segunda-feira, 6 de abril de 2009

Novo patrocinador - Bebéboom


"Mamãs tranquilas, bebés felizes, vamos transportar os bebés junto a nós"



Transportar o bebé junto a nós promove bebés tranquilos e atentos. O sling oferece-nos variadas posições para todas as fases do crescimento e para satisfazer as necessidades do dia-a-dia, como dormir, descobrir, mamar e simplesmente receber o mimo dos pais.





O conforto é duplo: os bebés crescem confiantes e atentos, e os pais usufruem das mãos livres e de uma boa repartição do peso. O uso de sling ajuda muito nas famosas cólicas dos bebés, assim como facilita a amamentação.


O sling permite transportar o bebé desde os primeiros dias até aos 2-3 anos (15kg), de uma forma confortável e prática, mimando-o enquanto executamos outras actividades de trabalho ou lazer.


Hábito de beber água pode prevenir a obesidade infantil


«Estudo realizado na Alemanha estabelece relação entre o consumo de água e o sobrepeso nas crianças

Água X Obesidade

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1008
Hábito de beber água pode prevenir a obesidade infantilEnviar por Email
1008Um estudo publicado na edição de abril da revista Pediatrics indica que incentivar o consumo de água na escola – com lições sobre o tema e distribuição de garrafinhas de água na sala – pode ajudar a reduzir o problema da obesidade infantil.

Os pesquisadores avaliaram cerca de 3 mil crianças da segunda e terceira séries de 32 escolas em áreas de baixa renda de duas cidades alemãs. E notaram que, nas escolas que incentivaram, durante um ano, os alunos a tomarem mais água, as crianças eram 33% menos propensas a ficarem com sobrepeso, em relação às crianças das outras escolas.

Embora não saibam as razões exatas desses resultados, os pesquisadores observaram que, quando o consumo de água aumentou, houve uma redução na ingestão de bebidas açucaradas, o que poderia, em parte, explicar os resultados. Além disso, eles destacam que a hidratação influencia o metabolismo e a água ajuda a queimar calorias.
Fernando Fischer»

Fonte:Terra
Link:http://sportlife.terra.com.br/index.asp?codc=1008

Terapia de casal após a perda gestacional

«Dra. Sandra Cunha

Não existe nenhum casal que não passe por crises, a todos os níveis e de variadas formas. Aparecem regularmente nas nossas vidas, muitas vezes quando julgamos ter chegado a patamares de razoável estabilidade.

Após a perda de um filho, muitas vezes o casal começa a ter dificuldades de comunicação, a afasta-se em determinados temas, principalmente na necessidade de falar sobre o assunto. Reagem de formas diferentes, e nem sempre se sentem compreendidos um pelo outro., levando a crises conjugais.

Entendemos que uma crise não tem que ser o final, mas devemos encará-la como uma oportunidade, uma hipótese de transformação que renova. Por isso, quando este afastamento acontece devemos trabalhá-la e aproveitar as tensões, os desgostos e o sofrimento que ela provoca para subir no nosso crescimento, maturidade e aperfeiçoar o relacionamento.

Numa relação quase todas as situações são passíveis de serem ultrapassadas, e a falta de comunicação é uma delas. Ás vezes o casal precisa de ajuda, e nestes casos poderá recorrer a um terapeuta, para que iniciem terapia de casal.

Ao terapeuta cabe-lhe trabalhar a relação através do elemento que se mostra mais disponível. Graças à terapia esse elemento fica mais "estruturado, mais equilibrado e com maior nível de auto-conhecimento e dos fenómenos que ocorrem na relação".

A terapia de casal funciona em termos preventivos e de urgência. Mas ainda existe muita resistência em fazê-la Quem faz terapia de casal refere que as vantagens são imensas e compensão em muito o esforço e o confronto que muitas vezes ocorrem durante as sessões.

Falar sobre nós próprios permite-nos identificar problemas e sonhos, desenterrar fantasmas e bloqueios, encarar medos e reconhecer competências. E tudo o que está escondido na "sombra" transforma-se em energia, força e poder para enfrentar uma nova gravidez e superar a perda em conjunto.

As terapias de casal mostram que tudo, ou quase tudo, pode ser superado, desde que haja amor e que os sonhos sejam trabalhados em conjunto.



Dra. Sandra Cunha

Psicóloga»

Fonte:Médicos de Portugal
Link:http://medicosdeportugal.saude.sapo.pt/action/2/cnt_id/2457/

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Musicoterapia... uma terapêutica musical

«Dr.ª Gisela Teixeira

Já alguma vez conseguiu relaxar ao ouvir música? Já alguma vez ouviu uma música que imediatamente lhe despertou sentimentos fortes ou o transportou para alguma recordação especial? Já alguma vez sentiu como que uma força interior ao ouvir música? Alguma vez cantou uma canção de embalar para tranquilizar um bebé? Se respondeu "Sim" a alguma destas questões, então já experimentou o poder da música.

Poder esse com história milenar. Há 2000 anos a.c., quando o imperador da China queria saber como andavam as coisas nas suas províncias, convocava os músicos de cada uma delas para que tocassem para ele, e de acordo com a música que embalava o seu povo, o imperador sabia se este estava bem ou mal. Durante a Segunda Guerra Mundial, médicos e enfermeiros americanos constatam que os veteranos de guerra que beneficiam de algumas sessões musicais restabelecem-se rapidamente de traumas físicos e psíquicos.

De facto, a resposta ao som musical permite avaliar os estados físico, cognitivo, comportamental, emocional e comunicativo. A música e o som afectam a actividade muscular, a respiração, a tensão arterial e o metabolismo, e desempenham função de apoio ao processo de mudança dos indivíduos. Segundo Mário de Andrade (1999), a música é equiparável aos medicamentos mas numa prespectiva de dosagem inversa, porque na terapêutica musical, ao contrário da medicamentosa, aos doentes insensíveis deve diminuir-se a dose (músicas mais fáceis, sem grande complexidade).

Dada a capacidade simbólica da música e a sua credibilização como um instrumento eficaz no plano terapêutico, nasce a Musicoterapia. A Musicoterapia é uma ciência paramédica que utiliza a música e os seus elementos (Som, Ritmo, Melodia, Harmonia) através do canto, movimentos, expressão corporal, dança, etc., a fim de atender às necessidades físicas, mentais, sociais e cognitivas; e, desenvolver potenciais e/ou restaurar funções de optimização intra e/ou interpessoal, melhor qualidade de vida, através da prevenção, reabilitação ou tratamento (Federação Mundial de Musicoterapia, 1996).

O objectivo principal da musicoterapia não é a música, nas suas vertentes mais desenvolvidas, ou seja, Saber, Ensinar ou Tocar. Mas sim, fazer entender que em terapia, a música é um meio e não um fim. Tem o poder de criar vivências emocionais correctivas num ambiente livre, seguro e protector. Pode também ser o alívio do sofrimento psíquico através de produções no mundo dos sons. Não interessa que tipo de sons, de música ou de ruídos que os pacientes produzem, mas que produzam, que os criem, que através deles expressem os seus sentimentos e emoções (Lecourt , 1988).»

Fonte:Médicos de Portugal
Link:http://medicosdeportugal.saude.sapo.pt/action/2/cnt_id/2518/

Natação ajuda no desenvolvimento dos bebês e aumenta vínculo materno

«Thaís Camargo


"Pula sapinho, pula sapão, pula bem alto e faz um bolão". Entoando com vozes suaves, quase inaudíveis, as mamães cantam para incentivar os bebês a aprenderem fazer bolinhas com a boca na água da piscina. Em resposta, elas recebem olhares atentos e sorrisos ainda sem dentes de seus filhos que não se intimidam e afundam parte do rosto na água. É nesse clima de afeto mútuo que acontecem as aulas para crianças a partir dos seis meses na academia Gustavo Borges, em São Paulo.

Em meia-hora, os atletas mirins recebem as primeiras lições do esporte em uma piscina de água morna. Para começar acostumá-los a ficar com a cabeça submersa, a professora usa uma bacia furada que funciona como uma espécie de banho de chuveiro. A reação? Carinhas felizes e risinhos tímidos.

Sempre estimulados por uma canção, os pezinhos e mãozinhas inquietos esborrifam água para todos os lados. Assim, já é possível perceber as incipientes braçadas dos pequeninos. Andréa Campilongo Orsi, 32 anos, acompanha Giulia em sua segunda aula. "Ela está amando", conta. "Meu filho de 2 anos já faz e resolvi colocá-la também mais por precaução porque tenho piscina em casa", fala. A animação da garotinha de sete meses reforça as palavras da mãe.

Os maiorzinhos já até pedem para ir à aula. "Na noite anterior, ele diz que quer ir à natação", diz Ana Cristina B.V. Junqueira, 37 anos, mãe de Luiz Gustavo, 2 anos. Tiago, 2 anos, sente-se tão à vontade quanto um peixe na água. Sobre uma bóia retangular, ele caminha até terminar num rápido mergulho. "A aula para ele é algo muito natural e ainda é um tempo que tenho para ficar muito próxima ao Tiago", fala Luciana Beetrati, 36 anos.

E é esse tipo de aula que Gustavo Borges tenta reproduzir em seu primeiro livro infantil, o Tchibum!, que acaba de ser lançado pela editora Cosac Naify. "Desde que parei de nadar (em 2004) sentia vontade de fazer um projeto voltado para as crianças", afirma.

As palavras foram trocadas pelas coloridas ilustrações de Daniel Kondo. "O Tchibum! ilustra a primeira aula de um bebê desde o mergulho até o encontro com a mãe", explica Borges. "O fato de não ter texto dá abertura para crianças e pais usarem a imaginação", fala.

Segundo Borges, a publicação é lúdico-educativa e tem por objetivo retratar técnicas da natação, como o mergulho e as braçadas. "O esporte é importante às crianças porque auxilia no desenvolvimento psicomotor", diz.

E o atleta tem razão. Médicos afirmam que quanto mais cedo se inicia uma atividade física, maior a chance de continuar a prática do esporte quando adulto. "As crianças criam intimidade com os movimentos corporais e acabam pegando gosto pela prática de um esporte", fala Antonio Claudio Lucas da Nóbrega, cardiologista, fisiologista e médico do esporte da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte (SBME).

A natação é uma das práticas mais recomendadas para os pequenos. "A criança tem facilidade em lidar com a água por ter vindo de um meio aquático, afinal, é a última lembrança que tem antes do trauma do nascimento", diz Silvana Vertemati, pediatra do Hospital Professor Edmundo Vasconcelos.

Os bebês só têm a ganhar. "Essa modalidade esportiva ajuda no fortalecimento muscular e no ligamento do osso com a musculatura", informa Silvana. "O bebê ainda adquire melhora na coordenação motora, além de aumentar o vínculo de confiança entre o bebê e a mãe", completa. Outro ponto favorável é contribuir com a socialização pois a criança convive com outras e ainda divide os brinquedos durante as atividades.

Por se tratar de "nadadores" iniciantes, recomenda-se realizar aulas sempre acompanhados pelos pais e de duas a três vezes por semana de, no máximo, meia hora. "Nesse caso, a natação não deve ser encarada como um treinamento, mas como um meio para promover o desenvolvimento saudável", alerta Nóbrega. "É fundamental procurar um profissional habilitado para dar as orientações de maneira correta", fala o especialista.

