segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Varizes Técnica elimina dores nas relações sexuais


«Dores frequentes na zona do baixo-ventre – que se acentuam com os esforços – e relações sexuais dolorosas são alguns dos sintomas descritos pelas mulheres que têm varizes na vagina ou no útero, um problema de saúde cuja existência a maior parte desconhece. Este tipo de derrame está associado à dilatação de uma ou de ambas as veias ováricas e manifesta-se ou agrava-se na maior parte das vezes após o parto. É mais frequente em mulheres de meia-idade que tiveram mais de um filho.

O tratamento destas situações tem vindo a evoluir. Existe, por exemplo, a possibilidade de laqueação das veias, que implica uma operação associada a várias complicações.Uma das alternativas à cirurgia chama-se escleroterapia, técnica relativamente simples que consiste na injecção de um líquido esclerosante na veia ovárica – idêntico à substância usada para secar os derrames das pernas e sem perigo para a mulher.

O tratamento é feito com anestesia local e a mulher permanece entre seis a oito horas no hospital. Na maior parte das vezes regressa a casa no próprio dia. Os derrames desaparecem ou diminuam drasticamente.Esta técnica é usada desde 2001 no Hospital Saint Louis, em Lisboa. Segundo o radiologista Martins Pisco, chefe de serviço no Hospital Pulido Valente, que opera também no Saint Louis, a ausência de sinais característicos complica o diagnóstico deste tipo de varizes.Tal diagnóstico é evidente quando os derrames se localizam na vagina e são visíveis.

Contudo, na maioria dos casos as varizes, particularmente as do útero, não são visíveis exteriormente.Mas pode suspeitar-se da sua existência se a mulher tiver dores crónicas no baixo-ventre. Foi o que aconteceu a Susana, paciente que o CM acompanhou durante o tratamento.“Durante as duas gravidezes as varizes incomodaram-me imenso e provocaram algumas hemorragias ligeiras”, recorda a doente, de 35 anos.

Recuperada do último parto, Susana – cujas varizes, segundo conta, “causavam dores nas relações sexuais e durante a menstruação” – foi aconselhada a recorrer à técnica da escleroterapia.O primeiro passo do tratamento é anestesiar localmente a paciente na zona do baixo-ventre. Nesta fase Susana mostrou-se “tranquila e desejosa” de que encontrassem as veias.À medida que o processo se desenrola, os médicos verificam constantemente a tensão arterial da paciente através de um monitor.

Logo que a anestesia faz efeito, a equipa clínica insere um cateter na virilha até à veia ovárica. Depois, injecta um líquido esclerosante, o mesmo usado pelos cirurgiões vasculares no tratamento das varizes das pernas.Por ser difícil encontrar o local exacto da veia, o método envolve radiografias permanentes que são mostradas em ecrã. O raio X permite ver, com exactidão, onde se encontra a artéria e conduzir o cateter até ao local certo.“A veia ovárica direita está torta e eu não consigo tratá-la mais, vamos fazer o possível”, disse Martins Pisco à paciente durante o tratamento.

Depois de mais de duas horas nas mãos dos médicos, enfermeiros e auxiliares, Susana respirou fundo. “Penso que vou melhorar”, disse, convicta.Dois dias depois retomou a sua vida profissional e familiar.

VEIAS PODEM VOLTAR A ABRIR
“A possibilidade de as veias voltarem a abrir é de dez a 15 por cento”, diz ao ‘CM’ o médico Martins Pisco, chefe de serviço no Hospital Pulido Valente, em Lisboa. O especialista garante que as pacientes não têm dores nem antes nem depois do tratamento. O médico, que desenvolve esta técnica no Hospital de Saint Louis, já tratou 45 mulheres com varizes no útero e na vagina.

O Saint Louis é o único centro do País onde se efectua o diagnóstico e o tratamento das varizes da vagina e útero por técnica minimamente invasiva. A maioria destes derrames manifesta-se ou agrava-se após o parto, devido ao maior fluxo sanguíneo e à compressão das veias pelo útero quando a mulher está grávida. As varizes vaginais ocorrem em cerca de dois a dez por cento das grávidas.

HOMENS PODEM TER VARIZES NOS TESTÍCULOS
Em Portugal é cada vez maior o número de homens que recorre a este tipo de técnica para tratar o chamado varicocelo – varizes que aparecem, regra geral, no lado esquerdo do saco escrotal (bolsas que envolvem os testículos). Este problema pode, inclusivamente, dificultar a fertilidade masculina, uma vez que o sangue fica preso na veia responsável pela produção de esperma, aumentando a temperatura do testículo e diminuindo a mobilidade dos espermatozóides.

Apesar de não existirem dados oficiais, alguns estudos estimam que o varicocelo afecte entre dez a 15 por cento da população masculina portuguesa, independentemente de os homens estarem ou não em idade fértil. Crianças, adolescentes e idosos são potenciais doentes.O chefe de serviço do Hospital Pulido Valente, Martins Pisco, já tratou alguns homens com varicocelo e dá conta de uma realidade crescente: “Há muitos jovens que têm este problema. Está a tornar-se quase comum.” O médico salienta, porém, que o tratamento já existe em vários hospitais do País.

APONTAMENTOS
SINTOMAS
Dores no baixo-ventre que aumentam com a intensidade dos esforços e também durante as relações sexuais.

PARTO
As veias ováricas estão directamente associadas com a dilatação, razão pela qual se podem manifestar ou agravar durante ou após o parto, devido ao maior fluxo sanguíneo e ao útero portador de gravidez.

