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sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Parto humanizado é opção de gestante que quer maior contato com bebê


«Karina Gomes

Após 12 horas de trabalho de parto, Tereza Cristina de Araújo, 33, estava exausta. O planejado era Isabela nascer em casa, mas a menina que hoje tem 5 anos, veio já na 34ª semana de gestação. “Senti as contrações e, como ela era prematura, teve que nascer no hospital. Mas o parto não deixou de ser normal”, disse.

Na sala de parto do Hospital Santa Catarina, em São Paulo, Cristina tentou várias posições para dar à luz o bebê esperado. No limite do cansaço, sua doula, acompanhante de gestantes que oferece apoio físico e emocional no pré e pós-parto, aconselhou: “vamos ao banheiro. Ficar embaixo do chuveiro vai ajudar na dilatação”. Sozinhas, Ana Cristina Duarte tentava acalmar a gestante recomendando que fizesse exercícios de respiração, enquanto a água quente que caia sobre seu corpo a ajudava a relaxar e acelerar o trabalho de parto.

“Lá, eu fiquei mais tranquila. A Cris me falou, ‘vai, você vai conseguir’. Fiz mais uma força e a cabeça da nenê saiu! Depois disso, os médicos entraram e puxaram minha filha. Ela nasceu ali mesmo, no banheiro do Hospital Santa Catarina! Meu marido cortou o cordão umbilical e a Isabela já ficou no meu colo. Foi muito emocionante”, contou.

A experiência de Tereza reproduz o parto humanizado. “O bebê nasce e já tem um contato imediato com a mãe, e o pai corta o cordão umbilical para já ter o sentimento de vínculo paterno”, explicou a chefe de ginecologia e obstetrícia do Centro de Parto Normal do Hospital de Itapecerica da Serra, Sheila Aparecida da Rocha. “Durante o parto, a gente deixa a paciente escolher a posição mais confortável para que o parto aconteça da forma mais natural. O bebê só é examinado pelo neonatologista após a primeira interação entre mãe e filho. Ele é amamentado e após uma hora de vida recebe medicação e vacinação”.

De acordo com o coordenador da equipe de obstetrícia do Hospital Santa Catarina, Eduardo Watanabe, os partos humanizados são recomendados pela OMS (Organização Mundial da Saúde). “É mais vantajoso para o bebê. Mais de 90% dos partos podem ocorrer em casa e 10% complicam de alguma forma e precisam de intervenção cirúrgica”, disse.

“Nesse tipo de parto, nós temos que assumir as etapas e não passar tudo para o médico. Optei pelo parto natural por causa dos benefícios para o bebê, que me encantaram. Enfrentei meus medos para fazer o bem para o meu filho”, disse Alexandra Swerts Leandro, 37, produtora cultural, grávida de seis meses do segundo filho. O primeiro, Felipe, de dois anos, nasceu após quatro horas de trabalho de parto normal.

A doula de Alexandra, Cristina Palzano Guimarães, 43, fisioterapeuta, explica o seu trabalho. “A doula deve ajudar a gestante a relaxar, com palavras de incentivo e exercícios físicos. Rebolar sobre a bola ajuda a encaixar o bebê. A massagem e bolsa de água quente ajudam a aliviar a dor e a água quente do chuveiro acelera o trabalho de parto”, disse. Para Cristina um dos partos mais emocionantes foi de uma gestante com deficiência visual. “Me sensibilizou muito, porque para ela era muito importante sentir o bebê sobre o seu colo”, contou.

Na maternidade do Hospital Universitário da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), que completou 14 anos neste sábado, já foram realizados 22.262 partos normais. “Nós procuramos o resgate da humanização do parto para a mulher ser protagonista do processo. Ela faz o próprio parto”, explicou Eli Camargo Siebert, chefe do serviço de obstetrícia da maternidade. “Também usamos métodos não-farmacológicos para aliviar a dor, como a bola embaixo do chuveiro e massagem [veja na foto acima]”.

Nos últimos três meses de gestação, o casal tem acompanhamento da equipe e faz visitas à unidade para se familiarizar com o ambiente. “Nesse período, o casal faz um cronograma e o planejamento de parto. Fazemos encontro de casais grávidos e depois há encontros dos pais e os bebês que nasceram aqui na maternidade”, disse Siebert. “O pai pode acompanhar o parto e a participação dele é muito emocionante para toda a equipe”.

Casas de parto

Em São Paulo, hospitais estaduais têm unidades anexas integrados ao SUS (Sistema Único de Saúde) para a realização de partos humanizados, chamadas casas de parto. Na Casa de Maria, anexa ao Hospital Santa Marcelina, no Itaim Paulista, são realizados em média 30 a 40 partos por mês. “A procura é baixa por falta de divulgação e pouca cultura de parto normal entre os profissionais de saúde”, afirmou o diretor técnico de obstetrícia, Marcos Wmawo.

Com base no modelo das casas de parto da Europa, Canadá e Japão, a Casa de Maria foi estruturada para que a mulher participar do parto e a família estar presente. De acordo com Wmawo, as pacientes são mulheres de classe média alta, bem informadas e com acesso à Internet. As equipes são formadas por enfermeiras obstetrícias, neonatologistas e pediatras.

As gestantes atendidas nas casas de parto são saudáveis e não apresentam fator de risco durante a gravidez. “A questão que envolve as casas de parto é a segurança, por isso muitas estão associadas ao hospital”, disse Eduardo Watanabe, obstetra do Hospital Santa Catarina. No Brasil, há resistência ao parto normal por um problema cultural”, explicou.

“A equipe está preparada para lidar com complicações médicas. A transferência para o hospital é questão de minutos”, afirmou Marcos Wmawo, da Casa de Maria. “A cultura da cesárea existe por comodidade. Muitas pacientes não questionam seus médicos se, de fato, não há a possibilidade de fazer parto normal”.

Rede particular

Os hospitais privados estão se adaptando para realizar partos humanizados. Os hospitais Santa Catarina, Albert Einstein, São Luís e ProMatre, todos em São Paulo, criaram salas adaptadas. “O aspecto da sala procura mimetizar o ambiente doméstico e se afasta do ambiente de uma sala cirúrgica. A iluminação é mais baixa e, no banheiro, tem uma banheira de hidromassagem”, explicou Watanabe. “O casal faz o planejamento do parto. A gestante pode estar acompanhada de uma doula desde que o hospital autorize”.

Mas as mães que não podem ter o bebê por parto normal, pode marcar uma cesárea natural. “Apesar de ser no centro cirúrgico, o ambiente da sala é mais humanizado, com música estilo new wave e iluminação baixa. Assim que nasce, o bebê fica no colo da mãe para ser amamentado e depois é colocado em um balde água aquecida com toda a equipe em silêncio para lembrar a vida uterina”.»

Fonte:Eband
Link:http://www.band.com.br/jornalismo/saude/conteudo.asp?ID=210237

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Cada vez mais cesarianas em Portugal

«O número de partos por este meio está nos 36%.

Ao contrário das expectativas, há cada vez mais cesarianas em Portugal. É um dos dados do Plano Nacional de Saúde que estabelece metas até 2010.

O plano estabelecia um máximo de 25% de crianças nascidas desta forma, mas o número está nos 36%. Em declarações à Rádio Renascença, a Alta Comissária da Saúde diz que é um dado preocupante.

