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quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Gravidez tardia eleva casos de síndrome de Down


«O número de diagnósticos de síndrome de Down cresceu 71% de 1989 a 2008 na Inglaterra e no País de Gales, segundo estudo publicado no "British Medical Journal" (BMJ). Um dos motivos apontados foi o aumento no número de mulheres mais velhas que decidem ter filhos - mulheres com mais de 40 anos têm uma chance 16 vezes maior de gerar uma criança com a doença do que mães com 25 anos.


No mesmo período, o número de crianças vivas que nasceram com síndrome de Down caiu 1%, pois 92% das mães que optaram pelo exame pré-natal e diagnosticaram a doença realizaram aborto. Segundo projeção dos autores da pesquisa, se não houvesse a alternativa da interrupção da gravidez, o número de crianças que nascem com síndrome de Down nos dois países teria crescido 48% no período, pois aumentou o número de mulheres que optam por atrasar a gravidez.


Em 2001, o Comitê Nacional de Monitoramento, no Reino Unido, determinou que todas as mulheres deveriam ser informadas sobre a disponibilidade de testes pré-natais para diagnóstico de síndrome de Down. A medida surtiu resultados. O porcentual de mulheres com menos de 37 anos que decidiu realizar o teste pré-natal cresceu de 3% em 1989 para 43% em 2008. No entanto, nas mães com mais de 37 anos, a proporção manteve-se constante em 70%, apesar do risco ser maior nesta faixa etária e do aprimoramento dos testes.


Os autores concluem que, com o aumento no número de mulheres que têm filho mais tarde e a permanência de uma parcela considerável que opta por não realizar o diagnóstico pré-natal "haverá ainda um grande número de nascidos vivos com a doença (no Reino Unido)". Por isso, "o monitoramento dos números de bebês nascidos com a síndrome é essencial para assegurar a correspondência adequada às suas necessidades".(AE)»

Fonte:Cruzeiro do Sul
Link:http://www.cruzeirodosul.inf.br/materia.phl?editoria=38&id=232412

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Gravidez: Vómitos sem tréguas


«Náuseas e vómitos severos perturbam a gravidez das mulheres que sofrem de hiperemese gravídica, uma situação clínica severa que pode ameaçar a saúde da mãe e do bebé. E que é alvo de ideias erradas, estigmatizando a grávida e afectando as suas relações.
Os enjoos matinais são quase inevitáveis nas primeiras semanas de gravidez. Acompanhados ou não de vómitos ocasionais, a maioria das mulheres sente-os e, para muitas, são até o primeiro sinal de que uma nova vida se está a gerar. É, no entanto, um mal-estar passageiro, que se ultrapassa com alguns gestos de conforto e que tende a desaparecer à medida que o primeiro trimestre se aproxima do fim.

Todavia, há mulheres - ainda que uma escassa percentagem - para quem os enjoos e os vómitos são tudo menos um mal-estar ocasional e passageiro: constituem um incómodo persistente que as deixa bastante debilitadas. São mulheres que sofrem de hiperemese gravídica.

Além das náuseas e vómitos severos, esta condição é denunciada por perda de peso, aversão aos alimentos, diminuição da quantidade de urina, dores de cabeça, desidratação, icterícia e confusão.

Em consequência, há um desequilíbrio nos fluidos do organismo e no metabolismo, com deficiências nutricionais prejudiciais tanto para a mulher como para o feto.

É, geralmente, entre a quarta e a sexta semana de gestação que a hiperemese gravídica se declara. Algumas mulheres encontram alívio pela 15ª ou 20ª semana, mas outras sofrem este incómodo durante toda a gravidez.

Os enjoos e os vómitos repetem-se ao longo do dia, sem tréguas, impossibilitando a ingestão de alimentos, sejam eles sólidos ou líquidos. Nenhum permanece o tempo suficiente no sistema digestivo para cumprir a sua função nutricional.

O esforço associado a este mal-estar deixa a grávida prostrada, esgotada, ao ponto de ser incapaz de tomar conta de si própria e de desempenhar as tarefas do quotidiano. Os enjoos e vómitos são tão intensos que interferem nas actividades profissionais, acabando por confiná-la a casa. E mesmo aqui limitam-na, deixando-lhe poucas opções para além do repouso.

Esta é uma situação que facilmente abre caminho a estados depressivos e de ansiedade. Mulheres há que se sentem culpadas, receando pôr em causa a vida do bebé: em consequência, podem forçar-se a comer, mesmo sabendo que vão vomitar de seguida, o que agrava ainda mais o impacto psicológico desta doença.

Aliás, em torno da hiperemese gravídica subsistem algumas ideias erradas, nomeadamente a de que este mal-estar extremo significa que o corpo materno está a tentar expulsar o feto. É o desconhecimento que alimenta estas ideias, mas a verdade é que são suficientemente perturbadoras para a própria mulher e para quem a rodeia, podendo afectar, nomeadamente, as relações conjugais.
Um problema complexo

Este não é um problema psicológico, mas sim fisiológico. Para os médicos esta é uma questão que não suscita dúvidas, embora ainda não estejam identificadas as causas. O que se sabe é que não é possível prevenir.

Mas tratar é e quanto antes melhor. Nos quadros mais ligeiros, repouso e alterações na alimentação podem ser suficientes. Mas quando os vómitos são persistentes e impedem uma nutrição adequada pode ser necessário hospitalizar a grávida para administração de fluidos intravenosos.

Desta forma, restauram-se os níveis de líquidos, vitaminas e minerais. A intervenção médica pode ainda envolver a prescrição de medicamentos, nomeadamente anti-eméticos e anti-refluxo (para controlar os vómitos).

Porém, a administração de fármacos requer uma avaliação prévia da relação risco-benefício, uma vez que alguns não são aconselhados e outros são até interditos durante a gravidez. Por razões de segurança, a grávida não deve, pois, tomar a iniciativa de se medicar.

Tratar a hiperemese gravídica pode ser complexo, mas é fundamental actuar precocemente de modo a evitar complicações. É que náuseas e vómitos extremos resultam, com frequência, em desnutrição e malnutrição, mas também podem potenciar danos no sistema digestivo, nomeadamente no fígado. Existe ainda um risco acrescido de parto prematuro, estando a ser estudadas as eventuais consequências para o bebé decorrentes do estado de desnutrição da mãe.

Certo é que, apesar de pouco frequente e pouco conhecida, esta condição existe e tem um impacto individual, familiar e social. A mulher sofre triplamente, a nível físico, psicológico e relacional. Um sofrimento que não é fácil de prevenir, mas que se pode gerir desde que haja uma intervenção atempada. Para uma gravidez o mais confortável e tranquila possível.

Há mal-estar e há hiperemese...
O mal-estar matinal associado à gravidez e a hiperemese gravídica têm em comum as náuseas e os vómitos. Mas são as únicas semelhanças, porque se trata de condições com uma gravidade bastante diferente:

• As náuseas matinais apenas ocasionalmente são acompanhadas de vómitos, mas as da hiperemese desencadeiam vómitos quase automáticos e severos;

• No mal-estar matinal, as náuseas desaparecem pelo primeiro trimestre, na hipemerese mantêm-se até ao fim;

• Os vómitos da hiperemese causam desidratação, os do mal-estar matinal não;

• Os vómitos do mal-estar matinal não impedem a ingestão de alimentos, mas na hiperemese há o risco de desnutrição por não se conseguir manter a comida no estômago.»

Fonte: Médicos de Portugal
Link:http://medicosdeportugal.saude.sapo.pt/action/2/cnt_id/2851/?textpage=2

REINO UNIDO: Registo de nascimento com duas mães é agora possível


«Casais de lésbicas que recorram à procriação medicamente assistida podem a partir de hoje registar o nome de ambas no registo de nascimento em Inglaterra e Gales.

A lei entrou em vigor hoje, mas é aplicável a todos os casais de lésbicas que tenham recorrido à inseminação artificial desde 5 de Abril deste ano.

A medida vai simplificar dramaticamente a vida destes casais que anteriormente teriam de passar por um processo de co-adopção, ao contrário do que acontecia com casais de sexo diferente.

O Ministro dos Assuntos Internos, Lord Brett, referiu-se à alteração como uma "mudança positiva" explicando que "pela primeira vez o casais de mulheres que têm uma criança usando um tratamento de fertilidade têm os mesmos direitos que os casais heterossexuais de serem apresentadas como progenitores no registo de nascimento." Completando que "é vital que possamos ter igualdade sempre que possível na sociedade, especialmente quando as circunstâncias familiares continuam a mudar".

Em declarações à BBC, Ruth Hunt do grupo de defesa dos direitos LGBTTI Stonewall referiu que "os casais de lésbicas no Reino Unido que tomam a decisão consciente de começar uma família vão poder ter finalmente acesso igual a serviços que ajudam a financiar como contribuintes."

