quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Consumo 'leve' de álcool pode ajudar o bebê, diz estudo


«Caroline Parkinson
para a BBC

Uma pesquisa britânica afirma que meninos nascidos de mães que consumiram quantidades "leves" de bebidas alcoólicas durante a gravidez têm menos problemas de comportamento do que filhos de mães que se abstiveram totalmente do álcool.
Os pesquisadores do University College de Londres classificaram como consumo "leve" no máximo duas unidades de bebida por semana durante toda a gravidez. Consumo "moderado" foi classificado como três e seis unidades por semana, e "pesado", como sete ou mais.
Na Grã-Bretanha, uma unidade de álcool corresponde a um copo pequeno de vinho (125 mil) ou um copo grande de cerveja.
Entre as pesquisadas, 63% das mães não consumiram nenhum álcool durante a gravidez, 29% eram consumidoras leves, 6% eram moderadas e 2% foram classificadas no consumo pesado.
O estudo analisou 12,5 mil crianças de três anos de idade e descobriu que filhos de mães com consumo leve de bebida alcoólica tinham menos risco de desenvolver alguns problemas de comportamento.
Comportamento e compreensão
Os pesquisadores analisaram o comportamento e compreensão dos filhos destas mulheres quando estes atingiram os três anos de idade.
O estudo, publicado pela revista International Journal of Epidemiology, descobriu que meninos filhos de mulheres que tiveram consumo leve de bebidas tinham 40% menos chances de apresentarem problemas de comportamento e 30% tinham menos chances de serem hiperativos do que aqueles cujas mães não tinham consumido álcool nenhum.
Eles também pontuaram mais em testes de vocabulário e de identificação de cores, formas, letras e números.
Meninas filhas de mulheres que tiveram consumo leve de bebidas apresentaram chances 30% menores de desenvolver problemas emocionais do que as filhas das abstêmias, apesar de os pesquisadores afirmarem que isto pode ser devido à própria família da criança e à sua posição social.
"As razões por trás destas descobertas podem ser, em parte, devido ao fato de mulheres com consumo leve de bebidas tenderem a ter uma posição social melhor que as abstêmias e não ao fato de que álcool em quantidades pequenas possa trazer benefícios - como à saúde do coração, por exemplo", afirmou Yvonne Kelly, epidemiologista que liderou a pesquisa.
"Mas, também pode ser devido ao fato de mulheres com consumo leve de bebida terem uma tendência a serem mais relaxadas com elas mesmas e isto contribui a um melhor resultado em termos comportamental e cognitivo nos filhos."
"As descobertas de nosso estudo levantam questões quanto à política de recomendar abstinência completa durante a gravidez e sugere que mais pesquisas são necessárias", acrescentou.
Governo
O governo britânico recomenda que mulheres grávidas ou as que estão tentando engravidar devem evitar bebidas alcoólicas.
Mas, se estas mulheres quiserem beber, não devem consumir mais do que uma ou duas unidades de álcool uma ou duas vezes por semana.
A relação entre consumo pesado e regular de bebidas alcoólicas durante a gravidez e problemas de saúde para os filhos já foi estabelecida. Nos casos mais graves, pode causar o aborto ou dano permanente ao desenvolvimento do feto.
"Tememos que as descobertas deste estudo possam levar mulheres a uma falsa sensação de segurança e dar a elas o sinal verde, afirmar que não há problemas em beber durante a gravidez", disse Vivienne Nathanson, chefe de ciência e ética da Associação Médica Britânica.
"O chamado consumo 'pesado' e 'moderado' de bebida pode prejudicar o bebê. Consumo muito leve pode ou não prejudicar. A associação acredita que o conselho mais simples e seguro é não consumir álcool durante a gravidez", acrescentou. »

Ciência: Falta de financiamento pode comprometer investigação com "resultados promissores" em vacina para recém-nascidos


«Porto, 04 Nov (Lusa) - A falta de financiamento pode comprometer a investigação de uma vacina para recém-nascidos, que está a ser desenvolvida pelo Laboratório de Imunologia do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS), alertou hoje Paula Ferreira, responsável pela investigação.

"Todos os resultados que obtivemos até agora são muito promissores. Descobrimos, nas experiências realizadas em ratinhos, que, se vacinarmos a mãe antes de engravidar, conseguimos proteger o recém-nascido", afirmou a investigadora, em declarações à Lusa.

Em causa está a descoberta de uma vacina contra infecções provocadas por estreptococos agalactiae (GBS), que originam pneumonia, sepsis e meningite nos recém-nascidos.

A investigação, iniciada em 2001, tem vindo a ser desenvolvida através de experiências, que já permitiram concluir que a vacina "é inócua para ratinhos e coelhos".

O desenvolvimento normal deste processo implica ainda a realização de vários estudos, antes da passagem às experiências com seres humanos, mas os investigadores enfrentam problemas de financiamento.

"Estamos com problemas de financiamento para continuar as investigações, alertou Paula Ferreira, recordando que este processo teve o apoio da Fundação para a Ciência e Tecnologia.

A solução para o problema do financiamento pode passar, disse, pela entrada no processo de uma farmacêutica que se interesse pela patente internacional desta vacina.

"A Universidade do Porto já submeteu a patente. A nacional está feita, mas a internacional ainda está patente", salientou a investigadora, admitindo que o interesse de uma farmacêutica por esta patente internacional poderia resolver os problemas de financiamento da investigação.

FR.»

Fonte:RTP1
Link:http://ww1.rtp.pt/noticias/?article=371289&visual=26&tema=1

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Governo generaliza 13ª prestação do abono de família


«O Governo estimou em 20 milhões de euros a generalização do pagamento da 13ª prestação do abono de família, e em 25 milhões de euros o alargamento deste benefício a filhos de trabalhadores independentes.


As estimativas de encargos para o Estado foram avançadas em conferência de imprensa pelo Ministro do Trabalho e da Solidariedade Social, Vieira da Silva, depois de ter sido aprovado na generalidade o decreto que revê os critérios de atribuição do abono de família.

Na conferência de imprensa, Vieira da Silva disse esperar que o aumento dos encargos do Estado com as prestações do abono de família, bem como o alargamento do universo de beneficiários, entrem em vigor logo no início de 2009.

De acordo com o Ministro, esta medida vai abranger “780 mil crianças e jovens que vivem em famílias em que o rendimento de actividades independentes tem um peso significativo”.

Vieira da Silva informou que, “até agora, a lei determinava que o rendimento contabilizado se referia aos proveitos da actividade de trabalhador independente. Quando este diploma entrar em vigor, passará a ser contabilizado uma parcela desses proveitos, correspondente a 70 por cento dos serviços prestados ou a 20 por cento do valor das vendas de produtos e bens”.»

Fonte:Mundo Português
Link:http://www.mundoportugues.org/content/1/3570/governo-generaliza-prestacao-abono-familia/

Apoios aos casais tardam em chegar


«A notícia foi bem recebida há um ano mas, na prática, os casais com problemas de fertilidade continuam à espera dos apoios do Governo.


Foi em Novembro de 2007 que o Primeiro-ministro anunciou o financiamento da primeira linha de tratamentos e do primeiro ciclo da segunda linha.

Um ano passou e para estes casais nada aconteceu. Os apoios prometidos tardam em chegar, as filas de espera nos hospitais públicos são agora ainda mais extensas.

Mário Sousa, investigador na área da reprodução medicamente assistida e professor de Biologia Celular do Instituto Abel Salazar, diz que os hospitais públicos não conseguem dar resposta aos pedidos de ajuda que surgem diariamente e que as listas de espera “agravaram-se bastante”.

Os casais estão cada vez mais bem informados, cada vez mais tentam procurar ajuda, mas para milhares de pessoas as portas dos hospitais públicos estão fechadas.

“Os hospitais não estão dotados de uma infra-estrutura de grande dimensão e, como não estão, não têm capacidade para acolher tantos milhares de pedidos”, afirma o investigador Mário Sousa.

As estimativas indicam que 10% dos casais tem dificuldades em conseguir ter filhos. No caso das mulheres, quanto mais tempo o processo de arrasta, menores são as probabilidades de sucesso, adverte Mário Sousa.

Este cenário das listas de espera cada vez mais extensas é confirmado à Renascença pela Associação Portuguesa de Fertilidade que, esta quarta-feira, promove uma acção de sensibilização na Assembleia da República.

Filomena Gonçalves, da Associação Portuguesa de Fertilidade, explicou à Renascença que o objectivo é imprimir “mais celeridade na aplicação prática das medidas de financiamento prometidas há um ano, para o Orçamento de Estado para 2008”.

“Compreendemos que estão a ser desenvolvidos esforços para a criação de infra-estruturas no Serviço Nacional de Saúde e um programa para o encaminhamento de casais para o sector privado, mas já passou um ano e estes casais continuam com alguma expectativa”, refere Filomena Gonçalves.