Cuidados extras com os bebês
De acordo com a pediatra Silvana, os bebês ainda estão adquirindo imunidade nos primeiros meses de vida, portanto, é bom ficar atenta a alguns cuidados. "Antes de começar a natação, é importante o bebê passar por uma rigorosa avaliação médica", comenta a médica.

Algumas atitudes simples evitam doenças associadas com freqüência à essa modalidade. A otite (inflamação de ouvido), por exemplo, dificilmente atingirá a criança se a mãe secar e limpar por completo a parte externa do ouvido. Já o resfriado ficará longe se o miniatleta for bem agasalhado depois de sair da piscina.»

Fonte:Terra
Link:http://mulher.terra.com.br/interna/0,,OI3658686-EI1377,00-Natacao+ajuda+no+desenvolvimento+dos+bebes+e+aumenta+vinculo+materno.html

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Bebês relaxam em baldes que simulam úteros na Holanda

«Crianças passam por sessão de massagem em aula para mães.
Em seguida, elas descansam em balde que simula ambiente da gestação.

Sete bebês se banham em baldes com água para relaxar depois de aula de massagem para bebês ministrada para jovens mães em IJmuiden, na Holanda, nesta quarta-feira (...). O banho de relaxamento é preparado de forma que simule o ambiente do útero da mãe, dando sensação de conforto e segurança às crianças. »

Fonte:TVI.com.br
Link:http://tvi.com.br/v2/noticias/noticiasExibir/0,NTVI,7,5,102,2212,EX-1,BEBES+RELAXAM+EM+BALDES+QUE+SIMULAM+UTEROS+NA+HOLANDA.html

Enurese nocturna: Quando o chichi aparece fora de horas

«Cláudia Pinto

O problema é comum a várias famílias. Para muitas crianças, passa a ser um segredo bem guardado. Vergonha e inferioridade são sentimentos habituais

Por outro lado, os pais nem sempre sabem como lidar com a situação e punem os filhos que urinam fora de horas. Para lidar com a enurese nocturna, são conhecidas formas de tratamento eficazes. A ajuda dos pais é também essencial para a resolução do problema. Apoiar em vez de discriminar, incentivar em vez de punir, parecem ser truques essenciais.



Está atento aos sintomas do seu filho?

Os pais devem estar vigilantes aos sintomas urinários diurnos dos seus filhos, pois eles podem fornecer-lhe pistas importantes.

A criança refere dor ao urinar? Tem de urinar com muita frequência e em pequenas quantidades de cada vez? Urina muito de cada vez e parece estar sempre cheio de sede e bebe exageradamente? Nota alguma anomalia no jacto urinário ou o seu filho parece ter que fazer força para iniciar a micção?

Estes são alguns dos sinais que podem indicar uma causa orgânica subjacente à enurese, explica João Luís Barreira, acrescentando: "Há uma associação frequente entre a obstipação e a enurese e nalguns casos ao tratar a obstipação resolve-se o problema da enurese.

Por fim, em relação ao sono propriamente dito, é frequente os pais considerarem que estas crianças têm o sono particularmente pesado. Em alguns casos, as crianças ressonam muito durante a noite e têm apneias obstrutivas durante o sono e isso parece estar associada à libertação de uma hormona que aumenta a produção nocturna de urina, o que leva a ter enurese.

Por vezes, estas crianças são operadas às amígdalas e adenóides e a enurese resolve, ou pelo menos, melhora significativamente", explica o pediatra.

Todas as crianças com este problema devem, em primeiro lugar, ser levadas ao seu médico para uma avaliação e orientação individualizada.



Alerta aos pais

É fundamental que os pais não culpabilizem os seus filhos nem contribuam para este sentimento de inferioridade. "Por vezes, a atitude dos pais e familiares contribui para a manutenção da enurese.

Os comportamentos e comentários que frequentemente surgem na sequência destes episódios podem dificultar a criança a ultrapassar o problema", chama à atenção a Dra. Miriam Gonçalves, neuropsicóloga clínica, especializada em enurese nocturna. Recomenda-se, portanto, acompanhamento médico em todo este processo. "As crianças descrevem sentimentos como irritados, rabugentos, envergonhados e confusos".

Os próprios pais tendem a "evitar falar do assunto com outras pessoas. Falar sem vergonha e encarar a enurese nocturna como um problema que hoje em dia tem fácil solução, é o primeiro passo para a resolução do mesmo e para um tratamento eficaz", aconselha Miriam Gonçalves.

A punição e a ameaça são, por outro lado, "as piores estratégias que se poderão adoptar, uma vez que a criança já sofre o suficiente por não conseguir evitar a enurese. Evite ainda o recurso ao uso da fralda, por muito que lhe custe ter de lavar e estender sistematicamente os lençóis".

As crianças costumam guardar este segredo "a sete chaves" com medo de discriminação por parte dos seus amigos e familiares porque "pensam que só eles é que ainda fazem chichi na cama. Mas a realidade é que, por exemplo, numa turma de 30 alunos da primária, cinco escondem este segredo", explica a neuropsicóloga.



Dicas para lidar melhor com a enurese

Incentivar a criança - "Utilizando por exemplo o calendário das noites secas. É um reforço positivo importante, já que auxilia a manter a criança focada no tratamento e permite que verifique quantitativamente o seu progresso rumo à cama seca", explica Miriam Gonçalves.

Motivar a criança a cuidar da sua higiene pessoal, tomando banho, para evitar o desagradável odor a urina, que o poderá "denunciar" entre os colegas na escola.

Fazer com que a criança faça "exercícios" da bexiga, tentando fazer um intervalo cada vez maior entre a vontade e a ida à casa-de-banho, bem como ensiná-la a controlar o jacto urinário, aprendendo a interrompê-lo.

Sempre que ocorrer um "episódio molhado" deverá pedir-lhe para mudar a roupa da cama e o pijama e colocá-los na máquina de lavar. Esta é uma forma de a criança se ir mentalizando para o facto de que este é um problema seu e que, por isso, terá de se esforçar para vencê-lo.

Permita que a criança não desenvolva sentimentos de culpa, demonstrando-lhe que a enurese é uma situação frequente e que atinge outras crianças.

Elogiar e recompensar a criança sempre que não fizer chichi na cama.



Destaques

"Não será então de estranhar se estas crianças se recusarem a participar em alguns passeios de escola, acampamentos ou dormirem em casa de amigos e familiares"


"Permita que a criança não desenvolva sentimentos de culpa, demonstrando-lhe que a enurese é uma situação frequente e que atinge outras crianças".»

Fonte:Médicos de Portugal
Link:http://medicosdeportugal.saude.sapo.pt/action/2/cnt_id/2538/

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Dez sinais que merecem atenção no final da gravidez

«Patricia Zwipp

A gestação é um período mágico para a mulher, mas também traz muitas dúvidas. Saber quando chegou a hora de o bebê nascer, o que significa o rompimento da bolsa ou a eliminação do tampão são algumas delas.

Só um profissional pode avaliar quando a futura mamãe está em trabalho de parto. "Analisamos a dilatação, o número de contrações, a presença da bolsa, os batimentos cardíacos do bebê, se já perdeu o tampão (muco protetor que fecha o colo do útero e impede a entrada de bactérias)", explica Rodolfo Strufaldi, professor assistente de ginecologia e obstetrícia da Faculdade de Medicina do ABC.

Apesar da opinião médica ser fundamental, a futura mamãe precisa ficar atenta a detalhes no final da gravidez para saber quando procurar o seu médico e como se preparar para a hora do parto. Confira, a seguir, alguns sinais, listados pelo especialista Strufaldi, de que o bebê está prestes a chegar:

1 - No fim da gravidez, a barriga vai abaixando, porque o bebê está se posicionando para o nascimento.

2 - Sentir as famosas contrações não é sinônimo de que está em trabalho de parto. Normalmente, elas só indicam que a criança está prestes a nascer quando obedecem um determinado ritmo: três contrações seguidas, que duram mais de um minuto cada, no intervalo de 10 minutos.

3 - As contrações são causadas pela liberação de substâncias que preparam o corpo para o parto, principalmente pela ocitocina. As dores começam nas costas e se conduzem para frente, em direção à vagina.

4 - A bolsa é uma proteção contra as agressões do meio externo. Quando rompe, a mulher elimina o líquido amniótico e há a tendência de entrada de bactérias, por exemplo. Mas, calma, uma contaminação pode levar horas ou dias para ocorrer, o que não elimina a necessidade de procurar um médico caso isso aconteça.

5 - Em média, a mulher tem cerca de 1 a 1,5 litro de líquido amniótico. Ele pode ser claro, amarelado ou esverdeado. Se estiver esverdeado, é sinal de que há sofrimento fetal (a criança está passando por algum problema e, neste caso, precisa nascer logo).

6 - O rompimento da bolsa não significa necessariamente que a grávida está em trabalho de parto.

7 - O fato de cair o tampão (substância que protege, temporariamente, o colo do útero e evita a entrada de bactérias) não significa, obrigatoriamente, que a mulher está prestes a dar à luz. Conforme vai chegando o momento do nascimento, o bebê pode forçar para abrir um pouco o colo (dilatação) e a mãe acaba liberando esse muco protetor. A perda do tampão facilita a ruptura da bolsa.

8 - O tampão é gelatinoso e pode ser branco ou amarelado.

9 - Se sentir contração, a bolsa romper ou eliminar o tampão, procure um médico. Isso vale também caso tenha algum sangramento ou outro desconforto. Portanto, tenha sempre à mão o telefone do profissional e da maternidade.

10 - Quando a gravidez chega a 36 semanas, é importante deixar uma mala pronta para a mamãe e o bebê. Para saber exatamente o que deve levar, informe-se no hospital, porque há maternidades que fornecem camisolas ou que não usam as roupas dos bebês nos primeiros dias.»

Fonte:Terra
Link:http://saude.terra.com.br/interna/0,,OI3661999-EI1503,00-Dez+sinais+que+merecem+atencao+no+final+da+gravidez.html

Manchas no rosto: problema estético que incomoda as grávidas

«Grande parte das manchas são causadas pelo sol, mesmo com a radiação que nos atinge no dia-a-dia, na cidade, sem que seja preciso que estejamos na praia ou na piscina

Durante a gravidez, as mulheres estão mais suscetíveis ao aparecimento de manchas na pele por causa da variação hormonal e da predisposição genética. “O melasma é uma mancha difícil de ser eliminada. O segredo para evitá-la é a prevenção, ou seja, fugir do sol durante a gestação para evitar a formação destas manchas ao redor dos lábios e nas bochechas, que geralmente ganham forma de asas de borboleta”, afirma o ginecologista e obstetra Aléssio Calil Mathias, diretor da Clínica Genesis.

Além das grávidas, mulheres que usam anticoncepcionais ou fazem tratamentos com hormônios também são alvos do melasma. O aumento dos hormônios estrógeno e melanogênico também levam ao escurecimento das aréolas e ao aparecimento daquela pequena linha vertical escura abaixo do umbigo.

O melasma pode não aparecer na primeira gravidez e aparecer na segunda, ou vice-versa. “Portanto, a grávida deve adotar medidas de proteção para se expor ao sol. O consenso entre os dermatologistas é que a radiação solar pode desencadear o problema e até agravá-lo, uma vez que os efeitos do sol são cumulativos. Como prevenção, os bloqueadores solares são a principal arma”, recomenda o diretor da Clínica Genesis.

Como fazer a prevenção?