Ainda em relação ao Plano Nacional de Saúde, há outros indicadores também negativos, como o do aumento do número de bebés prematuros e o consumo de antidepressivos e ansiolíticos, que, em vez de diminuir, subiu e muito.»

Fonte:TVI
Link:http://www.tvi.iol.pt/informacao/noticia.php?id=1041527

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Atrasar corte do cordão umbilical previne anemia em bebês


«Esperar um pouco pode aumentar os estoques de ferro e prevenir anemia nos recém-nascidos


Cortar o cordão umbilical assim que o bebê nasce é a conduta mais adotada na maioria das maternidades do país. Mas novos estudos sugerem que esperar um pouco pode aumentar os estoques de ferro e prevenir anemia nos recém-nascidos.

Pesquisa publicada nos "Cadernos de Saúde Pública", da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), comprovou o benefício. Foram acompanhados 224 partos: em 109 deles, foi feito o clampeamento (corte) imediato; em 115, esperou-se um minuto. Três meses após o parto, os bebês submetidos ao corte tardio tiveram um nível maior de ferritina (indicador da quantidade de ferro).

Bebê no berçário do Hospital e Maternidade Interlagos, que permite que os próprios médicos decidam quando cortar o cordão umbilical
Bebê no berçário do Hospital e Maternidade Interlagos, que permite que os próprios médicos decidam quando cortar o cordão umbilical

Isso ocorre porque, quando o cordão não é cortado imediatamente, o bebê recebe mais sangue da mãe. "Trata-se de uma das estratégias da Organização Mundial da Saúde para prevenir a anemia, um problema grande no primeiro ano de vida", diz a pediatra Jucille Meneses, vice-presidente do departamento científico de neonatologia da SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria).

Em 2007, uma revisão de estudos publicada no "Jama" (periódico da associação médica americana) concluiu que o corte tardio é melhor para o bebê.

Segundo a autora do estudo brasileiro, a pediatra Sônia Venâncio, do Instituto de Saúde da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, trata-se do primeiro trabalho nacional a fazer essa comparação. "Havia referências internacionais e quis ver se achávamos os mesmos resultados aqui", diz ela, que agora consolida os dados dos bebês aos seis meses.

Venâncio optou pelo tempo de um minuto para conseguir a adesão da equipe da maternidade. "Mesmo com essa intervenção menos radical houve diferença no estoque de ferro."

Polêmica

A questão, porém, não é consensual. Especialistas afirmam que o fato de o bebê receber mais sangue aumenta o risco de ele ter policitemia (excesso de glóbulos vermelhos) e icterícia (coloração amarela gerada por excesso de bilirrubina).

Para Eduardo Cordioli, obstetra e coordenador médico da maternidade do hospital Albert Einstein, o corte precoce é mais seguro. "Quando o bebê recebe muito sangue, não dá conta. Vários trabalhos mostram que ele precisa fazer mais fototerapia [para icterícia]. Acho perigoso abrir mão da segurança."

Ele diz que o tema é controverso. "A gente deixa alguns segundos, limpa, corta com calma. Acho saudável esperar um pouco, mas com bom senso."

No estudo de Venâncio, não houve diferença significativa no índice de problemas como icterícia entre os dois grupos.

Para a pediatra Ana Lúcia Goulart, chefe da disciplina de pediatria neonatal da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), a intervenção é pouco efetiva. "O aporte maior de ferro é feito na gestação. A espera para clampear aumenta muito pouco a reserva do mineral."

Ela diz que a maior diferença seria para crianças prematuras, que, como precisam de cuidados imediatos, não deveriam receber o corte precoce.

Meneses, da SBP, discorda e diz que, segundo estudos, o corte tardio reduz a necessidade de transfusões sanguíneas e o risco de hemorragias intracranianas em prematuros.

Para Meneses, a regra deveria ser o corte tardio, com algumas ressalvas. A SBP ainda não tem orientação sobre o tema.
Fonte: Folha Online»

Fonte:180 graus
Link:http://180graus.brasilportais.com.br/geral/atrasar-corte-do-cordao-umbilical-previne-anemia-em-bebes-85751.html

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

El Miguel Servet es el tercer hospital español que realiza menos cesáreas con un porcentaje del 16%


(Desculpem o espanhol, mas acho que a noticia sempre que possível deve ser apresentada na sua forma original).

«El Hospital Miguel Servet ha reducido de manera considerable el número de partos por cesárea. En 2008, sólo el 16% de los 4.920 nacimientos atendidos fueron cesáreas. Así, el hospital zaragozano es el tercero de España que menos recurre a estas intervenciones. El objetivo es practicar sólo las cesáreas “claramente justificadas”.

Zaragoza.- Racionalizar el número de cesáreas es el objetivo que se marcó el Miguel Servet de Zaragoza hace unos años y parece que lo está cumpliendo. En estos momentos, el centro zaragozano es el tercer hospital de España con un menor porcentaje de estas intervenciones. En 2008, sólo el 16% de los 4.920 nacimientos atendidos fueron por cesárea, todo un logro conseguido con los programas implantados para controlar el bienestar fetal, el desarrollo del parto de nalgas via vaginal y las técnicas para recolocar a los bebés mal situados en el útero.

Así lo han destacado los doctores del servicio de Obstetricia del Miguel Servet durante la presentación del I Curso de Actualización de Obstetricia que se va a celebrar este martes y este miércoles en el centro. “Este hospital es dentro de su categoría el tercer hospital que menos porcentaje de cesáreas hace dentro del territorio nacional. En cuatro años hemos pasado de practicar un 20% de cesáreas a un 16%”, ha dicho el jefe del servicio, Javier Tobajas. En España sólo los hospitales de Cruces (Bilbao)y Las Palmas de Gran Canaria superan los datos del Servet, aunque los tres mejoran con creces la media española situada en el 26%.

Según han explicado los expertos, la tendencia europea es apostar por el llamado “parto humanizado”, es decir, aquel en el que ni la madre ni el feto corren riesgos y, por tanto, la progenitora puede elegir dar a luz de la manera menos medicalizada posible. Dentro de este objetivo, se incluye el de “racionalizar” el número de cesáreas, pues ya desde la Organización Mundial de la Salud se viene advirtiendo a los sanitarios del abuso de esta técnica. “Fundamentalmente hemos basado la restricción de cesáreas en ajustar las programadas y ver que la causa es realmente la apropiada. Se ha pasado de la época de la cesárea por si acaso a la de sólo si está claramente justificada”, explica el doctor Campillos.

Favorecer el parto vaginal

Para ello, el centro zaragozano ha desarrollado varias técnicas con el fin de favorecer el parto vaginal, que permite una pronta recuperación de la mujer y no deja cicatriz uterina, por lo que el riesgo de infertilidad y esterilidad posterior es menor.

Es el caso de un programa específico para incrementar los casos de parto vaginal cuando el bebé está situado de nalgas. En estos casos, “el bebé es bien estudiado y si consideramos que entra dentro del protocolo y va a tener un alto porcentaje de seguridad, la mujer es informada para ver si acepta el parto vaginal”, explica el doctor Campillos.

Este protocolo lleva realizándose desde hace dos años, y con él se ha incrementado en un 23% el número de partos sin cesárea para los niños mal colocados. Además, se aplica de manera parecida en los gemelos, de los que ya casi el 40% nacen por vía vaginal.