RV/Joana Bénard da Costa»

Fonte:Rádio Renascença

Link:http://www.rr.pt/InformacaoDetalhe.aspx?AreaId=11&ContentId=264894


terça-feira, 4 de novembro de 2008

Prevenção do Tabagismo na Gravidez e a Intervenção dos Profissionais de Saúde


«O número de cigarros fumados por dia tem uma influência directa sobre a fertilidade da mulher. As fumadoras, incluindo as expostas ao fumo passivo, necessitam de mais de um ano para engravidarem. Existem riscos específicos do tabagismo na mulher, com particular destaque para a mulher grávida, onde o fumo do tabaco, activo e/ou passivo afecta de igual forma o feto e o bebé, aumentando assim a gravidade do tabagismo.

Os filhos de mães que fumaram 20 ou mais cigarros durante a gravidez têm maior tendência para a dependência da nicotina ao longo da sua vida do que as mães que não fumaram durante a gravidez. Isto aumenta a importância de uma actuação por parte dos profissionais de Saúde.

Obter resultados na redução e cessação do tabagismo na gravidez depende de um esforço intenso e continuado da grávida e de todos os profissionais envolvidos. É importante sensibilizar os profissionais de saúde para a problemática do tabagismo durante a gravidez, promover a participação dos profissionais de saúde na implementação de estratégias para reduzir o tabagismo na gravidez e a recaída no pós-parto, reflectir sobre a necessidade de dotar os profissionais de saúde com competências específicas na área da cessação tabágica na mulher grávida e informar sobre métodos de tratamento do uso e dependência do tabaco durante a gravidez.

Pois nesta etapa da sua vida a mulher está cada vez mais preparada para mudar os seus estilos de vida porque se sente mais responsável e motivada pelo facto de ser mãe.


É durante a gravidez que a mulher utiliza com mais frequência os serviços de saúde. Deve portanto aproveitar-se essas oportunidades para abordar o comportamento tabágico. Nos últimos anos aumentou a informação e a sensibilização para a mudança dos estilos de vida e bem-estar. Como profissionais de Saúde que somos compete-nos intervir no campo da sensibilização e mudança de comportamentos para estilos de vida saudáveis.

Os efeitos nocivos do tabagismo na gravidez reflectem-se não só na mulher grávida mas também nos fetos, bebés e 1ª infância. A grávida fumadora tem maior risco de descolamento da placenta e de placenta prévia. Existe maior incidência de aborto espontâneo e de partos prematuros e bebés com baixo peso à nascença em grávidas fumadoras. Verifica-se ainda que os filhos de mães fumadoras têm maior risco de morte súbita, de infecções no ouvido médio e na garganta e de problemas respiratórios. É necessário alargar o âmbito dos objectivos a alcançar com as actividades e os programas de aconselhamento de modo a que as mulheres deixem de fumar durante a gravidez e não retomem esse comportamento depois do parto. Nesse sentido é importante desenvolver um esforço intenso e contínuo de todos os profissionais de saúde envolvidos.

Bibliografia: EUROPEAN ACTION ON SMOKING CESSATION IN PREGNANCY – Edição do Conselho de Prevenção do tabagismo – Av. Estados Unidos da América 53D – 4º 1700 – 165 Lisboa, Portugal, 2003, nº1 (Novembro 2003), pág.1-4 e nº2 (Dezembro 2003) pág. 1-4;
a – Guia “ Abordar o tabagismo na gravidez”, Conselho de Prevenção do tabagismo.



Realizado por:
Andreia Carina, Enfermeira
Helga Martins Enf. Especialista em SMO
Marlene Terroso, Enfermeira»

Fonte:Terras do Ave
Link:http://www.terrasdoave.pt/conteudo.php?lop=&op=6512bd43d9caa6e02c990b0a82652dca&id=86dba86754c0ad93997a11fa947d97b2

Taxa de natalidade aumenta em 2008


«Até Setembro nasceram mais 2 100 bebés em comparação homóloga

A taxa de natalidade em Portugal sobe em 2008, depois de dois anos de queda, sendo de referir que, só até Setembro deste ano, já nasceram mais 2 100 bebés comparativamente a igual período de 2007.

A demógrafa Ana Fernandes diz que este aumento do número de nascimentos não compensa as fortes quedas verificadas nos anos anteriores, sublinhando que actualmente estão a nascer, em média, 1,3 bebés por mulher, todavia, para compensar as anteriores quebras seria necessário, em média, dois bebés por cada portuguesa.

Em declarações à TSF, Ana Fernandes avança com uma explicação para o facto de este ano se estar a verificar um aumento da taxa de natalidade e diz que é uma acumulação de anteriores atrasos para ser mãe, ou seja, as mulheres atrasam cada vez mais a altura para terem filhos até que chega o momento em que não podem atrasar mais por causa da idade.

A demógrafa refere ainda que, em Portugal, as políticas de incentivo à natalidade têm de melhorar de forma a que se criem condições para que as mulheres possam ter filhos, nomeadamente no que refere às condições de trabalho da mulher, aos apoios do Estado e suas políticas de apoio à família.

Em termos comparativos, em 2006 nasceram menos quatro mil crianças do que em 2005, já em 2007 nasceram menos três mil, sendo de salientar que, em 2007, pela primeira vez em 90 anos, a taxa de mortalidade foi superior à taxa de natalidade, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística.
»

Fonte:Fábrica de Conteúdos
Link:http://www.fabricadeconteudos.com/?lop=artigo&op=e4da3b7fbbce2345d7772b0674a318d5&id=a3b05233819c12a373abab6e2ee264cd

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Tratamentos ajudam a recuperar o corpo após a gravidez


«Novas técnicas e cosméticos aceleram o fim das estrias, manchas e celulite

Da Redação

A gravidez é um momento de grandes mudanças, não apenas na vida das mulheres mas também em seus corpos.

Exercícios e alimentação balanceada continuam indispensáveis para recuperar a forma após o parto. Mas técnicas modernas e novos tratamentos cosméticos ajudam você a se livrar mais rápido de estrias, manchas, celulite e flacidez que aparecem neste período.

A CLAUDIA listou as melhores práticas para reconquistar seu corpo após a chegada do rebento.

15 dias após o parto
Quanto antes você voltar ao peso, melhor. “Com o tempo, o corpo se ‘acostuma’ à nova forma e o emagrecimento fica mais difícil”, afirma o dermatologista Jardis Volpi, da Sociedade Brasileira de Laser.

Exercícios
Nas primeiras semanas são indicados exercícios leves para fortalecer abdome, pernas e períneo. “O ideal é contar com o acompanhamento domiciliar de um fisioterapeuta”, recomenda o obstetra Victor Bunduki, professor associado da Faculdade de Medicina da USP.

Drenagem linfática
Esta é uma das poucas técnicas permitidas durante a gravidez, e ela continua importante no pós-parto. “Ajuda a reduzir a celulite e a eliminar a gordura pelo sistema linfático”, explica a fisioterapeuta Simone Tayar Jorge, da Clínica Integrada à Saúde. São indicadas pelo menos dez sessões, para o corpo todo – duas por semana.

Depois da quarentena
Esse momento é estratégico para apostar num emagrecimento mais intenso. Cada caso requer uma avaliação individual, mas Volpi recomenda começar com técnicas para flacidez e celulite associadas e, em seguida, combater a gordura localizada.

Exercícios
Quem já praticava alguma atividade deve retomar o treino de forma gradual. Para iniciantes, caminhadas, alongamento, hidroginástica e pilates são boas alternativas. O mais importante é manter uma freqüência de pelo menos três vezes por semana.

Flacidez + Celulite
A endermologia usa o mesmo princípio da drenagem linfática contra a celulite, só que é aplicada por uma máquina. Combinada ao laser, combate a flacidez de grau leve a moderado. São recomendadas de dez a 20 sessões, com manutenção semestral.

Para flacidez de moderada a grave, a melhor opção são os aparelhos de radiofreqüência, como o Accent e o Vela Smooth. O Accent requer no mínimo cinco sessões a intervalos quinzenais. Já o Vela Smooth pede de 12 a 15 sessões, sendo duas por semana.

Só para flacidez
Mais potente que os aparelhos de radiofreqüência, o Titan é um infravermelho que intensifica a produção de colágeno e é indicado para casos graves de flacidez. São indicadas três sessões mensais, com manutenção anual.

Queimando gordura localizada
O aparelho Ultracontour tem sido comparado a uma lipoaspiração. “Suas ondas atingem até 1,5 centímentros de profundidade, rompendo a membrana das células de gordura e destruindo-as”, afirma Volpi.

São aconselhadas em média cinco aplicações a intervalos quinzenais. Recomenda-se, no máximo, três áreas por vez.»