EXAMES
Muitas vezes a ecografia, a ressonância magnética e a tomografia são negativas. Martins Pisco sugere então a angiografia da veia ovárica.

MULHER-ALVO
As varizes da veia ovárica afectam mais frequentemente as mulheres de meia-idade e que já tiveram filhos.

TRATAMENTO
Introdução de um cateter na veia ovárica seguida de injecção de esclerosante.

PORMENORES

ANESTESIA
O primeiro passo do tratamento é a anestesia local das pacientes, através de uma injecção de lidocaína na zona pélvica. Quando é necessário, reforça-se a dose da anestesia.

TÉCNICA
É introduzido um cateter através da virilha. Quando chega à veia é injectado um líquido esclerosante, usado nas varizes das pernas e que não tem riscos para a saúde. As varizes desaparecem ou diminuem.»
Fonte: Correio da Manhã

12 comentários:

Anónimo disse...

quem tem varizes no utero, há riscos na gravidez?
gostaria de tre uma resposta

Cristiane disse...

Gostaria de saber se quem está apresentando varizes na vagina pode ter o filho por via vaginal? Obrigada.

Anónimo disse...

acho que acabei de descobrir o meu problema,pois tenho esses sintomas mais nenhum médico até hoje conseguiu mim ajudar,gostaria de saber se existe esse tratamento no brasil.

Fabio disse...

MINHA MULHER ESTÁ GRÁVIDA DE 02 MESES E POSSUI VARIZES NO ÚTERO. GOSTARIA DE SABER SE EXISTE ALGUM RISCO PARA ELA E PARA A CRIANÇA...

Anónimo disse...

descobri que tenho varizes na vagina e queria saber se há algum risco, a relação é muito dolorosa.

Anónimo disse...

Exmo. Senhor Dr. Pisco Martins

Descobro no ano passado que a causa do meu mal estar, no baixo ventre, e das henorragias na virilha direita, quando tinha relaçoes de deve a e cito a ginecologista " um molho de varizes junto à cicatriz da histerectomia". Cheguei a dar entrada no HSM para ser vista, e foi dito que eu tinha sido violada!
Bom, fiquei sempre sem saber o que fazer, até que descobri o trabalho do senhor doutor.
Pergunto. Como dorector de serviços não faz o tratamento no H. Pulido Valente?
Será que as mulheres que sofrem deste problema e que não t~em dinheiro para ir ao Hospital S. Louis, não têm o direito a ser tratadas?!
Segundo me dizem o senhor doutor é o único no País a fazer este tipo de tratamento. Será que me podem informar de em espanha também o fazem e onde? Pode ser que lá seja mais barato, pois não tenho o dinheiro que o senhor doutor pede pelo tratamento. As dores começam a ser muitas até porque a minha profissão me obriga a estar imensa horas de pé.
Lamento profundamente que a Saúde no nosso País não tenha em conta a situação destas mulheres e não intervenha com uma parte dos custos.
Sou professora e não ganho o suficiente para poder dispender de tanto dinheiro.

Anónimo disse...

Exmo. Senhor Dr. Pisco Martins

Descobro no ano passado que a causa do meu mal estar, no baixo ventre, e das henorragias na virilha direita, quando tinha relaçoes de deve a e cito a ginecologista " um molho de varizes junto à cicatriz da histerectomia". Cheguei a dar entrada no HSM para ser vista, e foi dito que eu tinha sido violada!
Bom, fiquei sempre sem saber o que fazer, até que descobri o trabalho do senhor doutor.
Pergunto. Como dorector de serviços não faz o tratamento no H. Pulido Valente?
Será que as mulheres que sofrem deste problema e que não t~em dinheiro para ir ao Hospital S. Louis, não têm o direito a ser tratadas?!
Segundo me dizem o senhor doutor é o único no País a fazer este tipo de tratamento. Será que me podem informar de em espanha também o fazem e onde? Pode ser que lá seja mais barato, pois não tenho o dinheiro que o senhor doutor pede pelo tratamento. As dores começam a ser muitas até porque a minha profissão me obriga a estar imensa horas de pé.
Lamento profundamente que a Saúde no nosso País não tenha em conta a situação destas mulheres e não intervenha com uma parte dos custos.
Sou professora e não ganho o suficiente para poder dispender de tanto dinheiro.

Anónimo disse...

Peço desculpa pelas trocas de algumas letras, mas o meu teclado está gasto e daí que nem sempre o texto esteja correcto.

Anónimo disse...

ESTOU C 30 SEMANAS E NOTEI Q ESTOU COM UMA VARIZ AO LADO DO MEU CLITÓRIS, ATÉ AGORA Ñ TIVE NENHUM INCOMODO OU DOR. -SERÁ Q PODE ATRAPALHAR NA HORA DO PARTO?

Anónimo disse...

gostaria de saber se o tratamento para varizes na vagina ode ser feito durante a gravidez?

Anónimo disse...

Sinto muita dor na regiao da vagina, já consultei vários médicos e até agora nenhum acertou o diagnóstico.Tive quatro filhos de parto normal, gostaria de saber onde posso procurar ajuda para meu problema.Desde já obrigado.

Anónimo disse...

eu nao tou gravida ja tive dois filhos mas ja sao bem grandes e tambem tenho varizes no utero e ja por duas vezes oito dias apos o periudo que tenho emborragias com inficcao gostava de saber pork