Asimismo, siempre se intenta recolocar a los bebés cruzados “que no tienen otra opción de parto más que la cesárea”, y también se ha previsto implantar nuevas técnicas para que mujeres a las que ya se les ha realizado la cesárea den a luz vía vaginal en el caso de tener más hijos. “Se supone que si ha habido cesárea anterior, los partos siguientes siempre serán por cesárea, y eso no es cierto. Nosotros tenemos un 52% de partos vaginales tras cesárea anterior que, además, en el caso de que el parto se inicie de forma espontánea, obtenemos un éxito del 70%”, ha subrayado el jefe de servicio.

Por otro lado, también se han implantado técnicas de control de bienestar fetal que reducen las posibilidades de que se tenga que practicar cesárea. “Todas estas estrategias nos han permitido reducir la indicación de cesárea dentro del riesgo de bienestar fetal de un 25%, que teníamos hace cuatro años, a un 13%”, ha explicado el doctor Castán.

Dentro de estas técnicas, ahora se pretende mejorar el manejo de la distocia o parto que no evoluciona de forma correcta y cuya indicación corresponde a más de la tercera parte de las cesáreas practicadas. “De ese 16% de cesáreas que tenemos en el hospital, entre el 5 y 6% se debe a esta indicación. Si logramos reducirla, también disminuiremos la tasa global de cesáreas”, añade Castán.

I Curso de Actualización de Obstetricia

Para compartir toda la experiencia acumulada por los profesionales del Miguel Server, que atiende el 47,36% de los partos de Aragón, y debatir los nuevos retos de los facultativos, matronas y personal de enfermería, se celebra el I Curso de Actualización de Obstetricia. Las jornadas, serán entre este martes y el miércoles en el salón Muñoz Fernández del centro sanitario, y esperan reunir a unos 300 expertos de la Comunidad y de regiones limítrofes.»

Fonte:Aragondigital
Link:http://www.aragondigital.es/asp/noticia.asp?notid=56633&secid=4

segunda-feira, 16 de junho de 2008

"Parto é só alegria"


«15/06 - 12:49 - Luísa Pécora

O que mais assusta as mulheres ainda é a dor do parto, motivo que levou a dona de casa Priscila Santos, 24 anos, a contrariar o médico, que indicava parto normal, e pedir cesárea em suas duas gestações. Na segunda cirurgia, a cicatriz ficou infeccionada, o que lhe causou 25 dias de muita dor. Nem isso fez com que ela se arrependesse da escolha.

“Só não faria a cesárea se fosse proibida”, diz Priscila. “Eu até admiro as mulheres que têm parto normal. Precisa ter muita coragem, coisa que não tive e não tenho.”

A doula Carla Cristina garante que a dor do parto pode ser manejada com ambiente calmo, luz menos agressiva, massagens, mudança de posição, acupuntura, cromoterapia, água morna e apoio emocional tanto do marido quanto dos profissionais envolvidos.

A ginecologista Carolina Ambrogini aprova o trabalho das doulas e também acredita que uma mulher bem orientada sofre menos durante o parto. “As contrações são de fato muito dolorosas, mas hoje já temos anestesia de parto, não é uma coisa que não dá para suportar”, explica. “A mulher que já vai assustada, acreditando no que colocaram na cabeça dela, não se mantém lúcida e se desespera com qualquer dor.”

Os relatos de algumas mulheres podem servir de incentivo para quem tem sente medo. Alessandra Godinho, 29 anos, doula, educadora perinatal, consultora em aleitamento materno e mãe de dois filhos, é categórica: “Parto é só alegria”, classifica ela, que compara as sensações do parto com as provocadas por uma relação sexual.

“Assim como ter uma primeira relação sexual pode doer, também existe possibilidade de prazer. O parto é um evento sexual, social, espiritual e fisiológico, um rito de passagem onde uma mulher se torna uma mãe”, conclui, recomendando às gestantes o documentário “Parto Orgásmico”, que pode ser assistido no site www.orgasmicbirth.com

A advogada Adriana Poças Rezende, 38 anos, reforça o coro com o relato de seu parto que, depois de muita divergência com a médica que insistia na cesárea, foi realizado em casa, em uma espécie de piscina que a doula armou em seu banheiro, embaixo do chuveiro. “A dor não é pouca, mas passa. As três últimas contrações, quando acabaram, foram prazerozíssimas. Na hora da expulsão, gritei ‘é agora’ e não senti absolutamente nada”, conta ela, que diz ter tido não um, mas três orgasmos durante o parto. “Três orgasmos e recebi meu filhote sem remédios, anestesias, mãos estranhas e luvas geladas”, completa.

Segundo a ginecologista Carolina Ambrogini, a sensação de prazer é causada porque, durante o parto normal, ocorre uma grande elevação de um hormônio chamado ocitocina, que é associado ao orgasmo e responsável pela contração do útero.

E até quando o assunto é vaidade as defensoras do parto normal têm argumentos. Segundo a doutora Lena Peres, a mulher que não faz cirurgia pode voltar as atividades físicas mais rápido, e já começar a queimar os quilinhos ganhos durante a gravidez. Ser natural tem suas vantagens.»


Fonte:Último Segundo
Link:http://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia_saude/2008/06/15/parto_e_so_alegria__1361241.html

terça-feira, 20 de maio de 2008

Semana Mundial pelo Parto Respeitado


«A Semana Mundial pelo Parto Respeitado é uma iniciativa da Alliance Francophone pour l'Accouchement Respecté (Aliança Francófona pelo Parto Respeitado), uma associação não governamental, criada em 2003.

Celebra-se desde 2004, sempre no mês de Maio, havendo iniciativas em inúmeros países no sentido de divulgar a importância de um nascimento humanizado e respeitado.

Todos os anos é proposto um tema que é depois trabalhado em cada país, pelas organizações que tomam iniciativas neste âmbito. Este ano o tema é a separação desnecessária e prejudicial da mãe e do bebé após o nascimento. Foram propostos slogans como «Não os separem» ou «É o NOSSO bebé!»

Que no os separen!
Em Espanha a associação «El Parto es Nuestro» criou um site
onde é possível descobrir e aprofundar as razões pelas quais é tão importante manter o bebé junto da mãe após o nascimento.

Temos Direito!
A HumPar (Associação Portuguesa pela Humanização do Parto) traduziu e pôs em destaque na homepage do seu site quatro filmes promocionais de uma campanha em defesa do parto respeitado, produzida pela organização não governamental argentina «Dando a Luz».

Os vídeos foram protagonizados por figuras públicas daquele país que quiseram, de forma voluntária, associar-se a esta causa. Na Argentina existe uma lei, aprovada em Novembro de 2004, que diz: «Toda a mulher tem o direito ao parto natural, com respeito pelos tempos biológicos e psicológicos e evitando práticas invasivas e a administração de medicação que não sejam justificadas pelo estado de saúde da parturiente ou da pessoa por nascer.» Porque a lei nem sempre é respeitada, foi produzida esta campanha com o slogan «Temos direito!» »

Fonte:IOL
Link:http://www.mae.iol.pt/artigo.php?id=952373&div_id=3722

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Parteira moderna humaniza nascimento


«Fabiano Ormaneze / Agência Anhangüera

O estetoscópio de Pinard - instrumento de madeira criado há mais de 130 anos para ouvir o coração do bebê no ventre da mãe - resiste ao tempo na casa da enfermeira Maria Clara Amaral. Mesmo já sem utilizá-lo, ele se tornou um símbolo do conhecimento antigo, aprimorado com tempo e estudo, com o objetivo de manter a força feminina. Com mais de 30 anos de profissão, o trabalho dessa enfermeira é marcado pela luta por partos mais humanizados e o retorno à época em que se nascia em casa, com a presença de uma parteira e de algumas outras mulheres que já haviam passado pela experiência de parir.

