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quinta-feira, 27 de maio de 2010

OVÁRIO ARTIFICIAL CONTRA INFERTILIDADE


«A criação de um ovário artificial pode ajudar no tratamento de mulheres com problemas de infertilidade. Trata-se de um sistema de cultivo in vitro que como objetivo pemitir que óvulos se desenvolvam e amadureçam fora do corpo da mãe até estarem prontos para a fecundação. Os óvulos, são retirados ainda em sua fase inicial de crescimento.

Eles são mantidos em uma estufa com temperatura semelhante ao corpo materno, isolados ou dentro de um pedaço do tecido do óvario, até completarem o processo de crescimento, que dura cerca de 30 dias.

O óvario artificial ainda se encontra em fase de testes.

Segundo o pesquisador a perda maior dos óvulos dentro do corpo da mãe acontece por disputa de espaço e nutrientes, problemas que pode ser contornado com o óvario artificial. Ainda afirma que o recurso é eficaz sem causar o incômodo gerado pelas técnicas de superovulação, em que são injetados hormônios para o aumento da produção de óvulos.


Mas antes mesmo de seu uso em animais e em seres humanos, o sistema serve para o teste de medicamentos, pois como possibilita a manutenção in vitro de óvulos inclusos em foliculos em diferentes fases de desenvolvimento, ele permite avaliar se um medicamento é tóxico para os óvulos.»


Fonte:Patologia em discussão

LInk:http://patologiaemdiscussao.blogspot.com/2010/05/ovario-artificial-contra-infertilidade.html

segunda-feira, 8 de março de 2010

Stress e Infertilidade

Extenso mas bastante interessante ....



«Recente trabalho publicado na Revista Fertility and Sterility concluiu que o estresse pode ter um impacto negativo no sucesso do tratamento de infertilidade. Os autores são os médicos Jacky Boivin da Inglaterra e Lone Schmidt da Universidade de Copenhagen.


A importância de tal trabalho foi a de correlacionar também o estresse masculino às falhas dos tratamentos de infertilidade, embora com um papel menor que o estresse feminino. É importante deixar claro que os resultados encontrados não se deveram a quaisquer efeitos aditivos do estresse masculino sobre o feminino.

A avaliação do efeito do nível de estresse dos parceiros sobre os resultados dos tratamentos de fertilidade foi feita pela aplicação, a ambos parceiros, do Inventário de Estresse dos Problemas de Fertilidade — logo no início do tratamento.

Doze meses após, os casais foram novamente entrevistados para se determinar os tipos de tratamentos a que tinham sido submetidos, quantos ciclos e se o resultado tinha sido o sucesso almejado, definido como gravidez atual ou nascimento do filho.

Foram incluídos 818 casais, dos quais cerca de 60% tiveram sucesso terapêutico. Um em cada cinco casais foram submetidos a procedimentos de inseminação, enquanto o restante à fertilização in vitro (FIV) e injeção intracitoplasmática dos espermatozóides (ICSI).

Os pesquisadores ainda tiveram o cuidado de afastarem as variáveis confundidoras como as idades dos parceiros e o número de anos de infertilidade.

As mulheres que relataram mais estresse marital necessitaram, em média, de três ciclos de tratamento para a concepção, quando comparadas às mulheres menos estressadas que precisaram de apenas dois ciclos.

Mulheres estressadas também são menos propensas a ficarem grávidas em um determinado ciclo. Os pesquisadores encontraram que os domínios pessoais e maritais geradores de estresse são mais importantes do que o estresse surgido no campo das relações sociais. Eles concluem que o trabalho deles reforça o crescimento da base de evidência científica do impacto de estados psicológicos negativos em falhas de tratamento de fertilidade.

O impacto da infertilidade nos casais pode ser profundo. Ele é, geralmente, vivido como uma crise traumática e pode chegar a ter um efeito desmoralizante para a pessoa infértil, abalando profundamente a visão que o casal tem de si mesmo como uma unidade saudável. Muitas vezes, faz as pessoas sentirem-se defeituosas, envergonhadas e moralmente arrasadas e fracassadas.

Cada um dos membros do casal pode ter uma forma diferente de vivenciar os acontecimentos. Essas diferenças podem ser atribuídas a questões de gênero, a formas de lidar com os problemas e a diferença no desejo de cada um em relação aos filhos.Uma importante diferença com base no gênero é que os homens preferem evitar falar sobre o assunto e ir direto a ação, enquanto as mulheres preferem falar sobre a questão.

É interessante notar que abordar o assunto da infertilidade faz as mulheres se sentirem melhor, e os homens, pior.As pressões por parte da família e dos amigos para ter filhos somam-se às experiências de marginalização e descompasso em relação aos outros casais pelas quais passam aqueles que não podem procriar.O sentimento de perda e o luto são característicos da situação de infertilidade. A perda da experiência e a alegria de ser capaz de facilmente conceber, a perda da privacidade da concepção (a intervenção médica esta sempre presente), a perda da experiência de compartilhar um filho biológico, a perda da esperança de dar continuidade a linhagem familiar, essas são somente algumas das perdas.

A psicoterapia faz-se importante neste momento, pois é necessário reconhecer essas perdas e dar-lhes o valor adequado, ajudando assim, os casais a fazer o devido luto.É essencial que o casal busque auxilio para reconhecer as dolorosas perdas em cada estágio do processo de infertilidade, as quais variam entre o desapontamento que a mulher sente no momento da menstruação aos resultados negativos do exame laboratorial, às falhas nos tratamentos, aos abortos espontâneos.Por ser a infertilidade um assunto tão onipresente e cansativo, é importante orientar os casais a “se darem um tempo” e deixarem o assunto temporariamente de lado.

A planejarem momentos para falarem sobre a infertilidade e momentos em que este assunto possa ser colocado de lado, em seu lugar, algo prazeroso possa ser feito.A mesma idéia aplica-se ao sexo: há momentos de fazer sexo para procriação, e há momentos de fazê-lo só por prazer.
É possível controlar o estresse?

O que temos, atualmente, são medidas simples que minimizam os efeitos ou impactos negativos do estresse sobre o corpo ou a mente, além, é claro, do impedimento da evolução mais grave para um estresse crônico ou transtorno mental.
Entre essas medidas estão: procure identificar o nível de estresse, em primeiro lugar, com a ajuda de um profissional da área de saúde mental; reorganize sua rotina de vida, com hábitos e atividades mais saudáveis.


Aqui se encaixam os exercícios físicos, na freqüência de três vezes semanais, por um período de trinta minutos; a alimentação balanceada e correta, com gorduras poliinsaturadas, presentes em peixes de águas frias, como o salmão e o atum, folhas verdes e nozes.
Incluem-se também as atividades de lazer freqüentes, além do abandono de alguns hábitos como o tabagismo e consumo alcoólico; invista também em técnicas de meditação e relaxamento- controladoras do ritmo cardíaco. »


Fonte:Mosaico da psicologia

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Novo site ajuda portugueses inférteis


«Cerca de um em cada seis portugueses sofre de infertilidade, sendo que agora há um novo site que os pode ajudar, noticia a TVI.

Na página www.fertilidadeumaviagem.com são dadas várias respostas ao problema da infertilidade, ajudando os casais que querem ter filhos.

Com uma linguagem acessível, é possível conhecer, por exemplo, as opções terapêuticas, os exames e o diagnóstico.»

Fonte:IOL

Link:http://diario.iol.pt/tecnologia/infertilidade-site-inferteis-bebes-tvi24/1092715-4069.html


terça-feira, 6 de outubro de 2009

Apenas 38 casais encaminhados para o privado


«

Já se passaram quase seis meses depois do “encaminhamento imediato” para centros privados de casais inférteis que aguardam por tratamento nos serviços públicos, no entanto apenas 38 foram encaminhados para centros em Lisboa, onde a lista de espera é maior.

Destak/Lusa | destak@destak.pt

A medida foi anunciada a 20 de Abril pela ministra da Saúde, Ana Jorge, que também anunciou o aumento da comparticipação dos medicamentos para estes tratamentos.