Fonte:Abril.com

Link:http://www.abril.com.br/noticias/ciencia-saude/tratamentos-ajudam-recuperar-corpo-gravidez-396469.shtml

Os seios caem depois da amamentação?


«A resposta para uma das principais dúvidas das mães é: depende da mulher. “Há aquelas que nunca tiveram filhos e já têm a mama mais flácida e caída”, diz Marcelo Giacobbe, obstetra do Hospital São Luiz (SP). E existem mulheres que não percebem nenhuma diferença dos seios antes ou depois da amamentação.

Porém, é fato que os seios podem ficar mais caídos, principalmente se já são grandes. “É como uma sanfona. O peito incha muito enquanto a mulher amamenta e depois recolhe, o que faz com que caiam”, afirma Flávio Roberto Tanesi, obstreta do Hospital Santa Catarina (SP). Segundo o obstetra, quem amamenta muito tempo e tem mais filhos sofre mais com o problema.

O fundamental, no entanto, é nunca colocar essas questões na frente dos benefícios que só a amamentação pode trazer para o seu filho. Além do vínculo entre mãe e bebê, é no leite materno que estão uma série de anticorpos e nutrientes de que a criança precisa nos primeiros meses. E lembre-se: segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o aleitamento materno deve ser a alimentação exclusiva do bebê até os seis meses de idade.

Ana Paula Pontes, Revista Crescer »

Fonte:Imirante
LInk:http://imirante.globo.com/noticias/pagina179907.shtml

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Pesquisas derrubam mito de que mulher ficar mais fértil após aborto natural


«Níveis de hormônio pró-gestação não ficam mais elevados após problema.
No entanto, a chance de que ocorram dois abortos seguidos é muito baixa.

Anahad O'Connor Do 'New York Times'

A AFIRMAÇÃO
A mulher fica mais fértil após um aborto.

OS FATOS
Essa afirmação popular, flutuante em muitos fóruns online de discussão sobre fertilidade, não parece ser procedente.

Uma explicação para a idéia é a de que, após um aborto, os níveis de hormônios como a progesterona, que auxilia na gestação, ainda estão elevados, aumentando a fertilidade. Mas nenhum estudo mostrou qualquer verdade nisso.

A gravidez mal-sucedida, algumas vezes chamada de gravidez perdida, é comum, ocorrendo em de 30% a 50% das fecundações (algumas ocorrem tão prematuramente que a mulher pode nem notar). Muitas são causadas por anormalidades cromossômicas casuais no embrião que provavelmente não afetarão a próxima gravidez. Outras resultam de deficiências de progesterona; segundo uma pesquisa de 2007 sobre outros estudos, a efetividade dos suplementos de progesterona para evitar futuros problemas é bastante incerta.

Mas a ciência é animadora. De acordo com um relatório da Faculdade Real de Obstetras e Ginecologistas, do Reino Unido, a probabilidade de um segundo aborto é de apenas 2,25%, e as chances de um terceiro são menores que 1%. Outro estudo no "New England Journal of Medicine" acompanhou uma grande amostragem de mulheres saudáveis buscando conceber e descobriu que, dentre aquelas que abortaram, 95% engravidaram nos dois anos seguintes.

A CONCLUSÃO
Não há evidências de que a fertilidade seja maior após uma gravidez perdida.»

Fonte:G1
Link:http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL798557-5603,00-PESQUISAS+DERRUBAM+MITO+DE+QUE+MULHER+FICAR+MAIS+FERTIL+APOS+ABORTO+NATURAL.html

Cólicas do lactente


«Serviço de Pediatria do Hospital de São Marcos de Braga
As cólicas dos bebés podem surgir em qualquer idade, embora sejam mais frequentes nos primeiros 2-3 meses de vida.
O que é a cólica?
A cólica é provocada pelos pressão que os gases resultantes da fermentação do leite exercem nas paredes do intestino do bebé.

Como saber que é cólica que o bebé tem?
Quando o bebé tem cólicas, o choro é muito alto e constante, pode durar até 3 horas seguidas e nada o faz parar. Pode também contorcer-se e encolher as perninhas.

O que corrigir?

Se for alimentado a leite materno
Corrigir a técnica de amamentação para que o bebé não engula muito ar e procurar esvaziar completamente a mama. Técnica correcta:
- Estimular o bebé a abrir a boca.
- Introduzir 1 a 2 cm da aréola na boca do bebé.
- Manter os lábios virados para fora.
- Manter o queixo colado às mamas.
- Está correcto se as bochechas do bebé ficarem arredondadas e se se ouvir a deglutição.

Também é conveniente que a mãe tenha cuidado com sua a dieta alimentar: deve evitar ingerir couve-flor, brócolos, couve-de- bruxelas, pepinos, pimentos, chocolate, café, citrinos e alimentos condimentados.

Se for alimentado com leite adaptado
- Verificar o tamanho da tetina e certificar-se de que o leite sai lentamente.
- Colocar o biberão na posição vertical ao dar de mamar.
- Colocar o bebé a arrotar durante 10 minutos.

O que fazer para ajudar o bebé nestas situações?
- Pode tentar dar-lhe um banho morno.
- Não o coloque de barriga para cima.
- Massaje a barriga do bebé: deite-o no colo ou na cama e massaje com a palma das mãos (quentes) de cima para baixo ou no sentido do ponteiro do relógio, pressionando levemente. De seguida, pode também agarrar nos pezinhos do bebé e fazer o movimento de pedalar (bicicleta) 10 a 15 vezes.

Bernarda Sampaio (Hospital de São Marcos de Braga) e Anabela Bandeira (Hospital Geral de Santo António)»

Fonte:Educare
Link:http://www.educare.pt/educare/Opiniao.Artigo.aspx?contentid=1037623119363A1FE0440003BA2C8E70&opsel=2&channelid=0

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Técnicas prometem aumentar as chances de engravidar


«Se você está com dificuldade para engravidar, os cientistas brasileiros têm uma boa notícia. As clínicas de reprodução assistida estão adotando um novo método para selecionar os espermas de boa qualidade e aumentar a chance de sucesso nos tratamentos de fertilização. O novo microscópio, apelidado de Super-ICSI, é capaz de aumentar o espermatozóide em até 8.000 vezes, enquanto os usados hoje chegam apenas a 400, dificultando sua visualização.

Com o novo microscópio é possível avaliar melhor os danos no DNA do espermatozóide. Essas alterações nos gametas se dão pela presença de irregularidades na cabeça dos espermatozóides. Mesmo defeituoso, ele pode fertilizar o óvulo, mas, depois de formado, o embrião não terá boa qualidade, o que pode dificultar a implantação no útero e levar ao aborto.

“Essa técnica pode ser usada em qualquer tratamento de fertilidade, já que o objetivo é apenas ajudar na seleção dos espermatozóides. Os especialistas poderão escolher os espermas que estão saudáveis com mais precisão e facilidade”, afirma o ginecologista Ricardo Baruffi, do Centro de Reprodução Humana Franco Júnior, em Ribeirão Preto (SP). “Foi realizada uma comparação da taxa de gravidez com o Super-ICSI e com o ICSI usado anteriormente. O primeiro mostrou uma taxa de 60% de gravidez, enquanto o outro apontou apenas 25%”, diz.

Estudo

Em agosto deste ano, um estudo realizado no Canadá afirmou existir uma relação entre o dano do DNA dos espermatozóides e o número de abortos. De acordo com o estudo, a taxa de aborto espontâneo dobrou no grupo de pacientes que possuía alterações no DNA dos espermatozóides em relação aos que tinham esperma normal.

Carla Conde, Revista Crescer »

Fonte:Imirante
Link:http://imirante.globo.com/noticias/pagina179236.shtml





Link imagem: http://www.folhaes.com.br/folhaes/noticias.asp?nID=14919

Miomas uterinos podem causar a infertilidade feminina?


«São Paulo, 23 (AE) - Aproximadamente 80% das mulheres irão conviver com os miomas, mas a maioria delas sequer desconfiará do problema por absoluta falta de sintomas. Essas estruturas, na maioria das vezes milimétricas, são tumores benignos que se instalam ao redor do útero - raramente no interior do órgão, uma vez que precisam de músculo para crescer. Quando dão sinais - alteração do volume menstrual com maior sangramento e dor pélvica - na porção inferior do abdômen - e aumento do volume da barriga, isso ocorre em 45% das mulheres na fase reprodutiva, às vezes, em idades limítrofes para gerar filhos.

O adiamento da gravidez para a faixa etária dos 40 anos, uma realidade que bate à porta das clínicas ginecológicas nas últimas décadas, também coincide com o período mais freqüente de aparecimento desses sintomas e, portanto, de descoberta de um ou mais miomas. Os miomas não são tumores pré-cancerígenos. O câncer de útero apresenta características semelhantes ao mioma, mas aparece em menos de 1% das mulheres. É incorreto dizer que todo mioma pode evoluir para um câncer.