“Geralmente o melasma surge no segundo trimestre da gestação, mas se a mulher se proteger desde o início, terá mais chances de não desenvolver as manchas. Recomendamos o uso contínuo de bloqueadores com fator de proteção 30 e o uso de chapéu, óculos escuros e guarda-sol”, afirma a dermatologista da Genesis, Luciana Cattini.

"O ideal, para uma proteção efetiva, é aplicar o bloqueador solar na pele pela manhã, na hora do almoço e no fim da tarde, faça chuva ou faça sol. Muita gente não sabe, mas mesmo dentro de ambientes fechados, a radiação solar afeta a pele. Por isso, o protetor solar tem de estar sempre à mão, até dentro de casa e no escritório”, destaca Luciana Cattini.

Ao ar livre, a exposição da gestante precisa ser gradual e extremamente cuidadosa. “Para ir à praia ou à piscina, a gestante precisa saber que a radiação ultra-violeta B (UVB), a mais perigosa e responsável pelo câncer de pele, se intensifica entre 10 e 16 horas. Já a radiação ultra-violeta A (UVA), muito importante no desenvolvimento e estímulo da pigmentação, ou seja, favorecendo o aparecimento do melasma, é a mesma durante todo o dia. Daí a importância de se proteger sempre”, destaca a dermatologista da Clínica Genesis.

Para tratar

Se por algum descuido a pele da gestante manchar, ela precisa saber que é preciso continuar a usar o bloqueador para evitar que a mancha escureça ainda mais. “Para disfarçar, uma dica é aderir à camuflagem com o uso de bases e corretivos, dando preferência a produtos oil-free e não comedogênicos”, diz Cattini.

A gestante tem à disposição os clareadores de uso tópico com concentrações e ativos específicos para esta fase da vida. “Eles podem ser cosméticos, de livre acesso, ou cosmecêuticos, que só podem ser prescritos pelo dermatologista”, diz a médica.

“Como alguns produtos indicados para o tratamento do melasma possuem componentes que devem ser evitados durante gestação, é sempre importante consultar o ginecologista e o dermatologista antes de iniciar qualquer tratamento estético. A razão de tanta cautela é evitar qualquer complicação para a grávida ou para o bebê”, destaca Aléssio Calil Mathias. »

Fonte:Segs
Link:http://www.segs.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=25224&Itemid=1

terça-feira, 31 de março de 2009

O Sono da Criança: “Diz-me como dormes e eu dir-te-ei quem és”

«Dra. Fernanda Torgal-Garcia e Dr. João Gomes-Pedro

O sono é a janela do desenvolvimento humano. “Diz-me como dormes e eu dir-te-ei quem és”, é como que uma fórmula mágica que permite entrar no mundo biológico, emocional, afectivo e moral de cada ser humano.

O sono, como todos os equilíbrios da vida, reflecte o equilíbrio total da criança, em particular da sua vida afectiva e relacional.

A neurociência de hoje sustenta que as capacidades psíquicas consubsantiadas nas emoções, nos sentimentos e na consciência derivam do equilíbrio homeostático, fundamentalmente biológico. Por isso dizemos, muitas vezes, que grão a grão , o bebé constrói o seu sono.

É corrente associar-se o nascimento de um bebé à "tortura" do sono, que os pais vão passar a sentir "na pele".Ora isto não é obrigatório e acaba por não acontecer muitas vezes.

O sono é um equilíbrio biológico fundamental, mas é um equilíbrio frágil, que se constrói progressivamente nos primeiros meses de vida .Tem relação com a maturação cerebral, dos neurónios corticais ( e daí a sua relação com a idade gestacional, isto é se é um bebé pré-termo ou " de tempo"), e com o estabelecimento de múltiplas conexões entre as células do sistema nervoso ( sinapses).

O sono do feto, na sua alternância imobilidade/actividade é exactamente o dos prematuros que entretanto tiveram de nascer. Sabemos, depois, que no primeiro mês de vida o bebé pode dormir em média 16-18 horas por dia e já nesta fase podemos identificar os muito ou pouco dorminhocos.

Porém, mais do que o número de horas de sono, é o modo como o bebé controla e organiza os seus estádios (vigília/sono) que nos permitem caracterizar, logo com horas de vida apenas, o quem é cada bebé. Através da NBAS ("Neonatal Behavior

cada bebé de organizar os seus estádios de sono/vigília, e a sua habituação a estímulos exteriores que lhe vai permitir adormecer sem ligar à algazarra da sua festa de baptizado por exemplo Esta escala permite-nos com acuidade avaliar as diferenças e o quem é quem cada bebé.

É esta regulação que permite a um bebé de um mês dormir cinco a seis horas e a partir dos 3 meses, nove horas ou mais em cada noite. O bebé vive ao ritmo do seu relógio interior, contribuindo para isso primordialmente, os seus neuro-reguladores cerebrais.

È através do núcleo supraquiasmático, numa engenharia química regulada por genes, pela produção de melatonina e de popipéptidos reguladores que se estabelece a arquitectura do sono, designadamente do sono REM e do sono não REM.

Mas para além desta química complexa da neuro-regulação, existe um fantástico modelo relacional projectado à vida do bebé e com ele à vida da família.

O estabelecimento e a manutenção de padrões estáveis de sono nocturno é da maior importância para a criança e para os pais; para a criança , um sono adequado de noite é uma pré-condição essencial para um bom alerta durante o dia e para uma boa resposta a interacções sociais e outros estímulos ambienciais.

De facto estabelecer um ritmo e estar acordado de dia e dormir de noite, é uma importante aquisição do bebé; de acordo com Schaffer, torna muito mais fácil viver com ele...

Há que ser realista e ter a noção que de facto, 20-30% dos bebés e crianças pequenas têm problemas de sono. Mas as causas podem ser tão variadas como problemas perinatais, temperamento do bebé, amamentação, stress familiar, modos de adormecer, fases do desenvolvimento motor do lactente, muitas mais.

Mais do que tentar consertar um problema de sono na criança, que desarranja toda uma família que no dia seguinte irá trabalhar ensonada e irritada, há que prevenir a instalação desse problema e aí é essencial a filosofia "touchpoints".

Se um bebé de 4 meses que até aí dormia celestialmente, passa a não adormecer como até então ou a acordar infinitas vezes em cada noite, os pais vão pedir umas pequenas gotas milagrosas para repor os anteriores comportamentos sono-vigília de modo a poderem descansar durante a noite.

Precisamos então desse outro modelo, para perceber as alterações do relógio, as mutações inexplicáveis, enfim, para conseguir ler através da janela que é o comportamento humano. O modelo" touchpoints" ensina-nos então que é aos quatro meses, quando o bebé começa a ficar extasiado com tudo o que passa a ver à sua volta que faz com que se "esqueça " de dormir.

Do mesmo modo, cerca do ano de vida, o envolvimento fantástico do bebé para dar os primeiros passos, essa excitação que é deslocar-se sozinho, não deixa obviamente que o bebé "perca tempo" em adormecimentos ou sonos. A filosofia "touchpoints" permite-nos entender o comportamento e assim intervir adequadamente no apoio à parentalidade.

Se por um lado é melhor ser realista e achar que se o bebé acordar várias vezes é normal, também há que ser flexível e entender que não há soluções perfeitas, que no entanto não deverão passar pelas tais gotas milagrosas.

E, depois desta se ter construído, já será mais fácil lidar com episódios relacionados com as fases do seu desenvolvimento crescente ou intercorrências fáceis de interpretar.

É fundamental assumir que esta autonomia "aprende-se" porque se educa, numa atmosfera de paixão.

Aprender a dormir de noite é, resumindo, uma tarefa relacionada com a maturação do sistema nervoso central, com o temperamento do bebé, e com a aprendizagem; e o sono é o reflexo do equilíbrio global da criança.

Enfim, o sono é uma janela do desenvolvimento humano por onde prescutamos o modo de ser, isto é, o comportamento de cada bebé. Este comportamento é a sua "linguagem" e é, por sua vez, esta linguagem que tem de inspirar a nossa comunicação com o bebé e com a sua família.

Se desde que o bebé sai da maternidade, tiver um ambiente calmo, com rotinas e rituais, como o banho antes da hora de dormir, a canção de embalar ou mais tarde a história antes de adormecer (e não até que o adulto adormeça!), o pequeno urso ou outro objecto de transição, o adormecer sozinho sem ser ao colo ou na cama dos pais, irá certamente adquirir uma autonomia do sono.



Dra. Fernanda Torgal-Garcia,
Pediatra do Desenvolvimento

João Gomes-Pedro,
Director do Departamento da Criança e da Família do Hospital de Santa Maria
Investigador e Professor Catedrático»

Fonte:
Link: http://medicosdeportugal.saude.sapo.pt/action/2/cnt_id/2540/

Já sairam os resultados do Passatempo



Consulta http://livros-gravidez.blogspot.com/ para ver se és um dos vencedores,

e está no ar mais um passatempo.

Paulo Pires

ADPM: Promove acções de formação para pais, futuros pais e técnicos

«A Associação de Defesa do Património de Mértola (ADPM) promove cursos para pais, futuros pais e técnicos. As acções programadas são sobre “Higiene e massagem ao bebé”, “Alimentação do bebé/criança”, “Primeiros socorros”, “Problemas mais frequentes na criança, quais são os sinais de alarme?”.

A Associação de Defesa do Património de Mértola (ADPM) tem inscrições abertas, através do seu Gabinete de Educação e Formação, até ao próximo dia 15 de Abril, para cursos dedicados aos pais, futuros pais e técnicos. As acções programadas são sobre “Higiene e massagem ao bebé”, “Alimentação do bebé/criança”, “Primeiros socorros”, “Problemas mais frequentes na criança, quais são os sinais de alarme?”, têm todas 12 horas de duração e são ministradas, durante o mês de Abril, em Mértola e Beja.


Ana Elias de Freitas»

Fonte:Voz da planice
Link:http://www.vozdaplanicie.pt/index.php?q=C/NEWSSHOW/27418

segunda-feira, 30 de março de 2009

O que um bebê recém-nascido consegue fazer?

«O desenvolvimento neuropsicomotor da criança começa desde o seu primeiro minuto de vida

O bebê recém-nascido é muito mais esperto e sensível do que muitos pais acreditam. Ele já nasce com os sentidos apurados, enxergando, ouvindo, sentindo cheiros. É por isso que costuma chorar tanto assim que sai da barriga. As luzes dos refletores incomodam seus olhos, as vozes altas da sala de parto e os ruídos do centro cirúrgico atrapalham sua audição, os cheiros dos desinfetantes agridem seu olfato e as mãos que o medem, pesam, limpam e vestem o assuntam.

Diversos estudos provaram que o recém-nascido sente gostos e, inclusive, seu paladar aceita melhor os alimentos doces aos amargos, embora seu cardápio se resuma ao leite materno. Apesar de muitos passarem a maior parte do tempo com os olhinhos fechados, eles conseguem enxergar objetos e rostos próximos do seu campo de visão. Nos primeiros dias de vida a visão do bebê já é bem clara e definida e atinge de 15 a 20 cm de distância.

A audição do bebê está formada desde o 5º mês de gravidez, é por isso que muitos especialistas incentivam as mães a conversarem com seus bebês ainda na barriga. Assim que nascem, os bebês já respondem aos estímulos sonoros. Quando expostos a ruídos altos, eles tendem a se atirar para trás e sua respiração se acelera.