Na altura, a ministra disse que o encaminhamento para o privado dos casais que aguardam há mais de um ano por um tratamento nos serviços públicos seria “imediato”.

Contudo, só dois meses depois é que a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) anunciou que o encaminhamento na região iria avançar em Julho, resultando dos protocolos assinados entre a Administração, o British Hospital e o Instituto Valenciano de Infertilidad.

Segundo a ministra da Saúde, existem 2800 casais inférteis em lista de espera em todo o país, sendo as situações mais graves na região de Lisboa e Vale do Tejo e no Sul, porque apenas existem duas instituições públicas (Maternidade Alfredo da Costa e Hospital de Santa Maria) para dar resposta a estes casos.

A Lusa contactou os dois centros privados e, até ao momento, foram encaminhados 38 casais.

O centro de reprodução do British Hospital começou a receber casais no dia 03 de Agosto, provenientes da Maternidade Alfredo da Costa (MAC) e no dia 09 de Setembro do Hospital Santa Maria.

A Maternidade Alfredo da Costa encaminhou 23 casais, enquanto o Hospital Santa Maria encaminhou oito.

O centro de reprodução do British Hospital propôs-se receber semanalmente nove casais provenientes do sector público.

O Instituto Valenciano de Infertilidade (IVI) recebeu, até agora, oito casais, provenientes da Maternidade Alfredo da Costa e do Hospital Santa Maria.

O IVI conta que, no próximo ano, “com o gradual licenciamento de outros Centros de PMA na região de Lisboa, o natural será que cada clínica, independentemente da sua disponibilidade, acabe por receber um número relativamente baixo de casais”.

Para a Associação Portuguesa de Fertilidade (APF), o número de casais encaminhados fica “muito aquém das necessidades dos casais que precisam de um tratamento de infertilidade”.

Em declarações à Lusa, Filomena Gonçalves disse ter conhecimento de “poucas dezenas” de casais que foram encaminhados do público para o privado e receia que a medida não tenha passado “de um anúncio político”.

“Continuamos a assistir ao adiamento da concretização desta medida e não percebemos que as acções na área da PMA demorem tanto a dar frutos”, disse.

Da informação que chega à associação através dos casais inférteis associados, Filomena Gonçalves destaca o “desespero em que alguns vivem”.

“Os casais andam de esperança em esperança, atrás de anúncios que nunca dão em nada”, lamenta esta dirigente da API.»


Fonte:Destak

Link:http://www.destak.pt/artigo/41570

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Filhos: O desafio de uma vida


(continuação)
«A mesma consequência tem a presença de adesões pélvicas, tecido cicatrizado que permanece após uma infecção ou uma cirurgia pélvica e que, se envolver os ovários ou as trompas, pode afectar a fertilidade.



Estas são as causas mais comuns da infertilidade na mulher. Há outras como o uso de determinados medicamentos, a existência de deficiências ao nível da tiróide, o tratamento a cancros no sistema reprodutor e algumas doenças como o HIV/Sida ou a diabetes.



A estes factores junta-se o risco próprio associado à idade, ao peso e a determinados hábitos. Sabe-se, por exemplo, que as mulheres que fumam podem ver reduzidas as suas probabilidades de conceber, sendo os abortos mais frequentes. Sabe-se também que não existe uma quantidade de álcool segura quando se pretende engravidar. E que o excesso de peso pode afectar a ovulação.



Também as mulheres que seguem uma dieta demasiado restritiva ou que sofrem de desordens alimentares como a anorexia e a bulimia correm este risco. O mesmo acontece com as que são sujeitas a um esforço físico intenso, como as desportistas, em que são frequentes as irregularidades menstruais.



Quanto ao risco associado à idade, tem a ver com o facto de o potencial de fertilidade da mulher decair gradualmente quando ela entra na terceira década de vida. A mulher nasce com um número determinado de ovócitos, que vai sendo desperdiçado até à puberdade. Nessa altura, do milhão de ovos potenciais que possuía à nascença permanecem apenas cerca de 100 mil por ovário, não havendo renovação.







Pelo lado masculino



É ao nível do esperma que se centram as principais causas da infertilidade masculina. A começar pela ausência total de esperma, aquilo que se designa como azoospermia: é uma situação rara, mas possível e na sua origem está, geralmente, uma afecção grave ao nível dos testículos, bem como o bloqueio ou ausência de vasos deferentes.



Uma insuficiente concentração de espermatozóides também é causa de infertilidade, o que corresponde à existência de 10 milhões de espermatozóides por mililitro de sémen, ou menos, quando o normal são 20 milhões ou mais.



Pode ainda acontecer que os espermatozóides não possuam uma forma e estrutura apropriadas, o que os impede de se moverem rapidamente e na direcção certa. Quando isso acontece, podem não ser capazes de ir ao encontro do ovo, falhando a fertilização.



Considera-se ainda como causa de infertilidade masculina associada ao sémen a chamada ejaculação retrógrada: neste caso, durante o orgasmo, o sémen desloca-se para a bexiga em vez de avançar para o pénis.



É uma situação comum em homens que foram sujeitos a intervenções cirúrgicas pélvicas, ao nível da próstata, por exemplo. Ou nos diabéticos, bem como nalguns que tomam medicamentos do foro psiquiátrico. Outra condição possível é a ausência de ejaculação, o que pode acontecer em homens com lesões ou doenças ao nível de espinal-medula.



Nos testículos concentram-se também algumas das causas mais frequentes da infertilidade masculina. É o que se passa com o criptorquidismo, situação em que um ou ambos os testículos não descem do abdómen para o escroto durante o desenvolvimento fetal. Uma das consequências pode ser uma produção menor de esperma, dado que o testículo recolhido está submetido a uma temperatura mais elevada do que a do escroto.

A temperatura é, aliás, um dos factores que intervém na fertilidade do homem. É que a formação de esperma é mais eficiente a cerca de 34ºC, uma temperatura inferior à do corpo humano.



Mas os testículos conseguem mantê-la graças à sua localização, ou seja, por se encontrarem fora da cavidade corporal. Significa isto que um aumento da temperatura - devido, por exemplo, a uma febre prolongada ou à exposição ao calor excessivo (no banho diário ou na sauna) - pode prejudicar a produção de esperma, reduzindo a quantidade e mobilidade dos espermatozóides.



Ainda no domínio das causas da infertilidade masculina, o estado de saúde e o estilo de vida também têm uma quota de responsabilidade. Doenças como as da tiróide, a diabetes, a sida e insuficiência cardíaca e renal têm sido associadas a uma menor fertilidade, o mesmo acontecendo com o stress, uma alimentação deficiente em vitaminas e minerais, a obesidade, o consumo de álcool e o tabagismo.







Um (longo) caminho a dois



Quando o desejo de constituir família esbarra na incapacidade de conceber, emergem naturalmente múltiplos e potentes sentimentos. Mas é importante que, nesse tumulto de emoções, o casal encontre o caminho que o conduza à ajuda médica.



O primeiro contacto deve ser pelo médico de família ou pelo ginecologista, que o encaminhará para uma consulta da especialidade. Nos hospitais públicos ou em clínicas privadas, a Ciência consegue contornar muitas das razões de infertilidade.



Uma vez perante um especialista, ambos os membros do casal são sujeitos a uma série de exames de modo a identificar a causa da infertilidade. Existem testes específicos para determinar a infertilidade masculina e a feminina, ainda que, com frequência, haja uma combinação de factores a influenciar a dificuldade em conceber e não uma causa única. Além de que, nalguns casos, a infertilidade permanece por explicar.



O tratamento depende da causa, da duração da infertilidade e de muitos outros factores, sendo que há causas que não são passíveis de correcção. Estão, no entanto, disponíveis vários métodos que permitem a uma mulher engravidar e que passam por restaurar a fertilidade ou por uma das diversas técnicas de reprodução ou procriação medicamente assistida.



