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quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Dor de cabeça crônica afeta mais filhos de fumantes, diz pesquisa


«

A cefaleia (dor de cabeça) crônica em crianças em idade escolar pode estar associada ao tabagismo materno durante a gestação. É a conclusão de uma pesquisa da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo (USP), com crianças nascidas na cidade em 1994 e em São Luís (MA) entre 1996 e 1997.

Participaram dessa pesquisa 1.629 crianças (metade delas de cada cidade).

Dos filhos das mães fumantes, 1.592 responderam se tinham ou não cefaleia crônica. Os dados indicaram que 28,4% das crianças em Ribeirão e 13,2% em São Luís sofriam de dor de cabeça. Das mães de Ribeirão, 10,4% fumaram mais de dez cigarros por dia e 8,7%, de um a nove. Em São Luís, a taxa foi de 2,6% para as duas situações.

O estudo consiste na tese de doutorado do enfermeiro Carlos Eduardo Fabbri. Para o trabalho, ele usou dados de um projeto temático sobre o desenvolvimento de crianças das duas cidades. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

AE»

Fonte:Último segundo
Link:http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2009/09/28/dor+de+cabeca+cronica+afeta+mais+filhos+de+fumantes+diz+pesquisa+8684925.html

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Londres deixa novos conselhos a grávidas e pais


«O Governo britânico aconselha mulheres grávidas e pais com filhos menores de cinco anos a evitarem multidões e viagens desnecessárias no transporte público para reduzir o risco de contaminação pela Gripe A.

Estas recomendações fazem parte do novo pacote do Ministério da Saúde britânico, avança a imprensa inglesa de hoje.

O Royal College of Midwives (parteiras) e o Royal College of Obstetricians and Gynaecologists também está a recomendar mudanças no estilo de vida, incluindo ficar em casa, por exemplo, os pais deverão limitar os seus movimentos dos seus outros filhos de forma a não trazer o vírus para casa.

A preocupação sobre os efeitos da gripe em grávidas ou mães de recém-nascidos aumentou desde a morte de Ruptara Miah, de 39 anos, no hospital Whipps Cross, em Londres. As informações são de que o seu bebé estará doente, estando a receber tratamento.

Outro bebé de seis meses de idade morreu em Londres vítima do vírus.

Até agora, 29 pessoas morreram por causa da gripe A no Reino Unido e cerca de 650 doentes deram entrada em hospitais, entre eles, encontram-se 200 crianças.


BA controla passageiros

A British Airways está a aconselhar todos os passageiros que apresentem sintomas de gripe A a não embarcarem nos seus aviões.

A direcção da companhia aérea Britânica já confirmou ter dado indicações aos seus funcionários para estarem atentos a quaisquer sintomas.

Caso seja identificado algum passageiro com sinais de ter contraído o H1N1 será de impedido de embarcar e será enviado para o hospital.»

Fonte:Rádio Renascença
Link:http://www.rr.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=93&did=63389

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Hiperactividade: Crianças ligadas à corrente


«É como se estivessem ligadas à corrente: as crianças com hiperactividade parecem estar sempre

parecem estar sempre a mexer-se e a mexer em tudo, mostrando uma extrema dificuldade de concentração. O baixo rendimento escolar é uma das consequências.

Imaginemos uma criança que não pára quieta. Que não consegue estar dois minutos seguidos sentada à mesa ou que, quando está, mexe em tudo e abana as pernas sem cessar.

Que liga a televisão mas perde o interesse num ápice, trocando-a pela consola e logo depois por outro qualquer jogo, sem se empenhar em qualquer uma das actividades. Que corre pela casa, dá pulos no sofá e na cama, sem parecer cansar-se. E que na escola é incapaz de se concentrar cinco minutos que seja, deixa as tarefas a meio, interrompe os outros a todo o instante, é constantemente repreendida pelo professor e alvo da troça dos colegas.

Esta é, provavelmente, uma criança hiperactiva, que sofre de Perturbação de Hiperactividade e Défice de Atenção. Um comportamento que afecta sobretudo os rapazes - três vezes mais do que as raparigas.

E em Portugal estima-se que abranja três a sete por cento das crianças em idade escolar. São crianças para quem todos os estímulos são percebidos e seguidos de acção. Mas para que o diagnóstico seja de hiperactividade não bastam algumas semanas de uma agitação excessiva. Apesar de invulgar, esse comportamento pode ser meramente circunstancial e dever-se, por exemplo, a uma mudança de casa ou ao nascimento de um irmão.

A situação só é preocupante quando as perturbações comportamentais se prolongam para além de seis meses e se manifestam antes dos sete anos: a diferença mede-se pela cronicidade e intensidade da falta de atenção, da impulsividade e da agitação.

Não está bem identificada a causa desta perturbação. Os investigadores dividem-se: uns apontam para origens biológicas, outros encontram explicações em factores familiares e sociais. Não está provada nenhuma das teses, embora seja aceite um meio-termo - estas crianças terão uma vulnerabilidade genética a que podem juntar-se circunstâncias psicossociais desfavoráveis, como condições de vida difíceis ou acontecimentos desestabilizadores.

