malformação do feto? É necessário ir já ao médico? Ao obstetra ou ao centro de saúde?

Algumas destas questões ficam automaticamente respondidas quando se faz a tal consulta pré-concepcional, se tal não aconteceu, deve fazer um teste de gravidez que pode ser feito em casa, na farmácia ou num laboratório.

É importante que a grávida seja vigiada e acompanhada em consultas periódicas, sendo que a primeira consulta deve ser nas primeiras 10 semanas de gravidez e as seguintes de acordo com o calendário que for determinado pelo médico assistente.

Claro que nem todas as grávidas têm o mesmo risco obstétrico. As adolescentes, as mulheres com mais de 38 anos, as hipertensas, as diabéticas têm maior probabilidade de desenvolverem complicações no decurso da gravidez.

Na consulta pré-concepcional ou na primeira consulta o médico determinará o risco existente e se necessário a vigilância, numa consulta de alto risco.

As consultas pré-natais, a realização das ecografias obstétrica (às 12, 22 e 32 semanas) e das análises; uma alimentação equilibrada (atenção às restrições próprias da gravidez) e a prática de exercício físico adequado, permitem passar por este momento privilegiado e por vezes único da vida de uma mulher/casal de uma forma suave e prazenteira.

Existem em alguns centros de saúde e noutros locais, cursos de preparação para o parto, que se recomendam dado tratar--se de um momento vivido sempre com alguma ansiedade e expectativa principalmente na primeira gravidez.

E DEPOIS DO PARTO…

O leite materno contém todos os ingredientes necessários à alimentação do recém-nascido e conferem-lhe inclusive protecção contra algumas infecções.

No início tem um aspecto diferente (o colostro) mas é rico em elementos anti-infecciosos e destina-se a ajudar a relativa imaturidade fisiológica do recém-nascido.

A subida do leite dá-se habitualmente por volta do 5º dia após o parto e pode acompanhar-se de febre, dor e aumento do volume mamário. Procure ajuda sempre que necessário e não desanime.

O sucesso da amamentação tem a ver com a motivação, com alegria e prazer que dá à recente mamã. Mas se por qualquer motivo não puder ou quiser amamentar não se esqueça de que hoje em dia já existem excelentes alternativas para o leite materno.

Por último não vamos esquecer-nos da contracepção.

O espaço que se recomenda entre cada gravidez é de 2 anos e hoje em dia existem várias opções contraceptivas possíveis durante a amamentação que não interferem quer com a qualidade quer com a quantidade do leite materno.


Dra. Fátima Palma,
Ginecologista/Obstetra na Maternidade Alfredo da Costa,
Voluntária na Associação para o Planeamento Familiar »

Fonte: Medicos de Portugal
Link:http://medicosdeportugal.saude.sapo.pt/action/2/cnt_id/2046/?textpage=2

Com cuidados simples, pais evitam morte súbita de bebê



«A notícia da morte de um bebê de sete meses em São Paulo duas semanas atrás deixou pais e mães assustados. Gabriel Santos Ribeira, de sete meses, morreu misteriosa e repentinamente no berçário de uma creche de São Paulo. Uma das hipóteses aventadas é a chamada síndrome da morte súbita do recém-nascido.

A morte súbita ocorre quando o bebê deixa de respirar e seu coração pára de bater sem nenhum motivo aparente. Mesmo depois de uma investigação detalhada, não se consegue descobrir a razão.

Estudos feitos no Rio Grande do Sul na década de 80 chegaram ao índice de um bebê vítima da morte súbita em cerca de mil nascimentos.

Debruçando-se sobre os casos, os médicos conseguiram identificar uma série de características comuns à maioria dos bebês que morreram repentinamente, embora ainda não saibam explicar exatamente como se deu a relação dessas características com as mortes.

O principal fator de risco é deixar a criança dormir com a barriga para baixo. Os pais podem reduzir as chances de uma morte súbita afastando esse e os demais fatores de risco.

"Quando dou orientações aos pais, não falo morte súbita, porque choca. Mas explico que o bebê não pode dormir com a barriguinha para baixo porque pode se sufocar. Ele ainda não tem reflexos, não consegue gritar e não é capaz de se virar. Em questão de minutos, perde-se a criança", diz Edinéia Vaciloto Lima, neonatologista da maternidade Pro Matre Paulista.

A síndrome da morte súbita ocorre até o primeiro ano de idade, mas é mais freqüente entre o segundo e o quarto mês. Afeta mais os meninos do que as meninas. É mais comum à noite, enquanto o bebê dorme, e nos meses de inverno.

Outro fator de risco é deixar o bebê aquecido demais, com cobertores pesados ou muita roupa. O recém-nascido também não deve dormir em locais macios demais, como almofadas, sofás e a cama dos pais. O colchão do berço deve ser firme.

"São coisas simples, que podem ser mudadas", afirma o médico Nivaldo de Souza, da UTI pediátrica da Unifesp.

Têm mais chances de ter morte súbita os bebês que convivem com fumantes, os que não são alimentados com o leite materno, os que tiveram algum irmão morto nos primeiros meses de vida sem motivo aparente e os que nasceram abaixo do peso e prematuramente. Nesse último caso, acredita-se que a morte ocorra pelo fato de os bebês não terem o mecanismo cerebral que controla a respiração completamente desenvolvido.

O médico Paulo Nader, um dos diretores da Sociedade Brasileira de Pediatria, diz que os pais não devem se preocupar a ponto de acordarem várias vezes durante a noite para ver se seus bebês estão bem. "Em primeiro lugar, a incidência não é tão alta. Depois, podemos evitar os fatores de risco."

Outra hipótese cogitada para a morte do bebê Gabriel na creche de SP é o refluxo. O problema ocorre quando o alimento ingerido volta à boca. A comida pode obstruir a passagem do ar ou ser aspirada para o pulmão, impedindo o bebê de respirar.

Para evitar esse risco, os médicos recomendam que a criança não seja colocada para dormir imediatamente depois de mamar. Ele deve ficar de pé por alguns minutos, até arrotar.

O refluxo é relativamente comum nos recém-nascidos. Se os episódios se tornarem freqüentes ou se grandes quantidades de alimento voltarem, os pais devem buscar um pediatra.»

Fonte:Folha on-line

Link:http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u429264.shtml

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Mais uma ferramenta ao vosso dispor


Caros Leitores,

o blog "Planeamento de uma Gravidez" vai colocar à disposição mais uma ferramenta de consulta à vossa disposição.

Pretende-se que a informação fique organizada e seja de fácil acesso a todos. E como de alguma forma nos blogs normalmente só se olha para os posts mais recentes, pensou-se em colocar informação útil já colocada no blog à vossa disposição de uma forma rápida.

Os artigos colocados apenas são uma pequena parte da base de dados do Planeamento de uma Gravidez, que aos poucos irá actualizar.

O espaço referido ainda não está terminado, mas convido-vos a visitarem e enviarem os vossos comentários para: planeamento.gravidez@gmail.com.

O espaço referido encontra-se neste endereço

Andarilhos são sarilhos ...


«Serviço de Pediatria do Hospital de São Marcos de Braga| 2008-08-06

O andarilho não ajuda a criança a caminhar mais cedo, sendo mesmo desadequado ao desenvolvimento da capacidade de marcha

Os andarilhos são os equipamentos de puericultura que mais acidentes graves provocam. O andarilho (aranha, andador, voador) é uma espécie de cadeirinha suspensa sobre uma armação de metal e/ou plástico provida de rodas, que permite que a criança se desloque sozinha sobre o pavimento com o impulso dos pés.

A maioria dos pais acredita que os andarilhos permitem que a criança aprenda a andar mais cedo e com mais facilidade, sendo uma font_tag_tage de entretenimento para a mesma. Muitos pais vêem o andarilho como uma ama enquanto se dedicam a outras tarefas.

O uso de andarilhos leva todos os dias aos hospitais portugueses pelo menos duas crianças, de acordo com a estimativa de um Estudo-Piloto da Incidência Nacional de Lesões Associadas a Acidentes com Andarilhos realizado durante ano 2004.

O estudo, promovido pela Associação para a Segurança Infantil (APSI) e pela Unidade de Vigilância Pediátrica, reforça as conclusões de um outro estudo, do Observatório Nacional de Saúde, que aponta para cerca de 650 casos de acidentes com andarilhos por ano atendidos nos hospitais portugueses. Somam-se a estes os casos em que a criança é levada a outros serviços de urgência, aos centros de saúde ou em que a criança é tratada no infantário ou em casa.

As idades mais afectadas situam-se entre os 7 e os 15 meses de idade. A maioria dos casos (75%-96%) corresponde a quedas em escadas e mais de 60% das crianças acidentadas sofreram traumatismos cranianos.

