quinta-feira, 5 de março de 2009

Todos os dias nascem 13 bebés filhos de mães adolescentes


«SARA GAMITO
Maternidade. Portugal é um dos países da União Europeia onde mais adolescentes engravidam. Apesar do número de casos estar a diminuir, uma gravidez precoce ameaça tanto a saúde da mãe como a do filho. Segundo especialistas, os jovens ainda têm falta de informação sobre a sua sexualidade

Todos os dias nascem 13 bebés filhos de mães adolescentes

O bebé nasceu há pouco mais de uma semana. A mãe, Madalena (nome fictício), tem apenas 16 anos e vive os seus primeiros dias de maternidade no centro de acolhimento para grávidas adolescentes da instituição Ajuda de Mãe. "A minha família não gostou da gravidez e por isso tive de vir para a residência", explica Madalena. De acordo com a jovem, o pai do bebé também "não quer saber do filho".

Segundo os últimos dados publicados pelo Instituto Nacional de Estatística, todos os dias, cerca de treze adolescentes e jovens portuguesas, entre os 13 e os 19 anos, dão à luz uma criança. Os números revelam que, em 2007, 12 destas mães eram adolescentes com apenas 13 anos.

Para Miguel Oliveira e Silva, obstetra no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, e especialista em gravidez na adolescência, parece haver um padrão na vida da maioria destas jovens: "Se ainda não abandonaram a escola, provavelmente vão abandonar. Conta-se pelos dedos das mãos as mães adolescentes que têm sucesso profissional", afirma o médico. Porém não é esse o caso de Madalena: "Estudo para fazer o 9.º ano e quero continuar para ter mais hipóteses de emprego e melhor vida", garante a jovem. Contudo, a gravidez precoce pode originar danos que vão além do insucesso profissional. Existe o risco acrescido de o bebé nascer antes do tempo. Isto porque "o canal de parto só atinge dimensões anatómicas adultas aos 16 anos, mas sobretudo devido ao stress e dúvidas decorrentes de uma gravidez involuntária", esclarece Miguel Oliveira e Silva.

Apesar de o número de crianças nascidas de mães até aos 19 anos ter vindo a decrescer - de 6144 casos em 2003 para 4844 casos em 2007 -, Portugal continua a ser um dos países europeus com maior percentagem de grávidas menores. De acordo com um estudo da ONU, em 2001, Portugal era o segundo país da UE com mais mães adolescentes, apenas superado pelo Reino Unido.

Maria Teresa Tomé, médica de família, trabalha no Centro de Atendimento a Jovens (CAJ) do Centro de Saúde de Celas, em Coimbra. Desde que o CAJ abriu, em 1987, aparecem cada vez menos raparigas grávidas em busca de auxílio. Porém, Maria Teresa Tomé espanta-se por ainda ouvir as mesmas respostas de há 15 anos, tais como: "Pensava que não engra- vidava porque era a primeira vez" ou "estava numa altura da ovulação em que não devia engravidar". Segundo a médica, os jovens estão ca- da vez mais informadas sobre a sexualidade, "mas temos de os fazer inte-riorizar que a mensagem lhes diz respeito".

Inês (nome fictício) acreditava que praticar coito interrompido seria o suficiente para não engravidar. Acabou por ter uma menina aos 17 anos e viu--se obrigada a deixar os estudos para servir às mesas. De acordo com Duarte Vilar, director executivo da associação de planeamento familiar, "há falta de informação, mas [a gravidez na adolescência] também é um problema social: muitas destas jovens já saíram da escola e estão em grupos sociais desfavorecidos".»

Fonte:Diário de Noticias
Link:http://dn.sapo.pt/2009/03/01/sociedade/todos_dias_nascem_bebes_filhos_maes_.html

Procriação Assistida - Conselho recomenda mais rapidez no encaminhamento de casais inférteis para o privado


«O Conselho Nacional de Procriação Medicamente Assistida dirigiu uma recomendação ao Ministério da Saúde para que agilize os procedimentos que permitirão aos casais inférteis serem tratados no sector privado quando não obtiverem resposta no público, na sequência de várias queixas

A informação foi avançada à Agência Lusa por Eurico Reis, presidente do organismo criado pela legislação de 2006 que veio regular esta área e ao qual compete pronunciar-se sobre as questões éticas, sociais e legais da Procriação Medicamente Assistida (PMA).

De acordo com o juiz desembargador, a recomendação do Conselho Nacional de Procriação Medicamente Assistida (CNPMA) resultou de várias queixas de doentes, que denunciaram a ausência de resposta dos centros públicos à solicitação de uma declaração que lhes permita serem atendidos no privado.

A lei determina que, para serem seguidos no sector privado, os doentes têm de ter uma declaração do centro público a assumir a sua falta de resposta e a necessidade de encaminhamento para os centros privados.

Segundo Eurico Reis, os casais têm solicitado esta declaração, mas têm visto as suas pretensões recusadas.

Por esta razão, e tendo em conta o anúncio do primeiro-ministro, em 2007, de apoiar a PMA, o Conselho recomendou ao Ministério da Saúde que agilize os procedimentos para que este anúncio «tenha, o mais rapidamente possível, consequências práticas».

A 6 de Novembro de 2007, durante o discurso inicial no debate do Orçamento de Estado para 2008, José Sócrates anunciou o apoio à PMA, nomeadamente o financiamento a 100 por cento da primeira linha de tratamentos e do primeiro ciclo da segunda linha de tratamentos.

Existem 25 centros que realizam técnicas de PMA em Portugal, sendo a maioria privados.

Nos casos em que são necessárias técnicas como a Fertilização In Vitro (FIV) ou a Microinjecção Intracitoplasmática (ICSI) um tratamento pode custar mais de 5 mil euros, e mais de mil euros só para os medicamentos (injecções que estimulam a produção de óvulos, entre outros).

Passado mais de um ano desde o anúncio de José Sócrates, o encaminhamento para o sector privado ainda não se faz. A ministra da Saúde reconheceu recentemente à Agência Lusa que este encaminhamento já deveria ter acontecido em 2008, comprometendo-se com novidades nesta área em Março.

Por conhecer está a forma como vai ser feito o pagamento do Serviço Nacional de Saúde (SNS) aos centros privados para onde os casais sejam encaminhados pelo sector público.

A primeira criança concebida através de uma técnica de PMA nasceu a 25 de Julho de 1978. Tratou-se de Louise Brown e nasceu em Inglaterra. A 1 de Março de 1986, Carlos Miguel foi o primeiro português que nasceu graças a uma FIV, no Hospital Santa Maria, em Lisboa.

Lusa / SOL »

Fonte:Sol
Link:http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=127638

quarta-feira, 4 de março de 2009

Dieta mediterrânea pode prevenir espinha bífida


«A equipa de cientistas holandeses descobriu que as mulheres que comiam mais frutos, vegetais, óleos saudáveis, peixe e cereais tinham uma probabilidade menor de dar à luz um bebé com espinha bífida, uma malformação congénita do tubo neural que resulta de uma falha na formação das vértebras na coluna do feto, falha essa que, abrindo e tornando vulnerável o seu interior, provoca danos, por vezes graves, no sistema nervoso central.

Suplementação através de ácidos fólicos já havia demonstrado que prevenia deficiências no nascimento dos bebés em casos onde as cordas espinais não conseguem fechar-se por completo. Em alguns países, como nos Estados Unidos, existem alimentos ricos nestas substâncias de forma a garantir às mulheres grávidas que recebem todos os nutrientes necessários. No entanto, os investigadores acreditam que a suplementação por si só não chega, sendo necessário adoptar um tipo de dieta adequado também.

Os investigadores estudaram a dieta de 50 mulheres que tinham dado à luz crianças com spina bífida, e 81 mulheres cujos bebés nasceram sem a malformação. Aquelas que tinham uma dieta mais distante da dieta mediterrânea apresentaram uma percentagem 3 vezes superior de ter um bebé com spina bífida, notaram os cientistas, aconselhando este tipo de dieta durante a gravidez para prevenir a malformação.

Pedro Santos»

Fonte:Farmacia.com.pt
Link:http://www.farmacia.com.pt/index.php?name=News&file=article&sid=6659

Estria pode atingir 80% das mulheres As estrias são problema estético; tratamento melhora lesão



«Poucas coisas incomodam tanto as mulheres quanto ter o corpo marcado pelas estrias. De acordo com a dermatologista Juliana Lóis, as estrias são um problema estético que atinge cerca de 80% do público feminino, assim como parte dos homens.

As estrias são atrofias lineares da derme média e profunda, geralmente paralelas, que podem variar de um a vários centímetros de extensão. Surgem principalmente nas coxas, nádegas, abdômen (gravidez), mamas e dorso do tronco (homens).

“Inicialmente as lesões são avermelhadas ou róseas evoluindo mais tarde para uma tonalidade esbranquiçada e de consistência frouxa. Em pessoas de pele morena as estrias podem ser mais escuras”, explica.

Juliana alerta que pacientes com estrias devem ser avaliados pelo médico, recebendo indicação do tipo de tratamento que mais lhe convém. “Cada tipo de estria deve ter um tratamento diferente”, fala.

A causa, segundo ela, ocorre devido a pele não possuir elasticidade suficiente para acompanhar os processos de transformação corporal, como a gravidez, mudanças bruscas de peso, crescimento rápido na adolescência, esportes (musculação e alongamentos excessivos), alterações hormonais, distúrbios nutricionais e vitamínicos, alguns tipos de doenças como Sd. Cushings, entre outros.

Para evitá-las, a médica recomenda a hidratação intensa da pele com cremes e loções, principalmente em pessoas com histórico familiar do problema.

“Em algumas pessoas mesmo com pouca distensão da pele elas podem aparecer. Em outras podem chegar a nem desenvolver, mesmo na gravidez, onde a distensão da pele é muito grande. No entanto, deve-se beber pelo menos oito copos de água por dia e evitar engordar demais e rapidamente, eliminando doces e gorduras da dieta e praticando exercícios físicos regularmente”, frisa.

Nas meninas, na fase da puberdade, estes cuidados são muito importantes, pois é nessa época que costumam surgir as estrias nas nádegas, coxas e mamas. Nos rapazes, a fase do “estirão” pode causar estrias horizontais no dorso do tronco.»