Mas nem todos estão felizes com a alteração, a deputada Nadine Dorries, afirmou que a medida vai "minar o modelo familiar tradicional" defendendo que para uma "sociedade estável, uma mãe e um pai e crianças é o modelo que funciona melhor."»

Fonte:PortugalGay
Link:http://portugalgay.pt/news/010909B/REINO_UNIDO:_Registo_de_nascimento_com_duas_m%E3es_%E9_agora_poss%EDvel

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Cuidados redobrados durante a gravidez


«Andreia Pereira

Ao longo dos nove meses de gestação, não raro, as grávidas duplicam os seus cuidados. Até porque os comportamentos adoptados fora do ventre materno repercutem-se no desenvolvimento do seu bebé. Conheça os conselhos que a ajudarão a proteger-se a si e ao pequeno rebento que carrega na sua barriga.

Se está grávida ou pensa engravidar, saiba que a regra de ouro de uma gestação passa por uma boa alimentação. Contrariamente ao que dizeres populares, não se deve comer por dois, sob pena de se engordar mais do que aquilo que é absolutamente necessário para o desenvolvimento do feto. Segundo o Dr. Fernando Cirurgião, director de Serviço de Obstetrícia do Hospital São Francisco Xavier, em Lisboa, "deve-se evitar, ao máximo, ceder às ‘tentações' dos doces e dos hidratos de carbono", uma vez que estes alimentos dificultam a digestão e contribuem para um aumento exagerado de peso.

Para este especialista, os bebés espelham o estilo de vida que se adoptou durante a gestação. "A ingestão de açúcar em exagero durante a gravidez pode contribuir para que os bebés nasçam com peso a mais. E, mais tarde, serão crianças tendencialmente obesas, com predisposição para desenvolverem hipertensão ou diabetes."

Embora não haja um peso-padrão para a gravidez, o obstetra indica que, em média, uma gestante deve aumentar cerca de 10 a 11 quilos, porque é este o peso que a mulher perde aquando do parto. De acordo com estes cálculos, "é permitido que uma mulher engorde mais ou menos um quilo por cada mês de gestação". Aceita-se, porém, que nos últimos meses a mulher possa aumentar dois quilos por cada 30 dias.

Se, por um lado, há que dosear as quantidades de alguns alimentos, o obstetra indica que se pode e deve reforçar a ingestão de cálcio durante o período de gestação. "O ideal é beber dois a três copos de leite por dia, dado que se trata de um alimento rico em cálcio." Nas refeições intercalares - a este propósito Fernando Cirurgião lembra que, de duas em duas horas, se devem efectuar pequenos lanches -, os iogurtes são uma alternativa ao consumo de leite. Já o queijo fresco deixa algumas reticências no seu consumo. "O ideal é que este alimento seja pasteurizado", para evitar um eventual risco brucelose.

Toxoplasmose: ameaça oculta

O parasita da toxoplasmose, quando atinge uma mulher em período de gestação, pode provocar algumas sequelas no feto, nomeadamente "a nível cerebral, ocular ou até em outros órgão dos sentidos". Sabe-se que este microrganismo encontra no gato o seu hospedeiro. Este animal, ao expelir as fazes para o solo, inicia um ciclo de contaminação que se estende às plantas e, destas, para os animais. O ser humano, quando consome produtos animais ou vegetais, está, então, a entrar neste circuito.


"As grávidas devem evitar o contacto directo com a terra ou com a carne crua, uma vez que esta poderá ser uma via de contaminação." O especialista sugere, ainda, que se tenha algum cuidado com a confecção de alguns alimentos - concretamente os legumes e a carne crus - cozinhando-os a altas temperaturas, para "anular" o toxoplasma. Para além da preocupação com estes alimentos, as grávidas devem evitar consumir produtos de fumeiro: por não serem cozinhados a altas temperaturas, julga-se que podem ser uma via de contágio.


Para se apurar a existência de uma toxoplasmose no organismo, os clínicos recorrem a "análises de sangue (são efectuadas várias vezes durante a gestação), porque deste modo "consegue-se saber qual o estado imunológico da grávida". Contudo, "idealmente, seria aconselhável realizar este exame antes da concepção, para comparar com os resultados durante a gestação". Esta é uma tentativa de perceber se já houve um contacto com o toxoplasma antes de a mulher engravidar.

"Suspeitando-se de toxoplasmose, a amniocentese [método de diagnóstico pré-natal] ajuda a determinar se houve transmissão materno-fetal. E, em caso positivo, se o feto está ou não infectado, já que o facto de a mãe ser portadora do parasita não significa que o bebé possa ser afectado." O especialista explica que, numa fase embrionária, o risco de infecção "é muito grande", contrariamente ao que se passa no final da gravidez, em que o feto está mais protegido pelo seu sistema imunitário.

Ligações perigosa

São universalmente conhecidos os malefícios do tabaco. Mas uma mulher que pense engravidar deve saber de antemão que o consumo continuado da nicotina pode deixar estragos. "O tabaco interfere com a irrigação das artérias, pelo que, se as artérias que ‘alimentam' o útero já tiverem algum reflexo das alterações provocadas pelo tabaco, provavelmente, o desenvolvimento da placenta não será o adequado."



Devido ao "envelhecimento precoce da placenta", há um risco de se registar um atraso de crescimento in útero e de o bebé nascer com baixo peso à nascença. Paralelamente, sabe-se que há uma "grande hipótese" de prematuridade.

"Quando não é possível suspender o tabagismo, aceita-se um consumo até cinco cigarros por dia. Até este número considera-se que não haverá uma influência directa no desenvolvimento do feto." Em todo o caso, é necessário "incentivar as mulheres a abandonarem ou reduzirem o tabaco", de modo a minorarem alguns efeitos colaterais do cigarro, nomeadamente o desenvolvimento de diabetes gestacional.

Nem sempre a diabetes está relacionada com uma má alimentação ou com determinados estilos de vida. "A história familiar pode contribuir para que a diabetes apareça durante a gravidez." Mas não só: "uma gravidez mais tardia é um factor de risco no desenvolvimento de uma diabetes gestacional", considera Fernando Cirurgião. Com a alteração de "todo o ambiente hormonal" há, ainda, a possibilidade de se propiciar o aparecimento da diabetes, que, após o parto, desaparece espontaneamente.

Actividade física: sim ou não?

Embora as grávidas não possam realizar grandes piruetas, a actividade física não lhes é interdita. "Uma caminhada diária, durante 30 minutos, produz enormes benefícios: tonificação muscular, alívio das dores lombares e prevenção do aumento de peso exagerado", acrescenta Fernando Cirurgião. A natação pode, ainda, ser uma óptima ajuda na "flexibilidade e relaxamento".

Por uma boa higiene oral

Durante a gravidez, "há uma maior fragilidade de todo o suporte dos dentes e as gengivas são mais sensíveis, razão pela qual se justificam as hemorragias com o escovar dos dentes", diz Fernando Cirurgião. Assim, deve-se apostar na utilização de elixires e reforçar o aporte de cálcio. Mas não é por estar grávida que a mulher fica impossibilitada de consultar um dentista ou estomatologista. Bem pelo contrário: "pode e deve, a fim de fazer a revisão ou prevenção de eventuais problemas dentários".»

Fonte:Medicos de Portugal
Link:http://medicosdeportugal.saude.sapo.pt/action/2/cnt_id/2768/?textpage=2

terça-feira, 14 de julho de 2009

Gripe A - Médicos não aconselham vacina no início da gravidez


«Os médicos aconselham que as grávidas não sejam vacinadas nos primeiros meses devido aos riscos para o feto. E ainda é preciso analisar a segurança da nova vacina - testes só começam em Agosto. Por isso, as autoridades ainda não decidiram as orientações a dar relativamente à vacinação. Ontem, registou-se a primeira infecção numa grávida em Portugal.

Os médicos não aconselham que as grávidas até aos três meses sejam vacinadas contra a gripe A. Isto porque a vacina pode afectar o desenvolvimento do feto. No entanto, os especialistas dizem que este pode ser um caso em que vale a pena pesar os riscos e as vantagens e, em certos casos, vacinar. A dificuldade em conseguir respostas sobre a segurança da nova vacina é a razão pela qual ainda não foi decidida a orientação quanto à imunização das grávidas.

Aliás, também o tratamento com antivirais precisa de ser ponderado. A primeira grávida infectada com o vírus H1N1 em Portugal está a reagir bem ao tratamento com Tamiflu, mas "a decisão só foi tomada depois de se reunir a equipa de obstetrícia e serem pesados os prós e contras", explica Laurindo Frias, director clínico do Hospital de Ponta Delgada. A mulher de 33 anos, grávida de três meses, é um dos dez novos casos de gripe A registados ontem no País, num total de 71 desde o início da pandemia.

