quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Este Natal temos um Super "Hiper" Passatempo ...


Este Natal temos um Super "Hiper" Passatempo ...

«O Natal em 6 palavras.»

Só tens que enviar uma frase até dia 25 de Dezembro com um máximo de 6 palavras alusiva ao tema "Natal"

Prémios:
- 10 Cd´s de Musica Infantil Oferecidos pela atxilipu




- 3 Cd´s de Musica Infantil Oferecidos pela Ouveste



- 5 Quintinhas da Nestle Oferecidadas pela Nestlé

-1 Pack de 2 Babetes, 2 Pares de Joelheiras e 2 Camisolas Oferecidas Petit Lapin



-1 Curso de Massagem Infantil no Porto Oferecido pela Massagem Infantil




- 2 inscrições em Workshops sobre "Culinária para Bebés" no Porto ou em Lisboa (de acordo com a faixa etária do filho que o vencedor tenha, concedendo o direito de transmitir a um familiar, caso não tenha filhos pequenos) Oferecido pela Babysol




Regras

1 – Enviar um mail para passatempo.gravidez@gmail.com:

Com o assunto: Natal em 6 Palavras

- Colocar dados pessoais: (nome e localidade)

- Resposta ao passatempo

2 – Após o apuramento dos vencedores, os mesmos serão publicados blog.

3 - Após a publicação dos resultados, os vencedores terão uma semana para enviar um mail (passatempo.gravidez@gmail.com) com o seu endereço completo - para o envio dos prémios - reclamando o prémio. Após a semana, os prémios que não forem reclamados serão novamente distribuídos numa segunda lista de vencedores do passatempo.

4 - Depois serão enviados os Prémios pelos nossos patrocinadores aos vencedores.


Paulo Pires




Os Patrocinadores deste Passatempo do Natal






Nota:
Os endereços (mails) dos participantes poderão ser facultados aos patrocinadores deste evento para posteriores acções de divulgação dos seus produtos, quando solicitado. Todos os participantes que não queiram ver o seu endereço electrónico fornecido aos nossos Patrocinadores devem mencioná-lo no mail.

Mulheres que fizeram aborto têm 30% mais problemas mentais, diz estudo


«Segundo pesquisa, problemas mentais relacionados ao aborto são até 5,5% do total.

- Mulheres que se submetem a abortos têm 30% mais chance de terem problemas mentais do que as mulheres que nunca passaram por isso, segundo uma pesquisa publicada na última edição da publicação científica British Journal of Psychiatry.

Segundo a pesquisa, que acompanhou 500 mulheres, ansiedade e abuso no uso de drogas são os problemas mais comuns verificados em mulheres após um aborto.

Os pesquisadores, da Universidade de Otago, na Nova Zelândia, dizem que os problemas mentais possivelmente relacionados ao aborto representariam entre 1,5% e 5,5% de todos os problemas mentais verificados nas mulheres.

O estudo não encontrou nenhuma evidência de que outros problemas relacionados à gravidez possam provocar algum aumento perceptível de problemas mentais.

Argumentos avaliados

O coordenador do estudo, David Fergusson, acredita que a conclusão da pesquisa pode ter implicações sobre a decisão de se realizar um aborto, já que muitas vezes essa decisão se baseia no possível impacto negativo de seguir em frente com uma gravidez indesejada sobre a saúde mental da mulher.

A conclusão dos estudiosos "claramente estabelece um desafio ao uso de argumentos psiquiátricos para justificar o aborto", disse ele, em declarações publicadas pelo diário britânico The Daily Telegraph.

"Não há nada neste estudo que sugira que a interrupção de uma gravidez esteja associada com menores riscos de problemas mentais que o nascimento", afirmou Fergusson.

"Para algumas mulheres, o aborto pode ser um evento estressante e traumático que as coloca em um risco modestamente mais elevado de uma série de problemas mentais comuns." BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC. »

Fonte:Estadão
Link:http://www.estadao.com.br/vidae/not_vid286567,0.htm

Nova campanha para combater o cancro


«O objectivo é alertar as mulheres para a importância de consultar o médico regularmente e, assim, criar hábitos de prevenção.

Os números são dramáticos. Todos os anos são diagnosticados 950 novos casos de cancro do colo do útero. Ainda assim, há casos de sucesso.

O desconhecimento sobre doença ainda existe, por isso já está em marcha uma nova campanha de luta contra o cancro do colo do útero, a «Passa a Palavra».

O HPV, o vírus causador da doença, afecta várias mulheres, mas isso não é sinal de alarme. Em estudo está uma nova vacina destinada a mulheres entre os 26 e os 45 anos para reforçar os meios de prevenção.»

Fonte: TVI
Link: http://www.tvi.iol.pt/informacao/noticia.php?id=1018876

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Este Natal temos um Super "Hiper" Passatempo ...


Este Natal temos um Super "Hiper" Passatempo ...

«O Natal em 6 palavras.»

Só tens que enviar uma frase até dia 25 de Dezembro com um máximo de 6 palavras alusiva ao tema "Natal"

Prémios:
- 10 Cd´s de Musica Infantil Oferecidos pela atxilipu




- 3 Cd´s de Musica Infantil Oferecidos pela Ouveste



- 5 Quintinhas da Nestle Oferecidadas pela Nestlé

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Com o assunto: Natal em 6 Palavras

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- Resposta ao passatempo

2 – Após o apuramento dos vencedores, os mesmos serão publicados blog.