Restaurar a fertilidade implica uma maior frequência das relações sexuais para, assim, aumentar as probabilidades de concepção: é que os espermatozóides podem sobreviver no corpo da mulher por 72 horas e um ovo pode ser fertilizado nas 24 horas seguintes à ovulação, tratando-se de criar o máximo de oportunidades para que esse encontro seja bem sucedido.



Para as mulheres com desordens ovulatórias, a primeira linha de tratamento implica o uso de medicamentos específicos para regular a ovulação. São, no entanto, fármacos a que está associado o risco de nascimentos múltiplos. Quanto à infertilidade por obstrução das trompas de Falópio pode ser ultrapassada com recurso a cirurgia, sendo a laparoscopia uma das técnicas utilizadas para reparar os bloqueios e lesões.

Mais difícil de tratar é a infertilidade devida a endometriose: a terapia ovulatória é uma das alternativas, a par da fertilização in vitro, mediante a qual o ovo e o espermatozóide são unidos em laboratório e só depois transferidos para o útero.



A fertilização in vitro é, aliás, uma das técnicas pioneiras da chamada reprodução medicamente assistida. Mas há outras como a infecção citoplasmática, que consiste numa técnica microscópica de implantação directa de um único espermatozóide num ovo.



Estas são técnicas que resultam melhor em mulheres com um útero saudável, que respondam bem aos medicamentos de fertilidade e que ovulem naturalmente. Há, no entanto, algumas complicações possíveis. Desde logo, a de uma gravidez múltipla, mas também a de hiperestimulação dos ovários, mais frequente nas mulheres com ovário poliquístico.



Quanto às causas da infertilidade masculina, a sua identificação e consequente tratamento envolve um conjunto de testes que visam, antes de mais, avaliar a condição física, para despiste de doenças que tem ou já teve, medicamentos que toma habitualmente e hábitos sexuais.



Depois, é feita uma análise ao sémen, de modo a aferir da quantidade e qualidade dos espermatozóides. Permite ainda detectar eventuais infecções ou a presença de sangue. Uma análise ao sangue pode também ser necessária, com o objectivo de medir os níveis de testosterona, a principal hormona masculina.



Homens e mulheres partilham algumas abordagens, de que é exemplo o aumento da frequência das relações sexuais. Mas há intervenções mais específicas, dirigidas à quantidade e/ou qualidade do esperma.



A alternativa pode ainda residir em medicamentos utilizados para induzir a ovulação na mulher: são fármacos, como o clomifeno, que contribuem para aumentar a quantidade de esperma, ainda que não influenciem a sua qualidade ou mobilidade.



Nos homens com esperma normal, mas escasso, os índices de gravidez melhoram com a inseminação artificial, em que é aproveitada a primeira porção do sémen ejaculado, mais rica em espermatozóides. A fertilização in vitro e a transferência de gâmetas também são eficazes em determinados tipos de infertilidade masculina.



Independentemente das alternativas, este é um caminho feito de avanços e recuos. Porque o mais provável é serem necessárias várias tentativas até se vencer o desafio de dar vida a um filho do amor. Com a certeza de que, em Portugal, são cada vez mais os bebés que a Ciência traz ao mundo.



Muitos passos se deram desde que, em 1986, nasceu o primeiro filho da reprodução medicamente assistida no nosso país.







(in)Fertilidade



Apoiar, informar e defender as pessoas inférteis em Portugal é o objectivo da Associação Portuguesa de Fertilidade, constituída em Maio de 2006 a partir de um movimento cívico e associativo em torno da infertilidade. Na sua origem esteve a constatação de que, duas décadas após o início da procriação medicamente assistida no nosso país, ainda era muita a falta de informação e muito o desinteresse pelas questões (psicológicas, sociais e económicas) em torno da infertilidade.



Dois anos depois, e já com uma lei sobre a procriação medicamente assistida, a associação continua a pugnar pela assistência médica e psicológica das pessoas inférteis em Portugal.



Dos seus objectivos consta a celebração de parcerias com entidades públicas e privadas nesta área, a promoção do alargamento da rede pública dos centros de tratamento de infertilidade e a certificação internacional das clínicas privadas, incluindo a publicitação das respectivas taxas de sucesso, da equipa médica e dos preços praticados, a construção de uma base de informação detalhada sobre todas as questões relacionadas com a infertilidade em Portugal, incluindo um directório com as clínicas públicas e privadas, locais de alojamento, processos nacionais e internacionais de adopção de crianças e um manual sobre a infertilidade.



Propõe-se ainda promover o debate público e científico sobre a infertilidade, nomeadamente através de acções de divulgação e mediante o patrocínio de encontros científicos, criar uma linha telefónica específica e uma rede nacional de aconselhamento e apoio psicológico, estabelecendo contratos com profissionais na área da saúde e formando um conjunto de associados disponíveis para trabalho de voluntariado, bem como representar as pessoas inférteis junto das instituições e agentes, particulares ou estatais, que em Portugal se ocupem de matérias relacionadas com a infertilidade.



Para a prossecução dos seus objectivos, associou-se em Fevereiro de 2007 à Plataforma Saúde em Diálogo, uma estrutura de solidariedade e entreajuda que reúne promotores de saúde, associações de doentes e consumidores. Criada sob a égide da Associação Nacional das Farmácias, a plataforma representa já 29 entidades.



São os seguintes os contactos da Associação Portuguesa de Fertilidade:



Sede - Rua Mestre Albino Moreira, 54 R/C Dto. Frente, 4250-546 Porto



Delegação de Lisboa - Praça S. João Bosco, Nº 22, 7º D, 1350-297 Lisboa



O atendimento ao público carece de marcação prévia, por telefone ou correio electrónico:



Telefone - 96 614 1251, de 2ª a 6ª das 14:00 às 19:00
Email - apf@apfertilidade.org.
Página na Internet - www.apfertilidade.org. »

Fonte: Medicos de Portugal
Link:http://medicosdeportugal.saude.sapo.pt/action/2/cnt_id/2897/?textpage=5

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Filhos: O desafio de uma vida (Parte 1)


«Querer um filho e não conseguir é uma dor conhecida de muitos casais. Mas não partilham apenas a dor: partilham também a esperança que depositam na Ciência para vencerem o desafio de uma vida.

O caminho da infertilidade é longo e difícil, repleto de obstáculos, mas também de muita esperança. É um caminho que é percorrido por cada vez mais casais, estimando-se actualmente que entre 15 a 20 por cento da população sofra desta doença.



Muitos sofrem, provavelmente, em silêncio, a crer nos dados que apontam para que em Portugal se façam 250 ciclos de tratamento de Procriação Medicamente Assistida (PMA) por milhão de habitantes, uma média quatro vezes e meia inferior à da União Europeia.



Para aproximar estes valores dos europeus - na ordem dos 1100 ciclos por milhão de habitantes - foi criado o Projecto de Incentivos à PMA. Este plano será aplicado aos hospitais públicos, onde as listas de espera chegam a atingir os dois anos.



A intenção é que o sector público dê resposta a pelo menos metade dos casos, prevendo-se que os restantes sejam encaminhados para o sector privado. Recentemente também foi anunciada a comparticipação a 100 por cento dos chamados tratamentos de primeira linha ((inseminação artificial e estimulação ovárica) e do primeiro ciclo de tratamentos de segunda linha (fertilização in vitro e microinjecção intracitoplasmática de espermatozóide) realizados nas clínicas privadas.



São medidas de que poderão beneficiar os muitos milhares de casais inférteis que se estima existirem no nosso país.







Infertilidade...



São casais com dificuldade em conceber, sendo que a infertilidade se define quando a gravidez desejada não é alcançada ao fim de um ano consecutivo de relações sexuais sem contracepção. É essa a definição da Organização Mundial de Saúde e é essa a base de trabalho para cientistas e médicos.