A mobilidade e velocidade excessiva das crianças enquanto utilizadoras de andarilhos tornam este produto muito perigoso, devendo ser desencorajada a sua utilização. A velocidade de uma criança no interior de um daqueles aparelhos é de cerca de um metro por segundo, movendo-se de divisão em divisão sem qualquer controlo. A rapidez com que se desloca não permite aos pais, na maior parte dos casos, reagir a tempo de impedirem um acidente. Em mais de 50% dos acidentes com andarilhos há um adulto por perto.

Quedas das escadas ou tropeções em desníveis fazem o andarilho virar-se, levando o bebé a bater com a cara ou com a cabeça no chão originando traumatismos cranianos, fracturas dos membros superiores e inferiores, cortes na língua e lábios e fracturas nos primeiros dentes, entre outros. A alta incidência de lesões no crânio e na face explica-se pelo facto de os bebés terem uma cabeça proporcionalmente muito grande e pesada e, por outro lado, terem os pés presos quando estão no andarilho.

No andarilho a criança fica mais alta, chegando mais depressa aos objectos com os riscos inerentes e começando a puxar as toalhas e alcançando objectos que queimam ou cortam.

Uma das ideias de muitos pais é a de que o andarilho permite que a criança aprenda a andar mais cedo e com maior facilidade. Na verdade, não poderiam estar mais enganados! Segundo a Academia Americana de Pediatria e a Academia Americana de Medicina Familiar, as crianças que usam andarilhos têm mais dificuldade em gatinhar e andar do que as que nunca os utilizaram.

O andarilho não ajuda a criança a caminhar mais cedo, sendo mesmo desadequado ao desenvolvimento da capacidade de marcha. O facto de a criança ficar em pé nos andarilhos impede-a de rolar, sentar ou gatinhar que são as bases para a aquisição da marcha. Além disso, como o bebé anda na ponta dos pés, causa tensão nos músculos das pernas atrasando o desenvolvimento e levando a posições pouco naturais.

O Canadá foi o primeiro país a legislar a proibição da venda de andarilhos, em Abril de 2004. Em Portugal, a recomendação surge até no Boletim de Saúde Infantil e Juvenil: "Os andarilhos provocam muitos acidentes: quedas, entalões, queimaduras, pancadas na cabeça, e não ajudam a andar, pelo contrário, podem atrasar."

Não deixe o seu filho andar de andarilho! Na prevenção é que está o ganho!

Liliana Pinheiro, com a colaboração de Carla Sá, pediatra do Serviço de Pediatria do Hospital de São Marcos em Braga»

Fonte:Educare
Link:http://www.educare.pt/educare/Opiniao.Artigo.aspx?contentid=53645D5CB1EC17CCE04400144F16FAAE&opsel=2&channelid=0

Manual vai ensinar a adoptar crianças


«Guia para contrariar tendência para o bebé ideal

00h30m

ALEXANDRA MARQUES

Até ao final de 2008, vai ser lançado um Manual de Formação para Candidatos a adoptantes de crianças e jovens. De poucos meses, brancos, saudáveis e do sexo feminino. O "bebé ideal" impede mais adopções.

Os organismos e serviços que funcionam na área da adopção em Portugal decidiram elaborar um guia de formação, tanto para os que pretendem ser pais adoptivos, como para os que já o são.

O manual - que está a ser elaborado por um grupo de trabalho multidisciplinar - deverá estar pronto até Dezembro e será validado por entidades independentes de vários pontos do país.

O documento do Instituto da Segurança Social (ISS) - a que o JN teve acesso - realça que além da Convenção de Haia recomendar que haja formação ao longo de todo o processo, inclusive após a criança ou o jovem ter sido entregue à família -, os serviços também diagnosticaram "a necessidade de formação no âmbito da adopção nacional".

O manual pretende contribuir para a alteração dos pedidos que até agora têm dominado: criança até três anos, sem problemas graves de saúde ou deficiência, e de raça causcasiana.

"A esmagadora maioria dos candidatos à adopção são casais com história de infertilidade", muitos dos quais se submeteram a técnicas de fertilização, tendo optado pela adopção ao mesmo tempo ou depois de desistirem dos métodos facultados pela procriação medicamente assistida.

Estes casais pretendem, por isso, "a criança que não puderam gerar pela via natural, ou seja a criança de tenra idade" e a sua motivação principal prende-se com "o desejo legítimo à realização da parentalidade".

O perfil destes candidatos faz com que, dos 2363 inscritos até ao final de Junho, 2305 queiram adoptar crianças até aos três anos. Destes, 1261 aceitam receber até aos seis anos, mas 1044 só deseja que lhe entreguem um bebé até aos 36 meses de idade.

Também na escolha da cor da pele é verificável a preferência dos pais adoptantes: só 342 dos candidatos aceitam adoptar uma criança que não seja branca.

Nas deficiências, os candidatos são ainda mais irredutíveis: só 88 estão dispostos a acolher e cuidar de uma criança menos saudável.

Embora 153 dos inscritos não se importem de ficar a cargo com um menor que tenha problemas ligeiros de saúde como, por exemplo, asma, bronquite ou qualquer tipo de alergia.

"Apenas um grupo menor de candidatos" não se importa de ter "uma criança de idade mais avançada, portadora de doença ou de raça diferente da sua" e que tenha irmãos também em situação de adoptabilidade.

O relatório refere igualmente que "através de acções de informação/formação" a médio prazo talvez seja possível "ajudar os candidatos a descentrar-se da criança bebé que não puderam ter" e a querer, simplesmente, um filho sem indicar requisitos especiais.

Quase 1200 crianças estão já em processo de adoptabilidade. É o que indicam as listas nacionais de adopção no final de Junho.

Destas 1190, a maioria (1065) já se encontrava inserida nas novas famílias: 452 com a adopção já decretada pelo tribunal e 613 em fase de pré-adopção (nos seis meses que distam entre a entrega da criança e a declaração do juíz) e 125 estavam em vias de integração.

O relatório mostra ainda que , embora maioria dos candidatos a adoptantes (1555) não tenha assinalado preferência de género, as meninas são três vezes mais desejadas. Com 665 pedidos contra as 212 solicitações para meninos.

O documento assinala ainda só existir "paridade estatística" nas fratrias de adoptabilidade, ou seja, nas pretensões de adoptar uma criança com irmãos também adoptáveis. Mesmo assim há 633 crianças nessa situação para 514 candidatos.»

Fonte:JN

Link:http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=975925

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Maternidades obrigadas a ter pulseiras electrónicas


«Os hospitais vão ser obrigados a colocar pulseiras electrónicas em todos os recém-nascidos, para evitar o rapto de crianças, já a partir de 2009. A notícia é avançada pelo jornal Público que adianta que os acessos dos estabelecimentos vão ter de ser equipados com sistemas de videovigilância com monitorização contínua e gravação de imagem de alta definição.

Segundo o jornal, as medidas constam de um despacho da Ministra da Saúde, que já foi mesmo enviado para publicação no Diário da Republica e tem como objectivo garantir a segurança e evitar os raptos.

O Público adianta que a ministra reconhece que o rapto de recém-nascidos nos hospitais públicos «é uma realidade que, pese embora com contornos pontuais», preocupa o Ministério da Saúde.

Outras medidas são a obrigatoriedade de os profissionais de saúde exibirem a respectiva identificação bem visível quando estiverem a trabalhar e o controlo de entradas e saídas de doentes, visitas e outros utilizadores pelos hospitais.

Os serviços de Obstetrícia, de Neonatologia e de Pediatria com internamento passarão a ficar instalados em áreas exclusivas, terão alarme e sistema de encerramento automático das portas e todos os visitantes terão de se identificar.

O Público explica que as medidas que impliquem alterações estruturais nos hospitais devem ser concretizadas até ao final do ano, enquanto as outras entram em vigor mal o despacho seja publicado em Diário da República.»

Fonte:Diário IOL
Link:http://diario.iol.pt/sociedade/rapto-bebe-maternidade-penafiel-governo-hospitais/978551-4071.html

Médicos divergem sobre a posição correta no berço


«RICARDO WESTIN
da Folha de S.Paulo

Embora seja consenso que dormir com a barriga para baixo representa um dos principais fatores de risco para a síndrome da morte súbita de recém-nascidos, os médicos ainda não chegaram a um acordo sobre a segurança de deixar o bebê dormir de lado.

"Tanto faz o recém-nascido dormir de lado ou com a barriga para cima", afirma o médico Eduardo Watanabe, que coordena a equipe de obstetrícia do hospital Santa Catarina, de São Paulo.