O tratamento do mioma é determinado pelo médico de acordo com os achados diagnósticos, entre eles o tamanho do mioma, a quantidade, a sua localização no útero, a idade da paciente, os seus planos em relação à maternidade, dentre outros aspectos. Mas o objetivo deve ser sempre a busca pela intervenção menos invasiva e com menos efeitos colaterais. A prioridade deve ser sempre pela preservação da cavidade uterina, até porque as mulheres estão gerando filhos cada vez mais tarde.

Não é verdade que a presença de miomas obrigue necessariamente a retirada do útero. Há técnicas que asseguram bons resultados no tratamento dos miomas com o mínimo de invasão e agressividade. Mas, dependendo do caso, se houver necessidade de remoção do útero, terá que ser uma decisão compartilhada entre o médico e sua paciente. Independentemente da remoção ou não do órgão, os miomas podem ser uma das causas de infertilidade, por dificultarem a fixação do embrião no interior do útero. Isoladamente, o mioma causa infertilidade em 5% dos casos. Mas esse índice pode chegar a 15% quando associado a fatores tubários - como lesões ou obstruções das tubas (trompas de Falópio) - e à endometriose.

* Prof °Dr. Joji Ueno, ginecologista, especialista em Reprodução Humana da Clínica Gera, em São Paulo - www.clinicagera.com.br »

Fonte:Noticias Yahoo
Link:http://br.noticias.yahoo.com/s/23102008/25/entretenimento-miomas-uterinos-causar-infertilidade-feminina.html

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Cientistas criam teste 'universal' de doenças genéticas


«Cientistas britânicos disseram que um novo teste de mapeamento genético, que pode estar disponível já no ano que vem, poderá revelar aos futuros pais que estão tentando ter um bebê por inseminação artificial se o embrião, antes de ser implantado no útero, é portador de praticamente qualquer doença hereditária.

A equipe do instituto de pesquisas Bridge Centre de Londres afirma que o teste de 1,5 libras (cerca de R$ 5,7 mil) poderia detectar em algumas semanas quase todas as cerca de 15 mil doenças hereditárias que existem.

Os testes atualmente disponíveis demoram muito mais tempo para ficarem prontos e são capazes de descobrir a existência de apenas 2% dessas doenças.

"Uma das principais vantagens para o paciente é que, muitas vezes, não há um teste para uma condição específica. Este é um teste único – um método universal", disse à BBC o professor Alan Handyside, que desenvolveu o teste.

Questões éticas

Na técnica, chamado karyomapping, uma célula é retirada de um embrião de oito dias de idade criado seguindo a técnica de fertilização in vitro.

Amostras de DNA são retiradas dos pais e avós do embrião e, em geral, de outro integrante da família, como alguém que é portador de uma doença hereditária.

O DNA de todos eles é comparado, com análise de 300 mil marcações específicas, que permitem que os cientistas criem um mapa genético da família.

Isso significa que os cientistas podem, por exemplo, identificar se existe um bloco de DNA que foi repassado pelo avô paterno para o embrião.

Câncer

Handyside disse que, além de verificar sinais associados a doenças hereditárias, o teste pode ser usado para detectar o perfil genético da pessoa, determinando o grau de suscetibilidade de condições como doenças cardíacas ou câncer.

O teste ainda está sendo desenvolvido no Bridge Centre. Quando ele for concluído, Handyside quer submetê-lo à autoridade britânica que trata de fertilidade humana e embriões, para colocar a técnica no mercado.

O diretor da Sociedade Britânica de Fertilidade, Mark Hamilton, disse que a descoberta é animadora, por sua eficiência e eficácia, mas ressaltou que há questões éticas envolvidas no uso da técnica.

Teoricamente, o teste poderia revelar informações sobre a cor dos olhos, altura e peso da futura criança, levantando à possibilidade de que os país possam “projetar” seus filhos, com características físicas específicas.

"Obviamente, a pergunta ética é: se você pode testar para tudo, onde nós vamos estabelecer um limite?", questionou Hamilton.»

Fonte:BBC Brasil
Link:http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/10/081024_embrioes_dg.shtml

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terça-feira, 28 de outubro de 2008

Infertilidade secundária pode aparecer depois do primeiro bebê


«Muitos casais que já tiveram filho enfrentam problemas para ter um segundo bebê
Da Redação

Ter engravidado naturalmente uma vez, com facilidade, não é garantia de que o mesmo acontecerá uma segunda vez.

“São comuns os casos de infertilidade secundária, quando um casal não consegue engravidar ou levar uma gravidez até o final, após já terem tido um filho. Esse tipo de infertilidade é tão comum quanto a infertilidade primária, sem ocorrência de gravidez anterior”, afirma o ginecologista especializado em Reprodução Humana Joji Ueno, diretor da Clínica Gera, em São Paulo.

Segundo Ueno, os mesmos fatores que causam a infertilidade primária podem causar a secundária: bloqueio de trompas, endometriose, problemas de ovulação, pouca quantidade ou falta de mobilidade dos espermatozóides, varicocele, entre muitos outros motivos.

Com o passar do tempo, as condições de saúde do casal podem se alterar. “Seja qual for a causa da infertilidade secundária, ela se desenvolveu ou se agravou, após a primeira gestação. Para ter o segundo filho, o casal precisa passar pela avaliação de um especialista em fertilidade”, recomenda o médico.

Ser incapaz de ter um segundo filho pode gerar um estresse enorme para o casal. Muitos acreditam que por terem tido uma primeira gravidez bem sucedida poderão ter outras iguais. Mas isto nem sempre é verdade.

“O importante neste processo é saber o momento adequado de buscar auxílio médico e psicológico”, afirma a psicóloga Luciana Leis, da Clínica Gera, especializada no tratamento de casais que enfrentam problemas de fertilidade.

A infertilidade secundária é definida como a inabilidade de conceber um bebê ou seguir com a gravidez até o fim, após o nascimento de um ou mais bebês. “É uma condição clínica comum”, informa Ueno.

Entre as causas da infertilidade secundária que atinge as mulheres estão desordens ovulatórias, menopausa precoce, aderências pélvicas, inflamação ou infecção, danos ou bloqueios nas tubas uterinas, pólipos, fibroses uterinas e endometriose.

“O risco de abortos espontâneos também aumenta com a idade: a taxa de aborto natural está em torno de 10% para mulheres nos seus 20 anos, 20% para mulheres com idade entre 35 e 39 anos, e cerca de 50% para mulheres com idade entre 40 e 44 anos”, alerta o médico.

Nos homens, as causas principais incluem baixa contagem espermática, motilidade deficiente dos espermatozóides, problemas ejaculatórios ou mesmo a qualidade do esperma.»

Fonte:Abril
Link:http://www.abril.com.br/noticias/ciencia-saude/infertilidade-secundaria-pode-aparecer-depois-primeiro-bebe-393610.shtml

O que os sonhos da grávida dizem


«Inundações, enchentes, animais, caminhos de terra. Imagens estranhas rondam o sono das mulheres grávidas. Nem sempre elas são agradáveis. Um estudo realizado pelo Centro de Pesquisa do Sono do hospital do Sagrado Coração de Montreal, no Canadá, mostra que 59% das gestantes sonha com o bebê em perigo. Calma: isso não quer dizer que o sonho mau vá se realizar, ou que o bebê será prejudicado. Na maior parte das vezes, os sonhos dizem muito mais sobre como você encara a gravidez do que o jeito como ela está ocorrendo.

Quando a mulher fica grávida, seu corpo se prepara para abrigar o filho e dar à luz. A barriga cresce, os seios incham. Ao mesmo tempo, o emocional é afetado, a mulher fica à flor da pele, ultra-sensível. Também a mente, ou, como preferem os psicólogos, a psiquê, sofre modificações. “A mulher, que até então era filha, passa a ser mãe”, diz a psicóloga Marion Rauscher Gallbach. E esse novo papel é totalmente desconhecido.

Nessa etapa, o filho existe apenas na cabeça dos pais. Você imagina como vai ser a criança, o jeitinho dela. E, é claro, também pensa no pior: e se ela nascer com problema? E se tiver alguma doença? Às vezes, os pais, principalmente os de primeira viagem, têm medo de não conseguir tomar conta da criança. “Essa insegurança vai aparecer nos sonhos”, diz Denise Gimenez Ramos, psicóloga. Isso é normal e reflete uma angústia legítima.

O grau dessa angústia vai depender de como a mulher lida com a gravidez. “Se a relação dela com a própria mãe é boa, se o casamento vai bem e o filho foi desejado, a mulher vai se sentir mais segura, e os sonhos vão refletir isso”, diz Denise. Quanto menos preparada para ser mãe a mulher se sentir, mais ansiedade ela deverá ter.