3 - Após a publicação dos resultados, os vencedores terão uma semana para enviar um mail (passatempo.gravidez@gmail.com) com o seu endereço completo - para o envio dos prémios - reclamando o prémio. Após a semana, os prémios que não forem reclamados serão novamente distribuídos numa segunda lista de vencedores do passatempo.

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Paulo Pires




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Ácido fólico na gravidez pode estar relacionado a problemas respiratórios nos bebés


«Um estudo norueguês revelou que os bebés de grávidas que utilizaram suplementos de folato, ou ácido fólico, durante o primeiro trimestre, parecem ter uma incidência ligeiramente maior de pieira e infecções do tracto respiratório inferior até aos 18 meses.

O investigador principal, o Dr. Siri E. Haberg, revelou à Reuters Health que, visto estas descobertas serem preliminares, as mulheres não devem entrar em pânico e devem definitivamente continuar a tomar os suplementos de ácido fólico.

O Dr. Haberg e os colegas referiram, na “Archives of Disease in Childhood”, que as mulheres são aconselhadas a aumentar a ingestão de ácido fólico, durante a idade fértil, para reduzir o risco de malformações congénitas nos bebés. Contudo, estudos em ratos indicam que o ácido fólico aumenta a actividade genética durante a gravidez e provoca padrões genéticos de asma alérgica nos recém-nascidos.

Os investigadores, do Instituto Norueguês de Saúde Pública, em Oslo, analisaram dados de 32.077 crianças nascidas entre 2000 e 2005. De acordo com as respostas aos questionários, 22,3 por cento das mães utilizaram suplementos de folato apenas no primeiro trimestre e 42,6 por cento utilizaram suplementos durante toda a gravidez.

Os investigadores, após ajustarem a exposição ao folato mais tarde na gravidez e na infância, descobriram que o risco de pieira aumentou em apenas 6 por cento para as crianças até aos 18 meses que foram expostas no primeiro trimestre.

Os riscos relativos de infecções do tracto respiratório inferior e de hospitalizações devido a este tipo de infecções foi de 9 por cento e de 24 por cento, respectivamente.

Contudo, como o Dr. Haberg sublinhou, a documentação referente ao papel preventivo dos suplementos de ácido fólico nas malformações congénitas está bem estabelecida, enquanto estes novos dados são apenas os primeiros em humanos e ainda nem se sabe se a associação é causal.

Isabel Marques»

Fonte:Farmacia.com.pt
Link:http://www.farmacia.com.pt/index.php?name=News&file=article&sid=6426

Depressão pós-parto e tireoidite


«Há muitos anos que se conhece os sintomas causadores de perturbações psicológicas e psiquiátricas em mulheres logo após o parto. Estas alterações no aspecto emocional vão desde uma insegurança na capacidade de arcar com os deveres da maternidade, medo de enfrentar cuidados com o recém-nascido até a depressão severa -- com rejeição pelo bebê. Em recente estudo publicado pela Universidade de São Paulo verificou-se que, em hospitais públicos, a depressão pós-parto atingia cerca de 35% das mulheres, enquanto em hospitais particulares apenas 7% das mulheres tinha este tipo de alteração psicológica.

A média internacional de depressão pós-parto é de 10 a 15% das mulheres na fase puerperal (no período de semanas após o parto). O fato de encontrar-se tão alto índice em hospitais públicos parece estar ligado a vários fatores - uma gravidez não programada e às vezes não desejada, a ausência do pai da criança, falta de apoio da família, inexistência de estrutura doméstica adequada, e o medo de arcar sozinha com todos os pequenos e grandes problemas da maternidade. Juntando todos estes fatores a mãe se vê desamparada, física e psicologicamente.

A criança também sofre a depressão materna

A rejeição da criança pela mãe é um fato importante e freqüente. Muitas mães com depressão pós-parto amamentam a criança chorando continuamente. A criança sente este sentimento materno, torna-se insegura, menos querida, talvez rejeitada e o conjunto destes sintomas podem trazer conseqüências para o desenvolvimento neuro-psicomotor do bebê. Tais alterações podem refletir na fase futura da criança, com problemas afetivos identificáveis, e muitas vezes, necessitando de intervenção médica.

Os sintomas maternos são de amplitude e grau diversos. Predomina a tristeza, a falta de vontade para cuidar do bebê, muitas vezes ocorre insônia, o choro é freqüente e há sensação de abandono. É importante saber que neste momento a intervenção médica se impõe através de uso de medicamentos.

A tireoidite é comum na depressão pós-parto

Muitas mulheres apresentam disfunções da tireóide logo após o parto. Estas doenças da tireóide são do tipo auto-imunitário, isto é, o sistema imunitário da mulher deixa de reconhecer a glândula tireóide como parte do seu corpo. O corpo a entende como "um tecido transplantado". Nestas circunstâncias, fisiologicamente erradas, o sistema imunitário lança anticorpos contra a tireóide, provocando uma inflamação - tireoidite pós-parto.

O fato de ser na fase logo após ou algumas semanas após o nascimento da criança tem uma explicação. Sabemos que, durante a gravidez, o sistema imunitário materno "baixa" a sua agressividade ao mínimo. Esta diminuição ocorre para que não haja a possibilidade da mãe produzir anticorpos contra a criança. Logo após o parto, o sistema imunitário "acorda" e passa a ser mais agressivo. A tireóide é, freqüentemente, "atacada" por nesta fase (e mesmo até 6 - 10 semanas após o parto).

