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quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Natalidade na Alemanha aumenta pela primeira vez na última década


«A natalidade na Alemanha, a maior economia da Europa, aumentou, nos primeiros nove meses deste ano, pela primeira vez na última década, de acordo com o instituto de estatística germânico, citado pelo “Bild”.

Paulo Moutinho
paulomoutinho@mediafin.pt

A natalidade na Alemanha, a maior economia da Europa, aumentou, nos primeiros nove meses deste ano, pela primeira vez na última década, de acordo com o instituto de estatística germânico, citado pelo "Bild".

O número de nascimentos entre Janeiro e Setembro totalizou 514.152, praticamente mais 5.000 do que o registado no mesmo período do ano passado. Segundo o jornal "Bild", em 2006 nasceram menos 123 mil bebés do que em 1996, num total de 673 mil.

A expectativa dos cientistas era para que a natalidade na maior economia da Europa voltasse a cair este ano, já que existem cada vez menos mulheres em idade de procriação. A Alemanha é o único país da Europa onde o aumento da população é integralmente justificado pela imigração.

De acordo com as últimas projecções, a taxa de natalidade na União Europeia a 27 deverá registar um aumento de 2% até 2025.»

Fonte: Jornal de Negócios
Link: http://www.negocios.pt/default.asp?Session=&SqlPage=Content_Economia&CpContentId=307484

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Alemanha: natalidade aumenta após 10 anos de regressão


«A taxa de natalidade na Alemanha, em regressão desde 1997, deverá aumentar cerca de um por cento este ano, sobretudo graças ao novo subsídio de paternidade em vigor desde Janeiro.
O subsídio em questão contempla o pagamento de 67% do vencimento líquido do pai ou da mãe, por um período de 12 ou mesmo de 14 meses (se o prazo for dividido pelo casal) num máximo de 1.800 euros e num mínimo de 300 euros mensais.

Esta ajuda estatal já tinha sido requerida por 394 mil progenitores, e foi concedida a 386 mil, entre Janeiro e Setembro, anunciou hoje, em Berlim, a ministra federal da família, Úrsula von der Leyen.

A ministra sublinhou também o facto de 10% dos requerimentos terem sido apresentados pelos pais dos bebés, embora a maior parte dos homens (57,5%) só tenha metido uma licença de dois meses para tratar dos filhos, que ficaram assim a cargo das respectivas mulheres nos restantes 12 meses.

Cerca de 20% dos homens decidiram ficar em casa a mudar fraldas e a beneficiar do subsídio estatal por um período de três a 12 meses, e igual percentagem durante 12 meses, adiantou ainda Úrsula von der Leyen.

A ministra referiu também que a aceitação com que o novo subsídio de paternidade deparou obrigou o governo a aumentar o respectivo orçamento para este ano, de 1.600 milhões de euros, em mais 30 milhões de euros.

«Nos próximos anos, deverão ser investidos 4.000 milhões de euros com a promoção da natalidade, que melhor que podia acontecer ao nosso país», sublinhou a ministra.
Von der Leyen, que é médica de profissão, e tem sete filhos, considerou, porém, que o aumento da taxa da natalidade na Alemanha ainda é apenas «uma planta frágil», dizendo esperar, no entanto, que esta tendência estabilize.

A dirigente democrata-cristã considerou também o facto de os jovens terem voltado a decidir ter filhos «uma fiança» concedida à política, à sociedade e à economia.
Para von der Leyen, a nova lei permitiu sobretudo que o nascimento de um filho não seja um risco financeiro e laboral para os casais ou para as mães solteiras, que também beneficiam do reforço dos apoios estatais.»

Fonte: Diário Digital

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Natalidade/Vila Real: Lamas de Olo dá mil euros a novos bebés nascidos na localidade


« Vila Real, 29 Ago (Lusa) - Os bebés que nasçam em Lamas de Olo, Vila Real, têm direito a um apoio financeiro de 1000 euros e a uma mensalidade de cem euros até aos 10 anos, numa iniciativa hoje anunciada que visa contribuir para o aumento da natalidade.