Os bebês também nascem com a capacidade de olfato completamente desenvolvida, ou seja, sentem cheiros agradáveis e ruins. Para não agredir seu olfato, o ideal é não passar perfume e evitar produtos de limpeza com odores fortes nos ambientes.

Se os pais estiverem atentos ao comportamento do bebê, logo poderão reconhecer as manifestações de inteligência e personalidade de seu filho. O recém-nascido demonstra suas vontades berrando quando está com sono ou com a fralda suja, mordendo o bico do seio quando não consegue abocanhar, agitando braços e pernas quando está irritado. Essas são as armas que ele tem para demonstrar e impor suas vontades.

Quanto à parte motora, uma das características dos recém-nascidos é a forma da coluna vertebral. Ela é reta, pois as sua curvatura cervical, dorsal e lombar só aparece conforme o bebê começa a sustentar a cabeça, sentar, ficar em pé.

Proporcionalmente, a cabeça é grande e as pernas e os braços ainda são bem magros e curtos em relação ao tronco.

Nos primeiros dias o bebê já apresenta movimentos motores como jogar os braços, chorar, se torcer, virar a cabeça de um lado para o outro, se encolher, fechar as mãos, buscar o bico do seio, sugar o leite e deglutir.

A cada dia que passa, a atividade do bebê fica mais intensa e ele começa a se mexer cada vez mais no berço.»

Fonte:Gazetaweb
Link:http://gazetaweb.globo.com/v2/noticias/texto_completo.php?c=173183

ESTUDO APONTA QUE A MULHER NÃO PRECISA FICAR EM JEJUM DURANTE O PARTO

«Dr. Ricardo Teixeira

Ainda é muito comum a recomendação de que as mulheres devem ficar em jejum a partir do momento que entram em trabalho de parto.

A justificativa é que o jejum reduziria a chance de vômitos durante o parto e com isso diminuiria o risco de pneumonia por aspiração que ocorre quando o vômito cai dentro das vias aéreas. Esse risco de aspiração é significativo quando a mulher é submetida à anestesia geral, mas nos últimos anos, o parto cesárea é cada vez mais realizado sem anestesia geral, o que reduz sobremaneira o risco de aspiração.

Será que realmente faz sentido negar qualquer tipo de alimento a uma mulher durante o trabalho de parto? Alguns estudos já haviam sido realizados na tentativa de responder a essa questão, mas os resultados não foram conclusivos e ainda há muita disputa de opiniões. As mais recentes recomendações da Sociedade Americana de Anestesiologia defendem que o jejum de sólidos deve ser respeitado, enquanto líquidos podem ser oferecidos à parturiente. Alguns serviços hospitalares defendem a liberação da dieta com o argumento de que o trabalho de parto pode ser prejudicado se a mulher tiver restrição de ingestão de energia.

Uma nova pesquisa recém-publicada pelo British Medical Journal dá um novo rumo à discussão. A pesquisa envolveu a análise do trabalho de parto de quase 2500 mulheres primíparas (primeira gestação) que foram divididas em dois grupos: um grupo em jejum durante o trabalho de parto e outro que tinha a permissão de ingerir alimentos leves como suco de frutas, biscoitos, pães, iogurte, e bebidas isotônicas. Não houve diferenças entre os grupos nas diversas variáveis estudadas: freqüência de vômito, porcentagem de partos normais e cesáreas, duração do trabalho de parto e saúde dos bebês ao nascimento.

Essa é a maior pesquisa realizada até o momento sobre o tema e os resultados sugerem que as mulheres não devem ser privadas de alimentos durante o trabalho de parto desde que queiram se alimentar, pois também não há evidências de que aquelas que se alimentam têm mais sucesso do que as que permanecem em jejum.

:: Dr. Ricardo Teixeira é Doutor em Neurologia pela Unicamp. Atualmente, dirige o Instituto do Cérebro de Brasília (ICB) e dedica-se ao jornalismo científico. É também titular do Blog "ConsCiência no Dia-a-Dia" e consultor do Grupo Athena. »

Fonte:Segs
Link:http://www.segs.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=25367&Itemid=1

terça-feira, 24 de março de 2009

Bom dia

Bom dia,

os meus papas estão ao pé de mim, pois estou doentinho, pelo que durante uns dias não vão colocar nenhum post..

sexta-feira, 20 de março de 2009

Falta de médicos ameaça centros de infertilidade


«DIANA MENDES
Tratamento. Cinco novos locais não devem arrancar tão cedo como se previa

Há apenas algumas dezenas de especialistas nesta área no País

Portugal não tem médicos suficientes para tratar casais inférteis, especialmente com técnicas de procriação medicamente assistida (PMA). A escassez de recursos pode pôr em causa a qualidade do tratamento e atrasar a abertura de mais cinco centros públicos anunciados pelo Governo, referem vários especialistas.

João Silva Carvalho, presidente da Sociedade Portuguesa de Medicina da Reprodução, alerta para a falta de especialistas em medicina da reprodução. Por isso, diz que "não faz sentido haver uma rede de mais de 30 centros de PMA num país tão pequeno. Para além de estes centros não irem receber número de casos suficientes, "o que nem sequer será rentável depois dos investimentos feitos, põe-se em causa a qualidade dos recursos humanos. Ou se terá de abrir o tratamento a pessoas menos especializadas, ou pura e simplesmente não teremos recursos para tratar os casais inférteis", frisa.

Carlos Calhaz Jorge, ginecologista e membro do Conselho Nacional de Procriação Medicamente Assistida, disse ao DN que "há apenas algumas dezenas de especialistas em todo o País" e apenas três ou quatro em cada um dos nove centros públicos. Mas não concorda que uma rede tão extensa possa pôr em causa a qualidade do tratamento.

A ausência de renovação durante anos de especialistas em ginecologia - e da medicina da reprodução, na sua sequência - está agora a sentir-se. De tal forma, que Calhaz Jorge acredita que os cinco novos centros públicos de PMA anunciados pelo Governo, "não vão passar do papel tão cedo. É o caso do Centro Materno-Infantil do Porto, Centro Hospitalar de Coimbra, da Covilhã, Almada e Faro. "Vejo com muita dificuldade o aparecimento de profissionais que possam abri-los".

João Silva Carvalho defende o "reforço da capacidade dos centros públicos e não a proliferação de centros". E deu o exemplo da Bélgica, um país que tem exactamente a mesma dimensão populacional de Portugal e que apenas tem nove centros de PMA. "As pessoas com problemas de infertilidade são tratadas nos hospitais. Quando têm de recorrer a técnicas de PMA vão a um dos nove centros", avança.

A Maternidade Alfredo da Costa, que inaugura hoje o novo centro de Procriação Medicamente Assistida é uma das unidades que já se depara com estes constrangimentos. O próprio director, Jorge Branco, disse à Lusa que vai reiniciar os tratamentos com três médicos e três biólogos, essenciais para a prática de PMA. "É difícil encontrar médicos. Não há mais e não conseguimos inventá-los", assume Jorge Branco, que já fez contactos para encontrar médicos até em Espanha, sem sucesso. Pelo menos dois saíram da MAC para o Hospital dos Lusíadas (unidade privada dos HPP) que também está a apostar neste segmento.»

Fonte:DN
Link:http://dn.sapo.pt/2009/03/09/sociedade/falta_medicos_ameaca_centros_inferti.html

Enxovais para os bebés do Hospital de S. João


«Projecto voluntário quer ajudar 120 famílias carenciadas por ano

MARTA NEVES
No decorrer deste ano, cada família carenciada à espera de bebé que for sinalizada pelo Serviço Social do Hospital S. João, no Porto, vai ter uma ajuda especial. A ideia é apoiar mães e recém-nascidos, estando incluída a oferta de enxovais.

O projecto "Bebés de São João", integrado no Serviço de Humanização do Hospital São João, começa agora a dar os primeiros passos. Mas o objectivo é ajudar anualmente 120 famílias, explicou Helena Soares, uma das voluntárias, que juntamente com Nazaré Soares, encabeça esta iniciativa.

Inspiradas no modelo do "Banco do bebé", criado há 15 anos na Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa, as duas amigas decidiram explorar o conceito, adaptando-o ao hospital portuense. A ideia foi criar um projecto "que servisse para apoiar as mães e seus bebés no período pré natal, durante o internamento e posteriormente, dando especial atenção a mães adolescentes, famílias carenciadas com gémeos e mães solteiras", explicou Nazaré Alves.

O Serviço de Humanização do Hospital S. João, só podia "receber este projecto de braços abertos", disse o seu responsável, Filipe Almeida, sublinhando a importância "de se centrar atenções na pessoa". Neste contexto, e extravasando as fronteiras do hospital, "Bebés de São João" é um projecto que "está a movimentar uma enorme solidariedade", conta Nazaré Alves. Helena Soares recorda a "leitora do JN, de 89 anos, que nos contactou no sentido de mostrar toda a sua disponibilidade para fazer xailes para os bebés".

Todavia, a acção prioritária passará pelas mães adolescentes e ainda pelo acompanhamento da grávida, antes e depois do parto e ainda, no futuro, por conseguir fazer apoio domiciliário. »

Fonte: JN
Link:http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Porto&Concelho=Porto&Option=Interior&content_id=1167299

quinta-feira, 19 de março de 2009

Viseu recebe Encontro de Saúde Materna e Obstétrica/Ginecológica


«O Auditório do Instituto Piaget, em Viseu, vai acolher o II Encontro de Saúde Materna e Obstétrica/Ginecológica entre esta segunda e terça-feira.

O evento é promovido pelo Serviço de Obstetrícia do Hospital São Teotónio e conta com intervenções de médicos e enfermeiros especializados.

A iniciativa vai abordar assuntos ligados à preparação e opções de parto, aleitamento materno e ética na obstetrícia, assim como promoverá um curso sobre «Posturas e Puxos no Período Expulsivo» e «Massagem do Bebé – Shantala».

O encontro conta com a intervenção de uma médica francesa especializada em Uroginecologia e uma parteira holandesa que vai abordar o modelo holandês sobre parto no domicílio, adianta o Jornal do Centro.»

Fonte:Fábrica de Conteúdos
Link:http://www.fabricadeconteudos.com/?lop=artigo&op=c9f0f895fb98ab9159f51fd0297e236d&id=dffe5185a0c0a5ac89d9b39e7a40f2c8

Amamentar por 1 ano reduz risco de enfarte, diz estudo


«SÃO PAULO - Estudo publicado no American Journal of Obstetrics & Gynecology indica que amamentar por 1 ano ou mais pode reduzir em 13% o risco de enfarte. O índice de proteção pode chegar a 37% quando o tempo de aleitamento, consideradas todas as gestações, ultrapassa dois anos. O benefício foi observado em mulheres cujo último filho havia nascido até 30 anos antes. É a primeira evidência de que o tempo acumulado de amamentação pode influenciar a saúde cardiovascular no longo prazo.



A pesquisa acompanhou entre 1986 e 2002 dados de 89.326 mulheres que tiveram pelo menos um filho. Dessas, 63% já haviam amamentado. ?Naquelas em que o tempo foi menor que um ano, não notamos diferença em relação às que nunca amamentaram?, conta Alison Stueb, principal autora do estudo. Os pesquisadores levaram em consideração fatores como idade, número de partos, peso, história familiar e hábitos como dieta e exercícios.