A tireoidite pós-parto se associa com depressão

A tireoidite pós-parto atinge de 7 a 14% das parturientes, principalmente as que têm história familiar de moléstia de tireoidite na família, já tiveram anticorpos anti- tireóide na fase pré-gravídica, apresentam alterações do volume de tireóide ou que têm genética para doenças tireóideas. Inicia-se, geralmente, por aumento do volume da tireóide (na região cervical anterior) com ou sem sensação dolorosa, pode ter um período de excesso de hormônios tireóideos na circulação, mas mais freqüentemente evolui pela "falta" de hormônios na circulação.

Tal fenômeno é chamado de hipotireoidismo. Os clínicos que detectaram este tipo de doença pós-parto notaram que o hipotireoidismo naturalmente já predispõe a mãe a ser mais quieta, menos comunicante, com menor atividade física, sonolenta, com baixo metabolismo, queda de cabelos, pele seca e áspera, unhas quebradiças. Notaram, também, que a falta de função de tireóide, pela tireoidite pós-parto, pode levar à depressão. Existe conexão entre a falta de função da tireóide e o baixo metabolismo da área cortical. Tal fato, talvez, explique, porque a puérpera com hipotireoidismo possa ser mais facilmente acometida por depressão pós-parto.

Justifica-se, portanto, que o clínico ou psiquiatra que examina a paciente depressiva pós-parto, devem estar atentos não só sob o ponto de vista de medicação antidepressiva, mas também para eventual confirmação do diagnóstico de hipotireoidismo, introduzindo a L-tiroxina para a correção do estado de baixo metabolismo e falta generalizada do importante hormônio da tireóide. A maioria das pacientes apresenta cura da tireoidite pós-parto, mas cerca de 40-50% pode evoluir para tireoidite crônica.»

Fonte:Veja Abril
Link:http://veja.abril.com.br/blog/nutricao-homo-obesus/133505_comentario.shtml

sábado, 6 de dezembro de 2008

Barriguita: presentes originais para Mães e Pais Especiais.


Mais um Natal se aproxima. E com ele a necessidade de se descobrirem presentes originais.

Surpreenda o seu marido com um presente único: Barriguita, o molde em gesso da sua barriga de grávida, tem sucesso garantido, além de ser uma recordação inesquecível do momento especial que agora vivem.

Complete o presente com uma original t-shirt que celebre a vossa gravidez. Faça o download do catálogo e envie as suas encomendas para info@barriguita.com.pt ou através do nº 916091589.

E porque Barriguita também lhe quer oferecer algo a si, todos os moldes e t-shirts encomendados até ao dia 31 de Dezembro terão um desconto de 20%.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Passatempo de Dezembro (Natal)


Já está disponível mais um passatempo.

A Editora Presença sugere para este Natal "As Cozinheiras de Livros".

Só tens que enviar uma sugestão de uma prenda de natal

Vê como é fácil participar em http://livros-gravidez.blogspot.com/

Paulo Pires

Estado vai pagar 300 mil euros anuais por testes grátis de VIH


«Medidas. Número de testes realizados em 2009 deverá superar o milhão deste ano
O Ministério da Saúde vai gastar "pelo menos 300 mil euros anuais com a realização de testes gratuitos ao VIH", prevê Henrique Barros, coordenador para a infecção VIH/sida. O número de análises realizadas vai certamente superar o milhão que foi registado este ano, porque antes o teste era pago, apesar de ter um custo reduzido. "Aos preços actuais, teríamos de investir um milhão de euros, mas como vamos optar pelos testes rápidos, devemos gastar menos", confirma.

Até agora, apenas uma minoria podia realizar testes gratuitos, nomeadamente as grávidas. Quem fosse a um hospital pagava um euro de taxa moderadora; com credencial do centro de saúde pagava-se dois euros; já os funcionários públicos (ADSE) tinham de despender quatro euros. Os testes convencionados custavam 18 euros. Os testes rápidos vão custar cerca de oito a nove euros. Estes testes são tão eficazes como os anteriores, mas permitem saber resultados em apenas 20 minutos. Henrique Barros ressalva, porém, que isso não quer dizer que todas as pessoas saibam os resultados com esta rapidez. "Só se solicitarem", sublinha.

A coordenação nacional pretende implementar as medidas na área da infecção VIH/sida - anunciadas na segunda-feira pela ministra Ana Jorge - ainda "no primeiro semestre de 2009", acrescenta o responsável. Nessa altura, os testes que confirmam se um resultado é positivo (recorde-se que 3% dos testes são falsos positivos) também serão comparticipados. "Está prestes a ser publicada a tabela que explicita as comparticipações", frisa.

Em 2009, os doentes infectados pelo VIH vão também ter acesso a cheques-dentista. "Estimamos que entre mil a 1500 doentes precisem deste apoio", afirma Henrique Barros.

As 350 mulheres infectadas que engravidam anualmente também terão benefícios. Se necessitarem de recorrer a técnicas de procriação medicamente assistida (por infertilidade) podem fazê-lo na Maternidade Alfredo da Costa. Outro dos constrangimentos que será ultrapassado é o da amamentação, desaconselhado perante os riscos de transmissão mãe-filho da doença.

