quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Quando o bebê chega através do congelamento de óvulos


«São Paulo, 30 (AE) - O futuro chegou. Hoje, as mulheres contam com um recurso a mais para preservarem sua fertilidade: o congelamento - ou vitrificação - de óvulos. Essa técnica vinha sendo usada há décadas para conservar o sêmen e os embriões, mas apresentava resistência no caso de óvulos. Foi a partir da segunda metade da década de 1990 que começaram a haver avanços também nessa frente.

Um recente estudo da Universidade McGill de Montreal, Canadá, publicado na revista Reproductive Biomedicine, constatou que o índice de defeitos de nascença entre crianças geradas a partir de óvulos vitrificados, de 2,5%, é comparável ao que se registra em nascimentos naturais.

De acordo com estudos internacionais, estima-se que haja cerca de 400 bebês nascidos de óvulos congelados no mundo. Diversas clínicas de reprodução assistida da capital paulista já empregam o método. Trata-se de uma revolução para as mulheres. Em primeiro lugar, é uma saída para aquelas que, por algum motivo, precisam retirar o ovário ou ser submetidas a quimioterapia ou radioterapia - tratamentos que podem afetar a capacidade reprodutiva.

Em termos comportamentais, o procedimento ajuda as mulheres que querem adiar a gravidez - situação cada vez mais comum. Recomenda-se coletar os óvulos até uma média de 35 anos, pois, a partir dessa idade, a produção cai drasticamente, assim como a qualidade dos óvulos. "O ideal é colher o óvulo até os 30 anos, com o limite de 35 anos", aconselha o presidente da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana (SBRH), Dirceu Mendes Pereira, especialista em medicina reprodutiva. Há quem estipule o limite em 39 anos, mas, quando possível, o melhor mesmo é coletar os óvulos o quanto antes. O auge da vida reprodutiva é realmente até os 30 anos.

O custo médio da vitrificação dos óvulos é semelhante ao da fertilização in vitro. Segundo Dirceu, varia de R$ 12 mil a R$ 20 mil. A taxa para a manutenção dos óvulos vitrificados gira em torno de R$ 500,00 a R$ 1.000,00, e os pagamentos são periódicos, segundo critérios de cada clínica. "É como se fosse um seguro da fertilidade", brinca o presidente da SBRH.

O setor de Reprodução Humana do Hospital São Paulo, ligado à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), realiza tratamentos para infertilidade com custos reduzidos: os pacientes pagam apenas pelos medicamentos - que não são nada baratos. Há dois anos, começaram a aplicar a técnica de vitrificação de óvulos. O coordenador do setor e especialista em reprodução humana, Renato Fraietta, explica que as principais beneficiadas são as pacientes de câncer, que têm prioridade no atendimento e ficam isentas da taxa de manutenção do congelamento. "A quimioterapia pode alterar os ciclos reprodutivos para sempre, mesmo em mulheres jovens que se curam", explica o médico. "Congelando os óvulos, a mulher garante seu potencial fértil e sua independência."

RELIGIÃO

A técnica também ajuda casais que desejam ter filhos, mas que apresentam problemas de fertilidade - principalmente aqueles com restrições quanto ao congelamento de embriões, por questões religiosas. Nos tratamentos de reprodução assistida, nem sempre a gravidez acontece na primeira tentativa. Antes de haver a possibilidade de se congelar óvulos, o que ocorria era o congelamento de embriões, para garantir a possibilidade de novas tentativas.

Com o congelamento de óvulos, pode-se fazer a fertilização in vitro de um ou dois óvulos por vez, sem a necessidade de congelar embriões, ou de inseminar uma série para garantir que algum vingue. "Isso ajuda a reduzir os casos de gravidez múltipla", constata o ginecologista e especialista em reprodução humana, Raul Nakano, que é diretor da Ferticlin, clínica de reprodução onde foi gerado um dos primeiros bebês brasileiros a partir de um óvulo vitrificado. "Também acaba com os problemas filosóficos, éticos e religiosos acerca do congelamento de embriões. Óvulos são apenas células e o seu descarte não causa polêmica." Além de tudo, há questões legais: o embrião congelado pertence ao casal, o que pode gerar problemas em casos de separação.

Assim como na fertilização in vitro, a mulher que recorre à técnica do congelamento toma medicamentos para estimular a ovulação por alguns dias. Depois, os óvulos são aspirados a partir de uma punção, realizada com anestesia. "Hoje acreditamos que não há diferença entre um óvulo congelado e um fresco. A qualidade é a mesma", diz Raul. "Outra vantagem é que esta técnica permite a criação de bancos de óvulos, assim como já existem os de sêmen. Há pacientes que concordam em doar óvulos para as mulheres que não os produzem." Como se trata de uma técnica nova, ainda não há estudos sobre quanto tempo os óvulos podem ficar congelados. Mas o diretor da Ferticlin acredita que resistam por décadas. "Aconselhamos guardá-los por até dez anos."

Na clínica Huntington, em São Paulo, o congelamento de óvulos também é muito usado: estima-se que haja 15 bebês nascidos e cerca de 150 casos de pacientes com óvulos vitrificados. A mais velha que engravidou por esse método tem 38 anos. "A experiência internacional e a da nossa clínica têm mostrado que se trata de uma técnica segura", diz um dos diretores da Huntington, o ginecologista e especialista em reprodução humana Eduardo Motta, que também é co-responsável pelo Serviço de Reprodução Humana do Hospital e Maternidade Santa Joana, também na capital paulista. "A única ressalva é que não temos ainda informações sobre essas crianças depois dos 5 anos. É algo recente, ainda estamos aprendendo."

ADEPTAS DO MÉTODO

A coordenadora de pesquisa de mercado Emi Tahara, de 36 anos, é uma das primeiras mães brasileiras de um bebê nascido a partir de um óvulo congelado. Como tantas mulheres hoje, ela postergou a gravidez para se dedicar à carreira. Mas sempre sonhou com a maternidade. Casada há 8 anos, foi aos 34 anos que decidiu que estava na hora de ter o seu bebê. Depois de tentativas frustradas, fez exames e descobriu que tinha endometriose. Começou a se consultar em clínicas de reprodução assistida e viu que, realmente, a chance de uma gravidez natural era remota: além da endometriose, apresentava uma obstrução nas trompas uterinas. Então, aos 35 anos, optou pela fertilização in vitro.

Na clínica Ferticlin, ficou sabendo da técnica de vitrificação dos óvulos. "O médico me explicou que eu deveria produzir muitos óvulos para a fertilização in vitro, mas que nem sempre se engravida de primeira." Emi produziu 12 óvulos. Como só precisou usar a metade, decidiu congelar o excedente para possíveis tentativas futuras. "Em primeiro lugar, essa escolha foi por uma questão religiosa. Tinha dilemas quanto a congelar embriões, não saberia o que fazer depois. Acho que depois da fecundação já é uma vida: sou contra o descarte e a doação para estudos científicos", fala. "O doutor Raul falou que se tratava (a vitrificação) de uma técnica nova, mas eu e meu marido concordamos."

Realmente, Emi não engravidou na primeira tentativa. E recorreu à reserva da vitrificação: foram usados dois óvulos congelados. Na segunda vez, deu certo. Um dos óvulos fertilizados gerou o filho Thomas Henrique, que nasceu saudável, com 3 quilos e 600 gramas, 51 cm e 8-9 no índice de Apgar (que mede a saúde do recém-nascido por meio de diversos fatores). Hoje o pequeno tem 9 meses. Emi conta que indicou o método do congelamento para várias amigas que se dedicam à carreira, mas que querem ser mães. "Desejo ter outros filhos", conta. "A gravidez solucionou a endometriose. Mas se tiver qualquer problema, vou recorrer novamente ao congelamento."

O caso da assistente de direção de cinema, Marcela Daúde, é um pouco diferente. Paulistana, de 36 anos, ela foi passar uma temporada na Europa depois que acabou a universidade. Quando voltou ao Brasil, embarcou em rotinas de trabalho frenéticas, que persistem até hoje, acarretando viagens e horários fora do convencional. No entanto, sempre quis constituir uma família. Há pouco mais de um ano, começou a ficar apreensiva quando ouviu histórias sobre menopausa precoce e problemas de infertilidade. Decidiu que congelaria óvulos para manter sua fertilidade até encontrar a pessoa certa para compartilhar desse sonho. "Vou até fazer de novo, porque, por enquanto, só tenho 10 óvulos. Quero mais 6", conta Marcela, que recorreu à clínica Huntington.»


Fonte:Noticias Yahoo

Link:http://br.noticias.yahoo.com/s/30102008/25/entretenimento-bebe-chega-atraves-congelamento-ovulos.html

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Medicina garante sucesso na luta contra o fantasma da infertilidade

«Por Faeza Rezende


Um filho faz parte do projeto de vida de praticamente todos os casais. A felicidade, para muitos deles, está atrelada à concretização desse sonho. Mas a notícia de infertilidade – que afeta cerca de 15% dos casais na fase reprodutiva – pode transformar esse desejo em um grande pesadelo. Medo, insegurança, ansiedade.

"A infertilidade não compromete a integridade física do indivíduo nem ameaça a sua vida, mas produz grande frustração e debilita a personalidade, uma vez que a maioria dos casais considera o fato de ter filhos como um objetivo de suas vidas", conta a médica Mariana Kefalás, especialista em reprodução humana.

Mas, com o avanço da medicina, muitos casais têm conseguido concretizar esse sonho com tratamentos especializados, como o de reprodução assistida (bebê de proveta). Atualmente, segundo a especialista, com esse mecanismo é possível obter gravidez em 30% a 40% dos casos. "As complicações do tratamento são raras e decorrem do uso de hormônios injetáveis, do procedimento de coleta dos óvulos e da transferência de mais de um embrião", informa.

Mariana ressalta que, no caso da reprodução assistida, o tratameno é indicado em casos de obstrução das trompas, quando há alterações graves no sêmen, em graus mais avançados de endometriose ou quando há falhas dos tratamentos com apenas indução da ovulação. O tratamento é realizado durante aproximadamente 15 dias de um ciclo menstrual.