São muitos os factores que influenciam a fertilidade. Desde logo os mecanismos da reprodução humana. Não são propriamente um simples. Para que aconteça uma gravidez é preciso que tudo corra bem na ovulação e na fertilização. Há um conjunto de acontecimentos que se desenrolam em cadeia, bastando que um elo não funcione correctamente para adiar o momento da concepção.



Na mulher, tudo começa ao nível do cérebro, com a glândula pituitária a enviar todos os meses um sinal para que os ovários preparem um ovo para a ovulação. Essa preparação dá-se por influência de duas hormonas, que estimulam os ovários.



A ovulação acontece, na maioria das mulheres, ao 14º dia do ciclo menstrual, com o ovo a ser libertado pelos ovários e capturado por uma trompa de Falópio. Aí permanece viável por 24 horas, se bem que a melhor altura para ser fertilizado é nas 12 horas seguintes à ovulação. E a fertilização acontece se entretanto um espermatozóide o alcançar. Se esta união se concretiza, o ovo movimenta-se em direcção ao útero, onde se desenvolve a gravidez.



No que ao homem diz respeito, muito pode acontecer no processo de fertilização, mediante o qual um espermatozóide alcança um ovo e o fecunda. Antes de mais é preciso que haja espermatozóides em quantidade suficiente, que possuam a forma e a dimensão adequadas e que se movimentem na direcção certa. E é preciso que haja sémen suficiente para transportar os espermatozóides.

Num homem adulto, o esperma é produzido em contínuo pelos testículos, ficando armazenado até uma ejaculação estar prestes a acontecer. Nessa altura, é transportado até ao canal ejaculatório, onde se junta a um líquido produzido pelas vesículas seminais, o que dá origem ao sémen. No momento da ejaculação, o sémen desloca-se pela uretra até ao exterior, o que, para que uma gravidez seja possível, tem de corresponder à vagina.



São, pois, muitos os elementos em jogo. A fertilidade não é um dado adquirido, nela podendo interferir tanto factores femininos como masculinos, numa relação equilibrada. Casos há em que as causas têm dupla origem e outros em que não são detectadas razões concretas.







Pelo lado feminino



Há um vasto rol de causas da infertilidade feminina, a começar por lesões ou bloqueios nas trompas de Falópio. Devidas normalmente a uma inflamação, como a clamídia, estas lesões impedem o ovo de progredir ao longo da trompa, podendo abrir caminho à sua instalação fora do útero e, assim, dar origem a uma gravidez ectópica, inviável. O risco aumenta com a recorrência das infecções.



Outra razão de infertilidade é a endometriose, caracterizada por crescimento de tecido uterino fora do útero, nomeadamente nos ovários ou nas trompas de Falópio. Este tecido responde ao ciclo hormonal, pelo que sofre as mesmas mutações do tecido que reveste o útero, o que pode originar inflamação.



Dores pélvicas e infertilidade são consequências possíveis. Também as desordens na ovulação podem interferir na reprodução: provocadas por desregulação no funcionamento da glândula pituitária, fazem com que haja deficiências na produção das hormonas que estimulam os ovários. Entre as causas desta desregulação incluem-se lesões a nível cerebral, tumores na pituitária, exercício excessivo e anorexia nervosa.



Causa de infertilidade feminina é ainda a existência de níveis elevados de prolactina, a hormona que estimula a produção de leite. Em mulheres que não estão grávidas, este excesso pode afectar a ovulação, além de que pode indiciar a presença de um tumor na pituitária.



Já o ovário poliquístico tem a ver com um aumento na produção de hormonas masculinas (androgénios), o que acontece sobretudo em mulheres com elevada massa corporal. Em consequência, os ovários revelam-se incapazes de produzir ovos maduros.

Os folículos começam a crescer, mas não amadurecem, acabando por permanecer nos ovários, não havendo ovulação. A ausência de menstruação é, pois, um dos sintomas.


Sem menstruação ficam também as mulheres a quem acontece uma menopausa precoce (antes dos 35 anos). Muitas das vezes desconhece-se a causa, mas sabe-se que doenças auto-imunes, o tratamento do cancro por rádio ou quimioterapia e o tabagismo estão associados a esta falência prematura dos ovários.»




Comum na mesma altura da vida é a existência de tumores benignos (fibróide) nas paredes do útero. Ao interferirem com o contorno do útero, e se bloquearem as trompas de Falópio, podem ser causa de infertilidade. (...)

Continua ...
Fonte: Medicos de Portugal

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Teste nos ovócitos melhora a reprodução assistida


«Por toda a Europa, as taxas de infertilidade estão a aumentar. Entre 12 a 15% dos casais em idade reprodutiva sofrem de uma forma ou outra de infertilidade. Apesar dos progressos feitos ao nível do tratamento, apenas 25 a 27% dos embriões implantados resultam num nascimento bem-sucedido. Para ter os seus dois filhos por fecundação in vitro, Charlotte passou por um processo desgastante:

“Comecei aos 25 anos. Ao final de um ano fiz um balanço. 2 anos depois de ter parado com a pílula comecei a fazer inseminações. Fiz 6 inseminações no total e depois passei à fecundação in vitro. E aí, tive de fazer 3 fecundações in vitro para, por fim, ter a alegria de um resultado positivo. Psicológicamente foi muito desgastante”.

Muitas vezes, os médicos não conseguem explicar porque é que os embriões são implantados com sucesso ou não.
Compreender porque é que tantos embriões são rejeitados seria um passo muito importante para melhorar os tratamentos de fertilidade.

Para ajudar pessoas como Charlotte, foi lançado em 2004 o programa europeu EMBIC (Embryo Implantation Control) para melhorar a tecnologia de reprodução assistida. A investigação está a ser conduzida no laboratório de imunologia Centro Polivalente Cubo na cidade de Florença, em Itália.

Para testar a compatibilidade dos embriões com o útero o mais cedo que for possível, o líquido folicular em torno dos óvulos é analisado numa máquina, a Luminex, capaz de ver a composição deste líquido a partir de uma amostra minúscula.

Dra. Marie-Pierre Piccini, investigadora no laboratório de imunologia Centro Polivalente Cubo:
“Descobrimos que no líquido folicular há uma molécula presente chamada G-CSF. Sabemos que o ovócito deste líquido folicular irá implantar-se. Portanto é um novo bio-marcador, o único que conhecemos até agora, que permite seleccionar o ovócito com o mais alto potencial de implantação”.

Graças a este aparelho de análise, e a este marcador descoberto no líquido que rodeia o óvulo, os cientistas são capazes de determinar a capacidade de um embrião ser implantado com sucesso num útero. Segundo a equipa do EMBIC, este avanço permite calcular a probabilidade de sucesso de uma implantação. Os resultados são muito positivos nas fecundações in vitro: os riscos de gravidez múltipla foram reduzidos e sabe-se à partida a probabilidade que os ovócitos têm de ser implantados com sucesso.

Dra. Nathalie Lédée, ginecologista: “Este teste irá permitir-nos saber que mulheres não necessitam de uma híper estimulação dos ovários e pode dar-nos pistas importantíssimas para as mulheres, porque elas vão saber à partida as reais possibilidades de terem um bebé saudável. Por isso, é muito importante”.

Este teste para determinar a compatibilidade do ovócito com o útero estará pronto dentro de pouco tempo. Desta forma será possível evitar a utilização de embriões não viáveis nas fecundações in vitro. A aplicação desta investigação da EMBIC vai permitir aumentar as taxas de sucesso nos tratamentos de fertilidade e simultaneamente reduzir o número de tratamentos de fecundação, o que naturalmente irá reduzir o desgaste para a mulher normalmente associado à reprodução assistida.»

Fonte:Euronews
Link:http://pt.euronews.net/2009/09/01/teste-nos-ovocitos-melhora-a-reproducao-assistida/

quinta-feira, 23 de julho de 2009

À espera da cegonha


«Andreia Pereira

Em 2008, Cláudia Vieira conseguiu concretizar, finalmente, o sonho de ser mãe. E em dose dupla, já que a presidente da APF teve duas meninas gémeas. Mas, até saborear a maternidade, percorreu um caminho de cinco (longos) anos. Ao fim de seis meses, em que estava a tentar engravidar, "como nada acontecia", decidiu procurar a ginecologista e expor a situação.