Fonte:Diário de Marilia
Link:http://www.diariodemarilia.com.br/Noticias/66818/Estria-pode-atingir-80-das-mulheres

terça-feira, 3 de março de 2009

Novo passatempo em vigor - Oferta do Livro: "Compreender a Agressividade na Criança"


Boa tarde,

mais um passatempo - oferta de 5 exemplares do livro "Compreender a Agressividade na Criança" vê como ganhar no nosso blog http://livros-gravidez.blogspot.com/

Regras de parentalidade equiparadas para funcionários públicos e privados


«O secretário de Estado da Administração Pública avançou esta quinta-feira que as novas regras relativas à protecção social na parentalidade para os funcionários públicos vão ter efeitos retroactivos à data da entrada em vigor do diploma para o regime geral.

O diploma para o regime geral já foi aprovado em Conselho de Ministros e aguarda agora publicação em Diário da República, sendo de sublinhar que, entre outros pressupostos, prevê o alargamento da licença parental para seis meses, subsidiando com 83% do salário bruto.

O secretário de Estado, Gonçalo Castilho dos Santos, referiu que as novas regras que vão abranger os funcionários públicos no que refere à protecção da parentalidade implicam uma equiparação de direitos com o sector privado.

De sublinhar que as novas regras garantem a retroactividade das regras à data de entrada em vigor do regime geral, uma vez que o processo legislativo ainda não está concluído. A alteração ao anterior regime de protecção social dos funcionários públicos foi possível graças às negociações com os sindicatos.

Desta forma, as alterações ao regime de protecção social quanto à parentalidade são assim alargadas aos funcionários que entraram para a Administração Pública até ao final de 2005 e que não estavam abrangidos pelo regime geral.

Funcionários do sector público e privado passam a ter os mesmos direitos de parentalidade, que define a atribuição de subsídios nas situações de maternidade, paternidade e adopção, noticia a Lusa.

Os funcionários da Administração Pública passam a gozar dos subsídios parentais mas também das prestações sociais nos casos de interrupção da gravidez e na adopção, tal como os avós que passam a poder tirar dias de licença para cuidar de netos doentes.»

Fonte:Fábrica de Conteúdos
Link:http://www.fabricadeconteudos.com/?lop=artigo&op=e4da3b7fbbce2345d7772b0674a318d5&id=7c97dcb039cd9d9c9af5f9a29033ab57

Licença de Maternidade e Paternidade 1


«Bebés: pais mais tempo em casa

Meio ano subsidiado a 83% ou 5 meses a 100%
As mães vão poder ficar em casa com os seus filhos mais um mês do que actualmente. Ou seja, segundo a decisão avançada esta quinta-feira pelo Governo, procede-se ao aumento do período de licença parental para 6 meses subsidiados a 83 por cento ou cinco meses a 100% na situação de partilha da licença entre a mãe e o pai, em que este goze um período de 30 dias ou dois períodos de 15 dias em exclusividade.

Recorde-se que actualmente o subsídio por maternidade, paternidade e adopção apenas prevê o pagamento de 120 dias a 100% ou 150 dias a 80%.

Do mesmo modo, são reforçados os direitos do pai por nascimento de filho, que passa a ter o direito ao gozo de um período de 20 dias úteis, 10 dias obrigatórios e 10 facultativos, integralmente subsidiados pela Segurança Social.

O decreto-lei, divulgado esta quinta-feira após Conselho de Ministros vem reforçar o esquema de protecção social na maternidade, paternidade e adopção, em cumprimento do estabelecido no «Acordo Tripartido para um Novo Sistema de Regulação das Relações Laborais, das Políticas de Emprego e da Protecção Social em Portugal».

«O novo regime de protecção social elege como prioridades incentivar a natalidade e a igualdade de género, através do reforço dos direitos do pai e da partilha da licença, e facilitar a conciliação entre a vida profissional e familiar e melhorar os cuidados às crianças na primeira infância», refere o mesmo documento.

É, também, criada a possibilidade de os pais poderem prolongar a licença parental inicial por mais seis meses adicionais subsidiados pela segurança social. Este subsídio, no valor de 25% da remuneração de referência, é concedido a ambos os cônjuges alteradamente e corresponde ao período imediatamente subsequente à licença parental inicial.

Independentes com mais direitos

Já o trabalho a tempo parcial para acompanhamento de filho durante os 12 primeiros anos de vida, refere ainda o comunicado do Conselho de Ministros, é contado em dobro para efeitos de atribuições de prestações de segurança social, com o limite da remuneração correspondente ao tempo completo.

Por outro lado, reforçam-se os direitos dos avós, subsidiando as faltas dos avós que, em substituição dos pais, prestam assistência aos menores doentes, e a discriminação positiva nas situações de assistência a filhos com deficiência ou doentes crónicos duplicando o limite máximo deste subsídio.

O mesmo documento procede também ao alargamento do esquema de protecção social na parentalidade dos trabalhadores independentes, que passam a beneficiar do subsídio parental exclusivo do pai, do subsídio para assistência a filho com deficiência ou doença crónica.

Equipara-se também a protecção social nas situações de adopção às situações de licença parental inicial.»

Fonte:Agência Financeira
Link:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/noticia.php?id=1042204&div_id=1730


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«(...)

Com a nova legislação os trabalhadores passam a ter direito a 30 dias de faltas justificadas para assistirem filhos menores de 12 anos e, pela primeira vez, 15 dias para assistência a descendentes maiores de 12 anos. Terão ainda 15 dias para apoio a cônjugues, pais e irmãos.

O novo Código de Trabalho contempla ainda um alargamento da licença de paternidade dos actuais quatro para cinco meses, desde que uma parte deste período seja partilhada entre o pai e a mãe.

A licença partilhada pode ir até aos 6 meses mas, neste caso, os pais recebem apenas 83 por cento do vencimento.

Algumas partes do novo código do trabalho não vão ainda entrar efectivamente em vigor porque algumas matérias dependem de legislação complementar, legislação especial e do Código do Processo do Trabalho, que ainda não está pronto.

RRA.

Lusa/Fim»

Fonte: Expresso
Link:http://aeiou.expresso.pt/codigo_do_trabalho_entra_hoje_em_vigor=f498233

segunda-feira, 2 de março de 2009

Casa deve ser adaptada desde a gestação


«Acessos às escadas, assim como à cozinha, devem ser bloqueados, com uso de portões e travas

A pediatra Renata Waksman, presidente do Departamento de Segurança da Criança e do Adolescente da Sociedade Brasileira de Pediatria, recomenda que os pais comecem a planejar adaptações na casa desde a gestação. "As janelas e varandas devem ser protegidas por telas ou grades", alerta. Os acessos às escadas, assim como à cozinha, também devem ser bloqueados, com o uso de portões e travas. "Nos momentos de preparo das refeições, as crianças nunca devem estar na cozinha, porque o adulto fica distraído."

Os brinquedos são essenciais para o desenvolvimento infantil. Mas devem ser selecionados com atenção. A pediatra orienta: confira sempre se é adequado para a faixa etária e se possui selo de certificação. Até os 3 anos, há o risco de a criança se sufocar com brinquedos muito grandes, ou de engolir pequenas peças que se soltam. Atenção também quando dois irmãos brincam juntos: o maior pode estar com peças inadequadas para o menor. "Em todos os casos, é necessário que um adulto supervisione a brincadeira. Pelo menos até a adolescência", afirma Renata.

A médica também orienta que produtos químicos, medicamentos, cosméticos, secadores e barbeadores sejam mantidos longe do acesso físico e visual dos pequenos. Podem ficar, por exemplo, em um armário alto e trancado. Além de impedir os acessos, recomenda que os pais instruam os filhos sobre os riscos desde cedo. "Fale com linguagem simples, explicando à criança como ela pode se machucar com algumas práticas. Evite usar a palavra ‘não’, porque incita a curiosidade deles", orienta. "Mas só isso não basta. É preciso proteger e supervisionar pessoalmente o que a criança está fazendo." »

Fonte:Bemparana
Link:http://www.bemparana.com.br/index.php?n=97387&t=casa-deve-ser-adaptada-desde-a-gestacao

Quando tirar as fraldas?


«Entenda por que há o momento certo para tirar a fralda do seu filho

Thais Lazzeri

Você ainda está pensando em tirar as fraldas do seu filho de dois anos? Para algumas famílias norte-americanas que colocam bebês com menos de 1 ano sentados no vaso sanitário, você está atrasado. Lá, coerente com o modo de viver competitivo da sociedade, quanto mais cedo a criança aprender a usar o toalete, melhor. Com isso, os bebês se livram das fraldas enquanto ensaiam os primeiros passos. O médico Barton D. Schmitt publicou um estudo mostrando que 50% dos bebês no mundo aprendem a usar o banheiro antes de completar 1 ano. Aqui no Brasil, ainda bem, não temos iniciativas parecidas.

Para os médicos brasileiros uma criança com menos de 1 ano e meio não tem nem maturidade fisiológica nem psicológica para sair das fraldas. Adiantar esse treinamento não traz benefício algum para o bebê. "Você pode até condicioná-lo a usar o toalete, mas não significa que ele entenda o que está fazendo", afirma o pediatra Roberto Bittar. Quem sai das fraldas antes do tempo pode apresentar desde problemas orgânicos, como fazer cocô na roupa ou em lugar inapropriado (encoprese), até emocionais, como baixa auto-estima. "Nessa idade, a criança está muito vulnerável à percepção externa sobre a própria imagem. Imagine se ela está sem fralda, porque a tiraram antes do tempo, e faz xixi na roupa? Vai ser motivo de vergonha e constrangimento. Podendo até gerar bloqueios emocionais sérios", diz a pediatra Maria do Carmo Barros de Melo. Por isso, o melhor é respeitar o desenvolvimento do seu filho e ter paciência nesse processo.

Não se precipite. "Só comece o treinamento do seu filho se você perceber que ele está maduro. Assim, o aprendizado tem mais chances de acontecer com tranqüilidade, apesar das trovoadas", diz a pediatra Gelsomina Colaruso Bosco. Como saber se chegou a hora? As crianças costumam deixar a fralda do dia, em média, a partir dos 2 anos e meio. Na prática, seu filho dá sinais de que está pronto se demonstra desconforto ao sujar a fralda ou avisa quando fez xixi ou cocô. Se esse tempo não for respeitado, corre-se o risco de enfrentar quilos de roupas molhadas na lavanderia por meses a fio.»