Desde a morte de uma rapariga de 20 anos, grávida, em Espanha, que a Organização Mundial de Saúde recomenda que se preste atenção redobradas às grávidas. E ontem morreu mais uma mulher à espera de bebé devido à gripe, desta vez em Los Angeles. "Parece existir um risco acrescido para grávidas, sobretudo perto do fim da gestação", explica Graça Freitas, da Direcção-Geral de Saúde. "Mas ainda estamos à espera de testes para saber se é eficaz e segura", revela a perita,

Quanto à recomendação dos médicos para não dar a vacina até aos três meses de gestação, Graças Freitas admite "que por regra as grávidas não são vacinadas nos primeiros meses", mas refere que é "preciso analisar as vantagens".

Mas mesmo que seja segura, "qualquer vacina é contra-indicada nos primeiros três meses de gestação porque há o perigo de interferir com o normal desenvolvimento do feto", alerta Daniel Pereira da Silva, director do serviço de Ginecologia do Instituto Português de Oncologia de Coimbra. "Mesmo com um vírus morto, até que haja ensaios específicos para grávidas é desaconselhado. É uma regra geral", explica.

Também o infecciologista Fernando Maltez considera que "é aconselhável evitar vacinas nos primeiros três meses da gravidez". No entanto, "se for preciso, dá-se na mesma", ressalva. Ou seja, se se concluir que o perigo potencial para a grávida e para o feto de apanhar gripe é maior do que os riscos da vacina, então esta é recomendada. Se a grávida for asmática, por exemplo. O mesmo se aplica aos medicamentos, acrescenta.

Ontem, a própria ministra Ana Jorge anunciou que quando se definiu o número de vacinas a pedir (30% da população) incluíram-se os grupos de risco já definidos e deixou-se "margem para outros grupos de risco que sejam mais tarde definidos em função da evolução e do conhecimento científico". Um desses casos são as grávidas. E segundo a ministra, em breve será decidido se todas as grávidas e todas as crianças fazem parte (ver caixa) dos grupos prioritários para a vacina. Se os testes, planeados para o Verão, provarem que a vacina é segura, as grávidas perto do fim da gestação serão de certo uma prioridade. »

Fonte:DN
Link:http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1304217

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Médico pouco valoriza as queixas de cólica menstrual, diz pesquisador


«
Por AE

São Paulo - A cólica menstrual pode ser o principal indício de endometriose, mas os profissionais não dão a devida importância ao problema, segundo o ginecologista e coordenador do Ambulatório de Endometriose e Dor Pélvica da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Eduardo Schor. De acordo ele, alguns estudos mostram que os primeiros sintomas ocorrem entre os 16 e 20 anos de idade, "mas o diagnóstico somente é fechado oito ou dez anos depois”, destaca.

A endometriose é caracterizada pela presença do tecido que reveste o interior do útero fora da cavidade uterina. O endométrio pode se alojar em órgãos da pelve como trompas, ovários, intestinos ou bexiga. O especialista explica que, quando acontece o diagnóstico tardio, apenas 40% das mulheres obtêm sucesso com o tratamento. "Os outros 60% restantes acabam necessitando de cirurgia que, geralmente, são mutiladoras e a mulher pode perder ovários, parte do intestino ou trompas”.

A endometriose, além de dificultar uma gravidez, pode levar a infertilidade. Estimativas indicam que 10% a 15% das brasileiras, cerca de seis milhões de mulheres, enfrentam o problema. As queixas de cólicas nos consultórios ginecológicos acabam, na maioria das vezes, resolvidas com a indicação de antiespasmódicos e anti-inflamatórios.

Schor explica que, quando a doença é diagnosticada precocemente, em cerca de 90% dos casos é possível tratar clinicamente, suspendendo a menstruação com o uso contínuo de pílulas anticoncepcionais, dispositivos intrauterinos (DIU) com hormônios ou injeções. “Na fase inicial, uma gravidez também pode funcionar como tratamento, mas como as mulheres estão engravidando cada vez mais tarde por conta do seu papel no mercado de trabalho, a incidência e a agressividade da doença só vem aumentando”, diz.


AE»

Fonte:Abril.com
Link:http://www.abril.com.br/noticias/ciencia-saude/medico-pouco-valoriza-queixas-colica-menstrual-diz-pesquisador-447375.shtml

terça-feira, 7 de julho de 2009

"Curtas" SEXO FAZ BEM PARA O SEXO


«SEXO FAZ BEM PARA O SEXO
Fazer sexo todos os dias pode melhorar a qualidade do esperma. A conclusão é de um estudo australiano que analisou 118 homens com problemas de infertilidade - 80% deles apresentaram melhora depois de uma semana na qual fizeram sexo duas vezes ao dia.»

Fonte:Terra.com
Link:http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2069/a-bicicleta-e-a-fertilidade-143307-1.htm

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Depressão Pós Parto -Como evitar?


"O que é a Depressão Pós Parto?

A depressão pós parto é frequentemente conhecida como um período de profunda tristeza, choro, irritabilidade, cansaço e abatimento, que surge nas mulheres que terminam a gravidez e iniciam a relação com o seu filho recém-nascido.

Não se trata de um mito, a depressão pós parto existe, mas necessita de ser esclarecida, o que se pode fazer de um modo relativamente simples: Há uma fase pós parto em que o humor pode ser depressivo, mas esta fase é breve enquanto que a verdadeira depressão pós parto é algo mais raro, mas também muito mais grave, incapacitante e duradouro.

Conhecer o período breve de depressão que surge pós parto, não é menos relevante que o diagnóstico de uma depressão pós parto instalada: é essencial que se ajude a mãe a ultrapassar a fase, para que esta seja de facto curta e sem consequências graves para mãe e filho.

É algo normal e esperado dado que são muitas as alterações que justificam o aparecimento da depressão pós-parto: alterações hormonais relacionadas com o fim do período de gravidez; as dificuldades e debilidade física que a mulher pode apresentar no parto e na sua recuperação; a percepção da fragilidade que a mulher pode ter em relação ao recém-nascido, em especial se o caso envolver problemas de saúde, fragilidade física ou diagnósticos médicos inesperados e irreversíveis.
A própria novidade de ser mãe traz ansiedade em relação à sua capacidade de resposta e insegurança em relação ao quanto será competente e suficiente para um novo ser tão frágil.

As alterações estão também relacionadas com os novos papéis assumidos na família (papel de mãe, de pai, de avós, de filhos e de irmãos) e a modificação de relação entre os vários elementos.
É largamente conhecida a fase em que pela nova experiência de ser mãe, se revive a um nível muito profundo a experiência de ser filha, o que pode ter um impacto muito negativo se o relacionamento mais precoce com a sua mãe não tiver sido sentido como algo seguro, repleto de amor, carinho, conforto e confiança.

A própria experiência de casamento pode ser repensada e se a mulher fizer uma avaliação negativa do que tem sido a vida conjugal, se houver uma quebra nas expectativas iniciais, se a relação for sentida como insatisfatória e frustrante, a depressão pós parto também pode aparecer acentuada, neste caso como uma máscara que por detrás tem um conflito não resolvido e que está a ser fonte de mal estar, independentemente da nova relação com o bebé e com a experiência de maternidade.

Outra alteração de grande impacto é a alteração de rotinas quotidianas, algo incontornável entre o casal que enfrenta exigências completamente diferentes e muito mais pesadas que as anteriores ao nascimento dos filhos:
As tarefas de casa são alteradas (e muito acrescidas) tendo impacto no seu sono, cuidados pessoais, alimentação e em tudo à sua volta porque o bebé recém-nascido exige respostas muito frequentes por parte dos pais.
Por outro lado a mulher está fora dos seus meios usuais: há um afastamento do convívio social e do seu emprego, implicando perdas afectivas, mas também de decréscimo do seu investimento profissional e da sua realização em relação à carreira.

As alterações emocionais associadas ao período pós parto parecem assim fáceis de compreender e justificadas pelas mudanças inevitáveis que o nascimento de umas crianças traz aos pais.
É essencial então, facilitar o período pós parto para que a nova mãe passe esta experiência da melhor forma possível, e sem correr o risco de comprometer a relação com o bebé, que mais do que nunca, precisa do seu amparo, carinho, atenção e cuidados.

O pai e a família próxima deverão ser capazes de aceitar as alterações emocionais da mãe, confortá-la sem dramatizar nem criticar, reforçar as suas competências como mãe (ainda que recém adquiridas e por isso pouco consistentes), ajudar no cumprimento das tarefas quotidianas, assim como nos cuidados com o bebé, sempre que necessite, mas tendo o cuidado de não a substituir nem interferir na relação estabelecida entre os dois.