O apoio financeiro à natalidade, uma iniciativa já implementada por algumas freguesias de Trás-os-Montes e Alto Douro, procura criar incentivos para o aumento da população, cada vez mais envelhecida.

A Junta de Freguesia de Lamas de Olo disponibiliza, a partir deste ano, um apoio financeiro de 1000 euros a todos os bebés que nasçam na localidade.

Segundo o presidente da autarquia, Domingos Fernandes, será ainda atribuído um subsídio mensal de 100 euros às crianças até que façam os 10 anos, para ajudar as famílias com a alimentação das crianças.

Segundo o autarca o objectivo é estimular a fixação das pessoas na freguesia e contribuir para o aumento desta aldeia - tal como muitas outras em Trás-os-Montes e Alto Douro - muito afectada pela emigração e pelo abandono das actividades agrícolas.

Lamas de Olo, freguesia localizada em pleno Parque Natural do Alvão, possui apenas dez jovens, até aos doze anos, e uma população que ronda as 250 pessoas.

Domingos Fernandes referiu que já foram contempladas com este apoio duas crianças que nasceram este ano na localidade.

No distrito de Vila Real, a Câmara de Murça atribuiu um apoio financeiro de 750 euros às crianças que nasçam no concelho, uma medida que foi implementada depois de, em 2002, ter instituído um subsídio de dois mil euros dirigido aos casais que se casam e ali se fixem.

Em 2007, também as juntas de freguesia de Arroios, concelho de Vila Real, e Provezende, concelho de Sabrosa, anunciaram um apoio financeiro de 250 euros aos bebés lá nascidos.

A Câmara de Vimioso, no distrito de Bragança, foi a primeira em Portugal a anunciar um apoio financeiro de 500 euros aos bebés que nasçam no concelho.

Na Alemanha o apoio a cada nascimento pode chegar aos 25 mil euros.

A região do Alto Douro apresenta indicadores de fraco desenvolvimento económico - com uma população a empobrecer - expressos num poder de compra inferior ao da região Norte, e próximos dos 55 por cento do todo nacional, havendo mesmo concelhos em que não chegam a atingir os 40 por cento.

Desde a década de 60, a região do Alto Douro sofreu uma evolução demográfica negativa, sendo que, na década de 90, a perda populacional foi da ordem dos nove por cento.

Em 25 anos, o território perdeu 125 mil habitantes.

PLI.

Lusa/Fim»

Fonte:Noticias Sapo
Link:http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/07431bfa33e273b7dcac71.html

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Europa cada vez mais velha


«Mais de 54 milhões de europeus vivem sozinhos e dois em cada três lares não têm nenhuma criança. Estas são as principais conclusões de um relatório sobre a evolução da Família na Europa em 2008, apresentado esta quarta-feira no Parlamento Europeu.


De acordo com o documento, elaborado por uma equipa composta por psicólogos, demografos, sexólogos e peritos em conciliação entre trabalho e família, a Europa é um continente velho “imerso num Inverno demográfico” com a natalidade em crise.
O estudo, desenvolvido pelo Instituto de Política Familiar, concluiu que o número de maiores de 65 anos já superou em mais de seis milhões os jovens com menos de 14 anos. Por outro lado, cada vez nascem menos crianças, registando uma queda de um milhão em comparação com o ano de 1980.
Dois em cada três lares europeus não têm nenhuma criança e apenas 17 por cento têm dois ou mais filhos. A Eslováquia, Polónia, Roménia e Alemanha são os países que mais sofrem com a baixa natalidade.

Uma das causas para este problema é idade cada vez mais tardia das mulheres que têm filhos, quase com 30 anos.
Em 27 anos, a Europa perdeu mais de 20 milhões de jovens, enquanto o grupo de maiores de 65 anos aumentou 23 milhões. A Bulgária e a Alemanha são os países com menor proporção de jovens. No outro extremo está a Irlanda, que apresenta o maior número de jovens.
Mais de 54 milhões de europeus vivem sozinhos. Na Alemanha, Dinamarca, Finlândia e Suécia são os países com menos pessoas por lar.»

Fonte: Correio da Manha
Link: http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?channelid=00000021-0000-0000-0000-000000000021&contentid=8483EDFD-D5EB-432B-AD68-80229AE95D57