Rendimento escolar ameaçado

Depois de feito o diagnóstico, é necessário intervir. A maioria destas crianças é medicada, à base de um psicoestimulante que lhes confere maiores períodos de atenção. Não conduz, porém, à cura, com os terapeutas a considerarem que esse caminho - traçado por um especialista do comportamento - deve ser trilhado em conjunto por pais e educadores.

Estas crianças enfrentam, com frequência, grandes dificuldades escolares e relacionais. São criticadas e rejeitadas pela família e pela escola - aqui têm poucos colegas, porque não conseguem integrar-se, ao mesmo tempo que angariam constantes comentários negativos dos professores devido ao défice de aprendizagem e atenção.

À hiperactividade juntam-se, muitas vezes, perturbações da linguagem e da leitura, o que dificulta a sua integração na aula. E à medida que se sentem rejeitadas, estas crianças tendem a desenvolver uma timidez excessiva e a temer o fracasso, o que as leva a fecharem-se sobre si próprias, podendo abrir as portas a um estado depressivo.

Perante este quadro é necessário intervir. Na escola e em casa. Porque os medicamentos apenas oferecem transitoriamente a possibilidade de se comportarem de forma diferente, interrompendo o processo de rejeição, mas não resolvem a perturbação. Daí que os medicamentos sejam, em regra, associados às chamadas terapias comportamentais e cognitivas, destinadas tanto às crianças como aos pais.

Ajudam os hiperactivos a reflectir antes de agir e dão aos pais as ferramentas que lhes permitirão incentivar os filhos nesta nova atitude. A missão do terapeuta é mostrar que é possível planificar e organizar a vida quotidiana, em vez de fazer tudo e nada ao mesmo tempo.

Regras simples mas eficazes

É preciso motivar as crianças hiperactivas. O que se consegue estabelecendo regras, algumas muito simples: só começar uma tarefa depois de concluída a anterior, arrumar os brinquedos após cada utilização, permanecer à mesa até ao prato principal (para evitar que se levante de cinco em cinco minutos), fazer os trabalhos de casa num ambiente sem distracções (afastando objectos que possam suscitar distracção).

O importante é que a criança hiperactiva reflicta sobre o seu comportamento e perceba que existem alternativas. E com esse objectivo cabe aos pais e professores agir, em vez de reagir. Para estas crianças, a qualidade do ensino passa por uma estratégia que lhes aumente a concentração.

Sentarem-se na primeira fila ajuda: ficam mais próximas do docente e do quadro, têm menos oportunidades de se distraírem com os colegas (e de os distraírem); por outro lado, esta proximidade permite ao professor enfatizar a importância do que está a dizer ou escrever, chamando à atenção, verificando se estes alunos compreenderam o que foi transmitido. Perante crianças hiperactivas, que não param quietas, há que deixar-lhes alguma margem de manobra e permitir, por exemplo, que se levantem uma vez ou outra.

Tanto na escola como em casa há que saber recompensar os avanços - os esforços, como os sucessos.

Mas também há que saber punir sempre que não completa uma determinada tarefa. Com equilíbrio e justiça, naturalmente. Para que recompensas e punições tenham o devido efeito na construção da autoestima da criança.

A ajuda dos pais

A hiperactividade afecta tanto as crianças como os pais, que se esgotam em múltiplas tentativas para lidar com esta situação difícil. De tudo experimentam e muitas vezes sentem faltar-lhes a coragem. Mas podem, de facto, ajudar os filhos a concentrar-se e a protagonizar comportamentos mais tranquilos e estáveis. Aqui ficam algumas sugestões:

• Criar regras simples e explicar à criança o que pode acontecer se transgredir, sendo que os castigos devem ser rápidos e consistentes, além de justos naturalmente;

• Estabelecer horários e prazos, uma forma de ajudar estas crianças que estão em constante actividade, se distraem e esquecem facilmente das suas tarefas;

• Acompanhar a criança no desempenho das suas tarefas, de modo a combater as dificuldades de concentração;

• Recompensar os esforços, não apenas os bons resultados.

A ajuda dos professores

A escola é, com a casa, um eixo fundamental no tratamento das crianças hiperactivas, cujos resultados escolares são, regra geral, pouco famosos. Aos professores compete captá-las para a aprendizagem. São crianças que requerem uma atenção especial.

Assim:

• A criança hiperactiva deve sentar-se na primeira fila;

• O professor deve verificar se o aluno compreendeu bem as tarefas que lhe foram destinadas;

• A criança deve ser autorizada a levantar-se de vez em quando;

• A s tarefas devem ser divididas por forma a que a criança faça uma parte primeiro e possa terminá-las mais tarde;

• O professor deve estabelecer um equilíbrio entre as recompensas e as penalizações.»