Maria Clara é obstetriz, uma espécie de "parteira da atualidade". Com curso superior em enfermagem e habilitação em obstetrícia, profissionais como ela se dedicam à tarefa de afastar dos hospitais as mulheres em trabalho de parto, oferecer conforto, amenizar a dor e possibilitar que a chegada de uma nova vida ao mundo seja uma experiência da qual a mulher é a protagonista. "Uma cesariana não tem a mesma força que arrepia a gente. É um ato em que a mulher não sente, se torna passiva diante da ação de um médico.

Gravidez não é doença para ser assunto de hospital", defende. Mãe de dois filhos, Maria Clara ajuda a promover uma experiência pela qual não pôde passar: suas gestações foram de risco, motivo que a obrigou à cesárea.Depois de uma carreira em que realizou uma série de partos domiciliares, Maria Clara se dedica à formação de novos profissionais. Ela é professora no curso de enfermagem na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Na defesa do parto em casa, a obstetriz também ajuda a diminuir um dos índices mais alarmantes da saúde no Brasil: a quantidade de cesáreas realizadas todos os anos representa 90% do número total de partos feitos no País, quando a Organização Mundial da Saúde (OMS) indica como ideal entre 15% e 20%. Sem o interesse de substituir o médico e com a consciência de que, em casos com complicações, a única saída é apelar para o bisturi, a obstetriz acompanha os exames feitos pelos médicos e a gravidez desde o início. "A verdadeira preparação para o parto deve mostrar à mulher que ela é capaz e afastar dela o medo da dor e do sofrimento, causa de tanta gente não viver a experiência de dar à luz naturalmente.

"ExperiênciaA médica neonatologista Ana Paula Caldas Machado tem três filhos. Na primeira gestação, há sete anos, ela tentou ter um parto natural num hospital, mas teve complicações e foi preciso recorrer à cesárea. "Me senti frustrada e resolvi pesquisar outras formas de entender o parto. De início, achei que essa história de ter filhos em casa era maluquice, mas resolvi tentar. Geralmente, os médicos têm pressa e induzem à cesárea, alegando riscos e desculpas como pouco líquido, bacia pequena, falta de dilatação. Hoje, sei que não existe mulher que não dilata, há falta de paciência", enfatiza.

Ao engravidar pela segunda vez, Ana Paula contratou uma obstetriz de São Paulo, Vilma Nischi, para ser a responsável por ajudá-la a trazer ao mundo a garotinha Lis, hoje com 3 anos."Quando submetida à cesárea, a mulher fica completamente dissociada do que está acontecendo. Você não sente nada. No parto natural, principalmente se for em casa, a mãe é a dona da situação. Quando ela consegue transpor o limite da dor, se sente poderosa e realizada como mulher." Se estivesse num hospital, Ana Paula tem a certeza de que os médicos teriam optado pela cesariana. Foram quase 30 horas de trabalho de parto, sempre com Vilma ao seu lado.

Para amenizar a dor, entraram as estratégias das obstetrizes e das doulas, acompanhantes das parturientes (palavra que substitui a tradicional "paciente", usada por boa parte dos médicos)."A mulher muda de posição, toma banhos, recebe massagens. Nossa função é respeitar a intimidade e monitorar se ela ou o bebê correm algum risco e, se for o caso, correr para o hospital", explica Vilma, que já realizou 128 partos domiciliares desde 2002, a maioria em mulheres com curso superior e de classe média-alta. Paulistana, ela atua na Capital, em Campinas e em Sorocaba. O custo desse tipo de parto fica em torno de R$ 3 mil, valor próximo ao cobrado por médicos para uma cesárea, sem as despesas de hospital.

Há dois meses, quando Raul, seu terceiro filho, nasceu, Ana Paula repetiu a experiência e estava com o bebê nos braços depois de três horas. "O pós-operatório da cesárea também é muito pior. A mulher precisa cuidar da cirurgia e do recém-nascido."DorNa Holanda, campeã dos partos domiciliares, 35% dos bebês nascem em casa e a taxa de cesárea é menor que 10%. Por lá, também proliferam os cursos de preparação para o parto natural, que têm o objetivo de mostrar à mulher que este é um processo mais doloroso, mas compensador. "Nos hospitais, a mãe não está num lugar propício para um momento tão íntimo. Há uma profusão de luzes, corre-corre, ela fica ao lado de outras mulheres que não conhece.
Médicos e enfermeiros a estimulam a fazer força, sem respeitar o tempo e o desejo", ressalta Maria Clara, que também defende o uso mais racional da anestesia peridural. "Mais do que tirar a dor, é uma forma de roubar da mulher a experiência completa de virar mãe. Ela faz força simplesmente porque lhe pedem, sem sentir nada."Como mãe e médica, Ana Paula também ressalta que, para o bebê, há muito mais vantagens num parto natural. "A passagem pela vagina faz com que o recém-nascido se comprima e isso retira toda a secreção que existir no pulmão. O risco de infecções também é mínimo.

Na cesárea, além de não escolher em que hora vai nascer, a criança tem 30 segundos para se adaptar ao novo jeito de respirar fora do útero."Antes de dar à luz em casa, Maria Clara explica que é necessário uma avaliação das condições da mulher e do bebê. "Se a parturiente já tiver feito duas cesáreas, o parto natural não é indicado, pois o útero está mais frágil e pode romper com a força que ela fará. O tamanho do bebê e da bacia da mãe também precisam ser verificados, assim como a possibilidade de um encaminhamento imediato para um hospital no caso de complicações.

"Doula ajuda as mulheres a superarem dor e dúvidaUma mulher para servir. Esse é o significado original, no grego, para a palavra doula, profissão da uruguaia Lucía Caldeyro, há 35 anos no Brasil. Ela é como as antigas acompanhantes das mulheres que tinham os filhos em casa no tempo das parteiras sem formação universitária. No vocabulário dessas novas profissionais, servir é o mesmo que orientar o casal sobre o que esperar do parto, ajudar a mulher a encontrar a melhor posição para dar à luz e sugerir estratégias naturais, como banhos, massagens e relaxamentos que aliviem a dor.

A função surgiu nos Estados Unidos, depois de uma pesquisa na década de 70 que provou que partos com acompanhantes eram mais rápidos e fáceis.Com 26 anos de profissão, Lucía começou como voluntária no Centro de Apoio à Saúde Integral da Mulher (Caism), da Unicamp, num grupo de parto alternativo. "O trabalho da doula começa junto com a gravidez. Mesmo depois que o bebê nasce, ela visita a família, transmite informações sobre amamentação e tira dúvidas da mãe, principalmente daquelas que têm o primeiro filho."Entre os instrumentos que ela leva aos partos que acompanha, estão bolas utilizadas por fisioterapeutas e bambolês.