Watanabe explica que é recomendável ainda que os berços dos bebês tenham uma ligeira inclinação, para que a parte de cima do corpo fique elevada. Os travesseiros, porém, não podem ser altos, porque a inclinação só do pescoço pode dificultar a respiração.

O médico e professor da Ufpel (Universidade Federal de Pelotas) Cesar Victora é contrário à posição lateral. Ele defende que a única posição correta para os recém-nascidos é de barriga para cima.

"Não é verdade que colocar o nenê de lado seja o mesmo que colocá-lo de barriga para cima. O nenê colocado de lado pode facilmente virar para ficar de barriga para baixo e sofrer asfixia e morte súbita. Isso está comprovado por várias pesquisas", argumenta.

Victora lembra ainda que as autoridades de saúde dos Estados Unidos anunciam a barriga para cima como "a posição mais segura".

"O que importa é que não durma com a barriga para baixo", afirma Edinéia Vaciloto Lima, neonatologista da UTI pediátrica da maternidade Pro Matre Paulista.

A preocupação com a posição do recém-nascido não deve ocorrer apenas à noite, mas também quando dorme de dia. Com seis semanas, por exemplo, os bebês precisam de 15 a 16 horas de sono por dia.»

Fonte:Folha On-line

Link:http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u429266.shtml

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Ensinar as mães a amamentar até aos seis meses


«2008-08-02

ANA TROCADO MARQUES

Em Portugal, apenas 30 a 40% dos bebés são alimentados, exclusivamente, de leite materno até ao primeiro mês de vida. A Organização Mundial de Saúde recomenda que sejam 100% e até ao sexto mês de vida.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que, pelo menos até ao sexto mês de vida, o alimento do bebé, seja, exclusivamente, o leite materno. Em Portugal, diz a Ordem dos Enfermeiros (OE), apenas 30 a 40% dos bebés são alimentados, exclusivamente, de leite materno até ao primeiro mês de vida. A partir daí, na grande maioria dos casos, o leite materno passa a ser a alternar com o leite em pó.

O incumprimento dos direitos laborais das mães em período de aleitamento, fruto do emprego precário, é apontado como a principal causa, a par com os muitos "mitos" criados. Foi para quebrar esses "mitos" e sensibilizar mães e filhos para as vantagens do leite materno ("o alimento mais completo"), que a Ordem dos Enfermeiros organizou, durante o dia de ontem - Dia Mundial do Aleitamento Materno -, e em todo o país, a campanha "Apoiar as mães que amamentam... A caminho do sucesso!".

"Porque é que a mãe produz leite? Porque é que, logo depois de ter o seu filho, tem leite? Como é que consegue ter leite até ao ano e meio?". As muitas perguntas da Carolina são respondidas pela Eva, a jovem mãe que acaba de ter o seu bebé.

As duas bonecas dão corpo à história teatral, serviam de mote às enfermeiras especialistas em saúde materna para falar às 15 crianças do ATL da associação A. F. Vila Cova sobre a importância do aleitamento materno. Durante todo o dia, foi assim na tenda montada na praia, em frente ao mercado das Caxinas (Vila do Conde). Cá fora, o grupo de enfermagem prestava esclarecimentos às futuras mães.

O pólo, acrescente-se, foi um dos cinco montados, ontem, em todo o país (norte, centro, sul, Madeira e Açores).

"A Eva foi a primeira mulher. Queremos que o aleitamento seja a primeira opção. Foi uma escolha simbólica", afirmou Irene Cerejeira, a enfermeira-chefe do serviço de obstetrícia do Centro Hospitalar Póvoa de Varzim/Vila do Conde, explicando a escolha do nome para a mãe, a boneca que dava corpo à história contada aos mais pequenos.

Junto das mulheres e jovens, explicou Irene Cerejeira, o objectivo era desmistificar alguns "mitos" e ajudá-las a amamentar por mais tempo: "Mitos relativos, por exemplo, à quantidade do leite. O leite produz-se com o mamar do bebé. Quanto mais o bebé mamar, mais leite a mãe vai produzir. Se começar logo a dar biberão, a mãe vai ter cada vez menos leite. Quanto à qualidade do leite, ao contrário do que muitas pensam, tem a ver com o tipo de alimentação da mãe", explicava.

Ontem, a mensagem da Ordem dos Enfermeiros era num sentido idêntico. "Os leites adaptados para bebés não conseguem ainda substituir os benefícios do leite materno, como a transmissão de imunidade à criança". E o exemplo de Angola foi destacado pela UNICEF: só 14% das crianças são amamentadas com leite materno até aos quatro meses, contribuindo para a subida da taxa de mortalidade infantil, estimada em 260 mortes por cada mil nados vivos.»

Fonte: JN

Link:http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=974339

Estudo sugere que droga anticolesterol reduz chance de cesariana


«Um novo estudo sugere que remédios usados para reduzir o nível de colesterol podem ajudar a minimizar o risco de cesarianas de emergência em mulheres grávidas.

A pesquisa, realizada pela Universidade de Liverpool, na Grã-Bretanha, sugere que o alto nível de colesterol pode reduzir a força das contrações, comprometendo a possibilidade de partos naturais.

O estudo analisou 4 mil casos de gravidez. Entre mulheres acima do peso - e que tem níveis maiores de colesterol no sangue - houve maior incidência de cesarianas de emergência.

Os pesquisadores realizaram testes de laboratório com tecidos de músculos retirados do útero de mulheres acima do peso.

Os testes revelaram que, nestes casos, a força da contração dos músculos é menor. Isso aconteceria, segundo o estudo, devido à falta de cálcio nas células do músculo.

Os pesquisadores acreditam que os altos níveis de colesterol podem ser a origem do problema, já que a substância prejudica as membranas das células.

Os cientistas de Liverpool sugerem que estatinas – fármacos que reduzem o nível de colesterol – sejam usados por mulheres grávidas com problema de colesterol nos últimos três meses da gravidez. Essa medida reduziria a probabilidade de se precisar fazer uma cesariana de emergência.

'Interessante'

O ginecologista da University College Hospital London, Patrick O'Brien, disse que o estudo feito em Liverpool "é interessante".

"Se nós conseguirmos achar uma forma de reduzir as chances de cesariana de emergência nestas mulheres, será ótimo", disse ele.

"Mulheres acima do peso têm um risco maior de complicação como trombose e infecção, então elas se beneficiariam com isso."

No entanto, ele diz que médicos evitam recomendar estatinas para mulheres grávidas porque o nível de colesterol tende a aumentar naturalmente durante a gravidez. Isso poderia ser um sinal de que o colesterol é importante para o desenvolvimento do feto.

O'Brien também disse que há outros fatores que levam as mulheres acima do peso a necessitarem cesarianas de emergência. Por exemplo, mulheres acima do peso tendem a dar à luz bebês maiores, o que dificulta partos naturais.»

Fonte:BBC Brasil

Link:http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/06/080618_colesterol_cesariana_dg.shtml

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Mães de recém-nascidos dormem em média 3 horas, diz pesquisa


«As mães britânicas dormem em média três horas por noite durante os primeiros quatro meses de vida do bebê, segundo uma pesquisa encomendada pela revista especializada Mother and Baby e a empresa Huggies, publicada nesta quinta-feira.

Segundo os autores da pesquisa, isso equivale à metade das horas de sono que as mães delas dormiram no passado.

Apesar de produtos para ajudar os bebês a dormir, como berços que balançam, móbiles eletrônicos, música imitando o ambiente uterino e luzes difusas, 30% das mães disseram que dormem ainda menos do que três horas por noite.

De acordo com o estudo, que ouviu 3 mil mães, quando os bebês chegam a 18 meses de idade, a média de horas de sono sobe para apenas cinco.

O estudo sugere que o número alto de produtos eletrônicos e monitores instalados na casa de quase todos os pais estaria entre as principais causas da falta de sono. Com as babás eletrônicas e monitores de vídeo, as mães acordam a cada barulhinho do bebê.

Falta de sexo

Metade das mulheres ouvidas na pesquisa disse que a falta de sono aumentou a pressão sobre a relação delas com seus parceiros, provocando brigas. Uma em cada dez quase se separou por causa do estresse, diz a pesquisa.

Oito em cada dez mães disseram ter perdido o apetite sexual por conta da falta de sono e 94% delas afirmaram preferir dormir a fazer sexo.

Elena Dalrymple, editora da revista Mother and Baby, disse que "os pais e mães não têm a menor idéia de como a falta de sono que vem com o bebê devasta a vida deles. Se você dorme apenas três horas por noite, noite após noite, e às vezes, menos, você provavelmente vai direcionar sua frustração e raiva contra seu parceiro".

"A pressão sobre os pais modernos é enorme, especialmente as mães. São elas, principalmente, que lidam com os bebês à noite, e muitas delas já estão trabalhando em horário integral quando o bebê chega aos seis meses", disse Dalrymple.