Fonte:Médicos de Portugal
Link:http://medicosdeportugal.saude.sapo.pt/action/2/cnt_id/2821/?textpage=1

quarta-feira, 1 de julho de 2009

11 Meses


"Como seu bebê está crescendo

Peça um beijo -- pode ser que você ganhe um. Nesta idade, os bebês já conseguem seguir instruções simples, como entregar um brinquedo ou fazer "tchau".

Talvez seu filho já esteja falando "mama" e "papa", ou quem sabe fale um idioma que só ele conhece. Continue conversando com seu filho, contando a ele o nome dos objetos e das pessoas. Quanto mais fizer isso, mais rápido o vocabulário dele vai crescer. Experimente fazer perguntas: "Onde está a barriga do nenê?". Ele pode responder com gestos.

Com 11 meses, há bebês que começam a dar seus primeiros passos. É uma sensação emocionante ver aquela criança tão pequena se equilibrando sozinha, com um ar todo confiante. Prepare-se para as fotos! Outra boa oportunidade de tirar fotografias é durante as refeições. É capaz que seu filho já consiga levar a colher à boca, mas grande parte da comida vai parar mesmo é no chão.

Nesta fase, as crianças deixam de trabalhar tanto a coordenação motora fina e passam a exercitar grupos musculares maiores. Seu filho vai achar divertidíssimo empurrar coisas, atirar objetos, subir rampas e degraus... Outro novo exercício que ele fará é entregar brinquedos a outras pessoas e pegá-los de volta (encoraje-o a dizer "Dá" e "Tó", talvez ele repita).

Prefira brinquedos de empurrar aos andadores. O andador pode ser perigoso, porque pode virar e causar machucados feios no bebê. Muitos pediatras também consideram que ele é prejudicial ao desenvolvimento ortopédico da criança.

Pesquisas mostram que quanto maior a exposição da criança a um grande vocabulário, melhor se desenvolvem as habilidades linguísticas dela, e até a inteligência. Se você ou seu parceiro ainda não lêem para o bebê, é uma boa hora de começar."

Fonte:Baby center
Link:http://brasil.babycenter.com/stages/2100/

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Ele não é mais um bebê


"Seu filho não é mais um bebê e começa a desenvolver a personalidade. Ao chegar ao primeiro ano de vida, ele buscará testar limites, terá raivas passageiras e a atividade e a energia poderão duplicar. Por tudo isso, alguns conselhos podem ajudar a enfrentar esta etapa, na qual paciência, firmeza e perseverança são as chaves do sucesso.


A língua inglesa tem uma expressão que diz “the terrible two’s”, ou seja, “os terríveis dois anos” das crianças. Não é uma fórmula matemática, e esses “terríveis dois” nos quais a personalidade desponta com força – e às vezes ultrapassa a dos pais – não chegam pontualmente no dia do segundo aniversário: pode ocorrer aos 12, aos 15 meses, aos 18...


Mas onde acaba a liberdade da criança para desenvolver sua personalidade e começam os limites? Há dezenas de teorias, mas o importante é que, após escolher uma, você tente ser fiel a ela. Mudar a fórmula constantemente contribui para o fracasso, e confunde a criança.


É óbvio que a limitação inicial é ditada pela lógica: o primeiro limite deve ser imposto em situações que comprometam a segurança e a saúde dos pequenos. Quando se fala em disciplina, vem à cabeça a palavra “não”. Mas o abuso desta desvirtuará seu sentido.


A Academia Americana de Pediatria recomenda usar esta expressão, pronunciada com firmeza, quando o que a criança faz representa um risco real para ela. Ou seja, se não for uma situação de risco, às vezes é mais útil desviar a atenção dela.Lembre que a curiosidade nesta idade é inata e fundamental para o desenvolvimento de seu filho. Por isso, não permita que o “não” seja a palavra mais ouvida pelo pequeno no dia-a-dia, e proporcione a ele um ambiente seguro no qual possa explorar, correr e manipular objetos sem riscos. Permita que ele se sinta “independente” em seu mundo.


Seja firme


Escolha frases curtas

Outro conselho-chave é o tamanho das frases com as quais se corrige a criança. Imaginemos que o pequeno tente bater no cachorro da família, ou em um amiguinho. Neste caso, você conseguirá melhores resultados se disser “não bata”, em vez de explicar que “você não deve bater no cachorro (ou no amigo) porque é errado e você vai machucá-lo”. Seu filho terá perdido a atenção na terceira palavra da frase. O tom de voz é importante também. Mas o que determina a efetividade da ordem não é o volume, mas o tom. Os gritos não conseguirão melhores resultados.


Mantenha as regras

Uma vez decididos os limites, é importante que toda a família – avós, irmãos, tios – e quem toma conta do pequeno os conheçam e os apliquem. A perseverança é a base. Certamente, o imediatismo é fundamental nesta etapa. Se seu filho fez algo incorreto, deve saber disso no mesmo instante, e não cinco minutos depois, quando não compreenderá mais porque estão zangados.


