
«Mães obesas têm 10 vezes mais probabilidade de ter filhas com o mesmo problema. Entre pais e filhos homens, as chances são 6 vezes maiores. As conclusões são de estudo da Peninsula Medical School, na Inglaterra. Segundo os pesquisadores, a explicação é comportamental, e não genética. Os médicos acreditam as filhas tendem a copiar o estilo de vida da mãe e os filhos, dos pais.
O vínculo, porém, não existiria entre filhas e pais ou filhos e mães. A equipe coordenada pelo médico Terry Wilkinde mediu o peso e a altura de 226 famílias durante três anos.
Os pesquisadores concluíram que 41% das meninas de oito anos de idade filhas de mães obesas também eram obesas. O índice caiu para 4% quando foram analisadas as filhas de mães magras. No caso dos meninos, a proporção de obesos não foi influenciada pela obesidade da mãe.
Entre eles, no entanto, 18% dos que tinham pais obesos também eram obesos. Na comparação com filhos de pais magros, o índice caiu para 3%. A proporção de meninas obesas não foi afetada pela obesidade do pai. Na Inglaterra, médicos britânicos monitoram crianças obesas sob a crença de que elas vão carregar o problema na vida adulta.
Mas os pesquisadores ingleses argumentam que a prática ignora que oito em dez adultos obesos não sofriam o problema na infância.
O coordenador da pesquisa defende mudanças no monitoramento do problema. "As atenções devem estar concentradas nos pais", disse Wilkin.
No Brasil, 13% dos adultos são obesos, sendo o índice maior entre as mulheres (13,6%) do que entre os homens (12,4%), de acordo com o Ministério da Saúde. Sobrepeso e obesidade são fatores de risco para distúrbios respiratórios, hipertensão, diabetes e doenças cardiovasculares.»
Fonte:Terra.com.br
Link:http://saude.terra.com.br/interna/0,,OI3880164-EI1497,00-Filhos+herdam+obesidade+dos+pais+diz+estudo.html
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Filhos herdam obesidade dos pais, diz estudo
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7/20/2009 08:50:00 da manhã
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terça-feira, 14 de julho de 2009
Gripe A - Médicos não aconselham vacina no início da gravidez

«Os médicos aconselham que as grávidas não sejam vacinadas nos primeiros meses devido aos riscos para o feto. E ainda é preciso analisar a segurança da nova vacina - testes só começam em Agosto. Por isso, as autoridades ainda não decidiram as orientações a dar relativamente à vacinação. Ontem, registou-se a primeira infecção numa grávida em Portugal.
Os médicos não aconselham que as grávidas até aos três meses sejam vacinadas contra a gripe A. Isto porque a vacina pode afectar o desenvolvimento do feto. No entanto, os especialistas dizem que este pode ser um caso em que vale a pena pesar os riscos e as vantagens e, em certos casos, vacinar. A dificuldade em conseguir respostas sobre a segurança da nova vacina é a razão pela qual ainda não foi decidida a orientação quanto à imunização das grávidas.
Aliás, também o tratamento com antivirais precisa de ser ponderado. A primeira grávida infectada com o vírus H1N1 em Portugal está a reagir bem ao tratamento com Tamiflu, mas "a decisão só foi tomada depois de se reunir a equipa de obstetrícia e serem pesados os prós e contras", explica Laurindo Frias, director clínico do Hospital de Ponta Delgada. A mulher de 33 anos, grávida de três meses, é um dos dez novos casos de gripe A registados ontem no País, num total de 71 desde o início da pandemia.
Desde a morte de uma rapariga de 20 anos, grávida, em Espanha, que a Organização Mundial de Saúde recomenda que se preste atenção redobradas às grávidas. E ontem morreu mais uma mulher à espera de bebé devido à gripe, desta vez em Los Angeles. "Parece existir um risco acrescido para grávidas, sobretudo perto do fim da gestação", explica Graça Freitas, da Direcção-Geral de Saúde. "Mas ainda estamos à espera de testes para saber se é eficaz e segura", revela a perita,
Quanto à recomendação dos médicos para não dar a vacina até aos três meses de gestação, Graças Freitas admite "que por regra as grávidas não são vacinadas nos primeiros meses", mas refere que é "preciso analisar as vantagens".
Mas mesmo que seja segura, "qualquer vacina é contra-indicada nos primeiros três meses de gestação porque há o perigo de interferir com o normal desenvolvimento do feto", alerta Daniel Pereira da Silva, director do serviço de Ginecologia do Instituto Português de Oncologia de Coimbra. "Mesmo com um vírus morto, até que haja ensaios específicos para grávidas é desaconselhado. É uma regra geral", explica.
Também o infecciologista Fernando Maltez considera que "é aconselhável evitar vacinas nos primeiros três meses da gravidez". No entanto, "se for preciso, dá-se na mesma", ressalva. Ou seja, se se concluir que o perigo potencial para a grávida e para o feto de apanhar gripe é maior do que os riscos da vacina, então esta é recomendada. Se a grávida for asmática, por exemplo. O mesmo se aplica aos medicamentos, acrescenta.
Ontem, a própria ministra Ana Jorge anunciou que quando se definiu o número de vacinas a pedir (30% da população) incluíram-se os grupos de risco já definidos e deixou-se "margem para outros grupos de risco que sejam mais tarde definidos em função da evolução e do conhecimento científico". Um desses casos são as grávidas. E segundo a ministra, em breve será decidido se todas as grávidas e todas as crianças fazem parte (ver caixa) dos grupos prioritários para a vacina. Se os testes, planeados para o Verão, provarem que a vacina é segura, as grávidas perto do fim da gestação serão de certo uma prioridade. »
Fonte:DN
Link:http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1304217
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7/14/2009 09:00:00 da manhã
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segunda-feira, 13 de julho de 2009
Laptops no colo podem prejudicar a fertilidade masculina

«Patrícia Zwipp
Getty Images
Usar o computador no colo pode causar problemas de infertilidade nos homensEnquete
Você costuma usar o laptop no colo?
A tecnologia está mais do que presente na vida das pessoas. O laptop, por exemplo, tem conquistado espaço e já se tornou, para alguns, item praticamente indispensável. No entanto, o uso excessivo do aparelho pode causar impacto na fertilidade dos homens, de acordo com Suzanne Kavic, especialista em reprodução da Loyola University Health System, em Chicago, Estados Unidos.
O problema está em utilizá-lo sobre o colo. "Laptops estão se tornando cada vez mais comum entre os homens jovens. No entanto, o calor gerado por eles pode ter um impacto na produção e desenvolvimento do esperma", garantiu ao site Science Daily.
Mas, calma. Não precisa abandonar a praticidade do notebook por conta do sonho de ser pai. A dica de Suzanne para prevenir danos é colocá-lo sempre em cima de uma mesa.
Outros hábitos que devem ser riscados da lista para proteger a fertilidade dos homens são banhos de banheira com água quente, ejaculação frequente, perda ou ganho excessivo de peso, exercícios que possam causar calor ou trauma na região genital, fumar, usar drogas e consumir bebidas alcoólicas em excesso.
Aposte em exercícios moderados (uma hora por dia, de três a cinco vezes durante a semana); alimente-se bem; durma oito horas diariamente; limite a cafeína a, no máximo, duas xícaras por dia; e procure atividades que diminuam o estresse.
Entre os problemas que levam à infertilidade masculina estão infecções sexualmente transmissíveis, alguns remédios para depressão ou doenças cardíacas, lesões genitais, distúrbios hormonais e disfunção erétil. "Um exame físico anual combinado com um estilo de vida saudável pode deixar mais fácil se tornar um pai quando for a hora certa", finaliza.
Especial para Terra»
Fonte:Terra.com
Link:http://beleza.terra.com.br/homem/interna/0,,OI3851334-EI7591,00-Laptops+no+colo+podem+prejudicar+a+fertilidade+masculina.html
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7/13/2009 02:00:00 da tarde
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OMS alerta para o risco de ‘abanar’ os bebés

«Um relatório da Organização Mundial de Saúde diz que esta forma de agressão nem sempre é imediatamente identificada, mas as suas consequências podem ser graves para as crianças.
É comum chegarem às urgências dos hospitais bebés com convulsões, vómitos ou irritabilidade. Vírus é o diagnóstico mais frequente, mas um exame mais rigoroso é capaz de mostrar hemorragias ou fracturas, lesões ocultas que podem apontar para uma ‘síndrome da criança maltratada’, um tipo de agressão infantil que consiste em abanar violentamente um lactante.
Segundo o El País, a falta de tratamento nestas situações motivou uma equipa de médicos australianos a trabalhar no sentido de melhorar o diagnóstico, ainda que todos os especialistas concordem que a atenção deve focar-se na prevenção.
Kieran Moran, pediatra forense do hospital infantil de Sidney, diz que os bebés são vítimas deste tipo de agressão sobretudo no primeiro ano de vida, quando parecem chorar de forma inconsolável e mais frustram os pais ou educadores. A maioria de casos de traumatismo cranio-encefálico por maus tratos em crianças ocorrem, efectivamente, com bebés de seis a oito semanas – o período em que mais choram.
De acordo com os médicos, abanar os bebés pode provocar danos maiores do que uma pancada na cabeça: as forças violentas de aceleração e desaceleração são mais perigosas para os vasos sanguíneos cerebrais, já que os bebés são particularmente vulneráveis devido à fragilidade do seu cérebro e escasso desenvolvimento dos músculos do pescoço. »
Fonte:DN
Link:http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1281461&seccao=Sa%FAde
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7/13/2009 09:00:00 da manhã
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sexta-feira, 10 de julho de 2009
Horário fixo para dormir melhora o sono de crianças e bebês (e mamães)