As mães portadoras da infecção terão acesso gratuito aos bancos de leite que forem criados nos hospitais do SNS e a fórmulas lácteas em farmácias hospitalares, por um ano. "Estas medidas são importantes porque são uma marca de civilização", conclui.|»

Fonte:DN
Link:http://dn.sapo.pt/2008/12/03/sociedade/estado_pagar_mil_euros_anuais_testes.html

Passatempo de Dezembro


Já está disponivél mais um passatempo.

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Paulo Pires

Grávidas com aids poderão amamentar filhos não infectados


«Quando se descobre que uma mulher portadora do vírus HIV está grávida, grande parte da atenção volta-se para a saúde do bebê. Todo o possível é feito para que o feto não contraia o vírus e possa se desenvolver adequadamente, inclusive depois do nascimento. Uma das medidas tomadas, nesse sentido, é a interrupção da amamentação ao peito com o objetivo de diminuir a exposição ao vírus, que pode ser transmitido pelo leito materno. Nesse contexto, estudos publicados sugerem que há uma relação entre a mortalidade infantil dessa criança e o número que a mãe apresenta de linfócitos T CD4, células do sistema de defesa do organismo que são atacadas pelo vírus e que indicam o estágio da infecção do portador. Acredita-se que o grau de imunossupressão da mãe (baixa defesa do organismo) afete negativamente a saúde do bebe.

Entretanto, não se sabe ao certo até que ponto tal efeito deletério (ou parte dele), entre eles a mortalidade, pode ser explicado pelo desmame precoce do bebê, visto que inúmeras pesquisas mostram que, quanto maior o tempo de amamentação, melhor é a saúde da criança. Interessados no assunto, pesquisa conduzida por pesquisadores dos Estados Unidos e da Zâmbia investigaram o papel da interrupção da amamentação e concluíram que apenas uma parte da mortalidade infantil em 18 meses dos filhos não-infectados de mulheres portadoras do HIV associada a um baixo número de células CD4 pode ser explicada pelo efeitos do desmame.

De acordo com artigo sobre o estudo que aguarda publicação no International Journal of Epidemiology, os pesquisadores analisaram um total de 1.435 mulheres grávidas infectadas por HIV entre maio de 2001 e setembro de 2004, atendidas em duas clínicas, na cidade de Lusaka, capital da Zâmbia.

Os resultados mostraram que os filhos não-infectados de mães com contagem de CD4 inferior a 350 tinham 2,9 mais chances de morrer em até 4 meses do que aqueles cujas progenitoras apresentavam um CD4 acima desse valor. Em geral, os valores normais de um indivíduo saudável não-portador de HIV variam entre 600 e 1200.

Além disso, segundo os dados apresentados, as crianças de mães com CD4 inferior a 200 durante a gravidez tinham 3,2 mais chances de óbito em até 18 meses se comparadas àquelas cujo CD4 materno era superior a 500. A interrupção da amamentação, por sua vez, também foi associada a um CD4 baixo. Após o ajuste para amamentação e baixo peso ao nascer, a associação entre mortalidade infantil e baixa contagem de CD4 ao longo de 18 meses foi reduzida em 17%.

“Nós identificamos que os filhos não-infectados de mães com imunossupressão mais avançada foram amamentados por menos tempo e apresentaram mortalidade mais alta em até 18 meses de vida comparadas às crianças de mães que não estavam imunocomprometidas (com a defesa do organismo prejudicada durante a gravidez)”, afirmam Matthew P Fox, da Boston University (EUA), e colegas, autores da pesquisa.

De acordo com os pesquisadores, se confirmados, os resultados devem ser levados em consideração quando da decisão de se recomendar ou não a amamentação para crianças de mães infectadas por HIV. “Os dados sugerem que é particularmente importante para mães com uma contagem baixa de CD4 próximas do parto persistirem em tentar dar de mamar aos seus bebês não-infectados, embora este risco deva ser balanceado com o risco elevado de transmissão do HIV e uma duração maior da amamentação”, destacam.

Os autores chamam a atenção, ainda, para um problema que assola, sobretudo, a África, onde os números de infectados pelo HIV são altíssimos e crescem assustadoramente, mas o acesso aos medicamentos de última geração é precário. “Uma disponibilidade maior de terapia anti-retroviral de alta eficácia (medicação para o HIV) deve também permitir às mães que amamentam a oportunidade de prolongar essa fase sem que haja um risco elevado susbstancial de transmissão do vírus e, conseqüentemente, dar aos seus filhos não-infectados a proteção e os benefícios adicionais (decorrentes) do leito do peito durante os primeiros meses críticos de vida”, concluem. “Nossos resultados devem ser levados em consideração quando da decisão de se recomendar ou não a amamentação para crianças de mães infectadas por HIV”.



Fonte: Agência de Noticias»

Fonte:Grande FM
Link:http://www.grandefm.com.br/news/news.aspx?news_id=238306

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Depressão atinge até 35% das mães


«Pesquisa do Instituto de Psicologia da USP encontrou incidência do transtorno três vezes mais alta em São Paulo

Simone Iwasso

Um outro lado da maternidade, distante do mundo cor-de-rosa dos filmes, dos sonhos adolescentes e dos comerciais de televisão, tem aparecido com maior freqüência na vida de mães e bebês paulistanos, segundo pesquisa do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP). Ao acompanhar as consultas de pré-natal, o parto e os retornos de mulheres atendidas em hospitais públicos da cidade, aplicando um questionário padrão e uma avaliação, o trabalho encontrou uma incidência de depressão pós-parto em 32% a 35% delas - um número três vezes mais alto do que o identificado na literatura médica internacional, que varia de 10% a 15%.