Infertilidade. Quando um casal deve procurar um especialista em reprodução humana? Sem dúvida, uma das perguntas mais escutadas nos consultórios é: somos inférteis? A médica esclarece que, pela Organização Mundial da Saúde (OMS), considera-se um casal infértil quando, ao término de dois anos mantendo relações sexuais freqüentes (duas a três vezes por semana) e sem proteção anticoncepcional, não se obtém gravidez.
"Este prazo foi assim determinado tendo em vista que o ser humano é altamente ineficiente em termos de reprodução, com taxa de fertilidade por ciclo menstrual em torno de 20%. A taxa de gravidez acumulada em um ano é de 93% e, em dois anos, de 97%", explica Mariana.

No geral, inicia-se a investigação do casal infértil a partir de um a dois anos de insucesso na tentativa de engravidar. Em alguns casos, como em mulheres com mais de 35 anos, a especialista conta que se aguarda no máximo dose meses, uma vez que a idade causa impacto na infertilidade. E essa situação está cada vez mais comum nos consultórios. Afinal, conforme relata a médica, os casais estão adiando o momento da decisão de ter filhos, principalmente por dedicação à vida profissional.
"Além do fator idade, os crescentes casos de infertilidade podem estar relacionados a alterações na qualidade do sêmen, devido a certos hábitos, entre eles o tabagismo e etilismo, a multiplicidade de parceiros e fatores ambientais, como poluição, alimentação e estresse", sentencia.

Pela investigação, o especialista descobre, no caso das mulheres, se há ovulação, se as trompas estão boas para permitir a chegada do óvulo fertilizado no útero e se o útero está normal. "Para investigar o homem, é necessário, pelo menos, um espermograma", comenta Mariana. Pelo diagnóstico, conforme informa a médica, é que se determina o tratamento ideal para o casal.

Segundo a médica Mariana Kefalás, as causas da infertilidade podem ser:
· Em 35% dos casos, por fatores femininos, entre eles a dificuldade de ovulação (mulheres com ciclos menstruais irregulares) e problemas no útero e nas trompas;
· Em 35% dos casos, por fatores masculinos, como alteração na quantidade e na qualidade do sêmen, por diversas causas;
· Em 20% dos casos, por associação dos dois;
· Em 10% das ocorrências, as causas são desconhecidas.


Escolha do sexo esbarra na ética

Especialista em reprodução humana, a médica Mariana Kefalás esclarece que, com o avanço tecnológico hoje, já é possível acessar a carga genética do embrião que vai ser transferido (diagnóstico pré-gestacional – PGD), o que permite a determinação do sexo e o diagnóstico de doenças genéticas.

Todavia, ela ressalta que tanto o Conselho Federal de Medicina quanto a Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva recomendam que o método só seja utilizado com o intuito de evitar doenças transmissíveis ligadas ao sexo do filho.

"Existem claras objeções éticas em relação ao uso dessa técnica que recaem sobre duas categorias principais. Uma seria diretamente relacionada ao ato, uma vez que a manipulação dos embriões pode acarretar lesões e morte embrionária. A outra recai sobre o problema ético maior, o da seleção genética, pois, caso fossem constatadas anomalias, os embriões ‘defeituosos’ seriam eliminados", detalha a especialista. Ela alerta que, apesar de os avanços deste campo da medicina serem cada dia maiores, a busca da vaidade não deve transgredir a ética e os valores humanos.»

Fonte:JM on line
Link:http://www.jmonline.com.br/?canais,11,08,59

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terça-feira, 11 de novembro de 2008

Depressão afeta mulheres em dobro


«Cecilia Minner, JB Online

RIO - Guerreira, a mulher contemporânea luta no mercado de trabalho. Enfrenta com unhas e dentes os problemas dos filhos. E ainda tem de ser uma rainha para o marido. Essas exigências sociais, associadas às alterações hormonais dos ciclos reprodutivos, levam a mulher a quadros depressivos duas vezes mais que o homem, segundo estudo do National Comorbidity Survey. O transtorno, que atinge cerca de 15% das brasileiras, é o que mais causa incapacitação no grupo.

É na pré-menstruação, no pós-parto e na perimenopausa (até quatro anos antes e um após a menopausa) que as mulheres ficam mais vulneráveis a desenvolver um transtorno depressivo, devido a oscilação de hormônio que afeta os neurotransmissores. No entanto, os fatores psicossociais são gatilhos incisivos.

Nos dias que antecedem a menstruação, os sintomas de irritabilidade e humor deprimido podem ser agravados por questões como instabilidade empregatícia e financeira, levando a mulher à depressão leve.

Já na gestação, um aborto espontâneo pode levar a mulher à grave depressão. E até mesmo uma intensa demanda do bebê pode estressar a mãe. Algumas chegam a rejeitar o filho. Mas o quadro depressivo pode ser diagnosticado durante a gestação – o excesso de fadiga pode ser um sintoma.

– Abusos físicos e sexuais na infância e adolescência também podem desencadear uma depressão mesmo 10 anos depois – alerta o psiquiatra Joel Rennó, que acaba de lançar o livro Mentes Femininas.

Na perimenopausa, as mulheres – em torno dos 50 anos – estão ainda mais sensíveis às alterações hormonais. A insatisfação com o corpo, os filhos que saem de casa e o marido que pode apresentar disfunção erétil são gatilhos para o transtorno. Essa fase caracteriza-se por irregularidades menstruais, pelos conhecidos fogachos (calores) e irritabilidade.

Um estudo liderado pela psiquiatra Cláudio Soares levantou que as mulheres na menopausa têm duas vezes mais riscos de desenvolver depressão. E se tiverem fogachos, a probabilidade é ainda maior. Porém, o grande vilão da mulher, o hormônio, pode também beneficiá-la.

– Como a flutuação de hormônio causa a depressão, equilibrando-os, com reposição hormonal pode ser uma solução. Os homens não se valem disso – explica Soares.

A reposição dos hormônios é, hoje, o tratamento preconizado para mulheres que apresentam o mal na perimenopausa.

– A inserção de hormônios, principalmente do estradiol, estimula a formação de neurotransmissores e melhora o quadro – garante a endocrinologista Odilza Vital.

A chef de cozinha Paulette Veiga, 53 anos, buscou a reposição por sofrer de insônia e cansaço. Ela diz que até seu cabelo melhorou.

Antes da prescrição de qualquer tratamento, o médico deve analisar o histórico da paciente. Caso necessário, há antidepressivos até para a fase pré-menstrual.

– Como os sintomas na TPM são leves, o medicamento têm doses mínimas de antidepressivos – explica a ginecologista Marta Borda. »

Fonte:JB on-line
Link:http://jbonline.terra.com.br/extra/2008/10/25/e251015067.html

Dores na coluna durante a gravidez: como evitar?


«Cerca de 50% das grávidas sentem dores na coluna, segundo o livro Cure sua Coluna (Editora Best Seller), de Arnaldo Libman. A razão é simples: o aumento de peso e, em conseqüência, a modificação da postura, com a mudança do centro de gravidade para a frente do corpo. "Também existe a hipótese de os hormônios atuarem nas articulações, relaxando os ligamentos e causando maior sobrecarga na coluna", diz o ortopedista Cícero Stahnke. Algumas boas dicas:

- O ideal é que a mulher se prepare antes da gravidez, principalmente com exercícios físicos. Os grupos musculares que mais protegem a coluna são os abdominais: se eles estiverem fortes, aliviam a sobrecarga da lombar. Os músculos das costas e da parte posterior das coxas também devem ser trabalhados.

- Se a gravidez já começou, também dá para se exercitar. Consulte seu médico para saber se há contra-indicação e não exagere.

- Evite usar salto alto.

- Se dormir de barriga para cima, coloque um travesseiro debaixo dos joelhos. Se dormir de lado, coloque entre as pernas.

- Cuidado ao se abaixar para pegar um objeto: mantenha a coluna reta e use a força dos joelhos e das pernas.

Jeanne Callegari e Thais Lazzeri, Revista Crescer »

Fonte:Imirante
Link:http://imirante.globo.com/plantaoi/plantaoi.asp?codigo1=180258

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Mais de metade com qualidade do sémen inferior ao normal - Homens menos férteis


«Mais de metade dos homens em idade fértil, entre os 18 e os 30 anos – 57,8 por cento –, apresenta uma qualidade do sémen inferior à que a Organização Mundial de Saúde (OMS) considera normal, revela uma investigação feita em Espanha. Especialistasportugueses alertam para os riscos da infertilidade masculina: industrialização, poluição ambiental e ainda os químicos presentes na alimentação, como os corantes.



Em declarações ao CM, o médico urologista Mendes Silva, presidente da Associação Portuguesa de Urologia, considera preocupante o ritmo com que os homens estão a ficar inférteis. "Há estudos que demonstram que a fertilidade masculina está a diminuir devido à industrialização e poluição atmosférica e alimentar. A continuar a este ritmo poderá comprometer a sobrevivência da espécie humana", explica o especialista, alertando para o facto de o problema ter consequência na natalidade: "Há cada vez mais casais que querem ter um filho e não conseguem."

A lista de substâncias que podem contribuir para a redução da fertilidade masculina inclui os pesticidas, desinfectantes, dissolventes e outros componentes utilizados no fabrico de metais, tecidos ou móveis. A infertilidade está a aumentar também na mulher e irá tornar-se um problema de saúde pública. Estima-se que os 15 por cento dos casais inférteis passarão para 30 por cento em 2015, causando acentuado declínio na população europeia.

BANCO PREVÊ ADIAMENTO DA FERTILIDADE

O projecto, que aguarda aprovação para a criação de um banco de óvulos e esperma apresentado pelo investigador em Genética Mário Sousa, inclui três componentes distintas: o banco para os casais inférteis, outro para crianças e adultos com cancro – que pretendam fazer a criopreservação (conservação no frio) dos gâmetas antes dos tratamentos oncológicos – e uma terceira área destinada a homens e a mulheres que querem adiar a fertilidade por motivos profissionais.