«Um novo estudo mostra que quando a criança tem um horário fixo para ir para a cama contribui para um bom sono e em melhoras de humor. Além disso, o humor materno também melhora.
De acordo com a pesquisa, problemas no sono são alguns dos principais problemas que os pais de crianças mais novas sofrem. Também foi descoberto que entre 20 e 30% das crianças possuem problemas para dormir.
Bebês ainda dentro do útero podem sonhar?
Estudos anteriores mostraram que o sono dos pais é afetado por estes distúrbios dos filhos, logo, quando uma criança não dorme bem, seus pais também não têm uma noite satisfatória de sono e passam por mudanças de humor, e sofrem de estresse.
Jodi Mindell, coordenadora dos estudos, declara que se o sono da criança for tranqüilo, o sono de sua mãe também será, e a qualidade de vida dos dois irá melhorar. “Criar uma ‘rotina de sono’ é fácil e pode causar uma melhora significativa na vida da família” explica.
“A mãe não se sentirá tensa, depressiva e cansada e ficará mais calma, o que também ajudará no humor da criança. A mãe fica calma na hora de colocar o filho para dormir e a criança cai no sono mais facilmente” detalha Mindell.
Pesquisas anteriores mostraram que rotinas, em geral, tornam a vida mais simples e menos estressante para as crianças.
Ventiladores previnem morte súbita de bebê
Os autores da pesquisa ficaram surpresos ao constatarem que a duração do sono aumenta quando ele é “inteiro”. As pessoas dormem menos quando acordam de noite, não dormem até mais tarde, como antes se acreditava. Além disso, a qualidade do sono melhora muito quando ele não é fragmentado.
O estudo enfatiza a importância que pediatras devem dar ao sono e a necessidade de serem criados tratamentos para crianças com distúrbios na hora de dormir. [Science Daily]»
Fonte:hypescience.com/
Link:http://hypescience.com/horario-fixo-para-dormir-melhora-o-sono-de-criancas-e-bebes-e-mamaes/
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7/10/2009 02:00:00 da tarde
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Médico pouco valoriza as queixas de cólica menstrual, diz pesquisador

«
Por AE
São Paulo - A cólica menstrual pode ser o principal indício de endometriose, mas os profissionais não dão a devida importância ao problema, segundo o ginecologista e coordenador do Ambulatório de Endometriose e Dor Pélvica da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Eduardo Schor. De acordo ele, alguns estudos mostram que os primeiros sintomas ocorrem entre os 16 e 20 anos de idade, "mas o diagnóstico somente é fechado oito ou dez anos depois”, destaca.
A endometriose é caracterizada pela presença do tecido que reveste o interior do útero fora da cavidade uterina. O endométrio pode se alojar em órgãos da pelve como trompas, ovários, intestinos ou bexiga. O especialista explica que, quando acontece o diagnóstico tardio, apenas 40% das mulheres obtêm sucesso com o tratamento. "Os outros 60% restantes acabam necessitando de cirurgia que, geralmente, são mutiladoras e a mulher pode perder ovários, parte do intestino ou trompas”.
A endometriose, além de dificultar uma gravidez, pode levar a infertilidade. Estimativas indicam que 10% a 15% das brasileiras, cerca de seis milhões de mulheres, enfrentam o problema. As queixas de cólicas nos consultórios ginecológicos acabam, na maioria das vezes, resolvidas com a indicação de antiespasmódicos e anti-inflamatórios.
Schor explica que, quando a doença é diagnosticada precocemente, em cerca de 90% dos casos é possível tratar clinicamente, suspendendo a menstruação com o uso contínuo de pílulas anticoncepcionais, dispositivos intrauterinos (DIU) com hormônios ou injeções. “Na fase inicial, uma gravidez também pode funcionar como tratamento, mas como as mulheres estão engravidando cada vez mais tarde por conta do seu papel no mercado de trabalho, a incidência e a agressividade da doença só vem aumentando”, diz.
AE»
Fonte:Abril.com
Link:http://www.abril.com.br/noticias/ciencia-saude/medico-pouco-valoriza-queixas-colica-menstrual-diz-pesquisador-447375.shtml
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7/10/2009 09:00:00 da manhã
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quinta-feira, 9 de julho de 2009
Há 900 casais à espera de tratamento de infertilidade

«Norte 66% aguardam até meio ano. Hospital de Gaia abre novas instalações para melhorar oferta
2009-07-02
INÊS SCHRECK
No Norte há 900 casais à espera de tratamentos de infertilidade. O número poderá começar a recuar hoje com a abertura das novas instalações do Centro de Procriação Medicamente Assistida do Centro Hospitalar de Gaia.
Chama-se Unidade de Medicina da Reprodução Drª Ingeborg Chaves, custou 1,5 milhões de euros, e vai dar continuidade à actividade desenvolvida no hospital desde 1993. O trabalho que se realizava em 40 metros quadrados (m2) e "em muito más condições" passa a ser feito numa área quase seis vezes maior (230 m2). As novas instalações vão dar resposta aos utentes de Gaia, mas também aos casais provenientes do Centro Hospitalar Tâmega e Sousa e do Hospital de S. Sebastião.
Dos 320 ciclos de Procriação Medicamente Assistida (fertilização in vitro e injecção intra-citoplasmática de espermatozóides) realizados em 2008, a unidade de Gaia deverá passar este ano para os 416 ciclos. No próximo ano, estima-se que atinja os 518.
Segundo a Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte, dos 900 casais que esperam concretizar o sonho de terem um filho, 12% não são do Norte, mas foi na região que procuraram ajuda. Do total, 66% aguardam há menos de seis meses por um tratamento de segunda linha, 34% entre seis e 12 meses, mas ninguém espera mais de um ano. A legislação determina que em caso de espera superior a 12 meses, os casais sejam encaminhados para o sector privado.
"O quadro não era assim tão negro", refere Fernando Araújo, vice-presidente da ARS/Norte. Não há dados de anos anteriores para analisar a evolução da lista de espera. De acordo com a lei, no Norte ainda não há necessidade de enviar doentes para o privado, mas para acautelar o futuro a ARS/Norte celebra hoje protocolos com quatro centros de Procriação Medicamente Assistida privados (Centro de Genética de Reprodução Prof. Alberto Barros; Centro de Medicina de Reprodução de Braga; Clínica Obstétrica e Ginecológica de Espinho e Centro de Estudo e Tratamento da Infertilidade do Porto).
É suposto que os investimentos e as medidas tomadas façam recuar a espera, mas não é garantido. "É expectável que a lista reduza, mas com o aumento da oferta também pode aumentar a procura", perspectiva o "vice" da ARSN.
A aposta do Ministério da Saúde no tratamento da infertilidade traduziu-se, na região Norte, em investimentos de 2,7 milhões de euros, aplicados em obras e equipamentos. Além disso, foram contratualizados com os hospitais ciclos de tratamentos, o que deverá funcionar como "um estímulo" para aumentar a produção. Espera-se que, no segundo semestre deste ano, as induções da ovulação aumentem 100% em relação a 2008, as inseminações intra-uterinas cresçam 21% e os ciclos de fertilização in vitro 39%.
Por outro lado, foi dada formação a 182 médicos de Medicina Geral e Familiar e foram celebrados acordos com hospitais para que o médico de família possa solicitar um exame num hospital referenciado. "Isto evita a duplicação de exames. O que acontecia era que o doente fazia-os fora e depois repetia-os no hospital", esclarece Fernando Araújo.
No Porto, há quatro centros públicos de Procriação Medicamente Assistida (Hospital de S. João, Centro Hospitalar de Gaia e Espinho, Centro Hospitalar do Porto, Centro Hospitalar do Alto Ave. Destes apenas o S. João está autorizado a funcionar pelo Ministério da Saúde. Dos cinco privados, só um aguarda autorização. "Até Setembro estarão todos autorizados", garantiu Fernando Araújo, lembrando que a lei estipula como data limite Março de 2010. Porém, todos são certificados ou estão em fase de certificação por entidades externas. »
Fonte:JN
Link:http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Porto&Concelho=Vila%20Nova%20de%20Gaia&Option=Interior&content_id=1287384
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7/09/2009 02:00:00 da tarde
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Transplante de ovário permite nascimento e bebê

«Médicos franceses tiveram sucesso na gravidez de uma mulher que teve seu tecido do ovário retirado antes de começar tratamento para anemia do tipo falciforme. A mulher, que não teve o nome revelado, deu à luz a uma garotinha no dia 22 de junho, depois de ter seu tecido ovariano transplantado de volta.
A mulher tinha anemia falciforme, e precisava de medicamentos para se preparar para um transplante de medula óssea, então médicos removeram e preservaram os tecidos do ovário dela – o que causou uma menopausa induzida durante dois anos. A equipe do médico Pascal Piver transplantou dez pequenos pedaços dos tecidos, e depois de três dias transplantou o resto. A ideia por trás do processo com dois passos é melhorar o crescimento de novos vasos sanguíneos.
Momento da ovulação é fotografado pela primeira vez
A mulher engravidou sem a necessidade de fertilização artificial, de acordo com um relatório apresentado pela equipe de Piver. Os médico também afirmam que outra paciente, que tinha uma doença nos vasos sanguíneos e precisou de medicação imunossupressora fez o mesmo procedimento e está grávida.
Congelamento rápido
Outra equipe de pesquisadores afirma ter descoberto que a melhor maneira de congelar os tecidos dos ovários de mulheres com câncer é congelando-os rapidamente – e não lentamente, como é o procedimento mais comum.
A descoberta foi deita depois de um estudo com 15 jovens mulheres com câncer que tiveram os ovários removidos. Algumas das pacientes tiveram os ovários rapidamente congelados e outros ovários foram congelados com o procedimento padrão. Para comparação, os pesquisadores também estudaram nove mulheres que tiveram transplante de tecidos ovarianos frescos de gêmeas idênticas.
O resultado foi que os óvulos congelados imediatamente se mostraram tão viáveis quanto os óvulos dos tecidos frescos, e os dois métodos foram mais eficientes que o método de congelamento lento.
Estes exemplos não são os primeiros transplantes ovarianos conhecidos: em 2004, pesquisadores holandeses conseguiram transplantar o ovário de uma mulher de 29 anos no braço dela, depois que ela recebeu tratamento para câncer cervical. O braço foi utilizado por ser um lugar de fácil acesso, e se ela quisesse engravidar, os óvulos seriam fertilizados por processos artificiais.
Em 2005, uma mulher infértil de 24 anos deu à luz depois de receber um transplanta de tecidos de sua irmã gêmea. A Sociedade Americana do Câncer, localizada nos Estados Unidos, alerta que o modo mais comum e bem-sucedido de preservar a fertilidade em pacientes de câncer é congelar os embriões concebidos através da fertilização in vitro, utilizando óvulos da mulher. O congelamento de tecidos ovarianos ainda é uma opção experimental. [WebMD]»
Fonte:hypescience.com
Link:http://hypescience.com/672721-transplante-de-ovario-permite-nascimento-e-bebe/
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7/09/2009 09:00:00 da manhã
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quarta-feira, 8 de julho de 2009
Sexo diário mantém o esperma saudável