São mulheres que, em vez dos sorrisos constantes pela felicidade de ter um bebê em casa, como elas e as famílias provavelmente esperavam, se deparam com crises de choro, irritação permanente, dificuldades para dormir e comer, sensação de desamparo e tristeza e falta de apetite sexual - nos casos mais graves, podem ocorrer tentativas de suicídio e atos de violência contra a criança. Além disso, sentem raiva do bebê, o culpam por sua situação e, muitas vezes, acabam sendo negligentes em relação aos cuidados de que a criança necessita, tratando-a como um fardo. Esse conjunto de sintomas pode aparecer nos primeiros dias após o parto e, se não for cuidado, persistir por até um ano.

E não são só as mulheres que sofrem com essa situação. Uma série de pesquisas indica que essa falta de contato com a mãe nas primeiras semanas traz conseqüências para o desenvolvimento físico e neuromotor da criança, persistindo nos anos seguintes: interagem menos com adultos, estabelecem menos relações afetivas e têm níveis mais altos de hormônios relacionados ao stress no organismo. Fazer um mapeamento detalhado desses efeitos e o que eles acarretam na relação entre mãe e filho é um dos objetivos da pesquisa da USP, financiada pela Fapesp e pelo CNPq. O trabalho começou no ano passado e deve se estender pelos próximos dois anos.

“O índice de depressão pós-parto que encontramos nas mulheres atendidas foi realmente alto, três vezes maior do que o descrito na literatura médica, e por isso partimos para análise dos fatores que poderiam influenciar no comportamento dessas mulheres”, explica a pediatra Maria Teresa Zulini da Costa, pós-doutoranda na USP e uma das pesquisadoras do projeto, coordenado pelas psicólogas Emma Otta e Vera Silvia Raad Bussab. “Encontramos, entre mulheres com depressão pós-parto, um número alto de gestações não programadas e não desejadas, falta de estrutura doméstica, ausência do pai da criança. São mães que acabam tendo de arcar sozinhas com a maternidade”, diz.

Outro fator que evidencia a influência do aspecto socioeconômico na depressão pós-parto é o fato de, em um grupo de mulheres atendidas pela pesquisa em hospitais privados de São Paulo, a incidência do transtorno não ultrapassar os 7%. Ressalve-se que, ainda assim, é uma taxa significativa que mostra que a condição econômica e de infra-estrutura não explica, sozinha, o transtorno.

CULPA

O alto índice de depressão pós-parto em mulheres de renda mais baixa também foi constatado em um estudo com um universo menor de mulheres, feito na Universidade Federal da Paraíba pelas pesquisadoras Evelyn de Albuquerque Saraiva e Maria da Penha Coutinho. Ao acompanhar 84 mães usuárias de um serviço público de saúde, perceberam que cerca de 30% delas apresentavam o conjunto de sintomas.

“Apesar da alta incidência e também das múltiplas características desse transtorno depressivo, o seu reconhecimento contraria a sabedoria popular. O senso comum em relação ao período da maternidade aponta para uma crença de que essa vivência proporciona sentimentos agradáveis e prazerosos para todas as mulheres”, afirma Maria da Penha. Ou seja, imersas numa cultura em que ser mãe é a realização máxima da mulher, é muito difícil para as novas mães assumirem que não estão bem e nem se sentem tão felizes como a sociedade espera que elas se sintam.

“É complicado uma mãe assumir que tem sentimentos agressivos em relação ao filho, porque toda a sociedade espera um comportamento diferente. Mas é isso que acontece nesse período. Por isso a importância do acompanhamento médico e psicológico”, explica o médico David Pares, responsável pelo setor de medicina fetal do Laboratório Fleury. “Quando os sintomas e os sentimentos negativos não desaparecem em uma ou duas semanas, tempo em que é normal que eles existam, é preciso a intervenção do psiquiatra e do terapeuta”, explica ele, que reforça a necessidade de apoio por parte da família e do pai da criança.

Atualmente, os médicos receitam antidepressivos para mulheres que amamentam - a substância é transmitida pelo leite para o bebê, mas segundo os médicos seus efeitos não são nocivos para a criança.

A administradora de empresas Helena Corsário, de 29 anos, tomou por mais de um ano um desses remédios. “Eu amamentava chorando”, diz. “E achava que era assim mesmo, que ficaria infeliz. Me sentia muito culpada porque não tinha vontade de cuidar dela, nem de amamentar, nem de dar banho”, afirma ela, que não tinha babá nem família por perto. Ela conta que passou quatro meses nessa situação, alternando estados de humor, até que um dia uma amiga, ao visitá-la, percebeu que alguma coisa estava errada. “Ela viu que eu não estava nem lavando o meu cabelo, estava muito ruim mesmo. E daí marcou a consulta e eu fui.” Seis meses já se passaram e ela conta que está melhorando. “Mas ainda hoje é difícil admitir que ter um filho me deixou deprimida”, conta. “Você acha que ser mãe é tudo maravilhoso, tudo lindo, mas não é assim.”

No caso da estudante Alessandra Aguiar Silva, de 22 anos, foi o namorado quem percebeu o problema. “Ele disse que um dia chegou em casa e me viu quase batendo no nosso filho. Ele fala que eu estava com raiva, tirando a roupa dele com força.” Ela conta que no começo o namorado brigou com ela, a família não entendeu. “Eu não me lembro direito, faz um ano, mas parece mais, parece muito longe agora. Na época, parecia que queria mesmo que ele não tivesse nascido”, diz.