"Seria um investimento a rondar os dois milhões de euros", sublinha o investigador Mário Sousa. O recrutamento dos dadores deve ser feito através de associações cívicas e sujeito a rigoroso processo de selecção. "Conseguimos compatibilizar os gâmetas em 85 por cento com os dados genéticos do casal", assegura.

FALTA BANCO DE ESPERMA

Portugal ainda não tem um banco de óvulos e esperma no sector público, apesar de a lei da procriação medicamente assistida já ter sido aprovada e promulgada pelo Presidente da República, Cavaco Silva. O investigador em Genética Mário Sousa, do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, critica a lacuna: "Portugal ainda não tem um banco de gâmetas [células reprodutoras] por entraves políticos. Há dois anos o ministro da Saúde disse que não podia ser criado um banco de gâmetas porque a lei não fora ratificada. Hoje já podia tratar-se casais inférteis, mas não se sabe quando será criado um banco."

APONTAMENTOS

CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO

Nos critérios para avaliar a qualidade no estudo do sémen foram registados o volume da ejaculação, a mobilidade e a concentração dos espermatozóides. Os resultados foram inferiores aos preconizados como "normais" pela OMS.

MAIS DE MIL TESTADOS

No estudo participaram 1239 homens, dos 18 aos 30 anos, de 17 regiões autónomas, e foram avaliados pela Associação Espanhola de Andrologia e Associação de Clínicas de Reprodução Assistidas.

ESTILO DE VIDA

Não foi encontrada relação entre a qualidade do sémen e o tabaco, álcool, drogas e stress.


Cristina Serra»

Fonte:Correio da Manha
link: http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?channelid=F48BA50A-0ED3-4315-AEFA-86EE9B1BEDFF&contentid=26E7C669-0DD2-48C1-89ED-039562833A24

Estresse na gravidez tem efeitos nocivos sobre filhos, diz estudo


«Situações de estresse durante a gravidez podem ter efeitos nocivos sobre os filhos, de acordo com um novo estudo de pesquisadores israelenses.

A pesquisa da Escola de Farmácia da Universidade Hebraica de Jerusalém indica que o estresse na gravidez pode retardar o desenvolvimento das crianças e provocar problemas de aprendizagem e de atenção, ansiedade, sintomas depressivos e até mesmo autismo.

Em testes de laboratório realizados com ratos, os pesquisadores compararam os comportamentos de filhotes de mães estressadas com os de mães que não foram submetidas a situações de estresse.

Também foram comparados os resultados de diferentes situações de estresse e diferentes períodos da gestação.

Memória

Segundo a coordenadora da pesquisa, Marta Weinstock-Rosin, quando as ratas grávidas eram submetidas a situações estressantes, como sons irritantes, seus filhotes tinham sua capacidade de memória e de aprendizado prejudicadas.

Esses filhotes também apresentaram dificuldade maior de lidar com situações adversas, como a falta de comida por exemplo, do que aqueles cujas mães não haviam passado por situações estressantes.

Foram observados ainda sintomas de ansiedade e de comportamento depressivo nos filhotes de mães submetidas a estresse.

Segundo Weinstock-Rosin, todos esses sintomas verificados nos testes em laboratório podem ser observados em crianças cujas mães sofreram de estresse durante a gravidez.

Cortisol

Em pesquisas complementares, Weinstock-Rosin demonstrou os efeitos de níveis excessivos do hormônio cortisol, que é liberado pela glândula adrenal durante períodos de estresse e chega ao cérebro do feto durante estágios críticos de desenvolvimento.

Em condições normais, esse hormônio tem uma função benéfica de fornecer energia instantânea.

De acordo com Weinstock-Rosin, porém, esse efeito benéfico só ocorre quando o hormônio é liberado em doses pequenas e por um curto período de tempo.

Em situações de grande estresse, as altas doses desse hormônio que atingem o cérebro do feto podem causar mudanças funcionais e estruturais.

Gravidez saudável

Segundo Weinstock-Rosin, níveis acima do normal de cortisol em humanos também podem estimular a liberação de outro hormônio da placenta que causa partos prematuros - outro fator que pode afetar o desenvolvimento.

A pesquisadora afirma que ainda são necessários mais estudos e testes para avaliar outros possíveis efeitos de níveis de hormônio acima do normal em crianças.

No entanto, Weinstock-Rosin diz que o estudo demonstra que evitar o estresse é uma boa receita para uma gravidez saudável e para filhos saudáveis.

Os resultados da pesquisa serão apresentados em uma conferência em Jerusalém nos dias 29 e 30 de outubro.»

Fonte:BBC Brasil
Link:http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/10/081028_stressgravidez_ac.shtml

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

A Amostra de sangue pode ajudar a detectar pré-eclâmpsia por nível de proteína


« Londres, 28 out (EFE).- Verificando o nível de determinada proteína, uma amostra de sangue pode ajudar a detectar, nos primeiros meses de gestação, a possibilidade de que a mãe desenvolva pré-eclâmpsia, complicação da gravidez causada pela hipertensão, assinala hoje um estudo médico.
Uma pesquisa realizada por pesquisadores da Universidade de Bristol, na Inglaterra, sugere que um nível baixo de proteína na urina durante os primeiros períodos da gravidez pode ser um sinal de que a mãe desenvolverá esta doença.

A pré-eclâmpsia, que costuma aparecer entre o segundo e terceiro trimestre de gestação, caracteriza-se por uma hipertensão arterial, a presença de proteína na urina e retenção de líquido, motivo pelo qual os médicos costumam optar por induzir o parto, para que a vida da mãe não corra perigo.

Este problema é responsável da morte de sete a dez mães por ano, segundo a Fundação Britânica do Coração (BHF), que financiou a análise da Universidade de Bristol.

Os analistas assinalam em seu estudo que medir o nível da proteína VEGF165b na 12ª semana da gravidez pode ser um "bom indicador" do risco de desenvolver o mal.

Esta amostra permitiria seguir de perto a gestação da mãe, à qual poderia se fornecer aspirina, que ajuda a reduzir o risco de pré-eclâmpsia em 15%.

Estudos anteriores nos quais trabalhou o professor Dave Tacos, responsável pela pesquisa atual, indicavam que o grupo das proteínas VEGF tinha influência na pré-eclâmpsia.

Assim, tratou-se de estabelecer se uma proteína deste grupo, a VEGF165b, contribuía especialmente ao desenvolvimento da doença, pelo que se determinaram seus níveis durante a gravidez.

As amostras recolhidas indicaram que em gestações normais, havia um aumento da proteína VEGF165b com 12 semanas de gestação, enquanto nas mulheres que desenvolveram pré-eclâmpsia quase não havia elevação dessa proteína.

A análise sugere, então, que seu forte aumento se atrasa nas mulheres que têm pré-eclâmpsia para o final da gravidez.

O professor Jeremy Pearson, diretor médico associado da BHF, disse hoje que desenvolver uma prova de sangue para antecipar o desenvolvimento da pré-eclâmpsia é fundamental em medicina.

"Estes pesquisadores encontraram algo vital. Se confirmado por outros estudos, poderemos recorrer a uma prova de sangue que teria a possibilidade de salvar muitas vidas", acrescentou Pearson.

A médica Victoria Bills, que trabalhou nestes estudos, assinalou que, "apesar de não haver atualmente um medicamento que cure a pré-eclâmpsia, uma prova de VEGF poderia ser uma guia para fornecer aspirina, que diminui a incidência da pré-eclâmpsia em 15%, e identificar as mulheres que tenham sintomas, que deveriam ser observadas mais de perto pelo médico". EFE vg/jp »

Fonte:último Segundo
Link:http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2008/10/28/amostra_de_sangue_pode_ajudar_a_detectar_pre_eclampsia_por_nivel_de_proteina_2082739.html

Sensores podem indicar necessidade de cesariana


«Uma patente registrada nos Estados Unidos indica uma nova tecnologia que pode facilitar a decisão de médicos por partos normais ou cesarianas.

Segundo o site NewScientist, a idéia é que durante o trabalho de parto, a atividade muscular do útero seja monitorada via sensores sem fio, e através de um software a força e freqüência das contrações sejam analisadas e se determine quando uma cesariana é a alternativa mais indicada.

Partos normais são os mais recomendados pelos médicos por sua segurança, mas o procedimento de abertura para a retirada do bebê é recomendado em casos de lentidão do nascimento. Com a patente, o cientista José Príncipe e sua equipe da Universidade da Flórida, acredita que será mais fácil determinar o momento exato e mais seguro para a realização da cesariana, caso esta seja necessária.»

