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terça-feira, 12 de maio de 2009

Dicas para as babás se acostumarem com os bebês



"Quem opta por deixar alguém em casa cuidando dos bebês tem uma série de medos e angústias.



Babá ou escolinha? Mães que não podem contar com a ajuda das vovós sempre se deparam com essa dúvida quando retornam ao mercado de trabalho.


Antes de escolher a candidata, a psicóloga Margaret Pires, aconselha algumas medidas, entre elas, "tomar cuidado em contratar babás por indicação, verificar a documentação da candidata, suas referências, atestado de antecedentes e realizar uma entrevista".


Feito isso, Jorge Huberman, neonatologista e pediatra do Hospital Albert Einstein, explica que logo no primeiro encontro, babá e a criança devem se conhecer gradualmente. De início segure o bebê no colo enquanto conversa com a babá. “Procure perceber se o bebê se sente à vontade na presença dela, mas não deixe que durante esta etapa a babá tente brincar com ele”, indica. Até esperar que ele olhe para ela ou então comece a brincar sozinha sem mostrar preocupação.


Conforme o pediatra, o ideal é que no início o bebê fique algumas horas com a mãe e a profissional, ou pelo menos duas horas antes de sair de casa. “Deixe que a babá converse com o bebê enquanto ele ainda estiver no seu colo. Não permita ainda que ela se aproxime dele ou tente tocá-lo. Se o bebê demonstrar que está se sentindo à vontade durante a sua conversa com a babá, coloque-o no chão e dê a ele o brinquedo favorito, ainda afastado da babá. Convide-a então para lentamente se aproximar e começar a brincar com o mesmo brinquedo. Se você notar que o bebê está gostando da presença dela, pode começar a se afastar gradualmente”.


Veja os próximos passos que Jorge Huberman indica:



- Observe o que acontece se você sair da sala. Se o bebê não notar que você se retirou é porque a apresentação ocorreu conforme o desejado.



- Mesmo que o bebê comece a chorar, quando você sair, é provável que ele acabe se distraindo em poucos minutos. Telefone da rua e certifique-se de que ele está bem.


- Lembre-se: para que o bebê se acostume com a babá é necessário dar um tempo para que ele se habitue à profissional, possa reagir a ela e criar algum laço enquanto você ainda está no mesmo ambiente.

O mais importante é observar se a babá gosta de preparar os alimentos do bebê e tem prazer em acompanhar o seu ritmo. Ela deve ser criativa e divertida, ou seja, brinca como bebê, conversa com ele de forma amorosa, tem paciência e não fica desesperada quando a criança chora pela mãe. E claro, use também a famosa intuição de mãe."



Fonte:Vila Mulher

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Adolescentes (e bébes) devem consumir o dobro de vitamina D


«13 de outubro de 2008

Bebês recém-nascidos e adolescentes deveriam consumir duas vezes mais a vitamina D do que costumam, indica a Academia Americana de Pediatria (AAP). Segundo a organização, é preciso dobrar a quantidade diária dessa vitamina porque cada vez mais estudos comprovam que ela ajuda a prevenir uma série de doenças graves.

Agora, ao contrário das 200 unidades internacionais diárias recomendadas em 2003, a academia indica que as crianças e os jovens consumam 400 unidades internacionais por dia. De acordo com a AAP, o problema é que os bebês teriam que ser amamentados pelo menos até um ano de idade e os adolescentes deveriam tomar mais leite do que estão acostumados. Para atender às novas recomendações, a academia afirma que seria necessário o consumo de, no mínimo, quatro copos de leite por dia.

O novo conselho foi baseado em um estudo sobre os benefícios potenciais da vitamina D. É comprovado que, além de manter ossos fortes, ela também reduz os riscos de câncer, diabetes e problemas cardíacos. Embora os estudos garantam a eficácia da ingestão da vitamina, os médicos ainda não chegaram a um consenso sobre qual seria a quantidade necessária para a prevenção de doenças.

A quantidade indicada para adultos continua a mesma: 400 unidade internacionais. Já os idosos com mais de 70 anos precisam consumir 600 unidades diárias. As recomendações serão publicadas na edição de novembro da revista da acadêmica Pediatrics.

A vitamina D é essencial para manter os níveis de cálcio no sangue e para a fixação do cálcio nos ossos. Ela apresenta um papel importante em várias funções musculares, neurológicas e cardíacas. Além disso, a vitamina D também é muito importante para a formação óssea das crianças. Ela pode ser encontrada no leite e em alguns peixes, como atum e sardinha.»

Fonte:Veja
Link:http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia-saude/adolescentes-devem-consumir-dobro-vitamina-d-390568.shtml

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Obesidade pediátrica: Uma questão de peso com responsabilidade partilhada


«Clara Matos
Data: 2007-11-19

Portugal está entre os países europeus com maior número de crianças obesas e com excesso de peso. Apesar da obesidade ser uma doença multifactorial, sabe-se que são os factores ambientes, nomeadamente o comportamento alimentar e o exercício físico, que exercem maior influência na magnitude da doença.
De facto, as crianças hoje em dia não têm lá muita actividade física. Se dantes andavam de bicicleta, hoje andam de veículos a motor, ou então sobre rodas, de skate ou patins… Não vão a pé para a escola, até por uma questão de segurança e, muitas, não fazem educação física!

As nossas cidades também não foram propriamente planeadas para serem saudáveis. Não há jardins para as crianças brincarem, jogarem às escondidas, saltarem à corda, ou seja, para as brincadeiras das gerações anteriores, pelo que passam a vida sentados à frente ou da televisão ou do computador, e normalmente, como se não bastasse, a debicar qualquer coisa...

É também através da televisão que são bombardeadas com publicidade que anuncia produtos como sendo saudáveis, oferece brindes, ou apela a características que as crianças pretendem imitar. Na escola, os bufetes e as máquinas de venda automática oferecem uma variedade enorme de produtos menos saudáveis.

Os próprios rituais familiares sofreram muitas alterações e a alimentação passou a ser desvalorizada. Na tentativa de melhorar o fim do dia, os pais optam pelas refeições rápidas, que estão carregadas de sal e gordura.

E, depois, aos fins-de-semana, as famílias correm para os centros comerciais à procura de um lugar para saborear qualquer coisa carregada de calorias... É que, ainda por cima, comer gordura e açúcar é, para além de tudo, muito mais barato. E assim as nossas crianças vão comendo mal a tempo inteiro. dentro e fora de casa.

O que podemos fazer para combater este flagelo?

Nesta fase da vida, mais do que impor dietas, é preciso modificar estilos de vida. Ou seja, torna-se necessário intervir ao nível da família, ensinando-as a fazer compras, e a emagrecer o carrinho do supermercado; é também importante que os pais saibam quando e como dizer não aos filhos. Torna-se fundamental a intervenção da Indústria, não só na alteração das regras do marketing alimentar, mas também para apostar numa nova formulação de produtos, de forma a termos ofertas saborosas e mais saudáveis. E torna-se necessário intervir na escola, onde é urgente que os Conselhos Executivos ponham em prática as novas recomendações para os bufetes escolares elaboradas pela Direcção Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular, que define um conjunto de produtos alimentares a promover e outros a limitar. Só assim, com uma educação alimentar transversal a toda a sociedade, podemos pensar em lutar contra a obesidade em idade pediátrica.

Clara Matos

Direcção da Associação Portuguesa dos Nutricionistas
Nutricionista do Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro, EPE »

Fonte:Medicos de Portugal
Link: http://www.medicosdeportugal.iol.pt/action/2/cnt_id/1647/