Fonte:Revista Crescer
Link:http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI1312-15106,00-QUANDO+TIRAR+AS+FRALDAS.html

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Avós podem ser pior que creche para os bebês, diz estudo


«Bebês deixados na creche se relacionaram melhor aos 3 anos.

Da BBC

Muitos dos bebês que ficam aos cuidados dos avós enquanto os pais trabalham talvez se saíssem melhor em creches e na escola maternal, afirma um estudo britânico.

Os avós com frequência podem ajudar a desenvolver o vocabulário de um bebê, mas talvez não possam oferecer outras experiências educacionais e sociais que uma criança necessita, dizem pesquisadores do Institute of Education, em Londres.

Eles verificaram que crianças que foram cuidadas pelos avós aos nove meses de idade foram consideradas como tendo mais problemas de comportamento aos três anos do que as que ficaram aos cuidados de uma creche, escolinha, babá ou outro membro da família.

Um artigo sobre o trabalho será publicado na próxima edição da revista científica Journal of Social Policy

, da editora Cambridge University Press.

A pesquisa envolveu 4.800 crianças britânicas nascidas em 2000 e 2001 que estão sendo monitoradas por um estudo de longo prazo, o Millennium Cohort Study.

Os problemas de comportamento relatados pareceram afetar crianças de todos os níveis sociais.

As pesquisadoras Kirstine Hansen e Denise Hawkes também constataram que crianças de três anos que, aos nove meses de idade, ficaram na escola maternal e em creches, com frequência estavam mais preparadas para a vida escolar do que as que tinham sido cuidadas pelos avós, babás, pessoas da família ou amigos.

Em média, elas conseguiram mais pontos em uma avaliação que mediu sua compreensão de cores, letras, números, tamanhos, comparações e formas.

Entretanto, crianças cujas mães tinham alto nível educacional apresentaram vocabulários maiores se criadas por um dos avós - na maioria dos casos, a avó materna.

O estudo não investigou os motivos pelos quais as crianças deixadas aos cuidados dos avós parecem apresentar mais problemas de comportamento.

Os pesquisadores mencionaram, no entanto, estudos anteriores que concluíram que ambientes pré-escolares como a escola maternal podem ajudar as crianças a desenvolver o traquejo social de que necessitam para se relacionar com os colegas.

"Crianças que são cuidadas pelos avós, por outro lado, passam mais tempo com adultos", disseram.

Ao concluir o estudo, os pesquisadores argumentaram que avós que cuidam dos netos merecem apoio ao invés de críticas. »

Fonte:G1
Link:http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL996142-5603,00-AVOS+PODEM+SER+PIOR+QUE+CRECHE+PARA+OS+BEBES+DIZ+ESTUDO.html

Cada vez mais cesarianas em Portugal

«O número de partos por este meio está nos 36%.

Ao contrário das expectativas, há cada vez mais cesarianas em Portugal. É um dos dados do Plano Nacional de Saúde que estabelece metas até 2010.

O plano estabelecia um máximo de 25% de crianças nascidas desta forma, mas o número está nos 36%. Em declarações à Rádio Renascença, a Alta Comissária da Saúde diz que é um dado preocupante.

Ainda em relação ao Plano Nacional de Saúde, há outros indicadores também negativos, como o do aumento do número de bebés prematuros e o consumo de antidepressivos e ansiolíticos, que, em vez de diminuir, subiu e muito.»

Fonte:TVI
Link:http://www.tvi.iol.pt/informacao/noticia.php?id=1041527

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Atrasar corte do cordão umbilical previne anemia em bebês


«Esperar um pouco pode aumentar os estoques de ferro e prevenir anemia nos recém-nascidos


Cortar o cordão umbilical assim que o bebê nasce é a conduta mais adotada na maioria das maternidades do país. Mas novos estudos sugerem que esperar um pouco pode aumentar os estoques de ferro e prevenir anemia nos recém-nascidos.

Pesquisa publicada nos "Cadernos de Saúde Pública", da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), comprovou o benefício. Foram acompanhados 224 partos: em 109 deles, foi feito o clampeamento (corte) imediato; em 115, esperou-se um minuto. Três meses após o parto, os bebês submetidos ao corte tardio tiveram um nível maior de ferritina (indicador da quantidade de ferro).

Bebê no berçário do Hospital e Maternidade Interlagos, que permite que os próprios médicos decidam quando cortar o cordão umbilical
Bebê no berçário do Hospital e Maternidade Interlagos, que permite que os próprios médicos decidam quando cortar o cordão umbilical

Isso ocorre porque, quando o cordão não é cortado imediatamente, o bebê recebe mais sangue da mãe. "Trata-se de uma das estratégias da Organização Mundial da Saúde para prevenir a anemia, um problema grande no primeiro ano de vida", diz a pediatra Jucille Meneses, vice-presidente do departamento científico de neonatologia da SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria).

Em 2007, uma revisão de estudos publicada no "Jama" (periódico da associação médica americana) concluiu que o corte tardio é melhor para o bebê.

Segundo a autora do estudo brasileiro, a pediatra Sônia Venâncio, do Instituto de Saúde da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, trata-se do primeiro trabalho nacional a fazer essa comparação. "Havia referências internacionais e quis ver se achávamos os mesmos resultados aqui", diz ela, que agora consolida os dados dos bebês aos seis meses.

Venâncio optou pelo tempo de um minuto para conseguir a adesão da equipe da maternidade. "Mesmo com essa intervenção menos radical houve diferença no estoque de ferro."

Polêmica

A questão, porém, não é consensual. Especialistas afirmam que o fato de o bebê receber mais sangue aumenta o risco de ele ter policitemia (excesso de glóbulos vermelhos) e icterícia (coloração amarela gerada por excesso de bilirrubina).

Para Eduardo Cordioli, obstetra e coordenador médico da maternidade do hospital Albert Einstein, o corte precoce é mais seguro. "Quando o bebê recebe muito sangue, não dá conta. Vários trabalhos mostram que ele precisa fazer mais fototerapia [para icterícia]. Acho perigoso abrir mão da segurança."

Ele diz que o tema é controverso. "A gente deixa alguns segundos, limpa, corta com calma. Acho saudável esperar um pouco, mas com bom senso."

No estudo de Venâncio, não houve diferença significativa no índice de problemas como icterícia entre os dois grupos.

Para a pediatra Ana Lúcia Goulart, chefe da disciplina de pediatria neonatal da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), a intervenção é pouco efetiva. "O aporte maior de ferro é feito na gestação. A espera para clampear aumenta muito pouco a reserva do mineral."

Ela diz que a maior diferença seria para crianças prematuras, que, como precisam de cuidados imediatos, não deveriam receber o corte precoce.

Meneses, da SBP, discorda e diz que, segundo estudos, o corte tardio reduz a necessidade de transfusões sanguíneas e o risco de hemorragias intracranianas em prematuros.

Para Meneses, a regra deveria ser o corte tardio, com algumas ressalvas. A SBP ainda não tem orientação sobre o tema.
Fonte: Folha Online»

Fonte:180 graus
Link:http://180graus.brasilportais.com.br/geral/atrasar-corte-do-cordao-umbilical-previne-anemia-em-bebes-85751.html

Mapeamento genético de bebês poderá ser feito até 2019


«O código genético dos bebês que nascerão dentro dos próximos dez anos poderá ser mapeado já no nascimento, conforme prevê a empresa líder mundial de estudos do genoma humano, Illumina. Segundo Jay Flatley, executivo da companhia, a leitura completa do DNA deverá ser feita com técnicas acessíveis e mais baratas, o que geraria uma revolução na medicina preventiva. As informações são do site britânicoTimesonline.

De acordo com Flatley, apenas questões jurídicas e sociais deixam o seqüenciamento do genoma suscetível a atrasos para aplicar a técnica, mas ele acredita que, a partir de 2019, se torne rotina mapear o código genético de recém-nascidos.

Com a evolução do procedimento médico e a liberação de sua aplicação, o executivo afirma ainda que será aberta uma nova abordagem para a medicina, pelo meio da qual doenças cardíacas ou como o diabetes poderão ser previstos e evitados com tratamentos seguros e eficazes.

O mapeamento do DNA, no entanto, tem levantado sérias questões com relação à privacidade e ao acesso dos registros genéticos da pessoa mapeada, o que poderia prejudicá-los se tal informação de seu estado de saúde fosse usado contra empregadores ou companhias de seguros. Flatley acredita que muitas pessoas, temerosas por vir a ser renegadas a vagas de emprego ou adesão a seguradoras de saúde por apresentarem preponderância a desenvolver determinada doença, pudessem não querer que o mapeamento fosse feito.

Ainda um procedimento caro, o mapeamento genético poderia ter seus custos reduzidos. O Projeto Genoma Humano, que publicou o seu primeiro estudo bruto de seqüenciamento genético humano em 2001, custou cerca de US$ 4 bilhões. Mas para tornar a técnica acessível financeiramente, a Illumina está preparando o lançamento de um mapeamento mais barato para ser executado dentro de até dois anos.

A companhia calcula que poderia fazer o mapeamento cobrando valores entre US$ 10 mil e 20 mil, a princípio. Mas no último mês, a Illumina anunciou uma parceria que pode ser feita com a Nanopore Oxford, empresa britânica que está desenvolvendo uma nova abordagem de seqüenciamento, o que levaria à redução dos custos.

Em uma entrevista ao Times, Flatley disse que a seqüência do genoma pode ser feita, futuramente, por menos de US $ 1 mil dentro de três a quatro anos. "Acho que esses limites serão rompidos num horizonte de até dez anos", acrescentou.

Flatley explica que o genoma do bebê ao nascer poderia ser mapeado através do teste do pezinho, técnica utilizada hoje em que é retirada uma pequena quantidade de sangue para verificar a preponderância a desenvolver doenças hereditárias, a exemplo da fibrose cística.