Uma das hipóteses levantadas pela autora é de que a amamentação tenha um efeito antiestresse de longa duração. ?Quando a mulher amamenta, o corpo produz o hormônio oxitocina, que melhora a resposta ao estresse. Se você colocar uma mulher que acabou de amamentar em uma situação desconfortável e medir sua frequência cardíaca, pressão arterial e seus níveis de hormônios ligados ao stress, eles serão menos elevados do que os de uma mulher que amamentou seu filho com a mamadeira?, explica. ?Talvez esse efeito protetor continue existindo muito tempo depois naquelas que amamentam por longos períodos?, opina. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.»

Fonte:Estadão
Link:http://www.estadao.com.br/noticias/geral,amamentar-por-1-ano-reduz-risco-de-enfarte-diz-estudo,336341,0.htm

quarta-feira, 18 de março de 2009

Estudo comprova uso da chupeta não prejudica o aleitamento materno


«Sim à chupeta. Estudo internacional desmistifica a controvérsia do impacto da chupeta no
aleitamento materno. Pesquisa inédita realizada em Bueno Aires revela que a chupeta, quando oferecida no momento em que a amamentação está estabelecida, não prejudica o aleitamento materno e pode contribuir para a redução de chances de morte súbita

Ela é usada há três mil anos para “acalmar” os bebês. Algumas mães são fãs, outras não gostam muito da idéia de oferecer a chupeta para os filhos. A mesma polêmica acontece no meio médico, sobretudo porque relacionam o uso da chupeta com prejuízos ao aleitamento materno. Contudo, um estudo que será apresentado no Simpósio Internacional da Maternidade Santa Joana, em São Paulo, revela uma conclusão que poderá ajudar as mães nessa escolha tão difícil. Ao contrário do que muitos imaginam, as conclusões apontaram que oferecer a chupeta aos 15 dias de vida do bebê não interfere no aleitamento materno. Além disso, a iniciativa de oferecer a chupeta em paralelo à manutenção do aleitamento já estabelecido pode contribuir também para a redução das chances de morte súbita do bebê.


A pesquisa inédita foi realizada em Buenos Aires e analisou o comportamento de 1.000
(mil) bebês recém-nascidos. Para metade deles foram oferecidas chupetas a partir do
15º dia de vida e para a outra metade não foi introduzida a chupeta. A amostra contou com 3/4 de bebês provenientes de hospitais privados e 1/3 de hospitais públicos, com mães com idade média de 29 anos. As conclusões do estudo apontaram que 86% dos bebês observados não tiveram interferência ou diminuição no aleitamento materno até os três meses de vida. O assunto é motivo de controvérsia entre as mães e também entre os médicos. “A principal dica que o estudo nos oferece é que uma vez que a amamentação materna esteja bem estabelecida, a chupeta poderá ser usada para acalmar o bebê em casos de dor ou no auxilio para adormecer. Porém seu uso dever ser limitado e somente após 15 dias de vida para não interferir na dinâmica inicial da amamentação. Alguns dados sugerem também que o uso da chupeta pode contribuir para a redução das chances da morte súbita do lactente, um fenômeno muito raro que leva os bebês à morte durante o sono, sem explicação médica”, comenta a pediatra neonatologista do Hospital Santa Joana, Débora Passos.


Neste mês, o doutor Néstor Vain, diretor do Departamento de Pediatria e Neonatologia da Maternidad Palermo, Sanatorio de la Trinidad, de Buenos Aires, virá pela primeira vez ao Brasil especialmente para falar desse assunto. Ele apresentará todas as características do estudo e também uma visão geral deste cenário no Simpósio Internacional de Neonatologia, realizado pela Maternidade Santa Joana. O evento terá início nesta quinta-feira, dia 12 de março e seguirá até o dia 14. A programação contará também com convidados palestrantes vindos dos EUA e da Austrália. Os profissionais colocarão em discussão novos estudos e descobertas e atualizarão especialistas de todo o Brasil em diferentes temas da Neonatologia. “Por conta de toda a tradição na realização deste encontro, este ano o Simpósio cresceu de forma significativa. A qualidade da programação chamou tanto a atenção dos profissionais que as vagas se esgotaram; temos mil médicos inscritos de todo o Brasil”, revela Dr. Alberto D´Auria, diretor de relacionamento médico da Maternidade Santa Joana. “Os convidados internacionais estarão pela primeira vez em território nacional compartilhando novidades e tendências extremamente relevantes, o que nos permitirá ter uma visão ampla do que acontecerá nos próximos anos na Neonatologia, tanto no Brasil quanto no mundo”, complementa.


por Assessoria »

Fonte:Alagoas em tempo real
Link:http://www.alemtemporeal.com.br/?pag=saude&cod=2496

Enxaquecas durante a gravidez aumentam o risco de derrame, diz estudo


«Mulheres que sofrem frequentes enxaquecas têm maior risco de sofrer derrames durante a gravidez, assim como doença cardíaca, pressão alta e formação de coágulos, segundo estudo da Universidade Wake Forest, nos Estados Unidos.

A pesquisa avaliou um banco de dados nacional com mais de 18 milhões de registros hospitalares entre os anos de 2000 e 2003, incluindo quase 34 mil casos de enxaqueca durante a gravidez. E indicou que mulheres que sofrem enxaquecas na gestação tinham 15 vezes maior risco de derrames, três vezes maior risco de formação de coágulos e duas vezes mais chances de ter doença cardíaca.

Segundo os autores, essas dores de cabeça ocorrem em até 26% das mulheres em idade reprodutiva, o que representa um motivo de preocupação em relação a problemas cardiovasculares; e em um terço das mulheres com idades entre 35 e 39 anos. Os casos seriam mais comuns em caucasianas com mais de 40 anos.

"Nessa grande amostra baseada na população de mulheres grávidas admitidas no hospital, houve uma forte relação entre enxaqueca periparto ativa e diagnósticos vasculares durante a gestação", concluíram os autores. Porém eles destacaram que "porque esses dados não permitem a determinação de qual vem primeiro, a enxaqueca ou a condição vascular, mais estudos prospectivos de gestantes são necessários para explorar essa associação".


Fonte: boa saúde»

Fonte:O pantaneiro
Link:http://www.opantaneiro.com.br/noticias/online.asp?id=82217

terça-feira, 17 de março de 2009

40 produtos para bebé são perigosos


«Uma associação de consumidores dos Estados Unidos alertou para dezenas de marcas de produtos de higiene para bebés que contêm produtos cancerígenos, detectados em testes de laboratório.


Dos produtos testados, 23 continham Formol e 17 continham tanto Formol como Dioxana. Segundo o instituto norte-americano para o cancro, estudos mostraram que cancros dos seios nasais, da garganta, da faringe e por vezes leucemias podem estar ligados à exposição ao Formaldeído.

Entre as marcas visadas, figuram o muito popular champô Johnson’s Baby, que, segundo os testes, contém Formaldeído em quantidade suficiente para provocar uma reacção alérgica cutânea. »

Fonte:Correio da Manha
Link:http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?contentid=97DEEE09-0350-4D13-B896-25A12925BD6E&channelid=00000010-0000-0000-0000-000000000010

Portugueses gastam 5 mil euros contra infertilidade


«Negada declaração que permite acesso dos casais inférteis às clínicas privadas para tratamentos. Queixas motivam recomendação do Conselho Nacional para o Ministério da Saúde.
Carla Marina Mendes | cmendes@destak.pt

As dificuldades dos casais que não conseguem ter filhos mantêm-se, mesmo depois das promessas de mais apoios e redução das listas de espera. E apesar de ter passado um ano desde o anúncio de José Sócrates, o encaminhamento dos casais para o privado continua a não ser feito.

Foi na sequência de várias queixas que o Conselho Nacional de Procriação Medicamente Assistida (CNPMA) decidiu avançar com uma recomendação do Ministério da Saúde para que agilize os procedimentos que vão permitir aos casais inférteis receber tratamento no privado, quando falhar a resposta no sector público.

É que, apesar de a lei determinar que os doentes precisam de uma declaração do centro público a atestar a falta de resposta, esta tarda e falha. À Agência Lusa, Eurico Reis, presidente do CNPMA, explicou que foram vários os casais a quem a declaração foi recusada, o que justifica o pedido, dirigido ao Ministério da Saúde, para que a promessa feita «tenha, o mais rapidamente possível, consequências práticas».

Tratamentos caros

São, em Portugal, 25 os centros que realizam este tipo de tratamentos, a maioria dos quais privados. Daí a importância de um encaminhamento que, à Lusa, a ministra da Saúde reconheceu que já deveria ter acontecido em 2008, comprometendo-se com novidades nesta área no decorrer deste mês.

Mas os problemas não se ficam por aqui. O anúncio de Sócrates de que o financiamento da procriação medicamente assistida seria suportado, a 100% - no caso da primeira linha de tratamentos e do primeiro ciclo da segunda linha de tratamentos - pelo Estado, não resolve todos os problemas. Isto porque há tratamentos que podem custar mais de 5 mil euros.»

Fonte:Destak
Link:http://www.destak.pt/artigos.php?art=22924

segunda-feira, 16 de março de 2009

Afinal os bebés falam, nós é que não os percebemos


«O seu bebé grita e não sabe o que ele quer? Catarina Figueira foi a um curso que ensina o significado do choro.

Os pais que já têm os filhos criados vão lastimar não terem sabido disto na altura certa. Já os que estão a tentar sobreviver às primeiras semanas de paternidade, vão dar graças à Time Out por lhes revelar que é possível que os bebés com poucas semanas emitam sons com sentido, sons esses que se os pais conseguirem descodificar poderão ajudá-los a perceber quando é que o choro da criancinha é de fome ou de cansaço, por causa das cólicas ou porque do que o bebé precisa mesmo é de arrotar.

Não acredita? Então continue a ler. Tudo começou em 1998, quando uma australiana de 24 anos, violinista de profissão, teve o seu primeiro filho. Com uma memória fotográfica para sons fora do normal, Priscilla Dunstan começou, ainda na maternidade, a ouvir os sons do seu bebé de forma especial.

Segundo a violinista, não eram notas estridentes sem nexo, não senhor: elas faziam sentido. Após anos de pesquisa validou o método Dunstan, segundo o qual existe uma ligação entre cinco sons emitidos pelos bebés e cinco necessidades biológicas. A cada som corresponde um descritor fonético: “Neh” significa “fome”, “Owh” é sinónimo de cansaço, “Eh” quer dizer que o bebé precisa de arrotar, “Eairh” que tem cólicas e “Heh” que se sente desconfortável.

Da próxima vez que o seu bebé abrir a goela, arregale o ouvido e escute. Nas primeiras vezes é normal que só consiga identificar o “neh” da fome, mas com o tempo e um pouco de treino conseguirá distinguir os outros sons. Qual a vantagem? Conseguindo identificar a razão do choro da criança, vai encurtar os seus períodos de pranto e contribuir para a preservação da sua sanidade mental enquanto pai.

É precisamente para ajudar os progenitores a entrarem na mesma frequência sonora das suas crias que servem as aulas de linguagem de bebés de Ana Garrancho. “O bebé nasce já com uma linguagem, que dura até aos três meses. Cabe aos pais saberem interpretá-la”, explica a única formadora portuguesa a trabalhar o método Dunstan Baby Language. Foi com esse objectivo que Bruno Fonseca e Vitória Nabais, pais de primeira viagem de uma bebé de dois meses, se inscreveram na primeira aula. “Ela emite, eu é que não a percebo”, desabafa com graça o pai da Francisca.