Não se entregue à raiva deles

Também é nesta idade que chega um dos maiores “monstros” para os pais: as temidas raivas passageiras. Trata-se de uma evidente demonstração física de insatisfação. Você deve deixar que aconteça. Se a criança chora, bate os pés, se joga no chão, grita, fica roxa de tanto chorar, o recomendável é que você garanta que seu filho possa “extravasar” sua raiva passageira em um lugar seguro, e que deixe acontecer, sem tentar achar a razão naquele momento. Quando acabar, será a hora de falar.


Castigar não é bom

Os especialistas Denise Fields e Ari Brown recomendam que os pais separem a criança de suas ações. Na prática, trata-se de não dizer para a criança que ela é má, mas que o que ela está fazendo é ruim. Não é demais lembrar que o castigo físico, especialmente nesta idade, não deve ser usado para corrigir uma criança. Entre outras consequências, castigar fisicamente uma criança só estimulará que ela tenha reações agressivas quando se aborrecer, além de prejudicar sua sensação de segurança."

Fonte:ClicRBS

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Acabe com alguns mitos da maternidade



"Em todos os campos, teoria e prática não são exatamente iguais. E quando o campo em questão é a maternidade, essas diferenças são ainda maiores. Depois de nove meses de expectativas, começa uma nova rotina com o bebê em casa.


E com ele e todo o universo de novidades, vêm os conselhos, experiências, relatos e palpites sobre como cuidar, lidar e solucionar as dúvidas com o pequeno ser. "Toda socialização têm seu aspecto positivo, pois surgem benefícios para a diminuição da ansiedade materna, mas é sempre adequado lembrar que os limites da normalidade devem ser estabelecidos por um profissional habilitado", diz o médico pediatra Augusto Pisati, da Universidade de São Paulo.


Veja abaixo alguns palpites bastante ouvidos e conselhos elaborados por Jenny Rosén, autora do livro 50 Maneiras de Criar seu Bebê sem Frescura:


"O bebê está chorando muito porque está com fome.

Seu leite é fraco e poderíamos começar a dar leite. Tenho uma receita ótima"Não existe leite fraco. O leite materno fornece todos os nutrientes necessários para a alimentação do recém-nascido. O choro pode mesmo ser sinal de fome. Mas a decisão de parar com o aleitamento materno não pode, nunca, ser baseada em palpites, mesmo que bem intencionados. "Amamentei a Lorena até um ano e um mês e ela não gostava de mamadeiras, tomava suco no copinho", conta Jenny. Isso foi conseguido com persistência e sessões de choro, já que é normal a produção de leite não ser suficiente nas primeiras semanas após o nascimento. "A mãe tem de ser guerreira e insistir. Tirando alguns problemas nos quais a mulher realmente não produz leite em quantidade, 99% dos casos é porque é mais cômodo não amamentar no peito", diz. O acompanhamento constante pelo pediatra pode monitorar o ganho de peso da criança e, se necessário, ele prescreverá outro tipo de alimento.


"O bebê está lindo. Só precisa engordar um pouquinho. Está muito magrinho

"Gordura não é sinônimo de saúde, nem para bebês. O importante é a criança estar dentro da linha de desenvolvimento, crescimento e ganho de peso proporcional ao seu tamanho no momento do nascimento. Um bebê que nasceu com 2,9 kg, por exemplo, não terá o mesmo peso ou aparência de outro cujo peso beirou os 4kg no nascimento.


"O filho do fulano já segura tudo com as mãozinhas e sempre ri quando me vê e o outro andou com 10 meses"

"Existe um receio de nossos filhos estarem em desvantagem. Cada criança tem seu tempo que deve ser respeitado. De forma alguma torne a comparação uma cobrança para seu filho. O estímulo tem de ser como uma brincadeira , uma diversão que leve o bebê a superar naturalmente os seus limites", diz Jenny Rosén. É importante apenas manter o desenvolvimento acompanhado por um profissional que possa detectar possíveis problemas.


"Se não deixar o bebê chorando, ele nunca vai aprender a ficar ou a dormir sozinho"

"A maneira de o bebê se comunicar nos primeiros meses é com o choro; portanto não significa sempre um problema ou dor. A função dos pais não é de nenhuma maneira fazer cessar o choro, e sim de tentar entender o que acontece", diz Augusto Pisati. Aos poucos, os pais vão entendendo o que significa cada um dos choros do bebê. Até isso acontecer, não tente impor técnicas e regras ao pequeno. "Pegar seu filho recém-nascido no colo quando ele chora não vai mimá-lo. Também acredito que não se deve deixar o bebê chorando desnecessariamente nos primeiros meses. Nessa fase, ainda não existe a manha. Se eles choram é porque algo está errado. Não acredite que deixá-los chorar por horas durante a madrugada fará com que não despertem na noite seguinte", diz Jenny Rosén.