“Hoje, meu namorado não está mais comigo e minha mãe me ajuda. E sei que meu filho é a melhor coisa da minha vida. ”»


Fonte:O estado de São Paulo

Link:http://txt.estado.com.br/editorias/2008/11/23/ger-1.93.7.20081123.6.1.xml

Adesivo melhora vida sexual das mulheres


SARA GAMITO


«Menopausa. O fim da vida reprodutiva acaba muitas vezes por perturbar a sexualidade da mulher. Desejo e fantasias sexuais tendem a diminuir progressivamente. Contudo, novos fármacos que atestam a importância da testosterona podem devolver a libido perdida As mulheres que temem que a menopausa se repercuta negativamente na sua vida sexual têm agora menos motivos para se preocupar. Segundo um estudo publicado no último número do New England Journal of Medicine, o adesivo de testosterona Intrinsa provou ser capaz de melhorar a perturbação de desejo sexual hipoactivo num elevado número de mulheres. Esta disfunção sexual é uma das mais prevalecentes entre as mulheres pós-menopausa e caracteriza-se pela diminuição do desejo sexual, da actividade sexual, do bem-estar físico e pelo aumento da fadiga.

Com a menopausa, dá-se a "perda de um suporte biológico na área da sexualidade, os estrogénios deixam de estar presentes a nível genital e ao nível do sistema nervoso. Isto vai alterar não só o bem-estar da mulher como a estrutura genital que começa a secar e a atrofiar, provocando dor no acto sexual", explica o médico Mário Sousa, presidente da Sociedade Portuguesa de Menopausa. Porém, "os componentes androgénicos [como a testosterona] também têm importância", sublinha Mário Sousa.

Assim, a diminuição da tes- tosterona (hormona masculi- na por excelência, mas que também é produzida pela mulhe- res em menor quantidade) parece ser a chave muitas vezes esquecida para parte da diminuição do desejo e das fantasias sexuais na menopausa. Foi a partir desta premissa que foi desenvolvido o adesivo de testosterona Intrinsa.

Em pesquisas iniciais, este fármaco demonstrou a sua eficácia em melhorar a vida sexual de mulheres que haviam sofrido uma menopausa cirúrgica (aquelas a quem foi removido o útero e/ou os ovários por razões médicas) e que estavam a fazer terapia hormo- nal de substituição. Mais recentemente, foram apontadas as mesmas vantagens para mulheres que faziam terapia hormonal de substituição, mas que tinham entrado na menopausa de forma natural. Agora, o que a nova investigação vem apontar é a eficácia da Intrinsa para qualquer mulher que veja diminuída a sua libido ao entrar na menopausa.

A amostra deste estudo contou com 800 mulheres em menopausa, a quem havia sido retirado, ou não, o útero, e que não estavam a ser tratadas com estrogénio. Estas foram então divididas em dois grupos durante seis meses. Enquanto a um grupo era administrado placebos, ao outro eram aplicados diariamente adesivos de 150 ou 300 microgramas de Intrinsa. Todas as mulheres referiam perda de desejo sexual .

Periodicamente, foram levados a cabo questionários que visavam averiguar a satisfação sexual das participantes, avaliar o aparecimento de efeitos secundários e estabelecer a segurança do medicamento com o avançar do tempo.

"O adesivo de testosterona de 300 microgramas melhora significativamente a função sexual e reduz o sentimento de frustração em mulheres pós-menopausa que não recebem terapia hormonal de substituição.

O incremento na frequência dos episódios sexuais satisfatórios foi modesto, mas clinicamente significativo", concluem os autores da investigação, realizada pela companhia que produz o medicamento.

Porém, o presidente da Sociedade Portuguesa de Menopausa adverte que o Intrinsa só será eficaz "quando houver uma baixa de testosterona", não sendo um tratamento universal para todos os casos de perturbação de desejo sexual hipoactivo.

Os cientistas advertem ainda para o facto de as pesquisas terem de ser aprofundadas, considerando possíveis efeitos secundários graves como o cancro da mama. »

Fonte:DN
Link:http://dn.sapo.pt/2008/11/23/sociedade/adesivo_melhora_vida_sexual_mulheres.html

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Febre em bebês assusta, mas nem sempre é sinal de problemas sérios


«Recomendação é sempre consultar um médico.

Mas na maioria dos casos o problema não é grave.

Perri Klass Para o 'New York Times'

O bebê não parecia doente, deitado nos braços de sua mãe e olhando ao redor do quarto da clínica. Ele não estava chorando de forma inconsolável, não estava fraco ou apático. Mas sua mãe havia dito à enfermeira que ele parecia inquieto e não estava mamando tão vigorosamente quanto o normal. E estava quente. Então a enfermeira tirou sua temperatura: cerca de 38 graus Celsius, pouco menos de dois graus acima do normal.

Os pediatras precisam freqüentemente acalmar os pais quando um bebê ou criança pequena tem febre alta. Sim, dizemos, sua filha está com 39,5, mas ela parece bem; provavelmente é apenas um vírus. Não há necessidade de antibióticos, não é preciso nada exceto líquidos e um remédio comum como acetaminofeno ou ibuprofeno.