Mergulhada nas águas

A gravidez é um período intenso, ligado às emoções, e isso pode fazer com que imagens riquíssimas apareçam nos sonhos. E elas dizem respeito ao que aquilo significa para cada um, ou seja, não dá pra interpretar igual para todo mundo. Alguns elementos, porém, se repetem.
Um elemento que aparece durante toda a gravidez é a água. No primeiro trimestre, isso se traduz em sonhos com enchentes, rios, grandes quantidades de água. Para Marion Gallbach, esses sonhos se relacionam com a formação do líquido amniótico, que vai proteger o bebê na barriga da mãe. Autora do livro Sonhos e Gravidez: Iniciação à Criatividade Feminina, Marion também vê na água o símbolo do feminino, das emoções, da criatividade, do novo. “Nesse momento, a mulher fica inundada de emoções, perde o pé firme que tinha antes”, diz ela. “Não dá para passar pelo processo sem se molhar, sem se transformar.”

Outro sonho típico é com alimentação. Imagens de que está dando de comer a alguém, por exemplo. E também o sonho com animais. É comum que a mulher sonhe estar dando à luz um gato ou outro bicho qualquer. Por mais estranho que isso possa parecer, a explicação é simples. Para ter um filho, a mulher deve deixar de lado o racional, o intelectual, e se entregar mais às emoções, ao instintivo. “Ela deve ser capaz de dar à luz como um animal”, diz Marion. A perda do contato com esse lado da personalidade se reflete em um número muito alto de cesáreas desnecessárias, em que o medo da dor é o principal responsável pela escolha da cirurgia.

Também são comuns os sonhos com pomares, com a terra semeada. A terra é símbolo da maternidade, da mãe que recebe a semente e espera que ela germine. Estamos acostumadas a ter sempre o controle da situação ou a achar que temos o controle. Na gravidez, tudo isso é virado de pontacabeça. A mulher deve ser receptiva e aprender a esperar, a ter paciência, como a terra com a semente. Ela não controla o crescimento da barriga. Existe uma mudança, que aparece também nas imagens de transição, como atravessar uma ponte.

Uma a uma, essas imagens ensinam a mulher a lidar com o novo papel. Mesmo que não saiba o que significam, de algum modo elas estão refletindo as mudanças em seu interior. Vale a pena, então, dedicar um pouco de tempo para anotar e prestar atenção aos próprios sonhos. Assim, talvez você consiga entender um pouco melhor e curtir ainda mais esse momento de sua vida, o mistério do nascimento de um filho. E da mãe que existe em você.

Aproveite seus sonhos

Não é preciso ser terapeuta para começar a prestar mais atenção aos sonhos. Afinal, a chave para decifrá-los está dentro de você

· Ao acordar, procure lembrar-se do sonho. Não deixe para depois, pois os detalhes vão esmaecendo ao longo do dia. Anote-os em um diário para não esquecer.
· Converse com alguém a respeito do sonho. Outras pessoas podem ajudá-la a perceber relações que você não reparou.
· Preste atenção nas emoções despertadas. Muitas vezes, uma situação banal, como um passeio na praia, desperta sentimentos angustiantes. Já em outras o sonhador não sente nada, mas a imagem é muito forte.
· Sonhos recorrentes significam que o assunto é importante. Agora, se o que se repete são pesadelos, é melhor procurar a ajuda de um terapeuta.
· “Dentro de cada um de nós existe um outro, que fala conosco por meio dos sonhos”, disse Jung. Converse com seu outro, questione. Em algum momento as associações vão começar a aparecer.
· Os elementos são importantes, mas também sua postura em relação a eles. Por exemplo, uma mulher sonha que mergulha no mar, e outra, que teme entrar no rio. Ambas sonharam com água, o símbolo da emoção, mas a primeira aceita a situação, a vivencia com prazer, enquanto que a segunda está amedrontada.

Jeanne Calegari, Revista Crescer »

Fonte:Imirante
Link:http://imirante.globo.com/plantaoi/plantaoi.asp?codigo1=179137

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Passatempo de Novembro





Partos com água já em Novembro - Hospital de São Bernardo


«Segundo dados científicos a imersão na água durante o trabalho de parto reduz de forma significativa a percepção da dor.

A Maternidade do Centro Hospitalar de Setúbal, Hospital São Bernardo vai dispor já a partir de Novembro de parto natural, incluindo a possibilidade das parturientes poderem escolher, a opção da imersão na água, durante o trabalho de parto.

O objectivo é oferecer às parturientes, que o desejem, uma experiência gratificante e diferente promotora de um parto natural.

A equipa multidisciplinar da Urgência Ginecológica e Obstétrica/Bloco de Partos, atenta à necessidade de humanização dos cuidados e inserido no processo de melhoria da qualidade dos cuidados, pretende com este projecto “implementar um modelo assistencial que favoreça/permita o atendimento das necessidades e expectativas das utentes e o respeito pelos seus direitos”, nomeadamente a promoção do parto normal, recuperar a posição central da mulher no processo de nascimento e diminuir a instrumentalização e mediatização do parto.

Segundo os enfermeiros Especialistas de Saúde Materna e Obstetrícia do Hospital de São Bernardo “o parto natural não é uma moda, mas sim um direito das mulheres, que lhes trás benefícios a todos os níveis, desde a experiência pessoal à própria experiência do próprio parto”. E adiantam que “a imersão na água, durante o trabalho de parto é um tipo de parto natural que surgiu na década de sessenta na Europa e nos Estados Unidos da América, com excelentes resultados no alivio da dor em mulheres saudáveis com gravidez de baixo risco”.

Os benefícios da imersão na água durante o trabalho de parto, são relevantes, nomeadamente, “os seus efeitos relaxantes que reduz a dor provocada pelas contracções uterinas e descontrai a musculatura do períneo”. Além disso “diminuiu a necessidade de analgesia farmacológica, proporciona um trabalho de parto mais curto” e “proporciona uma experiência muito gratificante para a mulher”.

Para estes profissionais “a evidência científica refere que a imersão na água durante o trabalho de parto, reduz de forma significativa a percepção da dor, assim como a necessidade de recurso a analgesia epidural. Não sendo referidos efeitos adversos na duração do trabalho de parto. E no aumento de partos cirúrgicos e resultados neonatais”.

Os enfermeiros Especialistas de saúde Materna e Obstetrícia., tem responsabilidades na promoção do parto normal, são os responsáveis pela implementação no Serviço Urgência Ginecológica e Obstétrica/Bloco de Partos deste projecto inovador.

Todas as grávidas com idade gestacional superior a 37 semanas, em fase activa de trabalho de parto, com gravidez de baixo risco, podem desde logo escolher esta opção de trabalho de parto.»

Fonte:O Setubalense
Link:http://www.osetubalense.pt/noticia.asp?idEdicao=239&id=8717&idSeccao=1982&Action=noticia

Lista de Vencedores do Passatempo de Outubro







Já saíram os resultados do Passatempo de Outubro consulte em http://livros-gravidez.blogspot.com/

AVC é mais frequente no grupo dos recém-nascidos


«ALFREDO MENDES
Pediatria. Unidade de Vigilância vai iniciar o estudo da doença

Doença nas crianças e adolescentes vai ser alvo de diagnóstico nacional

Estudos científicos realizados no estrangeiro revelaram que o acidente vascular cerebral (AVC), que afecta também crianças e adolescentes, tem a maior incidência no grupo dos recém-nascidos. Em Portugal, a Unidade de Vigilância Pediátrica (UVP) da Sociedade Portuguesa de Pediatria vai dar início a um trabalho análogo, a partir do dia 1 de Dezembro. Os resultados finais deverão ser conhecidos dentro de seis anos.

A UVP trabalha em articulação com a comunidade nacional de pediatras, tendo a seu cargo a investigação clínica de doenças raras até 100 novos doentes por ano. Os especialistas, de forma voluntária, informam, mensalmente, aquele órgão da Sociedade Portuguesa de Pediatria acerca das doenças sob vigilância, competindo, depois, à UVP estudar a enfermidade, dando indicações sobre o diagnóstico e o respectivo tratamento. Assim sucedeu com a infecção congénita por estreptococo do grupo B, uma bactéria que causa infecção nos recém-nascidos, provocando doença aguda grave e morte. Através do empenho do UVP, das instruções sobre como prevenir a doença, dois anos após tinha havido uma redução de vítimas.

Quanto ao AVC, a nível internacional surgem quatro crianças afectadas em mil. O alerta, conforme esclareceram ao DN as médicas Almerinda Barroso Pereira e Leonor Sassetti, da comissão executiva da UVP, abarca um universo de 1700 pediatras e internos de pediatria. A partir da altura que algum deles noticie ter observado um caso, será enviado um questionário com dados que os investigadores pretendem conhecer. Importante, então, saber como o AVC surgiu, quais os seus sintomas e sinais, a evolução e o tratamento. Uma vez na posse dessa informação, a UVP fornecerá o diagnóstico ou o tratamento mais adequados.