Fonte:Geek
Link:http://www.geek.com.br/modules/noticias/ver.php?id=40074&sec=3

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Consumo 'leve' de álcool pode ajudar o bebê, diz estudo


«Caroline Parkinson
para a BBC

Uma pesquisa britânica afirma que meninos nascidos de mães que consumiram quantidades "leves" de bebidas alcoólicas durante a gravidez têm menos problemas de comportamento do que filhos de mães que se abstiveram totalmente do álcool.
Os pesquisadores do University College de Londres classificaram como consumo "leve" no máximo duas unidades de bebida por semana durante toda a gravidez. Consumo "moderado" foi classificado como três e seis unidades por semana, e "pesado", como sete ou mais.
Na Grã-Bretanha, uma unidade de álcool corresponde a um copo pequeno de vinho (125 mil) ou um copo grande de cerveja.
Entre as pesquisadas, 63% das mães não consumiram nenhum álcool durante a gravidez, 29% eram consumidoras leves, 6% eram moderadas e 2% foram classificadas no consumo pesado.
O estudo analisou 12,5 mil crianças de três anos de idade e descobriu que filhos de mães com consumo leve de bebida alcoólica tinham menos risco de desenvolver alguns problemas de comportamento.
Comportamento e compreensão
Os pesquisadores analisaram o comportamento e compreensão dos filhos destas mulheres quando estes atingiram os três anos de idade.
O estudo, publicado pela revista International Journal of Epidemiology, descobriu que meninos filhos de mulheres que tiveram consumo leve de bebidas tinham 40% menos chances de apresentarem problemas de comportamento e 30% tinham menos chances de serem hiperativos do que aqueles cujas mães não tinham consumido álcool nenhum.
Eles também pontuaram mais em testes de vocabulário e de identificação de cores, formas, letras e números.
Meninas filhas de mulheres que tiveram consumo leve de bebidas apresentaram chances 30% menores de desenvolver problemas emocionais do que as filhas das abstêmias, apesar de os pesquisadores afirmarem que isto pode ser devido à própria família da criança e à sua posição social.
"As razões por trás destas descobertas podem ser, em parte, devido ao fato de mulheres com consumo leve de bebidas tenderem a ter uma posição social melhor que as abstêmias e não ao fato de que álcool em quantidades pequenas possa trazer benefícios - como à saúde do coração, por exemplo", afirmou Yvonne Kelly, epidemiologista que liderou a pesquisa.
"Mas, também pode ser devido ao fato de mulheres com consumo leve de bebida terem uma tendência a serem mais relaxadas com elas mesmas e isto contribui a um melhor resultado em termos comportamental e cognitivo nos filhos."
"As descobertas de nosso estudo levantam questões quanto à política de recomendar abstinência completa durante a gravidez e sugere que mais pesquisas são necessárias", acrescentou.
Governo
O governo britânico recomenda que mulheres grávidas ou as que estão tentando engravidar devem evitar bebidas alcoólicas.
Mas, se estas mulheres quiserem beber, não devem consumir mais do que uma ou duas unidades de álcool uma ou duas vezes por semana.
A relação entre consumo pesado e regular de bebidas alcoólicas durante a gravidez e problemas de saúde para os filhos já foi estabelecida. Nos casos mais graves, pode causar o aborto ou dano permanente ao desenvolvimento do feto.
"Tememos que as descobertas deste estudo possam levar mulheres a uma falsa sensação de segurança e dar a elas o sinal verde, afirmar que não há problemas em beber durante a gravidez", disse Vivienne Nathanson, chefe de ciência e ética da Associação Médica Britânica.
"O chamado consumo 'pesado' e 'moderado' de bebida pode prejudicar o bebê. Consumo muito leve pode ou não prejudicar. A associação acredita que o conselho mais simples e seguro é não consumir álcool durante a gravidez", acrescentou. »

Ciência: Falta de financiamento pode comprometer investigação com "resultados promissores" em vacina para recém-nascidos


«Porto, 04 Nov (Lusa) - A falta de financiamento pode comprometer a investigação de uma vacina para recém-nascidos, que está a ser desenvolvida pelo Laboratório de Imunologia do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS), alertou hoje Paula Ferreira, responsável pela investigação.

"Todos os resultados que obtivemos até agora são muito promissores. Descobrimos, nas experiências realizadas em ratinhos, que, se vacinarmos a mãe antes de engravidar, conseguimos proteger o recém-nascido", afirmou a investigadora, em declarações à Lusa.

Em causa está a descoberta de uma vacina contra infecções provocadas por estreptococos agalactiae (GBS), que originam pneumonia, sepsis e meningite nos recém-nascidos.

A investigação, iniciada em 2001, tem vindo a ser desenvolvida através de experiências, que já permitiram concluir que a vacina "é inócua para ratinhos e coelhos".

O desenvolvimento normal deste processo implica ainda a realização de vários estudos, antes da passagem às experiências com seres humanos, mas os investigadores enfrentam problemas de financiamento.

"Estamos com problemas de financiamento para continuar as investigações, alertou Paula Ferreira, recordando que este processo teve o apoio da Fundação para a Ciência e Tecnologia.

A solução para o problema do financiamento pode passar, disse, pela entrada no processo de uma farmacêutica que se interesse pela patente internacional desta vacina.

"A Universidade do Porto já submeteu a patente. A nacional está feita, mas a internacional ainda está patente", salientou a investigadora, admitindo que o interesse de uma farmacêutica por esta patente internacional poderia resolver os problemas de financiamento da investigação.

FR.»

Fonte:RTP1
Link:http://ww1.rtp.pt/noticias/?article=371289&visual=26&tema=1

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Governo generaliza 13ª prestação do abono de família


«O Governo estimou em 20 milhões de euros a generalização do pagamento da 13ª prestação do abono de família, e em 25 milhões de euros o alargamento deste benefício a filhos de trabalhadores independentes.


As estimativas de encargos para o Estado foram avançadas em conferência de imprensa pelo Ministro do Trabalho e da Solidariedade Social, Vieira da Silva, depois de ter sido aprovado na generalidade o decreto que revê os critérios de atribuição do abono de família.

Na conferência de imprensa, Vieira da Silva disse esperar que o aumento dos encargos do Estado com as prestações do abono de família, bem como o alargamento do universo de beneficiários, entrem em vigor logo no início de 2009.

De acordo com o Ministro, esta medida vai abranger “780 mil crianças e jovens que vivem em famílias em que o rendimento de actividades independentes tem um peso significativo”.

Vieira da Silva informou que, “até agora, a lei determinava que o rendimento contabilizado se referia aos proveitos da actividade de trabalhador independente. Quando este diploma entrar em vigor, passará a ser contabilizado uma parcela desses proveitos, correspondente a 70 por cento dos serviços prestados ou a 20 por cento do valor das vendas de produtos e bens”.»

Fonte:Mundo Português
Link:http://www.mundoportugues.org/content/1/3570/governo-generaliza-prestacao-abono-familia/

Apoios aos casais tardam em chegar


«A notícia foi bem recebida há um ano mas, na prática, os casais com problemas de fertilidade continuam à espera dos apoios do Governo.


Foi em Novembro de 2007 que o Primeiro-ministro anunciou o financiamento da primeira linha de tratamentos e do primeiro ciclo da segunda linha.

Um ano passou e para estes casais nada aconteceu. Os apoios prometidos tardam em chegar, as filas de espera nos hospitais públicos são agora ainda mais extensas.

Mário Sousa, investigador na área da reprodução medicamente assistida e professor de Biologia Celular do Instituto Abel Salazar, diz que os hospitais públicos não conseguem dar resposta aos pedidos de ajuda que surgem diariamente e que as listas de espera “agravaram-se bastante”.

Os casais estão cada vez mais bem informados, cada vez mais tentam procurar ajuda, mas para milhares de pessoas as portas dos hospitais públicos estão fechadas.

“Os hospitais não estão dotados de uma infra-estrutura de grande dimensão e, como não estão, não têm capacidade para acolher tantos milhares de pedidos”, afirma o investigador Mário Sousa.

As estimativas indicam que 10% dos casais tem dificuldades em conseguir ter filhos. No caso das mulheres, quanto mais tempo o processo de arrasta, menores são as probabilidades de sucesso, adverte Mário Sousa.

Este cenário das listas de espera cada vez mais extensas é confirmado à Renascença pela Associação Portuguesa de Fertilidade que, esta quarta-feira, promove uma acção de sensibilização na Assembleia da República.

Filomena Gonçalves, da Associação Portuguesa de Fertilidade, explicou à Renascença que o objectivo é imprimir “mais celeridade na aplicação prática das medidas de financiamento prometidas há um ano, para o Orçamento de Estado para 2008”.

“Compreendemos que estão a ser desenvolvidos esforços para a criação de infra-estruturas no Serviço Nacional de Saúde e um programa para o encaminhamento de casais para o sector privado, mas já passou um ano e estes casais continuam com alguma expectativa”, refere Filomena Gonçalves.

RV/Joana Bénard da Costa»

Fonte:Rádio Renascença

Link:http://www.rr.pt/InformacaoDetalhe.aspx?AreaId=11&ContentId=264894


terça-feira, 4 de novembro de 2008

Prevenção do Tabagismo na Gravidez e a Intervenção dos Profissionais de Saúde


«O número de cigarros fumados por dia tem uma influência directa sobre a fertilidade da mulher. As fumadoras, incluindo as expostas ao fumo passivo, necessitam de mais de um ano para engravidarem. Existem riscos específicos do tabagismo na mulher, com particular destaque para a mulher grávida, onde o fumo do tabaco, activo e/ou passivo afecta de igual forma o feto e o bebé, aumentando assim a gravidade do tabagismo.

Os filhos de mães que fumaram 20 ou mais cigarros durante a gravidez têm maior tendência para a dependência da nicotina ao longo da sua vida do que as mães que não fumaram durante a gravidez. Isto aumenta a importância de uma actuação por parte dos profissionais de Saúde.

Obter resultados na redução e cessação do tabagismo na gravidez depende de um esforço intenso e continuado da grávida e de todos os profissionais envolvidos. É importante sensibilizar os profissionais de saúde para a problemática do tabagismo durante a gravidez, promover a participação dos profissionais de saúde na implementação de estratégias para reduzir o tabagismo na gravidez e a recaída no pós-parto, reflectir sobre a necessidade de dotar os profissionais de saúde com competências específicas na área da cessação tabágica na mulher grávida e informar sobre métodos de tratamento do uso e dependência do tabaco durante a gravidez.

Pois nesta etapa da sua vida a mulher está cada vez mais preparada para mudar os seus estilos de vida porque se sente mais responsável e motivada pelo facto de ser mãe.


É durante a gravidez que a mulher utiliza com mais frequência os serviços de saúde. Deve portanto aproveitar-se essas oportunidades para abordar o comportamento tabágico. Nos últimos anos aumentou a informação e a sensibilização para a mudança dos estilos de vida e bem-estar. Como profissionais de Saúde que somos compete-nos intervir no campo da sensibilização e mudança de comportamentos para estilos de vida saudáveis.