Cláudia Vieira e o marido foram submetidos a alguns exames e, umas semanas depois, já sabiam os resultados: em ambos existiam problemas que impediam uma gravidez espontânea. A partir desta altura, recorreu a ajuda especializada e inscreveu-se num hospital público. Teve de aguardar quatro meses para a primeira consulta, até que passados 12 meses foi encaminhada para a realização da primeira microinjecção intracitoplasmática (ICSI): uma técnica usada em casos em que existe um factor masculino de infertilidade.

A presidente da APF conta que conseguiu engravidar duas vezes, uma delas ao final da terceira ICSI e uma outra através de uma transferência de embriões cripreservados. Mas ambas as gestações foram frustradas. "Esta foi outra das situações traumáticas associada ao facto de não poder engravidar", conta. Ainda houve uma quarta ICSI no sector público. Mas, entretanto, como os recursos nestas unidades estatais foram "esgotados", teve de recorrer a uma clínica privada.

Ao fim da quinta ICSI, já no sector privado, conseguiu engravidar. "Obter o resultado positivo era apenas uma etapa vencida, mas nem tudo estava ultrapassado", conta. Foi internada com 25 semanas de gravidez e nem assim se conseguiu evitar que as bebés nascessem às 33 semanas, com apenas 1600gr e 1380gr. Uma das gémeas estava em sofrimento e foi necessário fazer uma cesariana de urgência. "Apesar de terem nascido pequeninas, felizmente não tiveram complicações pulmonares ou infecciosas", afirma.

Cláudia Vieira lamenta o facto de ter tido uma gravidez tão conturbada. Hoje, decorridos 10 meses do nascimento das gémeas, só consegue pensar que é "uma mulher realizada" e que tudo o que passou "valeu a pena". Apesar de não ter usufruído de uma gestação em pleno, a responsável da APF sente-se satisfeita por poder "desfrutar integralmente da maternidade".

Infertilidade tende a aumentar

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), um casal é considerado infértil quando não alcança a gravidez desejada ao fim de um ano de vida sexual contínua sem métodos contraceptivos. "Esta é a explicação de base, embora, em muitas situações clínicas, não seja necessário aguardar este período, porque o diagnóstico aponta um factor impeditivo de gravidez", explica o Prof. João Silva Carvalho, presidente da Sociedade Portuguesa de Medicina da Reprodução (SPMR).

As causas que impedem uma gravidez podem radicar em qualquer um dos membros do casal. "Na mulher, as disfunções endócrinas, do sistema hormonal, os problemas nas trompas e no útero e as infecções transmitidas sexualmente estão entre as principais causas de infertilidade", adianta o especialista. E acrescenta que, no homem, "os factores genéticos ou tóxicos" contribuem para a perda de quantidade e qualidade dos espermatozóides.

Por motivos de ordem profissional e económica, muitas mulheres adiam a decisão de ter filhos para mais tarde, normalmente depois dos 30 anos. Com esta situação, diz João Silva Carvalho, as hipóteses de engravidar vão sendo mais escassas à medida que a idade avança. "A menopausa é a barreira absoluta a partir da qual há um declínio da fertilidade feminina, porque os ovários deixam de funcionar, embora, a partir dos 45 anos, já haja mais dificuldades em engravidar". O mesmo não acontece com o homem, porque "o aumento da idade não prejudica a fertilidade masculina".

Acontece que devido ao estilo de vida actual e à degradação das condições ambientais, "a qualidade dos óvulos e espermatozóides tem sofrido um decréscimo progressivo". E tal situação estará na base do aumento de casos de infertilidade nos próximos anos, segundo a perspectiva do presidente da SPMR.

Tratamentos para corrigir a infertilidade

Antes de se avançar para as técnicas de procriação medicamente assistida (PMA), o primeiro recurso, segundo João Silva Carvalho, são os tratamentos farmacológicos. "Há medicamentos que corrigem as disfunções endócrinas as infecções." Estas disfunções, que em muitos casos se relacionam com a actividade ovárica ou da tiróide, "prejudicam a qualidade da ovulação". Mas, tratando-se de um bloqueio nas trompas ou alguma anomalia do útero, pode, ainda, recorrer-se à cirurgia minimamente invasiva.


Quando estes procedimentos não funcionam, o casal pode recorrer aos hospitais públicos ou ao sector privado para iniciarem os tratamentos de PMA. Estão, actualmente, regulamentadas três técnicas de PMA: inseminação intra-uterina, fecundação in vitro e micro-injecção citoplasmática.

A inseminação intra-uterina é um processo que decorrer in vivo, ou seja, dentro do corpo da mulher. Para se obter bons resultados, faz-se a "estimulação ovárica" e, na altura da ovulação, o concentrado de espermatozóides, recolhido previamente, é colocado no útero da mulher. "Com esta técnica o objectivo é aproximar os dois gâmetas (óvulos e espermatozóides), favorecendo a fecundação", explica o especialista.

Quando existe uma obstrução das trompas de Falópio, a fertilização é desenvolvida in vitro. "Estimulamos os ovários da mulher, recolhemos os espermatozóides do marido e, em laboratório, juntamos os gâmetas feminino e masculino. Após a fecundação, é retirado o embrião e transferido para o útero materno."

Perante um factor de infertilidade masculina, em que os espermatozóides não conseguem fecundar o óvulo, a técnica de micro-injecção citoplasmática (ICSI) é, à semelhança da fertilização in vitro, desenvolvida em laboratório. "Com o auxílio de um microscópio, introduz-se o espermatozóide no interior do óvulo para ocorrer a fecundação."

Estado apoia casais inférteis

Foi recentemente anunciado por parte do Ministério da Saúde o aumento da comparticipação de 37 para 69% dos medicamentos para a infertilidade, particularmente aqueles que são usados na PMA. Esta medida, já publicada em Diário da República, entra em vigor a partir do dia 1 de Junho e permitirá aliviar os encargos dos casais que tentam ter um filho.

Até agora, as técnicas de PMA são totalmente gratuitas para os casais, dentro das unidades estatais com Serviço de Medicina da Reprodução. Para acederem aos hospitais públicos, o casal tem de ser encaminhado pelo seu médico de família. Com esta referenciação do médico do centro de saúde, o casal entra numa lista de espera.

Em Portugal Continental, existem nove unidades com Serviço de Medicina da Reprodução: Centro Hospitalar de Gaia, Hospital de S. João, Hospital de Santo António e Maternidade Júlio Dinis, as três a funcionarem no Porto, Hospital Nossa Senhora de Oliveira, em Guimarães, Hospital de S. Teotónio, em Viseu, Hospitais da Universidade de Coimbra, Hospital de Santa Maria e Maternidade Alfredo da Costa, ambos em Lisboa.

A sul de Lisboa e nas Ilhas não existe nenhuma unidade pública com Serviço de Medicina da Reprodução em funcionamento. Mas está previsto que esta situação seja revista e que, em breve, alguns hospitais disponibilizem consultas de diagnóstico para os utentes inférteis.»

Fonte: Medicos de Portugal
Link:http://medicosdeportugal.saude.sapo.pt/action/2/cnt_id/2734/?textpage=2

terça-feira, 21 de julho de 2009

Mais de 60 portuguesas tiveram filhos depois dos 50


«Mais de 60 portuguesas tiveram filhos depois dos 50

No ano passado, apenas três portuguesas foram mães com 50 ou mais anos de idade, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE). No ano anterior, tinha havido quatro mães pós-50 e, em 2006, seis. Mas o recorde foi batido em 2000, ano em que nasceram 16 bebés de mulheres com meio século ou mais de vida. Tudo somado, Portugal registou, nos últimos oito anos, 63 mulheres que foram mães depois de dobrada a curva dos 50.