"O parto é algo natural como a digestão. Por isso, ninguém precisa ensiná-lo à mulher. Mas há fatores que atrapalham. Nossa função é auxiliá-la a ter um parto tranqüilo e seguro." Na América do Norte, já existem cerca de 12 mil doulas. No Brasil, não há estimativas do número dessas profissionais.Lucía teve quatro filhos, todos naturalmente. No último, ficou apenas 15 minutos com contrações. "Resolvi ser doula para ajudar mulheres a ter experiências tão boas como as minhas, desde a primeira gestação." O alívio da dor, conseguido por meio de mudança de posição, tem uma justificativa na anatomia. Segundo a obstetriz Maria Clara Amaral, na posição ginecológica, em que a maioria dos partos é feita, a mulher sente maior desconforto porque uma veia chamada cava, localizada entre o útero e a coluna, é comprimida pelo peso do bebê. "Além disso, a mulher se sente muito vulnerável nesse posição. Ela deve escolher como quer ter o filho."»

Fonte:Cosmo Online

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Um bebé usa cinco mil fraldas que ficam mais de 500 anos no aterro


«RITA CARVALHO
Sabia que, até utilizar o bacio, um bebé chega a usar cinco mil fraldas, o que equivale a uma tonelada? E que cada uma demora cerca de 500 anos a deteriorar-se num aterro? A estimativa excede o nosso tempo de vida mas as empresas especializadas do sector garantem que não há engano. Por estranho que pareça, as fraldas são dos piores resíduos domésticos e aqueles que mais urge retirar dos aterros.

O Ministério do Ambiente está a analisar a forma de reciclar este material com que lidam milhares de famílias e que, juntamente com outros têxteis sanitários - como as fraldas de incontinência, os pensos higiénicos ou as batas e toucas usadas na saúde -, já representa quase 10% do lixo doméstico.

A tecnologia que permite separar o plástico e a componente orgânica existente na fralda já existe na Europa e pode estar prestes a chegar a Portugal. Mas para montar um sistema de reciclagem não basta haver solução de tratamento para os resíduos, realça Luísa Pinheiro, vice-presidente da Agência Portuguesa do Ambiente. "A constituição dos fluxos de reciclagem tem de ser bem construída de raiz. Tem de se definir a partilha de responsabilidades dentro do sistema e o modelo económico-financeiro adequado", explicou ao DN.

Tal como nas embalagens ou nas pilhas, há que estudar o mercado e o público alvo, definir a logística da recolha, os custos e contrapartidas financeiras para cada interveniente: produtor, consumidor e reciclador.

Este é, contudo, um resíduo com algumas especificidades, pelo que não basta copiar o modelo das outras fileiras geridas por entidades gestoras, diz Luísa Pinheiro. Não é expectável que seja criado um ecoponto próprio para colocar as fraldas nem que estas sejam recolhidas porta-a-porta a um determinado dia da semana, como acontece com os resíduos orgânicos. É que, além de serem produzidas em grande quantidade, não são um resíduo generalizado existente em todos os lares, e possuem um grande problema: cheiram mal.

Aura Carvalho, da Tecnoexpor, empresa que está a tentar trazer a tecnologia para Portugal, desmistifica a questão. "O porta-a-porta não é difícil de implementar. Mas o tipo de recolha deve ser adequado ao local onde se faz." Por exemplo: num local pode ser o camião que recolhe os lixos domésticos a transportar as fraldas num contentor específico. Noutro podem ser recolhidas em casa uma vez por semana se, entretanto, ficarem armazenados num recipiente que a empresa possui e garante não emitir cheiro.

Arranque do sistema

Em cima da mesa estão várias opções, explica Luísa Pinheiro: ou se fazem acordos voluntários com câmaras ou associações para recolherem estes resíduos, ou se aprova legislação a obrigar os intervenientes do sistema a recolherem e reciclarem. Outra diferença na implementação deste sistema é que ainda não há operadores no mercado, ao contrário de fluxos como o dos óleos em que, antes de avançar a lei, já havia empresas a operar no terreno.

O Ministério do Ambiente considera que o sistema deve arrancar, a título experimental, junto dos grandes produtores como as unidades de saúde ou as creches. Um ano depois deverá arrancar na prática. Se a opção for a criação de legislação específica, com objectivos de quantidades de recolha e reciclagem bem definidos, o processo será mais moroso.

Com esta reciclagem, será desviada dos aterros grande parte da matéria orgânica, para além de ainda ser possível reciclar o plástico. Duas tendências que respondem aos objectivos comunitários e às estratégias dos resíduos sólidos urbanos e biodegradáveis aprovadas pelo Governo.»

Fonte: Diário de Noticias
Link: http://dn.sapo.pt/2007/09/30/sociedade/um_bebe_cinco_fraldas_ficam_mais_500.html

Portuguesas não querem sofrer/Partos com dor


É de mim ou esta noticia foi escrita por quem não fez a mínima pesquisa??? Por quem não tem a mínima sensibilidade para o assunto???

«
E se de repente a moda muda? » «A ideia é de regresso ao passado, como se a dor ajudasse aos laços afectivos mãe-filho?» Alguém é capaz de explicar a este "jornalista" o que é humanização do parto???


«Os nascimentos à moda antiga estão a aumentar na Europa. Na Holanda, os partos em casa chegam aos 40% e em Espanha crescem as alternativas à anestesia. Portugal ainda não faz parte desta tendência.

E se de repente a moda muda? Que isto aconteça no meio da alta costura não é de estranhar, agora que os conceitos médicos também estejam ao sabor de conjunturas temporárias é que já parece mais duvidoso, mas é o que se está a passar a nível de partos pela Europa fora, com mais mulheres a optarem por ter os filhos sem anestesia. Em Portugal, por enquanto, a moda ainda não chegou e entre cesarianas e epidurais duas em cada três mulheres preferem o parto sem dor.

Durante anos a ideia foi a de contrariar o mandamento bíblico “a mulher parirá em dor”, com o alargamento das anestesias epidurais e até o recurso ao parto por cesariana, a pedido da mulher, e sem motivos clínicos que o justificassem.

Mas a tendência parece inverter--se com um crescente número de mulheres europeias a preferir dar à luz sem a anestesia, optando antes por técnicas naturais como a hidroterapia na fase de dilatação.

Em países como a Holanda, onde os serviços de Saúde dão resposta aos mais variados pedidos, são já quase 40% as mulheres que escolhem dar à luz em casa, com assistência médica.

Uma situação impensável, pelo menos por enquanto, em Portugal, onde os 500 partos ocorridos fora da rede hospitalar (de um total de 109 mil), acontecem mais por obrigação do que por escolha. Até porque, conforme explicou ao CM o coordenador nacional do Programa de Saúde Reprodutiva, “não há sequer meios em Portugal para acudir aos partos feitos em casa”, fora da rede hospitalar.

Este movimento a favor dos partos naturais surge tanto pela vontade das mulheres como dos especialistas quando perceberam que a percentagem de partos por cesariana, nos países mais evoluídos, excedia em muito a taxa recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Assim, enquanto a OMS aponta para uma taxa de 15% de cesarianas, esse valor chega aos 30,1% na Maternidade Alfredo da Costa, a maior em Portugal. Em Espanha, as taxas são de 26% na rede pública e 35% nas unidades privadas.

Também as episiotomias (ou corte no períneo para evitar que a vagina rasgue durante o parto) têm uma taxa sugerida pela OMS de 30%, quando na Alfredo da Costa oscila, segundo Jorge Branco, entre os 30 e os 60%, consoante as equipas, e é de 46% a média total.