A própria mãe deverá oferecer a si mesma momentos de bem estar, nem que seja um banho com mais tempo quando deita o bebé e o pai está presente para o atender se acordar, uma refeição com o seu prato preferido, um livro que queria ler há muito, um café com uma amiga com quem possa conversar, um passeio num local que goste, ou a ida ao cinema, teatro ou algo que a atraia.

É importante que não se descuide nos seus cuidados de higiene, beleza e saúde, assim como com o exercício físico. Estes cuidados não devem ser fonte de culpa (porque sente que está a dispensar tempo para si que deveria ser para o bebé), mas vistos como cuidados que contribuem para a sua recuperação e como tal para o desenvolvimento da sua relação com a criança e bem-estar dos dois.

Acima de tudo, é importante permitir à nova mãe que partilhe a sua insegurança, dúvidas e emoções para que não se sinta só na fase que se espera que seja das mais belas da vida de uma mulher.

conteúdo gentilmente cedido por :

Dra. Lídia Rego
Psicóloga Clínica da Saúde
Colaboradora da Primus Care"

Fonte:Guia da Família
Link:http://www.guiadafamilia.com/guiadagravida/tema.php?id=5049

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Cuidados redobrados durante a gravidez


"Andreia Pereira

Ao longo dos nove meses de gestação, não raro, as grávidas duplicam os seus cuidados. Até porque os comportamentos adoptados fora do ventre materno repercutem-se no desenvolvimento do seu bebé. Conheça os conselhos que a ajudarão a proteger-se a si e ao pequeno rebento que carrega na sua barriga.

Se está grávida ou pensa engravidar, saiba que a regra de ouro de uma gestação passa por uma boa alimentação. Contrariamente ao que dizeres populares, não se deve comer por dois, sob pena de se engordar mais do que aquilo que é absolutamente necessário para o desenvolvimento do feto. Segundo o Dr. Fernando Cirurgião, director de Serviço de Obstetrícia do Hospital São Francisco Xavier, em Lisboa, "deve-se evitar, ao máximo, ceder às ‘tentações' dos doces e dos hidratos de carbono", uma vez que estes alimentos dificultam a digestão e contribuem para um aumento exagerado de peso.

Para este especialista, os bebés espelham o estilo de vida que se adoptou durante a gestação. "A ingestão de açúcar em exagero durante a gravidez pode contribuir para que os bebés nasçam com peso a mais. E, mais tarde, serão crianças tendencialmente obesas, com predisposição para desenvolverem hipertensão ou diabetes."

Embora não haja um peso-padrão para a gravidez, o obstetra indica que, em média, uma gestante deve aumentar cerca de 10 a 11 quilos, porque é este o peso que a mulher perde aquando do parto. De acordo com estes cálculos, "é permitido que uma mulher engorde mais ou menos um quilo por cada mês de gestação". Aceita-se, porém, que nos últimos meses a mulher possa aumentar dois quilos por cada 30 dias.

Se, por um lado, há que dosear as quantidades de alguns alimentos, o obstetra indica que se pode e deve reforçar a ingestão de cálcio durante o período de gestação. "O ideal é beber dois a três copos de leite por dia, dado que se trata de um alimento rico em cálcio." Nas refeições intercalares - a este propósito Fernando Cirurgião lembra que, de duas em duas horas, se devem efectuar pequenos lanches -, os iogurtes são uma alternativa ao consumo de leite. Já o queijo fresco deixa algumas reticências no seu consumo. "O ideal é que este alimento seja pasteurizado", para evitar um eventual risco brucelose.


Toxoplasmose: ameaça oculta

O parasita da toxoplasmose, quando atinge uma mulher em período de gestação, pode provocar algumas sequelas no feto, nomeadamente "a nível cerebral, ocular ou até em outros órgão dos sentidos". Sabe-se que este microrganismo encontra no gato o seu hospedeiro. Este animal, ao expelir as fazes para o solo, inicia um ciclo de contaminação que se estende às plantas e, destas, para os animais. O ser humano, quando consome produtos animais ou vegetais, está, então, a entrar neste circuito.


"As grávidas devem evitar o contacto directo com a terra ou com a carne crua, uma vez que esta poderá ser uma via de contaminação." O especialista sugere, ainda, que se tenha algum cuidado com a confecção de alguns alimentos - concretamente os legumes e a carne crus - cozinhando-os a altas temperaturas, para "anular" o toxoplasma. Para além da preocupação com estes alimentos, as grávidas devem evitar consumir produtos de fumeiro: por não serem cozinhados a altas temperaturas, julga-se que podem ser uma via de contágio.


Para se apurar a existência de uma toxoplasmose no organismo, os clínicos recorrem a "análises de sangue (são efectuadas várias vezes durante a gestação), porque deste modo "consegue-se saber qual o estado imunológico da grávida". Contudo, "idealmente, seria aconselhável realizar este exame antes da concepção, para comparar com os resultados durante a gestação". Esta é uma tentativa de perceber se já houve um contacto com o toxoplasma antes de a mulher engravidar.

"Suspeitando-se de toxoplasmose, a amniocentese [método de diagnóstico pré-natal] ajuda a determinar se houve transmissão materno-fetal. E, em caso positivo, se o feto está ou não infectado, já que o facto de a mãe ser portadora do parasita não significa que o bebé possa ser afectado." O especialista explica que, numa fase embrionária, o risco de infecção "é muito grande", contrariamente ao que se passa no final da gravidez, em que o feto está mais protegido pelo seu sistema imunitário.


Ligações perigosa

São universalmente conhecidos os malefícios do tabaco. Mas uma mulher que pense engravidar deve saber de antemão que o consumo continuado da nicotina pode deixar estragos. "O tabaco interfere com a irrigação das artérias, pelo que, se as artérias que ‘alimentam' o útero já tiverem algum reflexo das alterações provocadas pelo tabaco, provavelmente, o desenvolvimento da placenta não será o adequado."


Devido ao "envelhecimento precoce da placenta", há um risco de se registar um atraso de crescimento in útero e de o bebé nascer com baixo peso à nascença. Paralelamente, sabe-se que há uma "grande hipótese" de prematuridade.


"Quando não é possível suspender o tabagismo, aceita-se um consumo até cinco cigarros por dia. Até este número considera-se que não haverá uma influência directa no desenvolvimento do feto." Em todo o caso, é necessário "incentivar as mulheres a abandonarem ou reduzirem o tabaco", de modo a minorarem alguns efeitos colaterais do cigarro, nomeadamente o desenvolvimento de diabetes gestacional.


Nem sempre a diabetes está relacionada com uma má alimentação ou com determinados estilos de vida. "A história familiar pode contribuir para que a diabetes apareça durante a gravidez." Mas não só: "uma gravidez mais tardia é um factor de risco no desenvolvimento de uma diabetes gestacional", considera Fernando Cirurgião. Com a alteração de "todo o ambiente hormonal" há, ainda, a possibilidade de se propiciar o aparecimento da diabetes, que, após o parto, desaparece espontaneamente.


Actividade física: sim ou não?


Embora as grávidas não possam realizar grandes piruetas, a actividade física não lhes é interdita. "Uma caminhada diária, durante 30 minutos, produz enormes benefícios: tonificação muscular, alívio das dores lombares e prevenção do aumento de peso exagerado", acrescenta Fernando Cirurgião. A natação pode, ainda, ser uma óptima ajuda na "flexibilidade e relaxamento".


Por uma boa higiene oral


Durante a gravidez, "há uma maior fragilidade de todo o suporte dos dentes e as gengivas são mais sensíveis, razão pela qual se justificam as hemorragias com o escovar dos dentes", diz Fernando Cirurgião. Assim, deve-se apostar na utilização de elixires e reforçar o aporte de cálcio. Mas não é por estar grávida que a mulher fica impossibilitada de consultar um dentista ou estomatologista. Bem pelo contrário: "pode e deve, a fim de fazer a revisão ou prevenção de eventuais problemas dentários".


Fonte:Médicos de Portugal
Link:http://medicosdeportugal.saude.sapo.pt/action/2/cnt_id/2768/

terça-feira, 30 de junho de 2009

Quinze formas de relaxar durante a gravidez


"Já está provado que o excesso de estresse na gestação tem efeito nocivo no corpo da mãe e no desenvolvimento do bebê. Para ajudar a manter o equilíbrio nesse período, selecionamos algumas ideias para reduzir a tensão e deixá-la mais tranquila, segura e cheia de energia.