Os pesquisadores também ouviram o lado paterno, e concluíram que mais da metade dos entrevistados (55%) disseram que "nunca ou quase nunca" se levanta durante a noite.

Em média, eles dormem sete horas por noite durante os primeiros quatro meses.

Por conta da falta de sono, muitos dos novos pais investem em aparelhos para ajudar os filhos a dormir.

Sete em cada dez investem em móbiles musicais tradicionais enquanto quatro a cada dez usa berços elétricos que balançam.

Mas, mesmo quando o bebê dorme, 75% das mães disseram se preocupar com a síndrome da morte súbita e checam seus filhos quando eles estão dormindo.»

Fonte:BBC Brasil
Link:http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/09/070913_maternidadesono_ba.shtml

Celular na gestação pode afetar comportamento de crianças


«NOVA YORK (Reuters) - Crianças cujas mães usaram celulares freqüentemente durante a gestação e as que usam regularmente telefones móveis podem ser mais propensas a problemas de comportamento, afirma uma nova pesquisa.

A constatação "certamente não deveria ser interpretada de maneira exagerada, mas de qualquer forma aponta em uma direção na qual novas pesquisas são necessárias", disse a doutora Leeka Kheifets, da Escola de Saúde Pública da Universidade da Califórnia (UCLA), que ajudou a conduzir o estudo, à Reuters Health.

"Trata-se de uma tecnologia maravilhosa, e as pessoas certamente vão usá-la mais e mais", acrescentou. "Mas precisamos considerar os potenciais efeitos sobre a saúde e as maneiras de reduzir os riscos, caso existam."

Kheifets e sua equipe estudaram um grupo de 13.159 crianças cujas mães foram convidadas a participar de uma pesquisa de saúde dinamarquesa no começo de suas gestações. Quando os filhos atingiam os sete anos de idade, as mães eram convidadas a responder um questionário sobre a saúde e o comportamento da criança, bem como sobre o uso de celulares pela mãe durante a gravidez e o uso de celulares pela criança.

Depois que os pesquisadores ajustaram os resultados para considerar fatores que poderiam influenciar os dados, tais como problemas psiquiátricos maternos e questões socioeconômicas, crianças com exposição pré-natal e pós-natal a celulares demonstraram probabilidade 80 por cento maior de resultados anormais ou limítrofes em testes de avaliação de problemas emocionais e de conduta, hiperatividade ou dificuldade no convívio com outras crianças.

Os riscos foram maiores para as crianças expostas apenas no período pré-natal, ante as expostas apenas no período pós-natal, e foram menores do que os sofridos pelas crianças expostas nos dois períodos.

Kheifets aponta que a exposição de um feto aos campos de radiofreqüência que o celular materno gera é provavelmente muito pequena. Mas, acrescenta, pesquisas demonstram que crianças que usam celulares ficam mais expostas a radiofreqüências do que os adultos, porque seus ouvidos e cérebros são menores.

"Outra possível explicação para os dados pode estar em uma falta de atenção dada à criança pela mãe que é usuária frequente de celular", sugeriram os pesquisadores. Eles citaram que as mães que usaram celular com regularidade pertenciam a grupos sócio-ocupacionais mais baixos, mais propensas a distúrbios mentais e psiquiátricos e com mais probabilidade de terem fumado enquanto estavam grávidas.

Eles citaram que as mães que usaram celular com regularidade pertenciam a grupos sócio-ocupacionais mais baixos, mais propensas a distúrbios mentais e psiquiátricos e com mais probabilidade de terem fumado enquanto estavam grávidas.

Editorialistas que publicaram a pesquisa ponderaram se a divulgação das descobertas poderia assustar as pessoas sem uma razão concreta.

Mas Kheifets e sua equipe acreditam que apesar dos resultados serem preliminares, eles deveriam ser divulgados. "Sentimos que o público é capaz de lidar com a informação", disse a pesquisadora.»



Fonte:Reuters
Link:http://br.reuters.com/article/internetNews/idBRB13647820080730?pageNumber=2&virtualBrandChannel=0

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Estudo sugere explicação para depressão pós-parto


«Cientistas americanos dizem estar mais pertos de compreender porque algumas mulheres sofrem com depressão pós-parto.

Uma pesquisa da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, mostrou que ratas que não possuem um receptor químico no cérebro desenvolveram sintomas semelhantes ao mal.

Uma especialista britânica que leu o estudo - publicado na revista científica Neuron - disse que ele pode gerar novos tratamentos contra depressão pós-parto.

Acredita-se que entre 5% e 25% de todas as novas mães sofrem algum tipo de depressão pós-parto. Elas encontram dificuldades de suprir as necessidades do bebê e, às vezes, de formar um laço afetivo com ele.

Humor e ansiedade

As razões exatas para algumas mulheres desenvolverem o mal e outras não ainda são desconhecidas. Mas a equipe da universidade americana acredita ter algumas respostas.

Eles estudaram um grupo de células do cérebro que cumpre um papel fundamental na regulação do humor e da ansiedade.

Um químico chamado GABA pode reduzir a atividade de determinadas células nervosas ao entrar em contato com receptores da superfície da célula que regula o humor e da ansiedade.

A equipe de cientistas percebeu que, nos ratos, um tipo particular destes receptores é altamente ativo durante a gravidez e o logo após o nascimento do filho.

A teoria deles é que essa variedade de receptor pode ajudar, em circunstâncias normais, a controlar a resposta do cérebro a grandes mudanças hormonais - tanto no período de gravidez como imediatamente depois.

Uma falha nesses receptores poderia ser a origem dos sintomas da depressão pós-parto, segundo eles.

Novo tratamento

Para testar a teoria, eles criaram ratas com menos receptores nas células.

Estas ratas transgênicas se comportaram como mães com depressão pós-parto, com comportamento mais letárgico e, às vezes, rejeitando seus filhos.

Quando elas receberam uma droga que estimula os receptores, os sintomas param.

"Atingir a subunidade (o receptor) pode ser uma estratégia promissora para desenvolver novos tratamentos para depressão pós-parto", disse Jamie Maguire, da equipe de cientistas da Califórnia.

A especialista britânica Delia Belelli, da Universidade de Dundee, estuda o impacto do químico GABA em desordens de humor há mais de 20 anos.

Ela disse que a droga usada no estudo da Universidade da Califórnia pode ter um papel importante no tratamento de mulheres com depressão pós-parto.

"É fascinante ver algo como isso sendo divulgado, depois de tantos anos de especulação", disse Belelli.

"O que eles estão sugerindo não é surpreendente, e poderia, em teoria, ser aplicado não só à depressão pós-parto, como também a outras desordens de humor, como as do ciclo menstrual das mulheres."»

Fonte:BBC Brasil

Link:http://oglobo.globo.com/vivermelhor/mat/2008/07/31/estudo_sugere_explicacao_para_depressao_pos-parto-547497501.asp

Incentivo a funcionárias grávidas pode ser inconstitucional


«Num parecer revelado a semana passada, o advogado da autarquia de Miranda do Corvo, Paulo Veiga e Moura, considerou que a atribuição do apoio às funcionários que engravidem, proposta pela oposição socialista, pode ser inconstitucional por configurar uma «atitude discriminatória».

Desta forma, a maioria social-democrata e os socialistas deliberaram, na última sessão, solicitar um parecer à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC) para saber se a atribuição do incentivo de 500 euros é inconstitucional, escreve a Lusa.

A presidente da Câmara, Fátima Ramos, afirmou «que vai aguardar pelo parecer». A social-democrata, que dirige a autarquia desde finais de 2001, mostrou-se «disponível para estudar o assunto noutros moldes».

Se a CCDRC decidir que é mesmo inconstitucional, o vereador socialista António Simões admite apresentar uma proposta reformulada, alargando os incentivos a todas as mulheres do concelho: «Sabemos que é uma medida que trará mais encargos para a Câmara, mas pensamos que será vantajoso para promover a taxa de natalidade em concelhos do interior como Miranda».

Jurista não considera inconstitucional

O jurista José Augusto Ferreira da Silva afirmou que não «vê nenhuma inconstitucionalidade em a autarquia atribuir um prémio ou um bónus às suas funcionárias».

«Trata-se de uma medida enquanto entidade patronal destinada a promover e a fixar a família e a dar um sinal positivo à sociedade, dirigida a todas as mulheres funcionárias que preencham o requisito, pelo que não entendo haver qualquer inconstitucionalidade», explicou.

«Não é um acto de gestão autárquica e, por isso, não têm de ser todas as mulheres do concelho abrangidas. A atitude discriminatória poderia ser para com os funcionários que tivessem filhos, mas mesmo aí não me parece haver inconstitucionalidade porque a medida é dirigida a um sector específico», acrescentou Ferreira da Silva.