Curiosamente - apesar de a esperança média de vida das mulheres já passar dos 81 anos -, uma mulher acima dos 35 anos é considerada idosa para efeitos de gestação. "Chamamos idosas a estas mães, porque, a partir dos 35, a gravidez acarreta mais riscos e requer mais vigilância", precisa a alta-comissária da Saúde, Maria do Céu Machado.

Ao engravidarem mais tarde, as mulheres ficam mais propensas a infecções, diabetes e hipertensão. Não à toa, é a partir dos 35 anos que a amniocentese se torna obrigatória. A infertilidade também é maior nestas idades. E, com o aumento dos tratamentos para a combater, aumentam também os partos gemelares e, consequentemente, o risco de prematuridade. No ano passado, os nascimentos prematuros representaram nove por cento dos partos. Entre 2001 e 2008, os partos protagonizados por mães com 35 e mais anos de idade aumentaram de 14 para 19,3 por cento.

Do total de 104.675 crianças nascidas no ano passado, 3095 foram-no de mães entre os 40 e os 44 anos. Ainda em 2008, nasceram 162 crianças de mães entre os 45 e os 49 anos. Por outro lado, a idade média da mulher ao nascimento do primeiro filho fixou-se no ano passado nos 28,4 anos - era de 26,5 em 2000.

"A meta de diminuição das mães com mais de 35 anos já não constará no próximo plano nacional de saúde para 2011 e 2016", referiu Maria do Céu Machado, para quem "não é possível travar a tendência que leva a que as mulheres adiem o projecto de ser mães".»

Fonte:Público
Link:http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1392375

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Laptops no colo podem prejudicar a fertilidade masculina


«Patrícia Zwipp
Getty Images

Usar o computador no colo pode causar problemas de infertilidade nos homensEnquete
Você costuma usar o laptop no colo?

A tecnologia está mais do que presente na vida das pessoas. O laptop, por exemplo, tem conquistado espaço e já se tornou, para alguns, item praticamente indispensável. No entanto, o uso excessivo do aparelho pode causar impacto na fertilidade dos homens, de acordo com Suzanne Kavic, especialista em reprodução da Loyola University Health System, em Chicago, Estados Unidos.

O problema está em utilizá-lo sobre o colo. "Laptops estão se tornando cada vez mais comum entre os homens jovens. No entanto, o calor gerado por eles pode ter um impacto na produção e desenvolvimento do esperma", garantiu ao site Science Daily.

Mas, calma. Não precisa abandonar a praticidade do notebook por conta do sonho de ser pai. A dica de Suzanne para prevenir danos é colocá-lo sempre em cima de uma mesa.

Outros hábitos que devem ser riscados da lista para proteger a fertilidade dos homens são banhos de banheira com água quente, ejaculação frequente, perda ou ganho excessivo de peso, exercícios que possam causar calor ou trauma na região genital, fumar, usar drogas e consumir bebidas alcoólicas em excesso.

Aposte em exercícios moderados (uma hora por dia, de três a cinco vezes durante a semana); alimente-se bem; durma oito horas diariamente; limite a cafeína a, no máximo, duas xícaras por dia; e procure atividades que diminuam o estresse.

Entre os problemas que levam à infertilidade masculina estão infecções sexualmente transmissíveis, alguns remédios para depressão ou doenças cardíacas, lesões genitais, distúrbios hormonais e disfunção erétil. "Um exame físico anual combinado com um estilo de vida saudável pode deixar mais fácil se tornar um pai quando for a hora certa", finaliza.
Especial para Terra»

Fonte:Terra.com
Link:http://beleza.terra.com.br/homem/interna/0,,OI3851334-EI7591,00-Laptops+no+colo+podem+prejudicar+a+fertilidade+masculina.html

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Há 900 casais à espera de tratamento de infertilidade


«Norte 66% aguardam até meio ano. Hospital de Gaia abre novas instalações para melhorar oferta
2009-07-02
INÊS SCHRECK
No Norte há 900 casais à espera de tratamentos de infertilidade. O número poderá começar a recuar hoje com a abertura das novas instalações do Centro de Procriação Medicamente Assistida do Centro Hospitalar de Gaia.

Chama-se Unidade de Medicina da Reprodução Drª Ingeborg Chaves, custou 1,5 milhões de euros, e vai dar continuidade à actividade desenvolvida no hospital desde 1993. O trabalho que se realizava em 40 metros quadrados (m2) e "em muito más condições" passa a ser feito numa área quase seis vezes maior (230 m2). As novas instalações vão dar resposta aos utentes de Gaia, mas também aos casais provenientes do Centro Hospitalar Tâmega e Sousa e do Hospital de S. Sebastião.

Dos 320 ciclos de Procriação Medicamente Assistida (fertilização in vitro e injecção intra-citoplasmática de espermatozóides) realizados em 2008, a unidade de Gaia deverá passar este ano para os 416 ciclos. No próximo ano, estima-se que atinja os 518.

Segundo a Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte, dos 900 casais que esperam concretizar o sonho de terem um filho, 12% não são do Norte, mas foi na região que procuraram ajuda. Do total, 66% aguardam há menos de seis meses por um tratamento de segunda linha, 34% entre seis e 12 meses, mas ninguém espera mais de um ano. A legislação determina que em caso de espera superior a 12 meses, os casais sejam encaminhados para o sector privado.

"O quadro não era assim tão negro", refere Fernando Araújo, vice-presidente da ARS/Norte. Não há dados de anos anteriores para analisar a evolução da lista de espera. De acordo com a lei, no Norte ainda não há necessidade de enviar doentes para o privado, mas para acautelar o futuro a ARS/Norte celebra hoje protocolos com quatro centros de Procriação Medicamente Assistida privados (Centro de Genética de Reprodução Prof. Alberto Barros; Centro de Medicina de Reprodução de Braga; Clínica Obstétrica e Ginecológica de Espinho e Centro de Estudo e Tratamento da Infertilidade do Porto).

É suposto que os investimentos e as medidas tomadas façam recuar a espera, mas não é garantido. "É expectável que a lista reduza, mas com o aumento da oferta também pode aumentar a procura", perspectiva o "vice" da ARSN.

A aposta do Ministério da Saúde no tratamento da infertilidade traduziu-se, na região Norte, em investimentos de 2,7 milhões de euros, aplicados em obras e equipamentos. Além disso, foram contratualizados com os hospitais ciclos de tratamentos, o que deverá funcionar como "um estímulo" para aumentar a produção. Espera-se que, no segundo semestre deste ano, as induções da ovulação aumentem 100% em relação a 2008, as inseminações intra-uterinas cresçam 21% e os ciclos de fertilização in vitro 39%.

Por outro lado, foi dada formação a 182 médicos de Medicina Geral e Familiar e foram celebrados acordos com hospitais para que o médico de família possa solicitar um exame num hospital referenciado. "Isto evita a duplicação de exames. O que acontecia era que o doente fazia-os fora e depois repetia-os no hospital", esclarece Fernando Araújo.

No Porto, há quatro centros públicos de Procriação Medicamente Assistida (Hospital de S. João, Centro Hospitalar de Gaia e Espinho, Centro Hospitalar do Porto, Centro Hospitalar do Alto Ave. Destes apenas o S. João está autorizado a funcionar pelo Ministério da Saúde. Dos cinco privados, só um aguarda autorização. "Até Setembro estarão todos autorizados", garantiu Fernando Araújo, lembrando que a lei estipula como data limite Março de 2010. Porém, todos são certificados ou estão em fase de certificação por entidades externas. »

Fonte:JN
Link:http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Porto&Concelho=Vila%20Nova%20de%20Gaia&Option=Interior&content_id=1287384

Transplante de ovário permite nascimento e bebê


«Médicos franceses tiveram sucesso na gravidez de uma mulher que teve seu tecido do ovário retirado antes de começar tratamento para anemia do tipo falciforme. A mulher, que não teve o nome revelado, deu à luz a uma garotinha no dia 22 de junho, depois de ter seu tecido ovariano transplantado de volta.