Na primeira sessão descreve-se o método Dunstan, os pais aprendem as três palavras mais fáceis e assistem a vídeos com dezenas de exemplos dos diferentes sons. Parece uma choradeira pegada mas com um pouco de atenção começam a ser audíveis as diferenças. Na segunda aula estudam-se as duas últimas palavras e trabalham-se técnicas de acalmia dos bebés e conselhos de como amamentar, dar biberão, massajar a barriga do recém-nascido, pô-lo a arrotar ou a adormecer. Ana Garrancho aconselha as aulas o mais cedo possível, nas primeiras semanas de vida do bebé ou quando ele ainda está na barriga da mãe. Faz sentido: quanto mais cedo, menos acessos de desespero por parte dos pais, do género “Já te dei de comer, já te mudei a fralda, já te pus a arrotar, o que é que tu queres mais???”.

No final das sessões os progenitores levam para casa dois DVDs onde podem ouvir em repeat dezenas de bebés de pulmão aberto, a difundir “Nehs”, “Eairhs” e “Owhs”. A ideia é compararem estes sons com o choro do seu rebento e perceberem as semelhanças. Não se assuste se de início lhe pareceu ouvir um “Eh” e nem mesmo depois de pôr o miúdo a arrotar ele se calou. O som do desconforto físico é muito semelhante e pode confundir. Não desista e faça rewind ao DVD. Se isto servir para vencer alguma desconfiança que ainda paire sobre o seu espírito, saiba que Oprah Winfrey já falou sobre a técnica desenvolvida por Priscilla Dunstan num dos seus programas. »

Fonte:Timeout
Link:http://timeout.sapo.pt/news.asp?id_news=3134

Médicos optam pelas cesarianas para se protegerem


«O receio de um processo na Justiça, quando os partos correm mal, e uma gestão virada para a quantidade e não para a qualidade são algumas das explicações que Carlos Reis, obstetra bem conhecido em Faro, aponta para o aumento das cesarianas.

Não existe apenas uma explicação para a tendência de aumento de cesarianas, mas se uma há que tem ganho terreno, é a “mão pesada da Justiça”.

Carlos Reis, obstetra e ginecologista há 18 anos e ex-chefe de equipa demissionário no Hospital Distrital de Faro, explica porquê: “Admito que seja uma defesa do próprio técnico, que pode estar sob avaliação em termos legais se houver contratempos no parto”, diz.

Por outro lado, existe a pressão das mães, que insistem cada vez mais em solicitar os partos de cesariana. “Há até já quem admita que se deve fazer cesariana (no público) a pedido da mãe”, adianta.

Admitindo que “cada caso é um caso”, Carlos Reis afirma que as cesarianas devem ser a excepção e não a regra, como parece ser cada vez mais o caminho, até na formação dos internos: “A aplicabilidade dos forceps e ventosas têm condutas especiais e hoje os jovens começam ao contrário. Só ao fim de um ano de estágio com os partos normais se devia passar para as cesarianas, mas hoje é precisamente por aí que eles começam”, garante.

O obstetra reconhece também que o número de profissionais é insuficiente para o aumento de situações que acorrem às Urgências, o que resulta num menor acompanhamento durante o trabalho de parto.

Desta forma, situações que poderiam ser detectadas neste período e “corrigidas”, mantendo a hipótese de um parto vaginal, acabam por ser transformadas em urgentes, com a consequente cesariana.

Esta é uma realidade que os profissionais com responsabilidade conhecem bem, mas que nem sempre questionam: “Hoje os directores de serviço estão para servir os interesses administrativos e não como técnicos para zelar pelo paciente, orientam-se em função da quantidade e não da qualidade”, critica.

O aumento das cesarianas, constatado a nível europeu, acaba por ter impacto directo nas contas da saúde. É que, para além de ser uma intervenção cirúrgica com um período mais longo de internamento (cerca de 4 dias, em média contra 2 em parto normal), o que leva à maior ocupação de camas, existe ainda o factor preço: segundo o especialista, uma cesariana poderá rondar os 5 mil euros, ao passo que um parto normal custará cerca de metade.
Mário Lino »

Fonte:Observatório do Algarve
Link:http://www.observatoriodoalgarve.com/cna/noticias_ver.asp?noticia=27804

sexta-feira, 13 de março de 2009

Amamentação pode reduzir o risco de síndrome de morte súbita infantil


«Um estudo alemão refere que as mulheres que amamentam reduzem evidentemente a probabilidade do bebé poder morrer devido à síndrome de morte súbita infantil (SMSI).

O estudo, publicado na “Pediatrics”, incluiu 333 bebés que morreram devido à síndrome de morte súbita infantil e 998 bebés de controlo da mesma idade. O objectivo do estudo actual era confirmar que a amamentação está, de facto, relacionada com uma redução do risco de síndrome de morte súbita infantil.

Às duas semanas de vida, 83 por cento dos controlos estavam a ser amamentados, em comparação com apenas 50 por cento dos bebés que sofreram de síndrome de morte súbita infantil. Ao primeiro mês de vida, as taxas correspondentes eram de 72 por cento versus 40 por cento.

A amamentação exclusiva no primeiro mês de vida reduziu o risco de síndrome de morte súbita infantil para metade. A amamentação parcial, neste ponto, também foi associada a uma redução do risco, embora esta possa ter sido uma descoberta casual.

O Dr. M. M. Vennemann, da Universidade de Munique, e colegas revelaram que estes resultados acrescentam evidências que demonstram que a amamentação reduz o risco de síndrome de morte súbita infantil e que esta protecção continua enquanto o bebé for amamentado.

Os investigadores recomendam assim que as mensagens de saúde pública, que se dirigem à redução do risco da síndrome de morte súbita infantil, devem encorajar as mulheres a amamentarem os seus bebés até aos seis meses.

Isabel Marques»

Fonte:Farmacia.com.pt
Link:http://www.farmacia.com.pt/index.php?name=News&file=article&sid=6692

En Pereira, el parto natural le ganó a las cesáreas


«En Pereira, a diferencia del resto del país, donde se observa tendencia creciente a las cesáreas, las mujeres en su gran mayoría, siguen teniendo sus hijos por parto natural.

En el 2008, según estadísticas reportadas por el Director Operativo de la Secretaría de Salud del Municipio, Cristian Herrera, hubo 4.251 partos atendidos y de ellos 290 fueron por cesárea.
Para Herrera, estas cifras son el reflejo del programa que se ha puesto en marcha desde hace tres años desde la Secretaría de Salud del Municipio con la E.S.E Salud Pereira, denominado ‘atención de parto más humanizado’, para que este sea lo más natural y lo menos intervenido posible, incluso, que se permita la presencia del padre acompañando a la gestante en la llegada de su hijo al mundo.
En estas cifras reportadas por la Secretaría de Salud, hay un aspecto interesante y es que mientras la mayoría de las cesáreas se realizan en mujeres de estratos 1,2 y 3; las cesáreas se concentran principalmente en mujeres de estratos 4,5 y 6, por aquello de evitar el dolor.
Rosario vive en zona rural de Risaralda. Ahora tiene 60 años y tuvo quince hijos, todos por parto natural, ayudada por su esposo y una ‘comadrona’ o partera.
“Hoy en día las mujeres son muy flojas, señala Rosario, la ley natural de Dios es parir los hijos y con dolor. Así está en la Biblia”, señala Rosario.
Su hija mayor, siguió al pie de la letra el ejemplo de su mamá y tuvo diez hijos, el primero a los 16 años y el último a los 40.
“Si mi mamá tuvo quince hijos, yo por qué no puedo tener diez? afirmó siempre María y aún cuando el médico le recomendó después de su noveno hijo, no tener más, ella hizo caso omiso de la recomendación y quedó embarazada nuevamente.
A todos los tuvo por parto natural.
Adriana, por su parte, tiene un solo hijo, nació por cesárea hace nueve años y aunque ella quería que naciera de manera natural, nunca se le presentaron contracciones, ni tuvo dolor y finalmente, llegado el término en que debía nacer su bebé y nada, su médico determinó extraerlo por cesárea.
“Mi niño debía nacer el 25 de diciembre, sin embargo llegó enero, pasaban los días y el médico determinó que si no me daban dolores, la fecha de la cesárea sería el 11 de enero y así fue. Mi hijo llegó al mundo ese día a las 4:00 de la tarde”.
Si bien su hijo nació sano, Adriana señala que la recuperación de la cesárea fue muy dolorosa y ella hubiera preferido un parto natural.
“Yo siento que me perdí de algo al vivir esta experiencia, además, el niño nació e inmediatamente, no me fue pegado al pecho y después rechazó el seno y ya no lo quiso más”, señala Adriana.

Las edades
De los 4.251 partos atendidos en Pereira, 1.060 correspondieron a mujeres menores de 19 años y 244 a menores de quince años.
Es decir, en las adolescentes se concentra un buen número de los embarazos, lo cual para el Director Operativo de la Secretaría de Salud del Municipio, tiene una explicación: en las adolescentes se están incrementando en tanto que en las mujeres de mayor edad, están disminuyendo los embarazos.
Sin embargo, hay otro dato interesante muchos de estos embarazos son deseados, es decir, las adolescentes son plenamente conscientes al momento de la relación sexual de pueden quedar embarazadas y no toman las debidas precauciones.

El testimonio de una partera

Erminda Rentería, es una chocoana de 68 años de edad que ha dedicado prácticamente toda su vida al oficio de partera.
Su mamá también lo fue y trajo tantos niños al mundo, que le decían ‘Mamá Lucy” y la conocían como la madre del pueblo.
Erminda cuenta como una señora llegó un día a su casa muy asustada y llorando, porque el médico le dijo que el niño venía sentado y por esa razón tenía que hacerle cesárea, ella le dijo que no se preocupara que la iba a ‘arreglar’ lo que tradicionalmente en la ciudad se conoce como sobar. Así fue y la sobó tres veces.
Ella dice que los médicos quedaron sorprendidos porque fue un parto normal y sin complicaciones.
Ninguno de los niños que ha traído al mundo ha muerto y todos son sanos.
‘Partera’ desde su pueblo en el Chocó, después en Antioquia y ahora en Pereira.
Erminda comenta que hay partos que la ponen a sudar, “hay mujeres que son muy flojas con los dolores y en el momento de parir no aguantan el dolor y se resisten a pujar”, lo que obstaculiza la salida del bebé y por ende el trabajo de la partera.
A raíz de esto, las parteras optan por hacerles un baño, en una bacenilla echan alcohol, lo ponen al fuego y cuando está caliente se ubica debajo de la mujer quien adopta una posición de pie, abierta de piernas, para que el calor suba y el frío se aparte, lo que facilita el parto, según dice Erminda.

El parto más difícil
El parto más complicado lo vivió cuando nació su nieta, cuenta que su nuera no se ubicaba y no se dejaba, porque los dolores no se lo permitían, sudaba mucho y por un momento pensó que perdía a su nietecita.
En ese momento lo que se le cruzó por la mente fue enviarla de urgencia al hospital para que le sacaran a la niña. Sin embargo la historia tuvo un final feliz, porque por fin pudo tener la alegría de recibir a su nieta.
Según señala Erminda, la mujer tiene que ubicarse en un sitio que a medida que ejerza la fuerza, el bebé corra hasta un punto que ya no sigue, sino que sale a la vida.
“A veces hay mujeres que por los dolores no son capaces de colocarse en el lugar y la posición que uno recomienda, y empiezan a pedir ayuda, déjeme, acostar, déjeme parar, déjeme sentar, eso dificultad el trabajo de cualquier partera”, dice Erminda
Ella por su parte tuvo 11 hijos y no conoció médicos, a todos se los recibió la madre, excepto uno al que no alcanzó a llegar y lo recibió ella sola. »

Fonte:La tarde
Link:http://www.latarde.com/local/per/7365-en-pereira-el-parto-natural-le-gano-a-las-cesareas.html

quinta-feira, 12 de março de 2009

Clínica anunciava escolha da cor dos olhos e cabelo do bebé


«Inovação gerou polémica

O Fertility Institute, uma clínica de fertilidade norte-americana, anunciava uma técnica que permitia escolher a cor dos olhos e cabelo dos bebés, mas cancelou o programa através de um comunicado divulgado na sua página da Internet.