ADFP deu o exemplo

Recorde-se que o executivo tinha deliberado, por unanimidade, no dia 19 de Junho, atribuir um prémio de 500 euros às funcionárias para combater a discriminação entre as mulheres que ficam grávidas, seguindo o exemplo da Associação para o Desenvolvimento e Formação Profissional (ADFP) que, no início daquele mês, tomou idêntica medida.

Jaime Ramos, presidente desta instituição, disse, esta terça-feira, que, neste momento, já existem várias mulheres que irão ser contempladas com o apoio, que será pago mediante a apresentação de facturas e recibos emitidos por lojas do concelho.»

Fonte:IOL
Link:http://diario.iol.pt/sociedade/miranda-do-corvo-incentivo-gravidas-funcionarias--parecer-jurista/974279-4071.html

Vacinação - 5 mil bebés falham Plano Nacional


«Dos 100 mil bebés que nascem por ano em Portugal, há pelo menos 5 mil que não são vacinados. Alguns pais optam conscientemente por não vacinar os filhos, porque, depois de avaliarem os riscos e os benefícios, não têm certezas quanto à segurança das vacinas.

«As vacinas são absolutamente seguras porque são devidamente ensaiadas e testadas em termos de qualidade. As vacinas passam por um controlo muito apertado», garante o director-geral de Saúde, Francisco George.

A falta de vacinação também é justificada por motivos religiosos e descuido dos pais. O Programa Nacional de Vacinação é um dos mais eficazes de toda a Europa. Cerca de 95% dos bebés portugueses são abrangidos pelo Plano Nacional de vacinação. De fora do plano ficam 5% das crianças.

As vacinas fazem com que determinados vírus e bactérias deixem de circular no organismo e fazer vítimas. O Programa Nacional de Vacinação foi implementado em Portugal há 40 anos e tem contribuído para a redução da mortalidade infantil.»

Fonte:TVI

Link:http://www.tvi.iol.pt/informacao/noticia.php?id=973859

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Estudo explica comunicação entre bebê e mãe


«O contato do bebê com o peito de sua mãe desencadeia reações no cérebro da mulher, que geram a secreção de oxitocina, o hormônio da "confiança", revelou um estudo internacional publicado na revista americana "PloS".

Há muito tempo se sabia que a oxitocina era o hormônio envolvido na confiança e no amor entre os seres humanos.

Também tinha sido demonstrado que, ao entrar no fluxo sangüíneo, ativa as glândulas mamárias e fortalece o vínculo entre o filho e sua mãe.

No entanto, para que isso ocorresse deveria ser realizada uma pulsação intensa de modo que o hormônio fosse propagado no cérebro.

Os estudos não tinham estabelecido como acontecia esse fenômeno, afirmou Jianfeng Feng, do Centro de Computação Científica e Ciências da Computação em Warwick, no Reino Unido.

"Por 30 anos soubemos destas pulsações porque, durante o momento da lactação, a oxitocina é lançada de forma sincronizada. Mas até agora não conhecíamos o mecanismo", acrescentou.

Segundo os cientistas, a resposta mais provável é que como reação à sucção do bebê as células começam a liberar o hormônio a partir dos dendritos, assim como pelos axônios.

Isto foi algo inesperado porque até agora se achava que os dendritos eram a parte do neurônio que recebia e não a que transmitia a informação.

O relatório indica que a pesquisa determinou que os dendritos intensificam a comunicação neuronal e coordenam a emissão intensa de oxitocina.
Terra
18/07/2008 01:12h»
Fonte:TV Canal
Link:http://www.tvcanal13.com.br/noticias/estudo-explica-comunicacao-entre-bebe-e-mae-29517.asp

Peso de recém-nascido define saúde cardíaca


«Se o baixo peso de alguns recém-nascidos já é motivo de inquietação para as mães, um estudo de cientistas britânicos acrescenta mais razões para a preocupação. Liderada por Alexander Jones, da Universidade de Southampton, a pesquisa comprovou, de modo empírico, a chamada Hipótese Barker. Formulada duas décadas atrás, essa tese sugere que pessoas com baixo peso ao nascer têm mais riscos de desenvolver doenças coronárias, derrame, hipertensão e diabetes tipo 2.

Jones e sua equipe mergulharam nessa teoria e encontraram a primeira evidência de que crianças mais leves quando recém-nascidas desenvolveram alterações específicas no coração e no funcionamento dos vasos sangüíneos ainda durante a infância. Segundo eles, essas mudanças ajudam a explicar a maior propensão a problemas de saúde na fase adulta. Quase sempre silenciosas, as doenças cardiovasculares (veja o gráfico) são as responsáveis por 30% das mortes no mundo – até 2030, a expectativa é de que 24 milhões de pessoas morram por ano.

De acordo com a pesquisa da Universidade de Southampton, o modo com que o coração e os vasos sangüíneos funcionam durante o estresse revela características individuais associadas a um risco maior de hipertensão arterial e de doenças coronarianas. Os cientistas monitoraram os batimentos cardíacos e a circulação sangüínea de 140 meninos e meninas entre 8 e 9 anos, submetidos a estresse psicológico. Todos foram bebês saudáveis e nasceram com o peso dentro do padrão normal. Os testes consistiram em contar uma história em público e depois realizar cálculos aritméticos.

‘‘Nos meninos, descobrimos que quanto menor era o peso no nascimento, dentro de uma faixa normal, maiores as chances de uma alta resistência vascular (força contrária ao bombeamento de sangue no sistema circulório) e a pressão sangüínea, principalmente nos 30 minutos iniciais do teste’’, afirma Jones. ‘‘Por sua vez, as meninas não demonstraram uma resposta específica ao estresse. Elas apresentaram indícios de uma superatividade do sistema nervoso simpatético — que controla ações involuntárias’’, acrescenta. Para Jones, foi a primeira prova da relação entre tamanho no nascimento e a função do coração e dos vasos sangüíneos na infância. ‘‘As diferenças entre os sexos podem levar a uma melhor compreensão do motivo pelo qual homens e mulheres tendem a desenvolver hipertensão e doenças vasculares em fases diferentes de suas vidas’’, diz o cientista.

Os especialistas suspeitam que crianças com respostas exageradas ao estresse têm mais probabilidade de se tornarem adultos hipertensos e terem doenças antes do que aquelas que não exibiram reações contundentes. Com base no estudo, eles esperam entender melhor os processos desencadeadores dessas doenças para tentar revertê-lo antes que seja tarde demais.

Em entrevista ao Correio, o cardiologista Renault Mattos Ribeiro Jr., médico do Hospital Santa Lúcia, admitiu que o estudo britânico serve de ‘‘alerta’’, mas defendeu uma política de saúde pública focada no combate aos fatores de riscos, como tabagismo, alcoolismo e vida sedentária. ‘‘Existia a idéia de que as doenças cardiovasculares pertenciam a homens ricos e mais velhos. Estamos vendo uma inversão: é cada vez mais freqüente em pacientes com baixa condição socioeconômica e entre jovens, além de aumentar entre as mulheres com o avanço da idade’’, afirma o especialista. Segundo Renault, a região Centro-Oeste detém uma das maiores incidências desse tipo de patologia, perdendo apenas para as regiões Sul e Sudeste.

Rodrigo Craveiro
Da equipe do Correio »

Fonte:Diário de Natal
Link:http://diariodenatal.dnonline.com.br/site/materia.php?idsec=2&idmat=173590

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Passatempo do mês de Agosto


Caros Leitores,

aqui vai mais um passatempo, o passatempo do mês de Agosto

Este passatempo consiste no envio de uma frase com o tema "Mãe" enviadas até dia 25 de Agosto.

A Editora Presença, oferece 1 exemplar da obra "O Livro do Mãe" ás 5 "melhores frases com o tema "Mãe".

Regras

1 – Enviar um mail para passatempo.gravidez@gmail.com:

Com o assunto: (nome do passatempo) /Mês (ex: Agosto)

- Colocar dados pessoais: (nome e localidade)

- Resposta ao passatempo

2 – Após o apuramento dos vencedores, os mesmos serão publicados no novo espaço, e será colocado um post com a informação de que foram apurados os vencedores no "Planeamento de uma Gravidez"

3 - Após a publicação dos resultados, os vencedores terão uma semana para enviar um mail (passatempo.gravidez@gmail.com) com o seu endereço completo - para o envio do livro - reclamando o prémio. Após a semana, os prémios que não forem reclamados serão novamente distribuidos numa segunda lista de vencedores do passatempo.