A mulher tinha anemia falciforme, e precisava de medicamentos para se preparar para um transplante de medula óssea, então médicos removeram e preservaram os tecidos do ovário dela – o que causou uma menopausa induzida durante dois anos. A equipe do médico Pascal Piver transplantou dez pequenos pedaços dos tecidos, e depois de três dias transplantou o resto. A ideia por trás do processo com dois passos é melhorar o crescimento de novos vasos sanguíneos.

Momento da ovulação é fotografado pela primeira vez
A mulher engravidou sem a necessidade de fertilização artificial, de acordo com um relatório apresentado pela equipe de Piver. Os médico também afirmam que outra paciente, que tinha uma doença nos vasos sanguíneos e precisou de medicação imunossupressora fez o mesmo procedimento e está grávida.

Congelamento rápido

Outra equipe de pesquisadores afirma ter descoberto que a melhor maneira de congelar os tecidos dos ovários de mulheres com câncer é congelando-os rapidamente – e não lentamente, como é o procedimento mais comum.

A descoberta foi deita depois de um estudo com 15 jovens mulheres com câncer que tiveram os ovários removidos. Algumas das pacientes tiveram os ovários rapidamente congelados e outros ovários foram congelados com o procedimento padrão. Para comparação, os pesquisadores também estudaram nove mulheres que tiveram transplante de tecidos ovarianos frescos de gêmeas idênticas.

O resultado foi que os óvulos congelados imediatamente se mostraram tão viáveis quanto os óvulos dos tecidos frescos, e os dois métodos foram mais eficientes que o método de congelamento lento.

Estes exemplos não são os primeiros transplantes ovarianos conhecidos: em 2004, pesquisadores holandeses conseguiram transplantar o ovário de uma mulher de 29 anos no braço dela, depois que ela recebeu tratamento para câncer cervical. O braço foi utilizado por ser um lugar de fácil acesso, e se ela quisesse engravidar, os óvulos seriam fertilizados por processos artificiais.

Em 2005, uma mulher infértil de 24 anos deu à luz depois de receber um transplanta de tecidos de sua irmã gêmea. A Sociedade Americana do Câncer, localizada nos Estados Unidos, alerta que o modo mais comum e bem-sucedido de preservar a fertilidade em pacientes de câncer é congelar os embriões concebidos através da fertilização in vitro, utilizando óvulos da mulher. O congelamento de tecidos ovarianos ainda é uma opção experimental. [WebMD]»

Fonte:hypescience.com
Link:http://hypescience.com/672721-transplante-de-ovario-permite-nascimento-e-bebe/

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Sexo diário mantém o esperma saudável


«Fazer sexo todos os dias ajuda a melhorar a qualidade do esperma e é recomendável a casais que estão tentando engravidar, de acordo com um novo estudo. Existe há muito um debate entre médicos sobre qual seria a melhor forma de aumentar as chances de gravidez – evitar o sexo ou não. Este novo estudo, de um centro australiano de tratamentos contra a infertilidade e tratamentos de fertilização in vitro, mostra que a abstinência não é a abordagem correta contra o problema.

David Greening, médico do instituto, estudou 118 homens com o DNA do esperma danificado acima da taxa considerada normal e descobriu que a qualidade do esperma aumentou significativamente quando eles ejacularam diariamente durante sete dias. Na média, o índice de fragmentação do DNA – uma medida dos danos no esperma – caiu de 34% a 26% depois do experimento. O sexo frequente diminui o volume do sêmen, mas para a maior parte dos homens, isso não é um problema.

“Podemos concluir que casais que tenham um parâmetro de sêmen normal deveriam fazer sexo diariamente por mais de uma semana antes da data da ovulação”, afirma Greening. “No caso da reprodução assistida, este tratamento simples pode ajudar a aumentar a qualidade do esperma e conseguir a gravidez”, completa.

De acordo com Greening, é provável que a ejaculação freqüente melhore a qualidade do esperma por diminuir o tempo que ele é exposto a moléculas potencialmente prejudiciais. [MSNBC]»

Fonte:hypescience.com
Link:http://hypescience.com/sexo-diario-mantem-o-esperma-saudavel/

terça-feira, 7 de julho de 2009

"Curtas" SEXO FAZ BEM PARA O SEXO


«SEXO FAZ BEM PARA O SEXO
Fazer sexo todos os dias pode melhorar a qualidade do esperma. A conclusão é de um estudo australiano que analisou 118 homens com problemas de infertilidade - 80% deles apresentaram melhora depois de uma semana na qual fizeram sexo duas vezes ao dia.»

Fonte:Terra.com
Link:http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2069/a-bicicleta-e-a-fertilidade-143307-1.htm

A bicicleta e a fertilidade


«Aviso aos adeptos do ciclismo:

pesquisadores espanhóis divulgaram que a qualidade do esperma cai drasticamente nos homens que fazem uso regular da bicicleta como prática esportiva - apenas 4% dos espermatozoides ficam vivos em quem pedala, por exemplo, 300 quilômetros por semana. Segundo especialistas da European Society of Human Reproduction and Embryology, os ciclistas deveriam considerar a possibilidade de "congelar esperma", caso queiram ter filhos. O alerta, no entanto, é somente para os profissionais. Quem se vale da bicicleta, por exemplo, para ir ao trabalho ou passear nos fins de semana pode ficar tranquilo. »

Fonte:Terra.com
Link:http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2069/a-bicicleta-e-a-fertilidade-143307-1.htm

terça-feira, 23 de junho de 2009

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Dieta rica em antioxidantes pode melhorar fertilidade do homem, diz estudo


«Uma baixa ingestão de frutas, legumes e verduras pode levar à baixa capacidade reprodutiva do homem, segundo estudo realizado na Espanha. Cientistas das Universidades de Múrcia e de Alicante concluíram que a presença dos chamados antioxidantes nestes alimentos melhoram a qualidade do sêmen, afetando positivamente os parâmetros de concentração de espermatozoides, e ainda sua morfologia e sua mobilidade.

Ao mesmo tempo, uma dieta à base de alimentos mais gordurosos pode produzir um efeito negativo na fertilidade masculina.

"Um estudo anterior nosso mostrou que homens que comem muita carne e laticínios gordurosos têm uma qualidade de sêmen inferior à dos que consomem mais frutas, legumes e laticínios desnatados", explicou Jaime Mendiola, da Universidade de Múrcia e principal autor da pesquisa, publicada na revista especializada Fertility and Sterility, da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva.

Suplementos
Para o atual estudo, os cientistas analisaram 61 voluntários - 30 deles com problemas reprodutivos e os demais como grupo de controle.

"Observamos que nos casais com problemas de fertilidade que chegavam à clínica, os homens com melhor qualidade seminal consumiam mais verduras e frutas - portanto mais vitaminas, ácido fólico e fibras, e menos proteínas e gorduras - do que os homens com baixa qualidade do sêmen", afirmou Mandiola.

O pesquisador admitiu, no entanto, que sua equipe ainda não chegou a uma conclusão sobre se seria suficiente para um homem com problemas de fertilidade ingerir suplementos vitamínicos, em vez de aumentar o consumo de legumes e frutas.

"Vamos realizar um estudo nos Estados Unidos, onde o consumo de suplementos é muito comum, para avaliarmos este aspecto", disse Mandiola.

Os antioxidantes são um dos grandes chamarizes das indústrias de cosméticos e suplementos alimentares, que alegam que essas substâncias têm a propriedade de combater os chamados radicais livres, moléculas de oxigênio altamente reativas que circulam pelo organismo e provocariam o envelhecimento celular.

Em queda
Cada vez mais estudos científicos indicam que a qualidade do sêmen humano e da fecundidade masculina vêm caindo nas últimas décadas.

Uma pesquisa realizada com homens europeus entre 2001 e 2008, pelo Instituto Valenciano de Infertilidade, os portugueses ocuparam o primeiro lugar da lista de qualidade do sêmen e sua capacidade de conceber um feto, seguido dos espanhóis.