1. Reserve um tempo para você

Durante a gravidez, a agenda costuma ficar bem mais apertada: é preciso conciliar o tempo entre o trabalho, as idas ao médico, os cuidados com a casa e os preparativos para o enxoval e a decoração do quarto do bebê. Nesse corre-corre diário, nem sempre há espaço para a pessoa mais importante do mundo: você! Por isso, não deixe de incluir na rotina o que dá prazer, como ler o lançamento do seu escritor favorito, preparar o prato predileto ou assistir a novela.

2. Faça exercícios

Existem, pelo menos, três bons motivos para manter uma atividade física regular durante a gestação: a prática aumenta a liberação da endorfina – o hormônio responsável pela sensação de bem-estar –, diminui as chances de um parto prematuro e ajuda no controle do ganho de peso. E isso se traduz, lá na frente, em uma volta mais rápida à forma antiga.

3. Aprenda tudo sobre bebês

O nascimento é cercado de ansiedade e dúvidas, da gravidez aos primeiros meses de vida da criança. Ler sobre o assunto na internet, em livros, em revistas e conversar com amigas que já têm filhos ajuda a amenizar esse sentimento de insegurança.

4. Vista-se como quiser

Pela primeira vez na vida, ter uns quilos a mais não é motivo para estressar. Então, aproveite os seios fartos e as curvas arredondadas para mudar um pouco o estilo e experimentar combinações e peças de roupas que você nunca usou.

5. Alivie o cansaço com um escalda-pés

Não é fácil ficar muito tempo em pé. Uma sugestão para diminuir o inchaço e o cansaço nas pernas é preparar um escalda-pés, no final do dia: encha uma bacia com água quente – a temperatura não deve ultrapassar 37 °C – e faça uma infusão com ervas relaxantes. Folhas de hortelã, por exemplo, têm um efeito refrescante, o capim-limão ajuda a amenizar a tensão e as flores de calêndula são ótimas para hidratar a pele. Deixe os pés mergulhados por até 20 minutos.

6. Converse com a sua barriga

Desde os primeiros meses, o bebê já pode ouvir o que acontece no mundo ao redor. Dizer a ele o que você está sentindo, ler uma história ou até mesmo cantar contribui para o fortalecimento do vínculo afetivo. Além disso, esse é um jeito carinhoso de vocês se conectarem.

7. Não dê ouvidos a todos os conselhos

Parece que todas as pessoas – até mesmo um desconhecido na rua – têm um conselho: da gravidez ao primeiro ano de vida do bebê. Algumas dessas palavras são valiosas, mas a maioria, não. Ao contrário, só servem para deixá-la mais e mais ansiosa. Reserve-se o direito de ouvir apenas familiares próximos e amigos queridos, mudando elegantemente de assunto toda vez que alguém vier com o relato de uma prima que...

8. Saia mais com as amigas

Elas acompanham a sua vida e devem estar curiosas para saber como você encara esse momento. Aproveite! Nesta fase, os sentimentos costumam ser intensos e variados –medo, ansiedade, angústia, felicidade, euforia – e dividi-los é uma forma de se tranquilizar.

9. Pense positivo

Afastar reflexões negativas traz ganhos para o corpo e a mente em qualquer fase da vida. Estudos já comprovaram: estresse e pessimismo enfraquecem até o sistema imunológico. Então, pense positivo, mentalize as emoções que deseja para você e seu bebê e irradie boas energias.

10. Comece o dia com um alongamento

Alongar-se diariamente ajuda a relaxar as costas, aliviando as dores tão comuns na gravidez. Se a barriga já estiver muito grande, se exercite sentada: ponha as mãos atrás da cabeça e alongue-se para a direita e para a esquerda, alternadamente. Depois, abra e estique os braços. A sensação de bem-estar é imediata.

11. Não trabalhe além do necessário

Esta é uma fase em que você precisa ser muito disciplinada, inclusive com seu trabalho. O expediente terminou? Desligue seu computador e vá embora. Evite, ao máximo, fazer hora extra e levar tarefas para casa. O excesso de estresse pode causar um parto prematuro. Lembre: agora, você precisa se manter cheia de energia para enfrentar com disposição a maratona que vem pela frente.

12. Durma muito

Se você é do tipo que costuma pular o tempo de descanso, adapte sua rotina. Oito horas de sono diárias são essenciais para quem gera uma nova vida. Sinta-se ainda no direito de tirar cochilos quando for necessário. Está com dificuldades para dormir? A melhor posição é deitada com o corpo para o lado esquerdo. Dessa forma, o fluxo sanguíneo é favorecido e, consequentemente, o de nutrientes para o bebê.

13. Coma bem

A alimentação saudável é uma das maiores armas contra o cansaço e o mal-estar, então mantenha uma dieta equilibrada e diversificada. Além de combater os desconfortos típicos da gravidez, como azia e enjoos, você contribui para o desenvolvimento do seu filho.

14. Mantenha sua vida sexual

O sexo durante a gravidez é bem-vindo! As carícias aprofundam a intimidade do casal, relaxam a gestante e contribuem para o desenvolvimento da musculatura do períneo, o que poderá ajudar na hora do parto normal. E não se preocupe: o medo de machucar o bebê é infundado.

15. Participe de um curso de gestante

O curso de gestante ajudará você a se sentir mais segura em relação à gravidez e à chegada do bebê. Na sala de aula, é ensinado como aliviar as dores nas costas, a respiração correta durante o trabalho de parto, como dar o banho no recém-nascido, entre outras coisas. Esse é um ambiente excelente para conhecer pessoas que estejam vivendo as mesmas emoções."

Fonte:GazetaWeb
Link:http://gazetaweb.globo.com/v2/noticias/texto_completo.php?c=179732

1901 grávidas na Barrigas de Amor


"A terceira edição da Barrigas de Amor, realizada durante o dia de ontem no Parque dos Poetas, em Oeiras, registou a participação de 1901 grávidas e cerca de nove mil visitantes, um número que, apesar de superar os visitantes da primeira edição, ficou aquém das expectativas para este ano.

"Nesta edição esperávamos mais pessoas. Mas choveu muito de manhã. É evidente que o tempo não tem ajudado", referiu Carlos Noivo, membro da organização daquela que é considerada a maior concentração de grávidas do País.

A ‘Barrigas de Amor’ deste ano ofereceu aos visitantes vários espaços dedicados à saúde, à puericultura, assim como ginástica, serviços e palestras inteiramente dedicados às grávidas, pais e bebés.

Tendo em conta que o decréscimo da taxa de natalidade em Portugal é um dado adquirido nos últimos vinte anos, a organização desta iniciativa pretende formalizar o dia 9 de Setembro como o Dia Nacional da Maternidade. "Nesse dia vamos finalizar o processo de petição, que conta com mais de quatro mil assinaturas, entregando-a na Assembleia da República, para que seja instituído o Dia Nacional da Maternidade", anunciou Carlos Noivo.

Para além disso, será desenvolvido o primeiro guia com informação exaustiva sobre a maternidade e a paternidade, com especial destaque para os direitos da grávida. A primeira tiragem será de meio milhão de exemplares e será distribuída em instituições de saúde, delegações da Segurança Social e nos transportes públicos.

Ana Sofia, de 29 anos, espera o seu primeiro filho e viu nesta iniciativa uma oportunidade para se preparar para o momento do nascimento do bebé. "Saímos de uma tenda sobre técnicas de relaxamento durante o trabalho de parto. É pena ser só um dia. É muita informação, queremos estar em todas as tendinhas, mas estou a adorar", disse a futura mãe, que reside em Mem Martins, Sintra.

TESTEMUNHOS

"PENSAVA QUE HAVIA MAIS TENDAS" (Marta Patrícia, 26 anos)

É a primeira vez que venho a esta iniciativa. Pensava que havia mais coisas, mais tendas, mas é engraçado. Um das coisas que não tinha grande conhecimento era a musicoterapia, a importância da música na relação com o bebé antes e depois do seu nascimento.

"VOU SABER MAIS SOBRE O CORDÃO UMBILICAL" (Helena Silva, 40 anos)

Estou a gostar imenso porque tem a ver com o momento que estou a passar. Apesar de ser mãe pela segunda vez, tudo é novidade para mim. Nenhuma gravidez é igual, estamos sempre a aprender. Hoje vou tentar saber mais sobre o cordão umbilical porque tenho um conhecimento vago.

APONTAMENTOS

GRÁVIDAS

Em 2007 participaram 1307 grávidas e mais de quatro mil visitantes. Por sua vez, a 2.ª edição, em 2008, contou com a presença de 1934 grávidas e mais de dez mil pessoas.

ASSOCIAÇÕES

Várias associações estiveram representadas, tais como a Associação Portuguesa de Crianças Desaparecidas, a Ajuda de Berço e a Associação Portuguesa de Famílias Numerosas.