Os efeitos nocivos do tabagismo na gravidez reflectem-se não só na mulher grávida mas também nos fetos, bebés e 1ª infância. A grávida fumadora tem maior risco de descolamento da placenta e de placenta prévia. Existe maior incidência de aborto espontâneo e de partos prematuros e bebés com baixo peso à nascença em grávidas fumadoras. Verifica-se ainda que os filhos de mães fumadoras têm maior risco de morte súbita, de infecções no ouvido médio e na garganta e de problemas respiratórios. É necessário alargar o âmbito dos objectivos a alcançar com as actividades e os programas de aconselhamento de modo a que as mulheres deixem de fumar durante a gravidez e não retomem esse comportamento depois do parto. Nesse sentido é importante desenvolver um esforço intenso e contínuo de todos os profissionais de saúde envolvidos.

Bibliografia: EUROPEAN ACTION ON SMOKING CESSATION IN PREGNANCY – Edição do Conselho de Prevenção do tabagismo – Av. Estados Unidos da América 53D – 4º 1700 – 165 Lisboa, Portugal, 2003, nº1 (Novembro 2003), pág.1-4 e nº2 (Dezembro 2003) pág. 1-4;
a – Guia “ Abordar o tabagismo na gravidez”, Conselho de Prevenção do tabagismo.



Realizado por:
Andreia Carina, Enfermeira
Helga Martins Enf. Especialista em SMO
Marlene Terroso, Enfermeira»

Fonte:Terras do Ave
Link:http://www.terrasdoave.pt/conteudo.php?lop=&op=6512bd43d9caa6e02c990b0a82652dca&id=86dba86754c0ad93997a11fa947d97b2

Taxa de natalidade aumenta em 2008


«Até Setembro nasceram mais 2 100 bebés em comparação homóloga

A taxa de natalidade em Portugal sobe em 2008, depois de dois anos de queda, sendo de referir que, só até Setembro deste ano, já nasceram mais 2 100 bebés comparativamente a igual período de 2007.

A demógrafa Ana Fernandes diz que este aumento do número de nascimentos não compensa as fortes quedas verificadas nos anos anteriores, sublinhando que actualmente estão a nascer, em média, 1,3 bebés por mulher, todavia, para compensar as anteriores quebras seria necessário, em média, dois bebés por cada portuguesa.

Em declarações à TSF, Ana Fernandes avança com uma explicação para o facto de este ano se estar a verificar um aumento da taxa de natalidade e diz que é uma acumulação de anteriores atrasos para ser mãe, ou seja, as mulheres atrasam cada vez mais a altura para terem filhos até que chega o momento em que não podem atrasar mais por causa da idade.

A demógrafa refere ainda que, em Portugal, as políticas de incentivo à natalidade têm de melhorar de forma a que se criem condições para que as mulheres possam ter filhos, nomeadamente no que refere às condições de trabalho da mulher, aos apoios do Estado e suas políticas de apoio à família.

Em termos comparativos, em 2006 nasceram menos quatro mil crianças do que em 2005, já em 2007 nasceram menos três mil, sendo de salientar que, em 2007, pela primeira vez em 90 anos, a taxa de mortalidade foi superior à taxa de natalidade, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística.
»

Fonte:Fábrica de Conteúdos
Link:http://www.fabricadeconteudos.com/?lop=artigo&op=e4da3b7fbbce2345d7772b0674a318d5&id=a3b05233819c12a373abab6e2ee264cd

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Tratamentos ajudam a recuperar o corpo após a gravidez


«Novas técnicas e cosméticos aceleram o fim das estrias, manchas e celulite

Da Redação

A gravidez é um momento de grandes mudanças, não apenas na vida das mulheres mas também em seus corpos.

Exercícios e alimentação balanceada continuam indispensáveis para recuperar a forma após o parto. Mas técnicas modernas e novos tratamentos cosméticos ajudam você a se livrar mais rápido de estrias, manchas, celulite e flacidez que aparecem neste período.

A CLAUDIA listou as melhores práticas para reconquistar seu corpo após a chegada do rebento.

15 dias após o parto
Quanto antes você voltar ao peso, melhor. “Com o tempo, o corpo se ‘acostuma’ à nova forma e o emagrecimento fica mais difícil”, afirma o dermatologista Jardis Volpi, da Sociedade Brasileira de Laser.

Exercícios
Nas primeiras semanas são indicados exercícios leves para fortalecer abdome, pernas e períneo. “O ideal é contar com o acompanhamento domiciliar de um fisioterapeuta”, recomenda o obstetra Victor Bunduki, professor associado da Faculdade de Medicina da USP.

Drenagem linfática
Esta é uma das poucas técnicas permitidas durante a gravidez, e ela continua importante no pós-parto. “Ajuda a reduzir a celulite e a eliminar a gordura pelo sistema linfático”, explica a fisioterapeuta Simone Tayar Jorge, da Clínica Integrada à Saúde. São indicadas pelo menos dez sessões, para o corpo todo – duas por semana.

Depois da quarentena
Esse momento é estratégico para apostar num emagrecimento mais intenso. Cada caso requer uma avaliação individual, mas Volpi recomenda começar com técnicas para flacidez e celulite associadas e, em seguida, combater a gordura localizada.

Exercícios
Quem já praticava alguma atividade deve retomar o treino de forma gradual. Para iniciantes, caminhadas, alongamento, hidroginástica e pilates são boas alternativas. O mais importante é manter uma freqüência de pelo menos três vezes por semana.

Flacidez + Celulite
A endermologia usa o mesmo princípio da drenagem linfática contra a celulite, só que é aplicada por uma máquina. Combinada ao laser, combate a flacidez de grau leve a moderado. São recomendadas de dez a 20 sessões, com manutenção semestral.

Para flacidez de moderada a grave, a melhor opção são os aparelhos de radiofreqüência, como o Accent e o Vela Smooth. O Accent requer no mínimo cinco sessões a intervalos quinzenais. Já o Vela Smooth pede de 12 a 15 sessões, sendo duas por semana.

Só para flacidez
Mais potente que os aparelhos de radiofreqüência, o Titan é um infravermelho que intensifica a produção de colágeno e é indicado para casos graves de flacidez. São indicadas três sessões mensais, com manutenção anual.

Queimando gordura localizada
O aparelho Ultracontour tem sido comparado a uma lipoaspiração. “Suas ondas atingem até 1,5 centímentros de profundidade, rompendo a membrana das células de gordura e destruindo-as”, afirma Volpi.

São aconselhadas em média cinco aplicações a intervalos quinzenais. Recomenda-se, no máximo, três áreas por vez.»


Fonte:Abril.com

Link:http://www.abril.com.br/noticias/ciencia-saude/tratamentos-ajudam-recuperar-corpo-gravidez-396469.shtml

Os seios caem depois da amamentação?


«A resposta para uma das principais dúvidas das mães é: depende da mulher. “Há aquelas que nunca tiveram filhos e já têm a mama mais flácida e caída”, diz Marcelo Giacobbe, obstetra do Hospital São Luiz (SP). E existem mulheres que não percebem nenhuma diferença dos seios antes ou depois da amamentação.

Porém, é fato que os seios podem ficar mais caídos, principalmente se já são grandes. “É como uma sanfona. O peito incha muito enquanto a mulher amamenta e depois recolhe, o que faz com que caiam”, afirma Flávio Roberto Tanesi, obstreta do Hospital Santa Catarina (SP). Segundo o obstetra, quem amamenta muito tempo e tem mais filhos sofre mais com o problema.

O fundamental, no entanto, é nunca colocar essas questões na frente dos benefícios que só a amamentação pode trazer para o seu filho. Além do vínculo entre mãe e bebê, é no leite materno que estão uma série de anticorpos e nutrientes de que a criança precisa nos primeiros meses. E lembre-se: segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o aleitamento materno deve ser a alimentação exclusiva do bebê até os seis meses de idade.

Ana Paula Pontes, Revista Crescer »

Fonte:Imirante
LInk:http://imirante.globo.com/noticias/pagina179907.shtml

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Pesquisas derrubam mito de que mulher ficar mais fértil após aborto natural


«Níveis de hormônio pró-gestação não ficam mais elevados após problema.
No entanto, a chance de que ocorram dois abortos seguidos é muito baixa.

Anahad O'Connor Do 'New York Times'

A AFIRMAÇÃO
A mulher fica mais fértil após um aborto.

OS FATOS
Essa afirmação popular, flutuante em muitos fóruns online de discussão sobre fertilidade, não parece ser procedente.

Uma explicação para a idéia é a de que, após um aborto, os níveis de hormônios como a progesterona, que auxilia na gestação, ainda estão elevados, aumentando a fertilidade. Mas nenhum estudo mostrou qualquer verdade nisso.

A gravidez mal-sucedida, algumas vezes chamada de gravidez perdida, é comum, ocorrendo em de 30% a 50% das fecundações (algumas ocorrem tão prematuramente que a mulher pode nem notar). Muitas são causadas por anormalidades cromossômicas casuais no embrião que provavelmente não afetarão a próxima gravidez. Outras resultam de deficiências de progesterona; segundo uma pesquisa de 2007 sobre outros estudos, a efetividade dos suplementos de progesterona para evitar futuros problemas é bastante incerta.

Mas a ciência é animadora. De acordo com um relatório da Faculdade Real de Obstetras e Ginecologistas, do Reino Unido, a probabilidade de um segundo aborto é de apenas 2,25%, e as chances de um terceiro são menores que 1%. Outro estudo no "New England Journal of Medicine" acompanhou uma grande amostragem de mulheres saudáveis buscando conceber e descobriu que, dentre aquelas que abortaram, 95% engravidaram nos dois anos seguintes.

A CONCLUSÃO
Não há evidências de que a fertilidade seja maior após uma gravidez perdida.»

Fonte:G1
Link:http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL798557-5603,00-PESQUISAS+DERRUBAM+MITO+DE+QUE+MULHER+FICAR+MAIS+FERTIL+APOS+ABORTO+NATURAL.html

Cólicas do lactente


«Serviço de Pediatria do Hospital de São Marcos de Braga
As cólicas dos bebés podem surgir em qualquer idade, embora sejam mais frequentes nos primeiros 2-3 meses de vida.
O que é a cólica?
A cólica é provocada pelos pressão que os gases resultantes da fermentação do leite exercem nas paredes do intestino do bebé.