Nos países do norte da Europa, como na Escandinávia, cerca de 40% dos jovens apresentam uma qualidade de sêmen inferior à recomendável para ser fértil.

"Os especialistas dinamarqueses estão estudando o assunto porque esses números são preocupantes", explicou Mandiola. "Os hábitos de vida podem estar muito relacionados com a qualidade do esperma e com os parâmetros da fertilidade em humanos."
O pesquisador lembra ainda que a comunidade médica tem feito um esforço para aconselhar mulheres grávidas a evitarem a exposição a agentes tóxicos, que poderiam afetar a fertilidade do bebê na idade adulta. »

Fonte:Ultimo Segundo
Link:http://ultimosegundo.ig.com.br/bbc/2009/06/12/dieta+rica+em+antioxidantes+pode+melhorar+fertilidade+do+homem+diz+estudo+6691909.html

sexta-feira, 8 de maio de 2009

"Quero Ser Mãe" celebra as 300 mil portuguesas que sofrem de infertilidade


« Por Ana Maria Henriques

Para celebrar o Dia da Mãe, a Associação Portuguesa de Fertilidade lança projecto online "Quero Ser Mãe", dirigido às mulheres portuguesas que ainda não têm filhos.

No Dia da Mãe, a Associação Portuguesa de Fertilidade (APF) aposta no lançamento do "Quero Ser Mãe", um projecto voltado para as mulheres portuguesas que não são mães por ainda não terem conseguido engravidar.

O projecto, que assume a forma de uma página web, pretende dar voz às cerca de 300 mil mulheres portuguesas que sofrem de infertilidade. Nesta que pretende ser "a maior sondagem online dirigida a futuras mães", a pergunta na qual a APF aposta para aferir o estado da infertilidade em Portugal é: "O que dirá ao seu filho quando o vir pela primeira vez?".

A vice-presidente da APF, Filomena Gonçalves, destaca o papel da associação na "sensibilização da população em geral para os problemas da fertilidade", bem como no diagnóstico. O objectivo passa por querer "saber um pouco o percurso dos doentes e das pessoas que respondem a este questionário", para que a APF possa "actuar sobre a problemática", conta ao JPN.

"Nós sabemos que, muitas vezes, o diagnóstico é tardio, e é importante que estes doentes sejam seguidos de uma forma mais célere", para que consigam ser mães e pais, realça Filomena Gonçalves. Em Portugal, a infertilidade atinge entre a 15 a 20% da população em idade reprodutiva, o que corresponde a cerca de 290 mil casais.
"Quero Ser Pai" excedeu as expectativas

A 19 de Março, a APF lançou o site "Quero Ser Pai", dirigido aos homens portugueses que também sofrem de problemas de infertilidade. Filomena Gonçalves confessa que as "expectativas relativamente às visitas do site foram excedidas", já que o número de visitas ao site foi "bom", com "cerca de 1200 questionários completamente preenchidos".

Ao JPN, a vice-presidente da associação adiantou que existe "uma acção especial preparada para o Dia da Criança", bem como uma "caminhada e um mega encontro de doentes no Porto", a acontecer a 12 de Junho, no Dia da Fertilidade. O propósito destas acções de sensibilização e informação é "alertar para os problemas de fertilidade".»

Fonte:JPN
Link:http://jpn.icicom.up.pt/2009/05/03/quero_ser_mae_celebra_as_300_mil_portuguesas_que_sofrem_de_infertilidade_.html

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Dia das Mães x Infertilidade


«O desafio de não deixar o sonho morrer

Enfim, maio... E percebemos novamente o tom melancólico no discurso das mulheres que “batalharam” pelo objetivo de ter um filho: “Mais um Dia das Mães chega e o bebê não veio!”. Em meio aos muitos pensamentos, questionamentos também surgem: “Quando ele virá ?” ; “O que acontece comigo que não engravido?”; “Será que engravidarei um dia ?”; “E se isso não ocorrer ?”.

Essas são algumas das perguntas sem respostas que as mulheres que lidam com essa dificuldade se fazem repetidamente. Percebemos pela prática clínica, que quanto maior o tempo de infertilidade, menores as esperanças de ver o sonho realizado um dia. É como se o sonho da maternidade fosse ficando cada vez mais distante, ao perceberem que tanto tempo se passou e nada ocorreu.

A vivência de frustração e tristeza provocada pela infertilidade costuma se intensificar nessa época e, em decorrência desses sentimentos, percebemos uma tendência a um certo negativismo, prevalecendo o pensamento de que nada dará certo.

A infertilidade fragiliza a mulher, mexendo com sua auto-estima e fazendo com que ela acredite que não é capaz de ser mãe, em função dos diversos “nãos” de cada mês. Desta forma, a crença interna nesta incapacidade de gerar pode dificultar ainda mais a gravidez, uma vez que esta mulher escreve no seu psiquismo um “não”, no lugar de um “sim”, para o filho. Um exemplo claro do que é dizer “sim” para si mesma são as gravidezes que ocorrem de forma espontânea, depois da conquista do primeiro bebê, após várias tentativas de tratamento, ou após a adoção.

Assim, acreditamos que um dos grandes desafios para a mulher que apresenta dificuldades para engravidar é continuar acreditando que ela pode ser mãe, seja pela via natural ou através de outros caminhos que ela siga para chegar ao seu objetivo.

O trabalho interno, visando melhorar a auto-estima, ajuda no enfrentamento desse processo, pois é preciso valorizar as conquistas já obtidas na vida, enquanto se espera pelo filho. Ao se dar conta de tudo o que já realizou, a mulher pode construir uma auto-imagem de pessoa mais forte e que pode lidar com dificuldades.

Casais que vivenciam muitos anos de infertilidade até a chegada do filho precisam, para se manterem estruturados, de outras fontes de investimentos (trabalho, cursos, negócios, lazer), de onde possam colher resultados, enquanto o bebê não vem. Para muitos, a religiosidade, a fé e a troca de experiências com pessoas que vivenciam um problema semelhante ajudam a manter a crença interna de que o filho, em algum momento, será um sonho tangível.

Enquanto o seu Dia das Mães não chega, é preciso cultivar a esperança, pois ela é o elemento que impulsiona a realização do sonho.

Por Luciana Leis. A autora é psicóloga, especializada no atendimento a casais que enfrentam problemas de fertilidade.


Márcia Wirth»

Fonte:adjorisc
Link:http://www.adjorisc.com.br/jornais/obarrigaverde/noticias/index.phtml?id_conteudo=191961

terça-feira, 21 de abril de 2009

Portugal carece de especialistas em medicina reprodutiva Problema afecta casais inférteis


« Os mais de 2 800 casais inférteis em lista de espera estão a ver o seu atendimento atrasado devido à falta de obstetras portugueses especializados em medicina reprodutiva.

Portugal carece de ginecologistas/obstetras, tendo menos 350 a 400 especialistas do que necessita, refere o Diário de Notícias.

O problema dificulta o acesso dos casais aos tratamentos e obriga à contratação no estrangeiro.

«Se nos próximos cinco anos não entrarem, pelo menos, 350 obstetras no mercado podemos ficar numa situação de ruptura», admitiu o presidente do colégio especialista, Luís Graça, citado pelo jornal.

De acordo com o responsável, estão no activo pouco mais de 600 médicos da especialidade e a situação deverá agravar com as aposentações que se avizinham.

O centro de procriação medicamente assistida da Maternidade Alfredo da Costa (MAC), agora remodelado, não está a funcionar em pleno devido à falta de especialistas. Os 850 casais que se encontram na lista de espera do centro vêem assim os seus tratamentos atrasados.

Para o director da MAC, Jorge Branco, a carência de especialistas na urgência de obstetrícia começa a ser drástica, sobretudo, nos meses de Julho, Agosto e Setembro.»

Fonte:Fábrica de Conteúdos
Link:http://www.fabricadeconteudos.com/?lop=artigo&op=d3d9446802a44259755d38e6d163e820&id=5bac8691257e5d3f4794769e4044b36f