«Fazer sexo todos os dias ajuda a melhorar a qualidade do esperma e é recomendável a casais que estão tentando engravidar, de acordo com um novo estudo. Existe há muito um debate entre médicos sobre qual seria a melhor forma de aumentar as chances de gravidez – evitar o sexo ou não. Este novo estudo, de um centro australiano de tratamentos contra a infertilidade e tratamentos de fertilização in vitro, mostra que a abstinência não é a abordagem correta contra o problema.
David Greening, médico do instituto, estudou 118 homens com o DNA do esperma danificado acima da taxa considerada normal e descobriu que a qualidade do esperma aumentou significativamente quando eles ejacularam diariamente durante sete dias. Na média, o índice de fragmentação do DNA – uma medida dos danos no esperma – caiu de 34% a 26% depois do experimento. O sexo frequente diminui o volume do sêmen, mas para a maior parte dos homens, isso não é um problema.
“Podemos concluir que casais que tenham um parâmetro de sêmen normal deveriam fazer sexo diariamente por mais de uma semana antes da data da ovulação”, afirma Greening. “No caso da reprodução assistida, este tratamento simples pode ajudar a aumentar a qualidade do esperma e conseguir a gravidez”, completa.
De acordo com Greening, é provável que a ejaculação freqüente melhore a qualidade do esperma por diminuir o tempo que ele é exposto a moléculas potencialmente prejudiciais. [MSNBC]»
Fonte:hypescience.com
Link:http://hypescience.com/sexo-diario-mantem-o-esperma-saudavel/
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7/08/2009 02:00:00 da tarde
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Leite materno fica ainda mais mágico

«Cientistas da Universidade de Londres, Inglaterra, descobriram que um ingrediente no leite materno protege e conserva o intestino de recém-nascidos. O ingrediente, chamado de inibidor da secreção da tripsina pancreática, é encontrado em níveis altos no colostro, o leite materno produzido nos primeiros dias após o nascimento do bebê. Este inibidor é uma molécula normalmente encontrada no pâncreas, onde protege o órgão de sofrer danos pelas enzimas digestivas que ele produz.
As paredes do intestino de um recém-nascido são muito vulneráveis a danos, já que nunca foram expostas a comida ou bebidas. O novo estudo reitera a importância da amamentação nos primeiros dias de vida do bebê. A substância é encontrada em pequenas quantidades no leite materno depois dos primeiros dias, mas no colostro ele é sete vezes mais concentrado. O ingrediente não existe no leite em pó industrializado.
Os pesquisadores examinaram os efeitos do inibidor em células intestinais humanas em laboratório. Quando as células sofriam danos, a substância as estimula a formar uma película protetora natural. O estudo também mostrou que o ingrediente pode prevenir danos futuros por impedir as células intestinais de se auto-destruírem.
Ray Playford, da Universidade de Londres coordenou o estudo. “Sabemos que o leite materno é feito a partir de vários ingredientes e que há vários benefícios para a saúde de bebês que são amamentados com o leite materno”, diz Playford. “Este estudo é importante pois mostra que um componente do leite materno protege e repara o intestino dos bebês para a comida e bebida que estão para receber”, completa. [Science Daily]»
Fonte:hypescience.com
Link:http://hypescience.com/17791-ingrediente-do-leite-materno-protege-intestino-do-bebe/
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7/08/2009 09:00:00 da manhã
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terça-feira, 7 de julho de 2009
Convido todos a visitar um novo blog meu (Gripe A)

Numa atitude prudente, não alarmista mas contudo realista, pretendo contribuir para a transmissão de informação e proteger os nossos filhos e população em geral.
Pois acredito que uma sociedade informada, é uma sociedade que melhor se pode defender.
Aqui está o link
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7/07/2009 04:28:00 da tarde
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"Curtas" SEXO FAZ BEM PARA O SEXO

«SEXO FAZ BEM PARA O SEXO
Fazer sexo todos os dias pode melhorar a qualidade do esperma. A conclusão é de um estudo australiano que analisou 118 homens com problemas de infertilidade - 80% deles apresentaram melhora depois de uma semana na qual fizeram sexo duas vezes ao dia.»
Fonte:Terra.com
Link:http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2069/a-bicicleta-e-a-fertilidade-143307-1.htm
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7/07/2009 02:00:00 da tarde
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A bicicleta e a fertilidade

«Aviso aos adeptos do ciclismo:
pesquisadores espanhóis divulgaram que a qualidade do esperma cai drasticamente nos homens que fazem uso regular da bicicleta como prática esportiva - apenas 4% dos espermatozoides ficam vivos em quem pedala, por exemplo, 300 quilômetros por semana. Segundo especialistas da European Society of Human Reproduction and Embryology, os ciclistas deveriam considerar a possibilidade de "congelar esperma", caso queiram ter filhos. O alerta, no entanto, é somente para os profissionais. Quem se vale da bicicleta, por exemplo, para ir ao trabalho ou passear nos fins de semana pode ficar tranquilo. »
Fonte:Terra.com
Link:http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2069/a-bicicleta-e-a-fertilidade-143307-1.htm
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7/07/2009 09:00:00 da manhã
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segunda-feira, 6 de julho de 2009
OMS recomenda adiamento da BCG em bebés com o vírus da sida
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7/06/2009 05:36:00 da tarde
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sexta-feira, 3 de julho de 2009
Depressão Pós Parto -Como evitar?

"O que é a Depressão Pós Parto?
A depressão pós parto é frequentemente conhecida como um período de profunda tristeza, choro, irritabilidade, cansaço e abatimento, que surge nas mulheres que terminam a gravidez e iniciam a relação com o seu filho recém-nascido.
Não se trata de um mito, a depressão pós parto existe, mas necessita de ser esclarecida, o que se pode fazer de um modo relativamente simples: Há uma fase pós parto em que o humor pode ser depressivo, mas esta fase é breve enquanto que a verdadeira depressão pós parto é algo mais raro, mas também muito mais grave, incapacitante e duradouro.
Conhecer o período breve de depressão que surge pós parto, não é menos relevante que o diagnóstico de uma depressão pós parto instalada: é essencial que se ajude a mãe a ultrapassar a fase, para que esta seja de facto curta e sem consequências graves para mãe e filho.
É algo normal e esperado dado que são muitas as alterações que justificam o aparecimento da depressão pós-parto: alterações hormonais relacionadas com o fim do período de gravidez; as dificuldades e debilidade física que a mulher pode apresentar no parto e na sua recuperação; a percepção da fragilidade que a mulher pode ter em relação ao recém-nascido, em especial se o caso envolver problemas de saúde, fragilidade física ou diagnósticos médicos inesperados e irreversíveis.
A própria novidade de ser mãe traz ansiedade em relação à sua capacidade de resposta e insegurança em relação ao quanto será competente e suficiente para um novo ser tão frágil.
As alterações estão também relacionadas com os novos papéis assumidos na família (papel de mãe, de pai, de avós, de filhos e de irmãos) e a modificação de relação entre os vários elementos.
É largamente conhecida a fase em que pela nova experiência de ser mãe, se revive a um nível muito profundo a experiência de ser filha, o que pode ter um impacto muito negativo se o relacionamento mais precoce com a sua mãe não tiver sido sentido como algo seguro, repleto de amor, carinho, conforto e confiança.
A própria experiência de casamento pode ser repensada e se a mulher fizer uma avaliação negativa do que tem sido a vida conjugal, se houver uma quebra nas expectativas iniciais, se a relação for sentida como insatisfatória e frustrante, a depressão pós parto também pode aparecer acentuada, neste caso como uma máscara que por detrás tem um conflito não resolvido e que está a ser fonte de mal estar, independentemente da nova relação com o bebé e com a experiência de maternidade.
Outra alteração de grande impacto é a alteração de rotinas quotidianas, algo incontornável entre o casal que enfrenta exigências completamente diferentes e muito mais pesadas que as anteriores ao nascimento dos filhos:
As tarefas de casa são alteradas (e muito acrescidas) tendo impacto no seu sono, cuidados pessoais, alimentação e em tudo à sua volta porque o bebé recém-nascido exige respostas muito frequentes por parte dos pais.
Por outro lado a mulher está fora dos seus meios usuais: há um afastamento do convívio social e do seu emprego, implicando perdas afectivas, mas também de decréscimo do seu investimento profissional e da sua realização em relação à carreira.
As alterações emocionais associadas ao período pós parto parecem assim fáceis de compreender e justificadas pelas mudanças inevitáveis que o nascimento de umas crianças traz aos pais.
É essencial então, facilitar o período pós parto para que a nova mãe passe esta experiência da melhor forma possível, e sem correr o risco de comprometer a relação com o bebé, que mais do que nunca, precisa do seu amparo, carinho, atenção e cuidados.
O pai e a família próxima deverão ser capazes de aceitar as alterações emocionais da mãe, confortá-la sem dramatizar nem criticar, reforçar as suas competências como mãe (ainda que recém adquiridas e por isso pouco consistentes), ajudar no cumprimento das tarefas quotidianas, assim como nos cuidados com o bebé, sempre que necessite, mas tendo o cuidado de não a substituir nem interferir na relação estabelecida entre os dois.
A própria mãe deverá oferecer a si mesma momentos de bem estar, nem que seja um banho com mais tempo quando deita o bebé e o pai está presente para o atender se acordar, uma refeição com o seu prato preferido, um livro que queria ler há muito, um café com uma amiga com quem possa conversar, um passeio num local que goste, ou a ida ao cinema, teatro ou algo que a atraia.
É importante que não se descuide nos seus cuidados de higiene, beleza e saúde, assim como com o exercício físico. Estes cuidados não devem ser fonte de culpa (porque sente que está a dispensar tempo para si que deveria ser para o bebé), mas vistos como cuidados que contribuem para a sua recuperação e como tal para o desenvolvimento da sua relação com a criança e bem-estar dos dois.
Acima de tudo, é importante permitir à nova mãe que partilhe a sua insegurança, dúvidas e emoções para que não se sinta só na fase que se espera que seja das mais belas da vida de uma mulher.
conteúdo gentilmente cedido por :
Dra. Lídia Rego
Psicóloga Clínica da Saúde
Colaboradora da Primus Care"
Fonte:Guia da Família
Link:http://www.guiadafamilia.com/guiadagravida/tema.php?id=5049
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Paulo Pires
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7/03/2009 09:00:00 da manhã
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quinta-feira, 2 de julho de 2009
Teste do pezinho: Uma picada que salva vidas