O facto de se poder escolher a cor dos olhos e do cabelo dos bebés ao mesmo tempo que se garantia que não viriam a sofrer de nenhuma doença genética ou hereditária motivou muitas críticas, originando a suspensão do programa.

«Qualquer benefício destes estudos de diagnóstico é claramente suplantado pelo aparente impacto social negativo», esclarece o comunicado divulgado na Internet.

Em Portugal, a lei «apenas permite a selecção de embriões para tratamento de doenças graves ou evitar o risco da sua transmissão», explica o geneticista português Mário de Sousa.

Para Alberto barros, geneticista da faculdade de medicina do Porto, este tipo de anúncios é preocupante. «O diagnóstico genético por motivos fúteis pode criar uma onda de descontentamento na opinião pública, que pode prejudicar o uso desta técnica para prevenir problemas que são realmente importantes», justifica o especialista citado pelo «Jornal de Notícias».»

Fonte:Fábrica de Conteúdos
Link:http://www.fabricadeconteudos.com/?lop=artigo&op=e4da3b7fbbce2345d7772b0674a318d5&id=20f944e94c133b4adc25c01d407b8b73

Infertilidade atinge 290 mil casais portugueses


«DIANA MENDES, em Veneza
Estudo. Os primeiros dados nacionais sobre a infertilidade em Portugal foram ontem divulgados em Veneza pela Sociedade de Medicina da Reprodução. Os casais com este problema serão menos do que se calculava. Ainda assim, 9,7% das mulheres com mais de 25 anos têm dificuldade em engravidar

Apenas 10 por cento precisam de procriação assistida

Há pelo menos 290 mil casais portugueses afectados por problemas de infertilidade. São estes os resultados preliminares do primeiro estudo sobre o problema em Portugal (Afrodite) realizado pela Sociedade Portuguesa de Medicina da Reprodução (SPMR) e ontem apresentados no 13.º Congresso Mundial de Reprodução Humana, que termina hoje em Veneza.

Estes são os "primeiros dados reais sobre o problema em Portugal", disse ao DN o presidente da SPMR, João Silva Carvalho, que desenvolveu o estudo em parceira com a Keypoint. "Até agora, eram extrapolados a partir de estudos de comunidades específicas de outros países, que apontavam para 10% da população".

O estudo revela assim que o número de casais inferteis no país será bem menor do que o divulgado até agora e que apontava para meio milhão. "O problema é que o anterior cálculo de 500 mil casais afectados abrangia toda a população" e agora elimina da amostra as pessoas com menos de 25 anos, em que os casos de gravidez são reduzidos.

Os dados mostram agora também que 9,7% das mulheres entre os 25 e os 69 anos sofrem de infertilidade. Para estes resultados preliminares foram inquiridas 1388 pessoas, das quais 891 eram mulheres que foram a uma consulta médica relacionada com a infertilidade, fizeram tratamentos ou que não conseguiam engravidar num mínimo há um ano.

Em Portugal , apenas 10% dos casos de infertilidade são tratados com recursos a técnicas de procriação medicamente assistida, como a fertilização in vitro ou injecção intracitoplasmática (selecção do melhor espermatozóide e sua injecção directa no óvulo) . Na maior parte dos casos, o problema resolve-se recorrendo a medicamentos e a cirurgias", refere o ginecologista.

Mil crianças por ano

Em Portugal, apenas 1% as crianças nascem através de técnicas de procriação assistida ou seja, cerca de mil por ano. Uma percentagem muito inferior há de outros países.

Durante o congresso, vários especialistas sublinharam que, em média, se fazem 300 ciclos de tratamento de fertilização por milhão de habitantes, quando a média europeia está nos 1115. O que levou o Governo a anunciar um aumento dos apoios a estes casais, nomeadamente patrocinando o primeiro ciclo de tratamentos.

Entre os casais nacionais "60% dos casos de infertilidade devem-se a problemas funcionais das mulheres e 40% dos homens, diz João Silva Carvalho . Mas num terço dos casos há problemas relacionados com o homem e a mulher ao mesmo tempo".

No entanto, os inquéritos realizados neste estudo revelam que a maioria das mulheres pensa que o problema é seu. Apenas "uma minoria das mulheres (13%) atribuiu os problemas em engravidar ao seu parceiro, nomeadamente a alterações dos espermatozóides".

Curiosas são as razões apontadas pelos casais para infertilidade: 92% ligam o problema a causas orgânicas femininas; 86,7% à idade da mulher; 85,5% a causas masculinas e apenas 69,9% idade do homem. A vontade de Deus também é referida por 40% dos inquiridos. O uso prolongado da pílula (50,8%) e condições hereditarias (64%) também estão ligadas a estes problemas.

A jornalista viajou a convite da Sociedade Portuguesa de Medicina da Reprodução»

Fonte:Diário de Noticias
Link:http://dn.sapo.pt/2009/03/08/sociedade/infertilidade_atinge_mil_casais_port.html

quarta-feira, 11 de março de 2009

198 mães adolescentes em dois anos


«Segundo Regina Sampaio, assistente social no CHF, houve em 2008, comparativamente em relação a 2007, uma melhoria

Em dois anos 198 foram mães adolescentes


O Hospital Central do Funchal (HCF), através do seu Serviço Social, tem prestado acompanhamento a muitas jovens que tomam conhecimento da sua gravidez. Só em 2007 passaram por aquele serviço e acabaram por ser mães 113 adolescentes, duas delas com 13 anos e três com 14. No ano passado, os números foram ligeiramente mais baixos mas ainda assim preocupantes: 85 raparigas com idades compreendidas entre os 15 e os 19 anos foram mães. Segundo Regina Sampaio, assistente social do HCF, houve no último ano uma melhoria da situação já que, não foram contabilizadas adolescentes tão novas. Neste momento, o maior número de mães adolescentes ronda a faixa etária dos 16-17 anos e desde que começou o ano (até ao final de Fevereiro) já deram entrada naquele serviço 20 processos de mães adolescentes.
Para Belita Mendonça, directora do Serviço Social do HCF, uma das razões que estão na orgem desta problemática é o facto da Educação Sexual ainda não estar a ser feita da melhor maneira. Apesar de os jovens estarem bem informados e de saberem que é necessário usar métodos contraceptivos, eles arriscam, «é proprio da idade», refere. Depois, adianta ainda, «o problema está a forma de pensar da nossa sociedade. São poucos os pais que se sentem à vontade de falar sobre sexualidade com os filhos».

«Uma criança a cuidar de outra criança»

O protocolo que existe entre o Serviço de Obstetrícia e o Serviço Social, baseia-se sobretudo no sentido de minimizar os riscos para a criança recém-nascida. Segundo Regina Sampaio, «desde 2005 que nós fazemos esta tentativa porque constatámos que as jovens saíam daqui sem apoios e desenquadradas e era complicado sobretudo para os recém-nascidos. Muitas vezes isso reflectia-se em internamentos logo a seguir ao parto e era muito complicado». É por isso que o atendimento feito no hospital consiste essencialmente numa avaliação nas vertentes social, familiar e psicológica porque em causa está uma adolescente com muita imaturidade e na maioria das vezes sem o suporte da família que é muito importante nestas situações.
Como passou a explicar a assistente social, «quando falamos de adolescentes de 13, 14 anos, temos de responsabilizar um familiar adulto no sentido de podermos incutir-lhe alguma responsabilidade. Uma jovem com 13, ou 15 anos, tem muita dificuldade em assumir na íntegra as suas responsabilidades maternas. Aliás, estamos a falar de uma criança a cuidar de outra criança. Sabemos como é difícil a adolescente começar a lidar com o bebé, a controlar os sonos, a tratar da alimentação, entre outros aspectos»,esclarece a assistente social.
Quando a jovem não tem poder económico e os pais não têm facilidade em contribuir na alimentação da criança, ou então são raparigas que já têm um processo na comissão de Protecção de Crianças e Jovens e até no próprio Tribunal de Menores, os serviços do hospital encaminham as jovens mães para instituições onde possam receber todo o apoio possível.

Quando elas não querem ser mães tão cedo

Quando uma jovem recebe a notícia de que será mãe a primeira reacção é de revolta. Não quer acreditar que aquilo está a acontecer com ela e o mundo parece ter-lhe desabado na cabeça. Depois do choque, e quando sentem os primeiros movimentos fetais e vêem o seu corpo a transformar-se é que ganham consciência do seu estado. Há jovens que se recusam ter a criança, outras decidem dar para adopção. Regina Sampaio conta que no ano passado houve um único caso desta natureza. «Assim que soube que estava grávida, a jovem decidiu que iria entregar a criança, assim que esta nascesse, para adopção. É muito raro isto acontecer. Aliás, este caso foi partilhado pela família e foi um processo encaminhado».
Quando não querem mesmo ter a criança e se ainda não tiverem completado as dez semanas de gestação, as jovens vão a uma consulta específica por forma a serem esclarecidas porque vão com sentimentos de muita culpa. Este trabalho, explica a asistente social, é feito no sentido de evitar sequelas a nível psíquico.

Atendimento ao jovem tem cerca de 3 mil inscritos

Criado em Outubro de 1998, pela médica Maria das Neves, o Serviço de Atendimento ao Jovem (SAJ), no Centro de Saúde do Bom Jesus, para rapazes e raparigas dos 13 aos 21 anos, tem actualmente cerca de três mil jovens inscritos. A maioria procura o serviço para tirar dúvidas sobre planeamento familiar mas também há quem o procure para falar de problemas relacionados com a acne, anorexia/bulimia, problemas familiares, desmotivação escolar e suspeita de gravidez.
De acordo com a enfermeira especialista em saúde materna e obstetrícia, Cristina Freitas, as adolescentes que procuram o serviço com suspeita de gravidez estão realmente grávidas sendo que é aqui que entra um dos papéis mais importantes do SAJ: o apoio e encaminhamento das jovens caso tenham idade inferior a 17 anos. Como passou a explicar a enfermeira que não só acompanha a gravidez como também a fase do pós-parto, se as raparigas tiverem menos de 17 anos são logo reencaminhadas para a consulta externa do serviço de Obstetrícia de Grávidas de Risco do Hospital Central do Funchal. Se forem mais velhas, todas as consultas e exames serão feitos no Centro de Saúde do Bom Jesus até mesmo depois de o bebé nascer.
Por forma a promover um apoio ainda maior nesta área, este serviço desenvolve também com as adolescentes um projecto chamado “Rei na Barriga”, um programa que tem como principal objectivo ajudar a adolescente grávida nas áreas que necessita, nomeadamente na oferta de consultas médicas, enfermagem, psicologia, nutrição e serviço social.
Outra novidade, segundo referiu Cristina Freitas, está na realização de um questionário que está a ser feito a todos os jovens que recorrem ao SAJ para permitir aos profissionais da saúde obter informações relativas aos problemas dos adolescentes. Este questionário está dividido em três áreas, nomeadamente, as Doenças Sexualmente Transmissíveis, perturbações alimentares e gravidez na adolescência.
De referir que existe ainda a linha SOS Adolescente (800 204 125) que ajuda a esclarecer dúvidas sobre diversas temáticas com a adolescência.