Mas neste robusto menino, com menos de dois meses de idade, 38 era motivo de preocupação.

Recém-nascidos não lidam muito bem com uma infecção. Seus sistemas imunológicos imaturos os deixam vulneráveis a graves infecções que podem sair do controle. Nos piores casos, bactérias entram na corrente sanguínea de uma infecção urinária ou de pele, por exemplo, e causar sepsia bacteriana. Ou pior, as bactérias escapam da corrente sanguínea pela barreira que deveria separar sangue e cérebro, causando meningite. Portanto, se ocorrer febre num bebê muito jovem, o conselho aos pais é sempre chamar imediatamente o médico. Mas quase dois meses de idade já não é um recém-nascido.

Vinte anos atrás, quando eu estava em treinamento pediátrico, a definição de “muito jovem” era abaixo de três meses. Para qualquer febre nessa faixa etária, coletávamos amostras de sangue, urina e fluido espinhal e as enviávamos para a cultura de bactérias. Enquanto esperávamos os resultados, o bebê ficava no hospital, sendo tratado com antibióticos intravenosos.

Mas, na maioria dos casos, o tratamento agressivo era desnecessário, porque as culturas não desenvolviam nenhuma bactéria. Felizmente, houve ótimas pesquisas epidemiológicas nos últimos anos para ajudar a prever quais bebês realmente precisam ser hospitalizados.

Hoje em dia, um bebê com menos de 1 mês que desenvolve qualquer febre ainda tende a terminar no hospital. Para bebês com mais de 3 meses, usamos nosso julgamento clínico: se parecem bem, podemos solicitar um exame de sangue ou urina, mas eles podem ir para casa – contanto que fiquemos em contato com os pais.

Entre 1 e 3 meses ainda é a zona cinza. E neste caso, havia alguns outros tons sutis de cinza, especialmente a perturbação e a relutância em mamar: afinal de contas, um bebê com uma infecção séria tem um repertório limitado de sinais para dizer, “Ei, mamãe, algo está errado.”

A sua temperatura realmente constituía uma febre? Enquanto isso acontecia, estávamos no limite para a febre “real” – 38 graus Celsius, ou 100,4 Fahrenheit.

O que fazer?

Então tínhamos a idade bem no limite, a febre bem no limite, e a história bem no limite. Estas eram as opções do médico:

A. Examinar o bebê cuidadosamente, e se ele parecer bem e a temperatura não estiver aumentando e a mãe parecer confortável e competente, enviar os dois para casa e pedir que a mãe o observe com cuidado.


B. Pedir um exame de sangue para análise de infecções sérias, e talvez um exame de urina para assegurar-se de que não há evidências de infecção urinária. Se não houver evidências de infecções nesses testes relativamente rápidos, proceder com A.


C. Enviar sangue e urina para a cultura de infecções por bactérias, que levará dois dias. Mandar o bebê para casa, mas considerar a prescrição de antibióticos para “cobri-lo”.


D. Se o bebê parece doente, enviá-lo para a sala de emergência para uma punção lombar e um tratamento completo de sepsia, e admiti-lo no hospital para antibióticos intravenosos enquanto espera algum resultado das culturas de bactérias.

Cada uma dessas atitudes teria sido razoável, defensável e explicável.

“Os pediatras lutam de verdade com esse assunto”, disse William V. Raszka, professor de pediatria na Faculdade de Medicina da Universidade de Vermont e diretor do Serviço Pediátrico de Doenças Infecciosas no Hospital Infantil de Vermont. Ele acrescentou que “existe uma quantidade tremenda de dados conflitantes” a respeito de quais bebês precisam de quais testes e tratamentos.

“A incidência de doenças graves por bactérias em crianças que parecem bem entre 1 e 3 meses de idade é muito, muito baixa” contanto que o exame de urina seja negativo, disse Raszka. Mas por outro lado, se o bebê não está inteiramente bem, “se a mãe está certa de que este não é o normal da criança, eu seria mais agressivo ao tratar do bebê”.

Neste caso, o bebê parecia bastante bem. Sua febre não estava aumentando; sua paciente mãe estava dando de mamar, e ele estava mamando, enquanto seu menos paciente irmão demolia a sala de exames. Ele provavelmente não tinha uma infecção séria por bactérias.

Nós conferimos o exame de sangue – nada anormal – e coletamos um pouco de urina para a cultura. Mas a mãe continuava achando que o bebê não estava muito como “ele mesmo.” Eu não conseguia achar nada de errado em seus exames, mas ela o conhecia melhor. E como tive meu treinamento pediátrico em tempos onde ele seria automaticamente admitido no hospital, provavelmente sou mais conservadora que os médicos mais jovens.

No fim, lhe demos uma dose de antibióticos, suas culturas foram para o laboratório, e sua mãe e ele voltaram para casa com um termômetro. No dia seguinte ele era “ele mesmo” de novo, segundo sua mãe – menos inquieto, mais alerta e alegre, mamando normalmente. Nada cresceu em suas culturas. Talvez tenha contraído uma leve doença viral, que causou a febre e a inquietação, e ele a expulsou.

De certo ponto de vista, ele teve falta de sorte: estava exatamente nos limites de temperatura e idade. E de outro ponto de vista, foi um felizardo: 20 anos atrás, ele teria enfrentado três dias no hospital.

Em qualquer um dos casos, da próxima vez em que chegar à clínica com febre, espero, ele estará fora da zona cinza, fora da idade de alto risco, e poderemos nos concentrar no tratamento de uma infecção, caso encontremos uma, e assegurar à mãe que a febre por si só não é nada preocupante.»