4 - Depois será enviado o livro pela Editora Presença aos vencedores.
Paulo Pires

Porto: Ordem da Lapa acolhe primeiro parto dentro de água realizado num hospital português


«Porto, 11 Jul (Lusa) - A Ordem da Lapa, Porto, foi esta semana palco do primeiro parto natural levado a cabo em Portugal dentro de água em contexto hospitalar, disse hoje à agência Lusa fonte de clínica.

"O bebé saiu, deu um empurrão com os pés, olhou logo a procurar a mãe e moveu-se logo para se aproximar dela", afirmou Isabel Ferreira, a parteira responsável por este momento, que considerou "histórico".

O casal Júnia (ela própria também parteira) e Pedro haviam já decidido que o parto do Simão Pedro seria natural, sem recurso a quaisquer anestésicos, como o Epidural.

"A técnica de parto natural que mais garantias dava de alívio de dor era o da água mas não há no Porto hospitais que disponham de banheiras fixas para o efeito. Pensou-se no Hospital Pedro Hispano (Matosinhos), que demonstrou toda a abertura mas que disse preferir primeiro criar uma equipa formada nesta área. Acabámos por optar por uma clínica privada, usando uma banheira portátil", explicou a enfermeira.

A banheira utilizada é semelhante às usadas nos partos dentro de água já realizados em Portugal no domicílio, "mas como o casal queria um acompanhamento médico seguro montou-se a estrutura na Ordem da Lapa".

Para além de permitir uma convalescença muito mais rápida - o casal teve alta logo no dia seguinte ao do parto, que decorreu terça-feira - esta técnica provoca menos lacerações no corpo da mulher e permite ao próprio bebé mais sensações de prazer, visto não serem usados medicamentos que normalmente inibem a normal produção de endorfinas pela mãe.

Quanto ao parto em si, "é algo de extraordinário. O Simão pôs a cabeça de fora tranquilamente e eu disse à mãe para lhe dar uma festa. Ela esticou a mão e acariciou o filho. Depois ele saiu e ficou ali, dentro de água com os olhos abertos", descreveu Isabel Ferreira.

Sem trauma de maior, visto transitar de um elemento líquido "placenta) para outro (água), a criança pode aguentar dentro de água o tempo que for necessário, visto a respiração surgir apenas quando as suas vias aéreas são colocadas em contacto com o ar.

"É um mito falso o que diz que a criança pode morrer afogada dentro de água", salientou a parteira, que tirou um curso de uma semana na Bélgica, onde esta técnica já é usada há mais de 30 anos.

Concluído "com sucesso e com magia" este primeiro parto natural dentro de água, a equipa que o acompanhou - que inclui ainda a enfermeira Teresa Marinho, a obstreta Matilde Cordeiro e a pediatra Lurdes Lemos - pretende agora lutar para que ele passe a ser mais comum nas instituições de saúde públicas e privadas.

MSP.

Lusa/Fim»

Fonte: Visão
Link:http://aeiou.visao.pt/Pages/Lusa.aspx?News=200807118542204

Queria aproveitar para deixar um beijinho à Júnia e Simão uma vez que a Júnia foi nossa professora no curso pré-parto. e Parabéns ao casal pelo rapaz que é o Simão.
Paulo Pires

Colocar bebês para dormir na posição correta pode evitar sustos


«Emerson Campos - Portal Uai

Um pequeno gesto, mas fundamental. Colocar os recém-nascidos prematuros para dormir na posição correta pode ser um ato decisivo para evitar tragédias como a que envolveu a família das gêmeas Taís e Letícia Ribeiro. De acordo com laudo parcial do IML, a principal causa da morte das meninas foi asfixia por sufocação, que pode ter sido ser causada, entre outras coisas, pela aspiração do líquido do refluxo (vômito).

De acordo com o presidente do Comitê de Gastroenterologia Pediátrica da Sociedade Mineira de Pediatria, o médico Marco Antônio Duarte, para diminuir as chances dessa aspiração é importante que os bebês sejam colocados para dormir na posição de trinta graus em relação à cama, sempre com a barriga para cima (decúbito supino), o que evita que a criança engula o vômito. Outra opção é colocar o bebê com a barriga virada para o lado direito (decúbito lateral direito), o que diminui a possibilidade de refluxo. Além disso, a alimentação deve ser dada em pequenos volumes e freqüentemente.

Segundo Duarte, embora não existam estudos que comprovem esta relação direta, a grande maioria dos bebês que sofre morte súbita é encontrada fora dessas duas posições e com a barriga para baixo (decúbito prono).»

Fonte:Portal Uai
Link:http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_2/2008/07/24/em_noticia_interna,id_sessao=2&id_noticia=73002/em_noticia_interna.shtml

terça-feira, 29 de julho de 2008

Sabor de alimento passa para leite materno, diz estudo


«Estudo sugere que pais podem variar sabores para preparar bebês para alimentos sólidos.

Uma pesquisa da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, indica que o sabor de alimentos consumidos pela mãe durante o período de amamentação passa para o leite materno em questão de minutos.

No estudo, publicado na revista "New Scientist", os cientistas pediram a 18 mulheres que fornecessem amostras de leite materno antes e depois de consumirem cápsulas com sabores distintos.

Segundo a pesquisa, o sabor de banana pôde ser detectado por uma hora após o consumo. O gosto de mentol durou oito horas.

De acordo com o experimento, os sabores de alcaçuz e sementes de cominho atingiram o máximo de concentração no leite materno em uma média de duas horas depois do consumo.

Além disso, os pesquisadores verificaram que os sabores de frutas não-cítricas alteraram o sabor do leite materno apenas levemente, e que os elementos químicos presentes na cenoura e nas frutas cítricas produziram mudanças mais visíveis.


Preparação

Helene Hausner, que liderou a pesquisa, afirmou que os resultados preliminares sugerem que uma variação de sabores no leite materno pode fazer com que o bebê aceite melhor novos sabores.

"A amamentação pode preparar a criança para mudanças de sabores quando elas começarem a ingerir alimentos sólidos", disse.

Ela acrescentou que mães que utilizam leite em pó podem conseguir o mesmo efeito se mudarem a marca de vez em quando.

Para a pesquisadora britânica Gill Rapley, o estudo demonstra que as mães não precisam ficar excessivamente preocupadas se sua dieta é capaz de prejudicar a saúde do bebê, já que os sabores dos alimentos desaparecem rapidamente do leite materno.

Nas observações feitas pelo estudo da Universidade de Copenhague, o gosto do leite materno mudou apenas por algumas horas na maioria dos casos.»

Fonte:G1
Link:http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL700384-5603,00-SABOR+DE+ALIMENTO+PASSA+PARA+LEITE+MATERNO+DIZ+ESTUDO.html

Nutrição Infantil


«Dra. Henedina Antunes
Data: 2008-07-27

A alimentação no 1ºano de vida e na grávida tornou-se essencial pela vulnerabilidade do cérebro humano nos seus primeiros tempos de vida. A grávida não deve comer peixes de águas profundas, mais sujeitos a contaminação com metais pesados, como o vulgar atum, de forma frequente.

Do ponto de vista prático, quanto mais pequeno for o peixe menor o risco.

No 1º ano de vida, a OMS aconselha o aleitamento exclusivo até aos primeiros 6 meses. A OMS tem curvas de crescimento, só de crianças amamentadas, obtidas de 17 países diferentes e o crescimento é semelhante.

Por isso, quando as crianças seguem o aleitamento ideal, leite materno, até aos 12 meses e, exclusivo, só leite, até aos 6 meses crescem iguais em todo mundo. Uma lição de igualdade dada pela nutrição infantil.

Estas são as curvas que nos deverão guiar, também em Portugal.

Inicialmente as fórmulas infantis preocupavam-se em ter muita proteína. Os bebés ficavam com pregas de deposição de gordura.

Trabalhos prospectivos, nomeadamente nos EUA, parecem mostrar que lactentes, que são os bebés dos 29 dias aos 12 meses, que nascem com informação de pouco alimento disponível, chamados de restrição de crescimento intra-uterino (RCIU), com menos peso do que a sua idade gestacional, quando nasciam e aumentavam rapidamente de peso tinham maior risco de ter tensão arterial elevada (TAE) em adultos, e, também, os que têm sal acrescentado à alimentação no 1º ano de vida.

Tanto a TAE como a obesidade, são factores de risco para enfarte do miocárdio e acidente vascular cerebral. Tal como o sal, o açúcar também não deve ser acrescentado aos alimentos, pelo menos durante o 1º ano de vida.

O aporte de ferro e de ácidos gordos poliinsaturados de cadeia longa (LC-PUFAs) no 1º ano de vida, estes últimos sobretudo necessários nos prematuros que rapidamente perdem as suas reservas, são importantes para o funcionamento do cérebro.