ESPAÇOS

Entre os vários espaços criados para a iniciativa destacou-se o espaço ‘Em Forma’, onde as mães puderam fazer ginástica para a recuperação pós-parto.

Joana Nogueira"

Fonte: Correio da Manhâ
Link:http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?contentid=D86FDDF4-F07A-420E-A732-D047CBA5EE2D&channelid=00000010-0000-0000-0000-000000000010

quinta-feira, 25 de junho de 2009

A Ansiedade na Gestação


«Dra. Raquel Machado

Falar de gestação é referir uma das fases mais importantes da sexualidade da mulher, constituindo um período, desde a concepção até ao parto, de profunda transformação, ao longo do qual ocorrem inúmeros ajustamentos e mecanismos adaptativos do ponto de vista físico e psicológico.

Este acontecimento, inclui variações individuais de acordo com a personalidade de cada mulher, bem como o grau de ajustamento e aceitação à gravidez. Assim, são vividas inúmeras emoções, fantasias, angústias e ansiedade, sendo que inúmeros autores consideram que muita da ansiedade e distorções das fantasias maternas, constituem mecanismos saudáveis, em especial nos primeiros três meses, que representam, na realidade, um período de adaptação da mulher face ao seu novo papel.

O nascimento de um bébé exige da mãe uma energia física e psíquica considerável e para este investimento é fundamental que a mãe se sinta confiante e segura das suas competências enquanto mulher e mãe.

Contudo, muitas mulheres grávidas podem ficar muito ansiosas na gravidez, sendo a ansiedade o resultado de um medo ou temor de que a gravidez não corra bem, que a saúde do bébé esteja comprometida ou que o seu corpo fique disforme. As preocupações com a maternidade (educação, relação com o bébé) aparecem também como uma influência importante no estado de ansiedade durante a gestação.

A ansiedade e as preocupações com a maternidade durante a gestação têm implicações ao nível da saúde da mãe e do bébé. Durante toda a gravidez, o bébé vive as emoções da mãe, sendo estas positivas ou negativas, manifestando alguma agitação.

Elevados valores de ansiedade têm sido particularmente responsabilizados por complicações durante o parto e por perturbações do comportamento da criança, tornando-se com dificuldades em adormecer ou com uma certa irritabilidade.

Apesar da ansiedade na gestação constituir uma forma adaptativa no período inicial de adaptação à gravidez, torna-se prejudicial quando persistente ao longo de toda a gravidez. Daí que seja aconselhável que a gravidez seja o mais calma possível para o bem da sua saúde e da saúde do seu bébé.»

Fonte:Médicos de Portugal
Link:http://medicosdeportugal.saude.sapo.pt/action/2/cnt_id/2677/

Diabetes gestacional: Só na gravidez


«Chama-se diabetes gestacional e é um tipo de diabetes que só acontece na gravidez. E porque há risco para a mãe e para o bebé impõe-se uma vigilância diária dos níveis de açúcar no sangue.

O mecanismo da diabetes gestacional é idêntico ao dos outros tipos de diabetes: tem a ver com a forma como o organismo usa o açúcar (glucose), a nossa principal fonte de energia.

Tudo se passa ao nível da digestão, durante a qual os hidratos de carbono fornecidos pela alimentação são decompostos em moléculas de açúcar. Uma delas é a glucose, que é absorvida directamente pelo sangue mas precisa de ajuda para penetrar nas células - é a insulina, hormona produzida pelo pâncreas, que desbloqueia essa entrada. Numa pessoa com diabetes este mecanismo não funciona adequadamente e o resultado é níveis demasiado elevados de glucose no sangue.

É o que acontece também com a diabetes gestacional. Durante a gravidez a placenta produz hormonas que vão sustentar o desenvolvimento do feto, mas essas hormonas tornam as células mais resistentes à insulina. E à medida que a gestação evolui e a placenta cresce, maior é a produção dessas hormonas e, por consequência, maior a resistência à insulina.

Normalmente, o pâncreas reage e reforça a produção de insulina de modo a ultrapassar esta resistência. Mas nem sempre é capaz de responder com eficácia, o que faz com que pouca glucose chegue às células e com que demasiada circule no sangue. É assim a diabetes gestacional, que se desenvolve com frequência no segundo trimestre de gravidez.

E surge com maior probabilidade em mulheres com antecedentes familiares próximos de diabetes ou que já tiveram diabetes gestacional numa gravidez anterior. Mulheres com excesso de peso ou obesas também correm maior risco, o mesmo acontecendo com as de idade superior a 25 anos.



Risco para a mãe e para o bebé

Raramente a diabetes gestacional dá sintomas. A mulher pode sentir uma sede invulgar ou mais vontade de urinar, mas a maioria das vezes não há qualquer manifestação da doença. No entanto, o despiste deste tipo de diabetes integra os cuidados pré-natais, estando previsto um teste ao sangue específico entre a 24.ª e a 28.ª semanas de gravidez ou mais cedo se houver factores de risco significativos.

A realização deste teste é essencial na medida em que, se não tratada, a diabetes pode ter implicações na saúde do bebé e da mãe. Assim, o bebé pode crescer demasiado o que dificulta o nascimento por via vaginal, obrigando muitas vezes a cesariana: esta condição, chamada macrossomia e que corresponde a um feto com mais de quatro quilos, ocorre porque a glucose que circula em excesso no sangue acaba por alcançar a placenta, obrigando o pâncreas a produzir mais insulina.

Outra complicação possível é a hipoglicemia: o bebé nasce com pouco açúcar no sangue porque a sua própria produção de insulina é elevada. Para equilibrar os valores, pode ser necessário administrar uma solução de glucose, o que se faz por via intravenosa. O bebé pode, além disso, ter dificuldade em respirar e ter necessidade de receber oxigénio.

A icterícia neo-natal está também associada à diabetes gestacional: a pele e o branco dos olhos ganham uma tonalidade amarelada pelo facto de o fígado do bebé ainda ser imaturo e não conseguir decompor uma substância chamada bilirrubina. Esta condição trata-se facilmente e se tratada não constitui qualquer problema. Exige, no entanto, atenção.

A prazo, há o risco de obesidade e de diabetes do tipo 2. O mesmo risco corre a mãe, a par de uma maior probabilidade de voltar a desenvolver diabetes gestacional numa outra gravidez. Mais provável é também a pré-eclâmpsia, caracterizada por pressão arterial elevada e proteínas em excesso na urina e que, sem tratamento, pode abrir caminho a graves complicações para a mãe e para o bebé.



Vigiar a glucose é preciso

Dados os riscos, é fundamental manter os níveis de açúcar no sangue controlados, com o plano de tratamento a incluir a vigilância diária da glucose. O ideal é que os valores - recomendados pelo médico - sejam monitorizados quatro a cinco vezes por dia, o que parece difícil mas é muito fácil graças aos aparelhos de medição da glucose existentes actualmente. Basta uma gota de sangue para conhecer os valores a cada momento e, se necessário, intervir para os corrigir.

A alimentação é uma componente essencial do tratamento: há que privilegiar os alimentos que, sendo nutritivos, são pobres em gorduras e calorias - mais vegetais, frutas e cereais integrais e menos produtos de origem animal e, naturalmente, menos fontes de açúcar.

Paralelamente há que investir no exercício físico, sabendo que desta forma a glucose chega mais facilmente às células, onde é transformada em energia. O exercício também aumenta a sensibilidade do organismo à insulina, o que significa que é necessária menos quantidade para transportar o açúcar. A estes benefícios juntam-se outros ao nível do alívio de alguns dos desconfortos da gravidez. Não se trata aqui da prática desportiva, mas de actividades como caminhar e nadar.

Quando estas medidas se revelam insuficientes para controlar a glicemia (açúcar no sangue) pode ser necessário recorrer a medicamentos, nomeadamente injecções de insulina. Com vigilância e cuidados ao nível da alimentação e do exercício físico é, quase sempre, possível controlar a diabetes gestacional. Sabendo que ela é temporária e que, após o parto, os níveis de açúcar no sangue rapidamente voltam ao normal.



Alto risco

Quando a mulher tem diabetes, do tipo 1 ou 2, e engravida essa gravidez é considerada de alto risco. Tal como uma gestação múltipla (gémeos ou mais) ou a partir dos 40 anos. Isto não é automaticamente sinónimo de problemas, mas apenas de que é necessário prestar especial atenção e adoptar determinados cuidados para uma gravidez sem complicações, para a mulher e para o bebé.

O mais importante numa grávida com diabetes é, naturalmente, manter os níveis de glucose controlados, ou seja, próximos dos valores considerados normais em cada situação. É preciso ter em conta que a gravidez provoca um sem número de alterações no corpo da mulher, o que, num quadro de diabetes, pode implicar ajustes no tratamento - na alimentação, no exercício físico, nos medicamentos.