Centro da Mãe acolhe 480 utentes

O Centro da Mãe é uma das instituições de solidariedade social que mais tem contribuído para o apoio das jovens mães. Até ao momento encontram-se inscritas 480 utentes, sendo que 147 delas inscreveram-se em 2007 havendo, por isso, um aumento significativo de mães em risco na Região se for tomado em conta o facto de as utentes terem começado a ser atendidas apenas em 2001. Sedeado na Avenida Luís de Camões, no Funchal, este centro funciona com uma equipa multidisciplinar composta por uma assistente administrativa e uma assistente social. Sempre que há possibilidade, o apoio e acompanhamento às mães é feito no seu âmbito familiar ou local de habitação. Nos casos mais graves, em que há isolamento e problemas a nível familiares, o centro presta os cuidados profissionais necessários, oferecendo também formação profissional que permita às mães a possibilidade de um futuro independente e seguro. Segundo Rita Vasconcelos, elemento da direcção do Centro da Mãe, iniciou-se em Outubro de 2008 o curso de Assistente Familiar e Apoio à Comunidade, de nível II com equivalência ao 9º ano, na Escola da Apel, que terá a duração de dois anos. Já no final de 2007 teve início um curso de manicura. De salientar que, a avaliação das necessidades e da capacidade de resposta do centro, há igualmente, um apoio ao nível de papas, leite e fraldas, constituindo estes últimos a maioria dos pedidos.
Esta instituição tem como objectivos principais a realização pessoal e integração sócio-familiar das grávidas e jovens mães em risco e garantir o direito à vida, bem-estar e educação dos seus filhos.
Todas as mães que chegam a este centro, quer sejam encaminhadas por uma assistente social ou outros técnicos, são atendidas pela assistente social e pela psicóloga para avaliação da sua situação. Todos os casos são atendidos individualmente, variando os apoios prestados consoante a avaliação das necessidades e a nossa capacidade de resposta existindo, igualmente, um apoio ao nível de papas, leite e fraldas, constituindo estes últimos a maioria dos pedidos.
Desde 2001 até ao momento, encontram-se inscritas 480 utentes, sendo que 147 delas se inscreveram em 2007 verificando-se, assim, um aumento significativo de mães em risco na Região.

Perfil dos adolescentes que se tornam pais

Embora seja errada a ideia de que as gravidezes nas adolescentes acontecem apenas nos estratos sociais mais baixos – de um modo geral, as raparigas que engravidam muito cedo apresentam sobretudo situações de carência afectiva. Não gostam de estudar, têm pouca auto-estima, provêm de famílias numerosas e sofreram uma perda que lhes causou muito transtorno, como por exemplo, a falta da mãe ou do pai. Por vezes, também a relação de incompreensão com os pais é mascarada pela concessão de excessiva liberdade que a adolescente pode entender como sendo um abandono.
Os pais, são na sua maioria rapazes mais velhos que abandonaram muito cedo os estudos e alguns até se encontram desempregados por não terem hábitos de trabalho. Existem ainda casos de jovens toxicodependentes e que não querem assumir qualquer tipo de responsabilidade em relação à gravidez. Desconfiam até se são mesmo pais do bebé e recusam-se a dar-lhe o nome.
As jovens, embora estudantes acabam por se ver obrigadas a deixar os estudos para irem trabalhar e algumas são obrigadas a casar. Esta última condição é muitas vezes imposta pela família para responsabilizar o casal.


Lucia Mendonça da Silva»

Fonte:Jornal da Madeira
Link:http://www.jornaldamadeira.pt/not2008.php?Seccao=17&id=118148&sdata=2009-03-08

Maternidade Alfredo da Costa abre novo centro de PMA


«O novo centro de Procriação Medicamente Assistida (PMA) da Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa, abre segunda-feira e está um luxo. Tem equipamentos novos e tecnologia avançada que custaram mais de meio milhão de euros. Apenas faltam médicos.

Remodelado no âmbito do apoio do Estado ao combate à infertilidade - para o qual o Serviço Nacional de Saúde (SNS) disponibiliza uma verba de 12 milhões de euros para 2009 -, o novo centro foi desenvolvido na mesma zona do antigo, que há muito reclamava obras.

Pintado de fresco com a tranquila cor lilás, o centro tem várias salas e algumas inovações, como a existência de dois laboratórios, um dos quais atribuído às técnicas a aplicar em casais com o Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH).

Uma sala de colheita de esperma vem substituir a decadente casa de banho onde dantes se realizava este procedimento.

Pelo menos dois microscópios são novos, bem como material de apoio, marquesas e instrumentos ecográficos.

As obras custaram 530 mil euros, conforme revelou à Agência Lusa o director da Maternidade Alfredo da Costa (MAC).

Segundo Jorge Branco, no ano passado foram feitos 172 ciclos (tratamentos com técnicas de PMA), menos que os 200 habitualmente realizados por ano, uma vez que o centro encerrou em Setembro para obras.

Para o corrente ano, a MAC espera realizar 300 a 330 ciclos, um objectivo que pode estar comprometido dada a actual falta de médicos e biólogos.

Isto porque nos últimos tempos saíram vários clínicos que se encontram agora a trabalhar na área da infertilidade do privado Hospital dos Lusíadas, que está a apostar forte nesta área.

Deixaram a MAC para trabalhar neste hospital os médicos António Neves, Paula Maia, Daniela Sobral e Luís Vicente, segundo várias fontes contactadas pela Lusa.

Para Jorge Branco, apenas saíram dois: Paula Maia e Daniela Sobral, pois os restantes já tinham saído (António Neves) ou encontravam-se a trabalhar em outras áreas (Luís Vicente). »

Fonte:Diário Digital
Link:http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=62&id_news=376753&page=1

terça-feira, 10 de março de 2009

Gravidez na adolescência preocupa profissionais gravida.


«O número de grávidas adolescentes no Algarve é superior à média nacional. A situação preocupa os profissionais de saúde que incluíram o tema no programa de comemorações do Dia Internacional da Mulher.

O Serviço de Urgência Obstétrica/Ginecológica do Hospital Central de Faro (HCF) vai visitar a Escola EB 2/3 José Carlos da Maia, em Olhão, para uma sessão informativa sobre a “Gravidez na Adolescência”, no dia 10 de Março.

Segundo a enfermeira coordenadora daquele serviço, embora o número de grávidas adolescentes não tenha aumentado no último ano, o tema “continua a ser preocupante”.

A sessão terá “o objectivo máximo, para além de sensibilizar as jovens para o facto de terem uma sexualidade segura e consciente, mostrar-lhes o que é que nós podemos fazer caso decidam avançar com a gravidez”, explica ao Observatório do Algarve Ana Luísa Cavaco.

Segundo dados dos Hospitais do Serviço Nacional de Saúde da Região Algarvia, disponibilizados pela ARS Algarve, em 2008 nasceram três crianças com mães menores de 15 anos e 1.005 bebés com mães entre os 15 e os 24 anos.

Estes números registam uma diminuição em relação a 2007, cujos nascimentos onde as mães eram menores de 15 anos foram cinco e com mães entre os 15 e os 24 foram 1.068.

Todavia, fonte do Alto Comissariado da Saúde, citada pela ARS Algarve, indica que na região a média de nascimentos em mulheres menores de 20 anos foi de 5,5 por mil, em 2007, enquanto que em Portugal continental foi de 4,5 por mil.

Sensibilizar para o sexo seguro

Ana Luísa Cavaco sublinha que a acção da próxima terça-feira irá abordar também as doenças sexualmente transmissíveis e os métodos contraceptivos.

“Se pudermos evitar que elas engravidem e assegurar que têm uma sexualidade segura e consciente, evitando doenças sexualmente transmissíveis, é o melhor. Se decidirem engravidar nós estamos cá para as receber e temos variados serviços que lhes pretendemos mostrar, embora o objectivo máximo seja: não engravidem porque não é própria a altura”, sublinha.

O Hospital Central de Faro tem uma consulta própria para grávidas adolescentes, que integra uma equipa multidisciplinar.

Ao desenvolver trabalho na Urgência Obstétrica/Ginecológica, Ana Luísa Cavaco não acompanham directamente as grávidas adolescentes ao longo do período de gestação. Mas, a percepção que tem é que muitos destes casos acontecem no seio de famílias desestruturadas, onde há um acompanhamento familiar deficiente.

“Naturalmente que há muitas jovens que têm conhecimento como se engravida e como podem evitá-lo. Também há aqui um pouco da parte hormonal aos pulos, naquela idade que é difícil de frear e de conter emoções. Tudo isso poderá contribuir”, acrescenta.

A enfermeira aconselha as jovens a viverem “a adolescência e a juventude nos timings necessários”.

“Percebo que tenham de ter os seus namoricos. Não é pecado namorar, faz parte do seu desenvolvimento, mas que o façam de forma consciente e com opções, portanto, que saibam aquilo que estão a fazer”, conclui.

A sessão informativa “Gravidez na Adolescência” está integrada no programa de comemorações do Dia Internacional da Mulher, promovido pelo HCF. O programa completo pode ser consultado aqui.

Inês Correia»
Fonte:Observatório do Algarve
Link:http://www.observatoriodoalgarve.com/cna/noticias_ver.asp?noticia=28042

Estudo vincula fertilidade da mulher com risco menor de Mal de Parkinson


«WASHINGTON, EUA (AFP) — Quanto mais tempo se prolongar a fecundidade de uma mulher, menos risco ela corre de sofrer do Mal de Parkinson, segundo um estudo americano divulgado nesta quarta-feira.

"Esta pesquisa nos leva a pensar que, quanto mais tempo uma mulher estiver exposta a seus próprios hormônios sexuais, mais protegidas as células cerebrais ficarão do Mal de Parkinson", afirmam os autores do trabalho que será apresentado na conferência anual da American Academy of Neurology, que se reunirá no fim de abril em Seattle (Washington).

Segundo o estudo, as mulheres na menopausa que tiveram um período de fertilidade mais prolongado, ou seja, mais de 39 anos, têm 25% menos riscos de desenvolver o Mal de Parkinson do que aquelas cujo tempo fértil durou menos de 33 anos.

Também de acordo com a pesquisa, as mulheres que ficaram quatro ou mais vezes grávidas correm um risco 20% maior de serem afetadas pelo Mal de Parkinson.

A probabilidade de sofrer dessa doença se duplica igualmente para as mulheres que foram submetidas a uma histerectomia (extirpação do útero) e que depois seguiram terapias hormonais. Em compensação, o risco não aumenta entre as mulheres que não tiveram o útero extirpado, mas tomam hormônios.

Foram estudados os dados médicos de mais de 74.000 mulheres que tiveram uma menopausa natural e 7.800 mulheres que sofreram uma histerectomia.

O Mal de Parkinson é uma doença neurodegenerativa que causa rigidez muscular, dificultade para iniciar movimentos, falta de equilíbrio e lentidão nas ações voluntárias»

Fonte:AFP
Link:http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5gKTJbgH8AC_--lK2TXIZuUZKwtWw