Os LC-PUFAs não são necessários só em termos de formação do cérebro e retina, pensa-se que a sua manipulação na proporção correcta pode ajudar na tolerância imunológica, ou seja, não reagirmos aos alimentos de forma a considerá-los estranhos e a termos alergia.

Lactentes portugueses sem problemas de saúde e cumprindo as recomendações europeias de alimentação do lactente ainda tinham aos 9 meses 19,4% de anemia por deficiência de ferro (ADF) e 39,3% deficiência deste metal.

É consensual que crianças com ADF, têm atraso de desenvolvimento quando da anemia. Mas até 8 anos depois ainda se encontram subtis alterações do desenvolvimento nestas crianças portuguesas pelo que se deve prevenir estas situações enriquecendo com ferro todas as fórmulas infantis, o que já é obrigatório na Comunidade Europeia, ou dar suplemento de ferro nas crianças que dele necessitem, como grande percentagem dos que estão a ser amamentados exclusivamente.

O leite materno é o ideal para o bebé mas não é perfeito, é pobre em ferro e vitamina D. Tal como o amor da sua vida!»

Fonte:Médicos de Portugal
Link:http://medicosdeportugal.saude.sapo.pt/action/2/cnt_id/2058/

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Estou de volta ...

Eu prometi e voltei ... Espero que agora os posts possam ser mais regulares.

Lista de Vencedores do Passatempo de Julho




Já sairam os resultados do Passatempo de Julho consulte em http://livros-gravidez.blogspot.com/

ALIMENTAÇÃO E FERTILIDADE


«Manter um hábito alimentar saudável pode ser difícil, mas é necessário para que o organismo permaneça em equilíbrio, melhorando, assim, a fertilidade. Como outras funções vitais de nosso corpo, a reprodução é, em parte, dependente de vitaminas e minerais.


A deficiência de vitamina B6, por exemplo, está associada à síndrome pré-menstrual e à depressão. A carência de ácido fólico na concepção e no início da gravidez está associada com algumas malformações fetais.


A vitamina E e o zinco possuem um importante papel no desenvolvimento dos espermatozóides. Já a vitamina C melhora a movimentação dos espermatozóides, atuando também no desenvolvimento dos óvulos. Além disto, a vitamina C, por ser um antioxidante, protege o sistema reprodutivo de homens e mulheres expostos a agentes nocivos.


Assim, reduzir a ingestão de açúcar, carboidratos refinados, gordura animal e bebidas alcoólicas, bem como aumentar a quantidade de frutas e vegetais, pode ser um bom começo para casais que pretendem engravidar.»

Fonte:Clic rbs
Link:http://www.clicrbs.com.br/blog/jsp/default.jsp?source=DYNAMIC,blog.BlogDataServer,getBlog&uf=1&local=1&template=3948.dwt§ion=Blogs&post=88731&blog=382&coldir=1&topo=4235.dwt

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Consumo regular de soja pode afectar fertilidade masculina


«Comer diariamente mais de meia porção de alimentos à base de soja pode resultar numa redução significativa do número de espermatozóides saudáveis, revela um estudo realizado por cientistas da Universidade de Harvard.

Os investigadores compararam a quantidade de soja consumida por 99 homens nos três meses anteriores ao estudo com o número de espermatozóides presentes no seu sémen.

Os resultados, publicados na revista científica Human Reproduction, mostram que os homens que consumiam em média mais de meia porção de alimentos à base de soja por dia apresentavam cerca de menos 41 milhões de espermatozóides por mililitro do que os que não comiam soja.

De acordo com os cientistas, a concentração considerada "normal" de espermatozóides no sémen é de entre 80 a 120 milhões por mililitro.

Os investigadores acreditam que estes resultados podem estar relacionados com a uma substância química chamada isoflavona, que está presente em alimentos à base de soja e poderá ter efeitos similares aos do estrogénio, a hormona sexual feminina, e interferir na produção de esperma.

O estudo também revela que os homens com excesso de peso ou obesos apresentam uma maior susceptibilidade a estes efeitos, algo que poderá estar relacionado com o facto de produzirem mais estrogénio natural que os homens magros.

Jorge Chavarro, que liderou o estudo, sublinhou no entanto a necessidade de se realizarem mais pesquisas para determinar os efeitos da soja na fertilidade masculina.»

Fonte:ciberia
Link:http://ciberia.aeiou.pt/?st=9672

Barrigas de Amor 2008



O blog agradece publicamente ao "Barrigas de Amor" por nos ter referenciado no evento como um espaço a visitar.

Apesar de não ter sido possível estar presente pelo nascimento do meu filho, não deixamos de torcer por um evento impar no nosso pais. Que continuem durante muitos anos.


Últimos (2) dias do passatempo de Julho




O meu comentário ao livro:

Um livro interessante, que persegue o objectivo de um pai ser "um pai excelente".
Faz alusão ao período de gravidez e ajuda a perceber o que a companheira sente nas várias fases da gravidez.

Acompanha o crescimento dos filhos, nas suas variadas fases, desde o berço até à idade adulta, dando dicas e fazendo sugestões.

Natalidade diminuiu em 2007


«As autoridades de saúde registaram menos três mil nascimentos em 2007 face ao ano anterior, à medida que a taxa de mortalidade infantil subiu ligeiramente.


Segundo um documento divulgado esta segunda-feira pela Direcção-Geral de Saúde (DGS) no seu site oficial, “em 2007 manteve-se a tendência decrescente da taxa de natalidade, com uma redução de cerca de 3 mil nados-vivos em relação ao ano de 2006”.

A DGS indica ainda que a taxa de mortalidade perinatal (fetos com mais de 28 semanas e nados-vivos com menos de sete dias) reduziu, de 4,8 mortes em cada mil casos em 2006 para 4,5 no ano passado, à excepção do Alentejo e dos Açores, onde a taxa se manteve acima da média, 7,3 mortes por cada mil casos.

Já na taxa de mortalidade infantil (bebés até 1 ano de idade) registou-se uma ligeira subida face a 2006, em que Portugal registou o menor valor de sempre (3,3 mortes por cada mil nascimentos). Em 2007 foram registadas 3,4 mortes por cada mil nascimentos.

Só o Algarve e os Açores apresentaram uma taxa de mortalidade infantil menor relativamente a 2006.»

Fonte:Correio da Manha
Link:http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?channelid=00000021-0000-0000-0000-000000000021&contentid=8B4C09DA-D675-4098-80C5-E187A1712BC5

terça-feira, 22 de julho de 2008

Cientistas descobrem gene que controla o processo de ovulação


«Toronto (Canadá), 18 jul (EFE) - Um grupo de cientistas da Universidade de Montreal descobriu o gene que controla o processo de ovulação nos ratos, o que poderia abrir caminho para tratamentos contra a infertilidade, informou hoje a imprensa especializada.

Os pesquisadores disseram que a anulação do gene Lrh1 nos ovários de ratos obstruiu o processo da ovulação e evitou que os óvulos amadurecessem, mantendo-os nos ovários.

O estudo aparece na última edição da revista médica "Genes and Development" e, do mesmo, também participaram investigadores da Universidade Luis Pasteur de Estrasburgo (França).

Bruce Murphy, diretor do Centro de Pesquisa de Reprodução Assistida Animal da Universidade de Montreal e um dos autores do estudo, disse ao jornal "The Globe and Mail" que o comportamento do gene pode ser alterado com remédios.

Murphy disse que esta característica faz com que "potencialmente possa ser bloqueado para prevenir a concepção ou reforçado para melhorar a fertilidade".

O pesquisador destacou que cerca de 15% dos casais que sofrem de infertilidade, "muito freqüentemente é devido a uma falha ovulatória e muito não pode ser explicado. Isto vai nos dar algumas chaves para olhar na infertilidade feminina que não tem explicação".

Embora o gene Lhr1 tenha sido descoberto nos anos 1990, inicialmente se pensou que a principal função estivesse relacionada com o fígado. Há cinco anos, os pesquisadores canadenses perceberam que o gene tinha uma elevada presença nos ovários.

Murphy ressaltou que em torno de 100 genes têm funções no processo de ovulação, mas que o Lhr1 parece ser o principal que regula muitos outros. EFE»

Fonte:G1
Link:http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/0,,MUL651575-6174,00-CIENTISTAS+DESCOBREM+GENE+QUE+CONTROLA+O+PROCESSO+DE+OVULACAO.html

Consumo de leite aumenta chances de gêmeos


«Uma dieta rica em produtos lácteos aumenta significativamente a chance de uma mulher gerar gêmeos, segundo pesquisa publicada na última edição da revista científica Journal of Reproductive Medicine.