«Andreia Pereira
Em Portugal, o Programa Nacional de Diagnóstico Precoce tem, actualmente, uma taxa de cobertura de 99,4%. E, embora não seja de carácter obrigatório, o teste neo-natal funciona graças à elevada adesão por parte dos pais. Mas, para se uniformizar a picada do pezinho em todo o território, foi preciso muita teimosia e determinação por parte dos seus impulsionadores portugueses.
Em 1979, quando o Prof. Jacinto Magalhães (médico que "emprestou" o seu nome ao actual Instituto de Genética) se aventurou no rastreio da fenilcetonúria a nível nacional, muitas vozes se ergueram, "chumbando" a iniciativa com o argumento de que Portugal não tinha capacidade para seguir em frente. Mesmo com fracos recursos económicos para adquirir os equipamentos necessários, o até então director do Serviço de Genética Médica do Hospital Maria Pia, Prof. Jacinto Magalhães, e o Prof. Rui Vaz Osório lançaram uma petição no jornal para angariação de fundos.
Vários artistas aderiram a esta causa e, com o dinheiro reunido em leilão, conseguiram comprar os equipamentos que permitiam o diagnóstico da fenilcetonúria: a primeira doença rastreada no âmbito deste programa. "Foi um início à cowboy", ironiza Rui Vaz Osório, coordenador executivo da Comissão Nacional de Diagnóstico Precoce. Dois anos mais tarde, já em 1981, com a obtenção de uma nova máquina, avançou-se para o diagnóstico do hipotiroidismo congénito.
Com perseverança, provou-se que esta causa valia a pena. Aliás, um estudo de impacto económico, elaborado no final da década de 70, indicava que "o Estado tinha encargos 60 vezes superiores com uma criança deficiente, do que se subsidiasse um programa nacional de rastreio", esclarece Rui Vaz Osório, aludindo aos casos de fenilcetonúria e do hipotiroidismo congénito.
Com o advento do Tandem Mass, um equipamento obtido pelo IGM em 2001, conseguem-se diagnosticar, actualmente, 25 doenças com apenas uma gota de sangue, colhida durante o teste do pezinho. E, se o objectivo inicial era evitar os atrasos mentais profundos, provocados pelas duas primeiras doenças rastreadas, hoje em dia já é possível afirmar, taxativamente, que este teste salva vidas. Até porque, como explica o coordenador, "muitas das patologias que se detectam no diagnóstico neo-natal podem conduzir ao coma ou mesmo à morte".
E depois do teste do pezinho...
Francisco nasceu em Junho de 1999. E, como qualquer recém-nascido, foi submetido ao teste do pezinho, um exame de diagnóstico neo-natal realizado, idealmente, entre o terceiro e quinto dias de vida. Embora não tenha coincidido com a data de nascimento, o dia da picada pode ser considerado o primeiro dia do resto da sua vida.
Isto porque, aparentemente, e apesar de nada levantar suspeitas, o arquitecto Rui Barros Silva tomava conhecimento de que o seu filho sofria de uma doença metabólica. O diagnóstico precoce permitiu que esta criança pudesse iniciar o tratamento dietético imediato da fenilcetonúria. Graças ao teste do pezinho, Francisco, 10 anos, tem um quotidiano igual ao de muitas crianças da sua idade. A única excepção é a dieta restritiva, que tem de cumprir à risca para o resto da vida.
Hoje, já fala da doença com todo o à-vontade, mas, quando se recorda dos minutos em que recebeu a notícia, Rui Barros, também presidente da APOFEN (Associação Portuguesa de Fenilcetonúria e outras doenças metabólicas), afirma ter sentido um "abalo". "O primeiro ano foi muito preocupante, porque estamos a aprender a lidar com a patologia", reitera. Valeu-lhe o apoio incondicional de toda a equipa multidisciplinar do IGM, nomeadamente a nutricionista, a quem recorria sempre que surgia uma dúvida.
O caso de Francisco é semelhante ao de 270 meninos e meninas, a quem foi diagnosticada a fenilcetonúria desde a implementação do teste do pezinho em Portugal. E, porque se trata de um defeito genético de uma enzima responsável pela síntese proteica, a comida destas crianças é rigidamente controlada e pesada em balança electrónica. Ao longo de toda uma vida, não se pode relaxar, nem um único dia, na prescrição dietética. Caso contrário, se não houver o cuidado de "banir" os alimentos com elevados índices proteicos da ementa diária, as consequências cerebrais poderão ser irreversíveis a longo prazo.
"Fenil o quê"?
Ao receber o telefonema do IGM, Rui Barros confessa ter ficado um pouco atordoado com a informação que lhe fora transmitida. Admite que, quando foi convocado para uma reunião com Rui Vaz Osório (o médico encarregava-se de esclarecer, pessoalmente, os pais sobre a doença), a língua enrolou-se e mal conseguia pronunciar o palavrão: fenilcetonúria. A cabeça estava repleta de dúvidas. Era uma cascata de perguntas, umas atrás das outras. Afinal, como qualquer pai, só queria perceber como poderia dar o melhor ao seu filho.
"O conhecimento sobre a doença vai-se construindo à medida que se trocam informações com os vários profissionais de saúde envolvidos e com outros pais. E, neste ponto, a importância de uma equipa multidisciplinar centralizada com a qual podem partilhar todas as suas dúvidas faz toda a diferença", refere Dr.ª Carla Maria Carmona, assessora de Psicologia Clínica do IGM.
Logo percebeu que esta patologia resulta de uma desordem genética, em que, devido à ausência ou defeito de uma enzima responsável pelo metabolismo da fenilalanina, esta última acumula-se na corrente sanguínea. E, deste modo, funciona como um "veneno", já que a sua acção vai danificar a bainha de mielina: um invólucro dos neurónios. Com os "ataques" consecutivos da fenilalanina, os neurónios vão sendo, gradualmente, afectados. É esta a justificação avançada pelos especialistas para o aparecimento de danos mentais a longo prazo.
"Se a dieta não for cumprida, desde os primeiros dias de vida, a arquitectura cerebral fica comprometida, porque até aos seis anos o sistema nervoso central está em construção. Os elevados níveis de fenilalanina influenciam, ainda, os neurotransmissores, responsáveis pela actividade do cérebro", fundamenta o Prof. Friedrich K. Trefz, docente da cadeira de Pediatria na Universidade de Tuebingen (Alemanha).
Acontece que, por haver um defeito ou inexistência da enzima PHA (sigla do inglês que, numa tradução livre, corresponde à "fenilalanina hidroxilase"), a fenilalanina (um aminoácido) não é metabolizado no fígado. Quer isto dizer que, na ausência de uma dieta hipoproteica, a sua concentração no sangue atinge níveis acima do desejável.
Máximo controlo
Até aos cinco anos de Francisco, Rui Barros tentou arranjar uma estratégia para que o filho nunca se sentisse tentado a experimentar os alimentos "prejudiciais". Para isso, formulou uma história que servia para explicar a doença. "Dizíamos que o Francisco tinha luzinhas na barriga, mas que uma das lâmpadas estava fundida, por isso não podia comer tudo." Hoje, a explicação das luzes já faz parte do passado, pois o Francisco já se familiarizou com todo o universo da fenilcetonúria.
Os seus produtos alimentares são guardados em armário exclusivo, para evitar confusões. Mas todas estas reservas são feitas em nome da saúde. "Os pais têm de viver com o conhecimento de que o desenvolvimento intelectual dos seus filhos depende, em grande parte, do modo como a dieta é gerida, ou seja, da qualidade do controlo dietético", afirma Carla Maria Carmona.
A educação alimentar de Francisco é em tudo semelhante à de Neuza Domingues Rosa, portadora de fenilcetonúria. Esta jovem de 24 anos lembra que a sua dieta sempre foi escrupulosamente respeitada, porque a família estava ciente de que um passo em falso podia comprometer o desenvolvimento de Neuza. "A minha mãe nunca brincou com a saúde", confirma.
Apesar da "convivência pacífica" com a doença, esta jovem sente que passou por alguns momentos de "crise". Nas festas de aniversário, para as quais era convidada, achava não ter motivos de festejo, porque toda a comida era "imprópria" para o seu consumo. "Acabei por recusar a participação em festas. Existem alturas na adolescência em que ficamos revoltadas e nos queremos esconder por causa das nossas diferenças", indica.
"Á medida que os contextos se alargam e se tornam menos protegidos, aumentam as exigências de um comportamento mais autónomo. O saber gerir a sua dieta fora de casa, a necessidade de explicar o porquê da diferença e responder a certas observações feitas pelos colegas, são grandes desafios colocados, por vezes a indivíduos muito jovens", sustenta a psicóloga.
A fase da adolescência é "um período de rápido desenvolvimento cognitivo, social e emocional e de mudança física". Estas alterações tendem a "ter um impacto, por vezes, dramático na gestão da doença" e, sobretudo, na adesão ao tratamento. "Ensinar aos jovens um modo de lidar confortável e assertivamente com a pressão dos pares e exigências sociais, e ainda assim aderir às exigências impostas pelo tratamento, é uma abordagem fundamental junto desta população, evitando que possam vir a negar ou negligenciar os seus cuidados de saúde e a criar um sentimento de diferença em relação aos seus pares", completa Carla Maria Carmona.
Neuza já passou esta fase, mas Francisco está quase a entrar na adolescência. O seu pai, Rui Barros, teme que "perante as solicitações e estímulos", o seu filho possa "cometer algumas asneiras alimentares". Mas, à medida que for sentindo as consequências, que se traduzem em maior irritabilidade, ou dificuldades de concentração, "volta novamente à regra".
Dieta para a vida
Carne, peixe, ovos, produtos lácteos. Eis alguns exemplos de produtos "proibidos" para os doentes fenilcetonúricos. "Todos os alimentos ricos em proteínas, seja de origem vegetal ou animal, têm de ser evitados", sublinha a nutricionista Berta Alves (vice-presidente da APOFEN). Então, o que podem estes doentes ingerir? "Para além do consumo de fruta, legumes, arroz e batata, existe uma série de produtos alternativos que contabilizam um baixo teor de fenilalanina e outros aminoácidos."
A aquisição de bens alimentares específicos para a fenilcetonúria foi, aliás, outra das batalhas ganhas pelo IGM. "No final dos anos 70, a dieta baseava-se em vegetais, frutas e gorduras, o que levantava alguns problemas de crescimento", diz Rui Vaz Osório. Através dos emigrantes portugueses, no início da década de 80, o IGM tomou conhecimento dos primeiros produtos dietéticos próprios para estes doentes e tentou fazer a importação directa.
"Pisamos o terreno da ilegalidade", recorda o médico, acrescentando que, à data, a entrada de bens alimentares criava problemas alfandegários. Mas o objectivo de Rui Vaz Osório era facilitar o acesso a estes géneros alimentícios para que os pais não tivessem custos acrescidos. O Prof. Jacinto Magalhães promoveu o lobby para conseguir uma comparticipação de 50%. E esta situação manteve-se inalterada durante cerca de 20 anos, até que, em 2004, o Estado decidiu apoiar integralmente a obtenção destes bens.
Estes alimentos, dos quais os doentes dependem 365 dias por ano, podem ser adquiridos - mediante receita médica passada por um especialista dos Centros de tratamento de referência - no IGM e sem qualquer custo associado. Como se trata de bens "especiais", os pais destas crianças e adolescentes necessitam de ser auxiliados, a fim de poderem tirar todo o partido dos produtos.
Foi com o objectivo de ajudar na confecção destes "novos" alimentos que surgiu a Escola de Cozinha e os Livros de Receitas. "Quando a criança começa a diversificar a alimentação, é preciso criatividade na cozinha. E, nesse aspecto, a Escola de Cozinha dá uma mãozinha." A iniciativa partiu da nutricionista do IGM, Manuela Almeida, há 15 anos. Mas, para ajudar os pais que residissem fora do Grande Porto, a APOFEN, que, entretanto, assumiu essa missão, já percorreu quatro das capitais de distrito, de norte a sul: Porto, Coimbra, Lisboa e Faro.
Nestas "aulas de culinária", os pais aprendem "pequenos truques" e até noções básicas de como trabalhar com uma balança digital. Pois, quando se fala em portadores de fenilcetonúria, tudo tem de ser pesado ao miligrama. Uma vez que o consumo de pão e das massas é controlado, os profissionais da Escola de Cozinha ensinam a preparar um pão "especial" com farinhas próprias para estes doentes.
No meio de receitas, há alguns segredos que Berta Alves desvenda. E, quem disse que não é possível fazer omeletas sem ovos, está redondamente enganado: "Com substituto de ovo (um pó com coloração amarela que, quando misturado em água ganha uma consistência e aspecto com a clara em castelo) fazemos uma adaptação às fórmulas gastronómicas tradicionais. Até bolos podemos confeccionar."
Primeiro medicamento para a fenilcetonúria
Em Dezembro de 2008, foi aprovado na Europa o primeiro e único medicamento para o tratamento da fenilcetonúria. A saptropterina (fórmula sintética do BH4, um co-factor responsável pelo funcionamento enzimático), comercializada pela Merck Serono, poderá possibilitar que os doentes de grau moderado tenham uma dieta mais aberta. Mas, explica Rui Barros, "dentro deste grupo de doentes, apenas 30% poderão ter uma resposta positiva ao BH4".
Rui Vaz Osório acrescenta que a saptopterina poderá "melhorar a metabolização da fenilalanina", em doentes com uma quantidade residual da enzima funcionante (PHA: fenilalanina hidroxilase). Este fármaco, apesar de "permitir uma alimentação menos restritiva, não substitui a dieta". Neste momento, o medicamento está em fase de aprovação pelo Ministério da Saúde e aguarda luz-verde para uma eventual comparticipação.
Dos EUA para o mundo
Graças à descoberta de Robert Guthrie, nos anos 60, o rastreio neo-natal é hoje realizado de modo sistemático a nível mundial. O pediatra norte-americano percebeu que "era possível colher gotas de sangue em papel de filtro e deixar secar", explica Rui Vaz Osório. Cortando a "pastilha" de sangue, poderia ser realizada uma análise a partir da amostra. "Este sistema veio revolucionar a colheita e o diagnóstico precoce", assegura este especialista.»
Fonte:Medicos de Portugal
Link:http://medicosdeportugal.saude.sapo.pt/action/2/cnt_id/2732/?textpage=4
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Paulo Pires
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7/02/2009 02:00:00 da tarde
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Como resistir à pressão pelo desmame