Redação Terra»

Fonte: Terra
Link:http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI3503007-EI238,00.html

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Pulseira promete 'traduzir' choro do bebê a pais inexperientes

(«Segundo a inventora do Baby says, motivo do choro pode ser definido em seis palavras: sono, fome, fralda, tédio, doença ou estresse. (Foto: Divulgação )»

«Sensor analisa choro e define motivo, como fome, sono ou estresse.
Produto ainda não está disponível e não há previsão de lançamento.

Do G1, em São Paulo

Um produto idealizado pela designer Hansook Lee, dos Estados Unidos, pode levar alívio aos pais e mães que não entendem o motivo do choro de seus bebês. Com uma tecnologia que analisa o padrão do choro, o “Baby says” promete decifrar a razão do desconforto e defini-la em uma dessas seis palavras: sono, fome, fralda, tédio, doença ou estresse.

O produto ainda não está disponível no mercado e não há previsão de lançamento.

O sensor responsável por analisar o choro e definir a palavra (instalado em um travesseiro usado pela criança) envia esse termo a uma pulseira usada pelos pais do bebê. O alerta pode ser acompanhado por uma vibração.

“O choro dos bebês tem um padrão que indica suas necessidades. Ao segui-lo, o Baby says traduz a linguagem da criança para a dos adultos”, explicou a inventora, segundo o site Yanko Design.»

Fonte:G1
Link:http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/0,,MUL993432-6174,00-PULSEIRA+PROMETE+TRADUZIR+CHORO+DO+BEBE+A+PAIS+INEXPERIENTES.html

Reino Unido alerta para relação entre cannabis e doenças mentais


«O governo britânico lança, a partir desta segunda-feira, uma campanha para alertar as crianças e e jovens para os riscos do consumo de cannabis.

A campanha, no valor de dois milhões de libras (cerca de 2,2 milhões de euros), vai englobar a televisão, rádio e Internet. A mensagem é a de que a cannabis não é uma droga segura e que tem ligações a problemas de saúde mental, como a paranóia e a esquizofrenia.

“Cannabis é uma droga destrutiva. O que pode começar com alguns sorrisos e o fazer parte do grupo acarreta sérios riscos. A longo prazo, pode levar a problemas de saúde”, avisou o ministro da Saúde Pública britânico, Dawn Primarolo.

“Os jovens precisam de saber que a cannabis não é uma droga leve. Precisam de estar conscientes dos riscos que correm.”

No último mês, o governo britânico modificou a classificação da cannabis, tornando-a uma droga de classe B, um nível acima da classificação anterior. Desta forma, a cannabis fica classificada a par das anfetaminas e barbitúricos. Os utilizadores podem enfrentar cinco anos de cadeia e os fornecedores podem ser condenados a penas até 14 anos.

Os números mostram que a cannabis é a droga ilegal mais usadas pelas crianças entre os 11 e os 15 anos e é usada por quase 18% dos jovens entre os 16 e os 24 anos.

A campanha visa mostrar que a cannabis pode transformar os utilizadores de comunicativos e relaxados a paranóicos. Em alguns casos, o uso regular da droga pode danificar os pulmões, o sistema reprodutivo e levar ao desenvolvimento de esquizofrenia.

“As provas apontam para que o uso de cannabis leva à psicose em algumas pessoas, particularmente nos utilizadores regulares, disse à agência Reuters Louis Appleby, o director nacional dos Serviços de Saúde Mental britânicos.»

Fonte:JN
Link:http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=1146182

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Divulgação de Eventos do projecto bebé +


1 - CURSO: PRIMEIROS SOCORROS A CRIANÇAS!

2 - Workshop de Nutrição Infantil: Ementas apetitosas para bebés gulosos! (nível 1 // 0-12 meses)!

3 - MASSAGEM DO BEBÉ - Sessão Gratuita para Grávidas, Pais e Bebés

4 - CURSO : ALEITAMENTO MATERNO

O projecto bebé + gostaria de oferecer um desconto de 10% aos leitores do blog que estiverem interessados em realizar alguma destas acções.

1 - CURSO: PRIMEIROS SOCORROS A CRIANÇAS!


Duração: 10 ho
ras
Para Pais, Educadores e Profissionais em Geral!





PROGRAMA

28 Fevereiro - 4 HORAS

Noções Básicas
Dificuldade respiratória
Asfixia
Suporte básico de vida pediátrico
07 Março - 3 HORAS
Corpos estranhos no olho, nariz e ouvido
Hemorragia nasal, traumatismos e queimaduras

14 Março - 3 HORAS

Febre vómitos e diarreia
Contactos úteis

FORMADORAS
Isabel Magalhães – Enfermeira especialista em Saúde Infantil e Pediatria / Centro Hospitalar do Porto
– Unidade Hospital Maria Pia e Linha Apoio Saúde 24.
Sandra Azevedo – Enfermeira especialista em Saúde Infantil e Pediatria / Centro Hospitalar do Porto
– Unidade Hospital Maria Pia

VALOR DA FORMAÇÃO
65 eur por pessoa / 85 eur por casal

MATERIAL A FORNECER AOS PARTICIPANTES
Kit de Formação (inclui Manual de Apoio e Certificado de Participação)

LOCAL
Salvo indicação em contrário as actividades decorrem nas Instalações do Apoio XXI – Vila Nova de Gaia

Mais informações e Inscrições:
T. 966 470 355
geral@projectobebemais.com
www.projectobebemais.com
projectobebemais.blogs.sapo.pt


2 - Wo
rkshop de Nutrição Infantil: Ementas apetitosas para bebés gulosos! (nível 1 // 0-12 meses)!


Duração: 3 horas
Para Pais e/ou Profissionais (Educadores de Infância, Auxiliares de Acção Educativa, Professores, Terapeutas, entre outros.



PROGRAMA


28 Fevereiro – 3 HORAS

_Necessidades calóricas e vitamínicas nos bebés dos 0 aos 12 meses;
_Amamentação, leite materno e os seus benefícios;
_Leites/fórmulas infantis – qual escolher?
_Introdução da alimentação diversificada:
Quando e como começar?
Os primeiros alimentos e bebidas;
Os melhores alimentos para cada etapa;
Alimentos proibidos ou a evitar;
Alimentos prontos para bebés (farinhas, boiões, cereais líquidos …)
_Higiene e conservação (refrigeração, congelação, …) dos alimentos para o bebé;
_Alergias e intolerâncias alimentares;
_Planos diários de refeições adequados às diferentes etapas;
_Receitas (alimentos e quantidades) apetitosas para o bebé;

FORMADORA
Liliana Pereira
Licenciada em Ciências da Nutrição pela Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do
Porto.
Autora do programa de educação alimentar para crianças “Comer bem... Para Bem Crescer!” desenvolvido em
várias escolas e publicado pela revista europeia “Network news – The European Network of Health Promoting
Schools”.

VALOR DA FORMAÇÃO
25 eur por pessoa // 35 eur por casal
MATERIAL A FORNECER AOS PARTICIPANTES
Kit de Formação (inclui Manual de Apoio e Certificado de Participação)

LOCAL
Salvo indicação em contrário as actividades decorrem nas Instalações do Apoio XXI – Vila Nova de Gaia

Mais informações e Inscrições:
T. 966 470 355
geral@projectobebemais.com
www.projectobebemais.com
projectobebemais.blogs.sapo.pt




3 - MASSAGEM DO BEBÉ

Sessão Gratuita para Grávidas, Pais e Bebés
14 de Março // 15h00 // Duração: 45´ // Holmes Place Arrábida





Participação sujeita a inscrição


_Acolhimento e exercícios de relaxamento
_Demonstração de algumas técnicas de massagem infantil
(os pais podem massajar os seus bebés)
_Esclarecimento de dúvidas e Partilha final

DINAMIZADORA
Instrutora Certificada pela Associação Internacional de Massagem Infantil (IAIM)

MATERIAL NECESSÁRIO
Para o Bebé: muda de roupa, toalha e óleo de massagem
Para os Pais: roupa prática e confortável.

LOCAL
Holmes Place Arrábida - Rua Manuel Moreira Barros, N.º 618 C - Gaia

Mais informações e Inscrições:
T. 966 470 355
geral@projectobebemais.com
www.projectobebemais.com
projectobebemais.blogs.sapo.pt


4 - CURSO : ALEITAMENTO MATERNO



PARA MAMÃS, GRÁVIDAS, FUTUROS PAIS E PÚBLICO EM GERAL
Duração: 3 horas (2 sessões de 90´) // 21 de Março e 28 de Março
Horário: 10h30m – 12h00m

PROGRAMA 21 de Março (sessão 1)
_Vantagens do aleitamento materno para o bebé
e para a mamã
_Composição do leite materno
_Até quando amamentar… indicações da O.M.S.
_Alternativas ao aleitamento materno
_Alimentação da mãe durante a amamentação
_Suplementos

28 de Março (sessão 2)
_ Anatomo - fisiologia da lactação
_ Até quando amamentar… indicações da O.M.S
_ Preparar o momento…
_ Posições para a amamentação
_ Sinais de uma boa pega na mama
_ Aleitamento através do copinho
_ Formas de retirar e armazenar o leite materno
_ Complicações na amamentação – sugestões de
estratégias
_ Prevenção e tratamento de lesões nos seios
_ O regresso ao trabalho: o que fazer

FORMADORAS
Susana Macedo
Nutricionista, mestre em Química e Qualidade dos Alimentos; Mãe de um bebé de 5 meses, a amamentar.
Liliana Maia
Enfermeira no Centro de Saúde de Viana do Castelo - Sub-Região de Saúde de Viana do Castelo
Conselheira em Aleitamento Materno – OMS/UNICEF.
Nicole Viana
Enfermeira no Centro de Saúde de Viana do Castelo

LOCAL
Salvo indicação em contrário as actividades decorrem nas Instalações do Apoio XXI – Vila Nova de Gaia


Mais informações e Inscrições:
T. 966 470 355
geral@projectobebemais.com
www.projectobebemais.com
projectobebemais.blogs.sapo.pt

Fumar durante a gravidez reduz fluxo sanguíneo para o feto


«Uma nova investigação sugere que fumar durante a gravidez reduz o fluxo sanguíneo para o feto em desenvolvimento, o que, por sua vez, retarda o seu crescimento. A Dra Malene Rohr Andersen, do Hospital Universitário Gentoffe, na Dinamarca, referiu que se sabe, há cerca de 50 anos, que os bebés de mães que fumaram durante a gravidez têm um peso à nascença mais baixo.

