segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Tratamento eleva em 49% nascimentos de gêmeos


«A possibilidade de engravidar de gêmeos chega a assustar algumas mulheres, mas o que muitas não sabem é que o aumento de ocorrências pode ser uma tendência com a introdução e a facilidade dos tratamentos de fertilidade. Prova disso são os dados do Registro Civil, divulgados recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em 2006, Limeira registrou 49 partos de gêmeos, ou seja, 97 bebês nascidos vivos - houve um óbito fetal. O número representa um aumento de 49% em relação aos 33 partos de gêmeos ocorridos em 2005. Naquele ano, os nascidos vivos foram 65 e um óbito também. A participação dos gêmeos subiu de 1,6% para 2,4% do total de nascimentos. Mas qual a explicação para esse aumento? A ginecologista e obstetra Renata Zaccaria Simoni, especializada em gestação de alto risco, afirmou que a resposta está diretamente ligada ao avanço da medicina.

“O custo das medicações para induzir os óvulos foi barateado nos últimos anos. Sem contar também que os médicos se aperfeiçoaram no assunto justamente pelo aumento da demanda”. De acordo com ela, há dois tipos de gemelares. O primeiro são os idênticos, considerados verdadeiros ou monozigóticos, que são fisicamente iguais e do mesmo sexo. “Esse nunca muda. A variação mundial é de 1%”. Já os fraternos ou dizigóticos, que se parecem e podem não ser do mesmo sexo, fazem parte do segundo tipo de gemelares.

“É, na verdade, esse tipo de gêmeos que fez com que as estatísticas aumentassem de forma considerável”Ela esclareceu que, no primeiro caso, os gêmeos monozigóticos se originam pela fecundação de um óvulo por um espermatozóide, que se divide em dois zigotos dando dois embriões absolutamente idênticos. Já os dizigóticos são oriundos da fecundação de dois óvulos por dois espermatozóides e representam a maioria dos casos de gemelaridade. “O aumento da freqüência é variável nos gêmeos fraternos, dependendo da etnia, herança de gemelaridade materna, tratamentos de reprodução assistida, idade materna e paridade.

Nos gêmeos idênticos não existe variação da incidência”. Ainda de acordo com ela, há médicos que já fazem a indução dos óvulos no próprio consultório. Nota-se, então, a facilidade de engravidar de gêmeos. ADOLESCENTESEm 2006, o maior crescimento da incidência de gêmeos ocorreu em partos de mães com idade entre 15 e 19 anos. Foram 14 bebês nascidos vivos, aumento de 180% em relação a 2005, quase três vezes mais. A faixa seguinte, de 20 a 24 anos, também cresceu, passando de 8 bebês gerados para 20 (150%).

A explicação para essa elevação, de acordo com a especialista, está explícita durante o início da vida reprodutiva das jovens. Segundo ela, nesse período há grandes possibilidades de ciclos hormonais desordenados. Ou seja, pode ser liberado mais que um óvulo no mês, e daí, a ocorrência de gestação dupla sem o uso de medicação. Para a psicóloga Maria Rita Lemos, as jovens de hoje têm melhores condições de vida para garantir uma gravidez desse tipo nessa faixa etária. Em relação ao aumento global, ela afirma que o nascimento de gêmeos traz impacto financeiro nas famílias. “Cria-se um impasse e os pais precisam criar condições para sustentar as crianças”. Há também, segundo ela, o acréscimo emocional.

“Os pais devem ser preparados para essa situação. Cada filho tem de ser cuidado de formas diferentes, respeitando as características individuais. Os pais não podem interferir no destino de cada um deles”. A médica Renata ainda destacou que todas as gestações de gêmeos são consideradas de alto risco. Por isso, há necessidade do acompanhamento de um especialista da área. “Há chances de prematuridade, hipertensão, diabetes e outras complicações”. (RR/RS) »

1 comentário:

Ana Célia disse...

se nao fizer o tratamento de fertilidade,tendo na familia gemeos,qual´seria a chance de eu engravidar de gemeos?
Minha avo materna teve duas gravideis de gemeos, e so uma tia minha teve 2 meninos, e o meu sonho é ter gemeos sera q tenho chance?