"Amamentar dói, não aguento mais
Amamentar me deixa muito presa. Quero minha liberdade de volta!
Amamentando, sobra pouco tempo para meu companheiro
Trabalho o dia todo, e não tenho onde tirar o leite com bombinha
Não conheço mais ninguém que amamente filhos da idade do meu
Minha mãe acha que vou deixar meu filho muito mimado se continuar amamentando
Todo mundo tem uma opinião sobre o momento "certo" de parar de dar o peito à criança, mas o desmame é uma decisão muito particular, diferente para cada mulher, e influenciada por fatores culturais, questões de saúde e circunstâncias familiares.
Vai ter gente que achará que você demorou demais para tirar a criança do peito, e por outro lado haverá quem questione sua decisão de parar de dar de mamar, não importa com que idade esteja a criança. As críticas são quase sempre inevitáveis.
Vale lembrar que a orientação do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde (OMS) é que as mulheres amamentem exclusivamente até os 6 meses, ou seja, que não dêem mais nada ao bebê além do peito nesse período, e que depois mantenham o leite materno na alimentação da criança até os 2 anos ou mais.
Leia abaixo alguns dos motivos que levam as mulheres a achar que é hora de desmamar a criança, e veja algumas dicas para persistir um pouco mais:
Amamentar dói, não aguento mais
As primeiras semanas amamentando podem ser difíceis, principalmente se o bebê não está fazendo a "pega" correta no seio. Também pode ser que demore para você encontrar a posição mais confortável para dar o peito. Peça ajuda na maternidade onde deu à luz, ao seu obstetra ou ao pediatra do seu filho. No comecinho, o bebê parece querer mamar de hora em hora, mas à medida que cresce as mamadas vão se espaçando um pouco e ele também começa a mamar mais rápido, o que deve dar mais sossego aos seus seios. Muitas mulheres enfrentam muitos problemas nas primeiras semanas da amamentação, como a dor nas mamas, mas as que insistem não se arrependem.
Amamentar me deixa muito presa. Quero minha liberdade de volta!
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É uma dura verdade, mas não tem jeito, sua vida nunca mais será igual à que você tinha quando não era mãe, com amamentação ou sem amamentação. É claro que dar o peito é um compromisso constante, e você tem toda razão de se sentir presa. A sensação é mais difícil para mulheres que antes tinham alto grau de independência. Tente enxergar a amamentação como uma rara oportunidade de diminuir o ritmo do dia-a-dia e desfrutar de uma intimidade gostosa com seu bebê. Você não vai amamentar para sempre, e no final pode descobrir que a experiência é bem mais gratificante que o que você imaginava.
Amamentando, sobra pouco tempo para meu companheiro
É normal que seu parceiro se sinta meio abandonado enquanto você amamenta, já que é um processo do qual ele não pode participar, e que sinta falta da "exclusividade" sobre seus seios. Tente lembrar a ele que essa fase não vai durar para sempre, e estimule-o a participar bastante dos cuidados com o bebê (dando banho, pondo para arrotar, trocando etc.). Ao mesmo tempo, procure separar um tempinho especial só para ficar com ele. Precisando de idéias? Leia sobre como os pais encaram a amamentação.
Outro ponto que pode ajudar é mostrar a seu parceiro que o sacrifício vale a pena, devido aos enormes benefícios da amamentação. Antes que vocês se dêem conta, a época em que o bebê mamava no peito já terá ficado para trás, mas você jamais terá outra chance de proporcionar ao bebê tantas vitaminas, nutrientes e agentes protetores. Se seu companheiro quer que você passe a dar fórmula infantil na mamadeira, lembre a ele que esses produtos são caros e envolvem maior preparação (lavar e esterilizar mamadeiras e bicos).
Trabalho o dia todo, e não tenho onde tirar o leite com bombinha
Com a moda das "baias" nos ambientes de trabalho, é difícil encontrar um espaço privado onde você possa ordenhar seu leite com tranquilidade. Converse com o responsável da área de recursos humanos para ver se há alguma solução. Às vezes há alguma sala que você possa usar. Se houver outras mães amamentando no seu ambiente de trabalho, melhor ainda: vocês vão ter mais força para conseguir alguma coisa. Vale a pena lembrar à empresa que bebês que tomam leite materno correm menos risco de ficar doentes, o que significa menos faltas da mães ao trabalho.
Quando o problema é a falta de tempo no trabalho, não existe solução milagrosa. Para continuar amamentando, você vai ter de dar um jeito. Se não der, uma opção que resta é amamentar só de manhã e à noite. Seu corpo vai levar apenas alguns dias para se adaptar a esse novo ritmo.
Vale lembrar que, por lei, as empresas devem conceder dois intervalos, de meia hora cada, durante o turno de trabalho para a mulher poder amamentar seu filho até os 6 meses de idade. Ou seja, se você for registrada em carteira e tiver voltado da licença-maternidade depois de quatro meses em casa, ainda continuará tendo direito às pausas para amamentar ou tirar o leite com a bombinha.
Não conheço mais ninguém que amamente filhos da idade do meu
Pode ser que você se sinta meio contra a corrente por ser a única a amamentar até mais tarde, mas todos os dados científicos estão ao seu lado. Suas amigas de verdade dificilmente vão criticá-la por continuar amamentando. Para quem criticar, aponte, delicadamente, todos os benefícios à saúde trazidos pelo leite materno, e se necessário mencione a orientação do Ministério da Saúde, escrita em todas as embalagens de fórmula em pó: "O aleitamento materno evita infecções e alergias e deve ser mantido até a criança completar 2 anos de idade ou mais".
Minha mãe acha que vou deixar meu filho muito mimado se continuar amamentando
A geração passada encarava a amamentação de forma bem diferente que a nossa. Muita coisa mudou. Os estudos já comprovaram que o aleitamento melhora o sistema imunológico da criança e não faz com que ela fique mais apegada, mimada ou dependente. Pelo contrário, ela se torna mais independente e autoconfiante. Pode ser difícil continuar amamentando quando todo mundo acha que você deve parar. Tente se manter fiel às suas convicções."
Fonte: Baby center
Link:http://brasil.babycenter.com/baby/amamentacao/pressao-desmame/
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Paulo Pires
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7/02/2009 09:00:00 da manhã
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quarta-feira, 1 de julho de 2009
Já sairam os resultados do passatempo de Junho
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7/01/2009 10:03:00 da tarde
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11 Meses