Fonte:G1

Link:http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL871077-5603,00-FEBRE+EM+BEBES+ASSUSTA+MAS+NEM+SEMPRE+E+SINAL+DE+PROBLEMAS+SERIOS.html



Grávidas expostas ao laquê sofrem risco de ter bebês com defeitos genitais


«Londres, 21 nov (EFE).- A exposição ao laquê durante a gravidez pode aumentar o risco de bebês nascidos com más-formações no sistema genital-urinário, segundo um estudo do Imperial College, de Londres, publicado pela revista "Environmental Health Perspectives".

Os autores do estudo asseguram que as mulheres que são expostas aos ftalatos, compostos químicos presentes no laquê, poderiam correr maior risco de ter filhos com hipospádia, uma anomalia congênita que evita que o pênis se desenvolva corretamente.

As crianças que sofrem desta má-formação costumam apresentar o meato urinário (orifício da uretra) em algum lugar da parte inferior da glande, no tronco ou na área de união entre o escroto e o pênis.Os pesquisadores esclarecem que o perigo não está no uso doméstico do laquê, mas no caso das mulheres grávidas que estão expostas a maiores doses por razões de trabalho, como no caso das cabeleireiras e funcionárias de centros de beleza.O estudo examinou o caso de 471 mulheres que tinham tido filhos com hipospádia e de um número similar de mulheres com bebês sem más-formações, e chegou à conclusão que a exposição ao produto nas mulheres do primeiro grupo tinha dobrado os casos em relação ao do segundo. EFE

fpb/ma»

Fonte:G1

Link:http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL871535-5602,00-GRAVIDAS+EXPOSTAS+AO+LAQUE+SOFREM+RISCO+DE+TER+BEBES+COM+DEFEITOS+GENITAIS.html

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

“Bem~Querer” para ajudar grávidas e bebés carenciados


«No dia 6 de Dezembro, os mais solidários vão poder participar na campanha “Bem~Querer” que terá lugar no Jumbo de Faro, entre as 9 e as 21 horas, com vista a angariar roupa (nova e usada) e bens materiais para grávidas e bebés (até 5 anos de idade) mais carenciados da freguesia da Sé.

A iniciativa é organizada pela Junta de Freguesia da Sé em parceria com a Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral Faro e o Centro de Saúde de Faro.»

Fonte:Região Sul
Link:http://www.regiao-sul.pt/noticia.php?refnoticia=90033

Posição de carrinho 'pode afetar desenvolvimento do bebê'


«Bebês e crianças que são levadas em carrinhos que as deixam de costas para os pais podem ter seu desenvolvimento prejudicado, sugere um estudo da Universidade de Dundee, na Escócia.

Mais de 2.700 grupos de pais de filhos foram observados em toda a Grã-Bretanha.

Os pesquisadores constataram que os pais cujos filhos estavam de costas conversavam menos com a criança, que, por sua vez, parecia estar mais estressada.

Por outro lado, bebês e crianças levadas em carrinhos que permitem que elas olhem para quem está empurrando o carrinho são mais propensas e falar, rir e interagir.

Risada

A pesquisa foi realizada por Suzanne Zeedyk, da Universidade de Dundee, em colaboração com a caridade National Literacy Trust (Fundo Nacional de Alfabetização, em tradução livre).

Além de observar bebês e pais em áreas comerciais de 54 regiões da Grã-Bretanha, Zeedyk realizou um experimento com 20 bebês no centro de Dundee.

As crianças passaram metade do trajeto de pouco mais de um quilômetro em um carrinho que as colocava de costas para a mãe e a outra metade em um carrinho que as permitia olhar para o rosto da mãe.

Apenas um bebê deu risada durante a primeira parte do trajeto, enquanto metade deles riu durante a segunda metade.

Além disso, a média do batimento cardíaco das crianças caiu levemente quando elas olhavam para a mãe e tinham duas vezes mais chances de dormir - o que indica níveis mais baixos de estresse, segundo Zeedyk.

'Adultos ansiosos'

O estudo da universidade constatou que, entre os 2.700 grupos observados, 62% das crianças estavam de costas para quem empurrava o carrinho, e que apenas 22% dos pais estavam conversando com as crianças.

Entre as crianças de dois anos de idade, 82% estavam de costas para os pais.

Pais que usavam carrinhos em que a criança fica de frente para quem está empurrando tinham duas vezes mais chances de estar conversando com os filhos.

"Se bebês estão passando grande parte do tempo em um carrinho que prejudica a habilidade de se comunicar facilmente com os pais, em uma idade em que o cérebro está desenvolvendo mais do que nunca, então isso tem que ter um impacto negativo no desenvolvimento", disse Zeedyk.

"Nosso experimento mostrou que, simplesmente virando a posição do carrinho, os pais passavam a falar mais com seus filhos."

"Nossos dados sugerem que para muitos bebês hoje, a vida em um carrinho é emocionalmente mais pobre e possivelmente mais estressante. Bebês estressados crescem para se tornar adultos ansiosos", afirmou.

Zeedyk afirmou que um estudo maior seja realizado sobre o assunto para que pais possam fazer a melhor escolha sobre o desenvolvimento de seus filhos.»

Fonte:BBC Brasil
Link:http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/11/081121_bebecarrinho_mp.shtml