"Você não poderá sair de casa até o bebê ter seis meses. Viagens, então, pode esquecer"

"O importante é a estimulação a que a criança é exposta e não o fato de sair de casa", diz Jenny Rosén. Mas isso não impede que o bebê saia de casa. Até os dois meses de idade, apenas evite lugares aglomerados. "Uma dica é levar o bebê no carrinho, pois inibe que as pessoas a manipulem e peguem muito no colo", diz o pediatra Augusto Pisati. O especialista da a medida: a época ideal é quando os pais sentirem necessidade. "Uma voltinha no parque ou uma visita rápida aos amigos são ótimos programas", diz Rosén, que saiu pela primeira vez com sua filha Lorena quando ela tinha apenas 8 dias - antes dos 3 meses a bebê ia a todos os lugares. Lorena foi à praia pela primeira vez com 2 meses.


"Não deixe o bebê dormir de barriga para cima, pois ele pode vomitar e até morrer engasgado"

O bebê pode dormir de barriga para cima. Basta virar sua cabeça para o lado. Vale também tentar colocá-lo de lado, mas é difícil que permaneçam nesta posição. O que não é recomendado é deixar o bebê de bruços, pois essa posição é que está associada à Síndrome da Morte Súbita. Com o passar dos meses, deixe o bebê dormir na posição que ele quiser.


"Como ele é bonzinho. Não chora e não sai do colo. Parabéns"

Alguns bebês são mais tranqüilos, outros mais agitados. A medida aqui é descobrir se você o está estimulando e permitindo que ele exercite sua curiosidade. Jenny Rosén dá um exemplo em seu livro. "As novas situações às quais é exposto são essenciais para que o bebê crie importantes ligações cerebrais, que serão responsáveis por toda iniciativa e criatividade que ele apresentará ao longo da vida. Uma ocasião, na casa de amigos, estávamos com dois outros meninos de idades próximas a um ano. Lorena e um dos meninos, soltos, iam de lá para cá, enquanto o outro não saia do colo dos pais. Ficava lá, contido, observando tudo, sem interagir. A impressão que eu tive, naquela noite era de observar uma criança quase apática, sem reações. Considero esse comportamento fruto de um equívoco dos pais ao lidar com o filho, pois a curiosidade é desenvolvida com estímulos, ou seja, quanto mais aprende, mais a criança se interessa em saber. Aquele bebê não tinha atitude, não mostrava as suas vontades, não pedia para descer do colo e explorar o ambiente. Os pais acreditavam que era melhor para o filho ficar no colo, sem correr riscos de se machucar. Mas, na verdade, aqueles pais, inconscientemente, só estavam tornando tudo mais difícil para a criança. Eles não estavam permitindo que o bebê se tornasse independente."


"Você deixa esse bebê muito descoberto. Ele não pode tomar friagem"

A dica é não exagerar. O bebê deve estar apenas um pouco mais agasalhado do que você. "Saiba que um dos principais motivos de choro sem razão aparente é o calor. Experimente tirar uma peça do vestuário do seu filho e veja se ele não se acalma imediatamente", diz a autora. Uma dica é perceber a sensação térmica do bebê por meio da temperatura dos pés e mãos, que devem sempre estar mornos e nunca suados ou quentes.
Redação Terra"



Fonte:Terra

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Sobre dizer "não" aos filhos



"1 - REGRAS - Imponha limites desde os primeiros meses de vida. Analise com o seu parceiro todas as regras antes de colocá-las em prática para que, depois, você não precise mudá-las ou até mesmo eliminá-las.



2 - PRIORIDADES - Classifique as questões prioritárias: higiene, alimentação e educação, por exemplo. Deixe para negociar com os filhos os assuntos menos importantes. Eles precisam que, em alguns momentos, a opinião deles prevaleça.



3 - FIRMEZA - Nunca faça vista grossa para uma condição pré-estabelecida e considerada prioritária. Agir dessa maneira terá como consequência o surgimento das exceções que depois viram regras.



4 - PACIÊNCIA - Ouça as argumentações dos seus filhos e explique quantas vezes forem necessárias os motivos de as regras existirem, sempre mencionando a importância delas para eles próprios e evitando saídas como "Porque eu quero", "Porque todo mundo faz assim", "Porque você é pequeno", "Porque sim" etc.



5 - MODELO - Seu comportamento deve servir de exemplo para seus filhos. Caso precise transgredir alguma regra, explique o motivo que o está levando a fazer isso.


Fonte: Wagner Marcelo Sanchez, especialista em Educação"



Fonte:Clicrbs

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Transportes: Crianças ainda viajam "na bagageira" e "ao colo", revela estudo da Ordem dos Enfermeiros



"Lisboa, 11 Mai (Lusa) - Um quinto das crianças avaliadas num estudo viaja sem sistema de retenção, algumas das quais "na bagageira" e "ao colo". A estas, soma-se um terço que não utiliza correctamente o dispositivo, o que totaliza quase metade "transportadas em risco".


As conclusões resultam de uma campanha nacional que a Ordem dos Enfermeiros realizou em 2008, a propósito do Dia Internacional da Criança, cujos resultados foram agora ultimados.