"Como seu bebê está crescendo
Peça um beijo -- pode ser que você ganhe um. Nesta idade, os bebês já conseguem seguir instruções simples, como entregar um brinquedo ou fazer "tchau".
Talvez seu filho já esteja falando "mama" e "papa", ou quem sabe fale um idioma que só ele conhece. Continue conversando com seu filho, contando a ele o nome dos objetos e das pessoas. Quanto mais fizer isso, mais rápido o vocabulário dele vai crescer. Experimente fazer perguntas: "Onde está a barriga do nenê?". Ele pode responder com gestos.
Com 11 meses, há bebês que começam a dar seus primeiros passos. É uma sensação emocionante ver aquela criança tão pequena se equilibrando sozinha, com um ar todo confiante. Prepare-se para as fotos! Outra boa oportunidade de tirar fotografias é durante as refeições. É capaz que seu filho já consiga levar a colher à boca, mas grande parte da comida vai parar mesmo é no chão.
Nesta fase, as crianças deixam de trabalhar tanto a coordenação motora fina e passam a exercitar grupos musculares maiores. Seu filho vai achar divertidíssimo empurrar coisas, atirar objetos, subir rampas e degraus... Outro novo exercício que ele fará é entregar brinquedos a outras pessoas e pegá-los de volta (encoraje-o a dizer "Dá" e "Tó", talvez ele repita).
Prefira brinquedos de empurrar aos andadores. O andador pode ser perigoso, porque pode virar e causar machucados feios no bebê. Muitos pediatras também consideram que ele é prejudicial ao desenvolvimento ortopédico da criança.
Pesquisas mostram que quanto maior a exposição da criança a um grande vocabulário, melhor se desenvolvem as habilidades linguísticas dela, e até a inteligência. Se você ou seu parceiro ainda não lêem para o bebê, é uma boa hora de começar."
Fonte:Baby center
Link:http://brasil.babycenter.com/stages/2100/
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7/01/2009 02:00:00 da tarde
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Cuidados redobrados durante a gravidez

"Andreia Pereira
Ao longo dos nove meses de gestação, não raro, as grávidas duplicam os seus cuidados. Até porque os comportamentos adoptados fora do ventre materno repercutem-se no desenvolvimento do seu bebé. Conheça os conselhos que a ajudarão a proteger-se a si e ao pequeno rebento que carrega na sua barriga.
Se está grávida ou pensa engravidar, saiba que a regra de ouro de uma gestação passa por uma boa alimentação. Contrariamente ao que dizeres populares, não se deve comer por dois, sob pena de se engordar mais do que aquilo que é absolutamente necessário para o desenvolvimento do feto. Segundo o Dr. Fernando Cirurgião, director de Serviço de Obstetrícia do Hospital São Francisco Xavier, em Lisboa, "deve-se evitar, ao máximo, ceder às ‘tentações' dos doces e dos hidratos de carbono", uma vez que estes alimentos dificultam a digestão e contribuem para um aumento exagerado de peso.
Para este especialista, os bebés espelham o estilo de vida que se adoptou durante a gestação. "A ingestão de açúcar em exagero durante a gravidez pode contribuir para que os bebés nasçam com peso a mais. E, mais tarde, serão crianças tendencialmente obesas, com predisposição para desenvolverem hipertensão ou diabetes."
Embora não haja um peso-padrão para a gravidez, o obstetra indica que, em média, uma gestante deve aumentar cerca de 10 a 11 quilos, porque é este o peso que a mulher perde aquando do parto. De acordo com estes cálculos, "é permitido que uma mulher engorde mais ou menos um quilo por cada mês de gestação". Aceita-se, porém, que nos últimos meses a mulher possa aumentar dois quilos por cada 30 dias.
Se, por um lado, há que dosear as quantidades de alguns alimentos, o obstetra indica que se pode e deve reforçar a ingestão de cálcio durante o período de gestação. "O ideal é beber dois a três copos de leite por dia, dado que se trata de um alimento rico em cálcio." Nas refeições intercalares - a este propósito Fernando Cirurgião lembra que, de duas em duas horas, se devem efectuar pequenos lanches -, os iogurtes são uma alternativa ao consumo de leite. Já o queijo fresco deixa algumas reticências no seu consumo. "O ideal é que este alimento seja pasteurizado", para evitar um eventual risco brucelose.
Toxoplasmose: ameaça oculta
O parasita da toxoplasmose, quando atinge uma mulher em período de gestação, pode provocar algumas sequelas no feto, nomeadamente "a nível cerebral, ocular ou até em outros órgão dos sentidos". Sabe-se que este microrganismo encontra no gato o seu hospedeiro. Este animal, ao expelir as fazes para o solo, inicia um ciclo de contaminação que se estende às plantas e, destas, para os animais. O ser humano, quando consome produtos animais ou vegetais, está, então, a entrar neste circuito.
"As grávidas devem evitar o contacto directo com a terra ou com a carne crua, uma vez que esta poderá ser uma via de contaminação." O especialista sugere, ainda, que se tenha algum cuidado com a confecção de alguns alimentos - concretamente os legumes e a carne crus - cozinhando-os a altas temperaturas, para "anular" o toxoplasma. Para além da preocupação com estes alimentos, as grávidas devem evitar consumir produtos de fumeiro: por não serem cozinhados a altas temperaturas, julga-se que podem ser uma via de contágio.
Para se apurar a existência de uma toxoplasmose no organismo, os clínicos recorrem a "análises de sangue (são efectuadas várias vezes durante a gestação), porque deste modo "consegue-se saber qual o estado imunológico da grávida". Contudo, "idealmente, seria aconselhável realizar este exame antes da concepção, para comparar com os resultados durante a gestação". Esta é uma tentativa de perceber se já houve um contacto com o toxoplasma antes de a mulher engravidar.
"Suspeitando-se de toxoplasmose, a amniocentese [método de diagnóstico pré-natal] ajuda a determinar se houve transmissão materno-fetal. E, em caso positivo, se o feto está ou não infectado, já que o facto de a mãe ser portadora do parasita não significa que o bebé possa ser afectado." O especialista explica que, numa fase embrionária, o risco de infecção "é muito grande", contrariamente ao que se passa no final da gravidez, em que o feto está mais protegido pelo seu sistema imunitário.
Ligações perigosa
São universalmente conhecidos os malefícios do tabaco. Mas uma mulher que pense engravidar deve saber de antemão que o consumo continuado da nicotina pode deixar estragos. "O tabaco interfere com a irrigação das artérias, pelo que, se as artérias que ‘alimentam' o útero já tiverem algum reflexo das alterações provocadas pelo tabaco, provavelmente, o desenvolvimento da placenta não será o adequado."
Devido ao "envelhecimento precoce da placenta", há um risco de se registar um atraso de crescimento in útero e de o bebé nascer com baixo peso à nascença. Paralelamente, sabe-se que há uma "grande hipótese" de prematuridade.
"Quando não é possível suspender o tabagismo, aceita-se um consumo até cinco cigarros por dia. Até este número considera-se que não haverá uma influência directa no desenvolvimento do feto." Em todo o caso, é necessário "incentivar as mulheres a abandonarem ou reduzirem o tabaco", de modo a minorarem alguns efeitos colaterais do cigarro, nomeadamente o desenvolvimento de diabetes gestacional.
Nem sempre a diabetes está relacionada com uma má alimentação ou com determinados estilos de vida. "A história familiar pode contribuir para que a diabetes apareça durante a gravidez." Mas não só: "uma gravidez mais tardia é um factor de risco no desenvolvimento de uma diabetes gestacional", considera Fernando Cirurgião. Com a alteração de "todo o ambiente hormonal" há, ainda, a possibilidade de se propiciar o aparecimento da diabetes, que, após o parto, desaparece espontaneamente.
Actividade física: sim ou não?
Embora as grávidas não possam realizar grandes piruetas, a actividade física não lhes é interdita. "Uma caminhada diária, durante 30 minutos, produz enormes benefícios: tonificação muscular, alívio das dores lombares e prevenção do aumento de peso exagerado", acrescenta Fernando Cirurgião. A natação pode, ainda, ser uma óptima ajuda na "flexibilidade e relaxamento".
Por uma boa higiene oral
Durante a gravidez, "há uma maior fragilidade de todo o suporte dos dentes e as gengivas são mais sensíveis, razão pela qual se justificam as hemorragias com o escovar dos dentes", diz Fernando Cirurgião. Assim, deve-se apostar na utilização de elixires e reforçar o aporte de cálcio. Mas não é por estar grávida que a mulher fica impossibilitada de consultar um dentista ou estomatologista. Bem pelo contrário: "pode e deve, a fim de fazer a revisão ou prevenção de eventuais problemas dentários".
Fonte:Médicos de Portugal
Link:http://medicosdeportugal.saude.sapo.pt/action/2/cnt_id/2768/
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terça-feira, 30 de junho de 2009
Quinze formas de relaxar durante a gravidez