A investigadora acrescentou que este estudo apresenta uma possível explicação relativamente à razão pela qual existe um fluxo sanguíneo reduzido para o feto.

A equipa de investigadores estudou 266 grávidas, das quais 182 eram não fumadoras, 43 eram fumadoras e 41 era ex-fumadoras.

De acordo com o relatório publicado na “Circulation”, os bebés cujas mães eram fumadoras pesavam menos, tinham uma cabeça mais pequena e eram mais pequenos, em comparação com os recém-nascidos cujas mães eram não fumadoras ou ex-fumadoras.

Fumar foi associado, no feto, a uma queda de 47 por cento dos níveis de uma proteína chave que ajuda os vasos sanguíneos a relaxar e o fluxo sanguíneo a aumentar, denominada síntase do óxido nítrico endotelial (eNOS).

A Dra. Andersen referiu que este estudo é um dos primeiros a demonstrar uma medida bioquímica do que se passa para provocar um peso mais baixo à nascença.

Fumar também foi associado a uma redução de 18 por cento dos níveis de bom colesterol no plasma do feto.

Isabel Marques»

Fonte:Farmacia.com.pt
Link:http://www.farmacia.com.pt/modules.php?op=modload&name=News&file=article&sid=6602

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

«Incentivo à Natalidade» lançado na maternidade de Évora


«A Governadora Civil de Évora, Fernanda Ramos, participou hoje na maternidade do Hospital de Évora no lançamento do quarto volume da colecção «Cadernos do Governo Civil», desta feita dedicado às medidas de incentivo à natalidade.

A edição resume as principais políticas introduzidas pelo actual governo nestas matérias.

O lançamento do livro e do desdobrável associado foi acompanhado pela oferta às mamãs e pré-mamãs de um kit bebé.

Numa região com elevados índices de desertificação e envelhecimento, o Governo Civil de Évora espera que este possa ser mais um sinal da importância que é atribuída às questões demográficas.

Diário Digital / Lusa »

Fonte:Diário Digital
Link:http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=62&id_news=373531

Risco de psicose pós-parto é maior em mulheres com mais de 35 anos


«Segundo um estudo divulgado pelo Instituto Karolinska da Suécia, as mulheres que engravidam pela primeira vez a partir dos 35 anos de idade têm um risco maior de sofrer de psicose pós-parto, uma condição que afecta de um a quatro em cada mil mulheres.

Os investigadores concluíram que o grupo de mulheres com mais de 35 anos tem uma probabilidade 2,4 vezes superior de desenvolver psicose pós-parto nos primeiros 90 dias após o nascimento do bebé, comparativamente a mulheres mais novas.

“O risco de psicose aumenta consideravelmente em relação ao nascimento do primeiro bebé, tanto para mulheres saudáveis como para aquelas com histórico de distúrbio psiquiátrico (anterior à gravidez)”, afirmou Unnur Valdimarsdottir, um dos investigadores.

De acordo com os cientistas suecos, a psicose pós-parto é bastante mais rara do que a depressão pós-parto, mas pode provocar sérias consequências, tanto para a mãe como para o bebé.

Pedro Santos»

Fonte:Farmacia.com.pt
Link:http://www.farmacia.com.pt/modules.php?op=modload&name=News&file=article&sid=6621

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Demasiada vitamina E durante a gravidez pode prejudicar o bebé


«Investigadores holandeses referiram que as mulheres que ficaram grávidas recentemente devem ter em atenção a quantidade de vitamina E que ingerem, uma vez que parece que elevados níveis da vitamina podem aumentar o risco do bebé nascer com defeitos congénitos do coração.

A probabilidade de terem um bebé com um defeito do coração era 70 por cento mais elevado para as mulheres que apresentavam a ingestão mais elevada de vitamina E proveniente apenas da dieta, em comparação com as que tinham a ingestão mais baixa.

Além disso, a ingestão elevada de vitamina E mais a utilização de suplementos que contêm vitamina E aumentaram o risco de defeitos congénitos do coração entre cinco e nove vezes.

O Dr. R. P. M. Steegers-Theunissen, do Centro Médico da Universidade de Roterdão, e colegas relataram, na “BJOG: An International Journal of Obstetrics and Gynaecology”, que elevados níveis de vitamina E podem desequilibrar o balanço oxidante/antioxidante dos tecidos embrionários.

Outros mecanismos possíveis, que explicam os efeitos adversos dos níveis elevados de vitamina E para o bebé, incluem a modificação dos genes envolvidos no desenvolvimento embrionário do coração e a inibição das enzimas celulares envolvidas na limpeza natural das toxinas.

O estudo incluiu 276 mães cujos bebés nasceram com defeitos congénitos do coração e 324 mães de controlo cujos bebés tinham nascido sem problemas de coração.

As mães completaram questionários de frequência alimentar relativos às quatro semanas antes do início do estudo, quando os seus bebés tinham 16 meses. Segundo os investigadores, os padrões alimentares durante este período eram semelhantes àqueles antes das mulheres ficarem grávidas.

Isabel Marques»

Fonte:Farmacia.com.pt
Link:http://www.farmacia.com.pt/index.php?name=News&file=article&sid=6620

El Miguel Servet es el tercer hospital español que realiza menos cesáreas con un porcentaje del 16%


(Desculpem o espanhol, mas acho que a noticia sempre que possível deve ser apresentada na sua forma original).

«El Hospital Miguel Servet ha reducido de manera considerable el número de partos por cesárea. En 2008, sólo el 16% de los 4.920 nacimientos atendidos fueron cesáreas. Así, el hospital zaragozano es el tercero de España que menos recurre a estas intervenciones. El objetivo es practicar sólo las cesáreas “claramente justificadas”.

Zaragoza.- Racionalizar el número de cesáreas es el objetivo que se marcó el Miguel Servet de Zaragoza hace unos años y parece que lo está cumpliendo. En estos momentos, el centro zaragozano es el tercer hospital de España con un menor porcentaje de estas intervenciones. En 2008, sólo el 16% de los 4.920 nacimientos atendidos fueron por cesárea, todo un logro conseguido con los programas implantados para controlar el bienestar fetal, el desarrollo del parto de nalgas via vaginal y las técnicas para recolocar a los bebés mal situados en el útero.

Así lo han destacado los doctores del servicio de Obstetricia del Miguel Servet durante la presentación del I Curso de Actualización de Obstetricia que se va a celebrar este martes y este miércoles en el centro. “Este hospital es dentro de su categoría el tercer hospital que menos porcentaje de cesáreas hace dentro del territorio nacional. En cuatro años hemos pasado de practicar un 20% de cesáreas a un 16%”, ha dicho el jefe del servicio, Javier Tobajas. En España sólo los hospitales de Cruces (Bilbao)y Las Palmas de Gran Canaria superan los datos del Servet, aunque los tres mejoran con creces la media española situada en el 26%.

Según han explicado los expertos, la tendencia europea es apostar por el llamado “parto humanizado”, es decir, aquel en el que ni la madre ni el feto corren riesgos y, por tanto, la progenitora puede elegir dar a luz de la manera menos medicalizada posible. Dentro de este objetivo, se incluye el de “racionalizar” el número de cesáreas, pues ya desde la Organización Mundial de la Salud se viene advirtiendo a los sanitarios del abuso de esta técnica. “Fundamentalmente hemos basado la restricción de cesáreas en ajustar las programadas y ver que la causa es realmente la apropiada. Se ha pasado de la época de la cesárea por si acaso a la de sólo si está claramente justificada”, explica el doctor Campillos.

Favorecer el parto vaginal

Para ello, el centro zaragozano ha desarrollado varias técnicas con el fin de favorecer el parto vaginal, que permite una pronta recuperación de la mujer y no deja cicatriz uterina, por lo que el riesgo de infertilidad y esterilidad posterior es menor.

Es el caso de un programa específico para incrementar los casos de parto vaginal cuando el bebé está situado de nalgas. En estos casos, “el bebé es bien estudiado y si consideramos que entra dentro del protocolo y va a tener un alto porcentaje de seguridad, la mujer es informada para ver si acepta el parto vaginal”, explica el doctor Campillos.

Este protocolo lleva realizándose desde hace dos años, y con él se ha incrementado en un 23% el número de partos sin cesárea para los niños mal colocados. Además, se aplica de manera parecida en los gemelos, de los que ya casi el 40% nacen por vía vaginal.

Asimismo, siempre se intenta recolocar a los bebés cruzados “que no tienen otra opción de parto más que la cesárea”, y también se ha previsto implantar nuevas técnicas para que mujeres a las que ya se les ha realizado la cesárea den a luz vía vaginal en el caso de tener más hijos. “Se supone que si ha habido cesárea anterior, los partos siguientes siempre serán por cesárea, y eso no es cierto. Nosotros tenemos un 52% de partos vaginales tras cesárea anterior que, además, en el caso de que el parto se inicie de forma espontánea, obtenemos un éxito del 70%”, ha subrayado el jefe de servicio.

Por otro lado, también se han implantado técnicas de control de bienestar fetal que reducen las posibilidades de que se tenga que practicar cesárea. “Todas estas estrategias nos han permitido reducir la indicación de cesárea dentro del riesgo de bienestar fetal de un 25%, que teníamos hace cuatro años, a un 13%”, ha explicado el doctor Castán.

Dentro de estas técnicas, ahora se pretende mejorar el manejo de la distocia o parto que no evoluciona de forma correcta y cuya indicación corresponde a más de la tercera parte de las cesáreas practicadas. “De ese 16% de cesáreas que tenemos en el hospital, entre el 5 y 6% se debe a esta indicación. Si logramos reducirla, también disminuiremos la tasa global de cesáreas”, añade Castán.

I Curso de Actualización de Obstetricia

Para compartir toda la experiencia acumulada por los profesionales del Miguel Server, que atiende el 47,36% de los partos de Aragón, y debatir los nuevos retos de los facultativos, matronas y personal de enfermería, se celebra el I Curso de Actualización de Obstetricia. Las jornadas, serán entre este martes y el miércoles en el salón Muñoz Fernández del centro sanitario, y esperan reunir a unos 300 expertos de la Comunidad y de regiones limítrofes.»