Como saber que é cólica que o bebé tem?
Quando o bebé tem cólicas, o choro é muito alto e constante, pode durar até 3 horas seguidas e nada o faz parar. Pode também contorcer-se e encolher as perninhas.

O que corrigir?

Se for alimentado a leite materno
Corrigir a técnica de amamentação para que o bebé não engula muito ar e procurar esvaziar completamente a mama. Técnica correcta:
- Estimular o bebé a abrir a boca.
- Introduzir 1 a 2 cm da aréola na boca do bebé.
- Manter os lábios virados para fora.
- Manter o queixo colado às mamas.
- Está correcto se as bochechas do bebé ficarem arredondadas e se se ouvir a deglutição.

Também é conveniente que a mãe tenha cuidado com sua a dieta alimentar: deve evitar ingerir couve-flor, brócolos, couve-de- bruxelas, pepinos, pimentos, chocolate, café, citrinos e alimentos condimentados.

Se for alimentado com leite adaptado
- Verificar o tamanho da tetina e certificar-se de que o leite sai lentamente.
- Colocar o biberão na posição vertical ao dar de mamar.
- Colocar o bebé a arrotar durante 10 minutos.

O que fazer para ajudar o bebé nestas situações?
- Pode tentar dar-lhe um banho morno.
- Não o coloque de barriga para cima.
- Massaje a barriga do bebé: deite-o no colo ou na cama e massaje com a palma das mãos (quentes) de cima para baixo ou no sentido do ponteiro do relógio, pressionando levemente. De seguida, pode também agarrar nos pezinhos do bebé e fazer o movimento de pedalar (bicicleta) 10 a 15 vezes.

Bernarda Sampaio (Hospital de São Marcos de Braga) e Anabela Bandeira (Hospital Geral de Santo António)»

Fonte:Educare
Link:http://www.educare.pt/educare/Opiniao.Artigo.aspx?contentid=1037623119363A1FE0440003BA2C8E70&opsel=2&channelid=0

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Técnicas prometem aumentar as chances de engravidar


«Se você está com dificuldade para engravidar, os cientistas brasileiros têm uma boa notícia. As clínicas de reprodução assistida estão adotando um novo método para selecionar os espermas de boa qualidade e aumentar a chance de sucesso nos tratamentos de fertilização. O novo microscópio, apelidado de Super-ICSI, é capaz de aumentar o espermatozóide em até 8.000 vezes, enquanto os usados hoje chegam apenas a 400, dificultando sua visualização.

Com o novo microscópio é possível avaliar melhor os danos no DNA do espermatozóide. Essas alterações nos gametas se dão pela presença de irregularidades na cabeça dos espermatozóides. Mesmo defeituoso, ele pode fertilizar o óvulo, mas, depois de formado, o embrião não terá boa qualidade, o que pode dificultar a implantação no útero e levar ao aborto.

“Essa técnica pode ser usada em qualquer tratamento de fertilidade, já que o objetivo é apenas ajudar na seleção dos espermatozóides. Os especialistas poderão escolher os espermas que estão saudáveis com mais precisão e facilidade”, afirma o ginecologista Ricardo Baruffi, do Centro de Reprodução Humana Franco Júnior, em Ribeirão Preto (SP). “Foi realizada uma comparação da taxa de gravidez com o Super-ICSI e com o ICSI usado anteriormente. O primeiro mostrou uma taxa de 60% de gravidez, enquanto o outro apontou apenas 25%”, diz.

Estudo

Em agosto deste ano, um estudo realizado no Canadá afirmou existir uma relação entre o dano do DNA dos espermatozóides e o número de abortos. De acordo com o estudo, a taxa de aborto espontâneo dobrou no grupo de pacientes que possuía alterações no DNA dos espermatozóides em relação aos que tinham esperma normal.

Carla Conde, Revista Crescer »

Fonte:Imirante
Link:http://imirante.globo.com/noticias/pagina179236.shtml





Link imagem: http://www.folhaes.com.br/folhaes/noticias.asp?nID=14919

Miomas uterinos podem causar a infertilidade feminina?


«São Paulo, 23 (AE) - Aproximadamente 80% das mulheres irão conviver com os miomas, mas a maioria delas sequer desconfiará do problema por absoluta falta de sintomas. Essas estruturas, na maioria das vezes milimétricas, são tumores benignos que se instalam ao redor do útero - raramente no interior do órgão, uma vez que precisam de músculo para crescer. Quando dão sinais - alteração do volume menstrual com maior sangramento e dor pélvica - na porção inferior do abdômen - e aumento do volume da barriga, isso ocorre em 45% das mulheres na fase reprodutiva, às vezes, em idades limítrofes para gerar filhos.

O adiamento da gravidez para a faixa etária dos 40 anos, uma realidade que bate à porta das clínicas ginecológicas nas últimas décadas, também coincide com o período mais freqüente de aparecimento desses sintomas e, portanto, de descoberta de um ou mais miomas. Os miomas não são tumores pré-cancerígenos. O câncer de útero apresenta características semelhantes ao mioma, mas aparece em menos de 1% das mulheres. É incorreto dizer que todo mioma pode evoluir para um câncer.

O tratamento do mioma é determinado pelo médico de acordo com os achados diagnósticos, entre eles o tamanho do mioma, a quantidade, a sua localização no útero, a idade da paciente, os seus planos em relação à maternidade, dentre outros aspectos. Mas o objetivo deve ser sempre a busca pela intervenção menos invasiva e com menos efeitos colaterais. A prioridade deve ser sempre pela preservação da cavidade uterina, até porque as mulheres estão gerando filhos cada vez mais tarde.

Não é verdade que a presença de miomas obrigue necessariamente a retirada do útero. Há técnicas que asseguram bons resultados no tratamento dos miomas com o mínimo de invasão e agressividade. Mas, dependendo do caso, se houver necessidade de remoção do útero, terá que ser uma decisão compartilhada entre o médico e sua paciente. Independentemente da remoção ou não do órgão, os miomas podem ser uma das causas de infertilidade, por dificultarem a fixação do embrião no interior do útero. Isoladamente, o mioma causa infertilidade em 5% dos casos. Mas esse índice pode chegar a 15% quando associado a fatores tubários - como lesões ou obstruções das tubas (trompas de Falópio) - e à endometriose.

* Prof °Dr. Joji Ueno, ginecologista, especialista em Reprodução Humana da Clínica Gera, em São Paulo - www.clinicagera.com.br »

Fonte:Noticias Yahoo
Link:http://br.noticias.yahoo.com/s/23102008/25/entretenimento-miomas-uterinos-causar-infertilidade-feminina.html

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Cientistas criam teste 'universal' de doenças genéticas


«Cientistas britânicos disseram que um novo teste de mapeamento genético, que pode estar disponível já no ano que vem, poderá revelar aos futuros pais que estão tentando ter um bebê por inseminação artificial se o embrião, antes de ser implantado no útero, é portador de praticamente qualquer doença hereditária.

A equipe do instituto de pesquisas Bridge Centre de Londres afirma que o teste de 1,5 libras (cerca de R$ 5,7 mil) poderia detectar em algumas semanas quase todas as cerca de 15 mil doenças hereditárias que existem.

Os testes atualmente disponíveis demoram muito mais tempo para ficarem prontos e são capazes de descobrir a existência de apenas 2% dessas doenças.

"Uma das principais vantagens para o paciente é que, muitas vezes, não há um teste para uma condição específica. Este é um teste único – um método universal", disse à BBC o professor Alan Handyside, que desenvolveu o teste.

Questões éticas

Na técnica, chamado karyomapping, uma célula é retirada de um embrião de oito dias de idade criado seguindo a técnica de fertilização in vitro.

Amostras de DNA são retiradas dos pais e avós do embrião e, em geral, de outro integrante da família, como alguém que é portador de uma doença hereditária.

O DNA de todos eles é comparado, com análise de 300 mil marcações específicas, que permitem que os cientistas criem um mapa genético da família.

Isso significa que os cientistas podem, por exemplo, identificar se existe um bloco de DNA que foi repassado pelo avô paterno para o embrião.

Câncer

Handyside disse que, além de verificar sinais associados a doenças hereditárias, o teste pode ser usado para detectar o perfil genético da pessoa, determinando o grau de suscetibilidade de condições como doenças cardíacas ou câncer.

O teste ainda está sendo desenvolvido no Bridge Centre. Quando ele for concluído, Handyside quer submetê-lo à autoridade britânica que trata de fertilidade humana e embriões, para colocar a técnica no mercado.

O diretor da Sociedade Britânica de Fertilidade, Mark Hamilton, disse que a descoberta é animadora, por sua eficiência e eficácia, mas ressaltou que há questões éticas envolvidas no uso da técnica.

Teoricamente, o teste poderia revelar informações sobre a cor dos olhos, altura e peso da futura criança, levantando à possibilidade de que os país possam “projetar” seus filhos, com características físicas específicas.

"Obviamente, a pergunta ética é: se você pode testar para tudo, onde nós vamos estabelecer um limite?", questionou Hamilton.»

Fonte:BBC Brasil
Link:http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/10/081024_embrioes_dg.shtml

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terça-feira, 28 de outubro de 2008

Infertilidade secundária pode aparecer depois do primeiro bebê


«Muitos casais que já tiveram filho enfrentam problemas para ter um segundo bebê
Da Redação

Ter engravidado naturalmente uma vez, com facilidade, não é garantia de que o mesmo acontecerá uma segunda vez.

“São comuns os casos de infertilidade secundária, quando um casal não consegue engravidar ou levar uma gravidez até o final, após já terem tido um filho. Esse tipo de infertilidade é tão comum quanto a infertilidade primária, sem ocorrência de gravidez anterior”, afirma o ginecologista especializado em Reprodução Humana Joji Ueno, diretor da Clínica Gera, em São Paulo.