Está provado que níveis elevados de glucose no sangue durante a gravidez estão associados a risco acrescido de complicações da diabetes (problemas na visão, doença renal e cardíaca), maior probabilidade de parto prematuro, de o bebé nascer com peso a mais ou a menos. Defeitos congénitos e aborto espontâneo são igualmente possíveis. Tudo isto porque a glucose existente no sangue de uma grávida atravessa a placenta e alcança o feto, sendo os seus efeitos particularmente danosos nas primeiras oito semanas de gestação, quando estão a ser formados órgãos como o cérebro, o coração, os rins e os pulmões, embora a diabetes gestacional ocorra principalmente a partir do segundo trimestre de gravidez.

O ideal é que a gravidez seja planeada, para que a equipa médica possa conceber um plano de tratamento com antecedência e para que a mulher comece a segui-lo ainda antes de engravidar. Mas, está sempre a tempo de dar os passos necessários mal suspeite da gravidez.

Um dos cuidados essenciais é a monitorização da glicemia, sendo normalmente recomendadas quatro a cinco medições diárias, no pressuposto de que a grávida é o principal elemento da equipa que trabalha para que a diabetes esteja controlada e a gravidez e o parto decorram sem sobressaltos.

E nesta vigilância diária há que conhecer os valores e como actuar caso ultrapassem ou fiquem aquém dos recomendados. É que existe tanto o risco de hiperglicemia como de hipoglicemia, ambos prejudiciais para a saúde da mãe e do bebé.

Durante a gravidez pode ser necessário ajustar o plano alimentar, dado que é um dos melhores meios para controlar os níveis de açúcar. Isto geralmente significa comer mais vegetais e cereais integrais, que têm um alto valor nutricional, mas baixo em gorduras e calorias, e menor quantidade de produtos animais e açúcares.

E, tal como as demais grávidas, pode beneficiar da toma de suplementos de minerais e vitaminas.

Ajustável é igualmente a medicação. A grávida continua a receber insulina, mas poderá haver lugar a um novo esquema de tratamento, alterando, por exemplo, a quantidade ou a regularidade das tomas.

É que à medida que a gestação avança é provável que as necessidades de insulina aumentem, porque o organismo fica resistente à acção desta hormona segregada pelo pâncreas.

São ajustes indispensáveis perante a nova realidade. Mas no essencial o que a mulher grávida com diabetes precisa é de vigiar os níveis de glucose no sangue e manter um estilo de vida saudável, cumprindo as orientações médicas.

É certo que é uma gravidez de risco, mas todos os dias nascem bebés saudáveis de mães com diabetes.»

Fonte: Medicos de Portugal
Link:http://medicosdeportugal.saude.sapo.pt/action/2/cnt_id/2738/?textpage=3

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Os mitos da gestação


«Especialista da Paraná Clínicas desvenda os mistérios da gravidez


Durante a gravidez, as futuras mães são “bombardeadas” por mitos e superstições, originárias de várias partes do mundo, sem nenhum fundamento científico e que na maioria dos casos não passam de tradição popular.

Para diminuir a preocupação das mulheres, a obstetra da Paraná Clínicas Planos de Saúde Empresariais, Mery Lubna, desvendou seis mitos da gravidez.

1 - Grávidas sentem mais calor.

VERDADE - As gestantes sentem mais calor por conta do aumento do metabolismo¹. Com a chegada dos dias quentes de verão, a grávida também transpira mais, facilitando a perda líquidos e sais minerais.

2 - Comer chocolate durante a gestação provoca cólicas no feto.

MITO – O consumo de grandes quantidades de chocolate provoca cólicas em recém nascidos e não no feto. Portanto, as mulheres grávidas podem comer chocolate, desde que com moderação, devido ao grande valor calórico deste alimento.

3 – As grávidas precisam comer por dois.

MITO - A alimentação da mulher durante a gravidez tem inúmeras finalidades, entre elas manter a gestante saudável, contribuir para a formação adequada do feto e armazenar nutrientes para a fase da amamentação. Sendo assim, a alimentação da gestante deverá ter mais qualidade do que quantidade: um pequeno aumento calórico e uma boa modificação nos nutrientes garantirão o equilíbrio nutricional ideal.

4 – Ficar sem comer aumenta o enjôo.

VERDADE - As gestantes não devem ficar longos períodos sem comer, pois a liberação de ácidos no estômago vazio provoca o aumento dos enjoos. Além disso, o jejum aumenta os riscos de hipoglicemia², que pode ser prejudicial ao bebê, e as chances de um distúrbio do metabolismo.

5 – A prática sexual pode prejudicar o bebê.

MITO - Após as primeiras consultas, o obstetra terá condições de liberar, ou não, a gestante para a prática de relações sexuais. De acordo com estudos, durante o ato sexual ocorre o aumento do fluxo sanguíneo na região da bacia e isso aumenta a oxigenação fetal. Já no momento do orgasmo, ocorre uma liberação de endorfinas³ que ultrapassam a barreira placentária, promovendo uma sensação de bem-estar no feto.

6 – A gestante não deve praticar exercícios físicos.

MITO - Após a realização de uma avaliação médica completa e desde que a grávida esteja livre de fatores de risco, a atividade física é aconselhável durante a gestação. Os exercícios mais indicados são os de baixo impacto como caminhadas, yoga, natação e hidroginástica.

¹Metabolismo: Conjunto de reações químicas que ocorrem no organismo afim de que esse gaste energia.

²Hipoglicemia: Baixo nível de glicose no sangue

³Endorfinas: Substâncias naturais, produzidas pelo cérebro em resposta a determinados estímulos, visando ao relaxamento e à preservação do corpo em relação à dor.»

Fonte:Segs
Link:http://www.segs.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=29736&Itemid=177

Os benefícios da acupuntura na gravidez


«A prática é eficaz no tratamento de alguns desconfortos durante a gestação, como azia e enjoos. Mas há cuidados específicos para as grávidas

Ana Paula Pontes

A acupuntura é usada, cada dia mais, como medicina complementar. E as grávidas também podem, sim, se beneficiar dessa prática. Um estudo brasileiro comprovou que a aplicação das agulhas pode amenizar a azia, um desconforto comum a muitas gestantes.

Durante oito semanas, pesquisadores da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (SP) analisaram 36 grávidas entre a 15a e 30a semana de gestação. O resultado mostrou que o grupo escolhido para fazer a acupuntura reduziu em 75% a intensidade da azia, contra 44% das mulheres que fizeram tratamento convencional para o problema. Outros benefícios foram a melhora da qualidade do sono e a diminuição do uso de antiácidos.

“No primeiro trimestre, a indicação é para enjoos, vômitos e dores de cabeça. No fim da gestação, para as dores lombares”, diz Soubhi Kahhale, ginecologista e obstetra do Hospital São Luiz. Outro auxílio da terapia são para a redução de inchaços e ansiedade, comuns da mãe principalmente quando a hora do parto está chegando. Além disso, a acupuntura melhora a circulação e relaxa a musculatura.

Segundo Hildebrando Sabato, clínico geral, acupunturista e presidente da Sociedade Médica Brasileira de Acupuntura, a tradicional terapia chinesa é indicada durante os nove meses de gestação. “É uma terapia que não afeta o bebê, mas há pontos proibidos, que podem provocar contração uterina e antecipar o parto”, diz. A eletroacupuntura, em que são usados aparelhos elétricos para potencializar o efeito do procedimento, também está vetada na gravidez.

Acupuntura no parto

Alguns profissionais utilizam a acupuntura até para posicionar o bebê para o parto, quando ele está “sentado na barriga” da mãe. Durante o nascimento, a técnica não substitui a anestesia, mas sua aplicação pode diminuir a quantidade de analgésico que a gestante necessita para não sentir dor. Na hora de escolher o profissional, verifique se ele está credenciado na Associação Brasileira de Acupuntura.


O que é a acupuntura

Essa prática da medicina tradicional chinesa é o estímulo de pontos -- por meio de finas agulhas -- ligados ao sistema nervoso, que provocam reações no organismo, como bloqueio de dor, relaxamento da musculatura, estímulo de funções imunológicas, entre outras.

O objetivo da acupuntura é restabelecer a normalidade do fluxo de energia do organismo, para que ele possa continuar seu trabalho de curar a si mesmo ou prevenir doenças.

Cuidados necessários

Como é um método que transpassa a pele, para evitar a transmissão de doenças, o ideal é que as agulhas sejam descartáveis ou individuais. No primeiro caso, elas são jogadas no lixo após a sua aplicação. No outro, cada paciente tem o seu próprio jogo de agulhas, mas que também devem ser submetidas à esterilização.