Por curiosidade, nesta mesma maternidade os partos naturais (ou vaginais) problemáticos em 2007 rondaram os 17%, sendo que desses 9,45% (361 partos) implicaram o recurso a fórceps e 7,85% (300 nascimentos) o uso de ventosas.

"ANESTESIA HUMANIZA", Jorge Branco, coordenador do Programa Nacional de Saúde Reprodutiva

CM – Na Europa há uma tendência para partos sem anestesia e em casa.

Jorge Branco – Cá não é assim. Dos 109 mil partos em 2006 só 500 ocorreram fora da rede hospitalar. Nem sequer há meios para prestar essa assistência.

– A ideia é de regresso ao passado, como se a dor ajudasse aos laços afectivos mãe-filho?

– Também somos favoráveis ao reforço dos laços afectivos e para isso começamos a trabalhar no próprio hospital.

– Há mais mulheres a solicitar técnicas para reforçar a afectividade?

– É preciso distinguir o que é diferente. Uma coisa são técnicas terapêuticas, como a hidroterapia na dilatação e atrasar o corte do cordão umbilical. Outra é o sofrimento desnecessário.

– A anestesia não tem reflexo nos laços afectivos?

– Não creio que exista.

– O parto com dor reforça a afectividade entre mãe e filho?

– Não acredito. Não vejo em que é que a anestesia prejudique ou a dor ajude no laço mãe-filho. Nunca impomos a uma mulher que a não queira, mas para nós a anestesia humaniza o parto.

TÉCNICAS

Este ano houve 3819 partos na Maternidade Alfredo da Costa

CESARIANA

De todos os partos registados este ano até finais de Agosto na maior maternidade do País 30,1% são feitos por cesariana, o que corresponde a um total de 1148

EPIDURAL

Jorge Branco estima em 35% as mulheres que fazem partos por via vaginal, na Maternidade Alfredo da Costa, com recurso a anestesia epidural, percentagem que corresponde a 1335 partos

PARTO NORMAL

Os partos naturais, sem anestesia, correspondem a 35% do total. Seja ou não por escolha da parturiente ou por interesse do hospital
Rui Arala Chaves»


Fonte: Correio da manhã
Link: http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=259891&idselect=9&idCanal=9&p=200

terça-feira, 25 de setembro de 2007

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Dentro da banheira para controlar melhor a dor no momento do parto


«É uma inovação nos hospitais portugueses. Quando, a partir do final do ano, a nova unidade de urgência de obstetrícia do Hospital S. João (HSJ) estiver pronta, as grávidas vão ganhar uma banheira para poderem relaxar durante o trabalho de parto latente e activo. Esta é uma das medidas que têm vindo a ser implementadas na unidade no seu esforço de humanização do serviço prestado às grávidas.

"As mulheres têm medo da dor, mas o que pretendemos mostrar é que o controlo pode ser feito de outras formas, para além da epidural", explica a enfermeira-parteira Elisa Santos, uma das responsáveis pelo trabalho de implementação do parto natural na unidade do Porto. É claro que, numa sociedade de consumo rápido em que a maioria das mulheres "não estará preparada para ser mãe", o parto pode ser um momento difícil. Mas o objectivo é "mostrar e proporcionar outros métodos de relaxamento". Um caminho que outros países europeus percorreram já.

O director do serviço de Obstetrícia do HSJ, Nuno Montenegro, salienta que a nova unidade terá vantagens imediatas na humanização do serviço: deixará de ser numa cave onde nunca há luz directa. Outro passo que está em negociação é criação de uma entrada directa do exterior para o bloco de partos, sem ter que passar pela urgência geral do hospital. Uma porta que, diz o responsável, "já existia em 1959" e foi depois desactivada. Uma medida que se explica porque "o primeiro impacto ao chegar ao hospital é crucial para a forma como as grávidas se sentem acolhidas". Claro que isso passa também "por um melhor treino dos profissionais de saúde que estão na linha da frente", que estão demasiado tempo atrás do computador e poucas vezes olham directamente para as utentes.

A humanização que tem vindo a ser implementada no HSJ passa também, diz Nuno Montenegro, por criar "normas de actuação em que a grávida opte por não ser medicalizada", seguindo o que são as recomendações da Organização Mundial de Saúde e a evidência científica "que está em actualização permanente". Actualmente, "estamos a repensar a tecnologia" e há que dar possibilidade à mulher "de optar". Mas sempre sem "pôr em causa a segurança e a saúde da mãe e do filho". Por enquanto, explica Elisa Santos, ainda são poucos os casos das mulheres que chegam ao hospital com informação e vontade de fazer um parto natural. Mas o hospital ainda não lançou ainda a sua estratégia de divulgação: assim que a nova unidade estiver pronta, será feita uma campanha de divulgação junto dos centros de saúde e será criada uma página na internet para informar, nomeadamente, sobre o que é isso do parto na água. Personalizar o atendimento passa também por disponibilizar o nome da enfermeira-parteira de cada turno mais vocacionada para o parto natural.

Mas é essencial, diz Elisa Santos, que as mulheres "estejam informadas sobre o parto e saibam o que querem". Humanizar é "retirar a parte da frieza das unidades, desconstruir as regras e as rotinas e tentar não desinserir a mulher do ambiente familiar". Mas não se pode "impor o parto natural" a nenhuma grávida: "Temos que respeitar o seu ritmo e vontade".»

Fonte: Diário de Noticias
Link: http://dn.sapo.pt/2007/08/16/sociedade/dentro_banheira_para_controlar_melho.html

"Hospitais aderem a parto natural"




«Massagens nas costas e banhos em vez da epidural, liberdade de movimentos em vez de imobilização forçada na cama, escolha de posição, como cócoras, para dar à luz. Com menos tubos, máquinas e medicamentos, o parto pode ser diferente do que é hábito ver nas unidades hospitalares. Há pedidos de mulheres nesse sentido e abertura por parte dos responsáveis médicos. A humanização dos serviços de saúde públicos passa assim por dar maior liberdade de escolha à grávida quando se trata de dar à luz.

Menos intervenção dos médicos e maior opção à mulher grávida: um parto cada vez mais natural é um pedido crescente das mulheres. Os hospitais públicos portugueses estão cada vez mais sensíveis à tendência, também em sentido ascendente no mundo. Hospitais de S. João, no Porto, Garcia de Orta, em Almada, e Maternidade Alfredo da Costa (MAC), em Lisboa, são três das instituições que já se puseram na linha da frente no que diz respeito à desmedicalização do parto. A medida vai ganhando adeptas. Na MAC, diz o seu director, Jorge Branco, "todas as semanas temos casos".

No Hospital S. João, por exemplo, os procedimentos de rotina para os partos de baixo risco estão a ser alterados. À entrada, explica a enfermeira-parteira Elisa Santos, a mulher não é imediatamente colocada a soro. Já não há rapagem dos pêlos públicos e, se quiser, a parturiente pode caminhar pelo corredor do bloco durante o trabalho de parto. A episiotomia - corte do períneo para facilitar a saída do bebé - já só é feita quando necessária e não por prevenção em todos os casos. A política hospitalar prima ainda pela redução dos toques vaginais (usados para avaliação do progresso do trabalho de parto) e há também uma adopção de protocolo que quer diminuir o número de cesarianas realizadas.