Segundo Ueno, os mesmos fatores que causam a infertilidade primária podem causar a secundária: bloqueio de trompas, endometriose, problemas de ovulação, pouca quantidade ou falta de mobilidade dos espermatozóides, varicocele, entre muitos outros motivos.

Com o passar do tempo, as condições de saúde do casal podem se alterar. “Seja qual for a causa da infertilidade secundária, ela se desenvolveu ou se agravou, após a primeira gestação. Para ter o segundo filho, o casal precisa passar pela avaliação de um especialista em fertilidade”, recomenda o médico.

Ser incapaz de ter um segundo filho pode gerar um estresse enorme para o casal. Muitos acreditam que por terem tido uma primeira gravidez bem sucedida poderão ter outras iguais. Mas isto nem sempre é verdade.

“O importante neste processo é saber o momento adequado de buscar auxílio médico e psicológico”, afirma a psicóloga Luciana Leis, da Clínica Gera, especializada no tratamento de casais que enfrentam problemas de fertilidade.

A infertilidade secundária é definida como a inabilidade de conceber um bebê ou seguir com a gravidez até o fim, após o nascimento de um ou mais bebês. “É uma condição clínica comum”, informa Ueno.

Entre as causas da infertilidade secundária que atinge as mulheres estão desordens ovulatórias, menopausa precoce, aderências pélvicas, inflamação ou infecção, danos ou bloqueios nas tubas uterinas, pólipos, fibroses uterinas e endometriose.

“O risco de abortos espontâneos também aumenta com a idade: a taxa de aborto natural está em torno de 10% para mulheres nos seus 20 anos, 20% para mulheres com idade entre 35 e 39 anos, e cerca de 50% para mulheres com idade entre 40 e 44 anos”, alerta o médico.

Nos homens, as causas principais incluem baixa contagem espermática, motilidade deficiente dos espermatozóides, problemas ejaculatórios ou mesmo a qualidade do esperma.»

Fonte:Abril
Link:http://www.abril.com.br/noticias/ciencia-saude/infertilidade-secundaria-pode-aparecer-depois-primeiro-bebe-393610.shtml

O que os sonhos da grávida dizem


«Inundações, enchentes, animais, caminhos de terra. Imagens estranhas rondam o sono das mulheres grávidas. Nem sempre elas são agradáveis. Um estudo realizado pelo Centro de Pesquisa do Sono do hospital do Sagrado Coração de Montreal, no Canadá, mostra que 59% das gestantes sonha com o bebê em perigo. Calma: isso não quer dizer que o sonho mau vá se realizar, ou que o bebê será prejudicado. Na maior parte das vezes, os sonhos dizem muito mais sobre como você encara a gravidez do que o jeito como ela está ocorrendo.

Quando a mulher fica grávida, seu corpo se prepara para abrigar o filho e dar à luz. A barriga cresce, os seios incham. Ao mesmo tempo, o emocional é afetado, a mulher fica à flor da pele, ultra-sensível. Também a mente, ou, como preferem os psicólogos, a psiquê, sofre modificações. “A mulher, que até então era filha, passa a ser mãe”, diz a psicóloga Marion Rauscher Gallbach. E esse novo papel é totalmente desconhecido.

Nessa etapa, o filho existe apenas na cabeça dos pais. Você imagina como vai ser a criança, o jeitinho dela. E, é claro, também pensa no pior: e se ela nascer com problema? E se tiver alguma doença? Às vezes, os pais, principalmente os de primeira viagem, têm medo de não conseguir tomar conta da criança. “Essa insegurança vai aparecer nos sonhos”, diz Denise Gimenez Ramos, psicóloga. Isso é normal e reflete uma angústia legítima.

O grau dessa angústia vai depender de como a mulher lida com a gravidez. “Se a relação dela com a própria mãe é boa, se o casamento vai bem e o filho foi desejado, a mulher vai se sentir mais segura, e os sonhos vão refletir isso”, diz Denise. Quanto menos preparada para ser mãe a mulher se sentir, mais ansiedade ela deverá ter.

Mergulhada nas águas

A gravidez é um período intenso, ligado às emoções, e isso pode fazer com que imagens riquíssimas apareçam nos sonhos. E elas dizem respeito ao que aquilo significa para cada um, ou seja, não dá pra interpretar igual para todo mundo. Alguns elementos, porém, se repetem.
Um elemento que aparece durante toda a gravidez é a água. No primeiro trimestre, isso se traduz em sonhos com enchentes, rios, grandes quantidades de água. Para Marion Gallbach, esses sonhos se relacionam com a formação do líquido amniótico, que vai proteger o bebê na barriga da mãe. Autora do livro Sonhos e Gravidez: Iniciação à Criatividade Feminina, Marion também vê na água o símbolo do feminino, das emoções, da criatividade, do novo. “Nesse momento, a mulher fica inundada de emoções, perde o pé firme que tinha antes”, diz ela. “Não dá para passar pelo processo sem se molhar, sem se transformar.”

Outro sonho típico é com alimentação. Imagens de que está dando de comer a alguém, por exemplo. E também o sonho com animais. É comum que a mulher sonhe estar dando à luz um gato ou outro bicho qualquer. Por mais estranho que isso possa parecer, a explicação é simples. Para ter um filho, a mulher deve deixar de lado o racional, o intelectual, e se entregar mais às emoções, ao instintivo. “Ela deve ser capaz de dar à luz como um animal”, diz Marion. A perda do contato com esse lado da personalidade se reflete em um número muito alto de cesáreas desnecessárias, em que o medo da dor é o principal responsável pela escolha da cirurgia.

Também são comuns os sonhos com pomares, com a terra semeada. A terra é símbolo da maternidade, da mãe que recebe a semente e espera que ela germine. Estamos acostumadas a ter sempre o controle da situação ou a achar que temos o controle. Na gravidez, tudo isso é virado de pontacabeça. A mulher deve ser receptiva e aprender a esperar, a ter paciência, como a terra com a semente. Ela não controla o crescimento da barriga. Existe uma mudança, que aparece também nas imagens de transição, como atravessar uma ponte.

Uma a uma, essas imagens ensinam a mulher a lidar com o novo papel. Mesmo que não saiba o que significam, de algum modo elas estão refletindo as mudanças em seu interior. Vale a pena, então, dedicar um pouco de tempo para anotar e prestar atenção aos próprios sonhos. Assim, talvez você consiga entender um pouco melhor e curtir ainda mais esse momento de sua vida, o mistério do nascimento de um filho. E da mãe que existe em você.

Aproveite seus sonhos

Não é preciso ser terapeuta para começar a prestar mais atenção aos sonhos. Afinal, a chave para decifrá-los está dentro de você

· Ao acordar, procure lembrar-se do sonho. Não deixe para depois, pois os detalhes vão esmaecendo ao longo do dia. Anote-os em um diário para não esquecer.
· Converse com alguém a respeito do sonho. Outras pessoas podem ajudá-la a perceber relações que você não reparou.
· Preste atenção nas emoções despertadas. Muitas vezes, uma situação banal, como um passeio na praia, desperta sentimentos angustiantes. Já em outras o sonhador não sente nada, mas a imagem é muito forte.
· Sonhos recorrentes significam que o assunto é importante. Agora, se o que se repete são pesadelos, é melhor procurar a ajuda de um terapeuta.
· “Dentro de cada um de nós existe um outro, que fala conosco por meio dos sonhos”, disse Jung. Converse com seu outro, questione. Em algum momento as associações vão começar a aparecer.
· Os elementos são importantes, mas também sua postura em relação a eles. Por exemplo, uma mulher sonha que mergulha no mar, e outra, que teme entrar no rio. Ambas sonharam com água, o símbolo da emoção, mas a primeira aceita a situação, a vivencia com prazer, enquanto que a segunda está amedrontada.

Jeanne Calegari, Revista Crescer »

Fonte:Imirante
Link:http://imirante.globo.com/plantaoi/plantaoi.asp?codigo1=179137

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Passatempo de Novembro





Partos com água já em Novembro - Hospital de São Bernardo


«Segundo dados científicos a imersão na água durante o trabalho de parto reduz de forma significativa a percepção da dor.

A Maternidade do Centro Hospitalar de Setúbal, Hospital São Bernardo vai dispor já a partir de Novembro de parto natural, incluindo a possibilidade das parturientes poderem escolher, a opção da imersão na água, durante o trabalho de parto.

O objectivo é oferecer às parturientes, que o desejem, uma experiência gratificante e diferente promotora de um parto natural.

A equipa multidisciplinar da Urgência Ginecológica e Obstétrica/Bloco de Partos, atenta à necessidade de humanização dos cuidados e inserido no processo de melhoria da qualidade dos cuidados, pretende com este projecto “implementar um modelo assistencial que favoreça/permita o atendimento das necessidades e expectativas das utentes e o respeito pelos seus direitos”, nomeadamente a promoção do parto normal, recuperar a posição central da mulher no processo de nascimento e diminuir a instrumentalização e mediatização do parto.

Segundo os enfermeiros Especialistas de Saúde Materna e Obstetrícia do Hospital de São Bernardo “o parto natural não é uma moda, mas sim um direito das mulheres, que lhes trás benefícios a todos os níveis, desde a experiência pessoal à própria experiência do próprio parto”. E adiantam que “a imersão na água, durante o trabalho de parto é um tipo de parto natural que surgiu na década de sessenta na Europa e nos Estados Unidos da América, com excelentes resultados no alivio da dor em mulheres saudáveis com gravidez de baixo risco”.

Os benefícios da imersão na água durante o trabalho de parto, são relevantes, nomeadamente, “os seus efeitos relaxantes que reduz a dor provocada pelas contracções uterinas e descontrai a musculatura do períneo”. Além disso “diminuiu a necessidade de analgesia farmacológica, proporciona um trabalho de parto mais curto” e “proporciona uma experiência muito gratificante para a mulher”.