A acção foi desenvolvida pela Comissão de Especialidade de Enfermagem de Saúde Infantil e Pediátrica (CEESIP) da Ordem dos Enfermeiros e visou avaliar o transporte rodoviário seguro de crianças, contando para o efeito com dez Operações Stop, envolvendo 729 participantes.
Os autores do estudo verificaram que 79,8 por cento das crianças viajavam com Sistema de Retenção para Crianças (SRC). Das que não usavam sistema de retenção, a maioria viajava "à solta" no automóvel (74,6 por cento), "ao colo" (8,4 por cento), ou noutras situações de insegurança, como "na bagageira", o que permite prever "o risco acrescido, perante uma travagem ou colisão".


A investigação verificou que 71 por cento das crianças utilizava o SRC de "uma forma adequada".
Entre os erros encontrados na utilização do sistema de retenção, a Ordem dos Enfermeiros destaca o "viajar à frente sem cinto" (20,9 por cento), "arnês mal colocado" (20,4 por cento), utilização do "SRC não adequado à idade" (19,1 por cento), utilização "incorrecta do cinto de segurança" (14,9 por cento), "indevidamente virado para a frente" (5,9 por cento), "cadeira mal colocada" (4,7 por cento) e "sem apoio de cabeça" (4,1 por cento).


Os autores do estudo identificaram que, por regiões, é em Vila Real que a utilização do SRC é mais adequado (93,8 por cento), seguido da cidade da Horta (92,3 por cento), Coimbra (87 por cento), Lisboa (76,9 por cento), Angra do Heroísmo (66,2 por cento), Funchal e Ponta Delgada (63 por cento) e no Porto e em Faro (61,5 por cento).


A Ordem dos Enfermeiros está preocupada com a situação, que pretende minimizar. Para tal, defende o desenvolvimento de competências neste âmbito, "para participar de forma mais adequada junto das famílias, desde a gravidez, com ênfase nos primeiros dias/meses de vida da criança, intervindo na escola e na comunidade".
"É nossa função contribuir para modificar padrões de conduta culturalmente reforçados por hábitos do quotidiano doméstico", afirma a Ordem dos Enfermeiros, que vai divulgar os resultados desta acção nacional na terça-feira, Dia Internacional do Enfermeiro.


O lema deste ano da efeméride é "servir a comunidade e garantir qualidade: os enfermeiros na vanguarda da inovação nos cuidados".
Pretende esta Ordem "chamar a atenção para formas diferentes de prestar cuidados de enfermagem com o intuito de obter mais ganhos em saúde e responder melhor - muitas vezes de uma forma mais humanizada e personalizada - às necessidades de saúde das populações (incluindo também a prevenção da doença e promoção da saúde)".
SMM.
Lusa/Fim"



Fonte:Expresso

terça-feira, 12 de maio de 2009

Dicas para as babás se acostumarem com os bebês



"Quem opta por deixar alguém em casa cuidando dos bebês tem uma série de medos e angústias.



Babá ou escolinha? Mães que não podem contar com a ajuda das vovós sempre se deparam com essa dúvida quando retornam ao mercado de trabalho.


Antes de escolher a candidata, a psicóloga Margaret Pires, aconselha algumas medidas, entre elas, "tomar cuidado em contratar babás por indicação, verificar a documentação da candidata, suas referências, atestado de antecedentes e realizar uma entrevista".


Feito isso, Jorge Huberman, neonatologista e pediatra do Hospital Albert Einstein, explica que logo no primeiro encontro, babá e a criança devem se conhecer gradualmente. De início segure o bebê no colo enquanto conversa com a babá. “Procure perceber se o bebê se sente à vontade na presença dela, mas não deixe que durante esta etapa a babá tente brincar com ele”, indica. Até esperar que ele olhe para ela ou então comece a brincar sozinha sem mostrar preocupação.


Conforme o pediatra, o ideal é que no início o bebê fique algumas horas com a mãe e a profissional, ou pelo menos duas horas antes de sair de casa. “Deixe que a babá converse com o bebê enquanto ele ainda estiver no seu colo. Não permita ainda que ela se aproxime dele ou tente tocá-lo. Se o bebê demonstrar que está se sentindo à vontade durante a sua conversa com a babá, coloque-o no chão e dê a ele o brinquedo favorito, ainda afastado da babá. Convide-a então para lentamente se aproximar e começar a brincar com o mesmo brinquedo. Se você notar que o bebê está gostando da presença dela, pode começar a se afastar gradualmente”.


Veja os próximos passos que Jorge Huberman indica:



- Observe o que acontece se você sair da sala. Se o bebê não notar que você se retirou é porque a apresentação ocorreu conforme o desejado.



- Mesmo que o bebê comece a chorar, quando você sair, é provável que ele acabe se distraindo em poucos minutos. Telefone da rua e certifique-se de que ele está bem.