O parto natural passa a estar disponível, mas as suas variantes são sobretudo opções para as mulheres que o pedem. Ester Casal, do Garcia de Orta, explica que o hospital "mantém os protocolos clínicos que fazem parte da rotina, mas adapta-se ao pedido da grávida". Ou seja, o "parto natural tem que partir da sua própria iniciativa". Cada vez mais comum é a chegada de parturientes com planos de parto, em que elas escrevem o que querem fazer e em que circunstâncias. Uma postura perfeitamente natural, explica ainda a médica: "Com grávidas mais conscientes, todos temos a ganhar".

É claro que, ressalva ainda Ester Casal, "há determinadas condições do parto natural que têm de ser contextualizadas porque tanto recebemos grávidas de baixo risco como de alto risco e é preciso adequar os pedidos ao tipo de resposta que se pode dar a cada momento". E em qualquer dos casos, diz ainda, o que está em primeiro lugar, é a segurança tanto da mãe como do bebé. Uma política, diz também Jorge Branco, "que é fundamental", até porque Portugal conseguiu nas últimas décadas colocar-se nos lugares cimeiros dos resultados perinatais, nomeadamente na questão da mortalidade. Por isso é que, por exemplo, apesar de algumas mulheres pedirem para não ser utilizado o cardiotocográfico (uma máquina que monitoriza o bem estar fetal durante o trabalho de parto), na MAC "não deixamos de vigiar o estado dos bebés".

Jorge Branco concorda com os pedidos das mulheres para "desmedicalizar o parto sempre que possível". Desde o início de 2006, que a unidade conta com uma cadeira de parto que permite à mulher ter o bebé na posição que preferir. "Deixamos de administrar soro por rotina e permitimos a ingestão de líquidos. Diminuímos também o número de episiotomias em 20%", adianta ainda o director da maior maternidade do País. Também com a ajuda desta política, a taxa de cesarianas baixou de 32 para 29,6%".»

Fonte: Diário de Noticias
Link: http://dn.sapo.pt/2007/08/16/sociedade/hospitais_aderem_a_parto_natural.html

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Humanização do Nascimento



«Cresce em todo o planeta um movimento de revalorização do nascimento, resgatando valores fundamentais, capazes de provocar profundas mudanças na direção de um mundo menos violento, mais amoroso, digno, respeitável e justo.


Ricardo Jones

A entrada da tecnologia nas nossas vidas, a partir do século XVII, acabou atingindo até os nossos ciclos e processos biológicos. O uso indiscriminado de drogas (legais e ilegais) é mais um dos reflexos de uma cultura que acredita estar a saúde "fora do corpo", e magicamente acondicionada em drágeas, pílulas, comprimidos e injeções. Esta modificação na forma como compreendemos a busca pelo equilíbrio (de um modelo interno, para um modelo externo) produz repercussões em toda a sociedade. Nas sociedades ocidentais contemporâneas a "saúde" e o "bem-estar" são vendidos como produtos, alienando o indivíduo de sua busca pessoal e responsabilização.

As mulheres, historicamente entendidas como possuidoras de organismos defectivos, foram as mais atingidas. No que tange ao nascimento humano vemos hoje em dia uma clara sinalização sobre os perigos do excesso de artificialização da vida. O aumento das cesarianas é um bom exemplo deste exagero. Esta que deveria ser uma cirurgia salvadora acabou sendo banalizada ao extremo, e um percentual muito grande de mulheres acaba optando pela sua realização sem uma noção exata dos riscos a ela associados. Sabemos que no México temos índices de nascimentos cirúrgicos da ordem de 50%, assim como no Chile, Coréia e China. No Brasil a incidência desta cirurgia já superou a marca de 42% (1), e nos Estados Unidos já temos mais de 30% das mulheres se submetendo a este procedimento cirúrgico. A Organização Mundial da Saúde (OMS) determina que não mais de 10 a 15% dos partos podem terminar em uma cirurgia de grande porte como a cesariana. Existe, portanto, um claro abuso na indicação desta cirurgia e esse número acima do razoável não se relaciona com necessidades de caráter médico. Incrivelmente, num mundo em que os indicadores de saúde melhoram em função do incremento nas condições sociais, a mortalidade materna aumentou nos últimos anos nos Estados Unidos, principalmente às custas do aumento de cesarianas naquele país (2).

A sociedade civil organizada está se dando conta de que o modelo tecnocrático existente não está mais oferecendo a qualidade de saúde que as mulheres exigem, e se une, através das múltiplas formas de representatividade, para discutir o destino do nascimento no nosso país. É desse caldo social e cultural que surgem as organizações de mulheres, de profissionais, governamentais e a própria mídia para impulsionar as mudanças que a sociedade exige no que tange à segurança para mães e bebês.

Humanizando o nascimento

"Humanizar o nascimento é restituir o lugar de protagonista à mulher".

Humanizar a chegada de um novo ser ao mundo baseia-se na idéia de que ele deve ser tratado com carinho e ser bem recebido desde o início, além de oferecer à mulher o controle do processo. A metáfora da"festa" se presta para este momento: se vocêfosse receber um filho seu que passou muitos anos fora de casa, prepararia uma festaem que ele pudesse ser recebido com afeto e consideração. No parto, a mesma situação.A transformação do parto em um acontecimento social em evento médico é um processo cujas conseqüências ainda não foram completamente entendidas. Os humanistas do nascimento acreditam que a fisiologia das mulheres é absolutamente capaz de dar conta dos desafios a ela impostos. Partimos da pressuposição básica de confiança e otimismo. Acreditamos no processo evolutivo como depurador e impulsionador de transformações lentas e gradativas na natureza. "Somos caminhantes dos milênios e temos nossas pegadas marcadas na poeira das galáxias infinitas", no dizer de Maximilian (3).

O parto humano foi forjado nesse grande laboratório de aprimoramento que é o processo evolutivo e sua dinâmica, e não pode ser melhorado através de equipamentos, drogas ou cirurgias. Nossa função como cuidadores da saúde é observar os casos em que existe uma "fuga da fisiologia" na direção perigosa da patologia. Nesse caso, poderemos com toda a confiança e cuidadousar a nossa arte e nossa tecnologia para salvar tanto mães quanto bebês. Entretanto, o que vemos todos os dias é um abuso das cirurgias, fruto de uma desconsideração das capacidades da mulher, como seela fosse sempre entendida como incapaz, defectiva, frágil e incompetente para darconta de uma tarefa milenar como a de colocar seus filhos neste mundo. Usamos abusivamente a tecnologia, e nos baseamos numa crença preconceituosa em relação à mulher: "A tecnologia é mais segura do que as mulheres para dar conta do nascimento". Isso é comprovadamente falso. Por estas questões marcadamente filosóficas, a Humanização do Nascimento é também uma questão de gênero, porque a matriz desta visão distorcida é uma postura de descrédito paracom a mulher e sua fisiologia. O projeto global de Humanização do Nascimento é uma forma de colocar a mulher numa posição de destaque, valorizando seu corpo e sua função social e oferecendo-lhe o protagonismo de seus partos.»