Fontes: Roxana Knobel, professora da Universidade Federal de Santa Catarina, obstetra, especializada em acupuntura; Hildebrando Sabato, clínico geral, acupunturista e presidente da Sociedade Médica Brasileira de Acupuntura; Soubhi Kahhale, ginecologista e obstetra do Hospital São Luiz »

Fonte:Revista Crescer
Link:http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI10291-10567,00-OS+BENEFICIOS+DA+ACUPUNTURA+NA+GRAVIDEZ.html

terça-feira, 16 de junho de 2009

Risco de diabete gestacional é maior em grávida que ronca


«Se você anda acordando o seu marido no meio da noite com ruídos fora do comum, saiba que incomodar o parceiro não é o único problema dessa história. Um novo estudo da Universidade de Northwestern, nos Estados Unidos, constatou que mulheres que roncam três ou mais vezes por semana têm 14,3% de risco de desenvolver a diabete gestacional. Entre as que não emitem a barulheira, a porcentagem cai para 3,3%.

O sinal pode indicar a baixa oxigenação durante o sono, capaz de desencadear uma série de eventos no organismo. “O sistema nervoso simpático é acionado e a pressão arterial sobe. Isso provoca inflamações e mudanças metabólicas, aumentando o risco de diabete ou baixa tolerância ao açúcar”, explica a ginecologista e obstetra Francesca Facco, autora da pesquisa que acaba de ser apresentada durante o 23º Encontro Anual da Associated Professional Sleep Societies, nos Estados Unidos. Esse sistema não mais é do que uma cadeia de gânglios situados perto da medula, que, numa situação de estresse, mandam o organismo liberar adrenalina, substância que estreita os vasos sanguíneos.

Outra conclusão do estudo é que, conforme a gestação evolui, a propensão ao ronco aumenta. No começo da gravidez, 11% das entrevistadas relataram a perturbação, enquanto no terceiro trimestre o número subiu para 16,5%. “As prováveis causas do transtorno são o ganho de peso e a retenção de líquidos, responsáveis pela maior resistência nas vias aéreas”, diz Francesca.

por bebe.abril.uol.com.br »

Fonte:Alagoas em tempo real
Link:http://www.alemtemporeal.com.br/?pag=saude&cod=3166

terça-feira, 9 de junho de 2009

Mães tardias tendem a viver mais anos


«Os mesmos genes que prolongam a fertilidade feminina podem prolongar a vida, aponta um estudo publicado no “Journal of Gerontology: Biological Sciences”, o qual refere que as mulheres que têm filhos após os 40 vivem mais anos.

O estudo, liderado pelo demógrafo Ken R. Smith, da Universidade de Utah, nos EUA, avaliou registos de quase dois milhões de pessoas. Os investigadores concluíram que, quando comparadas com as que não tiveram filhos depois dos 40, as mulheres que tiveram filhos aos 45 ou mais anos eram entre 14% a 17% menos propensas a morrer em qualquer ano após os 50 anos de idade.

A investigação também indicou que os irmãos dessas mulheres (mães tardias) também tendiam a viver mais (inclusive quando comparados com as respectivas mulheres).

No artigo publicado no sítio Eurekalert, os cientistas dizem não ter verificado, de facto, que os factores hereditários tenham maior peso que os factores ambientais, mas apontam vários outros estudos que indicam que os genes são responsáveis por até 25% das diferenças na longevidade.»

Fonte:Saúde na internet
Link:http://www.mni.pt/?key=680B3D50093A6A202E42140A321A2A5C0B683E0A7607517A6E5C7D



ALERT Life Sciences Computing, S.A.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Homens ganham peso durante a gravidez das parceiras


«Segundo pesquisa britânica, os papais entrevistados tiveram um aumento de peso significante.

Inglaterra - Uma pesquisa britânica diz que homens ganham em média 6,3 kg quando suas parceiras ficam grávidas.

O estudo, realizado pela empresa de marketing britânica, Onepoll, descobriu que os papais ganharam peso durante a gravidez das parceiras e tiveram 5 centímetros de aumento em suas cinturas.

Cerca de 25%, dos 5 mil entrevistados, afirmaram ter comprado novas roupas, de acordo com a BBC»

Fonte:Diário de Canoas
Link:http://www.diariodecanoas.com.br/site/noticias/geral,canal-8,ed-60,ct-214,cd-196468.htm

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Um em cada 500 bebês do R.Unido é toxicômano


«Londres, 31 mai (EFE).- Um em cada 500 bebês que nascem no Reino Unido é toxicômano por causa da dependência de sua mãe durante a gravidez, o que representa um aumento de 67% dos casos em relação há dez anos, segundo um relatório divulgado hoje.

Entre 2007 e 2008, 1.230 recém-nascidos sofreram sintomas relacionados com a síndrome de abstinência, como dificuldades para dormir, agitação e problemas para ser alimentados, derivados do consumo de entorpecentes por sua mãe.

Os números fazem parte de um relatório da Associação Britânica de Medicina Perinatal divulgado pelo diário "The Independent", que assegura que, de acordo com as pesquisas, os números são muito mais altos do que a estatística oficial reflete.

Segundo o jornal, a maioria desses bebês se recupera de maneira natural sem necessidade de medicação. Apenas uma minoria precisou ser tratada com pequenas doses de morfina para suavizar os efeitos da síndrome de abstinência que sofrem ao nascer.

O "Independent" explica que a síndrome só atinge filhos de mães que consumiram drogas como heroína e metadona durante a gravidez.

No entanto, os recém-nascidos que sofrem problemas derivados do consumo materno de cocaína, anfetaminas e maconha podem correr o risco de não ser incluídos nas estatísticas oficiais.

De acordo com os especialistas, este aumento reflete que cada vez são mais as grávidas que abusam das drogas e do álcool.

"Na metade dos anos 90, era difícil ver esse tipo de bebês, mas agora sempre há um nos hospitais que está com a síndrome de abstinência. Este número seguirá aumentando, porque seguem aumentando os índices de dependência", disse o professor David Field, presidente da Associação de Medicina Perinatal.

Field lembrou que não é apenas o uso de uma droga em particular o responsável por esse grave dano aos recém-nascidos, que sofrem frequentemente de más-formações e problemas de desenvolvimento. EFE fpb/rr »

Fonte:Último segundo
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Alimentação e exercícios ajudam recuperar a forma após gravidez


«Voltar à antiga forma depois de dar à luz é menos complicado do que pode parecer. Após as primeiras semanas, e com o consentimento do médico, a mulher já pode retomar a parte de suas atividades.

Segundo o ginecologista e obstetra Maurício Simões Abrão, professor da Universidade de São Paulo (USP), nos primeiros sete dias após o nascimento do bebê, a ordem geral é repousar, principalmente as que se submeteram a uma cesariana. A partir daí, a mulher pode se movimentar no ambiente doméstico. “Após esse período, a mãe já pode voltar a dirigir e fazer caminhadas mais leves.”

Atividades físicas normais só são liberadas depois de 30 (parto normal) ou 40 dias (operação cesárea). No entanto, Abrão adverte que os exercícios devem ser realizados com muita cautela para não diminuir a produção de leite. Do ponto de vista físico, a recuperação é mais lenta nos casos de cesariana. “Logo nos primeiros dias, as mulheres que tiveram um parto normal com episiotomia (cortes no períneo para facilitar a expulsão do bebê) têm uma sensibilidade maior nessa região, o que dura apenas alguns dias; já na cesariana, a sensibilidade na região do corte e as dores abdominais persistem por mais tempo”, diz o médico.

A coordenadora de natação da academia Competition, Alessandra Toassa, indica exercícios físicos sem impactos. Além de hidroginástica, caminhadas e alongamento também são recomendados. “Mesmo quem tem uma condição física melhor necessita retomar as atividades com bastante cuidado, de forma moderada, pois o corpo ainda está sob o efeito de hormônios. Há uma maior frouxidão nos ligamentos e uma perda de força muscular”, adverte.

Exercícios

Quanto à alimentação, enquanto a mãe está amamentando não deve abolir o consumo de carboidratos. “É importante manter uma alimentação saudável, composta de frutas e vegetais, para fornecer vitaminas, minerais, fibras e água ao organismo”, diz a nutricionista Beatriz Botequio. São recomendados carnes e laticínios magros, carboidratos na versão integral, gorduras saudáveis (azeite e castanhas) e muita água. Se a mãe retorna aos exercícios físicos, cada vez que ela se exercitar, deve esperar uma hora para amamentar, segundo Eneida Bittar, enfermeira e educadora em aleitamento materno pela Universidade de Los Angeles, na Califórnia. Isso porque o ácido lático, liberado durante a prática, altera o sabor do leite, que fica mais ácido.

AE »

Fonte:Último segundo
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