- Lembre-se: para que o bebê se acostume com a babá é necessário dar um tempo para que ele se habitue à profissional, possa reagir a ela e criar algum laço enquanto você ainda está no mesmo ambiente.

O mais importante é observar se a babá gosta de preparar os alimentos do bebê e tem prazer em acompanhar o seu ritmo. Ela deve ser criativa e divertida, ou seja, brinca como bebê, conversa com ele de forma amorosa, tem paciência e não fica desesperada quando a criança chora pela mãe. E claro, use também a famosa intuição de mãe."



Fonte:Vila Mulher

Pulseira traduz choro do bebé



"Sensor na almofada da criança diz aos pais o porquê de a criança estar incomodada




Uma nova tecnologia promete decifrar a razão do choro do bebé e defini-la em palavras, estando predefinidas seis: sono, fome, fralda, tédio, doença ou stress, segundo informação da Globo.


Um produto idealizado nos EUA pela designer Hansook Lee, pode causar alívio aos pais e mães que não entendem o motivo do choro de seus bebés. Um sensor colocado dentro da almofada do bebé analisa o choro da criança e transmite a causa para a pulseira usada pelos pais.
Ainda não está disponível no mercado mas promete ajudar especialmente os pais inexperientes.
O «Baby says» alerta assim para o motivo do choro, podendo ser definido em seis palavras, nas pulseiras usadas pelos pais, como sono, fome, fralda, tédio, doença ou stress.
De acordo com a inventora, «o choro dos bebés tem um padrão que indica as suas necessidades. Ao segui-lo, o Baby says traduz a linguagem da criança para a dos adultos»."




Fonte:Portugal Diário

terça-feira, 28 de abril de 2009

Aulas de natação na infância podem reduzir afogamentos


"Um novo estudo reforça o argumento de que ensinar natação para crianças com idades de um a quatro anos pode diminuir as chances delas se afogarem. A idéia pode parecer óbvia, mas alguns especialistas em segurança levantaram preocupações de que ensinar crianças pequenas a nadar pode colocá-las em risco maior ao diminuir seu medo natural da água ou tornar seus responsáveis excessivamente confiantes.

A Academia de Pediatria americana, por exemplo, recomenda aulas de natação para crianças acima de cinco anos, mas não tem uma posição sobre aulas para crianças menores, porque seu efeito não é suficientemente conhecido, observam os pesquisadores.

O estudo, publicado no Archives of Pediatric & Adolescent Medicine, levantou as mortes por afogamento de pessoas entre um e 19 anos em seis Estados durante dois anos. Os pesquisadores compararam a experiência de natação das vítimas com a de crianças de idade semelhante no mesmo condado.

Liderado pela doutora Ruth A. Brenner, do Instituto Nacional de Saúde Infantil e Desenvolvimento Humano, o estudo descobriu que aulas de natação não aumentaram o risco de afogamento em crianças menores e, na verdade, pareceram diminuir esse risco. Mas os autores alertam que apenas aulas de natação "não vão prevenir o afogamento e que mesmo o mais hábil nadador pode se afogar".

Tradução: Amy Traduções
The New York Times"

Fonte: otícias Terra
Link:http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI3728151-EI8147,00.html

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Doenças: Portugal sem sarampo, difteria e poliomielite - DGS

« Lisboa, 09 Abr (Lusa) - Sarampo, difteria e poliomielite estão eliminadas em Portugal, segundo a Direcção-Geral da Saúde (DGS), que considera "muitíssimo positiva" a evolução nas últimas décadas das doenças infantis (0-14 anos) para as quais existem registos e vacinas.
Lusa »

Fonte:Expresso

Link:http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/507987

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Hábito de beber água pode prevenir a obesidade infantil


«Estudo realizado na Alemanha estabelece relação entre o consumo de água e o sobrepeso nas crianças

Água X Obesidade

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Hábito de beber água pode prevenir a obesidade infantilEnviar por Email
1008Um estudo publicado na edição de abril da revista Pediatrics indica que incentivar o consumo de água na escola – com lições sobre o tema e distribuição de garrafinhas de água na sala – pode ajudar a reduzir o problema da obesidade infantil.

Os pesquisadores avaliaram cerca de 3 mil crianças da segunda e terceira séries de 32 escolas em áreas de baixa renda de duas cidades alemãs. E notaram que, nas escolas que incentivaram, durante um ano, os alunos a tomarem mais água, as crianças eram 33% menos propensas a ficarem com sobrepeso, em relação às crianças das outras escolas.

Embora não saibam as razões exatas desses resultados, os pesquisadores observaram que, quando o consumo de água aumentou, houve uma redução na ingestão de bebidas açucaradas, o que poderia, em parte, explicar os resultados. Além disso, eles destacam que a hidratação influencia o metabolismo e a água ajuda a queimar calorias.
Fernando Fischer»

Fonte:Terra
Link:http://sportlife.terra.com.br/index.asp?codc=1008

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Enurese nocturna: Quando o chichi aparece fora de horas

«Cláudia Pinto

O problema é comum a várias famílias. Para muitas crianças, passa a ser um segredo bem guardado. Vergonha e inferioridade são sentimentos habituais

Por outro lado, os pais nem sempre sabem como lidar com a situação e punem os filhos que urinam fora de horas. Para lidar com a enurese nocturna, são conhecidas formas de tratamento eficazes. A ajuda dos pais é também essencial para a resolução do problema. Apoiar em vez de discriminar, incentivar em vez de punir, parecem ser truques essenciais.