Fonte:Aragondigital
Link:http://www.aragondigital.es/asp/noticia.asp?notid=56633&secid=4

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Grávidas devem tomar cuidados especiais para curtir o Carnaval


«Gestantes não precisam ficar em casa acompanhando os desfiles pela TV, mas precisam observar alguns detalhes, como evitar saltos e cuidar da hidratação

A gravidez é um período em que as mulheres precisam de uma atenção especial. Agora no Carnaval, muita gente se ressente de não poder curtir a folia completamente. Mas isso não é uma regra absoluta. Gestantes podem aproveitar a folia, sem muitos exageros. Veja algumas dicas.

“Para a grávida que não apresenta problemas de saúde, a diversão está liberada, mas com bom senso. É preciso levar em conta o período da gestação. No primeiro trimestre, a folia não é tão cansativa. Muitas mulheres acreditam que nessa fase, a gestação é mais frágil porque é quando acontece a maior parte dos abortos. Mas esta é uma idéia errada. Os abortos espontâneos ocorrem por malformação do feto, não pelos exercícios que as grávidas realizam", diz o ginecologista e obstetra Aléssio Calil Mathias, diretor da Clínica Genesis.

A gestante pode pular o Carnaval sem problemas, mas deve observar alguns cuidados. Primeiro, é preciso ingerir líquidos com regularidade, para manter o corpo sempre hidratado. Como não é recomendável que a grávida fique muito tempo em jejum, o médico recomenda que a gestante leve alimentos saudáveis, como frutas, na bolsa.

Também é preciso evitar os sapatos de saltos altos. “À medida que a barriga cresce, o centro de gravidade da gestante se altera e ela se desequilibra com maior facilidade. Além disso, as articulações ficam menos estáveis por causa do acúmulo de líquidos no organismo. Por isto, o salto pode propiciar um tombo que pode prejudicar o bebê", alerta o especialista. Os carros alegóricos também devem ser evitados pelo risco de quedas.

O médico também recomenda pausas durante a folia. Assim que o cansaço bater, o peso da barriga incomodar ou o inchaço das pernas provocar algum desconforto, a grávida deve parar e sentar-se.

Se a gestante está em forma e pratica exercícios regularmente, é provável que ela encare a folia e até mesmo o desfile na avenida muito confortavelmente. “Caso contrário, a avenida não é um bom momento para testar suas condições físicas. Se ela estiver acima do peso, por exemplo, provavelmente se sentirá cansada no meio do caminho, ainda mais se estiver muito pesada, no final da gestação”, afirma o ginecologista.

O médico destaca que a grávida não deve usar fantasias pesadas ou que apertem a barriga porque podem provocar desconforto. O ideal é que a fantasia também dê uma boa sustentação aos seios.

Se a gestante for viajar de carro, o passeio deve ser intercalado com paradas para que a mulher possa caminhar e ativar a circulação sangüínea, principalmente das pernas. “Se for de avião, ela também deve levantar-se e caminhar pela aeronave”, diz Mathias.»

Fonte:Abril
Link:http://www.abril.com.br/noticias/ciencia-saude/gravidas-devem-tomar-cuidados-especiais-curtir-carnaval-421834.shtml

Dosagem hormonal pode prever depressão pós-parto


«Pesquisadores dos EUA estudaram o hormônio liberador de corticotropina.
Níveis elevados da substância a seis meses de gravidez indicam problema.

Luis Fernando Correia Especial para o G1

Avaliar os níveis do hormônio liberador de corticotropina na 24ª semana da gravidez pode ajudar a prever problemas psiquiátricos no pós-parto. A depressão pós-parto pode ocorrer de 4 a 6 semanas após o fim da gravidez e tem graus de intensidade dos sintomas variados.

As estatísticas sobre a ocorrência do problema são também discordantes. Uma recente revisão da literatura médica levantou que cerca de 19% das mulheres podem ter sintomas depressivos pós-parto e 7% depressão grave. Como esse quadro depressivo pode afetar não só a saúde da mãe bem como o futuro desenvolvimento do bebê, o diagnóstico precoce e seu tratamento são cruciais.


Pesquisadores da Universidade da Califórnia dosaram um hormônio produzido na placenta e que age no sistema nervoso central e no equilíbrio endócrino da mulher. O hormônio liberador de corticotropina é naturalmente produzido pelo corpo humano dentro de estruturas do cérebro. Durante a gravidez também passa a ser produzido pela placenta.


Os cientistas dosaram os níveis desse e outros hormônios cinco vezes entre a 15ª semana de gestação e o parto. Da mesma forma, as gestantes tiveram seu estado psíquico avaliado nessa visitas e duas vezes após o parto. No grupo de mais de mil mulheres estudadas, aquelas que apresentaram depressão pós-parto tinham níveis do hormônio elevados na 24ª semana da gravidez.


Existem outros fatores conhecidos que podem predispor ao aparecimento desse problema como história prévia de depressão, ausência de suporte social e baixa auto-estima. A pesquisa, que está publicada na edição de 3 de fevereiro da revista "Archives of General Psychiatry", chama a atenção para um problema de difícil diagnóstico e abre a perspectiva de teste bioquímico que alerte os médicos para que certas pacientes devam ser acompanhadas psicológicamente no pós-parto.»

Fonte:G1
Link:http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL986050-5603,00-DOSAGEM+HORMONAL+PODE+PREVER+DEPRESSAO+POSPARTO.html

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Alimentação saudável ajuda a prevenir câncer, afima especialista


«No Dia Mundial de Combate à doença, instituições de saúde alertam sobre prevenção.


Agência Brasil

Comente esta notícia | Letra
Brasília - No Dia Mundial de Combate ao Câncer, instituições de saúde alertam para a possibilidade de prevenir a doença por meio de uma alimentação saudável. A campanha da União Internacional de Controle do Câncer (UICC) envolve mais de 90 países e pretende alertar profissionais de saúde, educadores e principalmente familiares para o fato de que estar acima do peso na infância pode levar ao surgimento de câncer na vida adulta. No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) apóia a divulgação do tema.

“O primeiro passo é tentar fazer as pessoas entenderem que o câncer é uma doença que pode ser prevenida. Hoje em dia as pessoas já relacionam, por exemplo, doenças do coração com determinados hábitos alimentações, mas ainda não reconhecem essa ligação com o câncer”, explica o nutricionista e analista de programas para controle do câncer do Inca, Fábio Gomes.

A alimentação saudável já começa na amamentação. “Se exclusiva até os seis primeiros meses, a amamentação reduz a chance da criança se tornar obesa em 13%.”

Fábio explica que pessoas com excesso de gordura no corpo têm níves de determinados hormônios mais elevados no sangue. “Isso aumenta a chance de a pessoa ter mais células cancerosas. Além disso, as próprias células de gordura produzem fatores inflamatórios que podem provocar lesões no DNA da célula, possibilitando o desenvolvimento do câncer."

O ganho de peso, segundo e especialista, é influenciado por hábitos que não estão relacionados somente com o que se come. Ele alerta, por exemplo, que quanto menos tempo a criança passar assistindo à televisão, menores a chances de ganhar peso. “Isso porque na frente da TV a criança não está fazendo nenhuma atividade física. Além disso, a criança perde o controle do que está comendo, e acaba comedo em excesso, pois está distraída."

No Brasil, o Ministério da Saúde em parceria com o Ministério da Educação vem desenvolvendo o programa Saúde na Escola para facilitar a adesão das crianças à alimentação saudável. Segundo a coordenadora-geral da Política de Alimentação e Nutrição Ministério da Saúde, Ana Beatriz Vasconcellos, o programa pretende implementar ações que valorizam hábitos alimentares saudáveis.“É uma ação importante para formar hábitos alimentares, não só da criança, mas da família”.

De acordo com Ana, o programa Saúde na Escola, disponibiliza materiais diversos para que educadores trabalhem temas referentes à alimentação saudável, ao aumento do consumo de frutas e verduras e à redução de consumo de gorduras, sal e açúcar, também são os mais incentivados. »

Fonte:Diário de canoas
Link:http://www.diariodecanoas.com.br/site/noticias/geral,canal-8,ed-60,ct-196,cd-174515.htm

Depressão pós-parto: luz ao fundo do túnel


«Gostamos todos de histórias cor-de-rosa, e por isso tendemos a esconder debaixo do tapete aquelas que não correm tão bem como os mitos correntes prometiam. Um desses momentos luminosos é o nascimento de um bebé. A mãe é suposta sentir-se radiosa e feliz, e assim ficar para todo o sempre, ponto final.

Só que para muitas mulheres nada acontece como nos livros, e em lugar de uma alegria esfuziante sentem que se instalou sobre elas uma nuvem preta e amea-çadora.

Estima-se que a depressão pós-parto afecta entre 10% a 15% das recém-mães, atacadas geralmente entre a 4.ª e a 7.ª semanas por um duplo e terrível sofrimento: a apatia e a dor provocadas pelos sintomas da doença em si, a que se soma uma culpabilidade imensa ("O que é que me deu para chorar assim?", "Que mãe sou eu, que não tem vontade sequer de pegar no seu filho?).

Diagnosticada e tratada pode ser apenas um episódio passageiro, mas o mais grave é que a mãe envergonhada tende a esconder o que sente e a não procurar ajuda, tornando difícil a relação precoce com o seu bebé, e correndo o risco de se tornar cronicamente deprimida.

A descoberta feita pela Universidade da Califórnia, e divulgada ontem pela BBC, pode vir a fazer a diferença. Os investigadores encontraram uma correlação entre os níveis de uma hormona segregada durante a gravidez e a depressão pós-parto. Uma experiência com 100 mulheres permitiu-lhes concluir que uma análise ao sangue à 25.ª semana pode prever, em três quartos dos casos, as mães que vão desenvolver esta síndrome.

A tal pCRH é segregada pela placenta e leva ao aumento do cortisol, que ajuda o corpo a lidar com o stress. Quanto maior o stress (consciente ou inconsciente), mais altos são os níveis de cortisol, e maior é a ressaca quando cai a pique após o parto.

Este novo teste, quando estiver absolutamente comprovado, vai permitir que a equipa que acompanha a grávida lhe possa dar a mão antes de a crise se desencadear.
Isabel Stilwell | editorial@destak.pt»

Fonte:Destak
Link:http://www.destak.pt/artigos.php?art=20951

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Barriguitas Famosas.