Ainda de acordo com Almerinda Pereira e Leonor Sassetti, os principais factores de risco de AVC nas crianças respeita a anemias, má formação do coração, doenças metabólicas, má formação artériovenosa cerebral. No entanto, reconhecem, "há outras causas desconhecidas".»

Fonte:Diário de Noticias
Link:http://dn.sapo.pt/2008/10/18/sociedade/avc_e_mais_frequente_grupo_recemnasc.html

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Gestantes que praticam sexo até os 9 meses podem ter um parto mais tranquilo


«Você já está com um barrigão e provavelmente tem receio de que as relações sexuais façam algum mal ao bebê. Um estudo realizado na Universidade da Malásia sugere que não há perigo fazer sexo no fim da gestação, e ainda pode facilitar o parto normal. Além disso, ele não traz problemas para a criança e nem riscos de parto prematuro. O feto está protegido pelo saco gestacional, espécie de bolsa que abriga o bebê e o líquido amniótico.

De acordo com Alexandre Pupo, ginecologista e obstetra do Hospital Sírio Libanês, a relação sexual no fim da gravidez pode deixar a mulher mais tranqüila e confiante para o parto . O ato fortalece o músculo pélvico (músculo que segura a urina) que ajuda na hora do parto, e deixa a futura mãe mais relaxada. Mas ela deve ficar atenta à dilatação do útero, que ocorre por volta da 38ª semana. “ Quando o útero começa a dilatar, a gestante deve evitar o sexo vaginal, porque pode fazer a criança nascer prematura”, diz.

A relação sexual apenas é proibida ou restrita em algumas situações, como sangramentos durante a gravidez, descolamento de placenta, perda de líquido amniótico, risco de aborto, entre outros. E lembre-se: esse momento deve ser prazeroso para você e seu marido. E serão vocês dois que vão descobrir juntos as melhores posições para aproveitar a intimidade enquanto o bebê não chega.

Fonte: Revista Crescer»

Fonte:Plenário
Link:http://www.faxaju.com.br/viz_conteudo.asp?codigo=181020086513464146

Denúncia de Luis Graça Maternidades privadas: Assistência acaba no público quando limites dos seguros são ultrapassados


«Algumas maternidades privadas estão a transferir para os hospitais públicos as parturientes que precisam de internamentos mais prolongados quando estas ultrapassam os limites dos seus seguros de saúde, situação que a nova regulamentação do sector deverá evitar.

Cada vez mais frequentes por causa dos seguros de saúde - que já comparticipam as despesas de dois milhões de portugueses - os partos nas maternidades privadas correm normalmente sem complicações, embora o risco exista, disse à Lusa o presidente do Colégio de Especialidade Ginecologia/Obstetrícia da Ordem dos Médicos.

Luís Graça, que exerce no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, explicou que 85 a 90 por cento dos casos de ginecologia e obstetrícia são de baixo risco, o que significa que entre 10 a 15 por cento são situações de risco médio e elevado.

São estes últimos casos que podem complicar-se e obrigar a internamentos mais prolongados. O nascimento de prematuros é um exemplo das situações mais complexas, mas também os casos em que a mulher precisa de um acompanhamento.

Segundo Luís Graça, e ao contrário do que algumas instituições privadas dão a entender, nenhuma maternidade privada tem uma unidade de cuidados intensivos neonatais. Como só os hospitais públicos dispõem desta valência, os casos mais complexos que passam pelas instituições privadas e que precisam de cuidados intensivos neonatais são transferidos para as do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Luís Graça não critica estas transferências, que também acontecem entre instituições públicas, nomeadamente de hospitais sem grande resposta técnica e diferenciada para instituições de referência na área, como o Hospital de Santa Maria e a Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa, ou o Hospital de São João, no Porto.

O especialista critica antes a "publicidade enganosa" que algumas maternidades privadas fazem, dando a entender que dispõem de todo o tipo de resposta na área de ginecologia e obstetrícia.

"As maternidades privadas deveriam esclarecer devidamente os clientes de que certos casos poderão não ter resposta nestas instituições", acrescentou.

Mas Luís Graça alerta ainda para outro tipo de transferências das maternidades privadas para as públicas e que têm a ver com os seguros de saúde: "Os casos mais complicados precisam de mais dias de internamento, mas quando o limite do seguro é ultrapassado, o hospital privado encaminha o doente para o público que tem de aceitar a parturiente e a criança, pois estas também têm direito ao SNS".

À Maternidade Alfredo da Costa (MAC), em Lisboa, chegam casos destes, encaminhados por hospitais privados e de parturientes que ultrapassam os limites dos seus seguros de saúde, disse à Lusa o presidente do conselho de administração.

Segundo Jorge Branco, estes casos são conhecidos e cada vez mais frequentes, devido ao crescimento do número de seguros de saúde em Portugal.

Jorge Branco reconhece que, em alguns casos, a transferência ocorre durante o internamento das parturientes e que estas e as suas crianças são sempre recebidas pela instituição.

"Não podemos abandonar as doentes", afirmou, embora defenda que o internamento devia começar e acabar na instituição que acolheu a grávida.

Luís Graça, que trabalhou na proposta de regulamentação das maternidades privadas, sobre a qual a ministra da Saúde deverá em breve pronunciar-se, revelou que a futura legislação deverá evitar estas situações.

A solução passa por impedir que as maternidades privadas recusem os partos com gestação inferior a 32 semanas, os quais em princípio necessitarão de cuidados intensivos neonatais.

Para as instituições sem serviço de urgência, como o Hospital da Cruz Vermelha Portuguesa, em Lisboa, é proposto que os partos só se realizem quando a gestação tiver mais de 34 semanas.

Luís Graça não sabe se as propostas serão acatadas por Ana Jorge, mas acredita que a medida imporá algumas regras num mercado que cada vez mais é vendido à conta de "alguma publicidade enganosa".

A Lusa consultou alguns sites e encontrou instituições que efectivamente garantem respostas a todos os níveis. O Hospital da Luz, em Lisboa, por exemplo, escreve que a sua maternidade tem "capacidade para responder a qualquer situação de parto, bem como para contribuir de uma forma decisiva para a confiança, conforto e bem-estar das suas clientes".

Luís Graça reconhece que as instituições privadas que abriram recentemente em Portugal - como o Hospital da Luz, a Cuf Descobertas ou o Hospital dos Lusíadas, todos em Lisboa - estão tecnologicamente muito bem apetrechadas. Contudo, o especialista alerta: "Nenhum doente é tratado por paredes".

A Lusa contactou o Instituto Português dos Seguros (IPS) e a Associação Portuguesa de Seguradoras (APS), mas nenhuma destas entidades quis pronunciar-se sobre a matéria.

Dados da Associação Portuguesa de Hospitalização Privada (APHP) indicam que existem 25 maternidades privadas em Portugal. Dos 100 mil nascimentos anuais, cerca de 20 mil ocorrem em instituições privadas.»

Fonte:Público
Link:http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1346717

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Saúde da pele


«Dra. Marta A. Pereira

A pele é o maior órgão do corpo humano e cumpre funções importantes muito para além da simples função estética.

É um importante órgão sensorial e de interacção com o meio ambiente, regula o controlo das perdas de água através da transpiração, tem funções de defesa contra infecções e capacidade de protecção contra agentes irritantes e radiação ultravioleta. Recentemente, a suplementação oral com antioxidantes, nomeadamente os que contêm luteína e vitaminas C e E, tem demonstrado uma importante acção antienvelhecimento, devido aos seus benefícios na manutenção da tensão, brilho e espessura da pele.
A manutenção da saúde da pele passa também por uma rotina de cuidado diário que consiste no uso de um produto de limpeza, seguido de um hidratante.

Os produtos de limpeza, sob a forma de leite, creme, sabões ou gel, destinam-se a remover o sebo, as células superficiais de descamação, as bactérias, os fungos e a sujidade ambiental, deixando íntegra a barreira cutânea. Na face é comum complementar a sua acção com um tónico adstringente, de composição distinta consoante se destina a pele seca ou oleosa.Os hidratantes são concebidos para minimizar a perda de água e promover a reparação da pele. Os hidratantes corporais, sob a forma de leite e creme, são indicados na secura cutânea, que geralmente se agrava com a idade e com o uso de produtos de limpeza demasiado agressivos. Em relação aos hidratantes faciais, a sua formulação deve ser adaptada à idade, ao tipo de pele (oleosa, seca, mista) e às necessidades específicas (rugas, flacidez).

Na prevenção do envelhecimento, aconselha-se o uso diário de um protector solar, de índice nunca inferior a 15. A partir dos 25 anos podem usar-se cremes de noite com ácidos na sua composição (Lascórbico, glicólico, alfa-hidroxiácidos) ou mesmo retinóides, como a tretinoína, com o objectivo de minorar pequenas rugas, manchas ou irregularidades da pele. Estes produtos devem, preferencialmente, ser aconselhados pelo seu dermatologista.