Segundo nota da BBC e divulgada na internet, o estudo mostrou que as mulheres que bebem leite regularmente têm cinco vezes mais chances de gerar gêmeos do que as mulheres que não consomem produtos animais.

No estudo, a freqüência de gêmeos em mulheres que consumiam uma dieta que incluía leite foi comparada com a freqüência em mulheres que seguiam uma dieta vegan – sem produtos animais.

Acredita-se que uma proteína encontrada nos fígados dos animais pode ser a causa. Chamada Fator de Crescimento do Tipo Insulina, a proteína é encontrada no leite de vaca.

Nas mulheres, essa proteína tornaria os ovários mais sensíveis e aumentaria o número de óvulos produzidos. Níveis maiores de IGF aumentariam as chances de sobrevivência de um embrião nos estágios iniciais de desenvolvimento.

O efeito seria ainda maior em países que permitem que hormônios de crescimento sejam dados ao gado.

Steinman diz que as mulheres que planejam ficar grávidas deveriam considerar alternativas à carne e a produtos lácteos para reduzir suas chances de gerar gêmeos, já que uma gravidez múltipla é mais suscetível a complicações.»

Fonte:JM on-line
Link:http://www.jmonline.com.br/?canais,7,08,465

sexta-feira, 18 de julho de 2008

O exemplo




Um agradecimento muito sincero à Elisa pela indicação do video, e por todo o cuidado que nos dedicou no momento mais especial das nossas vidas. Desejaria que houvesse mais Elisas espalhadas pelo nosso sistema público hospitalar.

Estudo revela mistério da comunicação entre bebê e mãe na amamentação


«Washington, 17 jul (EFE).- O contato do bebê com o peito de sua mãe desencadeia reações no cérebro da mulher, que geram a secreção de oxitocina, o hormônio da "confiança", revelou um estudo internacional publicado na revista americana "PloS".

Há muito tempo se sabia que a oxitocina era o hormônio envolvido na confiança e no amor entre os seres humanos.

Também tinha sido demonstrado que, ao entrar no fluxo sangüíneo, ativa as glândulas mamárias e fortalece o vínculo entre o filho e sua mãe.

No entanto, para que isso ocorresse deveria ser realizada uma pulsação intensa de modo que o hormônio fosse propagado no cérebro.

Os estudos não tinham estabelecido como acontecia esse fenômeno, afirmou Jianfeng Feng, do Centro de Computação Científica e Ciências da Computação em Warwick, no Reino Unido.

"Por 30 anos soubemos destas pulsações porque, durante o momento da lactação, a oxitocina é lançada de forma sincronizada. Mas até agora não conhecíamos o mecanismo", acrescentou.

Segundo os cientistas, a resposta mais provável é que como reação à sucção do bebê as células começam a liberar o hormônio a partir dos dendritos, assim como pelos axônios.

Isto foi algo inesperado porque até agora se achava que os dendritos eram a parte do neurônio que recebia e não a que transmitia a informação.

O relatório indica que a pesquisa determinou que os dendritos intensificam a comunicação neuronal e coordenam a emissão intensa de oxitocina. »

Fonte:UOL
Link:http://noticias.uol.com.br/ultnot/efe/2008/07/17/ult1766u27331.jhtm

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Especialistas prevêem fim da infertilidade em 30 anos

«O Globo Online

RIO - A infertilidade terá fim. É nisso que acredita Davor Solter, do Instituto de Biologia Médica de Cingapura. Trinta anos depois do nascimento de Louise Brown , o primeiro bebê de proveta do mundo, especialistas em reprodução assistida afirma que mais trinta anos de pesquisa e os casais estéreis não terão qualquer impedimento de realizar o sonho de gerar um bebê. Os avanços da tecnologia oferecerão novas possibilidades de gestação, além de baratear a reprodução assistida, como mostra reportagem publicada hoje no Globo.

Segundo Solter, o uso de células-tronco vai permitir a qualquer pessoa ter um descendente em qualquer momento de sua vida, isso inclui recém-nascidos e centenários.

Diretor do Centro de Ética da Universidade Estadual de Oklahoma, Scott Gelfant, também prevê gestações fora de úteros em equipamentos que reproduzirão as condições intra-uterinas.

Os especialistas também concordam que a clonagem não está muito distante, mas por questões éticas será restrita. A seleção de embriões, porém, deve transpor as barreiras éticas. Atualmente, já é possível escolher o sexo do bebê e estimar os riscos de a criança desenvolver 200 doenças. »

Fonte:O Globo
Link:http://oglobo.globo.com/vivermelhor/mat/2008/07/16/especialistas_preveem_fim_da_infertilidade_em_30_anos-547280831.asp

Amendoins podem vir a provocar asma durante a gravidez


«Investigadores holandeses afirmam que as grávidas que consomem amendoins frequentemente durante o período de gestação aumentam a probabilidade dos filhos virem a ter asma

Cerca de 4 mil mulheres grávidas realizaram questionários sobre o tipo de dietas que faziam, tendo as suas crianças sido acompanhadas posteriormente durante um período de 8 anos.

Os resultados sugeriram que a presença de certos alergéneos podia aumentar a probabilidade da criança de vir a sofrer de asma em 50%. O estudo revelou ainda que as grávidas que consumiam uma maior quantidade de fruta apresentavam uma taxa inferior de crianças que vieram a desenvolver a doença.

Não existem ainda certezas quanto aos factores que, durante a gravidez, levam certas crianças a desenvolverem asma enquanto outras não.

No entanto, sabe-se que a doença tem fortes ligações familiares, o que sugere que possa ser hereditária, embora o meio ambiente também represente um papel importante.

"Ainda é cedo para fazer recomendações no sentido de evitar o consumo de amendoins e certos tipos de nozes, mas é certo que as grávidas devem comer de uma forma saudável, e o que é certo é que nenhum tipo de comida em excesso se torna benéfica", afirmou Saskia Willers, da Universidade de Utrech.

Pedro Santos»

Fonte: Farmacia.com.pt
Link:http://www.farmacia.com.pt/index.php?name=News&file=article&sid=5987

Mais um pulo à net mais uma noticia ...

terça-feira, 15 de julho de 2008

Gordura corporal pode danificar o esperma


«Estudo sugere que os homens obesos têm uma qualidade de esperma considerada "pobre" devido à quantidade de gordura que se concentra nos testículos.

Os investigadores da universidade de Aberdeen, na Escócia, analisaram o esperma de mais de 2 mil homens em casais que estavam com dificuldades em engravidar.

Os homens mais pesados apresentavam uma proporção de esperma "anormal" superior aos restantes, bem como outros problemas, levando os cientistas a acreditarem que perder peso aumenta a fertilidade.

Os participantes foram divididos em quatro grupos, consoante o seu índice de massa corporal (IMC). Os investigadores notaram que os homens que tinham um IMC saudável, entre os 20 e os 25, tinham também níveis superiores de esperma normal, comparativamente aos com IMC superior. Outros factores que podem afectar a fertilidade, segundo os cientistas, são o tabaco, abuso de álcool e a idade.

"Os nossos estudos foram bastante independentes de outros factores que parece sugerir que os homens que tentam engravidar a parceira devem procurar primeiro obter um peso considerado ideal", afirmou Ghiyath Shayeb, líder da investigação.

Os investigadores irão agora analisar o IMC em casais férteis e inférteis, para avaliar se a qualidade do esperma está directamente ligada à infertilidade, bem como a forma como a obesidade pode prejudicar a mesma.

Pedro Santos»
Fonte: Farmacia.com.pt
Link:http://www.farmacia.com.pt/index.php?name=News&file=article&sid=5976

Uma vez que passei por aqui não queria deixar de colocar um post.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Nasceu o Diogo


Como já devem ter reparado tenho andado ausente, pois nasceu o meu filho.

Nasceu dia 5 de Julho às 20h23m
Peso: 3,240 Kg
Altura: 48,5 cm

Ele manda um beijinho para todos os leitores, mas pede que desculpem pois vai precisar de toda a atenção do pai e da mãe nos próximos dias.

Eu prometo que logo que possa coloco novas noticias no blog. E sei que tenho a caixa de correio cheia pelo que prometo responder às mais de 300 mensagens pendentes.

Deixo-vos algumas mensagens (7 com esta) para voçes poderem ficar informados na minha curta ausência.

Planeamento de Uma Gravidez no Igoogle


Primeiro o que é o igoogle, é uma aplicação do google que podem personalizar. Imaginem quando acedem ao google, além do campo de pesquisa podem colocar o tempo da vossa cidade terem as últimas noticias do nosso blog.

Não é preciso instalar nada: visitem http://www.google.com/ig

Quem quiser ter as noticias no igoogle envie-me um mail com o assunto "Igoogle" que eu envio um mail com o link para terem as noticias do nosso blog diáriamente.