A conhecida apresentadora de televisão Fátima Lopes aproveitou a gravidez do seu filho Filipe para se juntar ao clube das Barriguitas.

A execução do molde foi agendada para dia 5 de Fevereiro às 14h, logo após Fátima ter-se despedido do programa que apresenta na SIC. Este “recuerdo muito especial”, nas palavras da apresentadora, funcionou como o marco entre a sua vida activa e o período de repouso pré-parto sugerido pela médica que a acompanha.
Conhecida pela sua simplicidade, Fátima optou por um molde simples, sem qualquer decoração.

Resta-nos desejar a Fátima Lopes as maiores felicidades com o Rebento que aí vem e esperar que a sua Barriguita seja uma eternização deste momento especial que toda a família está a viver.

Natalidade abaixo da média


«Medidas incentivam a natalidade em concelhos desertificados
00h30m
ANA PEIXOTO FERNANDES

Na designada região do Minho-Lima, que geograficamente corresponde ao distrito Viana do Castelo, a taxa de natalidade mais elevada verifica-se, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) relativos a 2007, nos concelhos de Viana (804 nascimentos) e Ponte de Lima (393).

Curiosamente, Arcos de Valdevez, apesar de ser um concelho de interior, situa-se em terceiro lugar na tabela de municípios com maior número de nascimentos (173), superando outros localizados no litoral como Caminha (132 em 2007). A taxa de natalidade no Minho-Lima (8,2) situa-se abaixo da média nacional (9,7).

Três dos dez concelhos do distrito de Viana do Castelo avançam este ano com incentivos financeiros à natalidade. Câmaras de Paredes de Coura, Melgaço e Caminha pagam até 1000 euros pelo nascimento de um bebé.

O último ano foi razoavelmente fértil em nascimentos no concelho de Melgaço, por comparação a anos anteriores. Depois de uma baixa significativa na taxa de natalidade nos últimos dois anos (37 bebés nascidos em 2006 e 48 em 2007), em 2008 nasceram 60 bebés. Este território continua, ainda assim, muito afectado por fenómenos de desertificação e envelhecimento da população, pelo que a autarquia local decidiu apostar num incentivo financeiro para "premiar" a reprodução. A medida acaba de entrar em vigor com efeitos retroactivos desde Janeiro do ano passado, tendo sido pagos às famílias reprodutoras subsídios num valor total de 31 500 euros. "O município de Melgaço entregou já os primeiros sessenta cheques, correspondentes a igual número de nascimentos, registados desde Janeiro de 2008.

A entrega, que soma um total de 31.500 euros, respeita à atribuição de incentivos à natalidade, no valor de 500 euros para o primeiro e segundo filhos, e de 1.000 euros para o terceiro e seguintes", anunciou a edilidade melgacense.

No universo dos dez concelhos do distrito de Viana do Castelo, Melgaço (o município com o mais baixo indicie de natalidade) é pioneiro na atribuição deste género de incentivos, embora em Caminha e Paredes de Coura, também tenham sido anunciados mecanismos de estímulo ao crescimento populacional.

Segundo Manuel Monteiro, vereador da câmara de Paredes de Coura, neste município, que é o segundo da região com menor número de nascimentos, ainda este mês deverá vigorar um pacote de medidas de incentivo à natalidade, sendo que o respectivo regulamento está, neste momento, a ser submetido a consulta pública. Neste concelho, onde a taxa de natalidade se mantém praticamente nivelada, pelo menos, há quatro anos (78 nascimentos em 2004, 79 em 2005, 73 em 2006 e 81 em 2007), vigorará um subsídio de 500 euros para o primeiro e segundo filhos, e de 1000 euros para o terceiro filho. A prestação pecuniária far-se-á acompanhar de uma comparticipação mensal para frequência de creche, ama ou estabelecimento similar, e de um investimento forte na construção de equipamentos sociais para a infância.

"Isto não surge isoladamente, o incentivo em si que temos em mente, tem também um conjunto integrado de respostas", revela Manuel Monteiro, referindo que, actualmente, a câmara tem em fase de concurso público duas creches com capacidade para 44 crianças e em fase de projecto uma outra, a candidatar ao QREN, para mais 20 lugares.

Em Caminha, que se encontra a meio da tabela da natalidade a nível do distrito de Viana com uma média de 130 a 140 nascimentos por ano (ver caixa), a câmara também tem submetida à apreciação do núcleo executivo de Acção Social da autarquia uma proposta de regulamento de um incentivo à natalidade e adopção. O apoio foi pensado para dirimir a desertificação e envelhecimento da população no interior do concelho, nomeadamente, na zona da Serra d'Arga. Esse incentivo, cuja entrada em vigor se prevê para "meados de 2009 com efeitos retroactivos a partir de Janeiro", contempla a atribuição de um subsídio de 750 euros para o primeiro filho e de 1000 euros para o segundo filho e seguintes. Aos nascimentos registados nas freguesias mais urbanas, serão atribuídos subsídios de 500 euros para o primeiro filho e de 750 euros para o segundo filho e seguintes. »

Fonte:JN
Link:http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Viana%20do%20Castelo&Concelho=Viana%20do%20Castelo&Option=Interior&content_id=1132383

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Tratamentos contra infertilidade não aumentam risco de câncer de ovário


« Os tratamentos contra infertilidade não aumentam o risco de câncer de ovário, ao contrário do que sempre se suspeitou, de acordo com um estudo dinamarquês publicado nesta sexta-feira no British Medical Journal (BMJ).
A maioria dos cânceres de ovário tem, como origem, células epiteliais (revestimento do ovário), e uma ligação foi sugerida com a ovulação, responsável pelos fenômenos cíclicos de destruição e de reconstituição do epitélio.

Assim, os tratamentos que estimulam a ovulação eram considerados suspeitos de funcionar como um fator de risco para o desenvolvimento do câncer de ovário.

O estudo da equipe de Allan Jensen, da Sociedade Dinamarquesa contra o Câncer, foi realizado com 54.362 mulheres com problemas de infertilidade, que se consultaram nos centros de fertilidade da Dinamarca, entre 1963 e 1998. Dessas, 156 tiveram câncer de ovário.

Os pesquisadores não encontraram um risco potencial de câncer nas mulheres tratadas contra a infertilidade, incluindo aquelas que seguiram dez ciclos de tratamento, ou aquelas que não engravidaram.

Eles destacaram, porém, que continuam seu acompanhamento, já que muitas mulheres que participam do estudo ainda não atingiram a idade em que esse tipo de câncer é mais freqüente - 60 anos, em média.

O câncer de ovário é relativamente raro, mas tem um baixo índice de sobrevida.

vm/tt»

Fonte:Último Segundo
Link:http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2009/02/06/tratamentos+contra+infertilidade+nao+aumentam+risco+de+cancer+de+ovario+3880979.html

Bebês que nascem no verão ou no outono são mais altos Estudo na Amadora identifica os papilomavírus mais comuns


«DIANA MENDES
Cancro do colo do útero. Vacina pode não proteger contra principais estirpes

Região foi escolhida por reunir imigrantes de várias regiões do mundo

Será que as vacinas do cancro do colo do útero disponíveis em Portugal protegem contra os tipos de vírus de alto risco que são mais frequentes na população? Será que se justifica desenvolver novas vacinas contra o papilomavírus humano (HPV) ? Estas duas perguntas têm sido colocadas por Sofia Loureiro, directora do serviço de anatomia patológica do Hospital Amadora-Sintra, que espera dar-lhes resposta em 2010.

A investigadora foi uma das premiadas no Programa de Apoio à Investigação da Fundação AstraZeneca de 2008. A decisão de desenvolver este trabalho surge na sequência de outro estudo, em que comparou dois métodos de identificação dos tipos de HPV em cada amostra. "A população analisada já tinha alterações nas citologias, mas teve de ser testada para se identificar se teria lesões", explica ao DN, Sofia Loureiro.

De qualquer forma, "descobrimos que embora o vírus 16 fosse o mais frequente, havia outros vírus de alto risco muito mais comuns do que o 18", diz.

Este últimovírus é um dos mais associados ao cancro do colo do útero, sendo abrangido pelas vacinas que estão a ser dadas a raparigas de 13 anos nos centros de saúde. Neste estudo de 2007, os vírus mais frequentes eram os 16, 51, 33 e 53 e não os tipos 6,11, 16 e 18 (que estão previstos na vacina quadrivalente), refere o projecto de investigação.

Agora, e durante 18 meses, vão ser investigados os tipos de HPV mais comuns em 500 citologias efectuadas no Hospital Amadora-Sintra e em mais 500 realizadas nos centros de saúde da área da unidade, frisa.

"A actual vacinação é importante. Mas pode fazer sentido investir em vacinas para outros tipos de vírus de alto risco. ", diz Sofia Loureiro.

Além dos tipos mais comuns, o estudo vai permitir avaliar os casos em que há infecção das mulheres por mais de um vírus, bem como a sua relação com as lesões.

O estudo também será importante porque a Amadora é uma área de imigração por excelência. "A população portuguesa incluiu grupos de imigrantes de África, países de Leste, Brasil ou Ásia", o que poderá significar que Portugal terá uma distribuição de tipos de HPV distinto do padrão europeu, lê-se no projecto de estudo.

Calcula-se que os tipos 6,11,16 e 18 sejam responsáveis por 75% dos casos de cancro do colo do útero e 70% das lesões pré-cancerosas»

Fonte:Diário de Noticias
Link:http://dn.sapo.pt/2009/02/06/sociedade/estudo_amadora_identifica_papilomavi.html

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Gravidez na adolescência leva ao abandono escolar


«78% das jovens adolescentes açorianas abandona a escola em caso de gravidez precoce.

Este é para já o resultado de um estudo que o Governo Açoriano está a desenvolver, em resposta a uma recomendação parlamentar.

A média de idades das jovens mães é de 17 anos, sendo que cerca de 50%, das inquiridas, admite regressar à escola.

Apesar das gravidezes não serem desejadas na sua maioria, as adolescentes não vêem o aborto como uma opção.

O estudo revela igualmente que as jovens conhecem os meios contraceptivos, mas optam por não os utilizar.