Na mulher, há três períodos da vida em que a pele experimenta grandes alterações: a gravidez, o pós-parto e a peri-menopausa.

Gravidez e pós-parto

Na gravidez observa-se um aumento da pigmentação da pele do rosto (cloasma - popularmente conhecido por "pano" ou "máscara gravídica"), dos mamilos, e dos genitais e um aumento generalizado do pêlo corporal. Pode também observar--se aparecimento de novos "sinais" ou escurecimento dos já existentes. Recomenda-se, por isso, o uso diário de um foto-protector elevado (índice 50+) em toda a pele exposta. No caso da alteração ou do aparecimento de novos "sinais", o esclarecimento do seu médico assistente ou do seu dermatologista é fundamental.

As estrias de distensão da pele são provavelmente o problema mais estigmatizante para a grávida. Durante a gestação aconselha-se a aplicação de hidratantes com extracto de centelha asiática ou ácido glicólico na sua composição, nas áreas de maior susceptibilidade - abdómen, coxas e nádegas.

Após o parto, podem realizar-se tratamentos complementares, como luz pulsada ou peelings. Também no pós-parto se podem realizar tratamentos das manchas da pele (com despigmentantes, LASER, peeling, dermabrasão) e da queda de cabelo que caracteristicamente se observa nesta altura, com suplementação oral adequada e produtos capilares específicos.

Peri-menopausa

Na peri-menopausa, as alterações cutâneas têm estreita relação com a diminuição de estrogénios: aumento das rugas, secura e atrofia cutânea (incluindo dos genitais), flacidez, diminuição da capacidade de cicatrização, "calores" e rubor facial. A suplementação com estrogénios pode reverter parcialmente estes efeitos, mas esta terapêutica deve ser discutida individualmente com o médico assistente ou o ginecologista, uma vez que não é isenta de riscos.

Actualmente, pode aconselhar-se a suplementação com fitoestrogénios (isoflavonas) em mulheres sem indicação para suplementos de estrogénios, uma vez que produzem benefícios sobreponíveis. Contudo, a sua segurança a longo prazo não é conhecida.

Em relação aos tratamentos dermatológicos, eles são diversificados e devem ser aconselhados de forma individualizada por um profissional da especialidade. Incluem o LASER vascular, o LASER fraccionado, a dermabrasão, os peelings químicos, a radiofrequência, a luz pulsada, as substâncias de preenchimento (como o ácido hialurónico) e a toxina botulínica (Botox®). A combinação acertada das diferentes técnicas é fundamental para o sucesso dos resultados.Dra. Marta A. Pereira,

Dermatologista
Centro de Dermatologia Epidermis - Instituto CUF,
Serviço de Dermatologia, Hosp. de S. João, Porto.»


Fonte: Médicos de Portugal

Link: http://medicosdeportugal.saude.sapo.pt/action/2/cnt_id/2232/?textpage=2


Sócrates justifica OE com ajuda às famílias


«Preocupação central do documento foi proteger as famílias e as empresas, justificou o primeiro-ministro
(...)

LUÍS GARCIA

O primeiro-ministro e líder do PS, José Sócrates, defendeu este sábado que o Orçamento de Estado para 2009 "protege as famílias e as empresas" e só é possível porque o Governo, nos últimos três anos, pôs "as contas públicas em ordem".

As medidas sociais foram um dos eixos do discurso de Sócrates, que apresentou as linhas principais do OE aos militantes do PS da Federação da Área Urbana de Lisboa, no Palácio dos Marqueses da Praia e Monforte, no Parque da Cidade de Loures.

O primeiro-ministro destacou a criação do abono pré-natal, que deverá beneficiar "mais de cem mil mulheres grávidas" e o aumento do abono de família em mais de 25%. "Neste orçamento, temos a nova medida de alargar o 13º mês a todos os escalões do abono de família, para dar um sinal de apoio às famílias", sublinhou José Sócrates.

Entre as medidas que, no entender do secretário-geral do PS, configuram "uma nova geração de políticas sociais", está a consolidação do complemento solidário para idosos. "O nosso objectivo é que todos os idosos com rendimento abaixo dos 400 euros recebam um complemento que lhes permita viver com dignidade", afirmou o chefe do Governo, que considera que esse valor representa o "limiar da pobreza".

O primeiro-ministro realçou ainda a reforço dos apoios na acção social escolar, como a criação do passe para alunos dos 4 aos 18 anos com 50% de desconto.

(...)»

Fonte: JN
Link:http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=1031102


quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Cólicas fazem sofrer recém-nascidos


«Sofia Filipe

Os recém-nascidos sofrem muito com as chamadas cólicas do terceiro mês. É clinicamente complicado distinguir a cólica e o choro, não raras vezes deixando os pais preocupados. Existe uma solução para este problema, mas é fundamental consultar um especialista antes de administrar qualquer tipo de fármaco ao lactente. Os pais também devem ser tranquilizados, afinal, trata-se de um problema transitório.

A cólica, normalmente, caracteriza-se por episódios de irritabilidade, agitação e choro. Podem durar cerca de três horas por dia, surgindo três a quatro dias por semana, ao fim da tarde e noite. Afecta bebés com idades compreendidas entre os 15 dias e os 4-5 meses. Os pais, ao constatarem que o recém-nascido sofre, ficam nervosos, angustiados, ansiosos e, por vezes, sem saber o que fazer para atenuar a dor do bebé.

Quando o bebé tem cólicas apresenta um choro muito intenso, fica congestionado, ruborizado, tende a encolher as pernas, a barriga fica espástica, tem muitos gases e, por vezes, prisão de ventre.

«Para dizer que se trata de cólicas temos de excluir outras causas, por exemplo, se tem fome, ou se está desconfortável, e é importante que a mãe tenha a noção de que a criança, às vezes, chora porque quer que lhe prestem atenção», diz o Dr. Herculano Rocha, chefe de serviço de Pediatria do Hospital de D. Maria Pia, no Porto.

Além do mais, o Dr. Martins Roque, pediatra, director do Departamento de Medicina do Hospital de D. Estefânia, explica que «um recém-nascido tem o seu período de adaptação ao exterior, normalmente, com a duração de dois ou três meses. O choro está, muitas vezes, ligado à intenção do bebé chamar a atenção ou reclamar, seja contra o frio, o calor ou contra a dor. É neste fenómeno que se pode inserir a cólica, que se traduz por um choro intenso, sendo difícil sossegar a criança».

Acalmar o bebé, tranquilizar os pais Embora não haja consenso entre os especialistas em relação ao tratamento das cólicas, é importante diminuir a ansiedade da mãe, dizer-lhe que o problema é passageiro e, obviamente, acalmar o pequeno ser.

«Antes de qualquer procedimento, a mãe deve falar, acarinhar e manter uma interacção positiva com a criança, uma vez que não existem certezas sobre a causa das cólicas e, como tal, não há um tratamento adequado», salienta Herculano Rocha, prosseguindo:
«Não há medicamentos específicos para as cólicas, mas sim os que interferem na motilidade intestinal, ou medicamentos como o Aero-om, que tendem a diminuir os gases.»

«O Aeoro-om ajuda a acalmar a criança», explica Martins Roque, argumentando:

«A verdade é que para muitos pode parecer inócuo, mas verificamos que ao parar com o medicamento as cólicas voltam. Não sabemos se é por razões psicológicas, mas a verdade é que funciona.»

Por outro lado, o Dr. Libério Ribeiro, pediatra e presidente da Sociedade Portuguesa de Pediatria, indica que «não há nenhuma panaceia totalmente eficaz para as cólicas do lactente. A educação dos pais nas relações com o filho é o primeiro passo e talvez o mais importante. O aleitamento materno e a utilização de leites especiais podem ser necessários. A administração de chás de ervas (maçã, anis, camomila, canela e menta) é aconselhada por alguns médicos, embora de resultados discutíveis».

«Há medicamentos em gotas que, pelo seu efeito antiespasmódico ou antiflatulente, conferem algum alívio ao bebé», continua Libério Ribeiro, acrescentando:

«Medidas como massajar a barriga do bebé ao mesmo tempo que se flectem os joelhos sobre o abdómen, ou deitar o bebé no colo de barriga para baixo, podem ajudar a aliviar as cólicas. No caso de haver prisão de ventre, podem ser utilizados medicamentos tipo laxante, que aceleram o movimento do intestino, mas nunca devem ser dados sem prévia indicação do pediatra.»

Várias hipóteses As causas exactas das cólicas não são conhecidas, mas são colocadas várias hipóteses: alguns especialistas apontam a alergia ao leite materno, ou aos leites artificiais, mas a verdade é que quando se faz a substituição o problema não fica resolvido.