"Já está provado que o excesso de estresse na gestação tem efeito nocivo no corpo da mãe e no desenvolvimento do bebê. Para ajudar a manter o equilíbrio nesse período, selecionamos algumas ideias para reduzir a tensão e deixá-la mais tranquila, segura e cheia de energia.
1. Reserve um tempo para você
Durante a gravidez, a agenda costuma ficar bem mais apertada: é preciso conciliar o tempo entre o trabalho, as idas ao médico, os cuidados com a casa e os preparativos para o enxoval e a decoração do quarto do bebê. Nesse corre-corre diário, nem sempre há espaço para a pessoa mais importante do mundo: você! Por isso, não deixe de incluir na rotina o que dá prazer, como ler o lançamento do seu escritor favorito, preparar o prato predileto ou assistir a novela.
2. Faça exercícios
Existem, pelo menos, três bons motivos para manter uma atividade física regular durante a gestação: a prática aumenta a liberação da endorfina – o hormônio responsável pela sensação de bem-estar –, diminui as chances de um parto prematuro e ajuda no controle do ganho de peso. E isso se traduz, lá na frente, em uma volta mais rápida à forma antiga.
3. Aprenda tudo sobre bebês
O nascimento é cercado de ansiedade e dúvidas, da gravidez aos primeiros meses de vida da criança. Ler sobre o assunto na internet, em livros, em revistas e conversar com amigas que já têm filhos ajuda a amenizar esse sentimento de insegurança.
4. Vista-se como quiser
Pela primeira vez na vida, ter uns quilos a mais não é motivo para estressar. Então, aproveite os seios fartos e as curvas arredondadas para mudar um pouco o estilo e experimentar combinações e peças de roupas que você nunca usou.
5. Alivie o cansaço com um escalda-pés
Não é fácil ficar muito tempo em pé. Uma sugestão para diminuir o inchaço e o cansaço nas pernas é preparar um escalda-pés, no final do dia: encha uma bacia com água quente – a temperatura não deve ultrapassar 37 °C – e faça uma infusão com ervas relaxantes. Folhas de hortelã, por exemplo, têm um efeito refrescante, o capim-limão ajuda a amenizar a tensão e as flores de calêndula são ótimas para hidratar a pele. Deixe os pés mergulhados por até 20 minutos.
6. Converse com a sua barriga
Desde os primeiros meses, o bebê já pode ouvir o que acontece no mundo ao redor. Dizer a ele o que você está sentindo, ler uma história ou até mesmo cantar contribui para o fortalecimento do vínculo afetivo. Além disso, esse é um jeito carinhoso de vocês se conectarem.
7. Não dê ouvidos a todos os conselhos
Parece que todas as pessoas – até mesmo um desconhecido na rua – têm um conselho: da gravidez ao primeiro ano de vida do bebê. Algumas dessas palavras são valiosas, mas a maioria, não. Ao contrário, só servem para deixá-la mais e mais ansiosa. Reserve-se o direito de ouvir apenas familiares próximos e amigos queridos, mudando elegantemente de assunto toda vez que alguém vier com o relato de uma prima que...
8. Saia mais com as amigas
Elas acompanham a sua vida e devem estar curiosas para saber como você encara esse momento. Aproveite! Nesta fase, os sentimentos costumam ser intensos e variados –medo, ansiedade, angústia, felicidade, euforia – e dividi-los é uma forma de se tranquilizar.
9. Pense positivo
Afastar reflexões negativas traz ganhos para o corpo e a mente em qualquer fase da vida. Estudos já comprovaram: estresse e pessimismo enfraquecem até o sistema imunológico. Então, pense positivo, mentalize as emoções que deseja para você e seu bebê e irradie boas energias.
10. Comece o dia com um alongamento
Alongar-se diariamente ajuda a relaxar as costas, aliviando as dores tão comuns na gravidez. Se a barriga já estiver muito grande, se exercite sentada: ponha as mãos atrás da cabeça e alongue-se para a direita e para a esquerda, alternadamente. Depois, abra e estique os braços. A sensação de bem-estar é imediata.
11. Não trabalhe além do necessário
Esta é uma fase em que você precisa ser muito disciplinada, inclusive com seu trabalho. O expediente terminou? Desligue seu computador e vá embora. Evite, ao máximo, fazer hora extra e levar tarefas para casa. O excesso de estresse pode causar um parto prematuro. Lembre: agora, você precisa se manter cheia de energia para enfrentar com disposição a maratona que vem pela frente.
12. Durma muito
Se você é do tipo que costuma pular o tempo de descanso, adapte sua rotina. Oito horas de sono diárias são essenciais para quem gera uma nova vida. Sinta-se ainda no direito de tirar cochilos quando for necessário. Está com dificuldades para dormir? A melhor posição é deitada com o corpo para o lado esquerdo. Dessa forma, o fluxo sanguíneo é favorecido e, consequentemente, o de nutrientes para o bebê.
13. Coma bem
A alimentação saudável é uma das maiores armas contra o cansaço e o mal-estar, então mantenha uma dieta equilibrada e diversificada. Além de combater os desconfortos típicos da gravidez, como azia e enjoos, você contribui para o desenvolvimento do seu filho.
14. Mantenha sua vida sexual
O sexo durante a gravidez é bem-vindo! As carícias aprofundam a intimidade do casal, relaxam a gestante e contribuem para o desenvolvimento da musculatura do períneo, o que poderá ajudar na hora do parto normal. E não se preocupe: o medo de machucar o bebê é infundado.
15. Participe de um curso de gestante
O curso de gestante ajudará você a se sentir mais segura em relação à gravidez e à chegada do bebê. Na sala de aula, é ensinado como aliviar as dores nas costas, a respiração correta durante o trabalho de parto, como dar o banho no recém-nascido, entre outras coisas. Esse é um ambiente excelente para conhecer pessoas que estejam vivendo as mesmas emoções."
Fonte:GazetaWeb
Link:http://gazetaweb.globo.com/v2/noticias/texto_completo.php?c=179732
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6/30/2009 02:00:00 da tarde
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Marcadores: Gravidez
1901 grávidas na Barrigas de Amor

"A terceira edição da Barrigas de Amor, realizada durante o dia de ontem no Parque dos Poetas, em Oeiras, registou a participação de 1901 grávidas e cerca de nove mil visitantes, um número que, apesar de superar os visitantes da primeira edição, ficou aquém das expectativas para este ano.
"Nesta edição esperávamos mais pessoas. Mas choveu muito de manhã. É evidente que o tempo não tem ajudado", referiu Carlos Noivo, membro da organização daquela que é considerada a maior concentração de grávidas do País.
A ‘Barrigas de Amor’ deste ano ofereceu aos visitantes vários espaços dedicados à saúde, à puericultura, assim como ginástica, serviços e palestras inteiramente dedicados às grávidas, pais e bebés.
Tendo em conta que o decréscimo da taxa de natalidade em Portugal é um dado adquirido nos últimos vinte anos, a organização desta iniciativa pretende formalizar o dia 9 de Setembro como o Dia Nacional da Maternidade. "Nesse dia vamos finalizar o processo de petição, que conta com mais de quatro mil assinaturas, entregando-a na Assembleia da República, para que seja instituído o Dia Nacional da Maternidade", anunciou Carlos Noivo.
Para além disso, será desenvolvido o primeiro guia com informação exaustiva sobre a maternidade e a paternidade, com especial destaque para os direitos da grávida. A primeira tiragem será de meio milhão de exemplares e será distribuída em instituições de saúde, delegações da Segurança Social e nos transportes públicos.
Ana Sofia, de 29 anos, espera o seu primeiro filho e viu nesta iniciativa uma oportunidade para se preparar para o momento do nascimento do bebé. "Saímos de uma tenda sobre técnicas de relaxamento durante o trabalho de parto. É pena ser só um dia. É muita informação, queremos estar em todas as tendinhas, mas estou a adorar", disse a futura mãe, que reside em Mem Martins, Sintra.
TESTEMUNHOS
"PENSAVA QUE HAVIA MAIS TENDAS" (Marta Patrícia, 26 anos)
É a primeira vez que venho a esta iniciativa. Pensava que havia mais coisas, mais tendas, mas é engraçado. Um das coisas que não tinha grande conhecimento era a musicoterapia, a importância da música na relação com o bebé antes e depois do seu nascimento.
"VOU SABER MAIS SOBRE O CORDÃO UMBILICAL" (Helena Silva, 40 anos)
Estou a gostar imenso porque tem a ver com o momento que estou a passar. Apesar de ser mãe pela segunda vez, tudo é novidade para mim. Nenhuma gravidez é igual, estamos sempre a aprender. Hoje vou tentar saber mais sobre o cordão umbilical porque tenho um conhecimento vago.
APONTAMENTOS
GRÁVIDAS
Em 2007 participaram 1307 grávidas e mais de quatro mil visitantes. Por sua vez, a 2.ª edição, em 2008, contou com a presença de 1934 grávidas e mais de dez mil pessoas.
ASSOCIAÇÕES
Várias associações estiveram representadas, tais como a Associação Portuguesa de Crianças Desaparecidas, a Ajuda de Berço e a Associação Portuguesa de Famílias Numerosas.
ESPAÇOS
Entre os vários espaços criados para a iniciativa destacou-se o espaço ‘Em Forma’, onde as mães puderam fazer ginástica para a recuperação pós-parto.
Joana Nogueira"
Fonte: Correio da Manhâ
Link:http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?contentid=D86FDDF4-F07A-420E-A732-D047CBA5EE2D&channelid=00000010-0000-0000-0000-000000000010
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6/30/2009 09:00:00 da manhã
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segunda-feira, 29 de junho de 2009
Novo patrocinador - Boppy (almofadas de amentação)

Boppy é uma almofada para amamentação que nasceu nos Estado Unidos nos anos 90, da intuição simples e genial de uma mamã, Susan Brown.
Tudo começou quando na creche frequentada pela filha da Susan, onde as professoras pediram que os pais criassem almofadas que mantivessem os pequenos sentados.
Foi neste momento que Susan teve a ideia de criar uma almofada circular, que permitisse à criança ficar sentada na posição correcta: foi assim que o Boppy nasceu.

Em pouco tempo, graças às suas características, Boppy foi eleito pelas mamãs seis vezes , " O melhor produto para a Infância".
Boppy é útil para as mães que têm de lidar com pequenos problemas que possam surgir durante a amamentação: a posição correcta da criança e da mãe,o contacto ideal entre os dois (bonding), etc. Com capas práticas, coloridas e laváveis, Boppy garante o máximo higiene.
Para a criança, fornece um apoio quando este começa a gatinhar e o acompanha nos momentos de lazer.
Em 2008, o grupo comasco Artsana, Líder mundial no mercado baby products com a marca Chicco, comprou a The Boppy Company, decidindo assim, lançar a almofada Boppy no mercado Europeu, para que todas as mamãs possam conhecer a solução mais simples e eficaz para ajudar a si mesma e a criança durante a amamentação.
E como o ninho é o ambiente ideal para o crescimento dos pequenos, assim a almofada Boppy será implementada na Europa, com a esperança de sucesso junto de as mamãs e crianças, desde os seus primeiro momentos de amamentação até ao momento em que não seja necessário o uso do Boppy.

O lançamento do Boppy na Europa é acompanhado com a saída de "Mom's revenge" http://www.blogger.com/www.momsrevenge.com, um jogo online divertido, disponível em vários idiomas com o qual as mães poderão testar os próprios conhecimentos sobre amamentação e vingarem-se e rirem-se das amigas e sogras intrusivas e com as novas situações que a chegada de um bébé em casa pode criar.
Boppy estará disponível em Itália, Espanha, França, Portugal, Alemanha, Bélgica, Suíça, com as suas duas versões:
nú, com
capa vendida separadamente, ou com a capa já disponível no pacote, em algodão ou veludo. As almofadas europeias Boppy não são diferentes, das disponíveis no mercado Americano: é o conjunto de características que faz com que este produto seja único, a partir da sua forma, da criatividade das capas, até a sua confecção.O produto será disponível nas lojas seleccionadas Chicco, em alguns negócios de produtos para a Infância (como Pré-natal) e em alguns Baby Shops.
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6/29/2009 12:42:00 da tarde
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sábado, 27 de junho de 2009
O mundo das Grávidas já amanha
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6/27/2009 09:00:00 da manhã
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sexta-feira, 26 de junho de 2009
Ele não é mais um bebê
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6/26/2009 02:00:00 da tarde
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quinta-feira, 25 de junho de 2009
A Ansiedade na Gestação