Está atento aos sintomas do seu filho?

Os pais devem estar vigilantes aos sintomas urinários diurnos dos seus filhos, pois eles podem fornecer-lhe pistas importantes.

A criança refere dor ao urinar? Tem de urinar com muita frequência e em pequenas quantidades de cada vez? Urina muito de cada vez e parece estar sempre cheio de sede e bebe exageradamente? Nota alguma anomalia no jacto urinário ou o seu filho parece ter que fazer força para iniciar a micção?

Estes são alguns dos sinais que podem indicar uma causa orgânica subjacente à enurese, explica João Luís Barreira, acrescentando: "Há uma associação frequente entre a obstipação e a enurese e nalguns casos ao tratar a obstipação resolve-se o problema da enurese.

Por fim, em relação ao sono propriamente dito, é frequente os pais considerarem que estas crianças têm o sono particularmente pesado. Em alguns casos, as crianças ressonam muito durante a noite e têm apneias obstrutivas durante o sono e isso parece estar associada à libertação de uma hormona que aumenta a produção nocturna de urina, o que leva a ter enurese.

Por vezes, estas crianças são operadas às amígdalas e adenóides e a enurese resolve, ou pelo menos, melhora significativamente", explica o pediatra.

Todas as crianças com este problema devem, em primeiro lugar, ser levadas ao seu médico para uma avaliação e orientação individualizada.



Alerta aos pais

É fundamental que os pais não culpabilizem os seus filhos nem contribuam para este sentimento de inferioridade. "Por vezes, a atitude dos pais e familiares contribui para a manutenção da enurese.

Os comportamentos e comentários que frequentemente surgem na sequência destes episódios podem dificultar a criança a ultrapassar o problema", chama à atenção a Dra. Miriam Gonçalves, neuropsicóloga clínica, especializada em enurese nocturna. Recomenda-se, portanto, acompanhamento médico em todo este processo. "As crianças descrevem sentimentos como irritados, rabugentos, envergonhados e confusos".

Os próprios pais tendem a "evitar falar do assunto com outras pessoas. Falar sem vergonha e encarar a enurese nocturna como um problema que hoje em dia tem fácil solução, é o primeiro passo para a resolução do mesmo e para um tratamento eficaz", aconselha Miriam Gonçalves.

A punição e a ameaça são, por outro lado, "as piores estratégias que se poderão adoptar, uma vez que a criança já sofre o suficiente por não conseguir evitar a enurese. Evite ainda o recurso ao uso da fralda, por muito que lhe custe ter de lavar e estender sistematicamente os lençóis".

As crianças costumam guardar este segredo "a sete chaves" com medo de discriminação por parte dos seus amigos e familiares porque "pensam que só eles é que ainda fazem chichi na cama. Mas a realidade é que, por exemplo, numa turma de 30 alunos da primária, cinco escondem este segredo", explica a neuropsicóloga.



Dicas para lidar melhor com a enurese

Incentivar a criança - "Utilizando por exemplo o calendário das noites secas. É um reforço positivo importante, já que auxilia a manter a criança focada no tratamento e permite que verifique quantitativamente o seu progresso rumo à cama seca", explica Miriam Gonçalves.

Motivar a criança a cuidar da sua higiene pessoal, tomando banho, para evitar o desagradável odor a urina, que o poderá "denunciar" entre os colegas na escola.

Fazer com que a criança faça "exercícios" da bexiga, tentando fazer um intervalo cada vez maior entre a vontade e a ida à casa-de-banho, bem como ensiná-la a controlar o jacto urinário, aprendendo a interrompê-lo.

Sempre que ocorrer um "episódio molhado" deverá pedir-lhe para mudar a roupa da cama e o pijama e colocá-los na máquina de lavar. Esta é uma forma de a criança se ir mentalizando para o facto de que este é um problema seu e que, por isso, terá de se esforçar para vencê-lo.

Permita que a criança não desenvolva sentimentos de culpa, demonstrando-lhe que a enurese é uma situação frequente e que atinge outras crianças.

Elogiar e recompensar a criança sempre que não fizer chichi na cama.



Destaques

"Não será então de estranhar se estas crianças se recusarem a participar em alguns passeios de escola, acampamentos ou dormirem em casa de amigos e familiares"


"Permita que a criança não desenvolva sentimentos de culpa, demonstrando-lhe que a enurese é uma situação frequente e que atinge outras crianças".»

Fonte:Médicos de Portugal
Link:http://medicosdeportugal.saude.sapo.pt/action/2/cnt_id/2538/