Outra explicação para a ocorrência de cólicas tem que ver com a dificuldade na eructação e na passagem do ar através do intestino, havendo também quem «responsabilize» a imaturidade do aparelho digestivo e a alimentação. Existem, ainda, estudos que indicam que o final de uma gravidez com angústia e ansiedade se reflecte no recém-nascido através do choro e das cólicas.

Todavia, não é um problema grave. Além disso, é passageiro.
«É fundamental a nossa capacidade de tranquilizar os pais, de lhes dizer que a criança está bem, que não tem nenhum problema de saúde e que não há razão para estarem preocupados», alerta Herculano Rocha.»

Fonte:Médicos de Portugal
Link:http://medicosdeportugal.saude.sapo.pt/action/2/cnt_id/282/

Sexo com hora marcada facilita a gravidez?


« Conheça verdades e mentiras sobre a hora de tentar engravidar

Quando a professora Caroline Souza, de 31 anos, resolveu que queria ter filhos, encarou a decisão como um verdadeiro projeto. Mudou a alimentação, fez todos os exames possíveis, marcou no calendário os dias em que estaria ovulando e avisou ao Pedro, seu marido, que nas datas com uma estrelinha ele não poderia ficar até tarde no trabalho ou participar do futebol com os amigos.

– Olhando para trás, vejo que fiquei um pouco paranóica. Mas é que eu só pensava em ter um bebê e, como não tinha nada de errado com a minha saúde, não agüentava ver que os dias estavam passando e eu não tinha engravidado ainda. Não cheguei a marcar horas para transar, mas ficava pedindo mil conselhos às amigas grávidas e provoquei umas briguinhas com o Pedro porque ele começou a dizer que quando a gente quer muito uma coisa, ela não acontece – diz Caroline. Felizmente, a espera do casal durou pouco. Oito meses depois da decisão de criar uma família, ela ficou grávida de Arthur, hoje com dois anos.

Para a médica Maria Cecília Erthal, especialista em fertilidade da Rede D'Or, a história da professora é comum, mas só serve para aumentar o estresse e a ansiedade do casal. Sexo com hora marcada, afirma a médica, é uma das muitas idéias antigas que não se justificam mais nos dias de hoje.

– Se o homem e a mulher estão com a saúde em dia, o ideal é relaxar e conduzir a vida sexual normalmente. Quase 80% dos casais saudáveis engravidam em um período de um ano. O sexo com hora marcada só funciona para mulheres que estão acompanhando a ovulação com ultra-sonografia – explica a especialista.

Ela lembra que truques como o de usar almofadas para levantar o quadril, manter as pernas elevadas ou ficar deitada durante um tempo após o fim da relação são apenas mitos sem muito fundamento. Embora alguns médicos digam que certas posições ajudem na concepção – como a papai-mamãe e a de quatro, nas quais o pênis chega mais perto do colo do útero – não há nada cientificamente comprovado. Apesar do folclore, posições como a da mulher por cima ou do casal sentado também não parecem ter influência. Um espermatozóide saudável, afirmam os médicos, demora menos de dois minutos para chegar às trompas.

– A única dica que é verdadeira é a de não fazer sexo todos os dias. A ejaculação freqüente dilui a quantidade de espermatozóides no sêmen e realmente diminui as chances do homem engravidar sua parceira – diz Maria Cecília.

Uma dica do ginecologista Luiz Carlos Dale para aumentar as chances de fecundação é manter relações sexuais em dias alternados todos os meses. Como o espermatozóide sobrevive cerca de 80 horas dentro do útero, sexo a cada dois dias aumenta a probabilidade do espermatozóide alcançar o óvulo. Conheça os testes que indicam o período fértil da mulher

Sem estresse

Se o casal está saudável, a principal forma de aumentar as chances de engravidar é diminuir o estresse, já que a ansiedade pode desequilibrar certas funções hormonais. Manter uma rotina de exercícios, dormir bem e adotar atividades que aumentem o bem-estar, como a ioga, a acupuntura e as massagens relaxantes, também são indicados. Uma dieta com poucos produtos industrializados e que privilegie pratos com laticínios integrais, verduras ricas em ácido fólico e alimentos ricos em ácidos graxos (salmão, atum, sardinha e frutas oleaginosas) pode ser benéfica.

– Normalmente, uma mulher que parou de usar anticoncepcionais demora no mínimo de três a seis meses para engravidar. Quem tem menos de 30 anos pode tentar até um ano sem se preocupar. Já quem tem mais de 30 deve procurar um especialista para ver se está tudo certo com seu corpo – resume a médica da Rede D'Or.

AGÊNCIA O GLOBO»

Fonte:Clicrbs
Link:http://www.clicrbs.com.br/especial/jsp/default.jspx?uf=1&local=1&espid=90&action=noticias&id=2239563

terça-feira, 21 de outubro de 2008

OE 2009 - Abono de família dos trabalhadores independentes vai aumentar


«O secretário de Estado da Segurança Social, Pedro Marques, sublinha a importância das consequências orçamentais da alteração do abono às famílias de trabalhadores independentes

O secretário de Estado da Segurança Social, Pedro Marques, em entrevista ao jornal Diário Económico falou sobre a lei que prevê a alteração do cálculo do abono de família de forma a beneficiar os trabalhadores independentes.

«A lei actual prevê que o cálculo das prestações está sujeito à aferição de rendimento. No caso dos trabalhadores independentes, agora é feito com base na totalidade dos proveitos. Essa situação deve terminar a vamos passar a considerar a presunção de rendimentos decorrente do regime simplificado», disse Pedro Marques

Pedro Marques acrescentou ainda que «Passaremos a considerar 70% das prestações de serviço, os 20% das vendas, no caso das duas naturezas dos abrangidos pelo trabalho independente. A alteração do abono de família afectará cerca de 50 mil crianças que são filhas de trabalhadores independentes e entrará em vigor a 1 de Janeiro».

online@sol.pt »

Fonte: Sol
Link:http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=114008

Grávidas podem viajar?


«Você está grávida e quer viajar? Esse é um momento que precisa de uma preparação mais detalhada. Antes de começar a arrumar as malas, converse com o seu médico e faça um novo exame para garantir que está tudo bem com o bebê. Pense também no destino. Não adianta escolher uma viagem em que você não desfrutará dos programas oferecidos. Se tudo está correndo bem, a grávida pode descer ou subir a serra e ir para onde desejar sem se preocupar com a saúde da criança. Mas, se a gestação é de alto risco, é melhor adiar o passeio. "Quando há riscos para a mãe e o bebê, não liberamos a grávida para viajar", diz Luciana Taliberti, ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade São Luiz.

A partir do sétimo mês, algumas companhias aéreas exigem documentos com autorização médica -- com as condições de saúde da gestante e a data prevista para o parto -- e há casos em que a mulher deve estar acompanhada de um médico para poder embarcar. De acordo com a especialista, a viagem de carro é a melhor opção, porque, se ela passar mal, pode ir direto para o hospital. "Também é importante arrumar o cinto de segurança corretamente. Para ficar mais à vontade, a alça deve ficar embaixo da barriga, diz.

Durante o passeio, a grávida deve caminhar a cada duas horas, por 10 minutos. No trem, ônibus ou avião, ao andar pelos corredores, é preciso se apoiar nas poltronas, para evitar o desequilíbrio. Nas viagens de carro, estradas com pouco movimento são boas opções para as paradas . "Essa movimentação ajuda na boa circulação do sangue e evita a trambose", afirma Luciana. Se a opção for um cruzeiro, o ideal é ter um remédio para enjôo à mão receitado pelo obstetra.

Em qualquer viagem, é indispensável tomar líquidos, para manter a hidratação. Além disso, roupas largas deixam a mulher mais confortável.

Dicas para viajar

Avião

Caminhe e alongue as pernas durante o vôo;
Ajustar o cinto de segurança abaixo da barriga e não sobre ela;
Colocar um travesseiro na cintura, para evitar dores nas costas;
Beber bastante líquido (um litro a cada duas horas de vôo) para equilibrar a baixa umidade das cabines dos aviões;
Fazer pequenas refeições durante o vôo para evitar enjôos;

Carro, trem ou ônibus

Utilizar cinto de segurança abaixo do abdômen;
Deixe pelo menos um espaço de 10 centímetros entre sua barriga e o volante;
Nas viagens de carro, pare para caminhar ou se movimentar a cada duas horas;
No caso de viagens de trem ou ônibus caminhe no corredor segurando nas poltronas;

Navio

São viagens geralmente seguras, mas é recomendado alimentar-se de forma mais leve;
Peça para que o seu médico indique um remédio específico para diminuir os enjôos;
Antes de embarcar, verifique se o navio possui assistência médica a bordo.
Carla Conde, Revista Cresce»

Fonte:Imirante
LinK:http://imirante.globo.com/plantaoi/plantaoi.asp?codigo1=177762