«Dra. Raquel Machado
Falar de gestação é referir uma das fases mais importantes da sexualidade da mulher, constituindo um período, desde a concepção até ao parto, de profunda transformação, ao longo do qual ocorrem inúmeros ajustamentos e mecanismos adaptativos do ponto de vista físico e psicológico.
Este acontecimento, inclui variações individuais de acordo com a personalidade de cada mulher, bem como o grau de ajustamento e aceitação à gravidez. Assim, são vividas inúmeras emoções, fantasias, angústias e ansiedade, sendo que inúmeros autores consideram que muita da ansiedade e distorções das fantasias maternas, constituem mecanismos saudáveis, em especial nos primeiros três meses, que representam, na realidade, um período de adaptação da mulher face ao seu novo papel.
O nascimento de um bébé exige da mãe uma energia física e psíquica considerável e para este investimento é fundamental que a mãe se sinta confiante e segura das suas competências enquanto mulher e mãe.
Contudo, muitas mulheres grávidas podem ficar muito ansiosas na gravidez, sendo a ansiedade o resultado de um medo ou temor de que a gravidez não corra bem, que a saúde do bébé esteja comprometida ou que o seu corpo fique disforme. As preocupações com a maternidade (educação, relação com o bébé) aparecem também como uma influência importante no estado de ansiedade durante a gestação.
A ansiedade e as preocupações com a maternidade durante a gestação têm implicações ao nível da saúde da mãe e do bébé. Durante toda a gravidez, o bébé vive as emoções da mãe, sendo estas positivas ou negativas, manifestando alguma agitação.
Elevados valores de ansiedade têm sido particularmente responsabilizados por complicações durante o parto e por perturbações do comportamento da criança, tornando-se com dificuldades em adormecer ou com uma certa irritabilidade.
Apesar da ansiedade na gestação constituir uma forma adaptativa no período inicial de adaptação à gravidez, torna-se prejudicial quando persistente ao longo de toda a gravidez. Daí que seja aconselhável que a gravidez seja o mais calma possível para o bem da sua saúde e da saúde do seu bébé.»
Fonte:Médicos de Portugal
Link:http://medicosdeportugal.saude.sapo.pt/action/2/cnt_id/2677/
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6/25/2009 02:00:00 da tarde
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Diabetes gestacional: Só na gravidez

«Chama-se diabetes gestacional e é um tipo de diabetes que só acontece na gravidez. E porque há risco para a mãe e para o bebé impõe-se uma vigilância diária dos níveis de açúcar no sangue.
O mecanismo da diabetes gestacional é idêntico ao dos outros tipos de diabetes: tem a ver com a forma como o organismo usa o açúcar (glucose), a nossa principal fonte de energia.
Tudo se passa ao nível da digestão, durante a qual os hidratos de carbono fornecidos pela alimentação são decompostos em moléculas de açúcar. Uma delas é a glucose, que é absorvida directamente pelo sangue mas precisa de ajuda para penetrar nas células - é a insulina, hormona produzida pelo pâncreas, que desbloqueia essa entrada. Numa pessoa com diabetes este mecanismo não funciona adequadamente e o resultado é níveis demasiado elevados de glucose no sangue.
É o que acontece também com a diabetes gestacional. Durante a gravidez a placenta produz hormonas que vão sustentar o desenvolvimento do feto, mas essas hormonas tornam as células mais resistentes à insulina. E à medida que a gestação evolui e a placenta cresce, maior é a produção dessas hormonas e, por consequência, maior a resistência à insulina.
Normalmente, o pâncreas reage e reforça a produção de insulina de modo a ultrapassar esta resistência. Mas nem sempre é capaz de responder com eficácia, o que faz com que pouca glucose chegue às células e com que demasiada circule no sangue. É assim a diabetes gestacional, que se desenvolve com frequência no segundo trimestre de gravidez.
E surge com maior probabilidade em mulheres com antecedentes familiares próximos de diabetes ou que já tiveram diabetes gestacional numa gravidez anterior. Mulheres com excesso de peso ou obesas também correm maior risco, o mesmo acontecendo com as de idade superior a 25 anos.
Risco para a mãe e para o bebé
Raramente a diabetes gestacional dá sintomas. A mulher pode sentir uma sede invulgar ou mais vontade de urinar, mas a maioria das vezes não há qualquer manifestação da doença. No entanto, o despiste deste tipo de diabetes integra os cuidados pré-natais, estando previsto um teste ao sangue específico entre a 24.ª e a 28.ª semanas de gravidez ou mais cedo se houver factores de risco significativos.
A realização deste teste é essencial na medida em que, se não tratada, a diabetes pode ter implicações na saúde do bebé e da mãe. Assim, o bebé pode crescer demasiado o que dificulta o nascimento por via vaginal, obrigando muitas vezes a cesariana: esta condição, chamada macrossomia e que corresponde a um feto com mais de quatro quilos, ocorre porque a glucose que circula em excesso no sangue acaba por alcançar a placenta, obrigando o pâncreas a produzir mais insulina.
Outra complicação possível é a hipoglicemia: o bebé nasce com pouco açúcar no sangue porque a sua própria produção de insulina é elevada. Para equilibrar os valores, pode ser necessário administrar uma solução de glucose, o que se faz por via intravenosa. O bebé pode, além disso, ter dificuldade em respirar e ter necessidade de receber oxigénio.
A icterícia neo-natal está também associada à diabetes gestacional: a pele e o branco dos olhos ganham uma tonalidade amarelada pelo facto de o fígado do bebé ainda ser imaturo e não conseguir decompor uma substância chamada bilirrubina. Esta condição trata-se facilmente e se tratada não constitui qualquer problema. Exige, no entanto, atenção.
A prazo, há o risco de obesidade e de diabetes do tipo 2. O mesmo risco corre a mãe, a par de uma maior probabilidade de voltar a desenvolver diabetes gestacional numa outra gravidez. Mais provável é também a pré-eclâmpsia, caracterizada por pressão arterial elevada e proteínas em excesso na urina e que, sem tratamento, pode abrir caminho a graves complicações para a mãe e para o bebé.
Vigiar a glucose é preciso
Dados os riscos, é fundamental manter os níveis de açúcar no sangue controlados, com o plano de tratamento a incluir a vigilância diária da glucose. O ideal é que os valores - recomendados pelo médico - sejam monitorizados quatro a cinco vezes por dia, o que parece difícil mas é muito fácil graças aos aparelhos de medição da glucose existentes actualmente. Basta uma gota de sangue para conhecer os valores a cada momento e, se necessário, intervir para os corrigir.
A alimentação é uma componente essencial do tratamento: há que privilegiar os alimentos que, sendo nutritivos, são pobres em gorduras e calorias - mais vegetais, frutas e cereais integrais e menos produtos de origem animal e, naturalmente, menos fontes de açúcar.
Paralelamente há que investir no exercício físico, sabendo que desta forma a glucose chega mais facilmente às células, onde é transformada em energia. O exercício também aumenta a sensibilidade do organismo à insulina, o que significa que é necessária menos quantidade para transportar o açúcar. A estes benefícios juntam-se outros ao nível do alívio de alguns dos desconfortos da gravidez. Não se trata aqui da prática desportiva, mas de actividades como caminhar e nadar.
Quando estas medidas se revelam insuficientes para controlar a glicemia (açúcar no sangue) pode ser necessário recorrer a medicamentos, nomeadamente injecções de insulina. Com vigilância e cuidados ao nível da alimentação e do exercício físico é, quase sempre, possível controlar a diabetes gestacional. Sabendo que ela é temporária e que, após o parto, os níveis de açúcar no sangue rapidamente voltam ao normal.
Alto risco
Quando a mulher tem diabetes, do tipo 1 ou 2, e engravida essa gravidez é considerada de alto risco. Tal como uma gestação múltipla (gémeos ou mais) ou a partir dos 40 anos. Isto não é automaticamente sinónimo de problemas, mas apenas de que é necessário prestar especial atenção e adoptar determinados cuidados para uma gravidez sem complicações, para a mulher e para o bebé.
O mais importante numa grávida com diabetes é, naturalmente, manter os níveis de glucose controlados, ou seja, próximos dos valores considerados normais em cada situação. É preciso ter em conta que a gravidez provoca um sem número de alterações no corpo da mulher, o que, num quadro de diabetes, pode implicar ajustes no tratamento - na alimentação, no exercício físico, nos medicamentos.
Está provado que níveis elevados de glucose no sangue durante a gravidez estão associados a risco acrescido de complicações da diabetes (problemas na visão, doença renal e cardíaca), maior probabilidade de parto prematuro, de o bebé nascer com peso a mais ou a menos. Defeitos congénitos e aborto espontâneo são igualmente possíveis. Tudo isto porque a glucose existente no sangue de uma grávida atravessa a placenta e alcança o feto, sendo os seus efeitos particularmente danosos nas primeiras oito semanas de gestação, quando estão a ser formados órgãos como o cérebro, o coração, os rins e os pulmões, embora a diabetes gestacional ocorra principalmente a partir do segundo trimestre de gravidez.
O ideal é que a gravidez seja planeada, para que a equipa médica possa conceber um plano de tratamento com antecedência e para que a mulher comece a segui-lo ainda antes de engravidar. Mas, está sempre a tempo de dar os passos necessários mal suspeite da gravidez.
Um dos cuidados essenciais é a monitorização da glicemia, sendo normalmente recomendadas quatro a cinco medições diárias, no pressuposto de que a grávida é o principal elemento da equipa que trabalha para que a diabetes esteja controlada e a gravidez e o parto decorram sem sobressaltos.
E nesta vigilância diária há que conhecer os valores e como actuar caso ultrapassem ou fiquem aquém dos recomendados. É que existe tanto o risco de hiperglicemia como de hipoglicemia, ambos prejudiciais para a saúde da mãe e do bebé.
Durante a gravidez pode ser necessário ajustar o plano alimentar, dado que é um dos melhores meios para controlar os níveis de açúcar. Isto geralmente significa comer mais vegetais e cereais integrais, que têm um alto valor nutricional, mas baixo em gorduras e calorias, e menor quantidade de produtos animais e açúcares.
E, tal como as demais grávidas, pode beneficiar da toma de suplementos de minerais e vitaminas.
Ajustável é igualmente a medicação. A grávida continua a receber insulina, mas poderá haver lugar a um novo esquema de tratamento, alterando, por exemplo, a quantidade ou a regularidade das tomas.
É que à medida que a gestação avança é provável que as necessidades de insulina aumentem, porque o organismo fica resistente à acção desta hormona segregada pelo pâncreas.
São ajustes indispensáveis perante a nova realidade. Mas no essencial o que a mulher grávida com diabetes precisa é de vigiar os níveis de glucose no sangue e manter um estilo de vida saudável, cumprindo as orientações médicas.
É certo que é uma gravidez de risco, mas todos os dias nascem bebés saudáveis de mães com diabetes.»
Fonte: Medicos de Portugal
Link:http://medicosdeportugal.saude.sapo.pt/action/2/cnt_id/2738/?textpage=3
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6/25/2009 09:00:00 da manhã
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