O estudo pretende ainda conhecer os factores de natureza, socioeconómica e psicológica das jovens mães.

As conclusões serão divulgadas em Março e servirão para o Governo definir uma politica de actuação adequada a estes casos.

Açores TSF/AO Online »

Fonte:Açoriano
Link:http://www.acorianooriental.pt/noticias/view/179466

GRAVIDEZ MÚLTIPLA


«Recentemente, foi publicada na mídia notícia de oito gêmeos que nasceram nos Estados Unidos. Embora não haja muitas informações disponíveis , sabe-se que foram resultado de algum tipo de tratamento em reprodução.



A gestação de múltiplos bebês é ,espontaneamnete, evento raro na natureza, representando menos de 1% de todas as gestações. A cada 10.000 nascimentos, somente um corresponde a trigêmeos e gestações com maior número são eventos mais raros ainda.

Entretanto, quando as mulheres são submetidas a algum tipo de tratamento para engravidar, a chance de gestação múltipla aumenta de forma importante, podendo corresponder em alguns casos a 20% dos nascimentos.



Embora possa parecer ótimo ter mais de um filho de uma só vez, não necessitando mais submeter-se a tratamentos como fertilização in vitro, o impacto de uma gestação de múltiplos é muito grande. Primeiro, transforma esta gestação em alto risco, pela possibilidade maior de desenvolvimento de complicações, como hipertensão arterial e trabalho de parto prematuro, normalmente exigindo um período grande de repouso, afastando muitas vezes estas mulheres de seu trabalho. Além disto, muitas destas gestações não chegarão ao termo, resultando em bebês prematuros, que necessitarão de internações prolongadas em UTIs neonatais,

Isto sem falar no impacto emocional e econômico sobre a família, que muitas vezes não estava preparada para receber tantos bebês em tão pouco espaço de tempo.



Em vista disto, têm-se feito esforços permanentes, por parte dos profissionais envolvidos em reprodução humana, para que cada vez mais seja transferido um número menor de embriões, para diminuir os riscos de gestações gemelares. A melhoria das técnicas de laboratório de fertilização in vitro e os resultados positivos com congelamento de óvulos e de embriões cada dia mais nos permitem reduzir o número de embriões transferidos para o útero, com altas taxas de gestação, fazendo que situações como estas de oito bebês sejam cada vez mais esporádicas.»

Fonte:Clicrbs
Link:http://www.clicrbs.com.br/blog/jsp/default.jsp?source=DYNAMIC,blog.BlogDataServer,getBlog&uf=2&local=18&template=3948.dwt§ion=Blogs&post=147973&blog=382&coldir=1&topo=3994.dwt

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Transferência de células da mãe molda imunidade do bebê ainda no útero


«Descoberta é empolgante e abre muitas possibilidades de investigação.
Entre os assuntos relacionados, estão doenças autoimunes e transplantes.

Amanda Schaffer Do 'New York Times'

Pesquisadores há muito imaginavam como as mulheres grávidas poderiam moldar o desenvolvimento de seus fetos – protegendo-os contra doenças posteriores, talvez, ou instigando uma apreciação por Mozart.

Agora, um grupo na Califórnia descobriu um surpreendente e novo mecanismo pelo qual as mulheres treinam os sistemas imunológicos iniciantes de seus fetos: as células da mãe atravessam a placenta, entram no corpo do feto e o ensinam a tratar essas células como se fossem suas.

Uma tarefa crucial do sistema imunológico em desenvolvimento é aprender a distinguir entre substâncias externas e internas do corpo. É complicado: o sistema precisa reagir a ameaças de fora, mas não pode ter reações exageradas a estímulos inofensivos ou a tecidos do próprio corpo.

As novas descobertas mostram "como a mãe está ajudando a configurar todo esse sistema bem no início", diz William J. Burlingham, imunologista da Universidade do Wisconsin, que não está envolvido na pesquisa. "É um enorme avanço, muito novo e muito empolgante."



Implicações revelantes

O trabalho pode ter relevância para a pesquisa sobre assuntos tão distintos quando transplantes de órgãos, transmissão de HIV de mãe para filho e doenças autoimunes como diabetes tipo 1.

"Isso mostra o caminho a uma enorme gama de questões biologicamente significativas que merecem ser exploradas", diz Burlingham.

Os pesquisadores, da Universidade da Califórnia, em São Francisco, trabalharam com gânglios linfáticos e baços de fetos abortados no segundo trimestre. Eles também extraíram sangue das mulheres que carregavam esses fetos, para testar reações autoimunes específicas.

A equipe examinou 18 amostras de gânglios linfáticos fetais e descobriu evidências de células maternas em 15 delas.

Pesquisadores já sabem há décadas que algumas células maternas atravessam a placenta e podem ser observadas em tecido fetal. Mas especialistas dizem que o novo trabalho sugere uma frequência arrebatadoramente alta de células maternas.

"Isso nos indica que precisamos prestar mais atenção no que essas células estão fazendo", diz J. Lee Nelson, imunologista do Centro de Pesquisa Fred Hutchinson, em Seattle, que conduziu pesquisas iniciais indicando que as células maternas podem persistir no tecido de adultos normais.

A equipe de São Francisco também observou que células T reguladoras, um tipo particular de célula imunológica, estavam presentes em grandes números nos gânglios linfáticos fetais. As células T reguladoras geralmente agem para suprimir reações imunológicas. Em uma mulher grávida, por exemplo, essas células podem ajudar a evitar que o sistema imunológico trate o feto como uma ameaça externa e o ataque. Os cientistas imaginam se um mecanismo similar poderia funcionar no feto.

"Nós queríamos chegar ao que estava induzindo essas células a proliferar e que papel elas desempenhavam especificamente em tecido fetal", diz Jeff E.Mold, estudante de graduação em imunologia na UCSF.

O grupo conseguiu demonstrar que células maternas fazem diretamente com que o tecido fetal produza mais células T reguladoras. Essas, por sua vez, ajudam a evitar que o sistema imunológico fetal ataque as células da mãe.



Diferenças importantes

O feto é geneticamente distinto da mãe e do pai, já que um pouco de seu DNA vem de cada um. Isso significa que seu sistema imunológico poderia rejeitar células de sua mãe como estranhas, já que essas células possuem algumas características de superfície que não foram herdadas. O trabalho atual pode ajudar a explicar por que isso parece não ocorrer no curso de uma gravidez normal.

"Descobrimos um mecanismo específico de como as células da mãe induzem o sistema imunológico fetal a ser mais tolerante", diz Mold, o primeiro autor do estudo que apareceu na publicação Science, em 5 de dezembro.

Outros especialistas afirmam que a descoberta pode ter importantes implicações para o trabalho de transplantes.

Quando os pacientes recebem órgãos transplantados, eles geralmente precisam usar medicamentos para suprimir seu sistema imunológico e evitar um ataque ao tecido estranho. Porém, esses medicamentos podem estar associados a maior suscetibilidade a problemas nos rins, infecções e fraqueza dos ossos, diz Burlingham, de Wisconsin.

"Gostaríamos de encontrar maneiras de transplantar tecido sem criar uma dependência vitalícia dessas drogas", diz ele. "Isso seria possível se, ao selecionar órgãos para transplantes, os pesquisadores levassem mais em conta os perfis imunológicos das mães dos pacientes".

Ainda nos anos 80, cientistas da Holanda observaram que muitos pacientes que esperavam transplantes de rins, e que tinham formado anticorpos contra os doadores de maior potencial, não reagiram contra os glóbulos brancos de suas próprias mães. Isso sugeria que, durante o desenvolvimento fetal, um processo estava permitindo que os fetos tolerassem tecido com moléculas de superfície como as de suas mães.

A nova pesquisa explica "precisamente como isso acontece", diz o Dr. Jon J. van Rood, professor de medicina interna da Universidade de Leiden, que conduziu a pesquisa original. Ao focar em células T reguladoras em gânglios linfáticos fetais, "eles descobriram a pista crucial.".

A descoberta também pode ser relevante para o estudo de transmissão de doenças infecciosas de mãe para filho.

Quando mulheres grávidas estão infectadas com o HIV, por exemplo, elas muitas vezes não transmitem a doença ao feto, diz o Dr. Joseph M. McCune, o imunologista que dirigiu a equipe da UCSF. Menos da metade de todos os bebês nascidos de mães soropositivas são infectados e, desses, apenas uma pequena fração são infectados no útero, diz ele.

Se o HIV atravessa a placenta da mesma maneira que as células da mãe, e se o feto também suprime uma reação imunológica contra o vírus, é surpreendente que mais fetos não sejam infectados, explica.

McCune imaginava se o mesmo mecanismo que evita um ataque do feto às células maternas também poderia ajudar a protegê-lo da infecção. E também pensa se a tolerância poderia ser central nos dois processos.

"Essas são algumas das principais questões que nos interessam agora", diz ele.

A nova descoberta também pode fortalecer trabalhos de larga amplitude sobre doenças autoimunes.

Pesquisadores já sabem que, durante o desenvolvimento, o sistema imunológico fetal pode dizimar populações específicas de células imunológicas capazes de atacar o tecido do próprio corpo. Mas o novo trabalho sugere outro mecanismo para evitar autoataques indesejados. "Agora temos outra abordagem sobre como o feto pode aprender a distinguir entre ele o que é dele e o que não é", diz McCune. Se ocorrerem problemas com mecanismos de células T reguladoras dentro do útero, isso pode preparar o terreno para algumas doenças autoimunes, diz ele.

Em longo prazo, ele acrescenta, ao manipular as células T reguladoras dos pacientes – talvez modificando o número de atividades dessas células –, os cientistas poderão algum dia desenvolver novos tratamentos para essas doenças.

Grupos de pesquisa em todo o mundo estão estudando a função das células T reguladoras em uma ampla gama de processos básicos e modelos de doenças. "É uma área explosiva", diz Burlingham.

Agora, diz ele, parece que processos críticos foram iniciados, pois, desde o início, "todos nós precisamos aprender a tolerar nossas mães".»

Fonte:G1
Link:http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL987090-5603,00-TRANSFERENCIA+DE+CELULAS+DA+MAE+MOLDA+IMUNIDADE+DO+BEBE+AINDA+NO+UTERO.html