Fonte: Jornal bem estar
Link: http://www.jornalbemestar.com.br/mat_capa.php
Link do artigo completo : http://www.jornalbemestar.com.br/upload/capa/materia12.pdf



Divulgação da humanização do Parto

Fonte: Jornal Bem estar
Lik: http://www.jornalbemestar.com.br/upload/capa/materia12.pdf



quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Bebés nascidos de Cesariana correm mais riscos de morte (Trabalho publicado na revista “The Birth”)


«Os bebés que nascem por Cesariana têm quase três vezes mais probabilidades de morrer no primeiro mês de vida do que aqueles que nascem de Parto Natural, de acordo com um estudo publicado na revista “The Birth”.

Um grupo de investigadores norte-americanos analisou os casos de Mortalidade Neonatal em 5,7 milhões de partos, entre 1998 e 2001 nos EUA. Os investigadores compararam o risco de mortalidade nos bebés nascidos de Cesariana primária e de Parto Natural (entre as 37 e as 41 semanas de gestação), em mulheres a quem não tinham sido identificados quaisquer riscos de saúde.

Os cientistas concluíram que a taxa de mortalidade dos bebés nascidos por Cesariana foi de 1,77 por cada mil bebés vivos, ao passo que, no caso dos bebés nascidos de Parto Vaginal, o número de mortes foi de 0,62 por cada mil.

Mesmo depois de ajustados os resultados - tendo em conta as diferenças sociais e médicas entre as mulheres - os investigadores concluíram que o risco de os bebés nascidos por Cesariana morrerem é quase três vezes superior ao dos que nascem por Parto Natural.

Fontes: Diário de Notícias e Imprensa Internacional
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 2 de Agosto de 2007»

Fonte: Saude na internet
Link: http://www.mni.pt/destaques/?cod=9677&cor=azul&MNI=f97ac4e3be6069b2aad86ba44f1a70ab

quinta-feira, 26 de julho de 2007

A 1ª consulta


A primeira consulta parece-me a mim que é um ponto importante, onde vamos mostrar o nosso interesse em trazer à vida mais um ser humano. Uma decisão ponderada concerteza pelo “casal”.

Por isso não seria mà ideia reunir informação sobre a gravidez e o parto para podermos questionar o nosso médico, e tirar todas as dúvidas. Encontram-se aqui (ao lado) vários links de onde podem recolher informação.

Parece-me que a ideia de que o médico è que sabe, deixou de fazer parte do nosso quotodiano, hoje em dia existe a necessidade de informação, de saber o como, quando e porquê? Gostamos de ter uma palavra a dar sobre esse momento mágico que é dar à luz. E não banalizà-lo num procedimento rotineiro em que normalmente apenas se preocupa com o que o médico quer, precisa ou está convencionado, menosprezando a questão do conforto, saude e estabilidade fisica e psicológica da mulher. A mulher tem que se sentir apoiada nesta viagem única, e tem que ficar com uma boa recordação e com o menor numero de sequelas possível.

Algumas sugestões de questões a serem colocadas ao médico:

  1. Riscos da gravidez da paciente tendo em conta a sua história clínica e a do seu parceiro;
  2. Periodicidade das consultas;
  3. Dúvidas pessoais;
  4. Em caso de se encontrar indisponível quem o substitui;
  5. Locais que sugere para o parto e porque?;
  6. Que exames se devem fazer e para que servem;
  7. Na eventualidade de se conhecer algum problema de saude:
  • O que se pode fazer?;
  • Que exames e com que finalidade?;
  • Compreender as limitações, restrições e precauções que a situação impõe;
  • Quais as soluções? Riscos? Se não funcionar qual o seguinte passo?
  • Colocam soro para induzir o parto, independentemente da minha vontade?;
  • Quanto tempo esperam pela dilação completa?;
  • Opinião do médico sobre:

    • Movimentação para facilitar a dilatação;
    • Posições permitidas durante parto;
    • Episiotomia;
    • Enema;
    • Cesariana vs parto natural;
    • Possibilidade de ingerir líquidos;
    • Os procedimentos que decidirem ser tomados serão explicados previamente?

O importante é querer saber ... é a saude da mulher que está em causa, e o importante é ser parte interessada em todo o processo, perceber todo o processo envolvente.

Não se pretende que na altura do parto se encontre face a dificuldades e discussões com o médico, quando este deverá ter como prioridade a estabilidade emocional e física da mulher. Tem que se estabelecer uma relação de confiança com o médico, e se temos um médico com que não nos sentimos à vontade para colocar as nossas dúvidas, e que tem uma postura intransigente quanto a procedimentos, mesmo quando estes vão contra as recomendações da OMS (Organização Mundial de Saude). Se calhar não seria má ideia optar por outro médico.

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Afinal o que é isto de humanização do parto?


Bom na minha pespectiva e segundo o que tenho lido e acompanhado, humanização do parto refere-se a tornar o acto de parir um acto revestido de dignidade para o bébe e para a mãe. Não se trata, a meu ver, de meramente um acto cirúrgico. Trata-se antes de um acto biológico e maravilhoso que tem por objectivo final a perpectuação da espécie humana. A mulher tem a dávida de dar á luz , mas essa dávida não deve ser encarada como um sacrificio pelo qual se deve passar, mas sim como um momento único e maravilhoso, devendo poder tirar o maior partido dele, e dando à mulher a possibilidade de se sertir-se plena e realizada.
Hoje em dia os partos são cada vez mais um acto artificial devido à sua medicalização e submissão a intervenções desnecessárias e prejudiciaias tanto para a mãe como para o bébe.

Mas o que têm de errado o que se faz hoje nos hospitais? Não são eles que diminuiram a taxa de mortalidade nestes últimos anos?

De facto, a medicina evoluiu, e tem provas dadas na sua eficacia, mas antes destas “evoluções magnificas” não havia nascimentos, pergunto eu? A natureza é uma coisa magnifica, e dotou as mulheres da capacidade de poder trazer ao mundo um novo ser, e nessa função são autonomas, não precisam de assistência. A assistência médica devia ser solicitada quando algo corre-se mal... Chocados?!!!

Acho que uma mulher deve parir de uma forma que se sinta cómoda (dentro possível, claro). Deve aguardar que a natureza tome o seu curso. Não me parece correcto para a mulher nem para o bébe que seja doutra forma, salvo as excepções a que isso obrigam.

- O parto não deve ser acelarado artificialmente.
- A mulher deve poder ter a seu lado uma (ou mais) pessoa(s) (o seu companheiro e/ou outra pessoa que esta escolha, ex: Doula).
- Não deve ser obrigadas a fazer um clister (lavagem intestinal).
- A mulher deve poder movimentar-se para facilitar a dilatação.
- A mulher não deve ser sujeita a uma tricotomia (raspagem dos pelos púbicos).
- Não deve ser sujeita a uma episiotemia (“é um corte cirúrgico feito na lateral da vagina, na hora do parto, supostamente para facilitar a passagem do bébe”). Até porque não há evidência cientifica do beneficio desta prática.
- A mulher deve poder escolher a posição mais cómoda para parir.
- A mulher deve ter contacto com o seu bébe logo após o parto e deve amamenta-lo na primeira meia hora após o nascimento.
- O cordão umbilical só se deve cortar após deixar de pulsar.

Para mim estes serão direitos da mulher, que não deviam nem podiam ser violados. Tal como devia ser explicado à mulher qualquer tipo de “intervenção” médica e as suas consequências.
Falarei mais detalhadamente sobre estes assuntos em mensagens posteriores.