Para estes profissionais “a evidência científica refere que a imersão na água durante o trabalho de parto, reduz de forma significativa a percepção da dor, assim como a necessidade de recurso a analgesia epidural. Não sendo referidos efeitos adversos na duração do trabalho de parto. E no aumento de partos cirúrgicos e resultados neonatais”.

Os enfermeiros Especialistas de saúde Materna e Obstetrícia., tem responsabilidades na promoção do parto normal, são os responsáveis pela implementação no Serviço Urgência Ginecológica e Obstétrica/Bloco de Partos deste projecto inovador.

Todas as grávidas com idade gestacional superior a 37 semanas, em fase activa de trabalho de parto, com gravidez de baixo risco, podem desde logo escolher esta opção de trabalho de parto.»

Fonte:O Setubalense
Link:http://www.osetubalense.pt/noticia.asp?idEdicao=239&id=8717&idSeccao=1982&Action=noticia

Lista de Vencedores do Passatempo de Outubro







Já saíram os resultados do Passatempo de Outubro consulte em http://livros-gravidez.blogspot.com/

AVC é mais frequente no grupo dos recém-nascidos


«ALFREDO MENDES
Pediatria. Unidade de Vigilância vai iniciar o estudo da doença

Doença nas crianças e adolescentes vai ser alvo de diagnóstico nacional

Estudos científicos realizados no estrangeiro revelaram que o acidente vascular cerebral (AVC), que afecta também crianças e adolescentes, tem a maior incidência no grupo dos recém-nascidos. Em Portugal, a Unidade de Vigilância Pediátrica (UVP) da Sociedade Portuguesa de Pediatria vai dar início a um trabalho análogo, a partir do dia 1 de Dezembro. Os resultados finais deverão ser conhecidos dentro de seis anos.

A UVP trabalha em articulação com a comunidade nacional de pediatras, tendo a seu cargo a investigação clínica de doenças raras até 100 novos doentes por ano. Os especialistas, de forma voluntária, informam, mensalmente, aquele órgão da Sociedade Portuguesa de Pediatria acerca das doenças sob vigilância, competindo, depois, à UVP estudar a enfermidade, dando indicações sobre o diagnóstico e o respectivo tratamento. Assim sucedeu com a infecção congénita por estreptococo do grupo B, uma bactéria que causa infecção nos recém-nascidos, provocando doença aguda grave e morte. Através do empenho do UVP, das instruções sobre como prevenir a doença, dois anos após tinha havido uma redução de vítimas.

Quanto ao AVC, a nível internacional surgem quatro crianças afectadas em mil. O alerta, conforme esclareceram ao DN as médicas Almerinda Barroso Pereira e Leonor Sassetti, da comissão executiva da UVP, abarca um universo de 1700 pediatras e internos de pediatria. A partir da altura que algum deles noticie ter observado um caso, será enviado um questionário com dados que os investigadores pretendem conhecer. Importante, então, saber como o AVC surgiu, quais os seus sintomas e sinais, a evolução e o tratamento. Uma vez na posse dessa informação, a UVP fornecerá o diagnóstico ou o tratamento mais adequados.

Ainda de acordo com Almerinda Pereira e Leonor Sassetti, os principais factores de risco de AVC nas crianças respeita a anemias, má formação do coração, doenças metabólicas, má formação artériovenosa cerebral. No entanto, reconhecem, "há outras causas desconhecidas".»

Fonte:Diário de Noticias
Link:http://dn.sapo.pt/2008/10/18/sociedade/avc_e_mais_frequente_grupo_recemnasc.html

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Gestantes que praticam sexo até os 9 meses podem ter um parto mais tranquilo


«Você já está com um barrigão e provavelmente tem receio de que as relações sexuais façam algum mal ao bebê. Um estudo realizado na Universidade da Malásia sugere que não há perigo fazer sexo no fim da gestação, e ainda pode facilitar o parto normal. Além disso, ele não traz problemas para a criança e nem riscos de parto prematuro. O feto está protegido pelo saco gestacional, espécie de bolsa que abriga o bebê e o líquido amniótico.

De acordo com Alexandre Pupo, ginecologista e obstetra do Hospital Sírio Libanês, a relação sexual no fim da gravidez pode deixar a mulher mais tranqüila e confiante para o parto . O ato fortalece o músculo pélvico (músculo que segura a urina) que ajuda na hora do parto, e deixa a futura mãe mais relaxada. Mas ela deve ficar atenta à dilatação do útero, que ocorre por volta da 38ª semana. “ Quando o útero começa a dilatar, a gestante deve evitar o sexo vaginal, porque pode fazer a criança nascer prematura”, diz.

A relação sexual apenas é proibida ou restrita em algumas situações, como sangramentos durante a gravidez, descolamento de placenta, perda de líquido amniótico, risco de aborto, entre outros. E lembre-se: esse momento deve ser prazeroso para você e seu marido. E serão vocês dois que vão descobrir juntos as melhores posições para aproveitar a intimidade enquanto o bebê não chega.

Fonte: Revista Crescer»

Fonte:Plenário
Link:http://www.faxaju.com.br/viz_conteudo.asp?codigo=181020086513464146

Denúncia de Luis Graça Maternidades privadas: Assistência acaba no público quando limites dos seguros são ultrapassados


«Algumas maternidades privadas estão a transferir para os hospitais públicos as parturientes que precisam de internamentos mais prolongados quando estas ultrapassam os limites dos seus seguros de saúde, situação que a nova regulamentação do sector deverá evitar.

Cada vez mais frequentes por causa dos seguros de saúde - que já comparticipam as despesas de dois milhões de portugueses - os partos nas maternidades privadas correm normalmente sem complicações, embora o risco exista, disse à Lusa o presidente do Colégio de Especialidade Ginecologia/Obstetrícia da Ordem dos Médicos.

Luís Graça, que exerce no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, explicou que 85 a 90 por cento dos casos de ginecologia e obstetrícia são de baixo risco, o que significa que entre 10 a 15 por cento são situações de risco médio e elevado.

São estes últimos casos que podem complicar-se e obrigar a internamentos mais prolongados. O nascimento de prematuros é um exemplo das situações mais complexas, mas também os casos em que a mulher precisa de um acompanhamento.

Segundo Luís Graça, e ao contrário do que algumas instituições privadas dão a entender, nenhuma maternidade privada tem uma unidade de cuidados intensivos neonatais. Como só os hospitais públicos dispõem desta valência, os casos mais complexos que passam pelas instituições privadas e que precisam de cuidados intensivos neonatais são transferidos para as do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Luís Graça não critica estas transferências, que também acontecem entre instituições públicas, nomeadamente de hospitais sem grande resposta técnica e diferenciada para instituições de referência na área, como o Hospital de Santa Maria e a Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa, ou o Hospital de São João, no Porto.

O especialista critica antes a "publicidade enganosa" que algumas maternidades privadas fazem, dando a entender que dispõem de todo o tipo de resposta na área de ginecologia e obstetrícia.

"As maternidades privadas deveriam esclarecer devidamente os clientes de que certos casos poderão não ter resposta nestas instituições", acrescentou.

Mas Luís Graça alerta ainda para outro tipo de transferências das maternidades privadas para as públicas e que têm a ver com os seguros de saúde: "Os casos mais complicados precisam de mais dias de internamento, mas quando o limite do seguro é ultrapassado, o hospital privado encaminha o doente para o público que tem de aceitar a parturiente e a criança, pois estas também têm direito ao SNS".

À Maternidade Alfredo da Costa (MAC), em Lisboa, chegam casos destes, encaminhados por hospitais privados e de parturientes que ultrapassam os limites dos seus seguros de saúde, disse à Lusa o presidente do conselho de administração.

Segundo Jorge Branco, estes casos são conhecidos e cada vez mais frequentes, devido ao crescimento do número de seguros de saúde em Portugal.

Jorge Branco reconhece que, em alguns casos, a transferência ocorre durante o internamento das parturientes e que estas e as suas crianças são sempre recebidas pela instituição.

"Não podemos abandonar as doentes", afirmou, embora defenda que o internamento devia começar e acabar na instituição que acolheu a grávida.

Luís Graça, que trabalhou na proposta de regulamentação das maternidades privadas, sobre a qual a ministra da Saúde deverá em breve pronunciar-se, revelou que a futura legislação deverá evitar estas situações.

A solução passa por impedir que as maternidades privadas recusem os partos com gestação inferior a 32 semanas, os quais em princípio necessitarão de cuidados intensivos neonatais.

Para as instituições sem serviço de urgência, como o Hospital da Cruz Vermelha Portuguesa, em Lisboa, é proposto que os partos só se realizem quando a gestação tiver mais de 34 semanas.

Luís Graça não sabe se as propostas serão acatadas por Ana Jorge, mas acredita que a medida imporá algumas regras num mercado que cada vez mais é vendido à conta de "alguma publicidade enganosa".

A Lusa consultou alguns sites e encontrou instituições que efectivamente garantem respostas a todos os níveis. O Hospital da Luz, em Lisboa, por exemplo, escreve que a sua maternidade tem "capacidade para responder a qualquer situação de parto, bem como para contribuir de uma forma decisiva para a confiança, conforto e bem-estar das suas clientes".

Luís Graça reconhece que as instituições privadas que abriram recentemente em Portugal - como o Hospital da Luz, a Cuf Descobertas ou o Hospital dos Lusíadas, todos em Lisboa - estão tecnologicamente muito bem apetrechadas. Contudo, o especialista alerta: "Nenhum doente é tratado por paredes".

A Lusa contactou o Instituto Português dos Seguros (IPS) e a Associação Portuguesa de Seguradoras (APS), mas nenhuma destas entidades quis pronunciar-se sobre a matéria.

Dados da Associação Portuguesa de Hospitalização Privada (APHP) indicam que existem 25 maternidades privadas em Portugal. Dos 100 mil nascimentos anuais, cerca de 20 mil ocorrem em instituições privadas.»

Fonte:Público
Link:http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1346717